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TCC: A Ginástica Rítmica e seu Contexto Educacional nas Aulas de Educação Física

Autor:
Instituição: UNOPAR
Tema: TCC: A Ginástica Rítmica e seu Contexto Educacional nas Aulas de Educação Física

TCC: A Ginástica Rítmica e seu Contexto Educacional nas Aulas de Educação Física

UNOPAR
2009

 

 

 

MURARI, Karina Kelly Caçula, PLATH, Veridiana Rodrigues. A Ginástica Rítmica e seu contexto educacional dentro das aulas de Educação Física 33 fls. Trabalho de Conclusão de Curso Educação Física – Centro de Ciências Biológicas, Universidade Norte do Paraná, Londrina, 2008.

 

RESUMO

Diante das atividades que poderiam estar vinculadas ao crescimento e desenvolvimento da criança, não são encontradas dentro do ambiente escolar, como a Ginástica rítmica sugerido pelos PCN’s – Parâmetros Curriculares Nacionais, acredita-se que os principais motivos sejam o despreparo e a insegurança por parte dos professores de Educação Física. Estes conteúdos acompanham a mentalidade da escola que indica o reflexo da sociedade. São propostos nos conteúdos curriculares mais geralmente não são encontrados na rede pública de ensino. A escolha deste tema originou-se em virtude dos conteúdos, mais especificamente a Ginástica Rítmica estarem inclusas como conteúdo da Educação Física escolar, sugerida pelos PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais), com base neste conteúdo foi realizado uma pesquisa de campo qualitativa descritiva.

Foi aplicado um questionário com quatro questões fechadas contendo uma ultima de justificativa para dez professores de Educação Física, as questões utilizadas foram sobre domínio de conteúdos e se seria satisfatório a presença da Ginástica Rítmica escolar em suas aulas. Nesta pesquisa a maioria obteve-se respostas positivas. A análise de dados apura que os professores ainda tem receio de aplicar esses conteúdos, apesar de terem os conhecimentos necessários para passar essa vivencia para os alunos.

Palavras-chave: ginástica rítmica. PCNs. educação física escolar. conteúdos. ginástica escolar.

 

ABSTRACT

In the face of activities that could be linked to growth and development of children, are not found within the school environment, such as rhythmic gymnastics suggested by NCP's - the National Curriculum Parameters, it is believed that the main reasons are the unpreparedness and insecurity on the part teachers of Physical Education. These contents are attached to the school mentality that indicates a reflection of society. They are offered in the curriculum content more generally are not found in public education. The choice of this theme originated as a result of content, more specifically the Rhythmic Gymnastics are included as content of Physical Education School, suggested by the NCP's (the National Curriculum Parameters), on the basis of that content was a descriptive qualitative field research.

We administered a questionnaire with four questions with a closed last December of reasons for teachers of Physical Education, the questions were about the content area and would be satisfactory if the presence of Rhythmic Gymnastics school in their classes. In this research the majority was obtained positive responses. The analysis of data determines that teachers still have fear of applying these contents, despite having the knowledge necessary to pass this experience for students.

Key words: rhythmic gymnastics. PCNs. physical education school. content. gymnastics school.

 

LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 1 – Você conhece os conteúdos da Ginástica Rítmica?
GRÁFICO 2 – Você tem conhecimento acerca destes conteúdos, para aplicar nas aulas de Educação Física?
GRÁFICO 3 – Você acredita que os alunos vão gostar da aplicação destes conteúdos nas aulas de Educação Física?
GRÁFICO 4 – Considerando que a partir de hoje, a Ginástica Rítmica passe a ser conteúdo obrigatório nas aulas de Educação Física, qual seria a sua opinião sobre isso?

 

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS
2.2 A GINÁSTICA COMO CONTEÚDO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
2.3 A GINÁSTICA RÍTMICA
2.3.1 Expressividade Corporal da Ginástica Rítmica
3 METODOLOGIA
3.1 TIPO DE PESQUISA
3.2 POPULAÇÃO AMOSTRA
3.3 INSTRUMENTOS
3.4 COLETA DE DADOS
3.5 ANÁLISE DOS DADOS
4 RESULTADOS E DISCUSÃO
5 CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
APÊNDICES
APÊNDICE A – Instrumento de Pesquisa Utilizado na Coleta de Dados
APÊNDICE B – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

 

1 INTRODUÇÃO

A GR baseia-se na combinação de movimentos corporais com manipulação de aparelhos manuais (corda, arco, bola, maças e fita), transformando-se em uma atividade de execução de técnicas altamente complexas. Nesta modalidade as ginastas devem executar uma coreografia (série) composta por uma seqüência de elementos corporais, coordenados com o manuseio do aparelho, e com acompanhamento musical. É uma das poucas modalidades que permitem trabalhos coletivos e individuais.

Os elementos corporais dividem-se em um grupo fundamental, em que estão movimentos de pivots, ondas, saltos, equilíbrios e flexibilidades; e outros grupos de movimentos como: deslocamentos variados, saltitos, giros, balanceamentos e circunduções. Para que esses movimentos específicos da modalidade sejam realizados de forma satisfatória, é necessário ser feito um trabalho com foco nas qualidades essenciais à modalidade, tais como a força, a resistência muscular, a flexibilidade, o equilíbrio, o ritmo, a coordenação e a agilidade. (NAKASHIMA, et al, 2008)

Sendo assim fica á disponibilidade do professor de educação física o conteúdo absolvido dentro da grade curricular durante a conclusão de sua graduação, para que possa ser transmitido através de uma iniciação dentro do âmbito escolar, diante deste fato observamos:

Atividades que poderiam estar vinculadas ao crescimento e desenvolvimento da criança, não são encontradas dentro do ambiente escolar, como a Ginástica rítmica sugerido pelos PCN’s, acredita-se que os principais motivos sejam o despreparo e a insegurança por parte dos professores de Educação Física.

Pode-se constatar que a Ginástica Rítmica recebeu influencia da área de conhecimentos pertencentes á comunicação e expressão como a literatura, da dança, música, teatro, pintura e da própria ginástica. (PALLARES, 1983).

Estes conteúdos acompanham a mentalidade da escola que indica o reflexo da sociedade. São propostos nos conteúdos curriculares mais geralmente não são encontrados na rede pública de ensino.

Dentro da Educação Física Escolar encontram-se vários desportos em atividades, que buscam o desenvolvimento da criança no aspecto motor e também o hábito pela prática do esporte, assim estes conteúdos curriculares estão longe de ser o modelo educacional, pois, se estabelece de forma fragmentada e não se direciona ao atendimento da população em suas necessidades motoras. No entanto encontra-se uma série de atividades dentro da Ginástica Rítmica, que por sua vez vivenciada é explorado as capacidades motoras, essenciais para o desporto e que podem ser aplicadas no dia á dia para o desenvolvimento da criança num todo.

Para Picollo (1992) em seu livro “ Educação Física Escolar: Ser ou não ter, é clara a visão do professor de Educação Física tradicionalista e a importância de se repensar sua pratica,”é inegável a importância da exploração dos movimentos naturais da criança, mas quando as atividades só valorizam o desempenho motor podem, de certa forma, conceituar o desporto competitivo como meio educativo fazendo com que os professores e dirigentes acreditem nesta concepção utilitarista da Educação Física. Para que a Educação Física faça parte do ato educativo, ele não pode ter uma ação pedagógica mecanizada, pois assim estaria estimulando a sua inexistência como prática no contexto escolar.

O Brasil precisa de um novo tipo de Educação Física Escolar, cujo objetivo central não pode ser a produção e a comprovação de rendimentos, mas a motivação de todos os alunos para uma prática esportiva por toda a vida. DIECKERT (1986).

Independente de qual seja o conteúdo escolhido, os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitiva, corporal, afetiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social). É tarefa da Educação Física escolar, portanto, garantir o acesso dos alunos às práticas da cultura corporal, contribuir para construção de um estilo pessoal, de exercê-las e oferecer instrumentos para que sejam capazes de apreciá-las criticamente.

A escolha deste tema originou-se em virtude dos conteúdos, mais especificamente a Ginástica Rítmica estarem inclusas como conteúdo da Educação Física escolar, sugerida pelos PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais), e praticamente não serem aplicadas no contexto escolar. Este trabalho objetiva-se a verificar a percepção dos professores de Educação Física sobre a importância em se ministrar a GR na matriz curricular nas aulas de Educação Física Escolar. Através deste tema pode aumentar os estudos sobre a Ginástica Rítmica dentro dessa área, assim contribuindo para maiores informações.

Os temas a seguir serão abordados dando ênfase aos Parâmetros Curriculares Nacionais, aos desafios da Ginástica na escola e a Ginástica Rítmica em si.

 

2 REVISÃO DE LITERATURA

 

2.1 PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997) constituem um referencial de qualidade para a educação no Ensino Fundamental em todo o País. Sua função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, subsidiando a participação de técnicos e professores brasileiros, principalmente daqueles que se encontram mais isolados, com menor contato com a produção pedagógica atual e tendo como finalidade no processo de construção da cidadania dando acesso ao conjunto de conhecimentos.

Assim objetiva-se em relação ao aluno, o conhecimento e o desenvolvimento das capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, favorecendo a aplicação de conteúdos, para a produção de uma cultura corporal que possibilitem aos alunos terem, desde cedo à oportunidade de desenvolver habilidades corporais.

Em relação ao âmbito escolar, a partir do Decreto no 69.450, de 1971, a Educação Física passou a ser considerada como .a atividade que, por seus meios, processos e técnicas, desenvolve e aprimora forças físicas, morais, cívicas, psíquicas e sociais do educando.. O decreto deu ênfase à aptidão física, tanto na organização das atividades como no seu controle e avaliação, e a iniciação esportiva, a partir da quinta série, se tornou um dos eixos fundamentais de ensino; buscava-se a descoberta de novos talentos que pudessem participar de competições internacionais, representando a pátria. (Brasil, 1997)

Na década de 80 os efeitos desse modelo começaram a ser sentidos e contestados: o Brasil não se tornou uma nação olímpica e a competição esportiva da elite não aumentou significativamente o número de praticantes de atividades físicas. Iniciou-se então uma profunda crise de identidade nos pressupostos e no próprio discurso da Educação Física, que originou uma mudança expressiva nas políticas educacionais: a Educação Física escolar, que estava voltada principalmente para a escolaridade de quinta a oitava séries do primeiro grau, passou a dar prioridade ao segmento de primeira a quarta séries e também à pré- escola. O objetivo passou a ser o desenvolvimento psicomotor do aluno, propondo-se retirar da escola a função de promover os esportes de alto rendimento. Dentre as produções dessa cultura corporal, algumas foram incorporadas pela Educação Física em seus conteúdos: o jogo, o esporte, a dança, a ginástica e a luta.

Estes têm em comum a representação corporal, com características lúdicas, de diversas culturas humanas. (Brasil, 1997)

Entretanto, essas propostas buscam responder as necessidades do Sistema Educacional do País, por tanto melhorando a qualidade da educação brasileira.

 

2.2 A GINÁSTICA COMO CONTEÚDO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Embora muitos estudos já tenham mostrado a enorme contribuição que essas práticas gímnicas oferecem ao desenvolvimento da criança, Ayoub (2003, p. 81) declara que “atualmente, a ginástica como conteúdo de ensino, praticamente não existe mais na escola brasileira”.

Ensinar e aprender atitudes requer um posicionamento claro e consciente sobre o que e como se ensina na escola. Esse posicionamento só pode ocorrer a partir do estabelecimento das intenções do projeto educativo da escola, para que se possam adequar e selecionar conteúdos básicos, necessários e recorrentes. (Brasil, 1997)

A partir destes conteúdos básicos necessários, é importante considerar um repertório para a construção de atividades, que possibilitam a criança á vivenciar movimentos fundamentais, DARIDO (2005) ressalta algumas possibilidades e sugestões: Comparativo da ginástica

Ginástica Competitiva:

Seletiva - para os mais aptos e habilidosos, competitiva, seqüência de movimentos obrigatórios, espaço especifico para a realização dos movimentos, movimentos e aparelhos específicos - masculino e feminino – objetivos específicos, resultado performance máxima;

Ginástica Escolar:

Não seletiva – permite a co-participação de todos, participativa, criação e elaboração de movimentos e seqüências não oficiais – exploração da criatividade, livre utilização dos espaços alternativos (pátios, gramados, quadras, salas de aula), movimentos e aparelhos livres tanto para o masculino como para o feminino – objetivos em comum aparelhos alternativos (p. ex., balangandã (substitui a fita), resultado – performance possível, processo de aquisição de novos movimentos e conhecimentos, permite a transformação e recriação.

No entanto este comparativo serve como elaboração de possibilidades criativas, assim podendo focalizar movimentos para a criação e execução de pequenas coreografias entre os alunos, permitindo uma grande e variada aplicação de diferentes conteúdos dentro do âmbito escolar.

Segundo Gallardo (1998, p.23) “pode-se considerar a Educação Infantil como fase do desenvolvimento das habilidades especificas do ser humano ou movimentos fundamentais, pois acontece dentre os dois e cinco anos”.

Assim a criança poderá explorar movimentos como, o andar, correr, saltar, rolar, e entre outros, a partir daí podendo desenvolver as capacidades motoras.

Há uma grande necessidade na educação física escolar de desenvolvimento, a partir destes movimentos fundamentais pode se trabalhar com alunos que tenham uma grande carência nesta vivencia, possibilitando que a criança cresça em aspectos saudáveis.

Para Pallares (1983), na escola, a Ginástica Rítmica para alunos de todos os níveis de ensino, permite por meio de um programa de conteúdos adequados e lógicos, conduzirem-nas a uma espontaneidade e flexibilidade de execução e criatividade de movimentos, beneficiando-os com aquisição de comportamentos e atitudes interiores e inferiores que contribuem para conquista de um equilíbrio psicossomático.

Entretanto, a Ginástica vem a ser um conteúdo de extrema importância para a área escolar em termo de qualidade de vida e desenvolvimento nas áreas sociais.

 

2.3 A GINÁSTICA RÍTMICA

Ginástica Rítmica ou G.R., é uma modalidade especificamente feminina, encanta pelo fato de aliar a arte potencial do movimento expressivo do corpo, com a técnica da utilização ou não de aparelhos a ela característicos, somados a interpretação de uma música. É um esporte arte que empolga, motivado pela competição e desejo de chegar a perfeição. A ginástica rítmica nasceu da artística. Em meados de 1940, países do Leste Europeu começaram a incluir músicas e coreografias aos exercícios da ginástica tradicional. Assim, aos poucos surgiu o esporte em que graça e beleza são tão ou mais importantes que a própria técnica dos movimentos. (MBPRESS, 2008)

A Ginástica Rítmica como atividade desportiva segundo Barros (2005), nasceu, na Europa Central, na metade do século passado, com raízes na Ginástica Moderna. Somente foi reconhecida pela F.I.G. - Federação Internacional de Ginástica em 1962 como desporto e tomou diversos nomes em vários períodos: (1962-1971) - GINÁSTICA MODERNA; (1973) - GINÁSTICA RÍTMICA MODERNA; (1975 – 1977) – GINÁSTICA RÍTMICA DESPORTIVA; (1979) – GINÁSTICA RÍTMICA MODERNA, novamente de ( 1981 – 1994) - GINÁSTICA RÍTMICA DESPORTIVA e, finalmente a partir de 1998 – GINÁSTICA RÍTMICA

A ginástica rítmica é uma atividade para qual a atleta deve demonstrar o maior número de movimentos corporais com o máximo de harmonia ao som de uma música e com o manejo de apetrechos, tais como corda, arco, bola, maças ou fita. As competições de ginástica rítmica são divididas em duas categorias: individual e conjunto de cinco ginastas. As provas são realizadas num tablado, de 13m x 13m, coberto por um tapete especial. Durante os exercícios, a atleta deve utilizar a totalidade do tablado. O conjunto faz duas apresentações, uma com cinco aparelhos iguais e outra com aparelhos misturados (duas cordas e três maças, por exemplo). Na categoria individual, a atleta faz quatro provas, usando aparelhos diferentes. São somadas as notas das apresentações para a pontuação total das ginastas.

Embora possa ser praticada a mãos livres, a característica fundamental da GRD é o manejo de aparelhos, no entanto os elementos corporais constituem uma base indispensável á formação das ginastas. Assim sendo, a coordenação entre o manejo do aparelho com os elementos corporais, é para as arbitras critério de maior apreciação.

A ausência da utilização dos aparelhos talvez não seja um fator que possa prejudicar o trabalho de iniciação, já que a aprendizagem da técnica corporal é entendida como prioridade nesta fase (RÓBEVA, RANKÉLOVA, 1991). Porém, a autora não descarta a importância do contato com os aparelhos já desde a iniciação, salienta que “no primeiro ano devem aprender as normas elementares da técnica do toque nos aparelhos” (p.55), e que é importante que tenham contato com todos. Acrescenta ainda que, as crianças devem trabalhar com aparelhos de tamanho proporcional ao seu, para que erros não aconteçam levando ao desgosto e à frustração.

Os aparelhos oficiais de GR são, corda, bola, maças, arco e fita, cujas dimensões e características citaremos a seguir (código de Pontuação de GRD- FIG- 1997).

Corda: corda aberta segura pelas duas mãos girando para frente para trás ou lateralmente e salto por dentro da corda; corda aberta segura pelas duas mãos girando para frente para trás ou lateralmente e saltitos por dentro da corda, lançar e recuperar escapadas de uma ponta, rotações da corda, manejo, balanceios, circunduções, lançamentos, movimentos em oito e véus.

No inicio e no fim da série o aparelho tem que estar tocando o corpo e utilizar a corda perto da parede para verificar se ela está perfeita cuidando sempre para se manter a figura;

Arco: rolamento sobre o corpo e solo grande amplitude, lançar e recuperar, rotações (mão,parte do corpo,chão,em suspensão), passagem através do arco, manejos (idem), elementos por cima do arco.O aparelho não pode parar;

Bola: lançamentos e recuperação da bola, quicadas ativas e passivas, rolamentos sobre uma parte do corpo ou solo, manejos (idem);

Maças: comprimento 40 a 50 cm, peso 150gramas no mínimo, pequenos círculos, molinetes, lançamento e recuperação com vôo, batidas, movimento em oito, Circunduçôes dos braços e do aparelho;

Fita: comprimento 06m, largura 4 a 6 cm, peso 35 gramas no mínimo, grupos técnicos, serpentinas e espirais, lançamento e recuperação, escapadas. Passagem através da fita com o corpo todo ou com apenas uma parte.

A GR e um esporte muito virtuoso e excitante que naturalmente atrai a atenção das crianças. Sua pratica regular proporciona um desenvolvimento global com ênfase a flexibilidade e coordenação motora global. Na educação física escolar, muitos professores preocupam se apenas com treinamento para competições, repetem gestos desportivos, ano após ano, esquecendo a riqueza que cada aluno traz dentro de si, não despertando sua criatividade, autonomia e sensibilidade. (FILLIPPM, 1996 monografia)

As principais faltas: Falta de unidade no exercício; Falta de equilíbrio entre os diversos elementos; Utilizar os aparelhos apenas como decoração e não como parte integrante dos elementos; Música inadequada, com pausas prolongadas ou com um final brusco; Falta de variedade nos elementos executados, nos movimentos do corpo ou nas transições; Começar ou terminar o exercício sem contato com o aparelho. Numa competição são observados quatro elementos fundamentais: saltos, equilíbrio, pivot (rotação sobre um pé) e flexibilidade.

A Ginástica Rítmica como um todo ajuda a desenvolver as capacidades da criança, é possível encontrar em muitos adultos de hoje uma grande carência de exploração destes movimentos naturais.

Na criança a Educação Psicomotora, com fundamento nessas estruturas é manifestada por meio das praticas pedagógicas, integra as formas de movimentos especializados em Ginástica Rítmica adequados aos níveis de seu desenvolvimento.

Gestos e movimentos, adaptados aos processos de aprendizagem, estimulam o aprimoramento da qualidade de alta performance vivenciada pela criança, nela desenvolvendo capacidades de percepção, atenção, organização espaço-temporal, e estruturação do esquema corporal e da imagem do corpo. (BARROS & NADIALKOVA, 1999).

O ensino da educação física no 1º nível de ensino joga um papel importante no desenvolvimento das diferentes qualidades físicas, assim como das diversas habilidades motoras dos educando. Através da pratica sistemática da atividade física, o aluno atinge um estado ótimo que a torna capaz de aplicar o seu talento e potencialidades na missão de transformar a natureza.

Segundo Toledo (1995, p. 26-30) a GR é baseada nas ações que aparelhos dessa modalidade possibilitam e foram sistematizadas, algumas ações de manejos, são comuns em todos os aparelhos da GR, como por exemplo: circundar, balancear, movimentos em oito e lançar, assim sendo as ações mais básicas, pois pode ser encontradas em manejos de quaisquer aparelhos: Arco, Bola, Fita, Corda E Maça.

Porém as atividades podem ser ensinadas de maneira lúdica, desenvolvida por meio de muitas brincadeiras com a intenção de conquistar os alunos à pratica.

Segundo Laffranchi (2001), um dos primeiro relatos acerca do principio da atividade em relação ao ritmo é proveniente de Jean Jacques Rousseau (1712-1778) que desenvolveu um estudo sobre atividade física e o ritmo direcionado a ginástica infantil.

A criança tem necessidade de andar e saltar: não a podemos condenar a ficar imóvel, porque certamente falharíamos e a prejudicaríamos (...). Porque a criança tem necessidade de agir, criar e trabalhar, isto é, empregar a sua atividade numa tarefa individual ou socialmente útil (...). (FREINET, 1974, p. 49)

No entanto as ginásticas podem dar possibilidades e meios para essas praticas, assim levando a criança á um processo que poderá despertar o gosto saudável pela prática ou até mesmo a prática continua de uma modalidade dentro do desporto.

 

2.3.1 Expressividade Corporal da Ginástica Rítmica.

O profissional de educação física deve destacar em suas aulas, a importância dos movimentos do elemento corporal e principalmente identificar em seus alunos, possíveis “anomalias” – distúrbios físicos, falta de ritmo, descoordenação motora, desvios psicológicos – que podem surgir no movimentar-se, procurando caracterizar o motivo dessa “anomalia” e buscar meios e alternativas para corrigi-los, pois são movimentos do cotidiano de cada criança.

“Os processos de exploração e descobertas são capazes de permitir a expressão natural e espontânea dos alunos além de auxiliar no desenvolvimento de programas adequados a seus anseios e suas capacidades individuais". (VELARDI, 1999 p. 30)

Assim também chamadas, qualidades físicas, capacidades motoras, qualidades motoras, etc. No entanto, para Barbanti (2001) é importante distinguir as capacidades físicas das habilidades físicas: “a ‘capacidade’ refere-se mais às qualidades inatas de uma pessoa, como um talento, um potencial” (exemplos: força, resistência, flexibilidade etc.); já a “‘habilidade’ refere-se a coisas aprendidas, desenvolvidas, como a habilidade para jogar futebol, basquetebol, tênis etc. As capacidades são essenciais para o rendimento motor” (p. 41).

Nesse sentido, as capacidades motoras força, velocidade, resistência e a flexibilidade, de acordo com Laffranchi (2001), são trabalhadas na preparação física das ginastas.

É importante destacar a necessidade de explorar uma vivencia em aspectos motores desde cedo na criança, proporcionando um desenvolvimento para identificar todas as possíveis características.

Serrão; Tricoli (2005) tratam da relevância de se ter o conhecimento das especificidades da ginástica quando enfatizam que a importância de se identificar as características fisiológicas e as capacidades motoras envolvidas na prática de determinada modalidade esportiva é a possibilidade da elaboração de programas de treinamento mais específicos e mais eficientes. Podendo levar a criança a um futuro produtivo no desporto.

 

3. METODOLOGIA

 

3.1 TIPO DE PESQUISA

Essa pesquisa se caracteriza por uma pesquisa de campo qualitativa descritiva, que segundo LAKATOS MARCONI, (1999) delineia o que é – aborda também quatro aspectos: descrição, registro, analise e interpretação de fenômenos atuais, objetivando o seu funcionamento no presente.

Onde serão coletados dados por meio de um questionário, tendo como foco as escolas do ensino fundamental, com a finalidade de verificar a influencia deste conteúdo.

 

3.2 POPULAÇÃO AMOSTRA

A amostra fora composta por 10 professores do ensino fundamental de escola pública na região de Londrina ( Tamarana, Lerroville).

Todos os professores que participaram dessa pesquisa que atuam na área de Educação Física da rede pública do ensino fundamental da região de Londrina.

 

3.3 INSTRUMENTOS

Como instrumento de coleta de dados dessa pesquisa, foi utilizado um questionário, composto de 4 questões fechadas e uma justificativa agregada à última questão. Este fora elaborado pelas pesquisadoras do projeto sob supervisão da professora orientadora. (APÊNDICE – A).

 

3.4 COLETA DE DADOS

Os dados foram coletados por meio da aplicação dos questionários aplicados aos professores de Educação Física que ministram aulas de Educação Física nas escolas estaduais de Lerroville e Tamarana.

 

3.5 ANÁLISE DOS DADOS

Os dados encontrados foram tabulados e expressos em gráficos para uma melhor visualização dos resultados.



4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A seguir serão apresentados os resultados com as respectivas análises dos dados encontrados nessa pesquisa.

 

gráfico

 

GRÁFICO 1 - Você conhece os conteúdos da Ginástica Rítmica?

É importante observar que, dentre as pessoas pesquisadas somente um professor diz não ter conhecimento dos conteúdos da Ginástica, já nove deles disseram ter conhecimento.

Ayoub (2003, p. 81) declara que “atualmente, a ginástica como conteúdo de ensino, praticamente não existe mais na escola brasileira”. Infelizmente isso vez se comprovando uma vez que grandes partes dos professores de escolas públicas adotam a prática do “rola a bola” em suas aulas, deixando os alunos “livres” para praticarem as atividades que quiserem.

 

gráfico



GRÁFICO 2 - Você tem conhecimento acerca destes conteúdos, para aplicar nas aulas de Educação Física?

Como mostra o gráfico 02, sete professores afirmam ter conhecimento suficiente para aplicar a GR em suas aulas, e apenas três deles justificam não dominar o assunto, justificando de certa forma não trabalhá-los em suas aulas.

Pôde-se observar, portanto, que as atividades que poderiam estar vinculadas ao crescimento e desenvolvimento da criança, como a Ginástica Rítmica, não estão sendo encontradas dentro do ambiente escolar nas escolas pesquisadas, mesmo sendo sugeridas pelos PCN’s. Reforça-se a hipótese de que o despreparo e a insegurança por parte dos professores de Educação Física sejam um dos principais motivos.

 

gráfico

 

GRÁFICO 3 - VOCÊ ACREDITA QUE OS ALUNOS VÃO GOSTAR DA APLICAÇÃO DESTES CONTEÚDOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA?

Como observa-se no gráfico, dois professores diz não acreditar que os alunos não iram gostar das práticas da Ginástica Rítmica escolar, e oito diz acreditar que vão gostar.

No gráfico 03, observou-se que a grande maioria dos professores, 08, acredita que seus alunos iriam gostar de praticar esse tipo de conteúdos, e apenas 02 ainda relutam com a idéia se apegando a metodologia tradicional e retrógrada de ensino.

 

gráfico



GRÁFICO 4 – Considerando que a partir de hoje, a Ginástica Rítmica passe a ser conteúdo obrigatório nas aulas de Educação Física, qual seria a sua opinião sobre isso?

No último gráfico, 04, observa-se que houve certo equilíbrio positivo nas respostas, pois seis professores assinalaram opção “bom” e quatro acham ótimo ter em suas aulas a Ginástica Rítmica como conteúdo obrigatório. Enquanto que as opções negativistas, médio ou ruim não foram citadas pelos professores.

Dentre as justificativas citadas, destacam-se: “É uma atividade física onde se desenvolve flexibilidade, coordenação motora, rítmo, criatividade, perseverança e cooperação”.

“Claro que depende se a escola terá o material para o ingresso da GR”.

Entre as justificativas percebemos que houve uma grande relevância em relação as capacidades trabalhadas e em seu desenvolvimento, porém houve justificativa em questão do material para a aplicação dos conteúdos, que no caso o professor deve avaliar a possibilidade de materiais alternativos para uma adaptação da Ginástica Rítmica Escolar.

 

5 CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos concluir que os professores pesquisados obtiveram subsídios necessários para absorção de conteúdos durante sua graduação, assim podendo através de seus conhecimentos aplicá-las em suas aulas.

No entanto, notamos que á um certo receio ainda por parte dos professores ao que se refere aplicar estes conteúdos dentro do ambiente escolar, diz terem o conhecimento dos conteúdos mas não se arriscam a sair da rotina de suas aulas para a transmissão de um novo método de ensino ou conteúdo adaptado em suas aulas.

Com base no capitulo 8, para Picollo (1992) em seu livro “ Educação Física Escolar: Ser ou não ter, é clara a visão do professor de Educação Física tradicionalista e a importância de se repensar sua pratica,”é inegável a importância da exploração dos movimentos naturais da criança, mas quando as atividades só valorizam o desempenho motor podem, de certa forma, conceituar o desporto competitivo como meio educativo fazendo com que os professores e dirigentes acreditem nesta concepção utilitarista da Educação Física. Para que a Educação Física faça parte do ato educativo, ele não pode ter uma ação pedagógica mecanizada, pois assim estaria estimulando a sua inexistência como prática no contexto escolar.

No entanto fica clara a necessidade de repensar as atividades práticas e seus conteúdos para uma consciente formação de alunos da rede de ensino, entretanto podemos nos embasar no capitulo 9, onde Dieckert (1986), diz que o Brasil precisa de um novo tipo de Educação Física Escolar, cujo objetivo central não pode ser a produção e a comprovação de rendimentos, mas a motivação de todos os alunos para uma prática esportiva por toda a vida.

Neste sentido ao refletir sobre a pesquisa bibliográfica e análise dos dados fornecidos pelos informantes colocamo-nos no lugar dos professores de Educação Física, e percebemos a diferença que um conteúdo rico em exploração de movimentos, provocaria dentro da Educação Física Escolar uma perspectiva maior de um habito saudável pela vida toda.

 

REFERÊNCIAS

AYOUB, E. A Ginástica Geral no Contexto Escolar. In Anais do I Fórum internacional de Ginástica Geral. 2001 p. 30-35.

BARBANTI, V. Treinamento Físico: Bases cientifica. São Paulo: CLR Balieiro, 2001.

BARROS, D. e NADIALKOVA, G. Os primeiros passos da Ginástica Rítmica. Rio de Janeiro: Grupo Palestra Sports. 1999.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

DARIDO, S. C. Educação Física na escola. Implicações para prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005

NAKASHIMA, F. S. et al. Treinamento de Ginástica Rítmica no Estado do Paraná. Revista Digital – EFDeportes.com/Revista digital Buenos Aires, 2008. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd123/treinamento-em-ginastica-ritmica-no-estado-do-parana.htm Acessado em (06/10/2008).

FIG – FEDERACION INTERNACIONAL DE GIMNASIA – Comitê Técnico de Ginástica Rítmica Desportiva – Código de Pontuação. Paris: Fidicion, 1997.

DIECKERT, J. et al. Elementos e princípios da Educação Física: uma antologia. Rio de Janeiro: Ao livro técnico, 1986.

FREINET, C. Pedagogia do bom senso. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

GALLARDO, J. S. P. Didática da Educação Física, a criança em movimento, jogo, prazer e transformação: São Paulo, FTD, 1998.

MBPREESS. Como funciona a ginástica rítmica Publicado em 22 de junho de 2007 Disponível em: http://esporte.hsw.uol.com.br/pan-ginastica-ritmica.htm Acessado em (06/10/2008).

LAFFRANCHI, B. Treinamento Desportivo aplicado á Ginástica Rítmica. Londrina: UNOPAR, 2001.

LAKATOS; MARCONI, Técnicas de pesquisa. São Paulo: ATLAS, 1996

PALLARES, Z. Da Escola Superior de Educação Física da UFRGS, Ginástica Rítmica. Porto Alegre, RS: UFRGS. 2ª edição 1983.

PICCOLO, V.L.N. (ORG) Educação Física Escolar, Ser... ou não ter? Campinas: Unicamp, 1993.

ROBEVA, N. & RANKÉLOVA, M. Escola de campeãs: Ginastica Rítmica Desportiva. São Paulo: Icone, 1991

SERRÃO, J.C. & TRICOLI V. Aspectos científicos do treinamento esportivo aplicados á ginástica artística. In Compreendendo a Ginástica Artistica. Org. Myrian Nunomura e Vima Leni Nista – Piccolo. São Paulo: Phorte, 2005

TOLEDO, E. Propostas de Ações Motoras em Ginástica Rítmica Desportiva. Monografia de Graduação. Trabalho de Conclusão de Curso, Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), 1995.

VELARDI, M.; GOTO, A. K. . Pais e treinadores: expectativas frente ao treinamento esportivo precoce em crianças. Revista Integração, São Paulo, 1999.

 

APÊNDICES

 

APÊNDICE- A INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS – QUESTIONÁRIO

1- Você conhece os conteúdos da Ginástica Rítmica?

SIM ( )
NÃO ( )

2- Você tem conhecimentos acerca destes conteúdos, para aplicar nas suas aulas de Educação Física?

SIM ( )
NÃO ( )

3- Você acredita que os alunos vão gostar da aplicação destes conteúdos nas aulas de Educação Física?

SIM ( )
NÃO ( )

4- Considerando que a partir de hoje, a Ginástica Rítmica passe a ser conteúdo obrigatório nas aulas de Educação Física, qual seria sua opinião sobre isso?

BOM ( )
ÓTIMO ( )
MÉDIO ( )
RUIM ( )

Justifique:

 

APENDICE B – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Prezado (a) Colaborador da Pesquisa

O tema da pesquisa a ser realizada é “A Ginástica Rítmica e seu contexto educacional nas aulas de Educação Física”, em desenvolvimento como Trabalho de Conclusão de em nível de graduação em Educação Física da Universidade Norte do Paraná UNOPAR, sob orientação da Profª. Ms. Gisely Brouco

O estudo objetiva-se a verificar a percepção dos professores de Educação Física sobre a importância em se ministrar a GR na matriz curricular nas aulas de Educação Física Escolar. Para tanto, optamos em aplicar aos sujeitos desta pesquisa um formulário, contemplando um total de 04 questões. Para evitar desconfortos a sua identidade será preservada e que a negativa em responder às questões não implica em riscos e represálias para o entrevistado.

O estudo se justifica em função de colaborar na compreensão do presente e do futuro desta modalidade. Desta forma, contamos com a sua relevante colaboração como respondente e pedimos a sua autorização para publicar as respostas, comprometendo-nos a retornar os resultados da pesquisa aos informantes ao final da mesma.

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