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Abordagem Sistêmica da Administração

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Instituição:
Tema: Administração

ABORDAGEM SISTÊMICA DA ADMINISTRAÇÃO


1 INTRODUÇÃO

A característica principal dos ambientes empresariais, nos dias de hoje, é de competitividade em um ambiente sujeito a mudanças, muitas das quais acontecendo rapidamente. Esta é uma característica mundial. Adicionada à esta, os diferentes ambientes apresentam também diferentes limitações, como a escassez de recursos como mão de obra qualificada, matéria prima, infra-estrutura, entre outros. Como conseqüência, empresas ao redor do mundo veêm-se na necessidade de utilizarem seus recursos de maneira eficiente, para que possam manter e/ou ganhar mercados, assegurando sua sobrevivência.

Este trabalho preocupa-se com o uso de teorias e conceitos estudados hoje em dia. O foco, porém, é o de utilizar estes conceitos concomitantemente, combinando algumas das suas características a fim de elaborar um modelo adequado ao entendimento dos relacionamentos entre o ser humano, a tecnologia e a organização. Os conceitos que temos o objetivo de agrupar neste trabalho são: Teoria Geral dos Sistemas (von Bertalanffy, 1968). Este corpo de conhecimento é de extrema importância para inferir algumas hipóteses relacionadas ao sistema social interagindo com o sistema tecnológico em uma organização.


2 ABORDAGEM SISTÊMICA DA ADMINISTRAÇÃO

"O biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy elaborou ao redor da década de 1950 uma teoria interdisciplinar para transcender os problemas exclusivos de cada ciência e proporcionar princípios gerais (sejam físicos, biólogos, sociólogos, químicos etc.) e modelos gerais para todas as ciências envolvidas, de modo que as descobertas efetuadas em cada uma pudessem ser utilizadas pelas demais" (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

O aparecimento da Teoria Geral dos Sistemas forneceu uma base para unificação dos conhecimentos científicos nas ultimas décadas (http: //www. professorcezar.adm.br/AulasTGA.htm). "Essa teoria interdisciplinar demonstra o isomorfismo das ciências, permitindo a eliminação de suas fronteiras e o preenchimento dos espaços vazios (espaços branco) entre elas. Ela não se limita aos sistemas materiais, mas aplica-se a todo e qualquer sistema constituido por componentes em interação" (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"A Teoria Geral da Administração passou por uma gradativa e crescente ampliação de enfoque desde a abordagem clássica – passando pela humanista, neoclássica, estruturalista e behaviorista – ate a abordagem sistêmica. Na sua época a abordagem clássica havia sido influenciada por três princípios intelectuais dominantes em quase todas as ciências no inicio deste século: o reducionismo, pensamento analítico e o mecanismo" (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 1. Reducionismo

"É o princípio que se baseia na crença de que todas as coisas podem ser decompostas e reduzidas em seus elementos fundamentais simples, que se constituem as suas unidades indivisíveis. O reducionismo desenvolveu-se na Física (estudo dos átomos), na Química (estudo das substâncias simples), na Biologia (estudo das células), na Psicologia (estudo dos instintos e necessidades básicas), na Sociologia (indivíduos sociológicos). O taylorismo na Administração é um exemplo clássico do reducionismo. O reducionismo faz com que as pessoas raciocinem dentro de jaulas mentais, como se cada raciocínio estivesse dentro de um escaninho ou compartilhamento intelectual apropriado para cada tipo de problema ou assunto. É graças ao reducionismo que existem as diversas ciências, como a Física, a Química, a Biologia etc. Mas teria sido a natureza ou homem quem fez essa separação entre as ciências?" (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 2. Pensamento Analítico

" É utilizado pelo reducionismo para explicar as coisas ou tentar compreendê-las melhor. A análise consiste em decompor o todo, tanto quanto possível, nas suas partes mais simples, que são mais facilmente solucionadas ou explicadas para, posteriormente, agregar estas soluções ou explicações parciais em uma solução ou explicação do todo. A solução ou explicação do todo constitui a soma ou resultantes das soluções ou explicações das partes. O conceito de divisão do trabalho e de especialização do operário são manifestações típicas do pensamento analítico. O pensamento analítico provém do método cartesiano: vem de Descartes (1596-1650) a tradição intelectual ocidental quanto à metodologia de solução de problemas." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 3. Mecanicismo

"É o princípio que se baseia na relação simples de causa-e-efeito entre dois fenômenos. Um fenômeno (seu efeito), quando ele é necessário e suficiente para provocá-lo. Como a causa é suficiente para o efeito, nada além dela era cogitado pra explicá-lo. Essa relação utiliza o que hoje chamamos sistema fechado: o meio ambiente era subtraído na explicação das causas. As leis excluíam os efeitos do meio. Além disso, as leis de causa-efeito não prevêem as exceções. Os efeitos são totalmente determinados pelas causas em uma visão determinística das coisas." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Com o advento da Teoria Geral de Sistemas, os princípios do reducionismo, do pensamento analítico e do mecanicismo passam a ser substituídos pelos princípios opostos do expansionismo, pensamento sintético e da teleologia". (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 4. Expansionismo

"É o principio que sustenta que todo fenômeno é parte de um fenômeno maior. O desempenho de um sistema depende de como ele se relaciona com o todo maior que o envolve e do qual faz parte. O expansionismo não nega que cada fenômeno seja constituído de partes, mas a sua ênfase reside na focalização do todo do qual aquele fenômeno faz parte. Essa transferência da visão voltada aos elementos fundamentais para a visão voltada ao todo denomina-se abordagem sistêmica." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 5. Pensamento Sintético

" É o fenômeno que se pretende explicar é visto como parte de um sistema maior e é explicado em termos do papel que desempenha nesse sistema maior. Os órgãos do organismo humano são explicados pelo papel que desempenham no organismo e não pelo comportamento de seus tecidos ou estruturas de organização. A abordagem sistêmica está mais interessada em juntar as coisas do que em separá-las." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 6. Teleologia

" É o princípio segundo o qual a causa é uma condição necessária, mas nem sempre suficiente para que surja o efeito. Em outros termos, a relação causa-efeito não é uma relação determinística ou mecanicista, mas simplesmente probabilística. A teleologia é o estudo do comportamento com a finalidade de alcançar objetivos e passou a influenciar poderosamente as ciências. Enquanto na concepção mecanicista o comportamento e explicado pela identificação de suas cousas e nunca de seu efeito, na concepção teleológica o comportamento é explicado por aquilo que ele produz ou por aquilo que é seu propósito ou objetivo produzir. A relação simples de causa-e-efeito é produto de um raciocínio linear que tenta resolver problemas através de uma análise variável por variável. Isto está superado. A lógica sistêmica procura entender a inter-relação entre as diversas variáveis a partir de uma visão de um campo dinâmico de forças que atuam entre si. Esse campo dinâmico de força produz um emergente sistêmico: o todo é diferente de cada uma das partes. O sistema apresenta características próprias que não existem em cada uma de suas partes integrantes. Os sistemas são visualizados como entidades globais e funcionais em busca de objetivos." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Com esses três princípios- expansionismo, pensamento sintético e teleologia- a Teoria Geral de Sistemas (TGS) permitiu o surgimento da Cibernética e desaguou na Teoria Geral da Administração, redimensionado suas concepções. "(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 7. Origens da Teoria de Sistemas

"A TGS surgiu com os trabalhos do biólogo alemão Ludwig Von Bertallanffy. A TGS busca solucionar problemas ou tentar soluções praticas, mas produzir teorias e formulações conceituais para aplicações na realidade empírica". (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

Os pressupostos básicos da TGS são:

"Bertallanffy critica a visão que se tem do mundo dividido em diferentes áreas, como Física, Química, Biologia, Psicologia, Sociologia etc. São divisões arbitrarias e com fronteiras solidamente definidas. E espaços vazios (áreas brancas) entre elas. A natureza não esta dividida em nenhuma dessas partes. A TGS afirma que se devem estudar os sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências de suas partes. A água é diferente do hidrogênio e do oxigênio que as constituem. O bosque é diferente das suas árvores". (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

A TGS fundamenta-se em três premissas básicas, a saber:

"a) Os sistemas existem dentro de sistemas. Cada sistema é constituído de subsistemas e, ao mesmo tempo, faz parte de um sistema maior, o supra-sistema. Cada subsistema pode ser detalhado em seus subsistemas componentes, assim por diante. Também o supra-sistema faz parte de um supra-sistema maior. Esse encadeamento parece ser infinito. As moléculas existem dentro de células, que existem dentro de tecidos, que compõem os órgãos, que compõem os organismos, e assim por diante.". (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493)".

"b) Os sistemas são abertos. É uma decorrência da premissa anterior. Cada sistema existe dentro de um meio ambiente constituído por outros sistemas. Os sistemas abertos são caracterizados por um processo infinito de intercambio com o seu ambiente para trocar energia e informação."(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493)".

"c) As funções de um sistema dependem de sua estrutura. Cada sistema tem um objetivo ou finalidade e que constitui seu papel no intercambio com outros sistemas dentro do meio ambiente."(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493)".

"Não é propriamente a TGS que nos interessa, mas o seu produto principal: a abordagem de sistemas. Doravante, deixaremos a TGS de lado para falarmos de teoria de sistemas. A teoria de sistemas se opõe ao mecanismo que divide organismo em agregados de células, células em agregados de moléculas, moléculas em agregados de átomos e o comportamento humano num agregado de reflexo condicionados e incondicionados a partir dela, surgem novas denominações, como sistema solar em astronomia, sistema social em sociologia, sistema monetário em economia, sistema nervoso, digestivo e respiratório em Fisiologia, e assim por diante, mas dentro de uma visão global e integrada. O conceito de sistemas passou a dominar as ciências e, principalmente, a Administração". (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

A teoria de sistemas introduziu-se na teoria administrativa por varias razoes:

"a) A necessidade de uma síntese e integração das teorias que a precederam, esforço tentando sem muito sucesso pelas teorias estruturalista e comportamental. Contudo, todas as teorias anteriores tinham um ponto fraco: a microabordagem. Elas lidavam com pouquíssimas variáveis da situação total e reduziram-se a algumas variáveis impróprias e que não tinham tanta importância em administração."". (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"b) A cibernética permitiu o desenvolvimento e operacionalização das idéias que convergiam para a teoria de sistemas aplicada a administração." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"c) Os resultados bem-sucedidos da aplicação da teoria de sistemas nas demais ciências. Em sua obra, Holismo e Evolução (1926), Jan. Christian Snuts salientava que, ao serem reunidos para constituir uma unidade funcional maior, os componentes individuais de um sistema desenvolvem qualidades que não se encontravam em seus comportamentos isolados. O holismo ou abordagem holística é a tese que sustenta que as totalidades representam mais do que a soma de suas partes. Essas totalidades podem ser organismos biológicos, organizações, sociedades ou complexos teóricos científicos. Na medicina, a abordagem holística estabelece que os organismos vivos e o meio ambiente funcionam como sistema integrado. Um pouco antes, em 1912, surgiu a Psicologia da forma ou da Gestalt (do alemão, gestalt = forma, configuração, estrutura), tendo como principio a idéia de que as leis estruturais do todo é que determinam as partes componentes, e não o inverso. A tese principal de Gestalt é a que "o todo é maior do que a soma das partes". O todo não deve ser comparado com agregações aditivas. Por essa razão, não vemos apenas linhas e pontos em uma figura, mas configurações – isto é, um todo -, e não ouvimos sons isolados numa canção, mas a canção em si mesma. A Psicologia gestaltica passou a estudar assuntos ligados à percepção e cognição, isto é, os processos mentais pelos quais os seres humanos apreendem o mundo e formam o seu conhecimento."(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493)".

"O conceito de sistemas proporciona uma visão compreensiva, abrangente, holística e gestaltica de um conjunto de coisas complexas, dando-lhes uma configuração e identidade total. A analise sistêmica – ou analise de sistemas – das organizações permite revelar o "geral no particular", indicando as propriedades gerais das organizações de uma maneira global e totalizaste, que não são reveladas pelos métodos ordinários de analise cientifica. Em suma, a Teoria de Sistemas permite reconceituar os fenômenos dentro de uma abordagem global, permitindo a inter-relação e integração de assuntos que são na maioria das vezes, de naturezas completamente diferentes." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 8. CIBERNETICA E ADMINISTRAÇÃO

A Cibernética é uma ciência criada por Norbert Wiener entre os anos de 1943 e 1947, justamente na época em que Von Neuman e Morgebsterb (1947) criavam a Teoria dos Jogos e Shannon e Weaver (1949) criavam a Teoria Matemática da informação. Nessa época, Von Bertalanffy (1947) já definia a Teoria Geral dos Sistemas.

A palavra Cibernética (do grego, ``kybernetiké'', piloto, no sentido utilizado por Platão para qualificar a ação da alma) foi cunhada por Norbert Wiener em 1948 como o nome de uma nova ciência que visava à compreensão dos fenômenos naturais e artificiais através do estudo dos processos de comunicação e controle nos seres vivos, nas máquinas e nos processos sociais.

2. 9. ORIGEM DA CIBERNETICA

"A Cibernética surgiu como uma ciência interdisciplinar destinada a estabelecer relações entre as varias ciências, preencher os espaços vazios não pesquisados por nenhuma ciência e permiti que cada ciência utilizasse os conhecimentos desenvolvidos pelas demais ciências".(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 10. PRINCIPAIS CONCEITOS DA CIBERNETICA

"Os conceitos desenvolvidos pela Cibernética são hoje amplamente utilizados na teoria administrativa. As nações de sistema, retração, homeotasia, comunicação, autocontrole etc. fazem parte integrante da linguagem utilizada na Administração. Dentre os conceitos derivados da Cibernética estão":

Conceito de Cibernética

Cibernética é a ciências da comunicação e do controle, seja no animal, seja na maquina. A comunicação torna os sistemas integrados e coerentes e o controle regula seu comportamento.

Campo de estudo da Cibernética: Os Sistemas "

"O campo de estudo da Cibernética são os sistemas. Sistema da idéia de conectividade: "o universo parece estar formado de conjunto de sistemas, cada qual contido em e outro ainda maior, como um conjunto de blocos para construção". (ANEXO FIGURA 1)" (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Sob o ponto de vista mais pratico, podemos definir um sistema como um conjunto de elementos dinamicamente relacionados ente si, formando uma atividade para atingir um objetivo, operando sobre entradas e fornecendo saídas processadas".(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

Representações dos Sistemas: Os Modelos

"A Cibernética busca a representação de sistemas originais através de outros sistemas comparáveis, que são denominados modelos. Os modelos, sejam físicos ou matemáticos, são fundamentais ara a compreensão do funcionamento dos sistemas. Modelos é a representação simplificada de alguma parte de realidade." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 11. Principais Conceitos de Sistemas

"Os principais conceitos relacionados com sistemas são: entrada, saída, retroação, caixa negra, homeostasia e informação".(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 12. Conceito de Entrada (Input)

"O sistema recebe entradas (inputs) ou insumos para poder operar. A entrada de um sistema é tudo o que o sistema importa ou recebe de seu mundo exterior".

Pode ser constituída de informação, energia e materiais." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2.12.1. Informação:

"É tudo o que permite reduzir a incerteza a respeito de alguma coisa. Quanto maior a informação, tanto menor a incerteza. A informação proporciona orientação e conhecimento a respeito de algo. Ela permite planejar e programar o comportamento ou funcionamento do sistema".(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 12. 2. Energia:

"É a capacidade utilizada para movimentar e dinamizar o sistema, fazendo-o funcionar".(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 12. 3. Materiais:

"São os recursos a serem utilizados pelo sistema como meios para produzir as saídas (produtos ou serviços). Os materiais são chamados operacionais quando são usados para transformar ou converter outros recursos (por exemplo, máquinas, equipamentos, instalações, ferramentas, instruções e utensílios) e são chamados produtivos (ou matérias- primas) quando são transformados ou convertidos em saídas (isto é, em produtos ou serviços)." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Através da entrada, o sistema importa os insumos ou recursos do seu meio ambiente para poder trabalhar ou funcionar." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 13. Conceito de Saída (Output)

"Saída (output) é o resultado final da operação de um sistema. Todo sistema produz uma ou várias saídas. Através da saída, o sistema exporta o resultado de suas operações para o meio ambiente. É o caso de organizações que produzem saídas como bens ou serviços e uma infinidade de outras saídas (informações, lucros, pessoas aposentadas ou que se desligam, poluição e detritos etc.)".(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493). (anexo figura 2.)

2. 14. Conceito de Caixa Negra (Black Box)

"O conceito de caixa negra refere-se a um sistema cujo interior não pode ser desvendado, cujos elementos internos são desconhecidos e que se pode ser conhecidos "por fora", através de manipulações externas ou de observação externa. Na engenharia eletrônica o processo de caixa negra é utilizado quando se manipula uma caixa hermeticamente fechada, com terminais de entrada (onde se aplicam tensões ou qualquer outra perturbação) e terminais de saídas (onde se observa o resultado causado pela perturbação). O mesmo se dá em Medicina, quando o médico observa externamente o paciente queixoso, ou na Psicologia quando o experimentador observa o comportamento do rato no labirinto quando sujeito a perturbações ou estímulos. Utiliza-se o conceito de caixa negra em duas circunstâncias: quando o sistema é impenetrável ou inacessível, por alguma razão (por exemplo, o cérebro humano ou o corpo humano etc.) ou quando o sistema é complexo, de difícil explicação ou detalhamento (como o computador eletrônico ou a economia nacional)." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Na cibernética a caixa negra é uma caixa onde se existem entradas (insumos) que conduzem perturbações ao interior da caixa, e de onde emergem saídas (resultados), isto é, outras perturbações resultantes das primeiras. Nada se sabe sobre a maneira pela qual as perturbações de entrada se articulam com as perturbações de saída, no interior da caixa. Daí o nome caixa negra, ou seja, interior desconhecido". (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"O conceito de caixa negra é interdisciplinar e apresenta conotações na Psicologia, na Biologia, na Eletrônica, na Cibernética etc. Na Psicologia comportamental relaciona-se com os "estímulos" e "respostas" do organismo sem se considerar os conteúdos dos processos mentais." (anexo figura 3.) (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Muitos problemas científicos ou administrativos são tratados inicialmente pelo método da caixa negra atuando apenas nas entradas e saídas, isto é, na periferia do sistema e, posteriormente, quando esta é transformada em caixa branca (quando descoberto o conteúdo interno), passa-se a trabalhar nos aspectos operacionais e de processamento, ou seja, nos aspectos internos do sistema." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 15. Conceito de Retroação (Feedback)

"A retroação é mecanismo segundo o qual uma parte da energia de saída de um sistema ou de uma máquina volta à entrada. A retroação (do inglês feedback) também chamada de servomecanismo, retroalimentação ou realimentação é um subsistema de comunicação de retorno proporcionado pela saída do sistema à sua entrada, no sentido de alterá-la de alguma maneira." (anexo 4.) (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"A retroação serve para comparar a maneira como um sistema funciona em relação ao padrão estabelecido para ele funcionar. Quando ocorre alguma diferença (desvio ou discrepância) entre ambos, a retroação incumbe-se de regular a entrada para que a saída se aproxime do padrão estabelecido. (anexo 5.)" (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"O sistema nervoso do ser humano e dos animais obedece a um mecanismo de retroação: quando se pretende pegar algum objeto, por exemplo, o cérebro transmite a ordem aos músculos, e , durante o movimento destes, os órgãos sensoriais (visão, tato, coordenação visual-motora etc.) informam continuamente sobre a posição da mão e do objeto; o cérebro vai repetindo a ordem para corrigir eventuais desvios até que o objeto seja alcançado. O sistema nervoso funciona através de processos circulares de ida e retorno (retroação) de comunicação, que partem dele para os músculos e retornam através dos órgãos do sentido. A retroação confirma se objetivo foi cumprido, o que é fundamental para o equilíbrio do sistema." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"A retroação é uma ação pela qual o efeito (saída) reflui sobre a causa (entrada), seja incentivando-a ou inibindo-a. Assim podemos identificar dois tipos de retroação: a positiva e a negativa." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 16. Conceito de Homeostasia

"O conceito de homeostasia nasceu na fisiologia animal com Claude Bernard (1813-1878), ao propor que "todos os mecanismos vitais têm por objetivo conservar constantes as condições de vida no ambiente interno". Claude Bernard definia a noção de "meio interior" e salientava que "a estabilidade do meio interno é a condição primordial da vida livre". Cada porção do corpo é cercada por seu meio e precisa manter suas condições estáveis apesar das variações desse meio." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Em 1929, Walter B. Cannon (1871-1945) ampliava o conceito de "meio interior" com a noção de homeostasia (do grego homeos = semelhante; statis = situação): cada parte do organismo funciona normalmente em um estado de equilíbrio. Todos os seres vivos – desde os mais simples unicelulares até as aves e mamíferos – precisam manter certa estabilidade interna. Sempre que uma de suas partes sai do equilíbrio, algum mecanismo acionado para restaurar a normalidade. Os seres vivos vivem através de um processo contínuo incessante de desintegração e de reconstituição: a homeostase. A tendência á manutenção de um equilíbrio interno manifesta-se em todos os níveis da atividade orgânica. O organismo serve-se dos mais recursos (mecanismo homeostáticos) para anular o efeito de qualquer fator estranho que venha a ameaçar o seu equilíbrio. Assim, todo o organismo apresenta mecanismo de regulação que lhe permitem manter o equilíbrio interno, alheio às variações que ocorrem no ambiente externo. Nos seres mais evoluídos na escala animal as funções reguladoras são orientas pelo sistema nervoso e pelos hormônios produzidos pelo sistema endócrino. Cannon adotou o termo "homeostase" para os sistemas biológicos para evitar qualquer conotação estática e realçar a suas propriedades dinâmicas." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"A homeostasia é um equilíbrio dinâmico obtido através da auto-regulação, ou seja, através do autocontrole. É a capacidade que tem o sistema de manter certas variáveis dentro de limites, mesmo quando os estímulos do meio externo forçam essas variáveis a assumirem valores que ultrapassam os limites da normalidade. Todo mecanismo homeostatico é um dispositivo de controle para manter certa variável dentro de limites desejados (como é o caso do piloto automático em aviação)." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"A homeostase é obtida através de dispositivos de retroação (feedback), chamados de servomecanismos. Os dispositivos de retroação são sistemas de comunicação que reagem ativamente a uma entrada de informação. O resultado desta ação-reação transforma-se, a seguir em nova informação, que modifica seu comportamento subseqüente. A homeostase é um equilíbrio dinâmico que ocorre quando o organismo ou sistema dispõe de mecanismo de retroação capazes de restaurarem o equilíbrio perturbado por estímulos externos. A base do equilíbrio é, portanto, a comunicação e a conseqüente retroação positiva ou negativa." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

"Os seres humanos vivem através de um processo contínuo de desintegração e de reconstituição dentro do ambiente: é a homeostase. Se esse equilíbrio homeostático não resistir ao fluxo de desintegração e corrupção, o ser humano começa a desintegrar mais do que pode reconstruir e morre. A homeostase é, portanto, o equilíbrio dinâmico entre as partes do sistema. Os sistemas têm uma tendência a se adaptar a fim de alcançar um equilíbrio interno face às mudanças externas do meio ambiente." (CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

2. 17. Conceito de Informação

"O conceito de informação, tanto do ponto de vista popular como do ponto de vista cientifico, envolve um processo de redução de incerteza. Na linguagem diária, a idéia de informação está ligada à de novidade e utilidade, pois informação é o conhecimento (não qualquer conhecimento) disponível para uso imediato e que permite orientação, ao reduzir a margem de incerteza que cerca as decisões cotidianas. Na sociedade moderna, a importância da disponibilidade da informação ampla e variada cresça proporcionalmente ao aumento da complexidade da própria da sociedade. "(CHIAVENATO IDALBERTO, 2000, p. 493).

O conceito de informação requer dois outros conceitos: de dados e de comunicação.

2. 18. TEORIA DA INFORMAÇÃO

"A Teoria da informação é um ramo da teoria da probabilidade e da matemática estatística que lida com sistemas de comunicação, transmissão de dados, criptografia, codificação, teoria do ruído, correção de erros, compressão de dados, etc. Ela não deve ser confundida com tecnologia da informação e biblioteconomia." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_informa%C3%A7%C3%A3o Acesso em 18 de setembro de 2006.)

"Claude E. Shannon (1916-2001) é conhecido como "o pai da teoria da informação". Sua teoria foi a primeira a considerar comunicação como um problema matemático rigorosamente embasado na estatística e deu aos engenheiros da comunicação um modo de determinar a capacidade de um canal de comunicação em termos de ocorrência de bits. A teoria não se preocupa com a semântica dos dados, mas pode envolver aspectos relacionados com a perda de informação na compressão e na transmissão de mensagens com ruído no canal." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_informa%C3%A7%C3%A3o Acesso em 18 de setembro de 2006.)

"A medida de entropia de Shannon passou a ser considerada como uma medida da informação contida numa mensagem, em oposição à parte da mensagem que é estritamente determinada (portanto previsível) por estruturas inerentes, como por exemplo a redundância da estrutura das linguagens ou das propriedades estatísticas de uma linguagem, relacionadas às freqüências de ocorrência de diferentes letras (monemas) ou de pares, trios, (fonemas) etc., de palavras. Veja cadeia de Markov." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_informa%C3%A7%C3%A3o Acesso em 18 de setembro de 2006.)

"A teoria da informação de Shannon é apropriada para medir incerteza sobre um espaço desordenado. Uma medida alternativa de informação foi criada por Fisher para medir incerteza sobre um espaço ordenado. Por exemplo, a informação de Shannon é usada sobre um espaço de letras do alfabeto, já que letras não tem 'distâncias' entre elas. Para informação sobre valores de parâmetros contínuos, como as alturas de pessoas, a informação de Fisher é usada, já que tamanhos estimados tem uma distância bem definida."

"Diferenças na informação de Shannon correspondem a um caso especial da distância de Kullback-Leibler da estatística Bayesiana, uma medida de distância entre distribuições de probabilidade a priori e a posteriori."

"Andrei Nikolaevich Kolmogorov introduziu uma medida de informação que é baseada no menor algoritmo que pode computá-la (veja complexidade de Kolmogorov). "(http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_informa%C3%A7%C3%A3o Acesso em 18 de setembro de 2006.)


3. ANEXOS


METODOLOGIA

Este trabalho será apresento com o auxilio de um retropojetor. A apresentação será de forma dinâmica com auxilio de transparências, uns dos componentes do grupo fará a apresentação do conteúdo ‘Abordagem Sistemas e suas teorias".

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