Amigo Nerd.net

Análise dos Custos de Distribuição de uma empresa de Bebidas

Autor:
Instituição: Puc
Tema: Trabalho de Custos

Análise dos Custos de distribuição da empresa Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda.

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
2008

 

 

 

Sumário

1 Problemática
2 Justificativa
3 Objetivos
3.1 Objetivo geral
3.2 Objetivos Específicos
4 Metodologia
5 Caracterização da pesquisa
6 Referencial Teórico
6.1 Introdução
6.2 Conceitos e definições de custos
6.3 Classificação dos custos
6.4 Elementos de custos
6.5 Departamentalização
6.6 Métodos de custeio
6.6.1 Custeio direto ou variável
6.6.2 Custeio por absorção
6.6.3 Custeio ABC (Activity Based Costing)
6.7 Custo de Mercadoria Vendida
7 Tabelas e Gráficos
7.1 Demonstração de pagamentos de motoristas – outubro 2007
7.2 Demonstração de pagamentos de motoristas – novembro 2007
7.3 Demonstração de pagamentos de motoristas – dezembro 2007
7.4 Demonstração de pagamentos de motoristas – out a dez 2007
7.5 Demonstração de pagamentos de ajudantes – outubro 2007
7.6 Demonstração de pagamentos de ajudantes – novembro 2007
7.7 Demonstração de pagamentos de ajudantes – dezembro 2007
7.8 Demonstração de pagamentos de ajudantes – out a dez 2007
7.9 Demonstração de pagamentos de armazém – outubro 2007
7.10 Demonstração de pagamentos de armazém – novembro 2007
7.11 Demonstração de pagamentos de armazém – dezembro 2007
7.12 Demonstração de pagamentos de armazém – out a dez 2007
7.13 Demonstração de pagamentos de vendedores – outubro 2007
7.14 Demonstração de pagamentos de vendedores – novembro 2007
7.15 Demonstração de pagamentos de vendedores – dezembro 2007
7.16 Demonstração de pagamentos de vendedores – out a dez 2007
7.17 Demonstração de pagamentos de frota – outubro 2007
7.18 Demonstração de pagamentos de frota – novembro 2007
7.19 Demonstração de pagamentos de frota – dezembro 2007
7.20 Demonstração de pagamentos de frota – out a dez 2007
8 Análise dos dados coletados
9 Confrontação de Receitas e Defesas
10 Conclusão
11 Referência Bibliográfica

 

1. Problemática

Para se compreender como funciona a distribuição de uma empresa revendedora de bebidas, nota-se que as indústrias cervejeiras definem a área de atuação/território. As mesmas seguem as normas ditadas em contrato pela indústria que determinam os preços dos produtos tanto para a compra quanto para a venda, e os pontos de venda.

As revendas oficiais seguem políticas de atuação no mercado estabelecidas pela indústria, como a uniformização, padronização de frota, treinamentos para toda a empresa, volumes de cada produto a serem comercializados, ou seja, a indústria impõe o volume mínimo de produtos que as revendas devem retirar das unidades fabris, mesmo que não consigam vender.

A dificuldade de distribuição é uma realidade de todas as revendas devido o seu alto custo de operação, ou seja, primeiro o vendedor visita os PDV (ponto de venda), registrando as vendas e no dia seguinte a equipe de logística realiza as entregas, isso demanda muita gente na operação elevando o custo.

Os elementos acima citados justificam a enorme dificuldade das revendas entrarem no negócio de distribuição.

Qual segmento tem maior índice de gastos, que consequentemente está afetando de maneira relevante o lucro da empresa?

 

2. Justificativa

As indústrias cervejeiras dependem da eficiência em distribuição para consolidar sua marca no mercado, portanto, elas optam por terceirizar sua distribuição, ou seja, buscam empresários para montar as revendas oficiais.

A distribuição é considerada item primordial e de extrema importância para qualquer indústria sendo considerado ponto falho na maioria das cervejarias. A operação envolve enormes investimentos somados a custos elevados. Deve-se ressaltar que de nada adianta uma indústria possuir um produto de excelente qualidade, com embalagem de destaque, preços competitivos e campanhas de marketing, se não consegue fazer com que seu produto chegue aos pontos de distribuição para o cliente final.

O grande problema de distribuição está relacionado ao número pequeno de revendedores oficiais com grandes quantidades de clientes para atender em suas áreas e que estes, portanto, não conseguem atender as necessidades reais de seus clientes, tendo assim como objetivos a redução dos custos com a distribuição, viabilizando o lucro.

 

3. Objetivo

 

3.1 Objetivo Geral

Mapear os gastos fixos e varáveis para a atividade distribuição de cervejas, verificando o impacto causado pelos mesmos ao lucro líquido da revendedora.

 

3.2 Objetivos Específicos

Analisar os gastos fixos e variáveis, verificando qual a representatividade e consequências que os mesmos acarretam na rentabilidade da empresa e os impactos gerados na sua administração.

Mensurar os gastos através dos métodos de rateio, média, probabilidade, amostragem, entre outros.

Levantar e mensurar os gastos no processo de distribuição, ou seja, do momento em que os produtos saem da revendedora até os PDV (ponto de venda).

Diagnosticar qual segmento da empresa estudada está acarretando maior gasto à mesma, diminuindo assim o seu lucro e causando impactos negativos a sua administração.

 

4. Metodologia

Pesquisa de campo na empresa Trandisbel Transportes e Distribuição de Bebidas Ltda., período de outubro a dezembro de 2007, através de documentos e formulários concedidos pela mesma. Levantar todos os gastos do negócio de distribuição a fim de diagnosticar a verdadeira e atual situação.

Detalhar todos os gastos operacionais como, gastos com a frota, que envolve despesa com combustível, manutenção de veículos, mão-de-obra; gastos com os funcionários da empresa, como despesa com folha de pagamento, horas extras, encargos trabalhistas, transporte, benefícios indiretos; gastos financeiros como, aquisição da mercadoria, água, luz, telefone entre outros. Após detalhar todos os gastos operacionais, identificar através de métodos de rateio, média, probabilidade, amostragem, entre outros, demonstrando através de gráficos qual a representatividade e consequências que os segmentos abordados acarretam ao lucro da empresa. Fazendo uma analogia do lucro, de acordo com os gastos com distribuição, podendo assim construir uma real fotografia da viabilidade desta operação.

 

5. Caracterização da Empresa

Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., CNPJ: 00.000.000/0000-00, localizada à Av. José Faria da Rocha nº.00, bairro Eldorado, cidade de Contagem, Estado de Minas Gerais. Data da Constituição 01/08/2003, iniciando suas atividades em 10/10/2003.

Empresa familiar de porte médio, constituída por cinco sócios, sendo dois deles administradores financeiros, um administrador de vendas e outro sócio administrador de armazém e logística. A Trandisbel atua no ramo de comércio de bebidas, sendo sua principal atividade atacadista de cervejas, chopp e refrigerantes.

O quadro de funcionários da empresa resume-se em 39 colaboradores nos setores administrativo, comercial e operacional.

A frota constitui-se em veículos no padrão Cintra, sendo 15 motos, 15 caminhões de entrega baú 10 pallets, onde cada pallets comporta 42 caixas de cerveja 600ml, 02 caminhões Bi-Trem de puxada para 928 pallets e 02 veículos leves.

Conforme contrato entre a fábrica Cervejaria Cintra e a revendedora Trandisbel, as áreas de atuação são Belo Horizonte (parcial), Contagem (parcial), Betim, São Joaquim de Bicas, Igarapé, Rio Manso, Bonfim, Brumadinho, Sarzedo, Mário Campos, Ibirité, Esmeraldas e Nova Lima (parcial), todas estas cidades estão localizadas em Minas Gerais.

A empresa Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., foi fundada com o propósito de distribuir a cerveja Cintra nas áreas de atuação estabelecida pela fábrica, tendo assim um contrato de exclusividade de cinco anos juntamente com cervejaria Cintra.

A empresa tem como missão expandir sua área de atuação, através de promoções de vendas, propaganda, relações públicas, investimento em clientes exclusivos sempre com uma política de qualidade e satisfação, pois o diferencial no ramo de bebidas é a satisfação do cliente, uma vez que este mercado possui concorrência acirrada, trazendo ameaças e oportunidades de novos produtos.

No término de 2006, ocorreu uma desestruturação de uma das empresas coligadas da Trandisbel, em virtude de fatores econômicos gerando a necessidade de Recuperação Judicial, em conseqüência, houve uma redução nos gastos gerais, como a diminuição no quadro de funcionários, venda de ativos para cumprimento da mesma.

A estrutura atual da empresa Trandisbel, está representada através de 30 funcionários, 04 caminhões baú, 01 carreta Bi-Trem, 01 veículo leve, podendo sofrer alterações em virtude do cumprimento da Recuperação Judicial da empresa coligada.

 

6. Referencial Teórico



6.1 Introdução

Segundo Matz (1978), a contabilidade de Custos tem como função auxiliar a administração, mensurar e relatar informações financeiras e não financeiras, a realizar orçamentos com relação ao sistema operacional (despesas, custos, produtos, etc.) na tomada de decisão ao planejar a implantação de uma nova atividade ou a criação de uma entidade, fornecendo relatórios e registros que auxiliarão as diversas partes complexas da entidade ou empresa.

Leone (2000) afirma que a contabilidade de custos atua sobre a empresa em sua departamentalização, processando informações específicas a serem estudadas pelos seus responsáveis, na coleta de informações para orientá-los no planejamento e na execução de forma mais eficiente e eficaz dentro de uma organização, que terá influência direta no resultado econômico.

Leone (2000) define que o custo de um produto ou serviço é a soma de todos os custos que podem ser a ele identificados, e devem incluir tanto o custo direto como o custo indireto, sendo que o primeiro está relacionado diretamente com o produto ou serviço prestado, já o segundo serve à estrutura de uma entidade em relação a sua funcionalidade. “A contabilidade de custos emprega vários sistemas que representam conjuntos de critérios, convenções, procedimentos e registros que interagem, de modo coordenado, no sentido de atender determinadas finalidades.” (LEONE, 2000, pág 36).

No custeamento por ordem de produção ou serviços, a preocupação é de acordo a característica do produto ou serviço.

Margem de contribuição é o valor que sobra do produto, (preço de venda unitário menos o custo de venda unitário), que contribui para a cobertura dos custos indiretos fixos.

 

6.2 Conceitos e Definições de Custos

Segundo Martins (2003), gasto é todo sacrifício financeiro para obtenção de outro produto ou serviço qualquer.

Investimentos são gastos em função de sua vida útil ou benefícios futuros.

Custos são gastos relacionados a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços.

Despesas são gastos não relacionados à produção que expressam o valor dos bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente pata obtenção de receitas. Geralmente são classificadas como despesas comerciais, administrativas e financeiras.

Desembolso é o ato do pagamento do bem ou serviço, independente de quando será consumido, deve se levar em consideração o princípio da competência.

Perdas são gastos ocorridos de maneira anormal.

 

6.3 Classificação dos custos

Segundo os autores Leone (2000) e Martins (2003), os custos podem ser classificados como custos diretos, que são aqueles diretamente relacionados aos produtos, sendo os mais importantes os materiais diretamente usados na fabricação de um produto ou serviço e a mão-de-obra direta, por exemplo, o salário do pessoal da fábrica, sendo sua característica principal ser perfeitamente mensurável. Os custos indiretos, que ocorrem dentro do processo de produção, não podem ser alocados de forma direta aos produtos, necessitando de algum critério de rateio para que sejam relacionados aos produtos. Os custos fixos são gastos que se mantêm constantes, independente da oscilação do volume da produção de produtos ou serviços. São considerados fixos porque a empresa arcará com esse custo mesmo que não haja atividade comercial ou produtiva, já os custos variáveis são os que estão diretamente relacionados com o volume da atividade, por isso variam em relação ao volume de produção.

Quanto maior a produção maior serão os custos variáveis. Custos semivariáveis são aqueles que possuem uma parcela fixa e outra variável e os custos semifixos são aqueles que permanecem fixos até uma determinada quantidade de produção e em determinado ponto sofre uma variação permanecendo constante a partir desse novo volume de quantidade produzida.

 

6.4 Elementos de Custos

De acordo com Leone (2000) e Martins (2003), existem elementos importantes relacionados ao custo da produção, citados a seguir:

Material direto é todo aquele que pode ser identificado como uma unidade do produto, composto de matéria-prima, material secundário e embalagem.

Mão-de-obra direta é o gasto que a empresa arca com o pessoal diretamente ligado à produção.

Custos indiretos de fabricação são todos os custos que têm relação com a produção, porém, não podem ser identificados com as unidades produzidas.

Custos primários é a soma de matéria-prima juntamente com a mão de obra. São os primeiros a surgirem no processo de produção.

Custos de transformação correspondem a soma de todos os custos relacionados ao processo produtivo, exceto os relativos à matéria-prima e outros eventuais adquiridos.

Custos de produção período é a soma de todos os custos relacionados à produção na fábrica em um determinado período.

Custos de produtos acabados é a soma de todos os custos no processo de produção acabada do período.

Custos produtos vendidos é a soma de todos os custos relacionados à produção dos itens vendidos em um determinado período.

 

6.5 Departamentalização

Segundo Martins (2003), o departamento é a unidade mínima administrativa constituída, na maioria dos casos, por homens e máquinas desenvolvendo atividades homogêneas.

Os departamentos são divididos em: departamento de produção, que são aqueles que atuam sobre os produtos e têm seus custos apropriados diretamente a estes, e os departamentos de serviços não atuam diretamente na produção e sua finalidade é de prestar serviços aos departamentos de produção.

Os objetivos da departamentalização são melhorar o controle dos custos e obter uma determinação mais precisa do custo do produto.

 

6.6 Métodos de Custeio

 

6.6.1 Custeio Direto ou Variável

Segundo Leone (2000), o sistema de custeio variável procura as distorções existentes nos critérios de rateios exigidos no sistema de custeio por absorção. Nele os custos que eram rateados na absorção agora são tratados como despesas, que vão direto para o resultado.

Para Crepaldi (2002), o método de custeio variável não segue os princípios da contabilidade do regime de competência e confrontação, por isso não é reconhecido para efeitos legais, no entanto é de grande auxílio para a tomada de decisão gerencial.

Segundo Leone (1996), a vantagem encontrada pelo custeio direto é de fácil identificação do número de unidades que a empresa precisa produzir para saldar os compromissos de caixa e as informações para análise são rapidamente obtidas.

Para Leone (1996), a desvantagem deste método de custeio é que a legislação tributária não o permite para fins de avaliação de estoques.

 

6.6.2 Custeio por absorção

Segundo Leone (2000), o custeio por absorção é aquele que faz debitar ao custo dos produtos todos os custos da área de fabricação, sejam esses diretos ou indiretos, fixos ou variáveis. Seu procedimento é fazer com que cada produto ou serviço absorva parcela dos custos diretos e indiretos, relacionados à fabricação. A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. O objetivo principal do método de custeio é apurar o custo de uma unidade de produto fabricado.

Para Crepaldi (2002), o custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade e é no Brasil, adotado pela legislação comercial e legislação fiscal.

De acordo com Leone (1997), algumas vantagens desse método são os resultados que são aceitos e utilizados para a elaboração dos demonstrativos contábeis para obtenção de soluções de longo prazo, pois permite apuração de custos por centro de custos e consideração total dos custos por produto.

Para Leone (1997), a desvantagem seria de que os custos são rateados, ocorrendo arbitrariedade nos resultados e podendo elevar os custos de algum determinado produto.

A partir das diferenças e semelhanças entre os dois critérios, Leone (2000), faz a seguinte comparação:

 

tabela

 

(LEONE, 2000, pág 406 e 407)

 

6.6.3 Custeio ABC (Activity Based Costing)

Segundo Leone (1997), devido aos avanços tecnológicos e complexidade dos sistemas de produção, os custos indiretos vêm aumentando em relação aos diretos. Por esses motivos, cada vez mais busca-se uma melhor alocação dos custos indiretos de produção, visto que altos graus de arbitrariedade e subjetividade podem causar distorções, que influenciam na tomada de decisão e no resultado dos produtos. Com relação a apropriação dos custos diretos, como mão-de-obra, não difere aos métodos tradicionais. Sua principal diferença está no tratamento dado aos custos indiretos. O ABC oferece subsídio para que se atendam às exigências legais com o mínimo de arbitrariedade dos custos indiretos.

A contabilidade de custos, como instrumento de administração teve que rever seus conceitos, seus sistemas e seus critérios, para começar a produzir informações mais precisas, que dessem suporte às muitas decisões gerenciais sobre novas alternativas de produção e de controle que deviam fazer face à concorrência. Surgiu, então, o critério ABC, que veio para atender a essas novas necessidades. (LEONE, 1997, p. 252).

Conforme citado por Leone (1997), do ponto de vista do custeio por absorção, os produtos ou serviços consomem recursos. Pelo ABC supõe-se que os produtos ou serviços consomem atividades e estas consomem recursos, de acordo com a citação abaixo:

No método de custeio baseado em atividades, ou ABC, assume-se, como pressuposto, que os recursos de uma empresa são consumidos por suas atividades e não pelos produtos ela fabrica. Os produtos surgem como conseqüência das atividades consideradas estritamente necessárias para fabricá-los e/ou comercializa-los, e como forma de se entender as necessidades, expectativas e anseios de clientes. (NAKAGAWA, 1994:39).

 

6.7 Custo de Mercadoria Vendida -CMV

De acordo Martins (2003), a apuração do custo das mercadorias vendidas está diretamente relacionada aos estoques da empresa, pois representa a baixa efetuada nas contas dos estoques por vendas realizadas no período.

O custo das mercadorias vendidas pode ser apurado através da equação:
 
CMV = EI + C - EF
 
Em que:

CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
EI = Estoque Inicial
C = Compras
EF = Estoque Final (inventário final)

 

7. Tabelas e Gráficos

Tabela 7.1 Demonstração de pagamento de motoristas - outubro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro 2007

Tabela 7.2 Demonstração de pagamento de motoristas - novembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., novembro 2007

Tabela 7.3 Demonstração de pagamento de motoristas - dezembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., dezembro 2007

Gráfico 7.4 Demonstração de pagamento de motoristas – outubro a dezembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro à dezembro 2007

Tabela 7.5 Demonstração de pagamento de ajudantes - outubro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro 2007

Tabela 7.6 Demonstração de pagamento de ajudantes - novembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., novembro 2007

Tabela 7.7 Demonstração de pagamento de ajudantes - dezembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., dezembro 2007

Gráfico 7.8 Demonstração de pagamento de ajudantes – outubro a dezembro de 2007

 

Gráfco

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro à dezembro 2007

Tabela 7.9 Demonstração de gastos com funcionários do armazém - outubro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro 2007

Tabela 7.10 Demonstração de gastos com funcionários do armazém - novembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., novembro 2007

Tabela 7.11 Demonstração de gastos com funcionários do armazém - dezembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., dezembro 2007

Gráfico 7.12 Demonstração de gastos com funcionários do armazém – outubro a dezembro de 2007

 

Gráfico

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro à dezembro 2007

Tabela 7.13 Demonstração de gastos com vendedores - outubro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro 2007

Tabela 7.14 Demonstração de gastos com vendedores - novembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., novembro 2007

Tabela 7.15 Demonstração de gastos com vendedores - dezembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., dezembro 2007

Gráfico 7.16 Demonstração de gastos com vendedores – outubro a dezembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro à dezembro 2007

Tabela 7.17 Demonstração de gastos com a frota - outubro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro 2007

Tabela 7.18 Demonstração de gastos com a frota - novembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., novembro 2007

Tabela 7.19 Demonstração de gastos com a frota - dezembro de 2007

 

Tabela

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., dezembro 2007

Gráfico 7.20 Demonstração de gastos com a frota – outubro a dezembro de 2007

 

Gráfico


Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro à dezembro 2007

 

8. Análise dos dados Coletados

Os salários são determinados em convenção pela classe sindical e de acordo com sua categoria.

A hora extra é calculada em se dividir o salário fixo por 220 horas, multiplicando pela quantidade de horas realizadas, acrescidos de 50% de sua hora normal. Para a Trandisbel, as horas extras são iguais para todos os funcionários, porque a empresa adotou uma quantidade máxima de 50 horas mensais. Sabe-se que podem ocorrer horas excedentes dentro do mês, sendo que estas são compensadas através de banco de horas.

O cálculo para o descanso semanal remunerado (DSR) são 24% da hora extra, como determina o Ministério do Trabalho.

Conforme determina a lei trabalhista, o décimo terceiro salário é calculado sobre o total dos proventos mensais. Para obter os valores do décimo terceiro salário, somamos o salário, a hora extra e o descanso remunerado, dividindo a soma obtida por 12 (que representa a quantidade de meses), o resultado é igual a 1/12 corresponde a cada mês trabalhado.

As férias conforme determina a lei trabalhista é calculada sobre o total dos proventos mensais. A forma para que se obtenha o valor das férias é a soma do salário, da hora extra e do descanso semanal remunerado, dividindo o valor obtido por 12 (que é correspondente a quantidade de meses), acrescido de 33,33%, obtendo o resultado que é igual a 1/3 correspondente a cada mês trabalhado.

O FGTS utiliza o total dos proventos mensais como base de calculo, onde é multiplicado 8% sobre mesmo e ainda 1,4% a título de multa rescisória.

Para se calcular o vale transporte, calculamos a quantidade de dias a serem trabalhados, multiplicamos pelo valor das tarifas dos vales transportes utilizados de acordo a necessidade do funcionário. Como determina a lei é descontado um percentual máximo de 6% do ordenado. Esse desconto é opcional pelo empregado.

A empresa adotou o critério para estipular o valor do ticket refeição, os valores aplicados na convenção sindical, de acordo com a classe de cada funcionário.

O valor do uniforme é acrescido ao custo que o funcionário traz a empresa.

O levantamento realizado com o gasto de combustível utilizado pela frota é o Km rodado, dividido por 4 (quantidade de Km rodado por litro de Diesel) e multiplicado por R$1,729 (valor médio do litro de diesel no último trimestre de 2007). A manutenção é realizada de acordo com gastos com peças, acessórios, pneus, mão de obra entre outros. Os valores do IPVA, DPVAT e Taxa de Licenciamento Anual, foram obtidos pelo seu valor anual, rateado por 12 meses.

A representatividade de cada segmento estudado sobre a receita total será demonstrada a seguir:

Gastos com motoristas 1,4882%; gastos com ajudantes 1,2077%; gastos com armazém 0,8003%; gastos com vendedores 2,9193% e gastos com a frota 3,0516%.

Através da análise dos dados coletados, verifica-se que os gastos com a frota representam maior volume sobre a receita, onerando o custo com a atividade. Foi verificado também que os gastos com a folha de pagamento dos vendedores, representam índice considerável, porém, é de suma importância observar que a atividade dos vendedores é que gera receita para a empresa, portanto é natural que isto ocorra.

Segue abaixo algumas sugestões possíveis de contenção dos gastos com a distribuição:

Realizar de um levantamento com o intuito de verificar a viabilidade em manter a sua frota atual ou migrar para um sistema de terceirização.

Solicitar um levantamento de todos seus clientes, com a intenção de analisar a representatividade de cada um a sua receita ao verificar quais deles trazem lucro ou prejuízo à empresa, uma vez que seria calculado o gasto para entrega, deduzido da receita obtida pela venda a cada cliente. Essa análise poderia ser uma solução alternativa na busca da redução nos gastos com a frota.

Criar novas estratégias de vendas, como por exemplo, definir uma quantidade mínima para entrega aos pontos de venda (PDV), para que os clientes atendidos tragam lucro real à empresa e incentivar os clientes a retirarem seus produtos no depósito da Trandisbel.

Implantar um sistema de telemarketing, uma vez que essa atividade diminui os gastos com vendedores.

Demonstração da representatividade de cada segmento em relação à receita:

 

Gráfico

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro à dezembro 2007

 

9. Confrontação de Receitas e Despesas

Abaixo segue resultado operacional da empresa estudada, através da demonstração do resultado do exercício (DRE) referente ao último trimestre do ano de 2007:

Demonstração do resultado do exercício – 2007

Trandisbel transporte e distribuição de bebidas ltda

 

Texto

 

Receitas das vendas: quantidade vendida multiplicado pelo valor unitário do produto;

Custo das mercadorias vendidas: quantidade do produto comprado multiplicado pelo valor unitário do produto;

Despesas com vendas: a soma do salário, comissão, DSR, 13 salário, 1/3 férias, FGTS, ticket refeição, ajuda de custo e uniforme (vendedores);

Despesas com a distribuição: salário, DSR, hora extra, 13 salário, 1/3 férias, FGTS, vale transporte, ticket refeição, uniforme (motoristas, ajudantes e armazém), manutenção da frota, combustível, IPVA, taxa licenciamento e DPVAT;

Despesas utilidades e serviços: água, luz e telefone.

Demonstração da confrontação das receitas e despesas:

 

Gráfico

 

Fonte: Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., outubro à dezembro 2007

 

10. Conclusão

Neste trabalho foi demonstrado o estudo dos gastos envolvidos com a atividade de distribuição de bebidas da empresa Trandisbel Transporte e Distribuição de Bebidas Ltda., com a finalidade de mapear os segmentos envolvidos e identificar qual deles tem maior representatividade diante da receita da empresa.

Para obter os resultados esperados, foram analisados os meses de outubro, novembro e dezembro de 2007, mensurando os gastos com motoristas, ajudantes, funcionários do armazém, vendedores, frota e despesas com utilidades e serviços, e concluindo que o gasto com a frota obteve maior representatividade entre os demais.

De acordo com o levantamento realizado na empresa estudada, os gastos com a distribuição de seus produtos, correspondem à 9,4671% da sua receita. Assim concluímos que o custo da distribuição de seus produtos é oneroso em relação à margem de lucro estipulado pela indústria cervejeira, assim a empresa deve procurar novas alternativas com o intuito de minimizar seus gastos, fazendo com que haja maximização do lucro dos sócios.



11. Referencia Bibliográfica

CREPALDI, Silvio Aparecido. Curso Básico de Contabilidade de Custos. 2ª Edição. São Paulo, Atlas, 2002.

LEONE, George Sebastião Guerra, Custos Planejamento, Implantação e Controle. 1ª Edição. São Paulo, Altas 1974.

LEONE, George Sebastião Guerra, Custos Planejamento, Implantação e Controle. 2ª Edição. São Paulo, Altas 1995.

LEONE, George Sebastião Guerra. Curso de Contabilidade de Custos. 1ª Edição. São Paulo, Atlas 1997.

LEONE, George Sebastião Guerra, Custos Planejamento, Implantação e Controle. 3ª Edição. São Paulo, Altas 2000.

MARTINS Eliseu, Contabilidade de Custos. 9ª Edição. São Paulo, Atlas 2003.

MATZ/CURRY/FRANCK, Contabilidade de Custos. 2ª Edição. São Paulo, Altas 1978.

Comentários


Páginas relacionadas