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Altruísmo

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Tema: Altruísmo

O ALTRUÍSMO


O COMPORTAMENTO PRÓ-SOCIAL E A NATUREZA HUMANA: POR QUE AS PESSOAS AJUDAM?

O interesse teórico do estudo do comportamento pró-social pela psicologia social tem como ponto se partida a natureza na motivação para ajudar. Que motivos afinal, induzem as pessoas a fazer alguma coisa a favor de alguém em necessidade? A predisposição é um impulso básico, de natureza biológica? Ou trata-se de algo que pode ser ensaiado e encorajado na infância? Existe um motivo puro, incondicional para prestar ajuda a um ser humano que sofre, mesmo quando não se antecipa nenhum ganho pela ajuda?


TEORIAS PSICOLÓGICAS TRADICIONAIS:

Para teoria psicanalista freudiana postula que a natureza humana é basicamente egoísta e agressiva, e conhece o altruísmo como maio de nos defendermos das nossas ansiedades e conflitos internos.

O ponto de vista das teorias da aprendizagem, o comportamento altruísta pode ser explicado a partir de dois princípios gerais: reforçamento e modelação.


A VISÃO SOCIOBIOLOGICA

Sob o enfoque da sociobiologia, que retoma os princípios da teoria de Darwin para explicar as causas de certos comportamentos sociais, o altruísmo seria explicado como resposta de ajuda, de caráter automático, determinado por componentes dos nossos códigos genético.


CULTURA E ALTRUISMO:

Alguns autores propõem que o altruísmo vem da cultura em que vivemos, da prática educativa dos pais, da formação religiosa, da educação e até mesmo através do intercâmbio entre as culturas.


A TEORIA DA TROCA SOCIAL:

Algumas teorias psicossociais sobre o altruísmo compartilham que os atos altruísta são motivados pelo auto - interesse, ou seja, uma troca de recursos sociais, psicológicos ou materiais.


A RELAÇÃO ENTRE EMPATIA E ALTRUÍSMO:

Para Daniel Batson, a ação puramente altruísta pode ocorrer, com segurança, sempre que for precedida por um estado psicológico específico, designado por preocupação empática pelo outro.


A ABORDAGEM NORMATIVA:

Uma outra vertente teórica de estudo do altruísmo, no âmbito da psicologia social, propõe que, muitas vezes, os indivíduos ajudam os outros por conta de certas normas da sociedade, que prescrevem o comportamento apropriado em determinadas situações:

Abordamos neste capítulo o altruísmo e a ajuda, destacando inicialmente a natureza humana e os motivos que levam os indivíduos a ajudar seus semelhantes. Foi discutida a questão central que divide os estudiosos do tema: afinal, é possível admitir-se a existência de altruísmo genuíno, motivado por uma preocupação empática pelo outro ou em todo ato de ajuda pode vislumbrar-se um motivo egoísta ou auto - centrado?

Os vários enfoques teóricos relacionados ao altruísmo podem ser organizados em torno de três eixos principais de análise: o biológico e cultural, o pessoal e situacional e o cognitivo e afetivo.

Os principais fatores situacionais que podem favorecer ou inibir os comportamentos de ajuda foram discutidos, tratando-se desde os contextos sociais mais amplos, passando pelos tipos de relações interpessoais que envolvem o altruísta e o recebedor potencial de ajuda, até as características específicas da situação social de ajuda, especialmente o número de observadores presentes. Os processos psicológicos que podem explicar o chamado efeito do circunstante, bem como os processos de aprendizagem social que podem neutraliza-lo, são também comentados.

Uma breve apreciação dos fatores individuais que caracterizam o altruísta potencial foi apresentada, discutindo-se, sob essa perspectiva, se existiria uma personalidade altruísta ou se são os estados emocionais transitórios os responsáveis pela propensão em ajudar.

A análise final abordou as implicações de ordem prática propiciadas pelos conhecimentos psicossociais sobre o altruísmo, com algumas propostas e recomendações no sentido de promover e desenvolver o altruísmo na sociedade, com ênfase especial nos processos de socialização primária.

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