A Logística na J. Macedo

Autor:
Instituição: Fabac
Tema: Administração de Recursos de Materiais

Logística da Empresa J. Macêdo Alimentos Nordeste S.A


APRESENTAÇÃO

No momento em que as organizações se empenham para obter a sincronia das atividades que envolvem a administração de seus recursos materiais e procuram ajustar-se para conseguir eliminação de perdas, elevação da qualidade e nível de serviço que prestam aos clientes, é com elevado interesse que iniciamos esta pesquisa.

O intuito deste trabalho é, em sua essência, demonstrar como está organizada a área de Logística da empresa J. Macêdo Alimentos Nordeste S.A., verificando a eficiência e as possíveis falhas nos setores de Suprimento, Armazenagem, e Distribuição.

O explosivo desenvolvimento de alguns sistemas de informação multiplicaram a capacidade de atuação empresarial e, na área de logística não é diferente, a abordagem desse relatório busca também identificar os sistemas e modelos adotados pela J. Macêdo e, quem sabe, alertar para possíveis danos que a ineficiência na administração de materiais pode causar a uma organização.


INTRODUÇÃO

A drástica redução da inflação, a partir de 1994, e maior abertura do mercado externo, desencadearam crescimento do mercado interno, abrindo portas para a entrada em massa de competidores internacionais. Nesse cenário nacional de competições mais acirrada, em que um número maior de concorrentes disputa o bolso do consumidor, grande números de empresas brasileiras começaram a avaliar de que forma poderiam aumentar sua eficiência, no sentido de disponibilizar, ao menor custo, o produto desejado, nas condições exigidas e no local pedido. Estava inaugurada a era da busca de ganho em eficiência na cadeia de logística.

As mudanças vieram para ficar. A intensidade de competição, globalização e maior nível de exigência dos consumidores são temas que ocuparão definitivamente a agenda dos CEOS das empresas brasileiras nos próximos anos. Saber reagir a essas mudanças e criar valor no negócio não serão tarefas fáceis para essas empresas. Aquelas que conseguirem gerenciar sua cadeia de logística com excelência serão as que abrirão vantagem competitiva relevante frente aos concorrentes.

A J. Macêdo Alimentos Nordeste S.A. é uma empresa caracterizada como um modelo típico de organização padronizada em logística, uma instituição que viabiliza o processo econômico em redução de custos. Esta empresa tem buscado as mais variáveis possibilidades de crescer e manter-se num mercado globalizado, cada vez mais dinâmico em termos mercadológicos e com uma crescente demanda por parte dos consumidores em níveis de exigência de qualidade e respeitos aos seus clientes. O empenho técnico e estratégico da empresa deve estar devidamente articulado para atingir os resultados logísticos.

A J. Macêdo preocupa-se em atender todas as necessidades de seus clientes, trabalhando em toda a cadeia de suprimento desde o fornecedor até a satisfação do consumidor final.


CAPÍTULO I

HISTÓRICO DA EMPRESA

1.1 HISTÓRICO

INÍCIO DAS ATIVIDADES E AS MODIFICAÇÕES

Segundo o seu fundador, Sr. José Dias de Macêdo, suas atividades empresariais têm início quando de sua associação com seu cunhado. A partir de um pequeno escritório de representações que, conforme registro de número 4538 da Junta Comercial, em 24 de maio de 1940, foi constituída em Fortaleza/CE "uma sociedade comercial em nome coletivo e em forma solidária, que entre si fazem Carlindo Cruz e José Dias de Macêdo", a qual seria regida sob a razão social "Carlindo Cruz & Cia.".

Posteriormente, essa sociedade foi dissolvida e a partir de 11 de outubro de 1945 a razão social passa a ser J. Macêdo & Cia. Em 30 de maio de 1952 é modificada para J. Macêdo S.A. Comércio, Indústria e Agricultura e em 1955 iniciou um importante processo de diversificação de atividades, passando a atuar em três divisões: alimentos, bebidas e veículos. E, é novamente alterada em 26 de agosto de 1967 para Indústria e Comércio J. Macêdo S.A. – ICOMASA. Exatamente um ano após – 26 de agosto de 1968 – retorna à denominação anterior: J. Macêdo S.A. Comércio, Indústria e Agricultura.

Em 8 de outubro de 1969, ocorre nova mudança nas atividades, com a criação de uma empresa holding, adequando-se à razão social que passa a ser J. Macêdo S.A. Comércio, Administração e Participações. Em 1995, com a incorporação das unidades, oficializa-se a razão social J. Macêdo Alimentos S.A. que manteve sua base diretiva em São Paulo/SP. Em março de 2000, sofrendo modificações com a venda de algumas de suas unidades do centro-sul do país e a centralização da Diretoria em Fortaleza/Ce, a empresa divide-se em J. Macêdo Alimentos (abarcando as Regionais São Paulo, Santos, Itajaí, Porto Alegre e Londrina) e J. Macêdo Alimentos Nordeste S.A. (com as Regionais Salvador, Fortaleza, Recife, Maceió e Niterói).

No nordeste, implantou a sua primeira industrialização e, no Ceará, a J. Macêdo foi pioneira em moinhos de trigo, frigorífico industrial, cervejaria. Atualmente, é responsável pela fabricação de diversos produtos encontrados em todo o território nacional, tais como farinhas e misturas domésticas e industriais, massas (Brandini, Dona Benta, Jangada e Marcas Próprias), biscoitos e misturas para bolos.

1.2 O PERFIL DA EMPRESA

  • 44 anos no mercado de trigo;
  • Responsável por 14 % da moagem nacional – 1,2 milhão de toneladas/ano;
  • Líder nacional em farinhas domésticas com a marca Dona Benta;
  • Segunda maior empresa de produção e comercialização de derivados de trigo;
  • Capacidade de produção de oito mil toneladas de massas/mês;
  • Sete moinhos, duas fábricas de massas e 1 de biscoitos;
  • Mais de 100 produtos;
  • 2.600 funcionários;
  • Patrimônio líquido: R$ 131 milhões;
  • Faturamento anual: R$ 590 milhões

"Depois de 64 anos, o Grupo J. Macêdo muda sua imagem corporativa para o setor de alimentos, o mais importante entre suas áreas de atuação. Baseado em pesquisas que levaram sete anos para serem concluídas e que custaram cerca de R$ 10 milhões, resolveu reunir suas empresas de alimentação sob o guarda-chuva Dona Benta Alimentos, a marca de maior sucesso da empresa. Ela englobará a J. Macêdo Alimentos, a Lapa Alimentos, a Águia e a J. Macêdo Nordeste e herdará confortável posição no mercado, como a segunda maior empresa do País em produção e comercialização de derivados do trigo. A nova companhia já começa com novidades: lança 60 produtos, 32 para novos mercados. O investimento em toda a empreitada soma R$ 20 milhões". (Gazeta Mercantil, 23/05/03).


CAPÍTULO II

SISTEMAS DE SUPRIMENTOS E PRODUÇÃO

O Suprimento serve para indicar todas as atividades que visam o abastecimento ou o fornecimento de materiais à produção. Na J. Macêdo a área de suprimentos é responsável por todo o fluxo de matérias-primas, insumos e serviços necessários às atividades de produção.

Suas funções podem ser divididas em: Compras, Recebimento, Almoxarifado e PCP - Planejamento e Controle de Produção.

2.1 COMPRAS

O processo de compras da J. Macêdo é iniciado após uma requisição de compras feita através do sistema, onde devem constar todas as informações específicas das aquisições, tais como: especificação do produto, quantidade e a previsão de entrega em cada Unidade de Produção. A previsão de compras de matérias-primas surge a partir da necessidade de produção.

O Departamento de Compras da J. Macêdo fica localizada na Unidade de Fortaleza/CE. A cotação dos fornecedores, bem como as demais condições para a compra de matérias-primas como: forma de pagamento, tipo de frete a ser realizado, etc é de inteira responsabilidade desta Unidade.

O Departamento de Compras também tem a responsabilidade de efetuar um acompanhamento do fluxo de recebimento nas Unidades de Produção para que possa identificar quaisquer variações que comprometam o abastecimento da produção. Qualquer atraso na distribuição poderá comprometer toda a coordenação e eficiência do projeto de logística, afetando o prazo de entrega do produto final nos pontos de vendas.

2.2 ALMOXARIFADO

O almoxarifado é responsável pela guarda física dos materiais em estoque, para que possam atender à produção. Aprofundaremos o assunto nos próximos capítulos.

Ao receber a mercadoria solicitada, a Área de Suprimento encaminha amostras para análise qualitativa do material, sendo que as mesmas são realizadas em laboratório próprio nas Unidades de Produção.

O Controle de Estoque é parte integrante do Almoxarifado. É o instrumento gerencial responsável pela integração entre a Área de Compras e a Área de Produção, com o objetivo de equilibrar os volumes de material adquirido e de material consumido. A função do Controle é definida como um fluxo de informações que permite comparar o resultado real de uma determinada atividade de produção com o seu resultado planejado.

Na J. Macêdo a contagem dos estoques são feitos obedecendo a critérios de inventários diários, mensais e anuais.

Nos inventários diários são executadas as contagens de todos os materiais acabados, que já estão separados por Cliente, aguardando a entrega. No caso dos fermentos Fermipan e Fermix, por terem um valor agregado muito alto, seu controle é mais intenso.

Nos inventários mensais e anuais são realizadas contagens de 100% do Almoxarifado, averiguando todo o estoque de matéria-prima, embalagens e produtos acabados.

2.3 PLANEJAMENTO E CONTROLE DE PRODUÇÃO - PCP

O Planejamento e Controle de Produção da J. Macêdo é de responsabilidade da Área de Produção, onde é controlada a previsão de vendas, os tempos de processos, cargas de máquinas, tempo de set up, tempo de parada para manutenção, volumes do estoque de matérias-primas, material em processo e de produtos acabados.

O planejamento da produção surge a partir da necessidade da Área Comercial, mais propriamente dito da Área de Vendas, onde é feita a previsão de vendas para cada mês.

No final de cada mês a Área de Vendas informa a Área de Produção a previsão de vendas para o mês subseqüente, que é calculado através da venda efetuada no mês anterior acrescido de um percentual, a serem cumpridos no decorrer do mês subseqüente, sem esquecer dos períodos de demanda sazonal.

A demanda sazonal da J. Macêdo é dada em períodos festivos como São João e Natal.

Os cálculos, de previsão de estoques, verificação do estoque mínimo, etc, são feito pelo Sistema BAN que determina a quantidade de materiais necessários para a produção, com base nos dados descritos e inseridos manualmente pelo responsável pela Produção.

A J. Macêdo ainda não utiliza o MRP (Material Requeriment Planning), estando o mesmo em fase de implantação, devendo estar em uso ainda este ano.

2.4 PRODUÇÃO

Todas as atividades da Área de Produção têm como objetivo transformar insumos e matérias-primas em produtos acabados, utilizando-se de recursos materiais, como máquinas e equipamentos, e recursos humanos com o objetivo de agregar valor ao produto final.

A J Macêdo conta com 08 Unidades de Produção Industrial, localizadas conforme mapa abaixo.

Unidades de Produção Industrial

Na Unidade de fortaleza (CE) são produzidas as farinhas domésticas Dona Benta, farinhas industriais Soberana, e misturas para panificação e confeitaria Bentamix. Na Unidade de Maceió (AL) são produzidas as farinhas domésticas Dona Benta, farinhas industriais Soberana, misturas para panificação e confeitaria Bentamix e massas alimentícias Brandini. Na Unidade de Salvador (BA) são produzidas as farinhas domésticas Dona Benta, farinhas industriais Soberana, misturas para panificação e confeitaria Bentamix e massas alimentícias Brandini. Na Unidade de Simões Filho (BA) são produzidos os Biscoitos Dona Benta e Águia. Na Unidade de Niterói (RJ) são produzidas as farinhas domésticas Dona Benta, farinhas industriais Soberana, e misturas para panificação e confeitaria Bentamix. Na Unidade de São Paulo (SP) são produzidas as farinhas domésticas Dona Benta, farinhas industriais Soberana, misturas para panificação e confeitaria Bentamix e misturas para bolo Dona Benta. Na Unidade de Londrina (PR) são produzidas as farinhas domésticas Dona Benta e farinhas industriais Soberana. Na Unidade de Itajaí (SC) são produzidas as farinhas domésticas Dona Benta, farinhas industriais Soberana, e misturas para panificação e confeitaria Bentamix.

Algumas matérias-primas dos produtos da J. Macêdo são importadas da Argentina, no caso do trigo, e do Canadá, no caso dos fermentos, e antes de serem encaminhadas para a produção, são colhidas amostras dessas matérias para análises, a fim de garantir a qualidade dos produtos finais, que serão fornecidos para consumo.

É na área de produção que as matérias-primas recebem os ingredientes para serem transformados em produtos acabados. Na área de produção também são confeccionadas as embalagens dos produtos, pois é nesta área que ficam máquinas específicas para esse fim. Na produção os funcionários embalam os produtos, colocam nas caixas ou reforçam os fardos em plásticos resistentes. Os produtos acabados são armazenados sobre pallets, protegidos por racks, para após serem encaminhados para armazenagem no almoxarifado específico.


CAPÍTULO III

ARMAZENAGEM

3.1 ARMAZENAGEM

"A armazenagem e manuseio de mercadorias são componentes essenciais do conjunto de atividades logísticas. Os seus custos podem absorver de 12 a 40% das despesas logísticas da firma". (BALLOU, 1993:152).

A Principal matéria-prima (trigo) da J. Macêdo é recebida via marítima, importada da Argentina. O desembarque é feito diretamente do porto através de uma mangueira a vácuo que conduz a matéria-prima aos silos, onde fica armazenada até ser transportada através de dutovias, para o setor de produção, onde é transformada em farinha, que é industrializada como produto final.

Após a transformação do trigo em farinha, a mesma é transportada para o almoxarifado de matérias-primas, instalado próximo ao setor de produção, a fim de facilitar a movimentação da mesma para a produção dos produtos finais, onde ficam armazenadas apenas as embalagens e as matérias para a produção dos demais produtos da J. Macêdo, bem como os produtos destinados à fabricação própria dos clientes da J. Macêdo, seguindo o critério de PEPS – primeiro que entra, primeiro que sai. Dentre os produtos armazenados neste almoxarifado podemos citar:

LINHA PANIFICAÇÃO

FARINHAS INDUSTRIAIS

  • Farinha Especial
  • Farinha Integral
  • Semolina

MISTURAS BENTAMIX

  • Pão Francês
  • Pão de Forma
  • Pão Hambúrguer / Hot Dog
  • Pão Doce
  • Pão Integral
  • Bolo Neutro
  • Panetone
  • Sonho
  • Croissant
  • Pão de Ló

MISTURAS BENTACREAM

MARGARINAS BENTARINAS

  • Folhada
  • Bolo
  • Creme
  • Uso geral

FERMENTO SECO INSTANTÂNEO

  • Fermipan marrom
  • Fermipan vermelho
  • Fermix

A armazenagem dos produtos finais da J. Macêdo é verticalizada, sobre pallets, com capacidade de 1,0 a 1,5 toneladas, protegidos por rack de 1,30 m, alguns strechados, isto é, depois de arrumados são envoltos por uma fina camada de plástico film, outros xirincados, isto é, revestidos por uma nova embalagem plástica acomodando um número maior de unidades formando as conhecidas promoções: "Leve 3 Pague 2", podendo ser empilhados em uma altura de até 5,0 m, com o objetivo de reunir pequenos e variados volumes em unidades maiores, que podem ser movimentados de uma só vez, facilitando o trânsito de veículos industriais como: empilhadeiras a gás ou elétrica, com baterias recarregáveis eletricamente, bem como a movimentação das cargas, que também se dá através de paleteiras, também conhecidas como burrinhas, e esteiras mecânicas, que são classificadas como equipamento contínuo, para serem transportadas e distribuídas.

Os produtos para exportação são armazenados no mesmo almoxarifado dos demais produtos, porém nos mesmos consta identificação com selo específico, e ficam separados através de fitas para serem diferenciados dos demais produtos, a fim de evitar trocas de mercadorias quando do transporte e distribuição dos mesmos.

A J. Macêdo também armazena produtos de terceiros, para consumo próprio e distribuição a clientes, como é o caso dos Fermentos Fermipan e Fermix, que são originários do Canadá.

Os critérios de armazenagem seguidos pela empresa são de acordo com as características do material estocado, se tratando de produtos derivados do trigo, o critério é o de peso e volume, e esta é feita por produtos ou lotes de compras, com etiquetas de identificação constando código do produto, data de fabricação e validade, quantidade, hora em que foram armazenados, podendo também ser identificados através da cor das etiquetas, que distingue um dos outros. Dentre os produtos estocados podemos citar:

LINHA DE CONSUMO

FARINHAS DOMÉSTICAS

  • Especial Dona Benta
  • Dona Benta com Fermento

MASSAS / BRANDINI

  • Econômico (espaguete)
  • Com ovos (espaguete, parafuso, ave maria, ninho, lasanha)
  • Sêmola (espaguete, parafuso, ave maria, ninho)

MASSAS / DONA BENTA

  • Com ovos (espaguete, parafuso, ninho, padre nosso)
  • Sêmola (espaguete de 500g e 1kg, parafuso, padre nosso, ninho)

MISTURAS PARA BOLOS BRANCA DE NEVE

  • Chocolate
  • Laranja
  • Milho Verde
  • Baunilha
  • Côco

MISTURAS PARA BOLOS DONA BENTA EM CAIXA

  • Chocolate para microondas
  • Cenoura para microondas
  • Côco para microondas
  • Flocos para microondas
  • Laranja para microondas
  • Limão com creme
  • Chocolate com côco
  • Festa

MISTURAS PARA BOLOS DONA BENTA EM SACOS

  • Chocolate
  • Laranja
  • Limão
  • Baunilha
  • Côco
  • Abacaxi
  • Festa
  • Milho Verde
  • Aimpim
  • Amendoim
  • Fubá de Milho

Os produtos que não passam pelo controle de qualidade, como as "curvinhas" (macarrão fora da especificação), são encaminhados a um espaço reservado no almoxarifado de produtos acabados, para depois serem vendidos como produto de consumo animal, não retornando à produção pelo alto custo do processo de refabricação, pois é necessário parar toda a produção para reproduzir estes alimentos.

"A racionalização das operações de movimentação é o principal fator para a definição de fluxogramas e layout nos projetos industriais". (Logística Integrada, vol. 3:24)

Não foram tomados alguns cuidados quando do estudo do Layout dos almoxarifados (matéria-prima/embalagens e produtos finais) de forma a ser dada maior agilidade no deslocamento interno, bem como a se ter máxima utilização dos espaços, máxima proteção dos itens estocados e uma boa organização, sendo um ponto negativo para a logística empresa.

Na J. Macêdo não existe nenhum estudo para o planejamento da disposição dos materiais nos almoxarifados de matérias-primas e produtos finais, sua distribuição é feita de forma operacional, separado por cliente ou por produtos, o que resulta um percurso maior para montar um pedido, visto que um único item pode estar localizado em diversos pontos do almoxarifado.

Apesar da J. Macêdo não ter um sistema de manuseio e armazenagem automatizados e não ter planejamento da disposição dos materiais nos almoxarifados, o que é um ponto negativo para montar um pedido, o método de sistema de endereçamento utilizado é o variável, visto que os materiais ocupam os locais disponíveis dentro do depósito, sendo a produção feita com base nos pedidos de seus clientes. Desta forma cada remessa de produto fabricado é estocada de acordo com os pedidos dos clientes, possibilitando a localização no depósito, bem como o deslocamento dos pallets para serem transportados ao destinatário, evitando ficarem perdidos no estoque.

Os almoxarifados da J. Macêdo possuem telas de proteção no teto, que foram colocadas com o objetivo de proteger todo o material armazenado de excrementos dos pombos, visto que os mesmos podem danificar o estoque, evitando-se assim as perdas, como também possuem um "Mapa de Riscos" que tem a finalidade de mapear de acordo com as legendas as áreas de periculosidade, informando aos funcionários o grau de risco das áreas dos depósitos, a fim de evitar acidentes.

No caso de devolução do produto por excesso, este segue para uma área destinada apenas a devolução de materiais, para após ser dada entrada dos mesmos no estoque para posterior colocação no mercado. Se tratando de produtos avariados, os mesmos seguem para uma área externa ao almoxarifado, para serem transformados em produtos de consumo animal e após dar entrada dos mesmos no estoque e posterior comercialização.

3.2 RECEBIMENTO

O recebimento da matéria-prima e produtos destinados à produção dos produtos finais da J. Macêdo é feito via marítima, no caso do trigo, e rodoviário os demais produtos. No caso do trigo e do fermento que são importados da Argentina e Canadá, respectivamente, é necessário se fazer o desembaraço junto a Receita Federal para que então os produtos sejam liberados para dar entrada no estoque do almoxarifado da empresa.

A verificação da quantidade declarada pelos fornecedores na Nota Fiscal com a recebida é feita através do método da conferência quantitativa, que se dar através da pesagem por meio de balança rodoviária, tendo em vista a natureza dos materiais envolvidos que é a de peso e volume.

Após o recebimento do material (matéria-prima), é enviado uma amostra do mesmo para análise qualitativa, sendo a mesma realizada em laboratório próprio da produção.

A regularização do processo se dá pela confirmação da conferência quantitativa, através da confrontação das quantidades (peso) conferida com a faturada. A depender da situação o pagamento do fornecedor poderá ser liberado totalmente, no caso do material recebido sem ressalvas, ou pagamento liberado parcialmente quando existir alguma ressalva.

Após a conferência do material recebido, é alimentado o sistema dando entrada do mesmo no estoque, visando um maior controle, automaticamente o sistema de contas a pagar é atualizado com liberação total ou parcial do pagamento ao fornecedor, a depender do caso, juntamente com o sistema de compras, onde são atualizados o saldo dos estoques e as baixas dos processos de compras.


CAPÍTULO IV

DISTRIBUIÇÃO INTERNA

4.1 DISTRIBUIÇÃO INTERNA

O sistema "Inbound logistics", feito na empresa J. Macêdo Ltda., ou seja, logística de suprimento, desloca a matéria-prima, que é transformada em produto final e alocado até a fase de entrega.

A matéria-prima chega até a empresa através do transporte rodoviário e marítimo. O que vem de Fortaleza como as embalagens e matéria-prima, ficam num almoxarifado específico.

Devido a grande diversidade de produtos utilizados, o recebimento é feito em áreas estratégicas, onde a matéria-prima é alocada em função de determinados critérios, como o que entra primeiro, sai primeiro, facilidade de manuseio e maior saída dos produtos. Os equipamentos utilizados são baseados numa constante variedade de produtos armazenados até o momento da transformação de matéria-prima em produto acabado.

O objetivo geral da distribuição está em levar o produto certo para o lugar certo, com o menor nível de custo e com a segurança desejada no momento da armazenagem.

Sempre fundamentados na informação como meio para manter-se sempre ajustados, são planejados os custos e a melhor maneira de armazenagem na operação logística. A J. Macêdo usa de sofisticados e modernos sistemas de informação, onde o espaço é mapeado permitindo assim fácil localização, temperatura desejável e ajustado ao tipo de matéria-prima utilizada no processo.

Na J. Macêdo, as atividades de distribuição são planejadas, programadas e controladas por meio de softwares aplicativos, que ajudam no processo de movimentação e armazenamento.

Na empresa utiliza-se carga e descarga na forma de acondicionamento de cargas, que no transporte interno é feito através de pallets, paleteiras, esteiras e empilhadeiras, todos utilizados na movimentação de cargas.

O processo de descarga da J. Macêdo é feito de maneira manual e automatizado. Todos os funcionários são treinados para utilização do maquinário e também tem conhecimento de todo o processo de logística instalado na empresa, fazendo com que haja redução de erros.

Os equipamentos utilizados como: carrinhos, empilhadeiras e transelevados são meios de movimentação utilizados para carga e descarga de matérias-primas e produtos acabados, sendo que as matérias-primas seguem até o almoxarifado através de pallets, onde ficam armazenados até o momento de seguirem para a produção, onde após o processo final são embalados, alguns xirincados, paletizados para armazenagem e posterior distribuição.

A J. Macêdo tendo em vista o alto investimento em tempo e dinheiro desenvolve e implementa novas tecnologias e novos sistemas dentro da própria empresa, visando facilitar os serviços de terceiros. Sendo que a logística interna é própria, ou seja, não e terceirizada.

Todo o processo tem um rígido controle de qualidade, devido aos produtos serem de fácil perda. Então o que é produzido já está na escala de entrega com prazos pré-determinados, ou seja, o que entra no estoque já possui tempo para saída.

O setor logístico, que antes se limitava ao carregamento e dispersão de veículos, hoje é o responsável por parte da venda, movimentação, armazenagem e pela aquisição de suprimentos e insumos. O fluxo de produção é regulado pela logística, de acordo com o comportamento do mercado, considerando que, no cenário moderno, estoque significa imobilidade do capital e alto custo de armazenagem.

Resta a área de logística a responsabilidade pela movimentação e armazenagem dos produtos depois de industrializados, a implantação de pedidos de vendas através da central de atendimento e expedição dos produtos à clientela.

Apesar da J. Macêdo, possuir um bom processo de distribuição interna, alguns processos ainda não foram solucionados ou não foram feitos estudos para otimização do espaço.

4.2 EMBALAGENS

O processo de embalagem dos produtos é muito importante no processo logístico, pois possui diversos objetivos, tais como:

  • Facilitar o manuseio e armazenagem;
  • Escolha da melhor utilização do equipamento de transporte;
  • Proteção do produto;
  • Facilitação do uso do produto;
  • Alteração da densidade dos produtos.

No caso da J. Macêdo os produtos são acondicionados em embalagens de sacos plásticos e caixas de papelão, dependendo do tipo de produto, e alguns em embalagens a vácuo.

A utilização destes tipos de embalagens faz com que o produto esteja protegido de organismos externos como também facilitam nos transportes pelos pallets.

Nos pontos de vendas estas embalagens fazem com que os produtos fiquem mais bem expostos e com fácil manuseio. E nas mesmas são colocadas todas as informações sobre o produto, inclusive o código de barras, onde estão compostas todas as características sobre o produto.


CAPÍTULO V

DISTRIBUIÇÃO EXTERNA

A logística é considerada hoje, na maioria dos mercados, como uma das principais armas competitivas à disposição dos gerentes. A prestação de um serviço ao cliente com excelência tem sido, portanto, o objetivo competitivo de inúmeras empresas fabricantes de bens, que enxergam no atendimento às expectativas dos clientes uma forma de garantir lealdade e conquistar novos.

O grande desafio para os fabricantes nacionais, no sentido de gerar valor para seus clientes, tem sido a melhoria dos processos onde os consumidores recebem os produtos com satisfação, reduzindo o custo da entrega. Em suma, ganhou relevância, para os fabricantes brasileiros, a identificação e exploração das potencialidades de seu sistema de distribuição, no sentido de atenderem àqueles aspectos capazes de aumentar o conteúdo de valor dos produtos que vendem.

Dada à competição acirrada no mercado de bens de consumo em geral, e de alimentos em particular, a J. Macêdo tem se destacado neste setor pelas diversas iniciativas de melhoria no processo logístico. Com essa preocupação a empresa analisa seus processos constantemente à procura de agregar valor ao cliente, visando totalmente à satisfação de suas necessidades.

A empresa utiliza dois tipos de transportes Modais em sua distribuição, o rodoviário para as entregas no Brasil e o marítimo para exportações que geralmente são para Portugal, caracterizando o Transporte Intermodal.

Nas exportações, os diversos produtos são colocados em containers levados através de guindastes para os caminhões que os transportam para o Porto, a utilização do embarque e desembarque no Porto segue os padrões internacionais, de no máximo 24 horas.

Os pedidos são efetuados com base na comunicação eletrônica EDI para clientes como o Bompreço e o Extra Supermercado, e através dos vendedores para os demais clientes. Três funcionários especializados em mapas do Nordeste (área de distribuição) fazem toda a roteirização manual dos pedidos. Não há um estudo do custo do pedido mínimo de entrega, se o cliente pedir apenas um produto, com certeza será entregue, apenas será definido o dia da entrega, mediante um planejamento de roteiro que passe naquela localidade visando otimizar o custo.

A taxa de ocupação dos caminhões também não é medida eletronicamente, esta é feita manualmente pelos especialistas que analisam a quantidade de pallets que devem ocupar o caminhão de acordo com sua capacidade de transporte, utilizando o padrão de peso definido para cada pallet. Desta forma, é fechada a carga e enviada para o setor de Carregamento.

Em média, são carregados diariamente 100 caminhões, principalmente nas épocas de pico de venda, nos meses que antecedem o São João, devidos aos bolos típicos que são feitos, e o natal pelo panetones e bolos para a confraternização.

Os produtos são armazenados no depósito em pallets, com armações laterais em metal, chamados de rack, onde estudos definiram que em cada pallet poderá carregar de 1,0 a 1,5 toneladas. Antes do carregamento nos caminhões para a distribuição, a estrutura metálica é retirada e todos os produtos que estavam em seu interior são strechados, quer dizer, é colocada em volta juntamente com o pallet um plástico de fina espessura em várias voltas para impedir o deslocamento dos produtos e saída do ambiente do pallet.

Depois desse processo, em todo carregamento, a empilhadeira leva os pallets para o caminhão e os coloca em cima de um outro pallet com rodeiras para locomoção em cima da carroceria, isso foi definido para otimizar o tempo de carregamento e de pessoal para completar a carga no caminhão.

O tempo de chegada dos produtos é informado ao cliente logo após o faturamento que é medido manualmente pelos especialistas, baseado em diversas variáveis (distância, roteiro, etc).

Os caminhões para a entrega, não são da empresa J. Macedo, são terceirizados pelas empresas TMD Transportes Ltda e Amanda Transportes Ltda., e obedecem as especificações abaixo, definidas pela J. Macêdo, que são conferidas periodicamente.

  • Ser Truck ou Carreta.
  • Ter lona de lastro.
  • Todos os encargos dos veículos devidamente pagos.
  • Composição da última carga pelo veículo, isso porque os produtos da J. Macêdo são alimentos que absorve cheiro e odor.
  • Estar em bom estado físico.

As entregas de quantidades menores são feitas através de caminhões tipo Mercedes 608-PF, que são de autônomos devidamente cadastrados, e geralmente, disponíveis ao redor das instalações da fábrica.

Não há monitoramento do caminhão no percurso para a entrega dos produtos ao cliente, apenas existe uma central 0800, onde os clientes são orientados a fazer qualquer reclamação, se a carga não chegou no tempo informado ou para fazer sugestões. A J. Macêdo já está fazendo estudos para implementação de monitoramento via satélite com sistema GPS.

Juntamente com a Nota Fiscal e os produtos seguem os envelopes com porte pago para serem colocados os canhotos devidamente assinados, com data e horário de chegada dos mesmos ao seu destino, e posterior postagem. Quando esses envelopes chegam ao departamento de recebimento da empresa, é lançado no sistema a entrega dos produtos, e informado eletronicamente para o Encarregado de Logística para seu conhecimento e futuras reclamações de cliente, jurídica, etc.

As mercadorias que porventura não são aceitas pelo cliente, são retornadas pelo mesmo caminhão e transportadora que os levou, juntamente com a nota de devolução do cliente. Chegando na fábrica é conferida a devolução e posteriormente lançada no sistema para desconto na NF de venda, no caso de devolução parcial, ou baixa total se tratando de devolução total.

Todo esse processo foi analisado pelo setor de logística, a fim de reduzir custos e oferecer serviços e produtos de excelência a seus clientes e parceiros. A logística detém todo o controle sobre o processo e é responsável direto pelas conseqüências das atividades.

Os fornecedores desejosos de se destacarem pelos serviços devem investir na melhoria de seu desempenho, nos atributos identificados, atendendo às expectativas manifestadas pelos clientes. Trabalhar em parceria cliente e fornecedor é chave definitiva para grandes avanços e atendimento às suas necessidades. A logística tem-se mostrado intensamente preocupada com o assunto, e por isso, que hoje é tão difundida, com amplo mercado de atuação.


CAPÍTULO VI

GERENCIAMENTO DE INFORMAÇÕES E INTERFACES COM AS ÁREAS FUNCIONAIS

Uma visão integrada de logística consiste, em síntese, no gerenciamento de vários fluxos – de mercadorias, de informações e financeiros – ao longo da cadeia inteira, abarcando desde os fornecedores até os clientes finais. O foco nessa visão integrada leva a uma ampla e nova gama de mudanças comportamentais: planejar vendas, alinhar planos de produção, de vendas e de compras, definir forma de relacionamento com clientes e fornecedores, estabelecer objetivos, desenhar processos, desenvolver fórmulas de controle e, finalmente, criar uma responsabilidade única no gerenciamento da cadeia logística.

A J. Macêdo, consciente da necessidade de integração entre as diversas áreas da empresa, implantou, no início de 2003, um ERP – Enterprise Resource Planning (Planejamento dos Recursos do Negócio), sistema integrado, que facilita as operações da organização.

A filosofia que está por trás desta conscientização, é a do planejamento e coordenação do fluxo de materiais, da fonte até o usuário, como um sistema integrado, ao invés de, como é freqüentemente utilizada: gerenciar o fluxo de bens como uma série de atividades independentes.

Diversas são as áreas que interagem com a Logística da J. Macêdo, começando pelo lançamento dos pedidos pela Área Comercial, no Sistema BAN (ERP holandês, que faz interagir todas as unidades da empresa), em seguida, esses pedidos são automaticamente encaminhados para a Logística, para avaliar no estoque, se a quantidade desejada está disponibilizada, em caso negativo e sentindo a necessidade de algum tipo de matéria-prima para a produção da encomenda, a matriz, em Fortaleza, é acionada para suprir a demanda.

Após a emissão da nota fiscal, pela Logística, feita também através do BAN, são geradas informações contábeis, que são captadas pelo setor competente. Quando do retorno dos canhotos dessas notas, as mesmas são novamente lançadas no sistema pela Logística e recebidas pela Contabilidade para entrada no Balanço Patrimonial, na conta de Ativo Circulante da empresa.

Havendo devolução parcial dos produtos, o cliente emite uma nota fiscal de devolução e a J. Macêdo alimenta o sistema de Contas a Receber, com os descontos gerados pela devolução destes produtos.

Dados também são gerados para o Setor Financeiro, objetivando o controle de caixa e possível cobrança, em caso de atraso nos pagamentos.

A J. Macêdo tem grande preocupação com a imagem da empresa ante a seu cliente. Pensando nisso, a Logística começa a interagir também com a área de Marketing da organização. A entrega dos produtos no prazo estabelecido é de suma importância para a empresa, por isso ela está sempre atenta à qualidade dos produtos e serviços oferecidos.

Além do ERP, utilizado no fluxo de informações, a empresa se vale de ferramentas da Internet e Intranet para comunicação entre seus colaboradores.

Apesar de toda a frota de transporte ser terceirizada, a empresa ministra cursos para os motoristas destas, enfatizando sempre a importância do bom atendimento ao cliente externo da empresa.

O Setor de Controle de Qualidade, também está envolto à Logística da J. Macêdo, ele abarca além de Supervisores de Logística, que fazem a verificação das quantidades produzidas e como os recursos estão sendo alocados para a produção de cada item, como também Auditores, profissionais qualificados para averiguar a higienização na produção e a qualidade das embalagens, entre outros aspectos.

Além da integração na própria empresa, a J. Macêdo já atentou para a necessidade de interação tecnológica também com os clientes.

A ligação entre compradores e vendedores vem evoluindo, integrando fornecedores, produtores, canais intermediários e clientes, através de uma rede de relacionamentos eletrônicos. A J. Macêdo, não distante dessa realidade, implantou um software que facilita o relacionamento entre ela e o cliente, o EDI – Eletronic Data Interchange (Intercâmbio Eletrônico de Dados), entretanto o mesmo é utilizado somente com a Rede Bompreço e Extra Supermercados, seus maiores clientes. Através desse software, a J. Macêdo conhece a necessidade de ressuprimento dos seus produtos nas respectivas Lojas, não permitindo que fiquem sem os mesmos no estoque um só dia, para isso, utiliza a técnica de Just-in-Time, objetivando trabalhar com estoque mínimo, reduzindo custos para o cliente e para a empresa.

Conhecendo a rápida e constante movimentação do mundo eletrônico, a J. Macêdo já pensa em substituir o EDI, visando trabalhar diretamente pela Internet, onde, no Sistema Logístico, é chamado de Rede de Produtividade, em que fabricante, transportador e cliente conseguirão trocar informações rapidamente, a um custo muito mais baixo que a comunicação via EDI. Desta forma abrangerá, todos os seus clientes, levando qualidade e confiabilidade no atendimento.

Organizar uma cadeia logística de forma realmente integrada é tarefa complexa. Conseguir pessoas para gerenciar e executar essa tarefa internamente é um desafio ainda maior no mercado brasileiro, que ainda carece de bons profissionais de Logística.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Gestão da Cadeia de Suprimentos é, sem dúvida, um campo que possui grande potencial de geração de valor e diferenciação para as empresas, é, portanto, a Logística, uma alavanca valiosíssima para buscar vantagem competitiva em muitos setores industriais.

A satisfação das necessidades dos clientes é o foco principal da J. Macêdo, empresa que atua no ramo de alimentos, e para isso tem como objetivo integrar toda a sua cadeia de suprimentos.

O Departamento de Compras da J. Macêdo, localizado na matriz, em Fortaleza, é o responsável por todo processo de compra da empresa - cotação a fornecedores, formas de pagamento, fretes acordados, estabelecimentos de prazo de entrega - visando sempre um atendimento eficiente às suas unidades de produção.

A matéria-prima que é utilizada em quase todas as composições dos produtos J. Macedo é o trigo, que vem importado da Argentina, e fica armazenado em silos até ser transferido, através de dutovias, para o setor de produção, onde é transformada em farinha, que é industrializada como produto final.

Os produtos para distribuição nacional e internacional ficam num mesmo almoxarifado, os produtos para exportação são identificados com um selo específico e ficam separados através de fitas, para evitar trocar de mercadorias. Os critérios de armazenagem são baseados nas características do material, podendo estar cadastrados por produtos ou lotes de compras, mas sempre com etiquetas de identificação constando código do produto, data de fabricação e validade, quantidade, hora em que foram armazenados, gerando mais confiança na manutenção e movimentação de seus estoques.

O recebimento e a distribuição interna das matérias-primas que farão parte da composição do produto final são feitos através de empilhadeiras e esteiras, em seguida estes produtos são colocados sobre pallets e sobrepostos por racks para proteção dos mesmos.

A J. Macêdo procura planejar e programar de forma eficiente sua distribuição interna, para isso, utiliza-se de softwares que localizam no almoxarifado, onde está cada item, todos cadastrados por lote de compra ou produto.

Apesar de trabalhar com o sistema Just-in-Time, em que o estoque é reposto conforme a necessidade, a empresa ainda não possui estudos visando otimizar os espaços utilizados para boa alocação das matérias-primas.

Na distribuição externa de seus produtos, a J. Macêdo utiliza-se de dois modais, o marítimo, para exportações e o rodoviário, em sua grande maioria, para entregas nacionais. A J. Macêdo procura atender aos padrões de embarque/desembarque no cais do porto, não ultrapassando as 24 horas pré-estabelecidas.

No transporte rodoviário a roteirização é feita de forma manual. Apesar do alto custo de implantação de um roteirizador automático, o mesmo melhoraria o processo de distribuição, reduzindo custos com combustível, com manutenção, etc., agregando maior agilidade na cadeia de suprimentos.

Toda frota de transporte de entrega da J. Macêdo é terceirizada, uma tendência muito vista em outras grandes empresas, entretanto, existe uma série de normas estabelecidas, para que a empresa possa manter controle sobre a prestação dos seus serviços.

A J. Macêdo prioriza o atendimento ao cliente com eficiência e eficácia, agregando valor tanto para o consumidor, quanto para sua boa imagem ante ao mercado, por isso tem um rígido controle, no que tange ao prazo de entrega de seus produtos.

A Cadeia Logística da J. Macêdo envolve não somente áreas afins, como Produção, Distribuição, Almoxarifado, como também áreas distintas, mas que estão diretamente ligadas ao bom desempenho dessa cadeia, são elas: Financeira, Contabilidade, Vendas e Marketing.

A empresa trabalha com um ERP, que integra, desde a matriz até aos seus pontos de distribuição, passando pelas unidades de produção. O fluxo de informações é muito veloz e eficaz.

A empresa também faz uso de EDI com seus dois maiores clientes, no entanto, sente a necessidade de expandir essa comunicação para todos os envolvidos na Cadeia de Suprimentos, desde fornecedores até os consumidores finais dos seus produtos.

Para gerenciar bem suas informações e melhorar seu relacionamento com os clientes, a J. Macêdo disponibiliza uma central de atendimento gratuito, objetivando interpretar todas as reais necessidades de seus consumidores.

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