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Natação - Adaptação ao Meio Líquido

Autor:
Instituição: UCS
Tema: Natação

Natação Adaptação ao Meio Líquido


Introdução

Geralmente, o primeiro contato com o meio líquido o aluno(a) sente alterações em seu corpo, que são na maioria da vezes normal. É necessário uma adaptação gradual com a finalidade de evitar o conhecido " trauma de água ". Uma má adaptação ao meio líquido poderá influir negativamente em uma aprendizagem futura.

Antes de tudo tem quatro aspectos essenciais nesta fase: o respeito pela fase de desenvolvimento maturacional que o aluno se encontra, o contato físico, o contato social que o aluno terá com o professor e a segurança, pois, não basta que o aluno esteja seguro e sim que ele se sinta seguro.

A boa adaptação ao meio líquido dependerá principalmente da relação aluno e água, sendo resultado da maneira pela qual a aproximaram do meio líquido e do tempo que lhe concederam para brincar caso criança.

Ao entrar em uma escola de natação, as pessoas se deparam com um mundo novo, cheio de novidades, e quando crianças, principalmente no aspecto afetivo, onde entrar na água (natação) implica na separação dos pais e em novas formas de adaptação social em razão da necessária integração a um grupo novo.

O professor deverá compreender que está de frente a uma psicologia complexa de crescimento e desenvolvimento, a qual necessita de condições únicas e especiais. Deve-se respeitar a adaptação individual da cada pessoa. Ou seja, o professor deve fazer com que a instrução acompanhe o nível de desenvolvimento do aluno, ou seja, não exigir que aprendam habilidades específicas, antes que tenham desenvolvido capacidades específicas de pensamento lógico que são pré-requisitos para compreensão daquela aprendizagem específica.

Veremos nesse trabalho, alguns exercícios e conhecimentos básicos de adaptação à água, de forma que o professor de natação ( educação física ) possa ter consciência da informação a ser dada ao seu aluno, com o intuito de não causar, muitas vezes, danos psicológicos nos mesmos.

É importante salientar, que a adaptação se diferencia em cada caso ( adulto, criança, idosos, etc... ), sendo imprescindível um cuidado especial com crianças e idosos, tendo um contato imediato com os pais ( no caso das crianças ) para saber os seus propósitos e definições desse " novo " meio de educação na qual a criança deverá se adaptar.

Na fase de adaptação devemos dar confiança ao aluno, afim de que ele aprenda a dominar este meio, deslocando-se e movimentando-se com facilidade.

As adaptações:

1. ADAPTAÇÃO PSICOLÓGICA: visa familiarizar o aluno ao meio líquido de uma maneira mais lúdica, através de jogos e brincadeiras que busquem contato direto com a água.

2. ADAPTAÇÃO FISIOLÓGICA: visa ambientar o aluno a partir da imersão (mergulho) do rosto e/ou cabeça. Nesta fase, inicia a respiração principalmente a expiração que favorece tremendamente o acesso ao fundo. Esta fase depende muito de um bom trabalho durante a fase de adaptação psicológica.


Exercícios Para Adaptação ao Meio Líquido

Exercícios para quem nunca entrou na água, ou tem medo da mesma: Para ambos os exercícios de adaptação ao meio líquido ( com o sem experiência na água ) o professor deverá te consciência da profundidade da piscina, conservação da mesma, altura do aluno e exame médico atualizado afim de evitar transtornos posteriores.

1. Com o auxílio do professor, o aluno sentará na borda da piscina com as pernas dentro d’água sem movimentá-las:

2. Idem ao exercício anterior, sendo que agora o aluno movimentará as pernas com o auxílio do professor:

3. Será pedido que o aluno repita o mesmo movimento sozinho, estando o professor dentro d’água:

4. Em decúbito ventral de frente para a piscina, o aluno colocará as mãos dentro d’água e fará movimentos circulares:

5. Idem ao anterior, porém, além de fazer movimentos circulares, deverá jogar-se água no rosto:

6. Com o auxílio do professor, o aluno descerá a escada na piscina:

7. O aluno se deslocará pela piscina segurando as mãos do professor, afim de conhecer o meio que irá trabalhar:


Exercícios para quem já possui uma certa adaptação com o meio-líquido:

8. O aluno dará uma volta sozinho na piscina segurando-se na borda da mesma:

9. O aluno vai andar dentro da piscina segurando a prancha com os braços semi-flexionados com auxílio do professor ( prancha na horizontal ):

10. Idem anterior sem auxílio do professor:

11. Agora ele vai andar segurando a prancha na vertical com os braços estendidos, imitando a pegada de um volante de carro:

12. Andando com os braços estendidos a frente com a prancha na vertical, agora entre as palmas das mãos:

13. Andando ainda para frente, segurando a prancha em cima da cabeça:

14. Idem ao anterior, sendo que o aluno andará para trás:

15. O aluno irá se deslocar correndo, segurando a prancha em cima da cabeça:

16. Idem anterior, correndo para trás:

17. O aluno se deslocará para frente sem o auxilio da prancha e nem do professor ( o que deverá ocorrer sempre desse exercício para adiante ):

18. Idem ao anterior, agora movimentando os braços em movimentos circulares:

19. O aluno se deslocará andando para trás:

20. Idem ao anterior, agora movimentando os braços circularmente:

21. O aluno se deslocará correndo para frente, movimentando os braços circularmente:

22. Idem anterior, correndo para trás:

Poderá ser realizados esses movimentos fora da piscina, à fins demonstrativos e em casos de dúvidas.

No caso de 01 ( um ) aluno, o professor, nesse processo, deverá se fazer presente dentro d’água. No caso de aula coletiva, o professor deverá se portar de modo a observar todos os alunos ao mesmo tempo, estando com sua atenção redobrada, afim de evitar acidentes e possíveis traumas.


Exercício para possíveis escorregões dentro d’água:

É importante que se ensine ao aluno o processo de se levantar em caso de escorregões ou mesmo depois de boiar em decúbito ventral.

1. Segurando-se na barra da borda da piscina, com os braços estendidos, deve-se encolher os joelhos na direção do peito, palmas das mãos viradas para o corpo, forçando os braços para dentro d’água ( com a cabeça também dentro ), até ficarem completamente na vertical, coloca-se os pés no chão e retira-se a cabeça da água.

Obs.: Esse exercício poderá ser realizado diversas vezes até que o aluno se sinta seguro para fazê-lo sem estar se segurando na barra da piscina:


Conclusão

Durante a aprendizagem da natação, percebe-se que se torna muito importante o contato de integração: aluno & professor. No processo de adaptação ao meio líquido, que considero ser importantíssimo para toda a vida aquática do aluno, deve-se ter uma atenção redobrada para os indivíduos com maior dificuldade no aprendizado, nunca dispensando normas de segurança e observações técnicas.

Coerência, perceverânsa, bom senso, paciência e análise crítica, são umas da qualidades das quais o profissional de natação deverá ter para se manter ativo nessa profissão. Percebi que a educação na água depende muito do respeito que temos com ela e com nosso próprio limite.

Espero ter conseguido através deste trabalho, ajudar no processo de orientação aos futuros professores de Natação, lembrando-os que para crescermos, devemos estar com nossas cabeças preparadas para as mudanças e aptos a adquirir conhecimentos que elevem ainda mais nossa sabedoria.


Bibliografia

Natação 1000 Exercícios ( Fernando Cabral / Sanderson Cristianini / Wagner Alves de Souza ) – 1995 – 2ª Edição – 1996 – 3ª Edição 1998;

Diversos Sites da Internet com assuntos referentes a Natação;

Professor Pedro – Academia de Natação Corpo Meu.

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