Doenças Causadas por Vírus e Bactérias

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Tema: Biologia

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS E BACTÉRIAS

Joaçaba, março de 2006


INTRODUÇÃO

Por não possuírem organização celular e não serem capazes de viver no exterior de uma célula viva, os vírus não são considerados, por muitos cientistas, seres vivos. Além disso, por causa desses fatores, não se encaixam em nenhum reino, daí a necessidade de serem estudados a parte.

Diferente deles, as bactérias fazem parte de um dos grandes reinos dos seres vivos, o Reino Monera. São seres procariontes, unicelulares, autótrofos ou heterótrofos.

Uma grande semelhança entre os vírus e as bactérias, é a capacidade de praticar a ação patogênica, ou seja, transmitir doenças a outros seres vivos, entre eles, o ser humano.

Umas das principais doenças causadas pelos organismos intracelulares (vírus) são: Aids, Hepatite Viral, Sarampo, Caxumba e Herpes. E as causadas por bactérias são: Meningite Meningocócica, Tuberculose, Tétano, Sífilis e Gonorréia. Todas essas doenças serão apresentadas no trabalho com o intuito de auxiliar as pessoas, para que adquiram conhecimentos de como se prevenir, se tratar e se cuidar.


DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

AIDS

AIDS significa "Síndrome da Imunodeficiência Adquirida". É causada pelo vírus HIV, que ataca, primeiramente, o sistema imune da pessoa. Esse sistema do corpo é um mecanismo de defesa do organismo, que luta contra doenças que vão desde uma simples gripe até o câncer. Quando o vírus ataca o sistema imune, sua ação fica ineficiente e o corpo adquire outras doenças, além da Aids, com mais facilidade.

Transmissão:

A Aids é transmitida:

  • através de relações sexuais com parceiro infectado pelo vírus HIV;
  • uso de seringas e outros instrumentos infectados pelo vírus HIV;
  • gravidez, parto e amamentação por mãe infectada pelo vírus HIV;
  • transfusão com sangue infectado pelo vírus HIV;

Prevenção:

Para prevenção da Aids, é necessário:

  • o uso de camisinha durante relações sexuais;
  • não-compartilhamento de seringas e agulhas com outras pessoas;
  • verificar se o sangue recebido em hospitais foi testado contra HIV;
  • impedir a gravidez e a amamentação por mães infectadas pelo vírus HIV;

Sintomas:

Uma pessoa que é soropositivo pode não desenvolver nenhum sintoma, mesmo possuindo o vírus. Pode levar alguns meses ou até anos para que um portador do HIV desenvolva sintomas da AIDS. Os sintomas da AIDS incluem:

  • perda de peso e cansaço.
  • diarréia.
  • infecções fúngicas recorrentes na vagina.

À medida que a doença se desenvolve, o quadro da pessoa pode piorar e aparecer outros sintomas, tais como:

  • câncer da cérvice uterina (em mulheres) e linfoma.
  • infecções oportunistas por bactérias, vírus, fungos (podem ser moderadas ou severas).
  • danos neurológicos (perda de memória, mudança de humor,etc.).

Tratamentos para quem tem Aids:

Todas as pessoas com o vírus da AIDS (HIV) devem fazer acompanhamento médico para evitar o desenvolvimento e agravamento da doença. Esse acompanhamento é realizado através de uma série de exames feitos periodicamente, entre eles o exame de CD4 – que conta a quantidade de células de defesa da pessoa –, e o exame de carga viral – que conta a quantidade de vírus que existe no corpo.

Os médicos prescrevem a medicação (coquetel), quando há possibilidade do corpo adoecer, ou para as pessoas que procuraram tratamento quando já adoeceram. Quanto mais cedo for o acompanhamento médico, há menos risco a saúde da pessoa com Aids. Os medicamentos:

1) impedem que o HIV entre na célula do corpo;

2) se reproduza (multiplique) dentro da célula;

3) saia para infectar outras células saudáveis; 

HEPATITE VIRAL

A hepatite viral é uma das doenças mais prejudiciais em todo o mundo, seja pelo número significativo de doentes e sua grande mortalidade, e pelo enorme volume de recursos médicos e econômicos necessários ao seu tratamento.

A doença se caracteriza por um processo inflamatório no fígado, que pode ser produzido por agentes virais que tenham uma afinidade especial por este órgão, como os vírus A, B, C, D e E, e outros como o Citomegalovirus, Espeten-Barr, Coxackie etc. Estes últimos se apresentam com freqüência muito menor. A hepatite pode ainda ser causada por bactérias, drogas, toxinas e álcool. A doença causada pelos diferentes tipos de vírus é clinicamente semelhante, mas o modo de transmissão e evolução é diferente para cada vírus. Os danos às células do fígado parecem ser determinados pelo tipo de resposta gerada pelo hóspede.

Contágio:

A transmissão da doença ocorre através de alimentos e água contaminados pelo vírus da Hepatite Viral.

Prevenção:

Atualmente a prevenção se baseia na melhoria das condições de abastecimento de água e da rede de esgoto. A vacina ainda não está à disposição na rede pública de saúde.

Tratamento:

O tratamento se baseia no emprego de medidas simples de alívio dos sintomas e, em casos graves, na aplicação de tratamento específico.

A necessidade de internação é rara na hepatite viral de curso normal, não complicada, mas pode ser indicada quando as medidas higiênico-dietéticas devem ser garantidas. O isolamento é uma medida praticamente inútil, já que o período de contágio ocorre nas fases iniciais do quadro, geralmente antes da doença ter sido diagnosticada. A pessoa doente deve dispor de uma habitação individual e usar pijamas que cubram todo o corpo para prevenir a contaminação fecal dos lençóis. Sua roupa de cama, assim como os pratos e talheres de seu uso, devem ser recolhidos e lavados separadamente.

O repouso estrito não é uma indicação absoluta. O repouso relativo corresponde aos limites impostos por alguns dos sintomas, como o cansaço ou o desânimo total. O retorno à atividade normal é permitido quando os sintomas gerais e os parâmetros bioquímicos se normalizam.

Sintomas:

Os sintomas de todos os tipos de hepatites, sejam elas transmissíveis ou não, são: febre baixa, mal-estar, fezes de cor clara, urina escura, náuseas e vômitos. Podem aparecer todos ou apenas alguns desses sintomas.

Não é possível fazer diagnóstico do tipo de hepatite somente através da sintomatologia, são necessários exames sorológicos específicos chamados marcadores virais para que se faça o diagnóstico do tipo de hepatite.

SARAMPO

O sarampo é uma doença viral contagiosa. O contágio acontece através de secreções respiratórias. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções através de gotículas veiculadas por tosse ou espirro, por via aérea, podendo as partículas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente.

A transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença e perdura até o 4º dia após o aparecimento da erupção.

Antes da existência da vacina, o sarampo era considerado uma doença incurável. O período de incubação, geralmente, é de 8 a 12 dias.

Sintomas:

  • febre alta
  • manchas vermelhas na pele
  • tosse seca
  • irritação nos olhos e fotofobia
  • falta de apetite
  • nariz escorrendo
  • mal estar

Prevenção:

Existe vacina para o sarampo, a vacina tripla (MMR) que serve para sarampo, caxumba e rubéola.

Tratamento:

Por não existir tratamento específico para a doença, o tratamento consiste em diminuir os sintomas.

O doente deve guardar repouso absoluto enquanto persistirem as manchas (aproximadamente uma semana). A alimentação deve ser leve e administrada em pequenas porções servidas com uma certa freqüencia.

A febre é combatida com medicamentos antitérmicos e líquidos abundantes; a tosse se alivia com a umidificação do ambiente ou com medicamentos.

CACHUMBA

Doença contagiosa caracterizada pela inflamação das glândulas salivares. Atinge, predominantemente, crianças entre 5 a 14 anos de idade. A caxumba quando adquirida na infância, apresenta, pouca possibilidade de complicações, porém, quando adquirida por adulto, ai, requer um cuidado um pouco mais preciso.

O agente causador da caxumba é morador de ares urbanas. Quando entra em ação, determina o aparecimento de pequenas epidemias nos locais em que há maior concentração de crianças (escolas, parques infantis, clubes, etc.). Quando o organismo recebe o vírus imediatamente reage promovendo o desenvolvimento de agentes defensivos, anticorpo, por isso, quando uma criança se contamina com o vírus da caxumba os anticorpos que ali desenvolve irá protegê-la para o resto da vida, há casos em que a quantidade de agentes defensivos produzido, não chegam a quantidade suficiente para proteger o indivíduo para toda a vida podendo ocorrer então uma nova reinfecção. O conhecimento popular diz que quando uma pessoa pela segunda vez se infesta, diz que isso ocorreu porque da outra vez apenas um lado foi atacado. Hoje sabemos que isso se deve a uma imunização deficiente, podendo a mesma parótida ser infectada mais que uma vez.

Transmissão:

A transmissão se faz através de gotículas de saliva contaminadas, tendo um período de incubação que varia de 16 a 25 dias e o contágio ocorre 1 a 2 dias antes até 7 a 9 dias após o aparecimento do edema das parótidas.

Sintomas:

Os primeiros sintomas surgem após três semanas de incubação. Os sintomas são iguais a qualquer outra doença infecciosa: mal estar, dor de cabeça, falta de apetite, ligeira febre e dores musculares e articulares difusas. Depois de dois dias aproximado, a criança sente como que uma distensão sob o lóbulo da orelha. É o começo do inchaço da (s) parótida(s), decorrido um ou dois dias a inflamação fica bem evidente. Atrás da mandíbula, aparece uma massa rígida, com consistência de borracha e contornos mal definidos.

A pele da região fica esticada e brilhante, o lóbulo da orelha é empurrado para cima e para fora, desaparecendo o sulco que contorna o ângulo da mandíbula.

A parótida fica dolorida, o doente apresenta dificuldade para abrir a boca, virar a cabeça e se alimentar ou mesmo conversar. Quando a caxumba se apresenta externamente é um sinal que já esta chegando ao fim, com o decorrer de uma ou duas semanas o inchaço diminui gradualmente até desaparecer por completo.

Tratamento:

A o se observar a contaminação o infectado deve ser mantido em uma forma de isolamento para evitar que outros se contamine. O que mais se indica é o repouso total, com uma boa limpeza bucal, para que bactérias oportunistas, não aproveitem das circunstâncias e se instalem nas regiões afetadas podendo agravar o quadro.

Como as pessoas sentem dores para movimentar as mandíbulas, recomenda-se alimentos líquidos ou pastosos. Para um melhor alivio do adoentado, se surgirem febres alta, o indivíduo deve tomar antitérmicos e para combater a dor, fazer compressas quentes.

Quando crianças debilitadas, gestantes ou mesmo adultos com complicação da caxumba, pode se adotar medidas especiais, como a ingestão de gamaglobulina, com elevada concentração de anticorpos. Nessas circunstâncias especiais a medida permite atenuar a doença e a evitar complicações, porém, não oferecem imunidade definitiva, que só pode resultar dos anticorpos produzidos naturalmente pelo organismo ou pela aplicação de vacina especifica.

HERPES

Conceito:

Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causada por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4 a 5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões são muito dolorosas e precedidas por vermelhidão local.

A pessoa pode estar contaminada pelo vírus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, pode transmiti-lo ao parceiro numa relação sexual.

Complicações/Conseqüências:

Aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatais, Vulvite, Vaginite, Cervicite, Ulcerações genitais, Proctite etc.

Transmissão:

Frequentemente pela relação sexual.

Tratamento:
Não há um tratamento eficaz para a doença. O tratamento consiste apenas no alívio dos sintomas, além de aumentar o intervalo entre as crises.

Prevenção:
Não está provado que a camisinha diminua a transmissibilidade da doença. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual é recomendável.


DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS

MENINGITE MENINGOCÓCICA

É uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus ou por bactéria, a qual é a mais comum. A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis ou Neisseria intracelullaris.

A transmissão é feita pelo contato direto com secreções da garganta ou do nariz de pessoas portadoras da doença. Estas pessoas liberam as bactérias no ar que podem ser inspiradas por outros indivíduos e causar a doença.

Sintomatologia:

O período de incubação é de dois a dez dias. A doença meningocócica evolui em três etapas: nasofaríngea, septicêmica ou meningococcêmica e meningítica.

A fase nasofaríngea é normalmente pouco sintomática, mas é o ponto de partida para as formas evolutivas da doença. Os sinais gerais são: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos.

A fase septicêmica ou meningococcêmica caracteriza-se pelo aprecimento da febre, calafrios, dores musculares e toxemia. Geralmente, aparecem lesões cutâneas purpúricas.
O último estágio evolutivo da infecção é a meningite meningocócica, em que ocorre a inflamação das meninges, com fortes dores de cabeça, dores no pescoço e nas costas, rigidez na nuca, confusão mental, etc. O corpo assume posturas de defesa contra a dor, para evitar o estiramento doloroso dos nervos que saem da medula espinhal.
Pode ocorrer ainda aumento ou diminuição do ritmo cardiorrespiratório.

Prevenção e Tratamento:

As principais medidas preventivas que devem ser tomadas são: utilização de pratos, talheres e copos bem lavados; utilizar de preferência utensílios descartáveis; evitar ambientes abafados onde há aglomerações de pessoas; isolamento dos doentes em hospitais especializados.

O tratamento, muito demorado pela dificuldade de se fazerem os antibióticos atingirem as meninges, é feito com penicilina, tetraciclina e cloranfenicol.

TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista inglês Robert Koch, em 1882.

Normalmente, associa-se o termo tuberculose com doença pulmonar. Na realidade, apesar de a tuberculose pulmonar ser a mais comum, ela pode afetar outros órgãos, como rins, órgãos genitais, intestino delgado, ossos, etc. Apesar das inúmeras localizações possíveis da doença, em cerca de 90% dos casos, inicia-se pelos pulmões.

Nos adultos, é mais comum a tuberculose pulmonar, contraída pelo sistema respiratório, diretamente (gotículas de escarro) ou pela poeira contaminada.

Nas crianças, via de regra, a transmissão ocorre pela ingestão de leite de vaca contaminado, podendo aparecer a tuberculose pulmonar, a renal, a óssea, na pele, etc.

Sintomatologia:

O período de incubação varia de seis semanas até muitas décadas, dependendo das condições de saúde de cada indivíduo.

Na tuberculose pulmonar, geralmente a primeira infecção por bacilos se estabelece sem apresentar sintomas ou com sintomas discretos, como perda do apetite, fadiga, irritação. Muitas vezes, os sintomas assemelham-se aos da gripe ou do resfriado comum. Podem surgir febre, tosse seca, sudorese noturna e emagrecimento.

Por outro lado, em alguns casos, a evolução da doença origina conseqüências graves. Pode ocorrer a reativação dos focos primários, caseificação progressiva e cavernização, caracterizando a tuberculose crônica. Verifica-se a tendência à progressão dos nódulos da primeira infecção em particular naquelas pessoas que têm convivência com tuberculoses contagiantes.

Prevenção e Tratamento:

Na prevenção, principalmente em crianças recém-nascidas, usa-se a vacina BCG (bacilo de Calmet-Guérin). Evitar o convívio com tuberculoso contagiante e só consumir leite pasteurizado ou fervido adequadamente. Talvez a prevenção mais eficaz seja melhorar o padrão de vida da população, as condições de habitação, trabalho, alimentação, etc. Também é importante a descoberta de casos ocultos, através de radiografias e teste cutâneo (prova de tuberculina). O tratamento, ao menos em seu início, é feito num hospital especializado (sanatório). Usa-se um verdadeiro arsenal de antibióticos e, por vezes, métodos cirúrgicos.

TÉTANO

O tétano é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, mas muitas vezes fatal. O bacilo causador é o Clostridium tetani. Este bacilo podem formar esporos, tornando-se arredondados e podendo sobreviver em condições adversas.

Sintomas:

Os sintomas se manifestam normalmente entre 5 e 10 dias.. Inicialmente, caracteriza-se por irritabilidade, febre e dificuldade de deglutinação. Além de a contratura provocar deformações fisionômicas no rosto, o "riso sardônico", a rigidez muscular, ao chegar à nuca, projeta a cabeça para trás; no abdômen, provoca o chamado abdômen-tábua; na língua e na faringe, torna quase impossível o paciente engolir até água. Muitas vezes, o espasmo gótico pode ser causa de asfixia.

Prevenção e Tratamento:

Vacinação de crianças, a partir dos 2 ou 3 meses de idade, em geral associada à vacinação contra coqueluche e difteria (vacina tríplice). Devem ser feitas, no mínimo, três doses com intervalos de 30 a 60 dias. A dose de reforço ou revacinação deve ser repetida a cada 10 anos. Caso a criança tenha tido a vacinação completa, com cinco doses, não é necessário revaciná-la antes dos 14 anos.

Uma pessoa com algum ferimento que possa levar ao tétano, se não foi devidamente vacinada na infância ou se já foi vacinada há mais de dez anos, pode e deve receber a vacina. Conforme o caso pode haver também a necessidade de administração de soro antitetânico ou imunoglobulina antitetância humana. Portanto, recomenda-se levar a pessoa a um posto de saúde para a orientação. Outra recomendação importante é lavar os ferimentos com água e sabão, complementar a limpeza com água oxigenada 10 volumes e usar anti-séptico tópico. O importante é não usar pós cicatrizantes em feridas recentes.

SÍFILIS

É uma doença sexualmente transmissível causada por uma bactéria denominada Treponema pallidum. Depois de uma lesão primária localizada pode afetar praticamente todos os órgãos do corpo, bem como manter-se em estado clinicamente latente.

A doença é transmitida, principalmente, por contato sexual e pela placenta, da mãe para o feto, durante a gestação (sífilis congênita).

Sintomatologia:

O período de incubação varia de duas a quatro semanas.

  • O período primário da sífilis é caracterizado pelo cancro duro, uma lesão primária, geralmente nos órgãos genitais. Os gânglios linfáticos regionais ficam duros e indolentes.
  • O período secundário manifesta-se de 6 a 8 semanas após a infecção e apresenta uma exantema cutâneo generalizado (erupções cutâneas chamadas roséolas sifilíticas) e raramente pústulas e nódulos; alterações das mucosas (placas) na boca e na faringe. Sem tratamento, os exantemas continuam reincidentes durante 2 a 3 anos. Seguem anemia grave com linfocitose, esplenomegalia e hepatomegalia.
  • O período terciário manifesta-se entre o terceiro e o quinto ano, após a infecção (em casos não tratados). As lesões  terciárias consistem, principalmente, em sifilomas tuberosos e gomas na pele, mucosas, ossos, vísceras, sistema cardiovascular e SNC.

Profilaxia e Tratamento:

A profilaxia é semelhante para todas as doenças sexualmente transmissíveis: higiene após a relação sexual e uso de preservativos. Também, costuma-se administrar a penicilina após relações suspeitas.

O tratamento consiste no uso de antibióticos, usualmente a penicilina e, em casos de hipersensibilidade a esta, eritromicina ou tetraciclina. O êxito do tratamento deve ser controlado durante 1 a 2 anos, clínica e sorologicamente.

GONORRÉIA

Gonorréia, também conhecida como blenorragia ou esquentamento, é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum. A doença pode afetar todas as partes do corpo embora apareça primeiramente nas áreas genitais.

Sintomas:

  • Sensação de queimação ou dor ao urinar;
  • Vontade freqüente de urinar;
  • Corrimento turvo e denso do pênis;
  • Corrimento vaginal turvo, amarelo com odor desagradável;
  • Dor de estômago (nas mulheres);
  • Sangramento menstrual anormal;
  • Ânus ou reto inflamados (após relação sexual anal);
  • Inflamação de garganta (após relação sexual oral);
  • Dor no escroto ou testículos.;

Tratamento:

A gonorréia é tratada através de antibióticos, ministrados tanto por via oral quanto por injeções. Devido ao fato de muitas pessoas com gonorréia terem chlamidya (outra doença sexualmente transmissível), talvez deva usar mais de um remédio para curar ambas as doenças.

Prevenção:

É importante dizer ao(s) seu(s) parceiro(s) sexual que ele(s) está(ão) exposto(s) à gonorréia. Outros cuidados:

  • Diminuir o risco de infecção, usando sempre preservativos durante relação sexual;
  • Não compartilhar toalhas ou objetos pessoais íntimos que podem conter bactéria;


CONCLUSÃO

A pesquisa realizada foi de grande importância, porque permitiu que aumentássemos nossos conhecimentos, fazendo assim, com que nos cuidemos, e nos previnamos de tais doenças causadas por vírus e bactérias.

Além disso, se não fizermos a prevenção, arcaremos drasticamente com as conseqüências, pois muitas das doenças apresentadas acima não possuem tratamento, e isso dificulta nossa melhora.

Enfim, é preciso estar consciente dos riscos que possuímos no dia-a-dia de contrair as seguintes doenças, isso significa que, precisamos estar atentos e nos precaver.


BIBLIOGRAFIA

HERZER, Everton. Site: http://members.tripod.com/~everton_herzer/principal.htm;

http://www.brasilescola.com/doencas/

http://www.clickgratis.com.br/escolar/as_doencas_causadas_por_bacterias.html

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