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Relatório Parcial de Pesquisa: A Importância da Prática de Atividade Física no Tratamento para a Dependência Química: Um Estudo com Indivíduos de 20 A 59 Anos

Autor:
Instituição: Centro Universitário Moura Lacerda
Tema: Relatório Parcial de Pesquisa: A Importância da Prática de Atividade Física no Tratamento para a Dependência Química: Um Estudo com Indivíduos de 20 A 59 Anos

Relatório Parcial de Pesquisa: A Importância da Prática de Atividade Física no Tratamento para a Dependência Química: Um Estudo com Indivíduos de 20 A 59 Anos

Centro Universitário Moura Lacerda
2007

 

 

 

INTRODUÇÃO

Na história da humanidade a sociedade ao longo do tempo tem dividido espaço com as mais variadas drogas. Sendo algumas drogas de origem natural, outras de origem laboratorial, elas ocasionam efeitos nocivos sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) do indivíduo. Os efeitos do uso geram alterações na mente, no físico e no modo de agir. Sabemos que muitos seres humanos estão insatisfeitos com seu estado físico ou mental, fato este que os levam a buscar modificações de sua percepção, sensação ou estado emocional nas drogas, hora com intuito relaxante, ou por puro prazer.

Sendo o homem possuidor de grande racionalidade que o permite tomar decisões, percebemos com o decorrer do tempo que nem sempre essa racionalidade é utilizada como uma forma de se tornarem as melhores decisões que o permitam sobreviver.

As drogas que antes eram utilizadas na realização de ritos religiosos ou por médicos na cura de doenças, tem sua utilização deturpada pelo uso de forma indevida pelo homem. Hoje as drogas são caracterizadas como um dos males do século XX, aumentando-se a cada dia sua diversidade.

Atualmente, o consumo das drogas é cada vez mais freqüente, e as substâncias são mais diversificadas e com maior quantidade de componentes que podem levar o indivíduo à dependência química mais rapidamente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os motivos que podem levar alguém a provar ou usar ocasionalmente drogas são:

- Curiosidade;
- Influência de amigos, sociedade e publicidade de fabricantes de drogas lícitas;
- Sensação imediata de prazer;
- Facilidade de acesso;
- Desejo ou impressão de que elas podem resolver todos os problemas, ou aliviar ansiedades;
- Fuga, estimulação, relaxamento;
- Ficar acordado, dormir;
- Emagrecer, engordar;
- Aliviar dores, tensões, angústias, depressões;

São razões muito diversas que podem levar ao uso abusivo das drogas. Mesmo com drogas aceitas, toleradas ou até mesmo incentivadas pela sociedade, como é o caso da bebida alcoólica, é possível em alguns casos chegar à dependência química pelo uso abusivo, seja substância lícita ou ilícita.

É aí que está o perigo de toda droga, seja medicamento, álcool ou outro tipo de substância psicoativa, por essas e outras razões atribui-se grande importância à prevenção do uso de drogas e a devida importância que deve ser dada nas atividades físicas que podem ser desenvolvidas no processo de tratamento da dependência química.

Os profissionais ligados à saúde, como é o caso do professor de Educação Física, devem estar constantemente atualizados, tendo uma base para comprovar o que aplica para aquelas pessoas que aderem à prática de atividades físicas com o intuito de modificar hábitos para melhorias relativas à saúde (COSSENZA, 1996).

Atividade Física pode ser determinada como sendo o conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto energético e alterações orgânicas, através de exercícios que envolvam movimento corporal, com aplicação de uma ou mais capacidades físicas, associado à atividade mental e também social, onde este indivíduo terá como resultado benefícios à sua saúde, melhorando sua capacidade cárdio-respiratória, seu nível de força, flexibilidade, tônus muscular, entre outras, tudo isso dependendo do tipo de atividade e da intensidade, freqüência e duração da mesma. Além de diminuir os riscos de doenças como diabetes, hipertensão, controle de estresse, etc. (BARBANTI, 1990)

 

OBJETIVO

O objetivo inicial deste projeto de pesquisa foi avaliar a importância da atividade física no tratamento para dependência química em comunidade terapêutica, porém, o estudo foi direcionado para a avaliação do perfil dos indivíduos que se encontram em tratamento para dependência química em Comunidade Terapêutica (CT), tendo como fundamento principal a elaboração de atividades específicas para que sejam aplicadas ao determinado grupo de estudo. O objetivo foi assim definido devido às atividades terapêuticas adotas pela CT, tendo que ser alterado o direcionamento no decorrer da pesquisa. Assim, o objetivo das presente pesquisa foi avaliar o perfil do grupo de estudo e eleborar atividades físicas que possam ser aplicadas aos mesmos de forma mais incisiva na otimização do tratamento, observando ainda o conhecimento e a importância que estes dão à prática de atividades físicas e sua influência no processo de recuperação.

Os benefícios do esporte para a saúde e o bem-estar são gerais, mas é principalmente importante para dependentes químicos, que têm um repertório de sensações de prazer reduzidas. Observa-se que o círculo de amizades dos usuários de drogas normalmente também é de pessoas dependentes. A atividade física pode ajudar a recuperar o prazer por uma atividade não relacionada à droga.

 

JUSTIFICATIVA

A prática de atividade física proporciona a modificação e aperfeiçoamento da percepção, do pensamento, da motivação, sendo estes aspectos a base de regulação dos movimentos motores.

Essa melhora do aspecto psicomotor do indivíduo pode ser atingido por meio de orientações psicológicas de treinamento, estabilização e otimização do comportamento, ocasionando uma regeneração psicológica (auto-estima, auto-conhecimento, auto-confiança), e por conseqüência a otimização da comunicação ou convívio social e profissional.

A prática de atividades físicas contribui em larga escala para o desenvolvimento da personalidade, proporcionando àqueles que praticam, saúde, bem-estar, autodeterminação e responsabilidade social (com o grupo e com a sociedade como um todo).

Sabendo-se que a droga faz parte de nossa realidade desde muito tempo, o beber socialmente ou fazer uso de medicamentos sem prescrição médica, por isso tornou-se algo comum. As pessoas sabem quais os males ocasionados pelo uso das drogas, mas não têm consciência desses males por falta de estímulo de suas capacidades físicas e psicológicas, capacidades estas que são fundamentais para que atuem mais participativa e conscientemente da sociedade, pois a reações psicofísicas (ansiedade, medo, raiva, entre outras) serão constantes no cotidiano, não podendo desta forma agir como se nada estivesse ocorrendo, mas sim utilizar as capacidades psicológicas que possui para enfrentar uma situação adversa (SAMULSKI, 2002).

Ao utilizar o corpo, o indivíduo trabalha a mente por ter que pensar como irá realizar os movimentos, se irá se antecipar controlando fatores internos de modo a otimizar as condições táticas e psicológicas para a realização da ação ou se irá agir de forma retroativa, ou seja, analisar e avaliar as ações anteriores de modo a possibilitar um feedback positivo para a regulação das ações futuras sob os aspectos motor, técnico e psicológico (SAMULSKI, 2002).

É essa uma das razões que a prática de atividade física pode contribuir para o desenvolvimento das habilidades psicológicas das pessoas que se encontram em tratamento para a dependência química, pois faz se importante que esses indivíduos tenham um cuidado especial em relação à mudança no estilo de vida, e a freqüência da prática de atividades físicas podem contribuir no sucesso do tratamento, e pode ainda, despertar a afeição à prática esportiva, que atualmente é considerada de fundamental importância na vida de todas as pessoas. Enfatizando ainda que a elaboração de um programa de atividades a serem desenvolvidas deve ser de acordo com o histórico pessoal e familiar das pessoas que serão submetidas à prática proposta.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Inicialmente foi aplicado um questionário, que segue anexo, para avaliar o perfil do grupo de estudo, e diversos fatores foram levados em conta.

O questionário preenchido pelos indivíduos da pesquisa forneceu um quadro claro do perfil do indivíduo.

O questionário foi aplicado quarenta e oito indivíduos do sexo masculino na faixa etária de vinte à cinqüenta nove anos de idade, que realizam atualmente tratamento para dependência química em duas comunidades terapêuticas, sendo uma em Jaboticabal e outra em Campinas, interior de São Paulo.

 

RESULTADOS

- Comunidade Terapêutica Joanna de Angelis – Jaboticabal/SP

Foi possível observar que neste grupo de estudo 43% dos indivíduos estão até três meses em tratamento na CT.

Gráfico 1. Tempo em tratamento

 

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Os indivíduos que estão na CT à menos de três meses estão na faixa etária de 20 à 29 anos, enquanto que os de mais idade estão mais ao final do tratamento.

Com relação ao consumo do tabaco (cigarro), observou-se 75% consomem de 10 a 20 cigarros por dia, sendo um índice alto em relação aos que não fumam, que é de apenas 4%.

Gráfico 2. Consumo de cigarro

 

gráfico



A faixa etária que mais se utiliza do tabaco está entre 30 à 49 anos, porém, a diferença entre as outras faixas etárias é de apenas 1% no que diz respeito ao consumo diário.

No questionário foi aplicada uma questão para avaliar a existência de doenças na família dos indivíduos, para ter-se um histórico de patologias que poderiam indicar alguma influência na saúde atual do indivíduo de estudo.

Gráfico 3. Histórico de patologia familiar

 

gráfico



Como pode-se observar no gráfico acima, 5% apresenta quadro de problemas ortopédicos na família, 26% apresentam antecedentes de patologias cardiovascular, assim, é importante que antes de serem iniciadas a prática das atividades físicas, os indivíduos sejam avaliados individualmente em relação ao seu quadro clínico, pois estes podem apresentar alguma limitação no que diz respeito à sua saúde e em alguns casos precisarão passar por exames clínicos antes de serem liberados para a prática dos exercícios que serão propostos.

Até três meses antes da internação na CT, 38% dos indivíduos praticavam atividades físicas com uma freqüência regulara de 2 à 3 vezes por semana, sendo os indivíduos na faixa etária de 20 à 29 anos os de maior constância na prática.

Com relação à substância psicoativa eleita (droga de preferência) pelo indivíduo, o crack é a mais citada no questionário, 48% têm preferência pelo crack, mas esta substância normalmente era ingerida juntamente à outras, como o álcool.

Gráfico 4. Droga eleita

 

gráfico



Mais uma vez é importante enfatizar a avaliação individual dos indivíduos, pois as conseqüências que o uso das drogas deixa no organismo são variadas de pessoa para pessoa.

Para que a presente proposta possa apresentar resultados positivos, os indivíduos devem ter conhecimento dos benefícios que a atividade física pode proporcionar na melhora da qualidade de vida e também na otimização da recuperação no tratamento em CT.

Observou-se no questionário aplicado que 95% conhecem alguns dos benefícios que pode ser proporcionados pela prática da atividade física.

Gráfico 5. Conhecimento sobre os benefícios da atividade física

 

gráfico



O conhecimento apresentado pelos indivíduos é um fator muito importante para que as atividades sejam aplicadas e gerem resultados positivos, pois quando não existe a consciência sobre uma temática fica mais difícil de acreditar que esta possa realmente produzir benefícios, como é o caso da atividade física neste estudo.

E em decorrência do conhecimento de benefícios que podem ser proporcionados pela prática da atividade física, 67% dos indivíduos do estudo julgam muito importante a prática da atividade física para melhora da qualidade de vida.

E 100% dos indivíduos acreditam que a prática da atividade física pode se benéfica no período do tratamento, ou seja, a atividade física pode oferecer melhores condições para tornar o indivíduo apto a lidar com situações complexas no tratamento, após o tratamento e em sua vida diária.

Para propor uma atividade física ao grupo de estudo é necessário que estes estejam motivados para a prática.

Gráfico 6. Motivação dos indivíduos para a prática das atividades físicas

 

gráfico



30% não mostraram muito motivados para iniciar um programa de atividades físicas, sendo que 26% estão muito motivados, e esse grupo está na faixa etária de 20 à 29 anos. Os indivíduos que fazem parte da faixa etária de 49 à 59 anos apresentaram uma motivação reduzida, mas este quadro pode modificado, principalmente se as atividades forem elaboradas especificamente para esta faixa etária.

Observando o quadro de motivação do grupo de estudo, em uma das questões respondidas pelos indivíduos do estudo objetivou-se saber quais atividades estes teriam interesse em executar no preíodo de tratamento, que perfaz um total de nove meses. Assim, obteve-se as seguintes sugestões: futebol, volei, bocha, malha, jogo de baralho, caminhadas, basquete, lutas, musculação, alongamentos e natação.

- Comunidade Terapêutica APOT (Associação Promocional Oração e Trabalho) Pe. Haroldo – Campinas/SP

Em relaçao a este grupo de estudo, 50% dos indivíduos estão na CT até três meses, enquanto que apenas 8% estão a mais de seis meses em tratamento.

Gráfico 1. Tempo em tratamento

 

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Os indivíduos que estão nesta CT até três meses estão na faixa etária de 20 à 29 anos, e os indivíduos na faixa etária de 30 à 39 anos estão inseridos no quadro de 50% (4 à 5 meses).

Com relação ao consumo do tabaco (cigarro), observou-se 62% consomem de 10 a 20 cigarros por dia, sendo um índice médio em relação aos que não fumam, que é de 25%.

Gráfico 2. Consumo de cigarro

 

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A faixa etária que mais se utiliza do tabaco está entre 20 à 39 anos, e em relação ao consumo diário, esta é a que mais utiliza-se do tabaco. Essa observação é preocupante, pois são pessoas mais jovens que utilizam o tabaco em maior quantidade e freqüência.

No questionário foi aplicada uma questão para avaliar a existência de doenças na família dos indivíduos, para ter-se um histórico de patologias que poderiam indicar alguma influência na saúde atual do indivíduo de estudo.

Gráfico 3. Histórico de patologia familiar

 

gráfico



Como pode-se observar no gráfico acima, 46% não apresentam nenhum tipo de patologia na família, caracterizando assim, esse grupo como um grupo menos propenso a desenvolver alguma das patologias acima citadas, porém é necessário que tenha-se uma avaliação individual desses indivíduos.

Até três meses antes da internação na CT, 50% dos indivíduos praticavam atividades físicas com uma freqüência regulara de 2 à 3 vezes por semana, sendo os indivíduos na faixa etária de 20 à 29 anos os de maior constância na prática, estando esta faixa etária acima da faixa etária de 30 à 49 anos em apenas 1%.

Com relação à substância psicoativa eleita (droga de preferência) pelo indivíduo, o álcool é a mais citada no questionário, 36% têm preferência pelo álcool, mas esta substância normalmente era ingerida juntamente à outras, como a cocaína, que atingiu 32% dos indivíduos, e posteriormente vem o uso do crack que perfaz 23% dos indivíduos do estudo.

Gráfico 4. Droga eleita

 

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Observou-se ainda que o uso do álcool e da cocaína ocorre principalmente na faixa etária de 20 à 39 anos. Resultado este preocupante, principalmente porque o álcool é uma droga lícita, muitas vezes de baixo custo, o que facilita sua compra e uso em maior quantidade e freqünência.

Observou-se no questionário aplicado que 100% conhecem alguns dos benefícios que pode ser proporcionados pela prática da atividade física.

O conhecimento apresentado pelos indivíduos, como já foi citado anteriormente, é um fator muito importante para que as atividades aplicadas produzam resultados positivos, pois quando não existe a consciência sobre uma temática fica mais difícil de acreditar que esta possa realmente produzir benefícios, como é o caso da atividade física neste estudo.

E em decorrência do conhecimento de benefícios que podem ser proporcionados pela prática da atividade física, 92% dos indivíduos do estudo julgam muito importante a prática da atividade física para melhora da qualidade de vida.

Gráfico 5. Importância da atividade física na melhora da qualidade de vida

 

gráfico



E 100% dos indivíduos acreditam que a prática da atividade física pode se benéfica no período do tratamento, ou seja, a atividade física pode oferecer melhores condições para tornar o indivíduo apto a lidar com situações complexas no tratamento, após o tratamento e em sua vida diária.

Gráfico 6. Motivação dos indivíduos para a prática das atividades físicas

 

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Interessante que neste grupo de estudo os indivíduos mais motivados estão na faixa de 20 à 39 anos, e os indivíduos menos motivados diferem dos indivíduos da CT de Jaboticabal-SP em 23%.

Em relação às sugestões de atividades físicas para serem executadas durante o tratamento, os indivíduos citaram as seguintes atividades: futebol, volei, yoga, te chi chuan, recreação, ciclismo, caminhadas, basquete, lutas, musculação, alongamentos e natação.

 

DISCUSSÃO

Como possível observar nos resultados acima apresentados, cada grupo possui um perfil diferente, isso se dá pela faixa etária do grupo, de sua história pessoal, dos compromentimentos que a droga gerou no organismo de cada indivíduo, e de seu empenho em efetuar um tratamento eficaz.

Tendo em vista esses fatores, a atividade física deve ser adequada ao perfil de cada grupo, pois muitos fatores exercem influências diversas nesta aplicação. Um fator importante de ser citado é o espaço físico que a instituição de tratamento possui, os profissionais que trabalham com os internos e os próprios indivíduos.

Em relação ao espaço físico, a CT de Jaboticabal possui um campo de futebol em bom estado, além de espaço ao ar livre para que atividades, principalmente caminhadas e de caráter recreativo, sejam desenvolvidas. Contando ainda com um espaço plano onde é possíve que sejam realizadas atividades como alongamentos, aulas de yoga, e talvez até lutas, porém, esta última atividade deve ser limitada aos indivíduos que já se encontram a mais tempo na CT, tendo em vista a problemática da agressão física, ou seja, o indivíduo muitas vezes estava acostumado a resolver seus problemas antes da internação na base da agressão, e esses indivíduos precisam passar por uma reestruturação psicológica e emocional para que possam assimilar o objetivo das atividades como karatê e boxe, encarando estas atividades como uma válvula de escape, ou mesmo como a reorganização de sua disciplina.

A CT de Campinas possui uma quadra poliesportiva que está em fase de cobertura, o espaço físico é composto muita área verde, espaço próprio para caminhadas, e até mesmo para a realização de pequenos circuitos, possui ainda, uma sala com aparelhos de musculação, que apesar de não serem novos, é próprio para executar programas de musculação com os indivíduos do grupo de estudo.

O que observou-se e é importante ser comentado é a questão da natação, que é uma atividade que não poderá ser executada com os indivíduos, pois as duas CTs não possuem uma piscina para tal execução. Porém, parcerias podem ser feitas com clubes das prefeituras municipais, ou mesmo particulares, ficando esta atividades limitada aos indivíduos que se encontrarem a mais de 5 meses em tratamento, e se a equipe terapêutica aprovar tal prática.

Todas as atividades serão apresentadas à equipe terapêutica, e depois de avaliadas e aprovadas serão aplicadas aos indivíduos que demonstrarem interesse e que possam realizar as atividades do progarama a ser proposto. Em relação a cada indivíduo, a equipe de tratamento deverá liberar sua participação, pois existem diversas regras que devem ser cumpridas no tratamento, assim, se a equipe vetar a participação de algum indivíduo nas práticas, essa decisão deve ser respeitada, e a atividade física será aplicada de forma terapêutica, da mesma forma que as demais atividades que fazem parte do cronograma diário da CT.

 

CRONOGRAMA MENSAL

O projeto de iniciação foi estruturado de acordo com o quadro abaixo.

 

tabela

 

Inicialmente foi estruturado e aplicado um questionário para avaliação dos indivíduos do estudo. As atividades estavam programadas para serem aplicadas no mês de março, mas devido ao cronograma de atividades da instituição não foi possível dar continuidade, direcionando a pesquisa a outra temática na CT.

Assim, o cronograma das atividades foi estruturado da seguinte maneira:

 

tabela

 

Não foi possível concluir o projeto, e desta forma, solicito renovação na bolsa de iniciação para dar continuidade à pesquisa. E com relação ao tema e título da pesquisa, nas orientações ministradas pelo meu professor/orientador decidimos avaliar o perfil de indivíduos de determinada instituição de tratamento e elaborar um programa de atividades físicas específicas ao determinado grupo, para que seja possível avaliar se a prática da atividade física oferece melhores resultados na otimização do tratamento para dependência química quando generalizada ou específica. E finalmente, fazer uma comparação dos resultados obtidos com a aplicação de atividades específicas ao grupo de estudo e com os resultados obtidos em estudo realizado no ano de 2006, onde as atividades foram ministradas de forma generalizada.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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MERCK. Manual Merck de Saúde para a Família. Secção 6: Doenças do cérebro e do sistema nervoso. Capítulo 70: Doenças dos nervos periféricos. Disponível no site < http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D85%26cn%3D823>. Acesso aos 28/05/2007a.

MIDIO, A. F. Glossário de toxicologia. São Paulo: Rocca, 1992.

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SAMULSKI, D. M. Psicologia do Esporte. 1ª ed. Barueri-SP: Manole, 2002.

SERRAT, Saulo Monte. Drogas e Álcool: prevenção e tratamento. Campinas: Editora Komedi, 2001.

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ANEXO – QUESTIONÁRIO ESTRUTURADO

 

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