Materiais Odontológicos

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Instituição: UERJ
Tema: Materiais

As principais propriedades dos materiais odontológicos


Serão relacionadas as propriedades mais importantes dos materiais odontológicos estudados, citando-as e fazendo um breve comentário sobre elas em cada material.

Vernizes: são materiais de proteção do complexo dentino-pulpar. Existem os vernizes cavitários e os vernizes modificados. O primeiro tipo de verniz é também conhecido como de ação mecânica, uma vez que reduz significativamente a microinfiltração, reduz 69% a permeabilidade dentinária e funciona também contra passagem de agentes irritantes. O segundo tipo de verniz é também conhecido como biológico, possui ação terapêutica e mecânica uma vez que possui hidróxido de cálcio em sua composição que tem efeito bactericida.

Vernizes cávitarios:

  • Propriedade física: apresentam baixa condutividade térmica, podendo quando aplicados sob o amálgama, por exemplo, diminuir a possibildade de formação de corrente galvânica. Além disso é eficaz na tendência que tem de minimizar a infiltração marginal em volta da restauração.
  • Propriedade química: funcionam como membramas semi-permeáveis, permitindo que alguns íons penetrem livremente, e impedindo a passagem de outros. Além disso a solubilidade dos vernizes dentários é baixa; são praticamente insolúveis em água destilada. Há duas desvantagens: o verniz inibe a penetração do flúor para dentro do esmalte com cerca de 50% e os vernizes convencionais não devem ser usados sob as restaurações diretas de resinas acrílicas, pois , o solvente do verniz pode reagir ou amolecer a resina.

Vernizes modificados:

  • Propriedade biológica: esses vernizes possuem ação terapêutica, uma vez que possuem Ca(OH)2 em sua composição e este pode neutralizar a acidez dos cimentos dentários.
  • Propriedade física: assim como os cavitários é um fraco isolante térmico.

Materiais à base de Ca(OH)2 : são também materiais de proteção do complexo dentino-pulpar. Podem se apresentar em solução, suspensão, pasta e cimento.

  • Propriedade biológica: a biocompatibilidade é uma de suas principais propriedades uma vez que o Ca(OH)2 tende a acelerar a formação de dentina reparadora em casos de cárie muito profunda, além disso preserva as funções biológicas da polpa anulando a atividade bacteriana local, uma vez que o Ca(OH)2 é bactericida.
  • Propriedade térmica: vai depender da espessura do cimento quando usado como base; logo é evidente que uma camada fina de cimento aplicada ao assoalho da cavidade preparada não confere proteção contra as mudanças térmicas veiculadas por meio da restauração metálica.
  • Resistência: o cimento deve ter resistência suficiente para suportar as forças de condensação, para que a base não se frature durante a introduçào da restauração. A resistência compressiva aos sete minutos é de grande interesse e o de Ca(OH)2 enquadra-se na variação dos outros tipos de cimentos, porém sua resitência compressiva final é pequena.

Cimento de óxido de zinco e eugenol(OZE): são usualmente apresentados na forma de um pó e um líquido, ou na de duas pastas. A espatulação do cimento não é crítica como a de outros. É utilizado em restaurações temporárias e intermediárias, como forrador, como base para isolamento térmico, cimentação temporária e permanente, obturação de canais radiculares e como cimentos periodontais. O pH é de aproximadamente sete, sendo o menos irritante entre todos os materiais dentários.
  • Tempo de presa: -quanto menores as partículas de óxido de zinco, mais rápido será o endurecimento;
  • quanto maior a quantidade de óxido incorporada ao eugenol, mais rápido será o endurecimento;
  • quanto menor a temperatura da placa de vidro utilizada para a mistura, mais longo será o tempo de presa.
  • A quantidade de água no líquido é um problema crítico, pois, quanto mais água, mais rápida a reação de presa.
  • Resistência: a resistência do OZE pode ser afetada por vários fatores; entre eles a relação entre pó e líquido(quanto mais pó, mais resistente a massa) ou a inclusão de alguns aditivos. As partículas de óxido de zinco quando menores aumentam a resistência. Esse cimento não é muito resistente, mas tem resistência satisfatória para que é utilizado.
  • Solubilidade: tem uma relativa solubilidade, pois o eugenol não é missível em água e o óxido de zinco é solúvel em soluções de pH baixo; logo indicado para cimentações provisórias.
  • Propriedade biológica: é biocompatível, não é irritante, é calmante; mas é necessário fazer uma massa com o mínimo de eugenol, pois este é irritante.

Cimento de fosfato de zinco: é um cimento mais utilizado para cimentação definitiva; em sua composição apresenta ácido fosfórico que é um irritante. Sua diferença do cimento de óxido de zinco é basicamente o líquido.

  • Reação de presa: os fatores que influem sobre o tempo de presa são a composição e a temperatura de fusão do pó, a composição do líquido, o tamanho das partículas(quanto maiores as partículas do pó, mais lenta a reação), o tempo de espatulação( quanto mais demorada, mais tempo leva a reação de presa) e a velocidade de incorporação do pó.
  • Espessura da película: a película deve ser suficientemente delgada, para não interferir com a adaptação da restauração. Por outro lado, a espessura da película e a adaptação da restauração são, em grande parte, deterrminadas pela pressão de cimentação, pela viscosidade e temperatura do cimento, e pelo afunilamento das paredes da cavidade preparada.
  • Contato com a umidade: quando se deixa o cimento endurecer sob uma película de saliva, parte do ácido fosfórico se dissolve e a superfície do cimento ficará opaca, mole e dissolver-se-á facilmente nos fluidos orais.
  • Retenção: não há qualquer adesão entre o cimento de fosfato de zinco e a estrutura dentária ou com qualquer um dos materiais para restaurações com os quais é utilizado; entretanto pode ocorrer uma vedação retentiva formada com este e com a maioria dos outros cimento dentários que é mecânica e não constitui uma verdadeira articulação adesiva.
  • Estabilidade dimensional: o cimentos de fosfato de zinco contraem-se durante a consolidação. O cimento contrai-se muito mais quando está em contato com o ar do que quando está sob a água. Se o cimento está em contato com a água, sua contração é negligenciável em relação com a cimentação.
  • Resistência: tem maior resistência que o cimento de óxido de zinco e quando utilizado como base deve ter mais resistência. A resistência do cimento depende da relação pó-líquido; a resistência compressiva aumenta rapidamente à medida que a quantidade de pó misturada com líquido aumenta. Quando em contato com a água por um longo período de tempo, ocorre um decréscimo gradual na resistência, talvez devido a lenta dissolução do material.
  • Solubilidade e desintegração: a solubilidade inicial, na água durante as primeiras horas consiste essencialmente em fosfato, juntamente com pequena quantidade de zinco. É provavel que alta solubilidade do fosfato seja devida à eliminaçào de líquido de cimento que não entrou em reação e de fosfatos solúveis. A solubilidade aumenta quando a solução é mudada e quando o pH do meio é menor.
  • Propriedade biológica : deixa a desejar, pois, possui o ácido fosfórico que é irritante.

Cimento de policarboxilato: possui as propriedades de resistência do cimento de fosfato de zinco e as de compatibilidade biológica do cimento de óxido de zinco e eugenol, apresentando ainda, em determinadas condições, adesão às estruturas dentais. Usado como base protetora e em cimentação de proteses e coroas; sendo indicado como restaurador provisório.

  • Resistência: tem resistência à (compressão menor do que a do cimento de fosfato de zinco) e resistência à tração ( é 30% maior do que a para o cimento de fosfato de zinco ). Ambas as resistências aumentam ligeiramente quando armazenados em água. A espessura de película é semelhante a do cimento de fosfato de zinco.
  • Solubilidade: é igual ou menor do que a solubilidade de grande número dos cimentos dentais.
  • Adesão à estrutura dentária: há uma real combinação química entre a substância empregada e a estrutura do dente. Com essa adesão a possibilidade de selamento é maior.
  • Biocompatibilidade: o peso do ácido é alto e tem baixo poder de penetração, logo é menos irritante ao complexo dentino-pulpar; o pH do cimento endurecido aumenta rapidamente, o ácido tem baixa toxicidade e tem capacidade de se combinar com as proteínas o que resulta numa limitação de sua difusão através dos tecidos e abaixo dos canalículos dentinais.

Cimento ionômero de vidro(CIV): é composto por partículas de vidro e veio substituir o cimento de silicato. Em sua composição apresenta o ácido malêico que diminui a viscosidade e o ácido itacônico que aumenta a resistência e a dureza. Há vários tipos: o tipo I é utilizado para cimentação, o tipo II para restaurações e o tipo III para forramento e base e selamento de fissuras.

  • Reação de presa: apresenta três fases: a de dissolução, em que une-se o ácido e o vidro( pó), a outra fase de reação de gelificação e a terceira de endurecimento. Na passagen da segunda para terceira fase a reação pode ser comprometida. O CIV deve ser protegido das alterações de água da estrutura.
  • Mecanismo de adesão: a união ao esmalte é sempre maior do que à dentina, provavelmente devido ao grande conteúdo de fase inorgânica do esmalte e à sua grande homogeneidade, do ponto de vista morfológico.
  • Resistência: a resistência à compressão e à dureza é mais baixa do que a do cimento de silicato. Uma outra propriedade pertinente ao seu uso material restaurador é sua resistência à fratura. Os CIV do tipo II são muito inferiores às resinas compostas sob este aspecto. Os CIV sofrem uma diminuição de suas propriedades físicas e mecânicas, com a redução da relação pó-líquido.
  • Propriedades biológicas: os ionômeros de vidro liberam flúor, inicialmente, em quantidades comparáveis com o cimento de silicato e continuam a fazê-lo durante um extenso período de tempo. São biocompatíveis, provocam uma reaçào pulpar maior do que a do OZE, mas geralmente menor que a do fosfato de zinco, além disso possui certa solubilidade que é aceitável.
  • Propriedade estética: pode ser usado como material restaurador estético.
  • Impropriedade: sinérise( perda de água) e embebição.

Amálgama odontológico: é um material restaurador direto, consiste numa liga metálica na qual misturamos o mercúrio. Essas ligas podem ser convencionais( baixo teor de Cu ) ou modernas( alto teor de Cu) e os tipos de partículas da liga podem ser do tipo limalha, esférica ou dispersa( mistura).
  • Alteração dimensional: o amálgama dentário pode retrair-se ou expandir-se durante seu endurecimento, dependendo de sua composição e manipulação. A composição da liga é importante a esse respeito; contudo muitos outros fatores também influenciam a alteração dimensional. Essas alterações dimensionais podem levar à fratura ou à desadaptação do material na cavidade ficando buracos. No geral, os de baixo teor de Cu tendem a expandir e os de alto teor tendem a contrair. Quando possuem o estanho em sua composição, que é o segundo constituinte principal, este tende a reduzir a expansão ou a aumentar a contração do amálgama; sendo desejáveis as ligas com menor conteúdo de Sn. A expansão excessiva pode resultar em protrusão da restauração para fora da cavidade e a contração indevida pode aumentar a quantidade de infiltração. Outros fatores que influenciam a alteração dimensional são: a proporção mercúrio-liga, a trituração ( os tamanhos das partículas de liga influem; quanto mais longo o tempo de trituração, menor a expansão ou maior a contração), a condensação ( há um decréscimo na expansão com o aumento da pressão de condensação), a contaminação( se for por umidade, por exemplo, ocorre grande expansão). Ainda nas ligas de baixo teor de Cu pode ocorrer o escoamento "creep"(deformação plástica).
  • Resistência: é geralmente medida sob uma carga compressiva, embora em algumas oportunidades sua resistência à tração possa ser ainda mais importante; a resitência é consideravelmente afetada pela composição. A prata constituinte principal da liga, aumenta a resistência e reduz a fluência e o estanho reduz a resistência e a dureza .O amálgama tem baixa resistância à tração. Há também outros fatores que afetam a resistência como: o efeito da trituração ( se ocorrer uma subtrituração a restauração pode enfraquecer), o efeito do conteúdo de mercúrio( suficiente Hg deve ser misturado com a liga para possibilitar a completa amalgamação, se houver excesso de Hg pode ocorrer a redução na resistência), o efeito da condensação( a pressão de condensação, bem como a técnica, afeta a resistência), porosidade( evidências de porosidade inerente na microestrutura do amálgama foram propostas como possível grande fator na resitência compressiva do amálgama endurecido) e a velocidade de endurecimento( o amálgama não ganha resistência tão rapidamente quanto se poderia desejar;a resistência inicial é afetada pelo tamanho das partículas da liga e pelo seu formato, sendo que a resistência inicial das ligas de alto teor de Cu é maior que as de baixo teor).
  • Plasticidade e tempo de trabalho: o tipo de liga influencia também esta propriedade; tanto que a plasticidade do tipo limalha é menor que a mistura que é menor que esferoidal.
  • Propriedades das fases: as propriedades f'ísicas do amálgama endurecido são mais dependentes das porcentagens relativas de cada uma das fases da reação de cristalização. A mais forte é a fase gama e o componente mais fraco é a fase gama II na qual ocorre a expansão mercurioscópica e também faz com que o "creep"seja alto. A fase gama II também é a menos resistente à corrosão, a fase gama sendo algo neutra e a fase gama I, nobre sendo suceptível à corrosão.
  • "Falta"propriedade estética: isto devido a sua cor( prata) que inviabilizasua utilização em restaurações de dentes anteriores sendo preferível utilizar outros materiais com cor harmoniosa.
  • Biológicas: biocompatibilidade, tolerância pelo tecido gengival, não produz alterações de grande importância nos tecidos dentários, é insolúvel no meio bucal e adapta-se às paredes cavitárias.

Sistemas adesivos: os adesivos dentinários têm sido estudados e têm evoluído, sendo que encontram-se já na quinta geração. Esses adesivos possuem grupos que interagem com a dentina e grupos que reagem com o monômero da resina composta. Antes de sua aplicação é necessária que a lama dentinária( "smear layer") seja removida por agentes ácidos, para que o contato do agente resinoso de união com a superfície e dentro dos túbulos dentinários, estabelecendo reações químicas e mecânicas, seja facilitada.
  • Energia de superfície e molhabilidade: quanto mais alta a energia de superfície maior a capacidade de umidecimento, que é a capacidade que o adesivo tem de se espalhar na estrutura dental. Nos adesivos de 1ªgeração ocorreu um aumento na umidade superficial da dentina. Quando aplica-se ácido ao esmalte, ocorre um aumento da energia de superfície; já na dentina o ácido diminui uma vez que esta é orgânica.Os adesivos de 3ªgeração apresentavam"primers"que aumentavam a capacidade de molhamento das superfícies.
  • Adesão: aumenta a retenção do material restaurador com menor desgaste da estrutura dentária,no caso dos adesivos de 1ªgeração devido a um aumento de umidade, e considerando que o agente promotor de adesão era hidrofóbico, o contato entre este agente e a superfície dentinária ficava comprometido, acarretando falta de adesão,queda da restauração e microinfiltrações; já os de segunda geração mantinham intacta a "smear layer"e a adesão ocorria com esta camada e muito pouco com a dentina subjacente,os de3ªgeração atuavam sobre a '"smear layer'"para que a adesão ocorresse com o auxílio dos "primers'" que tratam a dentina, tornando-a apta a se unir com o agente de união e receber material restaurador.Os de 4ªgeração confundem-se com os de 3ªgeração que removem a camada, descalcificam a dentina superficialmente e expõem a rede de fibras colágenas para posterior impregnação dessa área por monômeros hidrofílicos (camada híbrida).Alguns da 4ªgeração liberam até flúor,que são adesivos com carga (optibond) e unem-se ao esmalte, dentina, porcelana e metais e resina composta; os de 5ªgeração são de frasco único e têm capacidade de formar camada híbrida e têm boa adesão à esmalte e dentina mesmo sob umidade.

Resina composta: constituída de uma fase orgânica e outra inorgânica apresentando alta resistência e baixa contração de polimerização. As resinas passaram a ter partículas pequenas que anteriormente eram grandes( macropartículas) e com a união das macropartículas e das micropartículas originaram-se as resinas híbridas( mistura); nota-se que quanto mais fase inorgânica melhores as propriedades, dependendo também do tipo de partícula inorgânica. Há dois tipos: as químicas e as físicas( fotopolimerizáveis) e são utilizadas em todos os tipos de restauração sendo possíveis na técnica adesiva.

  • Resistência: tanto a resistência tensional quanto a compressiva são superiores a da resina acrílica, isso se deve ao fato do reforço com a parte orgânica( BIS-GMA). Possui um módulo de elasticidade alto e são muito mais duros que as resinas acrílicas e menos vulneráveis à abrasão. O tamanho das partículas influem na resistência à fratura. Há uma falta de resistência ao desgaste, apesar de suas propriedades de resistência serem um pouco inferiores as do amálgama .
  • Contração de polimerização: por causa do maior peso molecular e do efeito da substância, a contraçào de polimerização das resinas compostas é muito menor que as das resinas acrílicas para restaurações. Com menor contração de polimerização o material pode ser usado na forma de pasta, tornando desnecessários os métodos de aplicação mais complicados.
  • Coeficiente de expansão térmica e linear( CETL): esse coeficiente é mais ou menos um quarto daquele das resinas acrílicas; mas ainda não se determinou se esse valor mais baixo refletiria numa redução de cáries secundárias ou na pigmentação marginal.
  • Manchamento e sorpção de água: sorpção é a absorção de líquido por um sólido. Nas resinas acrílicas a absorção é consideravelmente mais alta do que na resina composta. Tem sido postulado que a sorpção não é prejudicial e poderia neutralizar os efeitos da contração de polimerização tornando-se fator de melhor adaptação da restauraçào às paredes cavitárias. Já o manchamento ocorre com o tempo e depende da dieta do paciente e chega a ser uma das desvantagens da resina composta, apesar de ser estética.
  • Biológica: as características irritativas das resinas compostas são comparáveis as das acrílicas, se a cavidade for profunda, deve-se aplicar uma base de Ca(OH)2 antes da resina. Um fator favorável é que libera flúor.
  • Estética: apesar de possíveis manchamentos e descoloração é indicada para todos os tipos de restaurações, uma vez que sua cor é harmoniosa sendo utilizada tanto em dentes anteriores ou posteriores.

Gessos odontológicos: empregados em quase todos os procedimnentos em que se necessita do modelo. O mineral que dá origem ao gesso odontológico é a gipsita. Há vários tipos de gesso: do tipo I usado em moldagem, do tipo II em modelos de estudo e preenchimento de muflas, do tipo III em modelos de trabalho, do tipo IV em troquéis e modelos de trabalho e do tipo V em modelos de trabalho para realizar a ceroplastia.

  • Resistência: a resistência dos produtos de gesso geralmente é expressa em termos de resistência à compressão, embora a resistência à tensão também deva ser considerada. A resistência de um gesso calcinado ou gesso pedra aumenta rapidamente à medida que o material endurece após o tempo de endurecimento inicial. Contudo, o conteúdo de água livre do produto endurecido afeta nitidamente sua resistência. Por isso, admitem-se duas resistências a úmida e a seca que é maior que a úmida. Quanto maior a relação A/P, menor será a resistência seca do material endurecido. A resistência tensional do gesso calcinado ou gesso pedra é menos afetada pelas variações na relação A/P do que a resistência compressiva. O tempo de espatulação também afeta a resistência do gesso que será aumentada com o aumento do tempo de mistura e a adição de um acelerador ou retardador diminui tanto a resistência úmida quanto a seca do produto de gesso. Essa diminuição pode ser parcialmente atribuída ao sal adicionado como adulterante e à redução da coesão intercristalina. O período de secagem também interfere na resistência do gesso.
  • Expansão de endurecimento higroscópica: Ocorre durante a reação de presa, devido a uma contidade adicional de água que proporciona uma maior expansão.
  • Expansão de presa: ocorre durante a reação de presa e está ligada à formação de cristais que durante o seu crescimento se afastam. A maioria dos gessos odontológicos contêm em sua composição substâncias retardadoras e aceleradoras da reação de presa. Isto faz com que o tempo de trabalho e o de presa sejam compatíveis para o uso, embora sirvam também para controlar a expansão de presa.

Géis / soluções fluoretadas: materiais odontológicos preventivos. Suas principais propriedades são as biológicas, pois o flúor tem ação terapêutica devido a sua atividade anti microbiana, além disso ele auxilia na remineralizaçào da lesão cariosa e reduz a solubilidade da apatita ou hidroxi-apatita. Porém há efeitos destes sobre restaurações estéticas( CIV-RC-PORCELANA) como: rugosidade, manchamento e desgaste no caso das soluções aciduladas.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

- PHILLIPS, RALPH WESLEY. Materiais dentários de SKINNER. 7ª Ed. RJ: Interamericana, 1978.

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