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Behaviorismo

O BEHAVIORISMO
AGOSTO/2002

"O ESTUDO DO COMPORTAMENTO"

APRESENTAÇÃO

O texto elaborado pelo grupo formado por André Luiz Holanda, Cristiane Pontes Freitas, Cristina Jacó da Silva, David de Sousa Cavalcanti, Fabiana Fernandes Veloso, Hercílio Jorge Rodrigues de Melo, Karinne Pereira Rodrigues, Ricarda Magalhães de Lima e Sonia Ferreira Santiago, solicitado pela professora Rosa Falcão, da disciplina de Psicologia I, trata de um estudo sobre o Behaviorismo e sua aplicação.

INTRODUÇÃO

O termo behaviorismo foi comentado pela primeira vez pelo americano John B. Watson, em 1913.

Em inglês o termo behavior significa comportamento, e por estar voltado para o estudo do comportamento de acordo com os estímulos recebidos denomina-se esta tendência de behaviorismo. Através desta maneira de estudo foi possível dar a psicologia um objeto de estudo, relacionando os aspectos do comportamento com meio em que se vive.

Faz-se importante esclarecer que as unidades básicas para o estudo do comportamento são estímulo e resposta, onde através deles pode se chegar a um ponto de partida ou uma descrição para um estudo comportamental.

Cada estímulo tem como conseqüência uma resposta, e desde a infância o homem vive cercado por estes estímulos desenvolvendo então determinados traços de sua personalidade, portanto, a resposta a cada um desses estímulos.

O ESTUDO DO COMPORTAMENTO

Como sabemos o termo behaviorismo foi inicialmente aplicado pelo americano John B. Watson em um artigo em 1913. E por derivar de um termo que em inglês significa comportamento o behaviorismo recebe outras designações como: comportamentalismo, teoria comportamental e analise experimental do comportamento.

A psicologia precisava usar métodos objetivos e estudar comportamentos observáveis, sendo assim, aprender através da experiência, principal influência sobre o comportamento, tendo um tópico central de investigação, deixando de lado a introspecção.

Foram feitas duas razões para provar que existia a relação indivíduo e ambiente, ou seja, as ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações).

A razão metodológica, onde os analistas investigam os comportamentos através de um método experimental e analítico, chegando a unidade de análise, e a razão histórica elaborada pelos estudiosos posteriores, que são termos escolhidos e popularizados tendo um uso generalizado.

O behaviorismo consiste no estudo do comportamento, na interação entre indivíduo (respostas) e ambiente (estímulos)

A ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO

O psicólogo B. F. Skinner foi o behaviorista sucessor de Watson e o responsável direto pelo avanço da análise experimental do comportamento.

A análise experimental do comportamento foi de grande importância no mundo da psicologia e influenciou muitos psicólogos americanos, como também brasileiros.

O behaviorismo considera a personalidade como a totalidade dos padrões de comportamento. E para que se forme uma determinada personalidade, é necessário que se passe por meios de condicionamento que podem ser reforçados ou extintos no decorrer da vida, onde iremos perceber que não existem padrões de comportamento fixos, e que as mudanças nesses padrões ocorrem gradativamente.

Se observarmos um indivíduo desde sua infância até a sua maturidade, iremos perceber fases no seu desenvolvimento. Perceberemos que atitudes tomadas durante sua adolescência, talvez não sejam mais tomadas na sua maturidade, o que caracterizaria o seu desenvolvimento gradativo. Podendo ou não corresponder de melhor maneira aos padrões de comportamento da sociedade.

Foi através desse tipo de estudo que se desenvolveu o behaviorismo, analisando os mais diversos tipos de comportamento e aplicando neles o condicionamento para que se modificasse ou aprimorasse um determinado traço de comportamento. E através desse condicionamento haverá a formação de uma personalidade, ou o fato de um indivíduo aprender a ler, pintar, falar uma outra língua, o aprimoramento de uma capacidade profissional e tatos outros atos que podem ser desenvolvidos pelo ser humano. Esses condicionamentos podem ser divididos em respondente ou operante, sendo o operante dividido em reforço, podendo este ser positivo ou negativo, extinção, generalização e discriminação.

O comportamento respondente pode ser entendido como sendo um comportamento involuntário, ou seja, que independe da nossa vontade de responder ou não a um determinado estímulo.

É um comportamento reflexo, ou seja, um tipo de comportamento produzido por alterações do próprio ambiente. Se rasparmos um garfo em outro sentiremos um arrepio, e esse tipo de comportamento não é um comportamento voluntário e sim, produzido por alterações de estímulos do meio ambiente. O que não impede que se associe um estímulo neutro a um estímulo do ambiente, tendo como resposta o mesmo comportamento reflexo.

Se fizermos soar algum tipo de som toda vez que rasparmos um garfo a outro, após repetirmos por diversas vezes este ato, perceberemos que se soarmos apenas o som já sentiremos involuntariamente o mesmo arrepio. Estaremos condicionados a sentirmos determinada sensação.

O comportamento operante é o comportamento voluntário do ser humano desde bebê, até ações mais sofisticadas do adulto. O comportamento voluntário opera sobre o mundo, ou seja, existirá uma ação e um efeito. Quando se observa um bebê pode se notar que ele chora quando deseja algo, isto é um comportamento voluntário. Quando abrimos uma janela e sentimos a brisa entrar, praticamos um comportamento voluntário, onde nossos atos irão modificar o meio. O que ocasiona a aprendizagem dos comportamentos é a ação do organismo sobre o meio.

O reforço é uma forma que se usa para enfatizar um comportamento fazendo com que este mesmo comportamento tenda a ser repetido ou condicionado.

Para tanto, podemos utilizar dois tipos de reforço: o positivo e o negativo.

O reforço positivo é o instrumento pelo qual se induz ao indivíduo criar um hábito, seja ele de consumo de um determinado produto ou serviço.

Como exemplo temos as propagandas publicitárias, que oferecem qualidades e benefícios almejados para determinada fatia de mercado fazendo com que esses indivíduos consumam seu produto.

Já o reforço negativo é a maneira ela qual se tenta inibir ou coibir o consumo de determinado produto ou serviço, fazendo com que o usuário sinta-se prejudicado por utilizá-lo.

Campanhas educativas de combate às drogas, consumo de álcool antes de dirigir, tabagismo e tantas outras, fazem o uso do reforço negativo, tentam passar para o público alvo os malefícios que aqueles produtos ou atitudes lhes trarão.

Durante o estudo do comportamento foi possível perceber que também era possível descondicionar uma resposta, eliminar comportamentos indesejáveis ou inadequados. Skinner trabalhou neste processo e denominou-o de extinção.

Sabemos que as regras da sociedade são no fundo um conjunto de estímulos. Padrões de comportamentos são formados por meio de condicionamentos que por sua vez, são reforçados ou extintos.

O ser humano repete os mesmos comportamentos dos animais de laboratório. Dê-lhe um presente e será apresentado um comportamento, dê-lhe um castigo e o comportamento será extinto.

È preciso ter cuidado para não confundir o reforço negativo com a punição. No reforço negativo o indivíduo é induzido a não cometer determinado ato, pois poderá ser prejudicado. Já na punição cada vez que o indivíduo praticar um ato indesejado será punido, o que fará com que ele pare de praticar determinado ato.

Se em uma empresa existe um funcionário relapso que nunca é promovido, com o passar do tempo ele perceberá que todos os outros receberam suas promoções e ele não, o que fará com que ele mude suas atitudes, irá se instalar um outro tipo de comportamento, diferente do atual. Este é um exemplo de reforçamento negativo.

Se um outro funcionário recebe uma punição por chegar sempre atrasado ele irá eliminar este comportamento, pois cada vez que ele chegar atrasado será punido, recebendo um estímulo aversivo.

"No caso do reforçamento negativo, um comportamento está sendo instalado para evitar um estímulo desagradável; no caso da punição, um determinado comportamento estará sendo eliminado através da emissão de um estímulo aversivo".

A generalização pode ser entendida como um complemento para nossa compreensão a respeito da teoria do reforço, como uma teoria de aprendizagem, mas, o que seria generalização?

Seria uma capacidade de responder de forma semelhante a situações que percebemos como semelhantes.

Quando assimilamos informações que podem ser usadas em nosso cotidiano, estamos propensos a fazer uso da generalização.

Se ao chegar em nosso trabalho fizermos o uso de qualquer uma das informações que adquirimos durante nossas aulas do curso de administração, estaremos fazendo uso da generalização.

As teorias que aprendemos, as operações e os conceitos nós podemos transferir para diferentes situações, e estaremos fazendo o uso da generalização.

Se fizermos uma simples soma estaremos fazendo uso da generalização, pois aprendemos essa operação ainda no ensino médio. Ou seja, a generalização é nada mais do que transferirmos nossos conhecimentos, para as mais variadas situações.

Na generalização percebemos semelhanças entre estímulos respondendo de maneira semelhante e até mesmo igual.

Já na discriminação agimos de maneira oposta, percebemos as diferenças entre os estímulos e reagimos de maneira diferente a cada um deles. Socialmente aplicamos a discriminação, pois respondemos a uma infinidade de estímulos de forma diferente nas mais variadas situações. Podemos seguir normas e regras de conduta, porém para cada situação pode existir uma regra de conduta diferente, e somos capazes de discriminar essas situações.

Essa capacidade de discriminar aguça o nosso desenvolvimento que é gradual e pode ou não ser espontâneo, dando-nos armas para desenvolvermos nossa personalidade.

BEHAVIORISMO: SUA APLICAÇÃO

A principal área de aplicação do behaviorismo tem sido a educação através de métodos de ensino programado. Más, como se trata de uma análise experimental do comportamento, pode nos auxiliar nos mais diversos setores, como, publicidade, psicologia e na área de treinamento empresarial.

Por ser uma análise comportamental faz com que possamos observar nosso comportamento e modificá-lo quando for necessário, para que possamos melhorar condições de vida, trabalho e até mesmo uma condição psicológica.

Aplicamos as técnicas do behaviorismo nas mais diversas áreas, vivemos cercados de regras, e são essas regras que fazem com que o behaviorismo seja aplicado a todo instante, entrando em jogo a questão do controle, onde não podemos mais pensar que não somos controlados, pois no estudo do behaviorismo fica claro que todos controlamos e todos somos controlados. Pode ser muito útil também para aguçar a capacidade de tomar decisões, pois se todos os dias passamos por situações em que somos obrigados a tomar decisões seja dentro do trabalho ou não, mais cedo ou mais tarde estaremos amadurecidos e tomaremos decisões de maneira mais rápida e correta.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Problema do Controle

Visto pelo behaviorismo que sendo o homem um ser fácil de controlar e ser controlado, houve uma grande preocupação nas organizações com este sistema. Havendo assim uma modificação no sistema controlador a rigor e criando variações que se adequassem no comportamento humano.

Sabendo-se que o ser humano é um ser emocional, ficava difícil para as grandes organizações criar um equilíbrio de controle emocional. Até então analisando-se os conhecimentos científicos dos estudos do behaviorismo chegou-se a uma definição de controlar o indivíduo dentro das normas dos setores onde eles vivem ou trabalham. Ou seja, ao chegar a determinado local seja de trabalho ou lazer tendo ele passando por um sistema terapêutico, passará a exercer um novo controle dentro das suas percepções ficando para trás os problemas anteriores.

Mesmo assim, pelos conhecimentos científicos, sabemos que este problema que ficou para trás depois do tratamento terapêutico ou por indução do sistema, poderá vir à tona, podendo o sujeito tornar-se incontrolável chegando a cometer atos de descontrole ou de negação ao sistema.

Dependendo dos recursos do indivíduo, ele poderá sofrer sentindo-se sem apoio, podendo passar a viver em função de outras pessoas ou sistemas, tendo realmente a necessidade de ser controlado, pois já não terá capacidade de tomar decisões sozinho.

BIBLIOGRAFIA

Gade, Christiane

Psicologia do Consumidor e da Propaganda

Davidof, Linda L.

Introdução a Psicologia

Haire, Mason

Psicologia Aplicada a Administração

OUTROS AUTORES: ANDRÉ LUIZ HOLANDA, CRISTIANE PONTES FREITAS, CRISTINA JACO DA SILVA, DAVID DE SOUZA CAVALCANTI, FABIANA FERNANDES VELOSO, HERCÍLIO JORGE R. DE MELO, RICARDA MAGALHÃES DE LIMA, SÔNIA FERREIRA SANTIAGO.

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