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Bacia de Santos - Poço Mexilhão

Autor:
Instituição: Centro Universitário Módulo
Tema: Petróleo e Gás
Bacia de Santos - Poço Mexilhão
Centro Universitário Módulo
2009




Sumário

1 - Introdução

2 - Surgimento da bacia
2.1 - Que é uma bacia sedimentar
2.2 - Quando o sudeste não tinha praia
2.3 - Dinossauros, Terremotos e Vulcões
2.4 - Rios Submarinos

3 - O Campo

4 - Perspectivas

5 - Três em um:
5.1 - Uruguá e Tambaú
5.2 - Projeto Piloto de Tupi

6 - PMXL – 1

7 - Dutos
7.1 - Duto da PMXL-1 a UTGCA
7.2 - Duto da UTGCA a Taubaté
7.3 - Duto de Condensado

8 - UTGCA
8.1 - Produção de Mexilhão
8.2 - Gás Natural

9 - Meio Ambiente
9.1 - Uso da Faixa para Plantio
9.2 - Prevenção de Acidentes

10 - Segurança, Meio Ambiente e Saúde
10.1 - Responsabilidade Social
10.2 - Geração de Empregos
10.3 - Duração da Obra

11 - Conclusão


Bacia de Santos – Poço Mexilhão

1 - Introdução

Localizado na bacia de Santos, o Campo de Gás de Mexilhão tem capacidade de produção estimada em 8 a 12,5 milhões de m³( metros cúbicos) por dia. Importante agente para o aumento de produção de gás natural brasileiro, que reduzirá a dependência ao gás boliviano para menos de 30%, a Bacia de Santos possui uma extensa carteira de projetos, a maioria para a produção deste hidrocarboneto.

Considerada de grande importância estratégica para a Petrobrás e para o Brasil, a Bacia de Santos contribuirá decisivamente para a consolidação do mercado brasileiro de gás e para a sustentabilidade da auto-suficiência do país, a médio e longo prazo.

O pólo de produção do Campo de Mexilhão é estruturante e servirá como apoio à expansão de outras áreas produtivas.

A preocupação com o meio ambiente, a saúde e a segurança, existe por isso foi estuda a forma de implantação que menos impactos causará à natureza a as pessoas, tanto na fase de construção, quanto na fase de operação das instalações, além de manter um dialogo permanente com as comunidades envolvidas.

Caraguatatuba (SP) foi o local escolhido para a instalação da Unidade De Tratamento de Gás (UTGCA), com capacidade para processar 15 milhões de m³ por dia, por oferecer vantagens logísticas, ambientais e pela proximidade com o município de Taubaté (SP), ponto de conexão no gasoduto Campinas - Rio de Janeiro, que escoará o gás natural produzido.


2 - Surgimento da bacia de Santos

A Bacia de Santos tem sua origem ligada à separação entre Brasil e África, ocorrida há mais de 100 milhões de anos. Durante o seu preenchimento sedimentar, seguiu-se um encadeamento de acontecimentos que favoreceu, de modo especial, a geração e acumulação de petróleo nas rochas ali formadas. Para uma melhor compreensão, os geólogos separam esta evolução em estágios que mostram as grandes mudanças ambientais ocorridas no passado geológico da bacia.


2.1 - Que é uma Bacia Sedimentar?


 Uma bacia sedimentar é uma depressão na superfície da terra. Ali predomina a acumulação de materiais erodidos nas áreas montanhosas e trazidos para a bacia principalmente pelos rios. Os variados materiais vão se depositando em camadas sucessivas, dando origem às rochas sedimentares. A formação inicial de uma depressão na crosta da terra é disparada por forças provenientes das profundezas do manto terrestre. São os chamados esforços tectônicos. À medida que a base da bacia afunda, ela vai sendo preenchida por uma seqüência de sedimentos. Eles variam de acordo com os diversos tipos de ambientes que se sucedem; como rios, lagos, deltas, praias, mar raso, mar profundo, etc. Com o soterramento, as rochas assim formadas, poderão gerar e acumular petróleo. Isto depende de algumas condições especiais que necessitam ocorrer de maneira cadenciada. A Bacia de Santos foi bastante feliz quanto a estes requisitos para se tornar portadora de petróleo. Veremos passo a passo, de maneira siplificada, a evolução geológica da bacia brasileira mais prolífera em óleo e Gás.


2.2 - Quando o sudeste não Tinha Praia


Há 150 milhões de anos atrás, a América do Sul e África estavam unidas, fazendo parte de um supercontinente chamado Gondwana. Nesta época, a praia mais próxima da atual região do sudeste não se encontrava a menos de 1500 Km de distância. O que hoje são belas praias, como Búzios, Ubatuba e Guarujá, faziam parte de um grande planalto localizado na região central do megacontinente. Daí deveriam partir rios tanto para o lado angolano quanto para o lado brasileiro.


2.3 - Dinossauros, Terremotos e Vulcões
 

Sobre este amplo planalto passeavam tranquilamente os grandes dinossauros até que, no final do Período Jurássico, terríveis cataclismas começaram a se abater sobre essas terras. Em torno de 140 milhões de anos atrás, poderosos esforços tectônicos iniciaram um processo de ruptura do antigo continente, separando o Brasil da África. Terremotos de intensidade jamais experimentada por seres humanos assolaram a região com grande freqüência, abrindo extensas fissuras no terreno. Imensos blocos rochosos afundaram, formando gigantescos abismos. No início do Período Cretáceo, por volta de 130 milhões de anos atrás, a região foi palco de um dos mais espetaculares eventos vulcânicos que se tem registro. Espessas camadas de lava basáltica extravasaram de fissuras profundas, cobrindo uma área que vai desde o Espírito Santo até o Uruguai.


2.4 - Rios Submarinos 

Com o afundamento permanente do assoalho da Bacia de Campos, o mar se tornou cada vez mais profundo. Por volta de 90 milhões de anos atrás, a bacia já havia atingido uma boa largura (mais de 1000Km) e uma lâmina d’água considerável (maior que 500m). A partir de então, o fundo marinho passou a receber violentas descargas de sedimentos provenientes da plataforma (faixa arenosa mais próximo à costa). Estes eventos são disparados por largos escorregamentos na beirada da plataforma, gerando avalanches de areia e lama que se deslocam talude abaixo a grandes velocidades, em correntes de alta turbulência. O processo de turbulência separa as areias da lama, ocasionando uma deposição de areias limpas e porosas, que formam hoje os nossos principais reservatórios de petróleo. São os arenitos, como aqueles dos campos gigantes o da Bacia de Campos e de Santos que tem cerca de 352000Km² . Nos dias de hoje, a bacia ainda está sujeita a estas avalanches periódicas de sedimento. Podemos visualizar estas
correntes como um rio submarino de funcionamento intermitente.


3 - O campo

O Campo de Mexilhão totaliza uma área de 253,8 km2 na Bacia de Santos e o campo possui reservas de 95 bilhões de m³, apesar de localizar-se numa lâmina d’água de 320 a 550 m a uma distância mínima de cerca de 150 km da costa e ira assegurar a produção de 12,5 milhões de m³/dia de gás e 15.700 barris/dia de condensado. O volume será extraído de 11 poços horizontais (sete ligados a um manifold e quatro a outro), que serão interligados a uma jaqueta, a ser instalada em lâmina d'água de 170 m, a cerca de 20 km do campo., em região confrontante ao Litoral Norte do Estado de São Paulo, interferências com a região costeira, ocorrerão em virtude da instalação do gasoduto de exportação que ligará a plataforma PMXL-1 à Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA) e do duto de condensado que partirá da UTGCA até o Terminal Marítimo Almirante Barroso (TEBAR), em São Sebastião (SP).

Capacidade/ ociosa - Como a planta de desidratação da jaqueta está sendo dimensionada para 15 milhões de m³/dia e o campo produzirá 12,5 milhões de m³/dia, haverá uma capacidade ociosa imediata de produção de 2,5 milhões de m³/dia, que irá crescer em função do declínio do campo. Por isso, a princípio, não há intenção de aumentar a capacidade de compressão da jaqueta.

"Qualquer pequena descoberta pode ser interligada à jaqueta de Mexilhão. No primeiro ano, poderá interligar um campo de até 2,5 milhões de m³/dia. Mas no quarto ou quinto ano, já terá uma folga para uma descoberta de 5 milhões m³/dia a 6 milhões de m³/dia. Agora, se tiver uma grande descoberta na região, a ANBS terá de investir em uma unidade de produção com compressão, mas não precisaria construir novas linhas de escoamento".

O pico de produção do projeto, de 12,5 milhões de m³/dia, deverá ser atingido ao longo do primeiro semestre de 2011. Com base na curva de declínio, calcula-se que o campo esteja produzindo, em 2015, cerca de 8 milhões de m³/dia - o que, se confirmado, geraria uma folga de 7 milhões de m³/dia.

A produção virá não só de Mexilhão, mas também do prospecto de Cedro, que, no futuro, deverá ser batizado de Mexilhão Oeste. Até o fim do ano, a Petrobrás deverá perfurar dois novos poços na área do bloco BS-400 para delimitar o reservatório.

As previsões de produção, tanto para Mexilhão quanto para Cedro, são, segundo Borges, bastante conservadoras e poderão superar as expectativas, a depender dos resultados dos novos poços. O tempo de vida útil do projeto é de 50 anos.

Poços - Embora a unidade vá ficar em águas rasas, os poços horizontais de Mexilhão serão perfurados em lâmina d’água de 500 m. No momento, a Petrobrás perfura dois poços: o Mexilhão-3, no flanco sul do campo, que está sendo feito pela SS-39, e o Mexilhão-1, no ápice da estrutura, perfurado pela NS-21. Os dois deverão ser concluídos em agosto e visam avaliar melhor o reservatório do campo.

O Mexilhão-1 será submetido a um pequeno teste de produção, que deverá ter início no final de 2005. Como o poço será reaproveitado, serão perfurados outros dez poços a partir de fevereiro de 2006, cada um com intervalo vertical de 5 mil m e trechos horizontais de 600 m a 1.000 m. O trabalho de perfuração será feito por duas sondas ancoradas, que ficarão dedicadas exclusivamente ao projeto. A expectativa é de que os poços com maior produtividade venham produzir cerca de 1,5 milhões de m³/dia de gás.

Além das duas perfurações em curso, já foram perfurados outros seis poços na área de Mexilhão e Cedro, dos quais dois resultaram secos. O primeiro indício de gás na área foi detectado em abril de 2001, através do SPS-33. A descoberta do campo só foi confirmada em maio de 2003, com o poço SPS-35.

Na parte terrestre está prevista a construção de uma unidade de tratamento de gás, onde será feito o enquadramento das especificações do energético, retirando as frações pesadas, C5+ e um pouco de GLP. A unidade será construída em Caraguatatuba e será equipada com dois módulos de 7,5 milhões de m³/dia cada.

O gás de Mexilhão será interligado à malha de escoamento do país. Estudos projetam que o energético chegue ao gasoduto Campinas-Rio, hoje em construção, no city-gate de Taubaté, em São Paulo.


4 - Perspectivas

No Pólo Mexilhão, serão investidos US$ 2 bilhões para a produção de 15 milhões de metros cúbicos de gás ao dia, com início de operação previsto para maio de 2009. “A estimativa inicial é de uma produção de 9 milhões de metros cúbicos, para logo atingir o pico de 15 milhões”Relata o gerente-geral da UN-BS, José Luiz Marcusso.                                   

O Pólo BS-500, posicionado no Rio de Janeiro, conta com a produção dos campos de Uruguá e Tambaú. Estes serão conectados a um FPSO, e um volume estimado de 10 milhões de metros cúbicos diários será conduzido da embarcação, via gasoduto, até a plataforma de Mexilhão. O projeto conta com investimento total de US$ 2,56 bilhões e tem como previsão de início de produção janeiro de 2010.


5 - Três em um: Além da produção do Campo do Mexilhão, a plataforma PMXL-1 está sendo construída para receber o Gás proveniente de outros dois pólos da Bacia de Santos.

Que o Mexilhão será a maior plataforma fixa de gás do país já não e mais novidade. Mas, além do seu tamanho – a estrutura chegara a 227 metros de altura, equivalente a um edifício de mais de 70 andares -, a PMXL-1 representa um grande passo para a redução da dependência do Brasil do gas natural importado.

A plataforma de Mexilhão é um projeto estruturante, uma vez que, além de receber a produção de gas natural do Campo de Mexilhão, localizado na costa do município de Caraguatatuba (SP), também processara o gas dos campos de Uruguá e Tambaú e do projeto piloto de Tupi.


5.1 - Uruguá e Tambaú

Localizados a cerca de 160 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, os campos de Uruguá e Tambaú terão um sistema único de produção formado por navio de plataforma, chamado FPSO Cidade de Santos, com capacidade para produzir um total de 10 milhões de m³/dia de gas e 35 mil barris/dia de óleo e condensado.

O petróleo será escoado por meio de navios aliviadores, que levarão o produto para os terminais da Petrobras na região Sudeste.

O gas natural será transportado por meio de um gasoduto marítimo de 18 polegadas e cerca de 174 quilômetros até a plataforma de Mexilhão. De lá, seguirá para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba.

A partir de 2012, o FPSO Cidade de Santos receberá também a produção dos campos de Pirapitanga e Carapiá, alem do gas do campo de Tambuatá, todos localizados no Pólo Uruguá.


5.2 - Projeto Piloto de Tupi

Considerado a maior reserva de petróleo e gas natural do país, o campo de Tupi, localizado a mais de 300 quilômetros da costa sul do Rio de Janeiro, foi a primeira grande descoberta na chamada camada pré-sal da Bacia de Santos. Para explorar essa imensa riqueza, a Petrobras precisa conhecer melhor esse reservatório e suas características. Por isso vai implantar, a partir de abril de 2009, um Teste de Longa Duração, previsto para durar 18 meses.

Em seguida, dará inicio ao projeto piloto de Tupi, que prevê uma produção inicial de 100 mil barris por dia de petróleo e 3 milhões de m³/ dia de gas. O óleo será processado no FPSO Cidade de Angra dos Reis e transportado por navios aliviadores. Já o gas será escoado para a PMXL-1, por meio de um gasoduto de cerca de 218 quilômetros de extensão e 18 polegadas.


6 - PMXL-1

Para a exploração do Campo de Mexilhão, será instalada no mar uma estrutura fixa, a Plataforma Mexilhão (PMXL-1). Composta por uma jaqueta e dois grandes módulos: um para utilidades, acomodações e heliponto, e outro para processo, geração e tratamento.

Com capacidade de alojamento para 100 pessoas embarcadas, a PMXL-1 será construída em aço e fixada no fundo do mar por 8 estacas a uma distancia de aproximadamente 143,2 Km da costa, em lamina d’água de aproximadamente 172 m, sendo interligada a poços produtores de gás. Com altura total de 227m, sendo 182m de jaqueta, a PMXL-1 será a mais alta plataforma fixa da Petrobras.


7 - Dutos

O Projeto Mexilhão terá dutos, submarinos e terrestres, com revestimento anticorrosivo e sistemas de segurança como o de detecção de vazamentos, monitorado 24 horas/dia, e o de acionamento automático de válvulas de bloqueio que interrompem imediatamente a passagem do gás em caso de necessidade.


7.1 - Duto da PMXL-1 a UTGCA

O gasoduto marítimo, que ligara a PMXL-1 até a praia, será enterrado, em direção ao mar, até atingir ema lamina d’água de segurança. Terá diâmetro de 34 polegadas e extensão de aproximadamente 135,5 Km. Já o trecho terrestre que saíra da praia e fará ligação até a UTGCA, será de 7,7 Km. Ou seja, um único gasoduto estará em sua grande parte no mar e outra parte em terra.


7.2 - Duto da UTGCA a Taubaté

A ligação entre a UTGCA, em Caraguatatuba, e o ponto de conexão no gasoduto Campinas – Rio de Janeiro, em Taubaté, será feita por meio de um gasoduto terrestre, o GASTAU, que passara pelas cidades de Paraibuna, Jambeiro, São José dos Campos e Caçapava. Este gasoduto, que escoara a produção de gás natural da UTGCA, passara por um túnel de 5,2 Km de extensão, minimizando os impactos ambientais no Parque Estadual da Serra do Mar.

Com 28 polegadas de diâmetro, terá extensão total de 94 km.

O túnel de 5,7Km terá inicio na cota 000 e terminara na cota +400, mostrando que o tubo seguira numa leve subida de cerca de 80mp/Km perfurado em um Ø de 6,2m, ao fim do túnel terá inicio um chafet de cerca de 500metros de subida em 90°, concluindo assim a travessia da serra do mar com o mínimo de impacto possível.

Apesar da tentativa de minimizar os impactos ambientais, a construção do túnel no dado momento passa por um dilema, uma vez que a falta de um raio X da formação Rochosa da Serra do Mar, fez com que as autoridades ambientais exigissem uma garantia de que a represa de Santa Helena não sofreria nenhum dano, já que a construção passará por baixo de parte da represa, fato este que devera atrasar a construção do túnel em questão.   
 

7.3 - Duto de Condensado

Para o escoamento do condensado de gás natural (gasolina natural), um subproduto do processo da UTGCA, um duto com diâmetro de 6 polegadas e aproximadamente 18,5 Km de extensão sairá da Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba até chegar ao Terminal de São Sebastião (SP).


8 - UTGCA

Na Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba, que terá capacidade de processamento de 15 milhões de m³/dia de gás, serão realizados a separação e o tratamento do gás recebido da PMXL-1, obtendo-se como produtos o gás natural especificado, o GLP ( gás de cozinha) e o condensado.

Sua construção, com cerca de 500 mil m², ocorrerá numa área total de 1 milhão de m² localizada em Caraguatatuba, considerando as vantagens técnicas que o município oferece à implantação do empreendimento.

O gás natural seguirá pelo gasoduto terrestre (GASTAU) até Taubaté, de onde, através do gasoduto Campinas – Rio de Janeiro será distribuído para o mercado consumidor. O GLP será retirado da Unidade por meio de caminhões e transportadora para as distribuidoras. Através de um duto, o condensado (gasolina natural ou C5+) será destinado ao Terminal de São Sebastião, onde será processado e enviado às refinarias.  


8.1 - Produção de Mexilhão

1. Serão extraídos dos poços: gás, condensado e água, que seguem para a PMXL-1.
2. Na PMXL-1, a maior parte da água será retirada do gás, que também sofrerá a equalização de sua pressão de exportação.
3. Saindo da PMXL-1, o gás e o condensado reunidos serão enviados por um gasoduto de 34 polegadas até a UTGCA.
4. Na UTGCA, serão separados o gás natural, o condensado e o GLP. Este último é transportado por caminhões.
5. O GASTAU, que sairá da UTGCA, escoara o gás natural especificado até o ponto de conexão no gasoduto Campinas – Rio de Janeiro, em Taubaté.
6. O Condensado de gás natural, conhecido por gasolina natural a C5+, será enviado para o Terminal de São Sebastião.


8.2 - Gás Natural

O gás natural é considerado um combustível ecológico e versátil. Por ser mais leve do que o ar, se dispersa facilmente na atmosfera e sua queima gera pouco resíduo.

Ele é usado para geração de eletricidade nas termoelétricas e para fornecimento de calor e aquecimento de água nas residências, bem como combustíveis nas indústrias em geral. Além disso, na área de transportes, o gás natural é utilizado como substituto para o óleo diesel, a gasolina e o álcool.

Durante as obras e após o início da operação, a Petrobras manterá um controle constante do projeto quanto à qualidade, à segurança, à saúde e ao meio ambiente, além de estabelecer um diálogo permanente com as comunidades envolvidas.


9 - Meio Ambiente

O gás natural, como fonte de energia, oferece uma resposta às preocupações do mundo moderno, relativas à proteção ambiental e a melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos, pois contribui com a redução da poluição, evitando danos ao meio ambiente e à saúde da população.

Embora o empreendimento em questão afete real e/ou potencialmente, fatores ambientais da área de influência de forma negativa, foram identificados 8 impactos reais e positivos no meio socioeconômico decorrentes da atividade em licenciamento: (a) incremento das atividades de comércio e serviços devido à demanda de insumos e serviços; (b) dinamização do setor de transporte marítimo devido à demanda de insumos e serviços e geração de resíduos; (c) dinamização de setor de transporte aéreo devido à demanda de insumos e serviços e alocação de mão-de-obra; (d) geração de empregos devido à demanda de mão-de-obra; (e) aumento da produção de hidrocarbonetos devido à implantação da atividade de produção; (f) aumento da receita tributária e incremento da economia local, estadual e nacional devido à geração de tributos relacionados a comércio e serviços; (g) aumento da receita tributária e incremento da economia local, estadual e nacional devido à geração royalties; e (h) aumento do conhecimento técnico-científico e forta
lecimento da indústria petrolífera devido ao desenvolvimento do campo de Mexilhão; para os quais foram indicadas medidas potêncializadoras.


9.1 - Uso da Faixa para Plantio

O contrato de servidão administrativa, entre a Petrobras e os proprietários de áreas que compreendem a faixa de passagem dos dutos, estabelece quais os tipos de cultura podem ser plantados na faixa do gasoduto.

As plantações mais recomendadas são aquelas que tenham raízes menores que tenham 60 cm de comprimento, como milho, feijão e hortaliças. Não é permitido o plantio de arvores de grande porte como mangueiras e abacateiros, por exemplo.


9.2 - Prevenção de Acidentes

Por causa de vazamentos, a Petrobras possui um sistema de controle com ação de bloqueio que detecta o problema e, imediatamente, aciona as válvulas de segurança, interrompendo o fornecimento de gás até que os reparos sejam feitos.

O risco de explosão de gás natural é praticamente inexistente, pois ela não ocorre de forma espontânea.

Recomenda-se, portanto, não depositar lixo nem fazer fogo em cima da faixa de duto, para preservar a segurança do sistema.


10 - Segurança, Meio Ambiente e Saúde

Para garantir a não ocorrência de vazamentos, toda a tubulação tem revestimento anticorrosivo e permanece em constante monitoramento 24 horas e com rígido sistema de manutenção.


10.1 - Responsabilidade Social

Nas comunidades localizadas na área de influência direta das obras, a Petrobras apóia iniciativas de desenvolvimento de projetos sociais, baseados nas características socioeconômicas locais, seguindo também as orientações do licenciamento ambiental.

O contrato com essas comunidades é constante, pois há profissionais de comunicação que promovem reuniões e encontros para discutir as demandas e propor soluções.


10.2 - Geração de Empregos

A mão-de-obra, durante a fase de construção, será terceirizada. São empresas contratadas responsáveis a realização das obras que irão selecionar profissionais qualificados e especializados para a execução dos serviços.

A Petrobras procura orientar essas empresas a priorizar a contratação de mão-de-obra local.


10.3 - Duração da Obra

A obra, em todas as suas fases, deverá durar cerca de 3 (três) anos a contar da data da mobilização dos canteiros. A partir de então será iniciada a operação das instalações.


11 - Conclusão

Há que se considerar o caráter estratégico associado à implantação desta atividade, que é contribuir para a auto-suficiência do Brasil na produção de gás e condensado, gerando desenvolvimento socioeconômico do país.
 
A exploração do potencial de gás e condensado brasileiro, em fase de crescimento na Bacia de Santos, certamente representa interferências importantes no meio ambiente. Também importantes, por outro lado, são os benefícios econômicos e sociais advindos desta exploração. Torna-se essencial, portanto, a consolidação das medidas adotadas de modo que busquem promover a compatibilização da exploração destes recursos com a proteção ambiental.

A implantação do Projeto Mexilhão pela Petrobras suprirá uma parte importante do mercado de gás natural da Região Sudeste, além de promover a redução da dependência do Brasil à importação do produto.

A instalação da UTGCA em Caraguatatuba trará, ao município e a região em seu entorno, um significativo desenvolvimento socioeconômico.

Geração de renda, de novos empregos, tanto diretos como indiretos, qualificação profissional promoverão a melhoria das condições de vida da população do Litoral Norte Paulista.


Bibliografia:

Copyright Brasil Energia.

Portfólio Petrobrás.

Espaço comunidade Petrobrás.

www.unbs.com.br – Acesso em 02/09/2009.


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