Análise de Acidentes do Trabalho

Autor:
Instituição: Faculdade Internacional de Cursos Livres
Tema: Segurança do Trabalho

Investigação de Acidentes do Trabalho

Faculdade Internacional de Cursos Livres
2009

 

 

 

Indice de Tabelas

Tabela 01 – Dias Debitados.
Tabela 02 – Modelo de Check-List
Tabela 03 – Exploração de variações de diferentes componentes
Tabela 04 – Tipos de Ligações Entre Variações dos Componentes em Diagrama
Tabela 05 – Modelo para Relatório de Causas
Tabela 06 – Modelo Básico para Plano de Ação

 

Índice de Figuras

Figura 01 – Diagrama de Blocos
Figura 02 – Diagrama de Blocos
Figura 03 – Parâmetros para Arvore de Causas
Figura 04 – Arvore de Causas
Figura 05 – Diagrama de Yshikawa

 

Sumário

Índice de Tabelas
Índice de Figuras
Resumo
Introdução
Capitulo 1 - Conceitos Básicos em Segurança e Saúde do Trabalho
1.1. Acidente do Trabalho
1.2. Classificação dos Acidentes do Trabalho
1.3. Causas dos Acidentes
1.4. Investigação dos Acidentes
1.5. Conseqüências do Acidente
1.6. Analise do Acidente
1.7. Comunicação de Acidentes
1.8. Cadastro de Acidentados
1.9. Estatísticas
Capitulo 2 - Ferramentas de Sistema em Gestão de Qualidade
2.1. "BRAINSTORMING”
2.2. BRAINWRITING"
2.3 Lista de Verificação ("Check-List")
Capitulo 3 - Métodos de Analise de Acidentes
3.1. Analise de Acidente pelo Método de Arvores de Causas
3.2. Analogia por Diagrama de Yshikawa ou Espinha de Peixe
3.3. Teoria da Multicausalidade
4. Conclusão
5. Recomendações
6. Anexos
7. Bibliografia

 

Resumo

Giongo, CS. Analise de Acidentes, 2009, 43 pág., TCC.

Palavras – Chaves: segurança, saúde, trabalho, qualidade, vida.

Por se tratar de trabalho escolar a ser apresentado a professores com grande conhecimento no assunto mencionado, poderíamos suprimir informações, e irmos direto ao assunto propriamente dito, porem, nos preocupamos em tomar o cuidado de incluir conhecimento básico suficiente para que mesmo o leigo possa entender tal feito.

Na primeira parte deste trabalho o leitor encontrará uma abordagem ampla dos conceitos básicos em segurança do trabalho.

Sem duvida alguma, pela grande complexidade do assunto, este trabalho não deve ser utilizado como única fonte de consulta.

Abordamos neste estudo, os principais métodos de analise de acidentes, e com o intuito de dar maior consistência ao mesmo, incluímos ferramentas utilizadas em sistemas de gestão de qualidade, as quais devem ser aplicadas no processo de analise de acidentes.

Encontraremos aqui uma abordagem dos métodos mais usuais em analise de acidente do trabalho, que são os métodos de analise por arvore de causas e diagrama de Yshikawa, também conhecido como diagrama de espinha de peixe.

Sem duvida alguma, o leitor, após examinar minuciosamente este trabalho, terá conhecimento suficiente para se aprofundar no tema proposto.

 

Introdução

Esperamos que o leitor ao ler a primeira parte de nosso trabalho tenha conhecimento suficiente para entender os princípios básicos para uma boa analise de acidente do trabalho

Sabemos que as empresas são centros de produção de bens materiais ou de prestação de serviços que tem uma importância para as pessoas que a elas prestam colaboração, para as comunidades que se beneficiam com sua produção e, também, para a nação que tem seus fatores de progresso o trabalho realizado por essas empresas.

Nas empresas encontram-se presentes muitos fatores que podem transformar-se em agentes de acidentes dos mais variados tipos. Dentre esses agentes podemos destacar os mais comuns: ferramentas de todos os tipos; máquinas em geral; fontes de calor; equipamentos móveis, veículos industriais, substâncias químicas em geral; vapores e fumos; gases e poeiras, andaimes e plataformas, pisos em geral e escadas fixas e portáteis.

As causas, entretanto, poderão ser determinadas e eliminadas resultando na ausência de acidente ou na sua redução, como será explicado mais adiante quando forem abordados os Fatores de Acidentes.

Desse modo muitas vidas poderão ser poupadas, a integridade física dos trabalhadores será preservada além de serem evitados os danos materiais que envolvem máquinas, equipamentos e instalações que constituem um valioso patrimônio das empresas.

 

Capitulo 1 - Conceitos Básicos em Segurança e Saúde do Trabalho

Para se combater as causas dos acidentes, implantar um bom programa de prevenção e efetuar uma boa analise de acidente necessário se torna, primeiramente, conhecer a sua conceituação.

 

1.1 ACIDENTE DO TRABALHO

Conceito Legal (de acordo com o artigo 19º da Lei n.º 8.213 de 24 de julho de 1991). Legislação “Previdenciária”

“Acidente do trabalho é aquele que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou perda, ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.

Conceito Prevencionista:

“Acidente é a ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão”.

Diferença Entre o Conceito Legal e o Conceito Prevencionista:

A diferença entre os dois conceitos reside no fato de que no primeiro é necessário haver, apenas lesão física, enquanto que no segundo são levados em considerações, além das lesões físicas, a perda de tempo e os materiais.

 

1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO TRABALHO

Acidente do Trabalho ou Simplesmente Acidente: É a ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto desta lesão.

Acidente Sem Lesão: é o acidente que não causa lesão pessoal.

Acidente de Trajeto: é o acidente sofrido pelo empregado no percurso residência para o trabalho ou deste para aquela.

Acidente Impessoal: é aquele cuja caracterização independe de existir acidentado.

Acidente Inicial: é o acidente impessoal desencadeador de um ou mais acidentes.

 

1.3 CAUSAS DOS ACIDENTES

Condições Inseguras: são os riscos oferecidos pelo ambiente de trabalho, ou seja, é o risco relativo à falta de planejamento do serviço e deficiências materiais no meio ambiente, tais como: problemas de iluminação, ruídos e trepidações em excesso, falta de proteção em partes móveis de máquinas e nos pontos de operação, falta de limpeza e de ordem, passagens obstruídas, pisos escorregadios ou esburacados, escadas entre pavimentos sem proteções, condições sanitárias insatisfatórias, ventilação deficiente ou imprópria, ferramentas desarrumadas, ferramentas defeituosas, substâncias altamente inflamáveis em quantidade excessivas na área de produção, má distribuição de máquinas e equipamentos, condutores de eletricidade com revestimento estragado, roupas muito largas, colares, anéis, cabelos soltos em operações com máquinas de engrenagens móveis, calçados impróprio, trânsito perigoso de material rodante, calor excessivo, resíduos inflamáveis acumulados, equipamentos de extinção de fogo (se estão desimpedidos, se podem ser facilmente apanhados, se estão em situação de perfeito funcionamento).

Exemplos:

Construção e instalações em que se localiza a empresa:

a) prédio com área insuficiente, pisos fracos e irregulares; iluminação deficiente;
b) ventilação deficiente ou excessiva, instalações sanitárias impróprias e insuficientes;
c) excesso de ruídos e trepidações;
d) falta de ordem e de limpeza;
e) instalações elétricas impróprias ou com defeitos.

Maquinaria:

a) localização imprópria das máquinas;
b) falta de proteção em móveis e pontos de operação;
c) máquinas com defeitos.

Matéria-prima:

a) matéria-prima com defeito ou de má qualidade;
b) matéria-prima fora de especificação.
Proteção do trabalhador:

a) proteção insuficiente ou totalmente ausente;
b) roupas não apropriadas;
c: calçado impróprio ou de falta de calçado;
d: equipamento de proteção com defeito.

Produção:

a) cadência mal planejada;
b) velocidade excessiva;
c) má distribuição.

Horários de trabalho:

a) Jornadas prolongadas;
b) má distribuição de horários e tarefas.

Fator Pessoal de Insegurança: é o que podemos chamar de “problemas pessoais do indivíduo” e que agindo sobre o trabalhador podem vir a provocar acidentes, como por exemplo:

a) Problemas de saúde não tratados;
b) Conflitos familiares;
c) Falta de interesse pela atividade que desempenha;
d) Alcoolismo;
e) Uso de substâncias tóxicas;
f) Falta de conhecimento, falta de experiência
g) Desajustamento físico, mental ou emocional.

A investigação de acidentes não poderá nunca ter aspecto punitivo, pois o objetivo maior não é “descobrir culpado”, mas sim causas que provocam o acidente, para que seja evitada sua repetição.

Atos Inseguros: é a violação (consciente) de procedimento considerado como correto.

São fatos comuns: a falta de uso de proteções individuais; a inutilização de equipamentos de segurança; o emprego incorreto de ferramentas ou o emprego de ferramentas com defeitos; o ajuste; a lubrificação e a limpeza de máquinas em movimento; a permanência debaixo de cargas suspensas; a permanência em pontos perigosos junto a máquinas ou passagens de veículos; a operação de máquinas em velocidade excessiva; a operação de máquinas sem que o trabalhador esteja habilitado ou que não tenha permissão; o uso de roupas que exponham a riscos; o desconhecimento de fogo; as correrias em escadarias e em outros locais perigosos; a utilização de escadas de mão sem a estabilidade necessária da manipulação de produtos químicos; o hábito de fumar em lugares onde há perigo.

Atos imprudentes, inutilização, desmontagem ou desativação de proteções de máquinas, recusa de utilização de equipamento individual de proteção, operação de máquinas e equipamentos sem habilitação e sem treino, operação de máquinas em velocidade excessiva, brincadeira, posição defeituosa no trabalho, levantamento de cargas com utilização defeituosa dos músculos, transporte manual de cargas sem ter visão do caminho, permanência debaixo de guindastes e de cargas que podem cair, uso de fusíveis fora de especificação, fumar em locais onde há perigo de fogo, correr por entre máquinas ou em corredores e escadas, alterar o uso de ferramentas, atirar ferramentas ou materiais para os companheiros e muitos outros.

 

1.4 INVESTIGAÇÃO DOS ACIDENTES

Para se ter um controle no índice de acidentes, necessário se faz investigar as causas do mesmo, levando em conta todos os fatores possíveis para que o mesmo tenha ocorrido. Não podemos de levar em conta em hipótese alguma os fatores pessoais de insegurança, relacionamos abaixo as principais causas de acidentes incluindo exemplos das mesmas. Que são: ato inseguro, condições inseguras e fator pessoal de insegurança.

 

1.5 CONSEQÜÊNCIAS DO ACIDENTE

É o efeito do acidente, ou seja, são lesões sofridas pelo homem e ainda os danos materiais e equipamentos e são: lesões pessoais, perda de tempo ou danos materiais.

a) Lesão Pessoal ou Lesão: é qualquer dano sofrido pelo organismo humano, como conseqüência do acidente do trabalho.
b) Natureza da lesão: é a expressão que identifica a lesão. Ex.: escoriação, choque elétrico...
c) Localização da lesão: indica a sede da lesão.
d) Lesão com perda de tempo: lesão pessoal que impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao acidente. NOTA: Essa lesão provoca morte, incapacidade total permanente, incapacidade parcial permanente ou incapacidade temporária total.
e) Lesão sem perda de tempo: é lesão pessoal que não Impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente



1.6 ANALISE DO ACIDENTE

Todo acidente traz informações úteis para aqueles que se dedicam sua prevenção. Sendo um acidente não comum, raro, podem revelar a existência de causas ainda não conhecidas, causas que permaneciam ocultas e que não haviam sido notadas pelos encarregados da segurança. Sendo um acidente comum, sendo a repetição de um infortúnio, já ocorrido, pode revelar possíveis falhas nas medidas de prevenção que, por alguma razão a ser determinada, não estão impedindo essa repetição.

A CIPA deve participar em vários aspectos relacionados com o estudo dos acidentes, preocupando-se em analisá-los e elaborando relatórios, registros, comunicações e sugestões entre outras providências, conforme o determinado na NR-5, item 5.16 da Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho.

A descrição do acidente deve ser feita com os pormenores possíveis, deve ser mencionada a parte do corpo atingida e devem ser incluídas as informações do encarregado. O diagnóstico da lesão será estabelecido pelo médico. Constarão, ainda, descrições de como se desenvolveram os fatos relacionados ao acidente e a causa ou as causas que lhe deram origem. Esta investigação tem a participação de membro da CIPA. A CIPA deve concluir ainda sobre a causa do acidente, as possíveis responsabilidades (principalmente atos inseguros) e propor medidas, a quem deva tomá-las, para evitar que continuem presentes os riscos ou que eles se renovem.

Convém ressaltar que o estudo de acidentes não deve limitar-se àquelas considerados graves. Pequenos acidentes podem revelar riscos grandes. Por outro lado, acidentes sem lesão devem se estudados cuidadosamente, porque podem transformar-se em ocorrências com vítima. Perceber, em fatos que parecem não ter gravidade, os perigos, os riscos que em ocasião futura se revelarão fontes de acidentes graves, é capacidade que os membros da CIPA devem desenvolver. Disso dependerá, em grande parte, a redução ou a solução definitiva de muitos problemas na área de segurança do trabalho.

 

1.7 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES

A comunicação de acidentes é obrigação legal. Assim, o acidentado, ou quem possa fazer isso por ele, deve comunicar o acidente logo que se dê a ocorrência. Convêm lembrar que nem todos os acidentes do trabalho ocorrem no recinto da empresa. A empresa, por sua vez, deve fazer a comunicação do acidente à Previdência Social até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso, de morte, de imediato à autoridade competente, sob pena de multa variável, entre o limite mínimo e o limite máximo do salário - de - contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social. O acidentado ou seus dependentes receberão cópia da comunicação, bem como o sindicato da categoria. A comunicação deve conter informações pormenorizadas. Tudo isso está na lei. Mas, comunicar o acidente à empresa, às pessoas encarregadas de tomar providências na área da segurança tem importância especial.

É que, conhecido o fato, podem ser postas em execução as medidas imediatas e as de prazos maiores destinadas a corrigir a situação que está provocando o acidente que atinge um trabalhador e que pode atingir outros se não forem removidas, eliminadas as causas. Mesmo o mais leve acidente pessoal deve ser comunicado e também os acidentes sem lesão.



1.8 CADASTRO DE ACIDENTADOS

Assim como, na empresa, existem preocupações com controles de qualidade, produção, de estoque e de outros elementos da atividade produtiva, também com os acidentes deve existir igual ou maior interesse.

O acompanhamento da variação na ocorrência do infortúnio exige que se façam registros cuidadosos sobre acidentados com relatórios completos. Tais registros podem colocar em destaque a situação dos acidentes por área da empresa por causa, por tipos de lesões, por dias da semana, por idade dos acidentados e por muitos outros fatores. Todos esses ângulos de visão, esses campos especiais de estudos vão-se complementar nas estatísticas que devem satisfazer às

Exigências legais e também às necessidades dos órgãos da empresa encarregados de resolver problemas de segurança. Os próprios acidentes de trajeto devem merecer estatísticas especiais

Dias Perdidos

Para um estudo mais cuidadoso a respeito de acidentes, é necessário juntar dados e colocá-los em condições de se prestarem a comparações entre departamentos de atividades semelhantes ou mesmo diferentes e entre empresas que possibilitem tais comparações.

Um dos dados que se prestam aos cálculos que vão formar as estatísticas é o relacionado aos dias perdidos nos acidentes. Trata-se dos dias em que o acidentado não tem condições de trabalho por ter sofrido um acidente que lhe causou uma incapacidade temporária. Os dias perdidos são contados de forma corrida, incluindo domingos e feriados, a partir do dia seguinte ao do acidente até o dia anterior o da alta médica. No acidente sem perda de tempo, caso em que o acidentado pode trabalhar no dia do acidente ou no dia seguinte, não são contados dias perdidos.

Dias Debitados

Nos casos em que ocorre incapacidade parcial permanente ou capacidade total permanente ou a morte, aparecem os dias debitados. Eles representam uma perda, um prejuízo econômico que toma como base uma média de vida ativa do trabalhador calculada em vinte (20) anos ou seis mil (6000) dias. É uma tabela aceita e utilizada internacionalmente, que foi elaborada pela “International Association of Industrial Accident Board and Comission”, e que está transcrita a seguir:

Tabela 01 - Tabela de Dias debitados

 

tabela

 

Os dias debitados constituem, ainda, dado a ser incluído no Anexo n.º 1 da Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho.

De acordo com o que estabelece a NR-5, item 5.16 dessa Portaria, em sua alínea “m”, a CIPA, a cada trimestre, encaminhará à direção da empresa, devidamente preenchido, o Anexo I que é um formulário com muitos dados e informações sobre as atividades da comissão, sobre a empresa e, especialmente, sobre acidentes. Esse mesmo anexo será, posteriormente, encaminhado pelo empregador à Delegacia Regional do Trabalho – DRT.

 

1.9 ESTATÍSTICAS

Com o número de acidentados, com o número de dias debitados, podem ser calculados dois valores, denominados Taxa de Freqüência e Taxa de Gravidade. Muito embora não se trata de dados que precisem ser encaminhados à DRT, eles são de grande importância, pois se prestam a comparações destinadas a acompanhar a evolução dos problemas relativos a acidentes.

Taxa de Freqüência: representa o número de acidentados, com perda de tempo, que podem ocorrer em cada milhão de homens – horas - trabalhadas. A fórmula é a seguinte:

 

tabela

 

Ex.: Se numa fábrica houve em um mês 5 acidentes e nesse mês foram trabalhadas 100.000 (cem mil) horas, o cálculo será feito da seguinte maneira:

 

tabela



A taxa de Freqüência será 50.00. A multiplicação por um milhão se presta a tornar possível a comparação das Taxas de Freqüência entre departamentos de uma mesma empresa, entre empresas diferentes e mesmo entre empresas de países diversos desde que usem o mesmo sistema de cálculo.

Taxa de Gravidade: representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de um acidente em cada milhão de homens – horas - trabalhadas.

A fórmula da Taxa de Gravidade é a seguinte:

 

tabela

 

Os dias debitados só aparecem quando do acidente resulta a morte ou incapacidade total ou permanente ou a incapacidade parcial permanente. Nesses casos, é preciso consultar a tabela especial para o cálculo dos dias debitados segundo a natureza de lesões, tabela esta já transcrita.

Há, portanto, dois cálculos possíveis para a TG.

Ex.: Se numa indústria houve trinta (30) dias perdidos com acidentes, em um mês com 100.000 homens – horas - trabalhadas, a TG será calculada da seguinte forma:

 

tabela

 

Seriam 300 dias perdidos em 1.000.000 (um milhão) de horas trabalhadas.

Se num dos acidentes ocorreu uma lesão que provocou uma incapacidade parcial permanente com 300 (trezentos) dias debitados, o cálculo passará a ser este:

 

tabela



Termos Usados Nas Fórmulas:

a) Acidentado com Perda de Tempo: é aquele cuja lesão, oriunda de acidente do trabalho, o impede de voltar ao trabalho no dia seguinte ao do acidente.
b) Homens - Horas Trabalhadas: é o tempo real em que os empregados permaneceram expostos aos riscos do trabalho, a serviços do empregador
c) Dias Perdidos: São os dias que o empregado ficou afastado do trabalho, para recuperação da lesão, sofrida em conseqüência de acidente. Não são contados o dia do acidente e o dia da alta. Faz-se a contagem de dias corridos, incluindo domingos, feriados e outros dias que pôr qualquer motivo, não houve expediente no estabelecimento.
d) Dias Debitados: são números de dias que se somam aos dias perdidos, nos casos de morte ou de qualquer incapacidade permanente, total ou parcial, adquirida pôr algum acidentado, de acordo com tabela específica para tal fim.

Há outros cálculos que enriquecem e valorizam as estatísticas. Eles são realmente importantes e servem como argumento nas divulgações educativas que são feitas em favor da prevenção de acidentes. Permitem identificar as principais causas de acidentes, os riscos mais freqüentes e que merecem medidas de correção mais rápidas. As estatísticas possibilitam o controle dos resultados dos programas de segurança desenvolvidos, ou seja, saber se estão sendo eficientes ou não. Também, através dos dados estatísticos, é possível fazer-se o levantamento de falhas de segurança que um acidente apenas não permitiria que fossem notadas.

É conveniente fazer uma referência especial aos chamados acidentes de trajeto que aparece separadamente dos demais infortúnios. Estes são acidentes que ocorrem no trajeto da residência para o trabalho e do trabalho para a residência do empregado. Ë o trajeto usual que o empregado percorre, para este tipo de acidente, convém fazer estudos à parte porque eles, também, pesam negativamente nas atividades da empresa.



Capitulo 2 - Ferramentas de Sistema em Gestão de Qualidade.

Muitas são as ferramentas que podem ser utilizadas na analogia de acidentes do trabalho, estas ferramentas podem ser facilmente adaptadas, tomamos a liberdade de mencionar as que acreditamos serem de maior valia para este trabalho, porem, deixamos claro que em um método de analise de acidentes devemos ter o maior numero de informações, porem, devemos dar prioridade a sua facilidade de interpretação e execução.



2.1 "BRAINSTORMING" (Tempestade de idéias)

Características:

a) Várias pessoas participam da geração de idéias para solução de problemas
b) Oferece resultados menos tendenciosos que técnicas individuais

Estimula a utilização do potencial criativo e de originalidade de cada um identifica oportunidades ou melhores alternativas para aperfeiçoamento aceita um plano de ação participativo condução da sessão:

a) Logo no início da sessão, apresentar claramente as regras da reunião (não inibir a participação ou criticar qualquer idéia, pois todos são iguais hierarquicamente, evitando preconceitos ou coações)escolher uma pessoa para ser facilitador e registrar as idéias apresentação do problema, deixando-o bem visível a todos (escrever em um quadro ou flipchart) as idéias podem ser geradas numa ordem pré-estabelecida ou espontaneamente (mais favorável à participação de todos!) registrar todas as idéias apresentadas, sem interpretá-las ou alterá-las, afixando-as em cartolina, cartões, papel de rascunho, post it ou outro meio qualquer.

Proceder a coleta de idéias pertinentes ao tema, eliminando as redundâncias ou questões sem importância e propostas impossíveis, mantendo, no entanto, fidelidade à idéia inicial a forma ideal de compactação (síntese): verbo + complemento encerrar a reunião

Observação: uma boa idéia é utilizar o BRAINSTORMING de inicio junto com a CIPA, e posteriormente reunir pessoas da administração e produção para participarem do processo de analise pelo método de Brainstorming.

Para que o método funcione corretamente não devemos reunir um numero muito grande de participantes por seção, devendo então fazer varias reuniões; cada uma com publico diferente.

 

2.2 BRAINWRITING"

Trata-se de uma variação da técnica de “brainstorming”, recomendável para pequenos grupos (até 6 pessoas) ou devido a aspectos específicos ou comportamentais, sua eficiência se manifesta quando existe expectativa de colaboração mais ampla e equilibrada.

A forma mais comum de se fazer “brainwriting” é utilizando-se o método: 6-3-5, ou seja:

Cada participante escreve 3 idéias relacionadas ao problema, tendo 5 minutos para fazê-lo

Faz-se um rodízio dos papéis preenchidos, e novamente são dados mais 5 minutos para acrescer-se algo correlato, com mais 3 idéias

O processo continua, sempre em períodos de 5 minutos, até que todos os participantes tenham preenchido todos os seus papéis, sem repetição.

 

2.3 LISTA DE VERIFICAÇÃO ("CHECK-LIST")

Aplicação: Método pelo qual se faz a constatação de quantas vezes um evento em particular ocorre, mostrando a freqüência de sua ocorrência.

Características

Uma folha de verificação bem elaborada é o ponto de partida de todo procedimento de transformações de opiniões em fatos e dados.

Facilita a coleta de dados em formato que permita a interpretação dos resultados organiza os dados durante a coleta, eliminando a necessidade de rearranjo posterior.

Existem diferentes aplicações: classificação, localização de anomalias, identificação de causas mais prováveis.

Faça um pré-teste da folha de verificação para eliminar possíveis falhas em sua elaboração

Exemplo: levantamento do numero de acidentes ocorridos em um determinado período.

 

tabela

 

Tabela 02 – Modelo de Check-List

 

tabela

 

Capitulo 3 - Métodos de Analise de Acidentes

Por hora devemos entender que método de analise de acidente é a forma básica de como o mesmo é analisado, ou seja, o processo pelo qual a analise é dirigida.

As empresas em geral possuem cada uma a sua forma e método de analisar os acidentes ocorridos dentro delas.

Porem cabe lembrar que existem normas que regulamentam parâmetros mínimos para tal feito.

A NR 05, Portaria n° 3.214 de 08/06/198, Lei n° 6.514, de 22 de Dezembro de 1977, atribui a (CIPA) Comissão Interna de Prevenção ao Acidente, no item 5.16 l o seguinte “participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados”.

Já o anexo II da NR 05 (Portaria 33, de 27 de Outubro de 1983) torna claro os dados que a ficha de analise de acidente deve conter, ressaltamos o fato de que a ficha de analise de acidente deve ser preenchida por membro da CIPA e por ele assinada, juntamente com o secretario e presidente que farão a sua conclusão. (Anexo I deste trabalho).

 

3.1 Analise de Acidente pelo Método de Arvores de Causas

Reconstrução do acidente a partir das lesões até os fatores mais remotos relacionados com sua origem, organizando os fatos em esquema denominado diagrama ou árvore de causas do acidente, utilizando os conceitos de sistema.

Situação de trabalho é um sistema em que:

 Um indivíduo (I) executa uma tarefa (T) com a ajuda de material (M)
 No contexto de um meio de trabalho (MT).

Eles constituem a ATIVIDADE.

A situação de trabalho (empresa) forma um sistema, isto é, um conjunto de partes interdependentes, articuladas em função de um fim.

Assim, o acidente é uma das manifestações de disfunção do sistema, capaz de revelar o caráter patológico de seu funcionamento.

Acidente é o último termo de uma série de perturbações ou variações desses componentes, ocorridas durante o desenvolvimento de uma atividade da vítima ou de seus companheiros.

Acidente é o final de uma série de antecedentes em determinado sistema.

Figura 01 – Diagrama de Blocos

 

organograma

 

Antecendes – estado: são condições permanentes na situação de trabalho, tais como a ausência de proteção sobre uma máquina, ambiente quente, barulhento; uma postura extrema forçada pelo espaço, levantamento de peso em material sem pega.

Antecedentes – variações: são as condições não habituais ou modificações que sobrevêm durante o desenvolvimento trabalho, como uma modificação em seu desenrolar, um incidente técnico, etc.

 

tabela



O acidente, descrito como um processo iniciado por uma primeira perturbação de um elemento do sistema, passando por uma cadeia de incidentes intermediários, evolui até a lesão de um indivíduo ou dano material.

Figura 02 – Diagrama de Blocos

 

organograma

 

Regras básicas para montagem da Árvore de Causas.

a) Realizar a investigação do acidente logo após a ocorrência e no próprio local onde ocorreu, envolvendo a participação do acidentado, colegas e técnicos que conheçam a situação e o tipo de trabalho
b) Utilizar apenas fatos objetivos (Variações e Habituais) na descrição do acidente. Evitar interpretações e juízos de valor. O MÉTODO PARTE DO PRINCÍPIO QUE SE OCORREU UM ACIDENTE ALGUMA COISA VARIOU OU MUDOU EM RELAÇÃO AO HABITUAL.
c) Pesquisar o habitual (modo normal do trabalho) para verificar o que variou
d) Investigar os fatos (variações e permanente) segundo 4 componentes: o trabalhador, os meios usados(máquinas, ferramentas materiais), a tarefa / atividade o meio ambiente de trabalho (físico, cultural, social).
e) Montar as relações (Árvore) entre os fatos respeitando as coerências e procedências.

 

tabela

 

Questões para a montagem do diagrama:

1- Houve realmente variação com referência a seu estado precedente habitual?
2- Quais são estas variações?

Exemplo:

Um caminhoneiro, transportando material em canteiro de obras, utiliza itinerário não habitual com rampa muito inclinada. Desejando parar, pisa nos freios, que não respondem. O caminhão reserva que ele estava usando ( em função de pane no caminhão de uso habitual) estava sobrecarregado, bate em um muro e ele fere a cabeça.

Figura 03 - Parâmetros para Arvore de Causas

 

organograma

 

Figura 04 – Arvore de Causas

 

organograma

 

3.2 Analogia por Diagrama de Yshikawa ou Espinha de Peixe

Após a ocorrência de um acidente a primeira coisa que se pensa é ir logo ao local da ocorrência e levantarmos todos os dados possíveis para a análise das causas do acidente, tirar fotos, filmar, isolar área, etc.; e na maioria das vezes a conclusão destas análises é sempre a mesma, ato inseguro, falta de atenção, descuido, etc., e fica por aí.

Muita das vezes se deixa de ir mais fundo nas análises dos acidentes e se conclui um análise somente com os fatos visto no momento após a ocorrência, ou seja, se perde o fio da meada, ou melhor se deixa ir o fio da meada , na maioria das vezes por falta o apoio da administração, pela falta de liberdade para se trabalhar entre outras dificuldades que enfrentamos. Devemos ir mais profundo nestes acontecimentos utilizando o trabalho em equipe que podemos fazer da seguinte forma.

Após o acidente deve reunir os colaboradores do setor envolvido, o supervisor e o encarregado e se possível o acidentado comunicar e explicar a todos o fato ocorrido e fazer juntamente com eles um BRAINSTORMING (Tempestade de Idéias) do fato levantando-se todas as possíveis causas que gerou o acidente, é muito importante não desprezar nenhuma causa levantada por menor que seja.

Depois de levantar e anotar as possíveis causas fazer a montagem do Diagrama de Yshikawa ou Espinha de Peixe para um melhor agrupamento das causas. Depois devemos montar um relatório que podemos chamar de RELATÓRIO DE CAUSAS onde iremos descrever o acidente e todas as possíveis causas relatadas durante o BRAINSTORMING.

A partir deste relatório montaremos um plano de ação juntamente com os participantes do BRAINSTORMING, determinando as medidas a serem tomadas, os responsáveis pela execução das medidas, onde as medidas serão implantadas (geralmente na área do acidente), como se implantar estas medidas e o prazo para implantação das medidas para eliminar as causas que gerou o acidente. É muito importante também, durante este trabalho procurar outros possíveis riscos que possam causar problemas futuros agindo preventivamente em outros possíveis acidentes naquele setor.

Logo após a elaboração e aprovação do plano de ação deve-se procurar divulgar este plano de ação no setor (quadros de aviso, reuniões de segurança, etc) para se buscar um maior envolvimento de todos colabores e demonstrar que se está trabalhando sobre o fato, fazer um acompanhamento rigoroso do cumprimento das medidas dentro dos prazos.

Para se executar um trabalho de análise bem feito é fundamental o comprometimento de toda a equipe, supervisor de produção, encarregado de produção, gerente de produção e principalmente dos colaboradores.

Figura 05 – Diagrama de Yshikawa

 

figura

 

Mão de obra: Toda causa que envolve uma atitude do colaborador (ex: Procedimento Inadequado, Pressa, Imprudência, Ato Inseguro, etc.)

Material: Toda causa que envolve o material que estava sendo trabalho.

Método: Toda causa envolvendo o método que estava sendo executado o trabalho.

Máquina: Toda causa envolvendo á máquina que estava sendo operada.

Medida: Toda causa que envolve uma medida tomada anteriormente para modificar processo, etc.

Meio Ambiente: Toda causa que envolve o meio ambiente em si (poluição, calor, poeira, etc.) e o ambiente de trabalho (Lay Out, falta de espaço, dimensionamento inadequado dos equipamentos, etc.)

 

3.3 Teoria da Multicausalidade

Ao analisarmos um acidente devemos ter em mente que o mesmo se deu por diversas causas (multicausalidade), ou seja, vários fatores contribuíram para que o mesmo ocorresse.

É comum ao se deparar com um acidente do trabalho, vermos seus analisadores recorrem a teoria da unicausalidade, descrevendo que apenas uma fonte foi a geradora do evento, notamos que na maioria das vezes a unicausalidade acusa diretamente o colaborador e temos como desfecho do ocorrido o “ato inseguro”.

É publico e notório que este fato citado acima não deve ser tido como verdadeiro, pois mesmo que o ato inseguro tenha ocorrido, teremos ligados a ele outras causas geradoras, tais como falta de treinamento, jornada prolongadas de trabalho, ritimo excessivos de trabalho, fatores impessoais de insegurança, pressões psicológicas atribuídas sobre o individuo e outros.

Notamos que o desespero de algumas empresas em se eximir da responsabilidade do acidente do trabalho, forçam os técnicos em segurança do trabalho e seus analisadores (membros da CIPA) a atestarem que o acidente ocorreu unicamente por culpa do acidentado.

Sabemos que este processo não exime a empresa de responsabilidade, pois teoricamente seus equipamentos deveriam ser tão seguro a ponto de impedir que o acidente ocorresse, mesmo que o trabalhador quisesse se machucar (auto - lesionar).

O que devemos reter neste tópico é que:

a) Um acidente decorre de diversos fatores;
b) Um ser humano em sã consciência nunca causara um acidente de propósito;

“Caso isto ocorra, fatores psicossomáticos levaram o mesmo a causar, e poderemos notar claramente que este individuo esta sofrendo de transtornos emocionais graves e deve ser encaminhado para tratamento psiquiátrico e/ou psicológico”

Tabela 5 – Modelo para Relatório de Causas

RELATÓRIO DE CAUSAS

Tabela 06 – Modelo Básico para Plano de Ação

 

tabela

 

OBS: Em um único plano de ação pode se ter várias ações, medidas ou modificações a serem feitas sendo desta forma se utiliza uma linha para cada ação, podendo um plano de ação ter várias linhas de ações a serem tomadas.

Este método de análise de acidentes contribui e muito para solucionar as causas que influenciaram no acidente e causas que poderiam causar outros acidentes e acima de tudo envolve todos os colaboradores do setor fazendo com que eles se sintam envolvidos no trabalho do Setor de Segurança, dando a eles liberdade para se expressarem sobre condições e atos inseguros no setor.



Conclusão

Analisando os métodos apresentados neste trabalho e consultando profissionais da área de saúde e segurança do trabalho, concluímos que:

a) Todo acidente do trabalho seja ele com vitima ou não, deve ser analisado com grande atenção e cuidado.
b) Antes de concluir uma analise de acidente devemos obter o maior numero de informações possíveis.
c) As fichas de analise de acidentes devem ser preenchida por membro da CIPA e assinada pelo presidente e secretário da comissão, o SESMT – Serviço Especializado em Engenharia e Segurança do Trabalho, quando houver devera dar o parecer final.
d) É de grande importância que após a conclusão da analise de acidente, as copias sejam enviadas para a diretoria da empresa e responsáveis da seção onde o acidente ocorreu.
e) As analises de acidentes não deve ser elaborada com intuito de punir culpados, e sim tomar conhecimento suficiente para evitar novos acidentes.

 

Recomendações

Dado a complexidade do assunto, recomendamos que o leitor busque maiores informações em livros e revistas técnicas, vídeos, internet e profissionais da área.

Recomendamos aos profissionais que antes de optar por um método de analise de acidentes, o mesmo procure conhecer a fundo os métodos mais conhecidos, como o método de analise de acidentes por arvore de causas e o diagrama de Yshikawa.

Embora a grande eficiência dos métodos mencionados neste trabalho, não descartamos a possibilidade de adoção de métodos alternativos e de confecção própria, porem salientamos que a NR 05 estabelece o padrão mínimo para a elaboração e registro de acidentes do trabalho.

Recomendamos em especial a leitura dos seguintes livros:

• Segurança do Trabalho & Gestão Ambiental - Filho, Antonio Nunes Barbosa / ATLAS;
• Aplicando os Procedimentos Técnicos em Segurança e Saúde no Trabalho na Área da Construção - Oliveira, Cláudio Antonio Dias de / LTR;
• Noções Básicas de Direito para Técnicos em Segurança do Trabalho - Barbosa, Nunes Diva / Editora Difusão Paulista de Enfermagem;
• Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidente - Cardella, Benedito / ATLAS.

 

Anexos

 

Anexo I – Modelo de Ficha de Analise de Acidente Segundo Portaria 33, de 27 de Outubro de 1983

 

texto

 

Bibliografia

ABNT/NBR, 6.028.

Atlas, Manual de segurança do trabalho ed. 59, 2006.

Barbosa, Nunes Diva, Noções Básicas de Direito para Técnicos em Segurança do Trabalho, Editora Difusão Paulista de Enfermagem.

Camarotto, João A., Introdução à Engenharia de Segurança, Aula 11.

Cardella, Benedito, Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidente, ATLAS.

Companhia Brasileira de Projetos Industriais, Apostila de CIPA, CD SESMT Completo, www.segurancanotrabalho.eng.br.

Ferramentas da Qualidade no Gerenciamento de Processos, CD SESMT Completo, www.segurancanotralho.eng.br.

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