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Cerâmicas Odontológicas

Autor:
Instituição: UNINGÁ
Tema: Odontologia

CERÂMICAS ODONTOLÓGICAS


As cerâmicas constituíram-se nos materiais mais sofisticados da idade da pedra há mais de 10.000 anos. Para aplicações odontológicas, a dureza de uma cerâmica similar à dureza do esmalte seria altamente desejável para minimizar o desgaste prejudicial produzido no esmalte por restaurações cerâmicas. A inércia química é uma importante característica, visto que esta propriedade assegura que a superfície de restaurações odontológicas não libere elementos de potencial nocivo, e reduza o risco da superfície se tornar mais áspera e de um conseqüente aumento à susceptibilidade de adesão bacteriana ao longo do tempo. Dois outros importantes atributos das cerâmicas dentais são o seu potencial para similar a aparência dos dentes naturais e suas propriedades isolantes. Desde a introdução da porcelana aluminizada para coroas de jaqueta no inicio do séc XX, recentes melhorias na composição das cerâmicas e nos métodos de confecção da estrutura de coroas de cerâmicas pura tem em muito melhorado nossa capacidade de produzir coroas de jaqueta mais precisas e resistentes à fratura, feitas inteiramente de materiais cerâmicos.

A tecnologia das cerâmicas dentárias constitui-se em uma das áreas mais crescentes das pesquisas e desenvolvimento dos materiais dentários. O futuro das cerâmicas dentárias é brilhante devido ao crescente aumento da demanda de restaurações cerâmicas e poliméricas e do reduzido uso do amalgama e tradicionais restaurações metálicas fundidas.


PORCELANAS ODONTOLOGICAS

Composição: a porcelana odontológica convencional é uma cerâmica vitrosa baseada em uma rede de sílica e óxido de potássio feldspato, ou soda-feldspato ou ambos. Portanto, pigmentos devem ser adicionados para produzir os matizes dos dentes naturais ou a aparência dos materiais restauradores estéticos que possam estar presentes nos dentes adjacentes.

Modificadores de vidro: os fabricantes utilizam modificadores de vidro para produzir porcelanas odontológicas com diferentes temperaturas de cozimento. As porcelanas odontológicas são classificadas de acordo com sua temperatura de fusão. Devido ao fato dos laboratórios comerciais de prótese não fabricarem dentes para dentaduras ou próteses parciais removíveis, tem sido pratica comum classificar as porcelanas para coroas e pontos como sendo alta fusão (850-1.100°C) e baixa fusão (<850°C). Esta alteração na classificação não foi adotada universalmente.

Feldspato nas porcelanas Odontológicas: o feldspato de sódio e o potássio são minerais naturais compostos de oxido de potássio, soda, alumina e silicia. Ele tem sido empregado na preparação de muitas porcelanas odontológicos projetadas para coroas metaloceramicas e muitos outros vidros e cerâmicas odontológicas.

Outras adições a Porcelana Odontológica: outros óxidos metálicos podem também ser introduzido, o oxido bórico pode comportar-se como um modificador de vidro, isto é, diminui a viscosidade, abaixa a temperatura de amolecimento e forma sua própria rede de vidro. Óxidos de pigmentação são adicionados para a obtenção de varias cores necessárias à simulação de dentes naturais.


MÉTODOS DE AUMENTO DE RESISTÊNCIA DAS CERÂMICAS

O comportamento de friabilidade das cerâmicas e sua baixa resistência à tensão comparada com aquelas previstas das uniões entre átomos podem ser compreendidos considerando-se a concentração ao redor de defeitos superficiais. Enquanto metais podem ceder a altas tensões por se deformarem plasticamente as cerâmicas tendem a não possuir um mecanismo para ceder a tensões sem fraturarem como os metais e, portanto, fraturas podem propagar-se através de um material cerâmico sob baixos ou médios níveis de tensões. Como resultado, cerâmicas e vidros possuem baixas resistências à tração que são muito inferiores às suas resistências compreensivas. No ambiente bucal, as tensões de tração são criadas principalmente por forças de dobramento, e a tensão máxima de tração criada pelas forças de dobramento ocorre na superfície de uma restauração ou prótese. É por esta razão que defeitos superficiais são de importância particular na determinação da resistência das cerâmicas. A remoção de defeitos superficiais ou a redução de seu tamanho e numero pode produzir um grande aumento na resistência. O reforço de materiais friáveis ocorre através de um ou ambos os mecanismos:

Desenvolvimento de tensões compreensivas residuais: um método amplamente utilizado para reforçar vidros e cerâmicas é o da introdução de tensões compreensivas residuais na superfície do objeto. O reforço é obtido pelo fato de que estes materiais devem primeiramente desenvolver tensões de tração negativas antes que qualquer tensão de tração resultante se desenvolva. Existem varias técnicas para introduzir essas tensões compreensivas residuais nas superfícies de artigos cerâmicos. Três desses métodos são discutidos a seguir: troca de íons: constitui-se em um dos mais sofisticados e eficientes métodos de introduzir tensões compreensivas residuais na superfície das cerâmicas. Este processo envolve a troca de grandes íons de potássio por pequenos íons de sódio, um constituinte comum de uma variedade de vidros. Este processo é o melhor usado na superfície interna da coroa, faceta estética ou incrustação porque esta superfície encontra-se protegida do desgaste e da exposição a ácidos. Nem todas as cerâmicas são passiveis de sofrer o processo de troca de íons. Têmpera Térmica: talvez o método mais comum de se reforçar vidros. Compatibilidade Térmica: as porcelanas odontológicas comportam-se de modo diferente: elas possuem distintos valores em diferentes intervalos de temperatura e, a expansão ou contração da porcelana não pode ser precisamente igualada ao coeficiente do metal. Em vez disto, o comportamento térmico do metal e da porcelana devem ser ajustados pelo fabricante de modo que, durante o período de resfriamento após o cozimento, as tensões transientes e residuais sejam suficientemente baixas e propriamente direcionadas para que a porcelana não seja submetida à falha imediata ou tardia. Idealmente, a porcelana deveria estar sob leve compressão na restauração final.

Dispersão de ma fase cristalina: esta técnica obteve sua aplicação na odontologia através do desenvolvimento de porcelanas aluminizada para coroas de jaqueta. Uma outra cerâmica dentaria que utiliza o reforço de um vidro pela dispersão de uma substancia cristalina é a cerâmica vítrea Dicor.

Aumento da tonacidade por transformação: uma técnica mais recente de reforço dos vidros envolve a incorporação de um material cristalino capaz de sofrer uma mudança na estrutura cristalina quando colocado sobre tensão. O material cristalino é usualmente chamado de zircônia parcialmente estabilizada (ZPE). As partículas de ZPE dispersam a luz à medida que ela passa através do corpo da porcelana, e esta dispersão produz um efeito pacificador que pode não ser estético na maioria das restaurações odontológicas.

Desenho das restaurações odontológicas envolvendo cerâmicas: As restaurações odontológicas contendo cerâmicas devem ser projetadas de modo a sobrepujar suas fraquezas. O desenho das restaurações deve evitar a exposição de cerâmicas a altas tensões de tração, do mesmo modo que deve evitar a concentração de tensões em ângulos vivos ou marcadas alterações na espessura.

Minimizando tensões de tração: Coroas de jaqueta de porcelana podem estar sujeitas a grandes tensões de tração mesmo em dentes anteriores quando existe uma grande quantidade de transpasse vertical com somente uma moderada quantidade de transpasse horizontal. Coroas metaloceramicas utilizam um casquete metálico como alicerce da restauração a qual a porcelana é fundida.

Redução de fatores de aumento de tensões: fatores de aumento de tensões são descontinuidades nas estruturas cerâmicas e em outros materiais friáveis que causam concentração de tensões. Se a oclusão, em uma superfície de porcelana, não for adequadamente ajustada, pontos de contato em vez de áreas de contato irão em muito aumentar as tensões localizadas na superfície de porcelana, bem como na superfície interna da coroa.


FATORES QUE ALTERAM A COR DAS CERÂMICAS

A perfeita combinação de cor é extremamente difícil, se não Impossível. A estrutura o dente influencia sua cor.

A aparência dos dentes pode variar caso sejam observados diretamente na luz do sol, luz do sol refletida, luz de tungstênio ou luz fluorescente. Este fenômeno é chamado de metamerismo. É impossível de se imitar este sistema óptico perfeitamente. O dentista e/ou o técnico de laboratório pode, no entanto, reproduzir as características estéticas o suficiente para que esta diferença seja perceptível somente por um olho treinado.

A produção da sensação de cor através de um pigmento constitui-se em um fenômeno diferente fisicamente daquele obtido pela reflexão, refração e dispersão óptica. A cor de um pigmento é determinada pela absorção e reflexão seletiva.


RESTAURAÇÕES METALOCERÂMICAS

Condensação da porcelana: a compactação ou condensação pode ser obtida por vários métodos, incluindo as técnicas de vibração, espatulação e pincelamento.

É importante lembrar-se de que a tensão superficial da água é a força motriz da condensação que a porcelana nunca deve ser desidratada até que a condensação esteja completa.

Procedimento da queima: inabilidade da queima é simplesmente sintetizar as partículas do pó de maneira adequada para originar a restauração. Algumas reações químicas ocorrem durante tempo de queima prolongados ou durante queimas múltiplas. As mudanças de particular importância são as alterações no teor da leucita das porcelanas feitas para fabricação de restaurações metaloceramicas.

Materiais de adição de glazeamento e pigmentação: Porcelanas para coroas metaloceramicas, coroas de jaqueta de porcelana, facetas de porcelana e até mesmo dentes de porcelana para dentaduras podem ser caracterizados com pigmentos e glazes para obtenção de uma aparência mais viva. Como descrito anteriormente, a temperatura de fusão dos glazes é reduzida pela adição de modificadores de vidro que reduzem em algo a durabilidade química de glaze. Os pigmentos são simplesmente glazes coloridos e estão, Portanto sujeitos aos mesmos problemas de durabilidade química. Entretanto, a maioria dos glazes atualmente disponíveis possui uma durabilidade adequada se tiver espessura igual ou maior do que 50 micrômeros.

Resfriamento: o resfriamento adequado da restauração de porcelana a partir de sua temperatura de queima até a temperatura ambiente é tema de considerável controvérsia. A fratura catastrófica do vidro que foi submetido a bruscas alterações de temperatura é uma experiência tão comum, que a maioria dos clínicos tem cautela ao expor a porcelana odontológica ao resfriamento rápido após a queima. O resfriamento da porcelana odontológica, entretanto, é um assunto complexo, particularmente quando a porcelana é fundida a um substrato metálico. Queimas múltiplas de uma restauração metalocerâmica podem levar o coeficiente de concentração térmica da porcelana a aumentar e podem, na verdade, criar uma tendência de trincar ou fraturar devido ao desenvolvimento de tensões de tração.

Casquete fundido: o desenvolvimento da restauração metalocerâmica foi o resultado de avanços na formulação de ambos metais e porcelanas. Para se aderir a ligas adequadas para os casquetes, as porcelanas devem ser suficientemente de baixa fusão e devem possuir um coeficiente de concentração térmica aproximada das ligas metálicas. A estrutura metálica não deve se fundir durante a queima da porcelana e também deve resistir à deformação sob altas temperaturas. Estas deformações ou deformações plásticas sob tensões de dobramento podem ocorrer somente sob altas temperaturas. Elas não ocorrem sob as temperaturas bucais.

Composição das ligas para Metalocerâmicas e Cerâmicas: a composição das cerâmicas geralmente corresponde àquela dos vidros, exceto por um conteúdo mais elevado da porção alcalina. A adição de uma maior quantidade de solda, óxido de potássio e/ou leucita é necessária para aumentar a expansão térmica a um nível compatível com o casquete metálico. As porcelanas opacas também contém relativamente grandes quantidades de óxidos metálicos opacificadores para mascar o metal subjacente e minimizar a espessura da camada de opaco.

Aspectos Térmicos das restaurações Metalocerâmicas: Este tipo de restauração é geralmente confeccionado pelo técnico de laboratório. Os procedimentos de fundição são similares àqueles descritos para a fundição de incrustações e coroas. Devido à alta temperatura de fusão das ligas, revestimentos aglutinados por gesso não podem ser utilizados e um revestimento aglutinado por fosfato deve ser usado.

Deformações causadas por Altas temperaturas: Infelizmente, em algumas ligas nobres ocorrem deformações plásticas sob altas temperaturas. Esta deformação poderá ser reduzida, se o metal possuir a composição adequada de modo que um defeito do aumento da resistência por dispersão ocorra sob alta temperatura.

Coroas metalocerâmicas com casquetes de folha prensada: Reinaissance e Carptek são produtos desenhados para um casquete metálico de uma coroa metalocerâmica sem a utilização de um processo de fundição.

Adesão da porcelana ao metal: as teorias de adesão metaloceramicas têm historicamente se dividido em dois grupos: (1) embricamento mecânico entre porcelana e metal, e (2) adesão química ao longo da interface porcelana-metal.

Adesão de porcelana ao metal utilizando eletrodeposição: a adesão cerâmica a metais, em certos casos, requer a eletrodeposição de camadas metálicas e de aquecimento para formar óxidos metálicos adequados. A deposição de uma camada de ouro puro sobre o metal fundido, seguido de uma rápida deposição de estanho, tem mostrado melhorar o "molhamento" da porcelana sobre o metal e reduzir a quantidade de porosidade na interface metal-porcelana.

Benefícios e desvantagens da metalocerâmica: uma ponte extensa deste tipo pode estar sujeita a tensões de dobramento, e a porcelana pode fraturar ou trincar devido à sua baixa ductibilidade. As mais impressionantes vantagens das restaurações metaloceramicas são a qualidade estética permanente de uma unidade cerâmica corretamente desenhada e sua resistência à fratura. Como mostrado em um estudo clinico, o índice de fratura de coroas metaloceramicas, assim como pontes, é cerca de 2,3% após sete anos e meio.

Uma pequena vantagem das restaurações metaloceramicas é que menos estrutura dental necessita ser removida para proporcionar a espessara necessária para a coroa, especialmente se somente metal for utilizado nas superfícies linguais e oclusais. O formato da coroa não pode estar fora de alinhamento com a forma anatômica dos dentes adjacentes, portanto à parte do dente natural deve ser sacrificada para propiciar espaço adequado para assegurar uma adequada resistência à fratura e à estética.


RESTAURAÇÕES DE CERÂMICA PURA

Coroas de jaqueta de porcelana têm sido amplamente utilizadas desde o inicio do século XX. As cerâmicas empregadas nas coroas de jaqueta de porcelana convencionais foram as porcelanas feldspáticas de alta fusão. A relativamente baixa resistência deste tipo de porcelana levou a desenvolverem uma subestrutura de cerâmica reforçada de alumina para a fabricação de coroas de jaqueta de porcelana.

As CJC reforçadas de alumina são em geral consideradas como provedoras de uma ligeira melhor estética para dentes anteriores do que as coroas metaloceramicas que utilizam um casquete metálico. As novas cerâmicas de alta resistência são preferidas para a produção de CJC.

Casquete de folha de platina Aderida: o objetivo desta técnica é melhorar a estética pela substituição de um casquete metálico mais espesso por uma fina folha de platina, portanto permitindo mais espaço para a porcelana. Este método consiste na adesão de porcelanas aluminizada a casquetes de folha de platina.

A razão desta técnica é q a folha aderida iria atuar como uma pele interna na superfície de adaptação para reduzir a porosidade subsuperficial e a formação de mocrofraturas na porcelana, por conseguinte aumentando a resistência à fratura da unidade.

Coroa de cerâmica vítrea: A cerâmica vítrea é um material feito no formato desejado na forma de um vidro e, então, sujeito a um tratamento térmico para induzir uma desvitrificação parcial. Quando utilizadas para coroas posteriores, as coroas cerâmicas são mais susceptíveis a fraturas.

Porcelana reforçada por leucita: É uma porcelana feldspática reforçada de leucita que é condensada e sintetizada como uma porcelana aluminizada e feldspática tradicional. Suas vantagens são a ausência de sobestruturametálica ou opaca, boa translucidez, moderada resistência à flexão, e sua capacidade de ser utilizada em equipamento de laboratório especial. Suas desvantagens são o potencial para falta de precisão marginal causada pela contração durante a sinterização da porcelana e seu potencial para fratura em dentes posteriores.

A Optec HSP contém uma maior concentração de cristais comparada à porcelana feldspática para metalocerâmica. Somente porcelana de corpo e porcelana incisal são utilizadas porque a opacidade fornecida pelos cristais de leucita não requer o uso de uma porcelana para subestrutura. O jateamento é geralmente recomendado para se obter uma adesão com os cimentos resinosos. Uma porcelana reforçada desse tipo é recomendada para incrustações de proteção de cúspides, coroas submetidas a baixas tensões e facetas estéticas.

Cerâmica vítrea injetável em um molde sob pressão (IPS Empress): A IPS Empress é uma cerâmica vítrea pré-ceramizada que é aquecida quando sob a forma de um cilindro e injetada sob pressão e alta temperatura em um molde.

As vantagens dessa cerâmica são a ausência de metal ou subestrutura de cerâmica opaca, moderada resistência á flexão, excelente adaptação e excelente estética. As desvantagens são seu potencial d fratura em áreas posteriores e a necessidade de equipamento especial de laboratório.

Cerâmica de subestrutura de alumina infiltrada por vidro ( in-ceram): A In-Ceram é uma cerâmica para coroas unitárias anteriores e posteriores e pontes anteriores de três elementos. A adaptação marginal desse material para subestrutura deve ser excelente uma vez que ocorre ouça contração. Apesar da sua alta resistência, falhas podem ocorrer em coroas unitárias, bem como nas próteses parciais fixas. As principais indicações para o uso de cores de jaqueta de porcelana aluminizada são restauração de coroas ântero-superiores quando a estética for de fundamental importância. Para pacientes com alergias a metais. E quando a estética das coroas metaloceramicas não for aceitável.

As vantagens das estruturas das estruturas infiltradas por vidro são sua alta resistência à flexão e sua excelente adaptação. As desvantagens incluem a opacidade do núcleo, não poderem ser condicionadas por ácido pela técnica convencional, e a necessidade de equipamento especial.

Incrustações e restaurações de proteção de cúspides cerâmicas: Incrustações e restaurações de proteção de cúspide de cerâmicas condicionadas por ácido e aderidas por resina também estão sendo utilizado como restaurações posteriores. Um cimento resinoso é utilizado para adesão ao esmalte condicionado.

A performance clínica a longo prazo de facetas cerâmicas e incrustações e restaurações de proteção de cúspide não tem sido bem documentada, embora dados iniciais de curto prazo aparentem ser promissores. A estética é excelente, entretanto a restauração de cerâmica é de alto custo comparada ao amálgama, ou mesmo à restauração de compósito. Devido ao fato da cerâmica abrasionar dentes opostos, a superfície das restaurações cerâmicas deve ser polida após ter sido desgastada durante o ajuste oclusal.

Cerâmicas CAD-CAM: casquetes ou núcleos cerâmicos podem ser produzidos por processos de condensação e sinterização, fundição e ceramização, injeção em molde e sinterização, sinterização e infiltração por vidro e processamento CAD-CAM.

Essas cerâmicas são fornecidas como pequenos blocos que podem ser desgastados na forma de incrustações e facetas estéticas por um sistema CAD-CAM dirigido por um computador. Vitablocos MK II são porcelanas feldspáticas utilizadas do mesmo modo que a Dicor MGC. As desvantagens das restaurações CAD-CAM incluem a necessidade de equipamento de alto custo, a falta de controle de processamento computadorizado para ajuste oclusal, e a sensibilidade técnica do processamento de captação óptica dos dentes preparados. Vantagens incluem níveis insignificantes de porosidade na estrutura de cerâmicas CAD-CAM, a necessidade de se fazer uma moldagem, tempo reduzido de assistência associado a procedimentos de moldagem, a necessidade de uma única consulta e, boa aceitação pelos pacientes.

Produção de uma subestrutura de alumina e subestrutura de alumina infiltrada com vidro utilizando uma tecnologia de torneamento por cópia: Este sistema é baseado em um dispositivo mecânico utilizado para copiar a superfície de um padrão pré-fabricado da restauração feito a partir de um compósito à base de resina azul. O padrão de resina pode ser produzido diretamente no dente preparado ou indiretamente em troqueis obtidos de moldagens.

Dentes de dentadura de porcelana: A manufatura de dentes para dentaduras é virtualmente o único uso atual de porcelanas odontológicas de alta e média fusão. Dentes para dentaduras são feitos pela condensação de duas ou mais porcelanas de translucidez diferente para cada dente em moldes dentais.

Tanto dentes de porcelana quanto dentes de resina acrílica podem ser empregados na confecção de dentaduras totais parciais. Dentes de porcelana possuem a vantagens de ser o único tipo de dentes para dentadura que permite que a prótese tenha sua base trocada na íntegra. As desvantagens dos dentes de porcelana são sua friabilidade e o som de clik produzido pelo contato de dentes antagonistas. Dentes de porcelana também requerem uma maior distância entre as cristas porque eles não podem ser desgastados tão finos na área inferior de modo igual aos dentes de acrílico sem que se destruam os canais dictóricos que possibilitam seu único meio de retenção á base da dentadura.


ATAQUE QUÍMICO DE CERÂMICAS ODONTOLÓGICAS PELO FOSFATO DE FLÚOR ACIDULADO

Fluoretos tópicos são rotineiros utilizados para o controle da cárie. O efeito destes agentes na superfície de restaurações cerâmicas tem sido estudado. Fosfato de flúor acidulado, um dos géis de flúor mais comumente utilizado, é conhecido por atacar vidro, provavelmente pela liberação seletiva de íons de sódio, portanto interrompendo a rede de sílica.

Entretanto, o uso de concentrações mais baixas, como o fluoreto estanoso a 0,4% e o fluoreto de sódio a 2%, não possui efeito significante na superfície cerâmica. Os dentistas devem estar cientes dos efeitos clínicos a longo prazo dos fluoretos em restaurações de cerâmicas e de compósitos, e evitar o uso de géis de FFA quando compósitos e cerâmicas estiveram presentes. Géis de FFA não devem ser usados sobre superfícies de porcelana glaseadas. Se um gel deste tipo for usado, a superfície da restauração deve ser protegida com vaselina, manteiga de cacau ou cera.

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