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Manual de Procedimentos: Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Autor:
Instituição: Desconhecida
Tema: Manual de Procedimentos: Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Manual de Procedimentos: Unidade de Terapia Intensiva (UTI)


CENTRO UNIVERSITÁRIO DE LAVRAS
2009

 

 

 

SUMÁRIO

1 Unidade de Terapia Intensiva
1.1 Conceito de UTI
1.2 Planta física e equipamentos de dotação do pessoal
2.1 Planta física
2.2 Localização
2.3 Número de leitos
2.4 Forma da Unidade
2.5 Elementos da Unidade
2.6 Equipamentos
2.7 Dotação de Pessoal
3. Normas e Rotinas
3.1 Boletins
3.2 Visita ao paciente na UTI
4 Procedimentos básicos realizados em UTI
4.1 Lavagem das mãos
4.2 Aferição de sinais vitais
4.3 Preparo do leito/boxe
4.4 Limpeza da unidade
4.5 Higiene oral do paciente intubado
4.6 Troca e/ou fixação do cadarço da cânula endotraqueal
4.7 Aspiração traqueal
4.8 Aplicação da bolsa de colostomia
4.9 Aplicação da bolsa coletora Combehisive
4.10 Lavagem intestinal pela colostomia
4.11 Coleta de amostra de sangue arterial (adulto)
4.12 Heparinização de cateter
4.13 Curativo de incisão simples e limpa
4.14 Curativo de incisão limpa com pontas subtotais ou totais
4.15 Curativo de incisão aberta (limpa ou contaminada)
4.16 Aproximação das bordas em deiscência cirurgica abdominal
4.17 Curativos de punção
4.18 Curativo de punção de subclávia
4.19 Curativo de traqueostomia
4.20 Troca de conjunto de cânula de traqueostomia de metal
4.21 Composição do carro de urgência
4.22 Reanimação cardiorrespiratória
4.23 Monitorização cardíaca
4.24 Desfibrilação cardíaca
4.25 Cardioversão
4.26 Eletrocardiograma
4.27 Marcapasso
4.28 Estalação de sistema de derenagem de tórax fechada
4.29 Estalação de sistema de aspiração torácdica contínua
4.30 Sistema de aspiração contínua intermitente
4.31 Estalação da diálise peritoneal
4.32 Retirada do cateter de diálise peritoneal
4.33 Hemodiálise
4.34 Passagem de balão gastroesofágico
4.35 Sistema de colchão hiper-hipotermia
4.36 Cuidados com balão intra aórtico
4.37 Restrição no leito
4.38 Higiene íntima feminina
4.39 Higiene íntima masculina
4.40 Banho no leito
4.41 Aplicações quentes e frias
4.42 Punção lombar
4.43 Mensuração da pressão venosa central
4.44 Tricotomia
4.45 Punção venosa com agulha
4.46 Lavagem gástrica
4.47 Lavagem intestinal
4.48 Dissecção de veia
4.49 Medicamentos utilizados em UTI
4.50 Cateterismo vesical
4.51 Coletando amostra de fezes
4.52 Alimentação por gavagem
4.53 Alimentação nasojejunal/nasoduodenal
4.54 Nebulização opu aerosol
4.55 Coleta de sangue para hemocultura
4.56 Valores laboratoriais normais
4.57 Coleta de urina
4.58 Valores laboratoriais normais
4.59 Sonda nasogástrica
4.60 Sonda nasoentérica
4.61 Traqueostomia
4.62 Extubação
4.63 Intubação endotraqueal
4.64 Pressão arterial média invasiva
4.65 Cateterismo cardíaco-Cuidados pré e pós instalação
4.66 Assistência de enfermagem na instalação de cateter Suan-ganz e mensuração do débito cardíaco pelo método de termodiluição
4.67 Introdução e manutenção do cateter
4.68 Mensuração do débito cardíaco
4.69 Retirada do cateter
4.70 Assistência de enfermagem na instalação e monitorização da PIC
4.71 Cateterismo venosa central
4.72 Pressão arterial média-invasiva
4.73 Cuidados após a morte
5 Referencias Bibliográficas



1 Unidade de Terapia Intensiva

 

1.1 Conceito de UTI

Os serviços de Terapia Intensiva são áreas hospitalares destinadas a pacientes em estado crítico, que necessitam de cuidados altamente complexos e controles estritos. O tratamento intensivo baseia-se no conceito de que, embora haja uma multidão de doenças, o mecanismo de morte está sempre limitado a um número relativamente pequeno de fenômenos fisiológicos, passiveis de serem influenciados.

A Unidade de Terapia Intensiva não é apenas um serviço com equipamento especial: implica uma atitude particular da equipe que ali trabalha. Uma atitude orientada para o aproveitamento das facilidades técnicas, em um contexto onde um relacionamento humano, que ofereça segurança e um efetivo apoio emocional, deve ser considerada como fator preponderante.

Com base no conceito geral de UTI, podemos afirmar que é possível planejá-la e organizá-la em qualquer tipo de hospital, bastando para isso que haja um grupo inteiramente motivado e com o espírito voltado para os objetivos e finalidades da unidade. Onde em qualquer situação, o paciente é o objetivo de uma unidade. A observação e manutenção das funções básicas de vida desse paciente são as finalidades da unidade, atingidas através de um atendimento em tempo hábil.

Adequadamente planejada, organizada e operada, a Unidade de Cuidado Intensivo pode servir a uma variedade de propósitos importantes. Entre eles estão:

1) Segurança de melhor qualidade de cuidado do paciente seriamente enfermo.
2) Uso mais eficiente do pessoal de enfermagem e de terapêutica especial, de tempo e de talento, por estarem concentrados numa área planejada funcionalmente, onde os pacientes necessitados de observação e cuidados especializados estejam agrupados.
3) Uso mais econômico do pessoal e do equipamento, reunidos em uma área.
4) Maior garantia para o médico de que seu paciente necessitado de cuidado intensivo esteja recebendo a observação e o tratamento requerido.

Portanto, conceituamos Unidade de Terapia Intensiva como uma área onde os pacientes em estado grave podem ser tratados por uma equipe qualificada, sob as melhores condições possíveis: centralização de esforços e coordenação de atividades.

 

2 Planta Física, Equipamentos e Dotação do Pessoal

 

2.1 Planta Física

A planta física da Unidade de Terapia Intensiva deve proporcionar:

1) Observação individual e de conjunto dos pacientes;
2) Espaço suficiente para mobilização do paciente e locomoção do pessoal;
3) Tranqüilidade e ambiente agradável;
4) Atendimento a pacientes de ambos os sexos, sem discriminação de grupos etários;
5) Meios para intercomunicação;
6) Fácil acesso;
7) Boa iluminação e boa aeração;
8) Rápido atendimento, facilitando os cuidados de enfermagem.

Como guia para estimativa do tamanho da unidade sugere-se a seguinte fórmula:

- Área total = 2,5.∑ área total dos leitos

A área reservada para cada leito é de cerca de 9m2 a 12m2. Uma relativa privacidade e uma íntima proximidade de cada paciente com o posto de enfermagem devem ser consideradas na construção da unidade.

 

2.2 Localização

Idealmente, a Unidade de Terapia Intensiva deve localizar-se próxima ao Centro Cirúrgico e ao Centro de Recuperação Pós-Anestésica, com facilidade acesso aos serviços auxiliares de radiologia e laboratórios. É importante que esteja bem afastada das áreas de intensa movimentação (passagens para outros serviços ou unidades do hospital), mas tendo fácil acesso aos elevadores.

Se mais que uma UTI é planejada é desejável que estejam situadas na mesma área (lado a lado), para que não haja necessidade de multiplicidade de recursos auxiliares.

 

2.3 Número de Leitos

O número de leitos que a Unidade de Terapia Intensiva deve ter depende, de maneira geral, do tipo de hospital em que esteja localizada, da função da unidade e de sua especialidade. Em relação a um hospital geral, estima-se que o número de leitos da UTI deva ser da ordem de 5% a 10 % do total de leitos.

A eficiência de atendimento da equipe de trabalho tende a cair quando um número de pacientes internados na unidade é superior a oito. Por esta razão, preconiza-se a organização de varias unidades, quando houver necessidade de maior número de leitos para o atendimento ao paciente grave.

Um máximo de doze leitos é fixado, por normas, para a instalação de uma Unidade de Terapia Intensiva. Torna-se impraticável e extremamente onerosa uma unidade com menos de cinco leitos – o rendimento é insatisfatório em termos de atendimento e o custo para a instituição torna-se inviável.

O custo diário por paciente em uma UTI é estimado em quatro ou cinco vezes mais que para aquele internado em uma área comum do hospital. Quando se determina um numero de leitos de uma unidade deve-se levar em consideração o numero de pacientes atendidos no hospital e potencialmente destinados ao cuidado intensivo, bem como tipo de serviço a ser implantado.

 

2.4 Forma da Unidade

A área comum (aberta) para a disposição dos leitos é a melhor para a observação continua do paciente. A separação dos leitos é feita com divisórias leves e laváveis, que propiciam uma relativa privacidade aos pacientes.

É recomendável, quando a área é comum, a criação de pelo menos duas áreas fechadas, para leitos de isolamentos, providas de instalação de água. Os leitos da UTI podem ainda ser disposto em quartos separados, com algumas vantagens:

 Isolamento dos pacientes infectados;
 Redução do nível de ruído;
 Diminuição do risco de infecção cruzada;
 Confinamento do paciente agitado.

A desvantagem de uma unidade com leitos em quartos separados é a maior demanda da equipe de enfermagem. Usualmente, a combinação dos dois tipos de forma é adotada com bons resultados.

 

2.5 Elementos da Unidade

Os elementos da unidade são compostos por:

1) Área para estocagem de material e equipamento;
2) Sala de utilidades;
3) Posto de enfermagem;
4) Área de preparo de medicação;
5) Sanitários para pacientes;
6) Vestiários;
7) Secretaria;
8) Laboratórios;
9) Quarto para plantonistas;
10) Copa;
11) Área para higienização de leitos;
12) Área para recepção do paciente;
13) Sala para o serviço de nutrição e dietética;
14) Área de cada leito;
15) Sala de reuniões;
16) Sala para visitas;

 

2.6 Equipamentos

É regra geral que a escolha do equipamento para a unidade esteja diretamente ligada às características da mesma. Há uma necessidade real em se estabelecer adequação entre o equipamento a ser utilizado e a práticas desenvolvidas na unidade. Os organizadores e planejadores da unidade devem estar cientes e convictos de que o equipamento sempre assessora o pessoal que atua junto ao paciente jamais o substituindo.

O tipo de equipamento varia de uma unidade para outra, mas alguns itens são essenciais e podem ser agrupados nas seguintes áreas:

1) Equipamento especializado para o atendimento de algumas patologias;
2) Equipamento de apoio;
3) Equipamento geral;
4) Equipamento ou material para consumo;
5) Suprimentos;
6) Medidas de segurança.

 

2.7 Dotação de Pessoal

O pessoal, na Unidade de Terapia Intensiva, é organizado em função das necessidades do paciente e inteiramente voltado para os objetivos da UTI. A Organização Mundial de Saúde estipula um padrão a respeito de pessoal: uma enfermeira para até quatro pacientes.

O pessoal deve ser calculado com base em alguns quesitos como:

1) Planta física;
2) Número de leitos;
3) Características do hospital;
4) Grau de dependência dos pacientes;
5) Capacidade do pessoal;
6) Quantidade e qualidade do equipamento.

Portanto, a dotação do pessoal é uma conseqüência do padrão da unidade e visa a alcançar os seguintes objetivos: adequada atenção ao paciente e harmônica dinâmica de grupo.

Para que haja atendimento adequado ao paciente, um índice suficientemente alto de pessoal deve se mantido na unidade, e calculado para a sua capacidade total. O recrutamento do pessoal baseia-se em aspectos e características individuais e, fundamentalmente, deve haver na unidade uma enfermeira-chefe em tempo integral.

Os pacientes de terapia intensiva são totalmente dependentes e necessitam de continua assistência de enfermagem; estima-se em 4,25 funcionários (auxiliares e enfermeiros) por leito. Auxiliares de enfermagem bem treinados e motivados contribuem significativamente para a manutenção de um bom padrão de atendimento.

As atividades relacionadas às rotinas administrativas devem ser desenvolvidas, em quase sua totalidade, pelo secretário de enfermagem (controle de estoque, encaminhamentos de altas, transferência, pedido de almoxarifado e farmácia etc). É altamente desejável que a equipe de enfermagem se dedique inteiramente aos pacientes.

Outros profissionais alem da equipe de enfermagem, participam do atendimento ao paciente. As responsabilidades são então divididas e procura-se uma pratica terapêutica harmônica na unidade. Os papeis de cada um se revestem de igual importância, são definidos e delimitados de acordo com as características da unidade e têm como objetivo central à recuperação do paciente e a prevenção de danos.

Portanto uma enfática administração de enfermagem, aliada a uma organização medica eficiente, propicia uma melhor proposta ao problema do paciente critico.

Nossas equipes são compostas por:

 Um responsável técnico com título de especialista em terapia intensiva;
 Um médico diarista (rotineiro) para o turno da manhã e um à tarde com título de especialista em terapia intensiva para cada 10 leitos ou fração;
 Um médico plantonista por turno exclusivo da unidade para cada 10 leitos ou fração;
 Um enfermeiro coordenador responsável pela área de enfermagem;
 Um enfermeiro assistencial por turno, exclusivo da unidade, para cada 10 leitos ou fração;
 Um fisioterapeuta para cada 10 leitos ou fração no turno da manhã, da tarde e noite;
 Um fonoaudiólogo e/ou terapeuta ocupacional disponível para a unidade;
 Um psicólogo disponível para a unidade;
 Um técnico de enfermagem para cada 2 leitos/fração por turno;
 Um funcionário exclusivo responsável pelo serviço de limpeza.

 

3 Normas e Rotinas

 

3.1 Boletins

São fornecidos três boletins diários a fim de tornar a família ciente de todas as evoluções ocorridas, no quadro geral do paciente. Dois teleboletins manhã e noite e uma visita diária com boletim médico.

 

3.2 Visitas ao paciente na UTI

Os pacientes internados na UTI ficarão sem acompanhantes, ocupando um box exclusivo. Será permitido que 2 (DUAS) pessoas visitem o paciente, não havendo a possibilidade de rodízio das visitas.

 

3.3 É vedado ao visitante

• Entrada de criança com idade inferior a 14 anos;
• Utilização de aparelho celular, pois os mesmos podem interferir na monitorização do paciente;
• Transitar pela UTI;
• Dirigir-se a outros leitos;
• Entrada de alimentos na UTI

 

4. Procedimentos Básicos Realizados em UTI

 

4.1-Lavagem Das Mãos

Realizado por: equipe multiprofissional

 MATERIAL

● Papel toalha
● Álcool glicerinado a 1%
● Sabão líquido
● PVPI degermante somente para procedimentos especializados

 PROCEDIMENTOS

1. Abrir a torneira.
2. Umedecer as mãos.
3. Acionar o dispensador de sabão líquido e umedecer as palmas das mãos.
4. Espalhar a solução fazendo movimentos de fricção com as palmas das mãos.
5. Fechar a torneira e a seguir ensaboá-la e esfregá-la.
6. Friccionar o punho com movimentos rotatórios com o auxílio da palma da mão oposta.
7. Repetir o movimento no punho oposto.
8. Friccionar o dorso das mãos com auxílio da mão oposta.
9. Repetir o movimento para a mão oposta.
10. Unir as palmas das mãos, friccionando-as.
11. Friccionar a região perineal dos dedos da mão com as pontas dos dedos da mão oposta.
12. Repetir o movimento para a outra mão.
13. Abrir a torneira.
14. Enxaguar as mãos iniciando pelo punho sem repetir os movimentos.
15. Enxaguar a torneira e fechá-la.
16. Pegar o papel toalha e enxugar as mãos, seguindo a mesma seqüência da lavagem ou posteriormente utilizar álcool glicerinado.
17. Desprezar o papel toalha.

OBSERVAÇÃO:

Não usar álcool glicerinado quando usar detergente.

 

4.2-Aferição De Sinais Vitais

Realizado por: equipe multiprofissional: médicos,enfermeiros técnicos e auxiliares de enfermagem

 PRESSÃO ARTERIAL

Método Auscultatório-membro superior

 MATERIAL

- esfignomanômetro
- estetoscópio
- algodão embebido em álcool a 70%

 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Explicar ao paciente o que será feito.
3. Deixar o indivíduo, se possível, num ambiente silencioso e tranqüilo e com o braço repousando ao nível do coração. Deixá-lo à vontade e permitir um repouso de cinco minutos.
4. Expor o membro do paciente enrolando a manga da roupa sem que haja compressão.
5. Selecionar o manguito de tamanho apropriado (ver observações.)
6. Localizar a artéria braquial ao longo da superfície ventromedial do braço, por palpação.
7. Enrolar o manguito confortavelmente ao redor do braço centrando a bolsa inflável sobre a artéria braquial. A margem inferior deve ficar 2,5cm acima do espaço antecubital.
8. Colocar o manômetro no nível dos olhos, suficientemente perto para ler as calibrações marcadas pelo ponteiro ou coluna.
9. Localizar com os dedos a artéria braquial na dobra do cotovelo.
10. Fechar a válvula da pêra e insuflar.
11. Determinar o nível de insuflação máxima observando a pressão em que o pulso braquial não é mais palpável à medida que o manguito é rapidamente insuflado. Adicione então 30mmHg (note a presença de um pulso irregular).
12. Colocar o diafragma do estetoscópio sobre a artéria evitando pressão muito forte.
13. Desinsuflar o manguito rápida e regularmente (velocidade de aproximadamente 2mmHg/seg). Se for necessário reinsuflar, esvazie o manguito completamente e espere 15 a 30 segundos, pelo menos. Fazer isso apenas uma vez.
14. Marcar a pressão sistólica quando ocorrem duas batidas consecutivas. O ponto a ser marcado é aquele correspondente à primeira batida.
15. Marcar a pressão diastólica no desaparecimento dos sons, para adultos; caso o desaparecimento dos sons ocorra muito próximo a zero, marcar também o ponto onde há amortecimento.
16. Retirar todo ar do manguito.
17. Remover o manguito.
18. Deixar o paciente confortável.
19. Promover assepsia das olivas e do diafragma no início e término do procedimento, em casos de lesões da pele, com álcool a 70%.
20. Lavar as mãos.
21. Anotar na ficha de controle.

OBSERVAÇÃO:

● Esperar de um a três minutos antes de repetir a medida de pressão do mesmo braço a fim de permitir o escoamento do sangue represado nas veias do antebraço.
● Não verificar a PA nos membros com fístulas arteriovenosas.
● A PA poderá ser verificada também nos membros inferiores.
● A largura do manguito deve ser de 40% da circunferência do braço e o comprimento de 80%.
● Para centrar a bolsa inflável sobre a artéria braquial, determinar o ponto médio dobrando a bolsa inflável no meio.

 A MEDIDA NA PRÁTICA

Na clínica diária, a medida da pressão arterial é realizada pelo método indireto, utilizando-se a técnica auscultatória. Apesar de imprecisa e sujeita a vários fatores de erro, a medida indireta é utilizada porque é simples, não exige equipamento sofisticado e apresenta boa correlação com a morbidade e a mortalidade por hipertensão arterial. Portanto apesar de relativamente simples, o método indireto exige cuidados para minimizar a influência dos inúmeros fatores de erro.

 AS CONSEQUÊNCIAS DA MEDIDA

Estes cuidados na medida são fundamentais porque as conseqüências de um diagnóstico de hipertensão arterial erroneamente firmado ou excluído são extremamente graves. Leituras de pressão falsamente altas podem prejudicar o paciente, obrigando-o a seguir tratamento desnecessário. Leituras falsamente baixas também prejudicam o paciente por privá-lo dos benefícios do tratamento da hipertensão arterial.

 PULSO
 MATERIAL
 Relógio com ponteiro de segundos
 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Manter o paciente confortável, preferencialmente em repouso.
3. Colocar as polpas dos dedos médio e indicador sobre a artéria (não usar o polegar).
4. Pressionar suavemente até localizar os batimentos.
5. Procurar sentir bem o pulso antes de iniciar a contagem.
6. Contar as pulsações durante um minuto (avaliar freqüência, volume e ritmo).
7. Lavar as mãos.
8. Anotar na ficha de controle

OBSERVAÇÕES:

● Evitar verificar o pulso em membros afetados de pacientes com lesões neurológicas ou vasculares.
● Não verificar o pulso em membro com fístula arteriovenosa.
● A verificação do pulso pode ser feita nas artérias: carotídea, temporal, braquial, radial, femural, poplitea, pediosa, tibial posterior.

 RESPIRAÇÃO

 MATERIAL

● Relógio com ponteiro de segundos.

 PROCEDIMENTOS

1. Lavara as mãos.
2. Colocar o paciente deitado confortavelmente.
3. Colocar os dedos no pulso do paciente como se fosse verificá-lo, apoiando-o sobre o tórax.
4. Observar os movimentos respiratório (inspiração + expiração), contando-os durante um minuto.
5. Observar tipo, ritmo e profundidade da respiração.
6. Lavar as mãos.
7. Anotar na ficha de controle.

OBSERVAÇÃO:

● Anotar qualquer anormalidade.

 TEMPERATURA

• Temperatura Axilar

 MATERIAL

● Termômetro
● Recipiente com bolas de algodão com álcool a 70%

 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Preparar o material.
3. Explicar ao paciente o que será feito.
4. Abduzir o braço do paciente e enxugar a axila sem friccionar.
5. Observar a coluna de mercúrio que deve estar abaixo de 35º C.
6. Encostar o bulbo do termômetro no ápice da axila posicionando-o perpendicularmente à parede medial da axila.
7. Pedir ao paciente para comprimir o braço de encontro ao corpo, colocando-o transversalmente sobre o tórax.
8. Retirar o termômetro após sete minutos.
9. Proceder à leitura movimentando o termômetro até visualizar a linha de mercúrio.
10. Limpar o termômetro com bola de algodão com álcool a 70%, da haste para o bulbo.
11. Retornar a coluna de mercúrio ao ponto inicial.
12. Lavar a mãos.

• Temperatura Oral

 MATERIAL

● Termômetro.
● Recipiente com bolas de algodão com álcool a 70%

 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Preparar o material.
3. Explicar ao paciente o que será feito.
4. Estar seguro de que o paciente não ingeriu alimentos ou bebidas quentes e frias, fumou ou realizou a higiene oral, durante o período de 30 minutos antes.
5. Acomodar o paciente em decúbito dorsal.
6. Introduzir o termômetro sob a língua e deslizá-lo lentamente ao longo da linha da gengiva, em direção á porção posterior da boca.
7. Solicitar ao paciente o fechamento de forma acomodada, de seus lábios ao redor do termômetro.
8. Retirar o termômetro após cinco minutos.
9. Proceder à leitura.
10. Lavar o termômetro com água corrente, secá-lo com papel e fazer assepsia com álcool a 70%.
11. Retornar a coluna de mercúrio ao ponto inicial.
12. Lavar as mãos.
13. Anotar na ficha de controle.

• Temperatura Retal

 MATERIAL

● Termômetro retal
● Lubrificante (vaselina líquida)
● Luvas

 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Preparar o material e avaliar a necessidade de se colocar biombo.
3. Calçar luvas.
4. Explicar ao paciente o que será feito.
5. Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo e protegê-lo com lençol.
6. Observar se a coluna de mercúrio está abaixo de 35º C.
7. Lubrificar a ponta do termômetro que vai ser inserido no reto.
8. Descobrir o paciente e separar as nádegas de modo que o esfíncter anal seja visto claramente.
9. Inserir lentamente, o termômetro por 4cm em direção à coluna vertebral.
10. Retirar o termômetro após dois minutos.
11. Proceder à leitura.
12. Retornar a coluna de mercúrio ao ponto inicial.
13. Imergir o termômetro em solução de hipoclorito de sódio a 1% por 30 minutos e após enxaguar em água corrente.
14. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.
15. Retirar luvas.
16. Lavar as mãos.
17. Anotar na ficha de controle.

 

4.3-Preparo Do Leito/ Boxe

Realizado pela equipe de enfermagem

 CAMA SEM PACIENTE

 MATERIAL

● 2 lençóis
● 1 lençol móvel
● 1 cobertor (se necessário)
● 1 fronha

 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Reunir o material necessário, colocando-o no carrinho de banho, o qual ficará na porta do quarto ou na mesa do lado em que for iniciar a técnica.
3. Ordenar a roupa no encosto da cadeira, no carro de banho ou na mesa auxiliar, dispondo da seguinte maneira:

a) Lençol de cima.
b) Lençol móvel (forro ou lençol dobrado, se necessário).
c) Lençol de baixo.

4. Estender o lençol de baixo passando-o sob o colchão e, na cabeceira, fazendo o canto ou prepará-lo para o nó.
5. Colocar o lençol móvel, se necessário, fixando- o sob o colchão.
6. Colocar o travesseiro.
7. Estender o lençol de cima (protetor) em sentido longitudinal sobre o colchão.
8. Passar para o lado oposto e completar a arrumação da cama, esticando o lençol de baixo, fazendo os cantos ou completar o nó.
9. Esticar o lençol móvel prendendo- o sob o colchão.
10. Estender o lençol protetor, completando a vira de cabeceira e fazer os cantos dos pés.
11. Deixar a unidade em ordem.
12. Lavar as mãos.

OBSERVAÇÃO:

● Em cama de pós-operatório, não colocar travesseiro e dobrar o lençol de cima juntamente com o cobertor, posicionando-o na lateral do leito.
● Fazer a prega de conforto, se necessário.

 CAMA COM PACIENTE

 MATERIAL

● 1 travesseiro
● 2 lençóis
● 1 lençol móvel
● 1 cobertor (se necessário)
● 1 forro de cabeceira (se necessário)
● 1 fralda (se necessário)
● 1 impermeável (se necessário) sanito branco.

 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Trazer a roupa de cama, colocando-a dobrada e na ordem de uso da mesma, na cadeira ou carrinho de banho.
3. Explicar o procedimento e finalidade ao paciente.
4. Colocar o hamper próximo à cama.
5. Desprender a roupa do leito.
6. Colocar o travesseiro sem fronha na mesa ou cadeira.
7. Colocar o paciente em decúbito lateral, protegido com lençol de cima.
8. Enrolar o lençol móvel e o lençol de baixo separadamente, até o meio da cama e sob o corpo do paciente.
9. Substituir o lençol protetor do colchão, e o lençol móvel, fazendo os cantos começando pela cabeceira da cama.
10. Virar o paciente para o lado pronto.
11. Trocar o lençol protetor do paciente, nunca expondo o paciente, e deixar frouxo observando a dobra dos pés, fazendo o canto.
12. Passar para o lado oposto.
13. Retirar a roupa usada e colocar no hamper e ao mesmo tempo, esticar os lençóis, preparando-os e fazendo os cantos, começando pela cabeceira.
14. Colocar a fronha no travesseiro, acomodar o paciente.

OBSERVAÇÃO:

● Em caso de pacientes graves, realizar a técnica com duas pessoas.

 

4.4-Limpeza da Unidade

Realizado pela equipe de enfermagem

 MATERIAL

● Solução desinfetante (fenol sintético)
● 1 par de luvas
● Panos de limpeza

 PROCEDIMENTOS

1. Lavar as mãos.
2. Reunir o material e levá-lo à unidade do paciente.
3. Calçar as luvas.
4. Encaminhar a garrafa de água à copa.
5. Desprender a roupa de cama e desprezá-la no hamper.
6. Recolher objetos da mesa de cabeceira e armário, e encaminhá-lo aos seus respectivos lugares.
7. Recolher materiais e equipamentos (ambu, umidificador, aspirador, comadre, papagaio, frasco de diurese) e encaminhá-los ao expurgo.
8. Afastar a cama e a mesa-de-cabeceira da parede, deixando espaço suficiente para a realização da limpeza.
9. Limpar a mesa-de-cabeceira por dentro e por fora, o suporte de soro, campainha, painel de gases, prateleira e gabinete.
10. Limpar os travesseiros, apoiando a parte já limpa na mesa-de -cabeceira, e guardá-los no guarda-roupa do quarto.
11. Iniciar a limpeza do leito pela do leito pela parte superior do colchão, da cabeceira para o centro, inclusive as laterais do colchão, sempre do mais distante para o mais próximo.
12. Continuar a limpeza do colchão, do centro para os pés, inclusive as laterais do colchão, sempre do mais distante para o mais próximo.
13. Dobrar o colchão ao meio e limpar a parte posterior do colchão, em direção ao centro.
14. Limpar o estrado do centro para os pés.
15. Elevar o estrado e proceder à limpeza da sua parte inferior, do centro para os pés, inclusive o espaldar dos pés. Recolocar o estrado na posição horizontal.
16. Dobrar o colchão para o lado contrário e limpar a outra metade da parte posterior, em direção ao centro.
17. Limpar o estrado do centro para a cabeceira.
18. Elevar o estrado e proceder a limpeza de sua parte inferior, do centro para a cabeceira. Recolocar o estrado na posição horizontal.
19. Passar para o lado mais distante e limpar a lateral, grades e pés do leito.
20. Passar para o lado mais próximo e limpar a lateral, grades e pés do leito.
21. Limpar a cadeira (espaldar, assento e pés) e a escadinha.
22. Retirar as luvas.
23. Lavar as mãos.
24. Testar luminárias, painel e campainha.

OBSERVAÇÃO:

● Enxaguar o pano de limpeza na pia do banheiro, sempre que necessário.
● Utilizar desinfetante em recipiente próprio (bisnaga, de preferência).

 

4.5- Higiene Oral do Paciente Intubado

Realizado pela equipe de enfermagem

 FINALIDADE DA TÉCNICA

- manter a cavidade oral limpa.
- Evitar a contaminação da traquéia.
- Proporcionar conforto ao paciente.
- prevenir a formação de escaras e lesões de mucosa.

 MATERIAL

Bandeja auxiliar contendo:

- solução antisséptica (solução bicarbonatada a 1%)
- espátulas envoltas em gazes
- lubrificante (vaselina líquida).
- copo com água.
- seringa de 20ml.
- cânula de guedel, se necessário.
- forro ou toalha
- par de luvas.
- um metro de cadarço.
- lâmina de bisturi.
- Aspirador montado.

 PROCEDIMENTO

1- Lavar as mãos.
2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente.
3- Reunir o material.
4- Colocar o paciente em decúbito dorsal, elevado 45º.
5- Calçar luvas
6- Colocar uma toalha ou forro na parte superior do tórax do pescoço do paciente.
7- Verificar se o cuff da cânula endotraqueal ou traqueostomia está rigorosamente insuflado.
8- Abrir sonda nasogástrica, caso haja conteúdo gástrico.
9- Instilar água bicarbonatada pelo orifício da cânula de guedel, com auxílio de uma seringa, e fazer a aspiração em seguida.
10- Retirar a cânula de guedel e lavá-la em água corrente na pia do sanitário do paciente ou proceder à troca por outra estéril, conforme a rotina da unidade.
11- Proceder à limpeza de toda a boca do paciente, usando as espátulas envoltas em gazes e embebidas em solução antisséptica.
12- Enxaguar a cavidade oral com água bicarbonatada e proceder à aspiração ao mesmo tempo.
13- Enxugar os lábios com forro ou toalha e lubrificá-la com vaselina.
14- recolocar a cânula de guedel.
15- retiraras luvas.
16- Lavar as mãos
17- recompor a unidade e recolher o material.
18- Deixar o paciente em ordem.
19- Anotar no prontuário o procedimento feito e anormalidades da dentição.

 PONTOS IMPORTANTES/ JUSTIFICATIVAS

1- Prevenir infecção
2- Assegurar a tranqüilidade do paciente.
3- Economizar tempo e poupar o funcionário.
4- facilitar o procedimento ao executante, proporcionar maior conforto ao paciente.
5- Assegurar a salubridade de funcionário e evitar contaminação.
6- Proteger a roupa de cama.
7- Evitar que a solução antisséptica e/ ou salivação penetre na traquéia, durante a higienização.
8- Evitar náuseas e refluxos de conteúdo gástrico para a boca.
9- Garantir que toda a secreção depositada logo acima do cuff da cânula endotraqueal seja removida. Proceder à limpeza da própria cânula de guedel.
10- Evitar contaminação.
11- Limpar o palato superior, toda a arcada dentária (superior inferior) e lábios com solução bicarbonatada a 1%
12- Prevenir infecção
13- Evitar a formação de escara na rima bucal.
14- manter vias aéreas livres.
15- facilitar procedimento.
16- Prevenir infecção.
17- Manter o ambiente em ordem, colaborando com a equipe.
18- Proporcionar conforto ao paciente.
19- Observar lesões de mucosa e anormalidades de dentição.

OBSERVAÇÕES:

1- A higiene oral do paciente intubado deverá ser feita três vezes ao dia (uma vez por plantão), para prevenir infecção.
2- Para evitar formação de escaras, deverá ser providenciada, após a higiene oral, a troca de cadarço ao se reposicionar a cânula endotraqueal.
3- A coleta de secreções traqueobrônquicas para cultura não deve ser feita de rotina é recomendada apenas na vigência de surtos, com indicação da comissão de controle de infecção hospitalar.
4- A desinsuflação do cuff, em pacientes com sonda enteral recebendo dieta, não é indicada.

 

4.6- Troca e/ ou Fixação do Cadarço da Cânula Endotraqueal

Realizado pela equipe de enfermagem

 FINALIDADE

- Fixar cânula endotraqueal.
- Evitar a formação de escaras.
- Aliviar o desconforto do paciente.

 MATERIAL

Bandeja auxiliar contendo:

- material para aspiração traqueal (sondas, gazes e luvas)
- um metro de cadarço
- uma lâmina de bisturi ou tesoura.
- uma seringa de 5ml para insuflar o cuff, se necessário.
- um par de luvas.
- Aspirador montado.

 PROCEDIMENTO

1- Lavar as mãos.
2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente.
3- reunir o material
4- Colocar o paciente e decúbito dorsal, elevado 45º.
5- Calçar luvas.
6- Aspirar a cânula endotraqueal e a boca do paciente.
7- Desinsuflar o cuff da cânula endotraqueal e posicioná-la no meio da boca.
8- Insuflar o cuff da cânula endotraqueal, com auxílio de uma seringa.
9- Iniciar amarração do cadarço, passando-o pela região occipital, acima das orelhas, continuando pela face até a metade do lábio superior, onde se dá uma laçada e em seguida três nós, tipo “trança”.
10- Passar o cadarço em seguida na parte inferior da cânula endotraqueal, amarrando-a por baixo e a seguir por cima, duas ou mais vezes, até que a cânula esteja realmente fixa.
11- Cotar o cadarço que sobrou com a lâmina de bisturi ou a tesoura.
12- retirar as luvas
13- lavas as mãos.
14- recompor a unidade e recolher o material.
15- Deixar o paciente em ordem.
16- Anotar no prontuário o procedimento feito.

 PONTOS IMPORTANTES/ JUSTIFICATIVAS

1- Prevenir infecção
2- Assegurar a tranqüilidade do paciente.
3- Economizar tempo e poupar o funcionário.
4- facilitar o procedimento ao executante e proporcionar maior conforto ao paciente.
5- Assegurar salubridade do funcionário e evitar contaminação.
6- Evitar a entrada de secreção da cavidade oral na traquéia, quando dor desinsuflar cuff.
7- Evitar a formação de escaras na rima bucal.
8- Evitar aspiração brônquica do conteúdo gástrico.
9- Dar distância necessária entre o lábio superior e o tubo endotraqueal, evitando assim a formação de escara neste local.
10- Garantir que a cânula fique realmente presa. Não amarrar a cânula demasiadamente apertada para não obstruí-la.
11- Evitar incômodos ao paciente.
12- facilitar os próximos passos.
13- Prevenir infecção.
14- Manter o ambiente em ordem colaborando com a equipe.
15- Proporcionar conforto ao paciente.
16- registrar possíveis intercorrências.

OBSERVAÇÕES.

1- Remover o cadarço antigo, preferencialmente após a fixação do novo; caso não seja possível, proceder á técnica com duas pessoas, a fim de eu uma delas segure firmemente a cânula, evitando que a mesma se desloque do local certo.
2- Ao utilizar lâmina de bisturi para cortar o cadarço antigo, tomar o cuidado para não cortar a cânula endotraqueal.
3- Ao fazer a troca do cadarço da sonda endotraqueal, sempre com o aspirador de secreções montado e ligado, pois poderá ocorrer vômito.
4- Para pacientes conscientes, não se deve fixar a cânula endotraqueal no meio da boca, pois causa desconforto, acúmulo de salivação e dificuldade para paciente deglutir. Neste caso, fixá-la na lateral da boca.
5- A cânula de guedel, de preferência, não deve ser fixada junto com o tubo endotraqueal, para pacientes conscientes, pois provoca intenso desconforto e vômitos. Além disso, estando solta na boca, facilita a deglutição e a retirada para limpeza.
6- para pacientes inconscientes, utilizar de preferência cânula de guedel grande, pois a mesma permite que a sonda de aspiração chegue mais próximo do cuff da cânula endotraqueal, e se retire com eficiência toda a secreção mais profunda.
7- A troca do cadarço do tubo endotraqueal deve ser feita quando necessário e não de rotina.

 

4.7- Aspiração Traqueal

Realizado por fisioterapeutas, enfermeiro e técnico

 FINALIDADES DA TÉCNICA

- Manter as vias aéreas livres e permeáveis.
- garantir ventilação e oxigenação adequadas.
- Prevenir complicações no quadro clínico geral do paciente, provocada por acúmulo de secreções nos pulmões.

 MATERIAL

Bandeja auxiliar contendo:

- 2 pares de luvas estéreis.
- sonda de aspiração (nº4 a 10 para crianças e nº10 a 14 para adultos).
- ampola de água destilada
- seringa de 20ml com proteção.
- ambu conectado a rede de oxigênio com extensão de látex.
- gazes
- um frasco com água comum.
- um saco plástico pequeno (tipo bolsa de colostomia).
- rede de gases testada (vácuo, ar comprimido e oxigênio).
- aspirador elétrico, se necessário.
- frasco coletor de secreções com extensão de látex estéril.
- máscara facial.
- Óculos (se necessário).

 PROCEDIMENTO

1- Lavar as mãos.
2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente.
3- reunir material
4- Colocar máscara a óculos se necessário.
5- Verificar tipo de característica da respiração e condições dos batimentos cardíacos. Observar o paciente encontra-se em ventilação mecânica (assistida ou controlada) ou espontânea.
6- Utilizar sonda de aspiração compatível com o número da sonda endotraqueal do paciente.
7- Abrir a embalagem da sonda de aspiração esterilizada e conecta-la à extremidade do látex.
8- Ventilar o paciente três vezes consecutivas, utilizando o próprio respirador mecânico, caso trate-se de respirador a volume, com uma FIO2 de 100; ou com ambu e oxigênio a 100% (cinco litros), caso se trate de respirador à pressão.
9- Calçar luvas
10- Desconectar o respirador com a mão esquerda ou solicitar que um segundo elemento o faça.
11- Apanha a sonda de aspiração e ligar o aspirador.
12- Introduzir a sonda de aspiração com a mão direita no tubo endotraqueal na FASE INSPIRATORIA mantendo o látex pressionando com a mão esquerda.
13- Despressionar o látex para criação de sucção; e simultaneamente, com a mão direita, fazer movimentos circulares lentos na sonda de aspiração, trazendo-a para fora do tubo endotraqueal.

- Fazer a aspiração de três a cinco segundos na fase expiratória até no máximo cinco vezes, utilizando a mesma sonda.
- Não ultrapassar 15 segundos no total de sucção (incluindo as cinco vezes).
- Para a sucção do brônquio direito, voltar a cabeça do paciente para o lado esquerdo. Para a sucção do brônquio esquerdo, voltar a cabeça do paciente para o lado direito.

14- Suspender a aspiração e ventilar o paciente quando ocorrer extra-sístole, inversão ou achatamento da onda T, arritmias, cianose e sangramento.
15- Repetir as operações dos itens 13 e 14 vezes necessárias e de acordo com as condições clínicas do paciente.
16- Religar o respirador mecânico ou o nebulizador no paciente, desligar o aspirador de secreções, com a mão esquerda e desprezar a sonda de aspiração.
17- Lavar a extensão do látex, no final do ciclo de aspirações, aspirando a água do frasco.
18- Realizar aspiração orofaríngea, com uma nova sonda, procedendo da seguinte forma: Introduzir a sonda alternadamente em cada narina e na boca até a faringe, mantendo o látex sob sucção; e simultaneamente, fazer movimentos circulares com a sonda de aspiração.
19- Desprezar a sonda de aspiração e desligar o aspirador de secreções.
20- retirar a luva e lavar as mãos.
21- Auscultar os pulmões do paciente após a aspiração.
22- Lavar as mãos.
23- Recompor a unidade e recolher o material.
24- Deixar o paciente em ordem.
25- Anotar no prontuário o procedimento feito e eventuais anormalidades.

 PONTOS IMPORTANATES/ JUSTIFICATIVA

1- Prevenir infecção.
2- Assegurar a tranqüilidade do paciente.
3- Economizar tempo e poupar o funcionário.
4- Evitar contaminação do paciente e promover proteção do próprio funcionário.
5- Conforme o padrão respiratório do paciente, estar muito atento ao tempo de aspiração, o qual terá que ser inferior ao padronizado.
6- Sondas de aspiração muito calibrosas podem produzir excessivas pressão negativa, lesar a mucosa traqueal, além de piorar a hipóxia que a aspiração normalmente já provoca.
7- Não retirar a sonda da embalagem antes do momento da aspiração, para não contaminá-la.
8- Prevenir hipóxia, uma vez que a aspiração traqueal reduz a pressão arterial de oxigênio cerca de 35mmhg.

- Prevenir atelectasia, bronca-constrição, hipotensão e aumento da pressão intracraniana, arritmias cardíacas, parada cardíaca e morte.
- Cada hiperinsuflação deve durar cerca de 5 segundos.

9- Prevenir contaminação seguindo técnica asséptica:

- Usar uma das mãos para manipular a sonda de aspiração a sonda de aspiração (a mão esquerda).

10- Observar simultaneamente o padrão respiratório e monitorização cardíaca.

- Garantir que o cuff da sonda endotraqueal esteja insuflado.
- Não contaminar as conexões, a cânula endotraqueal e a extremidade do respirador ao desconectá-lo.
- A segunda pessoa que auxiliar precisa utilizar máscara também.

11- Para apanhar a sonda e ligar o aspirador sem contaminar o sistema e a mão direita, proceder da seguinte forma:

- Segurar o pacote da sonda com a mão esquerda e, com a mão direita, retirar a sonda da embalagem.
- ligar o aspirador com a mão esquerda e com a mão direita.

12- A sucção não deve ocorrer neste momento da introdução para aspirar o ar. A sonda de aspiração deve ser introduzida em toda a sua extensão.
13- Os movimentos lentos são para permitir que haja uma sucção:

- Evitar hipóxia prolongada.
- Evitar hipóxia
- Evitar possível parada cardiorrespiratória.

14- Para corrigir a hipóxia provocada pela sucção devido à pressão negativa do aspirador.
15- Lembrar sempre que a cada cinco aspiração (15 segundos), o paciente deverá ser ventilado, para depois reiniciar a aspiração.
16- Certificar-se de que o respirador ou nebulizador estejam com os parâmetros anteriores sob controle.
17- Nunca lavar a sonda de aspiração, durante as aspirações, na água do frasco.

- Para lavar a extensão de látex, aspirar uma boa quantidade de água, para que toda a secreção seja eliminada do sistema, e não permitir que a secreção do látex retorne ao frasco de água.

18- Não esquecer de aspirar o orifício da cânula de guedel, introduzindo completamente a sonda de aspiração.
19- Não esquecer de aspirar o orifício da cânula de guedel, introduzindo completamente a sonda de aspiração.
20- Para evitar contaminação de estetoscópio que será utilizado na etapa seguinte.
21- Avaliar a eficácia da aspiração e se houve melhora da ventilação pulmonar.
22- Prevenir infecção.
23- manter o ambiente em ordem, colaborando com a equipe.
24- Proporcionar conforto ao paciente.
25- Descrever característica, aspecto das secreções e quantidade. Anotar reações do paciente e intercorrências, como: sangramento, cianose, alterações eletrocardiográficas etc.

OBSERVAÇÕES

1- Manter a extremidade do látex, quando em desuso, protegido em saco plástico (bolsa de colostomia), fixado na lateral do painel de gases.
2- Em caso de secreção espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secreção, pode ser instilada água destilada estéril no tubo endotraqueal (cerca de 3ml); após a instilação, ventilar os pulmões com o ambu e em seguida fazer aspiração traqueal.
3- Aspirar o tubo endotraqueal somente quando necessário e nunca como rotina. Portanto, o enfermeiro deverá avaliar o paciente, e de acordo com a característica e quantidade da secreção, prescrever o número de vezes que será feita à aspiração.
4- Durante a aspiração, caso haja diminuição de freqüência cardíaca ou arritmias, parar imediatamente o procedimento e oferecer oxigênio a 100%, através de ambu ou do próprio respirador.
5- O cateter de sucção deve ter um diâmetro externo menor que o diâmetro interno na cânula endotraqueal ou traqueostomia. Para adultos, utilizar de preferência sondas de aspiração nº12/ ou nº14.
6- Testar sempre o aspirador de secreções, antes de utilizá-lo.
7- A técnica de aspiração traqueal deve ser feita de preferência sem desconectar o respirador; para isso, utilizar na conexão paciente/ respirador a válvula tipo “unidirecional”, a qual permite que se faça aspiração sem desconectar o paciente do respirador. A grande vantagem desta válvula, além de reduzir o risco de contaminação, é a não utilização de outra pessoa para auxiliar na técnica.
8- A técnica de aspiração traqueal deve ser feita de preferência por duas pessoas, para evitar a contaminação do sistema tubo/ circuito.
9- O aspirador de secreções mais indicado é o aspirador a vácuo, pois sua pressão de sucção é controlada. Assim, evita-se utilizar aspiradores elétricos, cuja pressão de sucção é muito forte.
10- Utilizar sempre o frasco coletor intermediário para evitar que entre secreção na rede de gases do painel.
11- Caso o elemento que estiver realizado a aspiração for canhoto, a descrição deverá ser invertida, ou seja, onde diz mão direita considerar esquerda e vice-versa.

 

4.8- Aplicação da Bolsa de Colostomia

Realizado pela equipe de enfermagem

 FINALIDADE DA TÉCNICA.

- Controlar o débito da drenagem fistulosa, drenos ou colostomias.
- Proteger a pele contra ação dos sucos digestivos

 MATERIAL

Bandeja auxiliar contendo:

– bolsa de colostomia.
- soro fisiológico a 0,9%
- luvas
- pacote de curativo.
- gazes estéreis.
- solução de benjoim.
- tesoura não estéril.
- secador de cabelos (se possível).
- Biombo.

 PROCEDIMENTO

1- Lavar as mãos
2- Explicar o procedimento e finalidade ao paciente
3- Reunir o material.
4- Calçar luvas.
5- Colocar biombo
6- Colocar o paciente em posição confortável, expondo apenas a região a ser limpa.
7- Abrir o pacote de curativo.
8- Limpar a região fistulosa do dreno ou a colostomia com soro fisiológico a 0,9%.
9- Secar a área ao redor, com gaze.
10- Aplicar solução de benjoim ao redor da área.
11- retirar o adesivo da bolsa.
12- Fixar a bolsa.
13- retirar as luvas.
14- Lavar as mãos.
15- Recompor a unidade e recolher o material.
16- Deixar o paciente em ordem.
17- Anotar no prontuário o procedimento feito.

 PONTOS IMPORTANTES/ JUSTIFICATIVAS.

1- Prevenir infecção.
2- Assegurar a tranqüilidade do paciente.
3- Economizar tempo e poupar o funcionário.
4- Assegurar a salubridade do funcionário.
5- Assegurar a privacidade do paciente.
6- Assegurar a privacidade do paciente.
7- Observar técnica asséptica.
8- Obedecer à técnica de curativo da ferida séptica, ou seja, de fora para dentro.
9- Utilizar secador de cabelos, se possível,
10- Promover melhor adesão da bolsa, e promover a pele do paciente.
11- Verificar se o diâmetro da bolsa é compatível a área a ser explicada.
12- Conter secreções drenadas.

- Evitar contaminação do ambiente.

13- Evitar contaminação do ambiente.
14- Prevenir infecção.
15- Manter o ambiente em ordem, colaborando com a equipe.
16- Proporcionar conforto ao paciente.
17- Registrar características e quantidade do débito e aspecto de colostomia.

OBSERVAÇÕES:

1- Ao realizar a troca da bolsa, estar sempre atento a possíveis complicações como: necrose, dermatite periestomal, edema, infecção, hemorragia, retração, colapso e distensão abdominal, bem como parada de eliminação de flatos e conteúdo intestinal.
2- As colostomias são classificadas em: temporárias, quando posteriormente haverá restabelecimento do trato intestinal, com o ânus com orifício de saída natural; e permanentes, quando forem definitivas.
3- As colostomias são classificadas, quanto a sua localização anatômica, em: colostomia ascendente (o estoma está nível de cólon ascendente), colostomia transversa (o estomago está a nível de cólon transverso), colostomia descendente (o estoma está a nível de cólon descendente) e colostomia sigmóidea ( o estoma esta a nível de sigmóide).

 

4.9- Aplicação da Bolsa Coletora Combehisive

Realizado pela equipe de enfermagem

 FINALIDADE DA TÉCNICA.

- Evitar a maceração e escoriação da região cutânea ao redor de fístulas, drenos e/ ou ostomias.
- Manter a pele

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