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Teste de Impulsão Vertical e Horizontal e Vo2 no Banco de Balke

Autor:
Instituição: FIC
Tema: Medidas e Avaliação

TESTES DE IMPULSÃO VERTICAL

TESTE DE IMPULSÃO HORINZONTAL

VO² MÁX BANCO

FORTALEZA – CEARÁ

MAIO DE 2005


TESTE DE SALTO VERTICAL

Sargent Jump Test (modificado, 1921): mede indiretamente a força muscular dos membros inferiores (Laboratory Manual, 1994).

Equipamento: pode ser usada uma tábua de 1.50 m de comprimento e 30 cm de largura, marcada em cm, e fixada numa parede, devendo ficar afastada da mesma pelo menos 15.2 cm para que o aluno não se arranhe ao executar o salto:

Protocolo: a posição inicial é com o pé junto a uma linha (no chão), a 30 cm da tábua de marcação. Deve ser passado pó de giz nas polpas dos dedos indicadores da mão dominante e, com a outra, junto ao corpo, procura-se alcançar o mais alto possível, considerando-se os calcanhares em contato com o solo. Faz-se uma marca na tábua com os dedos (sujos com giz) desta posição, agacha-se e salta, fazendo nova marca com os dedos na tábua (mão dominante) no ponto mais alto que conseguir alcançar. Não é permitido andar ou tomar distância entre a primeira marca e a segunda, registrada em cm; são permitidas três tentativas.

Precauções:

1) Invalidar o salto que for precedido de marcha, corrida ou outro salto ou ainda a movimentação dos braços quando esta não for permitida.

2) Verificar se o avaliado mantém o membro superior efetivamente elevado, sem flexões de quadril, joelho ou tornozelo, no momento da determinação do ponto de referência.

3) Atenção quanto às determinações dos pontos de referência, visto que, entre as posições com os dois braços elevados e com um braço elevado, raramente ocorrem diferenças superiores a dois centímetros.


TESTE DE IMPULSÃO HORIZONTAL

Objetivo - Medir indiretamente a força muscular de membros inferiores através do desempenho em se impulsionar horizontalmente.

Equipamento - Fita métrica de metal ou tecido fixada ao solo, 1 esquadro

de madeira e material para anotação.

Protocolo - O avaliado se coloca com os pés paralelos no ponto de partida (linha zero da fita métrica fixada ao solo). Através da voz de comando "Atenção!!! Já!!!" o avaliado deve saltar no sentido horizontal, com impulsão simultânea das pernas, objetivando atingir o ponto mais distante da fita métrica. É permitida a movimentação livre de braços e tronco. Serão realizadas três tentativas, registrando-se as marcas atingidas pela parte anterior do pé (ponta do pé) que mais se aproximar do ponto de partida; prevalecendo a que indicar a maior distância percorrida no plano horizontal.

Precauções:

Invalidar o salto que for precedido de marcha, corrida, outro salto ou deslize após a queda.


TESTE DE BANCO PROTOCOLO DE SUBMAXIMO DE KATCH & MCARDLE

Material: Banco de 40cm de altura, 1 metrônomo, 1 cronômetro, 1 estetoscópio e freqüencímetro.

Procedimentos:

Homens = 24 passos/minutos

Mulheres = 22 passos/minuto

Manter o ritmo de subida e descida por 3 minutos. Após o terceiro minuto o avaliado permanece de pé, enquanto o pulso deve ser contado durante 15 segundos começando 5 segundos após o termino do teste. Esse valor deve ser multiplicado por quatro. Caso não haja um fregüencímetro.

Em seguida aplica-se a seguinte equação para o cálculo de VO² máx:

HOMENS: VO² máx = 111,33 – (0,42 x FC)

MULHERES: VO² máx = 65,81 – (0,1847 x FC)


TESTE DE BANCO DE BALKE

Objetivo: Medir potência aeróbica em crianças de 5 a 11 anos de idade.

Equipamento: 1 conjunto de bancos de madeira com alturas sucessivas de 4,5 cm num total de 12 bancos (ver figura) com uma plataforma de 60 x 45 cm; 1 estetoscópio de canículo longo; 1 fita para fixar o receptor ressoador do estetoscópio na região precordial do avaliado; 1 metrônomo (aparelho para marcar o compasso de música); 1 cronômetro; 1 folha de anotação.

Protocolo: Partindo-se do 1 o. banquinho, o avaliado deverá subir e descer do banco, seguindo um ritmo de 33 passadas por minuto, sendo que uma passada corresponde aos seguintes quatro movimentos:

1 o. ) o avaliado estando em pé, com os pés paralelos, em frente ao banco, sobe com um dos pés;

2 o. ) subir com o outro pé no banco;

3 o. ) descer com o primeiro pé;

4 o. ) descer com o outro pé.

Fixando-se o ritmo do metrônomo em 132 batidas/minuto (33 x 4), o avaliado deverá treinar por um período de 3 minutos no 1 o. banquinho, para que se adapte bem ao teste e ao ritmo das passadas a serem realizadas. A seguir, um período de repouso de 2 minutos será dado antes do início propriamente do teste. Fixar então o estetoscópio. Iniciado o teste, o avaliado deverá permanecer em cada banco por 2 minutos. A freqüência cardíaca deverá ser medida nos 15 segundos finais do 2 o. minuto de cada banco. A seguir devemos puxar o próximo banco, troca essa que deve ser feita sem nenhuma interrupção do teste, quando o avaliado estiver com os dois pés no solo. Dar-se-á o teste como terminado quando a freqüência cardíaca do avaliado atingir 160 bpm (batimentos por minuto). Recomenda-se que durante o teste seja trocado o pé que inicia a subida no banco.

O consumo de oxigênio é calculado pelo valor estabelecido para o banco em que a freqüência cardíaca atingiu 160 bpm (ver esquema). Por exemplo: uma criança terminou o teste no 6 o. banquinho; sabendo-se que o custo energético para o 6 o. banco é de 9 Mets e que 1 Met eqüivale a 3,5 ml/ kg.min -1 , teremos um consumo de oxigênio de 31,5 ml (kg/min) -1 . Se algum caso ocorrer em que a criança consiga atingir o 12 o. banco e sua freqüência cardíaca não tenha atingido 160 bpm apesar de ter aumentado gradativamente com o esforço, para dar continuidade ao teste basta sobrepor o primeiro banco ao 12 o. e assim sucessivamente. A interrupção do teste se dá geralmente por fadiga das pernas e incoordenação.

Precauções:

1) realizar o teste de preferência em local coberto, tranqüilo e com uma temperatura variando entre 18 e 25 graus Celsius.

2) avaliador deverá treinar com antecedência a mudança dos bancos, para não "derrubar" o avaliado durante o teste;

3) treinar a ausculta da freqüência cardíaca ao som do metrônomo para não confundir a contagem durante o teste;


BIBLIOGRAFIA

PITANGA, Francisco Jóse Gondin

Testes, Medidas e avaliação em Educação Física e Esportes

3ª edição São Paulo : Phorte 2004

NEVES, Carlos Eduardo Brasil Neves

Avaliação Funcional, Sprint: Rio de Janeiro 2003

FERNANDES FILHO, José

A Pratica da Avaliação Física: testes, medidas e avaliação física em escolares, atletas e academias de ginástica. 2ª edição Rio de Janeiro: Shape 2003

CD – ROM

Testes de Ciências do Esporte

Victor Matsudo

Presidente da CELAFISCS

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