Quina - Plantas Medicinais

Autor:
Instituição: Unip
Tema: Fitoquímica

Quina

Nome científico

Cinchona ledgeriana R e P

Cinchona officinalis L

Cinchona succirubra Pav

Cinchona calisaia Wedd

Família: Rubiáceas

Nome Vulgar:

  • Quina Calisaia
  • Pó de Condessa
  • Pó dos Jesuítas
  • Quina Cinzenta
  • Quina Parda
  • Quina Branca
  • Quina Nova Granada
  • Quina Real
  • Quina Amarela
  • Quina Amarela Real
  • Quina Vermelha
  • Quina Vermelha Não Verrugosa
  • Quina Vermelha Rugosa
  • Quina do Mato
  • Quina da Terra
  • Quina de Porto Alegre
  • Cascarilha de Folha Grande
  • Quina Rubra
  • Quina Vermelha de Uanaco
  • Quina do Campo
  • Quina de Velozo
  • Quina da Serra

(dicionário das plantas úteis do Brasil)


Introdução

Histórico:

No final do século passado, Laveran identificou o esporozoário parasita do homem, cujo ciclo biológico decorre, em parte, no interior dos glóbulos vermelhos, os excessos de febre, as lesões, devem-se ás toxinas espalhadas no sangue quando os merozóitos se liberam dos eritrócitos já destruídos.

Os Agentes transmissores são os mosquitos fêmeos de Anophiles, os hospedeiros definitivos, por neles decorrer a parte do ciclo evolutivo do esporozoário correspondente à geração sexuada.

Até o século XVII ignorou-se um específico para o paludismo; só depois da descoberta das Índias Ocidentais, os espanhóis tiveram conhecimento de uma planta da flora do Peru, denominada Quina pelas populações autóctones.

Considera-se autentica a cura, do sizonismo, em 1630, do corregedor de Loxa, no peru, D. Juan Lopez Canizares. E referiu-se como verdadeira, a ida a Lima do Corregedor com o fim de comunicar ao médico D Juan de La Veja, as virtudes do novo remédio, quando a vice-rainha, condensa de Cinchón se encontrava gravemente enferma de uma doença maligna.

No regresso a Espanha no ano seguinte, a Vice-rainha e seus familiares distribuíram o pó milagroso e enalteceram as suas virtudes.

Em breve estava divulgado em toda a Europa, o êxito obtido com as curas de Carlos II da Inglaterra e de Luis XIV da França concorreram para mais rapidamente se considerar a sua fama.

A farmacopéia de Londres, foi a primeira a incluir o novo fármaco.

Os jesuítas obtiveram do Papa Inocêncio X licença para negociarem a Quina e assim contribuíram também para a divulgação do precioso medicamento.

Lineu, descreveu a cinchona officinalis, o novo gênero estabelecido dedicou-o à Condessa de Cinchón (originou, por deturpação, o gênero Cinchona), Vice Rainha do peru que a tradição indicava como a primeira pessoa de raça branca curada pelo novo remédio.

Entretanto os operários encarregados da colheita das cascas,conhecidos por "Cascarilheros" (do espanhol cascarilha = casca , que corresponderá ao termo quina dos aborígines) exploravam as florestas onde as encontraram disseminadas mas comportam-se de tal modo, numa exploração total, sem a vigilância dos poderes públicos, que nos séculos XVIII e XIX, estas árvores desapareceram por completo de vários territórios.

Divulgou-se então a idéia então a idéia dom cultivo em outras regiões do globo, não só para evitar o seu desaparecimento mas também, revelando-se assim o espírito de ganância dos homens, no sentido de criar fontes de riqueza em outros países do mundo.

Várias circunstâncias contribuíram para o triunfo das plantações javanesas, mas deve salienta-se sempre o mérito incontestado dos cientistas holandeses, que se havia de revelar ainda mais vezes no enriquecimento das que foram chamadas , Índias Orientais Holandesas. As condições ecológicas eram as melhores, a natureza do terreno excelente, os técnicos dispuseram de material variado que permitiu a seleção de variedades muito ricas de alcalóides e pra completo êxito adquiriram as sementes oferecidas por Ledger, provenientes da Bolívia, que germinadas em Java, originaram as plantas mais ricas de quinina. Moens, famoso técnico holandês apresentou-se a designar o novo táxone por Cinchona ledgeriana, outras naturalistas consideraram-na, porém uma variedade de Cinchona calisaya Wedd ou Um híbrido desta com a Cinchona micrantera Ruz et Pav.


ORIGEM GEOGRÁFICA

A pátria das quinas limita-se a uma zona do continente sul-americano definida por certas condições ecológicas .

A região cinchonífera localiza-se na Bolívia, Peru e Equador na vertente este da cadeia Oriental, depois, na Colômbia e Venezuela nas duas vertentes da cordilheira Central e ainda oriental.

As quineiras vivem entre 1500 a 3200 metros de altitude em uma zona de clima úmido, com chuvas e nevoeiros freqüentes, temperaturas oscilando entre 7º e 30º e de terrenos férteis, profundos, permeáveis etc.

Descreveram – se vários táxones de cinchonal oricendos dos Andes, mas o número varia segundo critério dos naturalistas: Weddell define 21 táxones, Bentham e Hooker, eleva-o para 36, etc. Com maior interesses farmacêuticos mencionam-se:

  • Cinchona calisaya Utedal
  • Cinchona ledgeriana Moens (da flora da Bolívia)
  • Cinchona cordifolia Mutis
  • Cinchona officinalis L.
  • Cinchona ovata Rz
  • Cinchona micrantha Rz et Pav (do Peru)
  • Cinchona succirubra Pav (do Equador)
  • Cinchona lancifolia Mutis
  • Cinchona pitayensis Wedd
  • Cinchona pedienculata Karst (da Colômbia e Venezuela)


MORFOLOGIA

São árvores de porte, por vezes elevado que chegam atingir 25 metros de altura e 2 metros de circunferência, menor nas altitudes mais elevadas, vivendo isoladas, ou em aglomerados pouco densos, dispersos nas florestas.

Deve-se refletir sobre uma característica destas plantas de hidridarem com facilidade. Assim em Java não houve o cuidado, de início, no isolamento conveniente e em breve tiveram dificuldade na individualização dos táxones, também, verificaram variações qualitativas e quantitativas dos alcalóides contidos nas cascas. Aproveitam-se depois, desta circunstância para isolar raças com novas características, umas utilizam-se por exemplo, pela maior riqueza de alcalóides, outras mais rústicas, adaptaram-se melhor as circunstâncias ecológicas hostis, mais resistentes a doenças, etc.

Cultivam-se alguns destes lúbricos na Índia, em terrenos e climas menos apropriados.


CULTURA E COLHEITA

A quinina é destinada a indústria extrativa da a quinina e também a indústrias químicas pelo seu emprego terapêutico no tratamento de certas formas de malárias, os alcalóides quinidina e cinchonidina e para este efeito selecionar algumas de suas raças e híbridos.

Na cultura da quina dependem do clima a natureza do terreno, o desenvolvimento das sementes nos germinadores, transplantação e a exploração econômica das plantações.

A colheita da casca depende da origem, e idade, assim no 3º ano aproveitam as cascas das plantas a serem arrancadas e também aquelas mais desenvolvidas que exigem poda e nos anos seguintes continuam a podar com o fim de conseguir um arejamento que favoreçam o crescimento e o aumento do peso das cascas extraídas e também retiram as folhas, batendo-nas com maços de madeira e destacam as cascas com auxílio de laminas (que não seja de ferro para evitar o seu enegrecimento), e secam-se ao ar livre o em estufas. As árvores não se abatem quando atingem o seu desenvolvimento máximo (mais ou menos 12 anos), depois deste tempo procede-se de 2 maneiras:

1º. Arranque total para aproveitar as raízes, mais o tanto que se arranca é plantado novamente.

2º. Cortam-se as árvores acima do solo para poderem rebentar as touças, renovando-se assim as plantações sem a despesa do replante.

Nas cascas é feita uma análise onde é determinado o valor, quando a casca é nova (mais barato), e quando está no fim da vida é mais caro. Quando está no 7º. Ano de vida atinge a riqueza máxima de alcalóide.


AS QUINAS FARMACÊUTICAS E SEUS CARACTÉRES

Os antigos quinologistas procuravam distinguir a origem em cortiça possuem tonalidade desde do castanho claro levemente avermelhado até o violáceo. A superfície interna é amarela clara, as cascas possuem sulcos profundos no sentido longitudinal e fendas acentuadas no sentido transversal, por vezes com manchas específica das cascas pelos seus caracteres macroscópicos e microscópicos, hoje só é usadas à casca e as indústrias somente utilizam a casca de quina de Java e de Samatra devido ao grande número de quineiras e devido ao pouco uso na farmácia.

Preferem as mais aromáticas, ricas em tanino e de sabor menos amargo (quina do tipo amarela e vermelha).

A quina vermelha caracteriza-se pela cor avermelhada e pela superfície de fratura fibrosa e de mesma cor, contendo de 3 a 5 % de alcalóides. Apresentam-se sobre a forma diversa donde resultam dos troncos e raízes e a época da colheita, em fragmentos de grandeza (até 1 metro) e espessura (no máximo 2 centímetro), superfície externa rugosa com sucos profundos longitudinais e fissuras transversais pequenas, superfície externo amarela acastanhado lisa ou rugosa, fratura transversal fibrosa na região interna e lisa na externa. As cascas muito resinosas possuem sabor adstringente, muito amargo e desagradável.

Quinas amarelas provem tipicamente da Calisaya Wedd rica quinina e suas variedades.

As cascas provem das raízes, troncos e ramos, portanto a grandeza e espessura dependem da idade e região da planta. A espessura vária de 1 a 2 mm nas mais finas de até 5 a 10 mm com bem desenvolvida, quando a casca é conservada esbranquiçadas de líquenes, irregulares fraturas fibrosas na zona interna, sabor muito amargo e pouco adstringente.


CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS

Arbusto grande, folhas lanceoladas ou alongadas, flores grandes e cor de carne. (A flora nacional na medicina doméstica).

Possuem cascas e ramos ásperos que, em algumas espécies são de cor amarela ou cinza e outras avermelhadas. As folhas são ovais brilhantes e com longos pecíolo. As flores trocadas e leves desabrocham na extremidade dos ramos. (plantas medicinais)

Possuem flores de cor branca e de perfume agradável, formando cachos. O fruto é como se fosse uma cápsula com compartimento que se divide em 2 partes onde possuem inúmeras sementes. (Dicionário das plantas úteis do Brasil)


CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS

Encontram-se referências as características microscópicas gerais destas cascas sem querer definir tipos de estrutura.

Externamente encontram-se uma cortiça espessa constituída por células regulares achatadas, de paredes finas, e conteúdos corados, resultantes de cambio subero-felodermico comum formando a superfície do parênquima cortical. O parênquima cortical depende, como é obvio da posição do cambio suberoso. Geralmente compõem-se de elementos celulares palie, irregular, com grãos de amido, observam-se outros com micro cristais de oxalato de cálcio, escleritos de paredes espessas alongados no sentido longitudinal (nem sempre presentes) ainda mais na zona interna, idioblastos volumosos arredondados quando vistos nos cortes transversais, mas tuberosos (nunca ramificados nem anastomassados) se observados no longitudinais, contendo gomoresinas taninos e até amido, porém destituídos de alcalóides (por vezes faltam nas quinas selvagens e em particular nas cultivadas). Denominaram-se de modos diversos (laticiferos, balsas e canais secretores, tubos tamiferos, células mucilaginosas) todavia continua obscuro o seu significado.

Os alcalóides localizam-se nas células parenquimatosas do córtex, sobretudo na região felodérmica menos vezes do líber, dissolvidos no plasma, por certo sobre a forma de sais. Tendem a acumular-se na base do tronco, as cascas dos ramos grossos contém também em geral quantidade elevada de alcalóides.


ASPECTOS MACROSCÓPICOS E MICROSCÓPICOS – LAUDO DO FORNECEDOR

Macroscópicos

Casca áspera, rugosa, fistulosa de sabor amargo e cor marrom escuro ou clara.

Microscópicos

Matéria Prima livre de sujidades, larvas e parasitas.


USOS – QUINA

  • Nas febres intermitentes. (Plantas Medicinais pág. 773)
  • Emprega – se como tônico reconstituinte e para combater as febres palustres, afecções do estômago e na debilidade orgânica resultante de enfermidades graves e demoradas. (Dicionário das plantas)
  • Como febrífugo e tônico empregando-se na febre intermitentes, inapetência. (Dicionário das plantas)
  • Alti-malarico (Miorrelaxantes de ação central)
  • Atividade profilática e terapêutica em câimbras nas pernas.
  • Estimula as funções intestinais, hepáticas e gástricas, anemia.
  • Em uso veterinário: cães – escorbutos; porcos – mal da vermelhidão. (plantas medicinais – Fraçois – Balmé)
  • É utilizado na culinária em licores e aperitivos.
  • É utilizado também como tintura de cabelo.


FITOQUÍMICA

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Reconheceram-se diversos constituintes, alguns sem significado especial, como: substâncias gordas, amido, gomas, sais minerais, açúcares entre os quais a glucose, quinovose (D-glucometilose) e sacarose; uma essência butirosa, em quantidade muito pequena, comunica cheiro especial a um certo número de cascas; uma cera com um ácido certamente vizinho do cerótico. A quinovina, uma mistura de heterosídeos amargos contendo:

Ácido quinóvico- b- D-quinovósido,

Ácido quinóvico- b- D-glucósido,

Ácido cinchólico- b- D-quinovósido

(o ácido cinchólico é o b- hidroxi-oleaneno-27,28-dicarboxilo e o ácido quinóvico um seu isômero com dois metilos ligados aos carbonos C e C). Ainda, fitosteróis, como o b- sitosterol (cinchol), cupreol, quebracol; ácido quínico ou 1,3,4,5-tetra-hidroxi-hexahidrobenzóico ( 4 a 8 %), em parte combinado com os alcalóides; um tanino solúvel, o ácido quinotânico, facilmente oxidável na própria planta, por via diastásica, num flobafeno insolúvel denominado vermelho cinchónico ou de quina. Por fim, um conjunto importante de alcalóides de núcleos quinoleína-quinuclidina-metano (rubano) e indólico e, ainda, de outros afins: encontram-se nas plantas sobre a forma de combinações naturais, com ácido quínico em particular.

Conheceram-se sucessivamente outros alcalóides, ascendem a cerca de 25. Predominam a quinina, cinchonina, e respectivos isômeros; em pequenas percentagens as hidrobases, os constituintes da série epi (epiquinina, epiquinidina), a quininona, as quinotoxinas (quinicina), alguns alcalóides indólicos como a quinamina, conquinamina, cinchofilamina, etc. (os alcalóides indólicos aparecem nas quinas oficinais em quantidades muito pequenas, ao contrario do que se observa noutros tipos de cascas).

Estabeleceu-se, para fins analíticos o grupo dos alcalóides quinoleicos cristalizáveis, constituído pela cinchonina, cinchonidina, quinina e quinidina, apesar dos outros referidos anteriormente serem também sólidos e cristalinos. É que predominam nas quinas separam-se com facilidade pelas suas propriedades particulares; os outros encontram-se em quantidades relativamente tão pequenas que se desprezam os erros motivados pela sua presença.

Existe ainda,nas quinas, um grupo mal conhecido de compostos incristalizáveis nas circunstâncias comuns da análise, designado, em conjunto, por alcalóides amorfos.

Eis as propriedades analíticas dos quatro alcalóides cristalizáveis. (Farmacognosia –II Volume)

QUININA

Cristaliza com três moléculas de água (quinina hidratada), que perde a 100º (quinina anidra); muito pouco solúvel na água a 15º(1: 1960), solúvel nos álcoois etílico e amilico, clorofórmio, éter,benzeno fervente, óleo pesado de petróleo, essência de terebintina, etc; levogira; sabor muito amargo.

Conhecem-se alguns ensaios cromáticos deste alcalóide, úteis na análise.

Fluorescência azul revelada em meio acidulado pelos ácidos sulfúrico e acético; desaparecem por adicionamento de ácido clorídrico em meio alcalinizado.

Reação da taleioquinina (do Gr. taleo, verde). Adiciona-se à a solução acética do alcalóide quantidade suficiente de água de bromo e depois um pequeno excesso de amônia: forma-se cro esmeralda ou um precipitado verde, solúvel no álcool e clorofórmio.

Reação de herapatite.À solução alcoólica quente do sulfato junta-se um excesso de água de iodo: por arrefecimento formam-se cristais de herapatite, com reflexos verdes avermelhados.

Reação da eritroquinina. Junta-se a solução acética do alcalóide um excesso de água de bromo, ate cessar o aparecimento de precipitado, depois ferrocianeto de potássio para se dissolver aquela precipitado e, por fim, alcaliniza-se o liquido com carbonato de sódio: forma-se cor vermelha,solúvel no clorofórmio, que passa a verde.

(Farmacognosia –II Volume)

QUINIDINA

Apresenta propriedades e reações coradas idênticas às da quinina ( fluorescência, ensaio de taleioquinina). É dextrogiro.

Isola-se das águas de cristalização do sulfato básico de quininio e doseia-se por processos baseados na insolubilidade na água de alguns de seus sais básicos: Iodeto, sulfocianato, etc. (Farmacognosia –II Volume)

CINCHONINA

Distingue-se dos outros alcalóides por sua pequena solubilidade no éter e álcool diluído, propriedade em que se baseiam também processos quantitativos. É dextrogira; não dá as reações da fluorescência e da taleioquinina. (Farmacognosia –II Volume)

CINCHONIDINA

Possuem maiores solubilidades no álcool, clorofórmio, e éter que a cinchonina; não mostra fluorescência em meio acidulado pelo ácido sulfúrico nem da reação de taleioquinina. É levogira. Distingue-se da quinidina por não formar iodeto insolúvel na água.

A cromatografia resolve diversos problemas atinentes às quinas e a seus alcalóides; dizem respeito, em particular, a sua identificação e dosagem.

Os alcalóides isolam-se previamente, em conjunto, por um solvente (clorofórmio) em meio alcalino (amônia); o resíduo obtido dissolve-se por fim num volume conhecido de metanol: é está solução que se deposita na linha de partida marcado no suporte. Por vezes fracionam-se esses alcalóides totais, quando se pretende realizar o estudo dos constituintes.

As técnicas cromatográficas em papel utilizam o suporte impregnado de formamida; usa-se um desenvolvente lipófilo, por vezes o clorofórmio – tolueno. A técnica bidimensional conduz a melhores separações das manchas.

Prefere-se a cromatografia em camada delgada, de ordinário de gel de sílica GF ou F. Na linha de partida depositam-se alguns microlitros da solução extrativa. Os solventes escolhidos condicionam o resultado: Recomendou-se, por exemplo o clorofórmio – dietilamina; mais para separar as hidrobases aconselha-se a fase móvel constituída pela acetona – metanol – dietilamina em proporções convenientes. Com a técnica bidimensional, utilizando 2 solventes diferentes, obtém-se melhores desenvolvimentos.

Depois de secos em corrente de ar quente, para eliminar a dietilamina, visualizam-se as manchas, pelas cores obtidas por vezes com os reveladores e, em particular, com o uso de padrões constituídos por alcalóides puros cromatografados simultaneamente nas mesmas placas.

No exame dos cromatogramas no UV, a quinina e quinidina aparecem sobre a forma de manchas escurecidas. Indicam-se diversas situações diferenciais praticadas nas cromatoplacas: Com a solução metanólica de ácido sulfúrico as manchas de quinina e quinidina apresentam fluorescência azul claro e as de cinchonina e cinchonidina de azul; Com o iodoplatinato de potássio, as manchas de quinina e quinidina coram-se de castanho e as de cinchonina e cinchonidina de azul acinzentado; com o ácido sulfanílico só as manchas de quinina e quinidina apresentam cor amarela.

Este processo permite reconhecer a quinina, quinidina, dihidroquinina, dihidroquinidina, cinchonina e cinchonidina. E isolado o suporte e eluido o alcalóide, possibilita a dosagem de cada um deles por técnica conveniente.

Utiliza-se a cromatografia em fase gasosa, depois da sililação dos alcalóides, na sua identificação e dosagem. Fixaram-se as condições experimentais: natureza da coluna, temperaturas, gás vetor, detector e etc. Consegue-se a assim identificar cinchonina, cinchonidina, quininona, quinotoxina, quinina, quinidina e as hidrobases; e, determinadas áreas dos diversos picos, pode calcular –se o conteúdo dos respectivos alcalóides. (Farmacognosia –II Volume)


DOSAGEM DOS ALCALOIDES TOTAIS

As numerosas técnicas propostas divergem nas circunstâncias da extração, das purificações e propriamente na dosagem.

Na extração podem usar-se diversos solventes: como álcool resultam resíduos impuros, menos quando se emprega o hidróxido de cálcio; o clorofórmio possue pequeno poder de penetração; o éter dissolve mal as cinchonidina e cinchonina.

As bases mais utilizadas são a soda e amônia; o hidróxido de cálcio isoladamente ou adicionado de hidróxido de sódio recomenda-se nos métodos que empregam álcool e benzeno.

Utilizam-se as técnicas extrativas usuais maceração e lixiviação.

A purificação, que nem sempre se realiza, justifica-se quando se obtém soluções extrativas contaminadas de matérias corantes resinas e taninos e etc.

Utilizam-se todos os métodos conhecidos de dosagem de alcalóides: alcalimetria, azotometria, reagentes gerais de precipitação dos vários aspectos possíveis no processo, e espectrofotometria, colorimetria, nefelometria, cromatografia, polarimetria, polarografia, etc.

O método mais antigo e exato é o gravimétrico por pesagem dos alcalóides apesar de muito laborioso e demorado, oferece a vantagem do resíduo final representar o conteúdo de alcalóide total. Depois, pode utilizar-se aquele resíduo para dosear a quinina e os alcalóides individualmente.

Prefere-se hoje o método alcalimétrico, em meio aquoso ou anídrico, por simplificar e reduzir o tempo de ensaio.

As técnicas volumétricas, de resto todas aquelas em que os resultados se determinam pelo calculo baseado numa reação química com alcalóides permitem o erro na existência de misturas de componentes com pesos moleculares diversos em quantidades variáveis como se disse.

(Farmacognosia –II Volume)


DOSAGEM INDIVIDUALDOS ALCALÓIDES CRISTALIZÁVEIS.

A dosagem dos quatro alcalóides interessa mais no exame analítico dos substituintes econômicos de quinina.

A dosagem individual baseia-se, muitas vezes, na cristalização d alguns de seus sais.

(Farmacognosia –II Volume)

QUININA

Precipita-se sob a forma de sais básicos, insolúveis, muitas vezes o sulfato básico. Para tal efeito dissolvem-se os alcalóides totais num pequeno excesso de ácido sulfúrico, neutraliza-se em aquecimento com amônia e depois acidula-se com umas gotas do mesmo ácido de modo a avermelhar ligeiramente o papel de tornesol.Lavam-se com água os cristais recolhidos para eliminar o sulfato de amônio precipitado.

(Farmacognosia –II Volume)

CINCHONIDINA

Separa-se sob a forma de tartarato básico, ou em conjunto com a quinina,ou depois de precipitar este alcalóide como sulfato básico.

(Farmacognosia –II Volume)

CINCHONINA

Separa-se a quinina e a cinchonidina, depois a solução filtrada dos sais solúveis dos alcalóides junta-se éter ou álcool e uma base para decompor a cinchonina, insolúvel precipita.

(Farmacognosia –II Volume)

QUINIDINA

Dissolvem-se os alcalóides totais num ácido e precipitam-se desta solução a quinina e a cinchonidina sob a forma de tártaratos básicos. N precipitado ou se doseia a quinina pelo método de ZEISEL ou se determina os dois alcalóides depois de libertados da sua combinação com o ácido tartárico, por polarimetria ou espectrofotometria. O filtrado dos tartaratos comum excesso de base dissolvem-se os alcalóides livres no clorofórmio.

Dissolve-se o resíduo da destilação em ácido sulfúrico, junta-se éter e um excesso de hidróxido de sódio: precipita a cinchona insolúvel.

Os alcalóides solúveis em éter, depois de eliminado, este solvente dissolvem-se num ácido; precipita-se em seguida a quinidina pelo iodeto de sódio sob forma de iodeto básico.

(Farmacognosia –II Volume)


FARMACOLOGIA

Os alcalóides da quina por muitos anos foram excelentes fármacos para o tratamento da malária. Com a introdução dos fármacos sintetizados esta prática de uso foi caindo em desuso. Os países em vias de constante desenvolvimento da medicina eficaz contra o Plasmodium falciparum, sobretudo das suas formas assexuadas e intraglobulares, cloroquino-resistentes que com tanta assiduidade continuam aparecendo.(Mukherjee T.,1991).

As características amargas dos preparados elaborados com a casca de quina geram um efeito eupéptico e oxigenado, no qual é aproveitado pela industria alimentícia formando parte de fórmulas de licores e bebidas amargas e tônicas, admitindo no máximo a quinina de 83ppm. Estudos in-vitro haviam determinado um efeito citostático de alguns metabolismos secundários dos alcalóides da quina através de estimulo dos leucócitos polimorfonucleares (Kinoshita K. et al., 1992). Enquanto os taninos, com seu efeito adstringente útil em processos inflamatórios das mucosas, como um regulador intestinal.

Por sua parte a quinina apresenta ação esquizonticida, com atividade sobre os esporozitos ou sobre as formas preeritrocíticas dos parasitas da malária. O gametoxida para Plasmodium malarie e Palasmodium virax, sendo comparativamente mais tóxica e menos efetiva do que a cloroquinina (Bruce-Chwatt L., 1981;Krotoski W. et al., 1978).Mas é muito valiosa contra cepas de Plasmodium falciparum, resistentes a cloroquinina.

Os dois antimaláricos presentes à nível cardiovascular possuem um efeito estimulante contrátil do músculo cardíaco, embora de menor intensidade que o produzido pela quinidina. Entre outras ações, aumenta o ritmo respiratório , aumenta o apetite através do estimulo das glândulas salivares e gástricas, apresenta um efeito curarizante débil sobre o músculo estriado uma vez que o agente miorrelaxante (aumenta a fase refrataria do músculo esquelético autuando diretamente sobre as fibras musculares), os oxitóxica (durante o trabalho de parto) e além da antitérmica, provoca inibição sobre o centro termoregulador bulbar (Peris J. et al., 1995).

A quina diminui a excitabilidade da placa motriz e reduz as reações induzidas por estímulos nervosos repetida pela acetilcolina. A atividade miorrelaxante é comprovada em caso de câimbra em membros inferiores.

A quinidina é um dextro-estereoisómero da quinina,na qual, além de seu efeito antimalárico frente a germes cloroquino-resistentes, representa uma droga muito importante no quadro de fibrilação auricular. A atividade antiarrítmica foi descoberta casualmente, através de pacientes com malária que melhoraram seus quadros fibrilatorios subjacentes depois de receber quinidina (Goodman e Gilman A., 1986).

Esta substância atua através da redução da entrada de sódio na célula, que provoca um aumento do potencial de ação, uma diminuição da velocidade de despolarização celular e um aumento do período refratário.Desta maneira a freqüência cardíaca e a excitabilidade diminui,evitando os fenômenos de hiperautomatismo (Heissenbuttel R. et al., 1970). No entanto a quinidina pode aumentar a freqüência cardíaca por bloqueio colinérgico ou por aumento da atividade simpática (Mason J. et al., 1977). Devemos recordar que a quinidina também se obtém de outros vegetais que pertencem a esta mesma família, como a Remijia purdienda e Remijia pedunculata.

A farmacopéia reconhece a casca de Cinchona succirubra Pavón, conhecida como quina vermelha (oficial da França), a Cinchona calisaya Weddel, conhecida como quina amarela (cultivada em Java), a Cinchona ledgeriana (um híbrido da quina amarela, sendo a espécie mais cultivada na África e no Sul da América) e a Cinchona officinalis (quina cinzenta). As quinas são muito empregadas em bebidas tônicas admitidas em doses máximas de 83ppm. (Tratado de Fitomedicina - Bases clinicas y farmacológicas)


BIODISPONIBILIDADE

A quinina é facilmente absorvida no intestino delgado, quando administrada por via oral, em casos de diarréia.

A concentração plasmática máxima fica ao redor de 1 a 3 horas após sua administração oral, sendo transportado em até 70% por proteínas plasmáticas. A quinina atravessa a barreira placentária e chega ao feto. A degradação principal ocorre no fígado e ao redor d 5% se elimina por via renal.

O sulfato de quinina administrado por via oral se absorve rapidamente, alcançando concentrações plasmáticas máximas entre os 60 e 90 minutos . Ao redor de 90% de quinina plasmática esta unida ao a -1-ácido glutaproteína e albumina, penetrando nos eritrócitos e uniéndose em principio com a hemoglobina. Distribui-se em todos os tecidos, menos no cérebro e é metabolizado pelo fígado e excretado nos rins , calculando-se em 6hs o tempo médio de eliminação. A eliminação da quinidina se realiza em 80% através do metabolismo hepático e em 20% por via urinária (Kessler K. et al., 1974). (Tratado de Fitomedicina - Bases clinicas y farmacológicas)


EFEITOS ADVERSOS E TÓXICOS

A quinina em altas doses é depressora do sistema nervoso central, considerando-se em 8g a dose para acarretar morte de um ser humano. Administrada por via oral apresenta dor abdominal, náusea e vômitos. Em indivíduos hipersensíveis pode provocar asma ocasionalmente e danos renais como Anúria e Uremia. Em formas injetáveis tanto subcutâneas como intramuscular é dolorosa e podem. causar abscessos estéries. A quinidina ocasionalmente pode originar efeitos imunoalérgicos que podem desencadear um bloqueio auriculoventricular. Em altas doses gera transtornos cardiovasculares, visuais, gástricos e neurológicos (Bruce-Chwatt L., 1981)

A quinina durante o uso prolongado e em doses superiores a 10mg/mL, pode originar uma síndrome conhecida como cinconismo, caracterizada por fotofobia, perda do reflexo, da concentração, transtornos visuais, lesão na retina, vertigem, zumbidos, enxaquecas, erupção cutânea, transtornos gastrintestinais e cardiovasculares.Em caso de intoxicação aguda predominam estes últimos sintomas. Por via injetável pode acarretar reações de hipersensibilidade e irritabilidade no local.Em muitas ocasiões a quinina pode produzir hipoglicemia, hepatites e coagulação intravascular (Goodman e Gilman A.,1986). (Tratado de Fitomedicina - Bases clinicas y farmacológicas)


CONTRA INDICAÇÕES

Embaraço, lactação (a quinina é oxitóxica e teratogênica), anemias marcadas e tendências a hemólises, miastenias graves e bloqueios A-V. Neste último o potente efeito da quinidina sobre o funcionamento normal do sistema de His-Purkinje representa um risco ao tratamento das arritmias na presença do bloqueio A-V. A quinina não deve ser administrada em paciente com zumbido e inflamação do nervo óptico. (Tratado de Fitomedicina - Bases clinicas y farmacológicas)


INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA

Os alcalóides da quina podem potencializar a ação tóxica da digoxina ao elevar as taxas séricas livres (Mordel A. et al., 1993). A quinidina pode provocar hemorragias por hipotrombinemia em tratamento de paciente com warfarina (Kock-Weser J., 1968). Os antiácidos diminuem a absorção gastrintestinal da quinina. (Tratado de Fitomedicina - Bases clinicas y farmacológicas)


POSOLOGIA – USOS MEDICINAIS

Os usos mais comuns da quinina está relacionada ao emprego em casos de malária( em geral por Plasmodium falciparum cloroquino-resistente)e contra as câimbras nas pernas. Neste ultimo caso utiliza-se de 200 a 300 mg antes de deitar. A dose usual de sulfato de quinina é de 650mg, três vezes ao dia, após as refeições no período de 10 – 14 dias. Prescreve-se em forma de cápsulas para resguardar a mucosa gástrica.

Em quanto a quinidina, em geral se administra por via oral, utiliza-se de 200 a 300 mg, no período de 3 – 4 dias. Devido a variedade de resposta individual de cada paciente frente a droga, recomenda-se realizar eletrocardiograma , Sistema holter 24hs ou uma concentração plasmática 24hs após a ingestão.Quando necessária administrar uma concentração efetiva e rápida pode-se utilizar uma dosagem de 600 – 1000 mg . . Utilizada em tratamento de arritmias ventriculares e supraventriculares.

(Tratado de Fitomedicina - Bases clinicas y farmacológicas)


CURIOSIDADES

ARTIGOS

Record 05 of 54 in IPA 1970-2003 /06

Os métodos de spectofotometria são usados para determinar alcalóides originados da haste da casca da Cinchona officinalis e com formulações contaminadas da haste da casca. O método analítico era o mais preciso e exato.

Record 22 of 54 in IPA 1970-2003 /06

Um simples e primeiro método derivado da spectofotometria são rápidos e é utilizado para determinar a quinina e a quinidina no extrato liquido da cinchona. O método foi aplicado também para a determinação do quinino de misturas sintéticas.

Record 20 of 54 in IPA 1970-2003 /06

A história do uso da quinina da haste da casca da Cinchona na terapia da malária é muito eficaz pela terapia com via parenteral e oral.Tópicos seguidos da pesquisa podem ajudar melhorar a dosagem intravenosa de 10 mg/kg em adultos deve ser mantido no tratamento da malária severa, seguida pela via oral na malária cerebral inicialmente.

Record 23 of 54 in IPA 1970-2003 /06

O efeito de meios de cultura e composição da produção do alcalóide da cinchona ledgeriana e da cinchona pubiscens as culturas Callus que eram constituintes da antraquinona. Embora toda a cultura produzia alcalóides às quantidades eram muito baixas. Os gens entre as duas espécies não foram encontrados nos alcalóides das culturas do Callus.


HOMEOPATIA

Feito com a quina, o medicamento China tem importância histórica para a homeopatia.

A casca foi a primeira substância que Hahnemam (1755-1843) testou em si mesmo a primeira experiência com o medicamento da homeopatia. O medico Cullen (1710-1790) afirmava que o quinino, substância extraída da quina presente na casca da Cinchona, era um bom tratamento para malária devida suas qualidades adstringentes. Para Hahnemam não fazia sentido, por ser químico sabia que os outros adstringentes muito mais potentes não surtiam efeito nenhum sobre a malária. Querendo investigar mais, durante vários dias ele tomou doses de quinino e espantado verificou que ele começou apresentar os sintomas da malária apesar de não estar com a doença.

Os sintomas se repetiam sempre que ele tomava uma dose de quinino e permanecia por algumas horas, e se não tomasse quinino não tinha muitos sintomas.

Começou a fazer testes aplicando doses de quinino em pessoas que conhecia bem, e anotando as reações que se apresentavam. Estes testes eram realizados em condições rígidas, que tanto que ele não permitia que as pessoas submetidas a esses testes comecem ou bebessem (álcool, chá, café) , alimentos salgados ou condimentos para que nada pudesse confundir os resultados.

Na homeopatia a China trata esgotamento nervoso causado por doença debilitante, cefaléias, nevralgias, convulsões, vertigens, ruído nos ouvidos, tremor muscular associado a estafa e hemorragia nasal. A China atua também no sistema digestivo e também problemas de cálculos na vesícula.

O tipo constitucional da China são pessoas hipersensíveis, idealistas e se ofendem com facilidade. Tem personalidade nervosa, artística e são sensíveis a natureza.

(Guia completo de Homeopatia págs 12,13,92)


HISTÓRICA

Com intuitos de criar cultivos fora de âmbito sul-americano proporcionou bons resultados aos europeus que obtiveram exemplares com boa quantidade de alcalóides apesar da má qualidade das sementes que os indígenas lhe proporcionavam.

Não o bastante, em 1865 o inglês Ledger conseguiu pela primeira vez enviar a Europa uma espécie com grande concentração de alcalóides (Cinchona ledgeriana) procedente do norte da Bolívia.Os sábios nativos,os índios de Ledger (quem havia selecionado estas sementes), pagaram com suas vidas a traição de vender o segredo da quina mais rica da Bolívia e à uma nação estrangeira. (Tratado de Fitomedicina - Bases clinicas y farmacológicas)


ANÁLISE DA DROGA EM LABORATÓRIO

ANÁLISE DE PUREZA

MÉTODO

Pesar 10g da droga

Separar pelo processo de catação suas impurezas

RESULTADO

A análise se procedeu por pesagem onde em 10g da droga (quina) encontramos 0,08g de impurezas.

Temos um teor de pureza de 92% e de 8% de impurezas.

ANÁLISE MACROSCÓPICA

MÉTODO

Determinar a morfologia da droga (quina) utilizando suas partes integras.

ANÁLISE MICROSCÓPICA

MÉTODO

  • Fazer cortes histológicos na droga (quina)
  • Preparar a lamina para análise (hidratar a parte cortada com água destilada, adicionar 1 gota de solução de hipoclorito (descora a droga), 1 gota de água destilada).
  • Colocar a droga já preparada na lamina
  • Corar com hematoxilina (sudan)
  • Adicionar uma gota de água destilada
  • Coloca-se uma gota de glicerina para fixar a lamínula na lamina.

RESULTADO

Por se tratar da casca da planta (parte externa do caule) observamos os tecidos próprios desta parte da planta que são fibras.

ANTRAQUINONAS

1° MÉTODO

  • Pesar 1g da droga padrão (cáscara sagrada)
  • Adicionar 3mL de hexano
  • Separar a fase hexanica em 1 tubo de ensaio e adicionar 10 gotas de NaOH.
  • Proceder da mesma maneira para a quina

RESULTADO

Verificar antraquinonas livres.

 

Cáscara sagrada

quina

Antraquinona Livre

positivo

positivo

 

2° MÉTODO

  • Com os resíduos das drogas , cada uma em separado
  • Adicionar 20mL de água destilada e 5mL de HCl (IN) em 5%
  • Ferver por 3 minutos e esfriar
  • Filtrar para um funil de separação( neste momento estaremos analisando os Cda antraquinona)
  • No funil de separação adicionar 8mL de hexano e extrair a fase hexanica, não descartar a fase aquosa
  • A fase hexanica adicionar 10 gotas de NaOH
  • Verificar a coloração

RESULTADO

Verificar o C da antraquinona.

 

Cáscara sagrada

QUINA

Antraquinona Livre

Precipitado

vermelho

Precipitado

laranja

 

positivo

positivo


3° MÉTODO

  • Á fase aquosa adicionar 2mL de solução de cloreto férrico 2%
  • Ferver pó 3 minutos (neste instante haverá a quebra do C)
  • Deixar esfriar
  • Filtrar para um funil de separação
  • Adicionar 8mL de hexano
  • Separar a fase hexanica
  • Adicionar 10 gotas e NaOH
  • Verificar a coloração

RESULTADO

 

Cáscara sagrada

QUINA

Antraquinona Livre

Precipitado

marrom

Precipitado

laranja

 

positivo

positivo

 

TANINOS

1°MÉTODO

  • Pesar 1g da droga padrão (Barbatimão)
  • Adicionar 200mL de água destilada
  • Ferver por 3 minutos
  • Deixar esfriar
  • Filtrar
  • Pegar 2mL do filtrado e acrescentar 8mL de água destilada (diluição 1:5)
  • Distribuir 2 mL da diluição em 5 tubos de ensaio
  • Proceder da mesma forma com a Quina

RESULTADO

TANINO
REAGENTE
1- cloreto férrico 2%(0,5mL) Precipitado

preto

positivo Precipitado

preto

positivo
2-acetato de chumbo 10%(0,5mL) Precipitado

marrom

positivo Precipitado

marrom

positivo
3-acetato de cobre 5% (0,5mL) Precipitado

preto

positivo Precipitado

preto

positivo
4-cloreto férrico +ácido acético (1gota) (0,5mL) Precipitado

verde

positivo Precipitado

verde

positivo
branco Precipitado

marrom

  Precipitado

marrom

 

2° MÉTODO

  • Adicionar 2mL em tubo de ensaio de extrato de tanino
  • Adicionar gota a gota solução de gelatina em ambas as drogas

RESULTADO

Com a gelatina o barbatimão reagiu formando um precipitado.

A quina não formou precipitado.

3° MÉTODO

  • Adicionar 2mL de extrato de tanino em tubo de ensaio
  • Acrescentar gota a gota solução de quinino (alcalóides) em ambas as drogas.

RESULTADO

Com a solução de quinino o barbatimão reagiu formando um precipitado

A quina não precipitou

4° MÉTODO

  • Adicionar 2mL do extrato de tanino em um béquer
  • Colocar ½ palito de dente
  • Ferver ate a secura
  • Adicionar 2gotas de HCl concentrado
  • Proceder com as duas drogas.

RESULTADO

Com o barbatimão o palito ficou avermelhado, demonstrando que há tanino condensado e hidrolisado.

Com a quina o palito não ficou avermelhado, portanto tem tanino hidrolisado.

GLICOSÍDEOS CARDIOTÔNICOS

MÉTODO

EXTRATO E PURIFICAÇÃO

  • Ferver 2g da droga padrão( Espirradeira) e da quina com 2mL de etanol a 20% por 1 -2 minutos.
  • Deixar decantar
  • Filtrar o liquido sobrenadante, deixando o resíduo no béquer
  • Repetir a extração com + 20mL de etanol 70% ferver, esfriar e filtrar
  • Juntar os filtrados

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