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Empregabilidade

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INTRODUÇÃO

O tema proposto surgiu a partir de uma exigência do mercado atual pela busca de profissionais cada vez mais competentes, atualizados e preparados para atuar nas organizações.
A empregabilidade está relacionada a qualquer modalidade de trabalho, seja na montagem do próprio negócio ou na prestação de serviços como empregado de uma pequena, média ou grande empresa. É preciso estar respaldado em raízes fortes que promovam o crescimento e a transformação profissional.
O atual contexto exige profissionais cada vez mais preparados e conscientes de sua atuação. O termo empregabilidade traz elementos essenciais para se pensar em todo e qualquer profissional, pois exige capacidade e adequação do profissional ao mercado de trabalho.
O desenvolvimento de competências e habilidades torna-se uma premissa para o ingresso de profissionais em um mercado tão competitivo e veloz. A sociedade contemporânea e os avanços tecnológicos contribuem para a visão e atenção a esse novo olhar voltado para a empregabilidade.
O termo empregabilidade baseia-se na recente nomenclatura dada à capacidade de adequação do profissional ao mercado de trabalho. Quanto mais adaptado o profissional, maior sua empregabilidade. Entende-se por empregabilidade a busca constante do desenvolvimento de habilidades e competências agregadas por meio do conhecimento específico e pela multifuncionalidade, as quais tornam o profissional apto à obtenção de trabalho dentro ou fora da empresa. O termo surgiu na última década, pela necessidade dos trabalhadores de adquirir novos conhecimentos que os habilitassem a acompanhar as mudanças no mercado de trabalho.

CAPÍTULO I  DEFINIÇÕES DE EMPREGABILIDADE

O termo surgiu na última década e pode ser definido como a qualidade que possui a pessoa que está adequada com as exigências do mercado de trabalho. Em outras palavras, quanto mais suas habilidades se aproximarem do perfil profissional exigido pelos novos tempos, maiores serão as chances no mercado de trabalho; ou seja, maior será sua empregabilidade.
A empregabilidade vem gerando polêmicas, inspirando congressos, servindo de justificativa à criação das políticas públicas de emprego norteando políticas de emprego, norteando políticas educacionais e, por tudo isso, vêm convocando os pesquisadores das diversas áreas a se debruçarem sobre o tema.
Segundo Eneida Oto Shiroma, doutora em educação formada pela UNICAMP, o objetivo desta comunicação, estruturada em duas partes, é procurar contribuir com a discussão da empregabilidade no âmbito da reforma da Educação Profissional. A primeira introduz o tema apresentando algumas definições, a origem do conceito de empregabilidade, para depois situar seu papel nas premissas da Política de Educação Profissional. Na segunda parte, pretende discutir as razões pelas quais o discurso da Empregabilidade foi convocado a substituir o da Qualidade Total e da Competitividade tão presentes na primeira metade desta década.
Conforme Chiavenato, a empregabilidade surgiu devido o alto índice de desemprego. Ela provém, portanto, da diferença entre a velocidade das mudanças tecnológicas, as quais exigem do indivíduo novos conhecimentos e habilidades e a velocidade da reaprendizagem.
A empregabilidade exige do profissional a busca constante pelo aprimoramento de seus conhecimentos, sendo esta uma exigência fundamental para se inserir no mercado de trabalho.
Na literatura econômica e análises estatísticas, a empregabilidade diz respeito à passagem da situação de desemprego para e de emprego, ou seja, é definida como probabilidade de saída do desemprego ou como capacidade de obter um emprego.
Outros a definem como aptidão dos trabalhadores em conquistar um emprego e mantê-lo todos os dias, sobrevivendo e prosperando numa sociedade sem empregos.
No Brasil, algumas empresas já estão implementando seus projetos de desenvolvimento da Empregabilidade, buscando proporcionar aos empregados condições para que se mantenham permanentemente preparados para enfrentar as demandas de qualificação que estão surgindo a cada momento e que nem sempre são previsíveis.
Argumentam que hoje o empresário já não pode mais garantir emprego, cabe-lhe propiciar a empregabilidade, isto é, capacitar seus empregados para as novas necessidades, internas e externas que surgirão no futuro.
Segundo os documentos do Ministério do Trabalho, onde o conceito começou a ser veiculado em meados dos anos 90, a empregabilidade deve ser entendida como capacidade não só de se obter um emprego, mas, sobretudo de se manter em um mercado de trabalho em constante mutação.
É importante lembrar que para o Ministério do Trabalho, a educação profissional é considerada complementar à educação básica regular e deve ter como objetivo a empregabilidade.
A empregabilidade que, a princípio, era meta somente da Educação Profissional no âmbito do Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador, ultrapassa a fronteira e invade os documentos do Ministério da Educação.

CAPÍTULO II  CONHECIMENTO E HABILIDADES

CONHECIMENTO

Significa todo o acervo de informações, conceitos, idéias, experiências, aprendizagens que o profissional possui a respeito de sua especialidade. Como o conhecimento muda a cada instante em função da mudança e inovação que ocorrem com intensidade cada vez maior, o profissional precisa atualizar-se constantemente e renová-lo continuamente. Isso significa aprender a aprender, a ler, a ter contato com outras pessoas e profissionais e, sobretudo, reciclar-se continuamente para não se tornar obsoleto e ultrapassado em seus conhecimentos.
Todavia, as empresas estão repletas de profissionais com excelentes currículos e um enorme cabedal de conhecimentos, mas que não são capazes de transformar a sua bagagem pessoal em contribuições efetivas ao negócio e criar valor para a organização. Eles têm o conhecimento para si e não disponível para a organização. Têm o conhecimento, mas não sabem como utilizá-lo ou aplicá-lo.
O conhecimento é necessário e fundamental, mas não é o suficiente para o sucesso profissional. Ele precisa ser adicionado a duas outras competências duráveis: a perspectiva e a atitude.
Temos uma nova economia na qual conhecimento é o que se compra, se vende, se faz. É mais importante que o capital e as instalações. Então se precisa de um novo vocabulário e novas técnicas de administração, estratégias e tecnologias.
Para Waldez Ludwig, a gestão da informação é uma matéria-prima fundamental para tocar qualquer tipo de negócio.  "Informação é um objeto que destrói uma certeza. A informação é mais importante que água. A hierarquia de sobrevivência do ser humano é informação, água, comida e liderança. Na nova economia, a "rainha" é a inovação, transforma idéia em valor, e o "rei" é o conhecimento. O conhecimento só acontece com gente talentosa, com amor ao trabalho, espírito empreendedor e é ele que gera margem de lucro.

Perspectiva

Significa a capacidade de colocar o conhecimento em ação. Em saber transformar a teoria em prática. Em aplicar o conhecimento na análise das situações e na solução dos problemas e na condução do negócio.
Não basta apenas ter o conhecimento; ele pode ficar apenas em estado potencial. Torna-se necessário saber como utilizá-lo e aplicá-lo nas diversas situações e na solução dos diferentes problemas. A perspectiva representa a habilidade de colocar em ação os conceitos e idéias abstratas que estão na mente do profissional. Em visualizar as oportunidades que nem sempre são percebidas pelas pessoas comuns e transformá-las em novos produtos, serviços ou ações pessoais.
Na realidade, a perspectiva é a condição pessoal que torna o profissional capaz de diagnosticar situações e propor soluções criativas e inovadoras. É a perspectiva que dá autonomia e independência ao profissional, que não precisa perguntar ao chefe o que fazer e como fazer as suas atividades. Contudo, o conhecimento e a perspectiva são fundamentais, mas carecem de uma terceira competência durável: a atitude.
Segundo Waldez Ludwig, o profissional para ser criativo basta ter uma necessidade, mas para ser inovador, precisa de conhecimento, espírito empreendedor, acreditar na idéia e motivar sua equipe. Ser inovador a partir da criatividade, gerando valor as idéias.

Atitude

Significa o comportamento pessoal do profissional diante das situações com que se defronta no seu trabalho. A atitude representa o estilo pessoal de fazer as coisas acontecerem, a maneira de liderar, de motivar, de comunicar e de levar as coisas para frente.
A atitude é que faz acontecer à mudança de mentalidade, de cultura, de processos, de atividades, de produtos e serviços etc. Torna as empresas mais eficazes e competitivas e as orienta para o sucesso em um complicado mundo cheio de mudanças e competição. Mas, para que seja o paladino da mudança e da inovação capazes de garantir e manter a competitividade organizacional, o profissional precisa desenvolver certas características pessoais que o tornem líder, como combatividade, assertividade, convicção profunda, inconformismo com a mediocridade e alta dose de espírito empreendedor.
Envolve o impulso e a determinação de inovar e a convicção de melhorar, continuamente, o espírito empreendedor, o inconformismo com os problemas atuais e, sobretudo, a facilidade de trabalhar com outras pessoas e fazer as suas cabeças. Essa é a competência durável que transforma o profissional em um agente de mudança nas empresas e organizações, e não simplesmente um agente de conservação.
Atualmente, a definição de habilidades constituintes da empregabilidade tem sido alargada para incluir também algumas habilidades básicas e uma variedade de atitudes e hábitos valorizados no ambiente de trabalho.
Na literatura corrente, o termo tem sido utilizado para descrever a preparação das habilidades necessárias para que uma pessoa construa as habilidades específicas que precisará no trabalho. Dentre essas habilidades básicas estão àquelas relativas à comunicação, relações interpessoais, solução de problemas e gestão de processos organizacionais. Nesse sentido, as habilidades de empregabilidade podem ser aplicadas em muitos serviços e podem embasar a preparação para muitas ocupações diferentes.

HABILIDADES TÉCNICAS

Envolvem o uso de conhecimento especializado e facilidade na execução de técnicas relacionadas com o trabalho e com os procedimentos de realização. É o caso de habilidades em contabilidade, em programação de computador, engenharia etc. As habilidades técnicas estão relacionadas com o fazer, isto é, com o trabalho com coisas, como processos materiais ou objetos físicos e concretos. É relativamente fácil trabalhar com coisas e com números porque eles são estáticos e inertes, não contestam nem resistem à ação do profissional.
Waldez Ludwig ressalta que a primeira atitude importante a se tomar é parar de insistir no pensamento de que se é capaz de aprender tudo. É preciso fazer uma auto-análise para descobrir as fraquezas e parar de insistir em atividades que não domina. As pessoas têm que concentrar esforços nas suas fortalezas e não nas fraquezas, resumiu.
Ludwig apresentou um modelo do mercado de trabalho do mundo globalizado, representado por uma pirâmide invertida, onde o primeiro grau de importância ele aponta a inovação, que não se deve confundir com criatividade. De nada adianta ser criativo sem ser inovador. Quando só se tem criatividade, a tendência é a empresa, ou a pessoa, se acomodar com a boa idéia que teve. O inovador não se acomoda, mesmo quando está por cima e, por isso, cria sua marca e posição no mercado, diz ele. Em segundo lugar na pirâmide, o consultor destacou o conhecimento, seguido pela capacidade de aprendizagem. Informação e talento dividem o fim da pirâmide.

HANILIDADES HUMANAS

Estão relacionadas com o trabalho com pessoas e referem-se à facilidade de relacionamento interpessoal e grupal. Envolvem a capacidade de comunicar, motivar, coordenar, liderar e resolver conflitos pessoais ou grupais. As habilidades humanas estão relacionadas com a interação com pessoas. O desenvolvimento da cooperação dentro da equipe, o encorajamento da participação, sem medos ou receios e o envolvimento das pessoas são aspectos típicos de habilidades humanas. Saber trabalhar com pessoas e através das pessoas.
O sucesso depende mais do coração do que da cabeça; os sentimentos valem mais do que o quociente de inteligência. O temperamento equilibrado da pessoa que se emociona, porque coloca o coração nas coisas que faz, essa tem seu lugar garantido.
Hoje, no mercado de trabalho, tem valor o profissional que participa, extravasa e consegue sensibilizar, gerenciando sua rotina com "feeling". A fórmula do sucesso na vida profissional é vista, hoje, como uma combinação bem temperada de pensamento racional, com controle e autoconhecimento emocional. Eu costumo dizer que está bem em moda a frase do grande filósofo Sócrates "Conhece-te a ti mesmo".
Para trabalhar em equipe e ter desenvolvimento pessoal e profissional, eu preciso realmente conhecer-me e saber das minhas potencialidades, para que possa ter um bom relacionamento com o grupo e com a comunidade. O perfil do profissional valorizado anteriormente era baseado principalmente no currículo e até no nível de seu "QI". Eram contratados os primeiros de turmas; aqueles acadêmicos que, em geral, tinham como objetivo único, mergulhar nos estudos, e nem participavam de atividade extraclasse. Hoje as empresas continuam dando preferência para profissionais bem qualificados, mas necessariamente com comportamento emocional equilibrado.
Antigamente, valia mais a cabeça, hoje vale mais o coração. A pessoa preferida no mercado de trabalho é aquela que exercita as inteligências múltiplas. A mulher profissional, geralmente, é mais produtiva que o homem e tem maior capacidade de administrar as tantas tarefas que devem ser executadas, como:
ligar para escola do filho, para saber quando é a reunião de mães e mestres (deixou de ser reunião de pais e mestres, porque o pai dificilmente comparece), pedir para a empregada descongelar a comida para o almoço da família, administrar a casa, a tensão pré menstrual, o marido chato, a costureira, o remédio dos filhos, comprar Avon, Hermes, Pierre Alexander, lingerie, tudo isso durante seu período de trabalho e, ainda assim ser mais produtiva que os homens.
Ela é intuitiva e tem uma visão sistêmica, cria relações entre os elementos de um todo, é detalhista e generalista ao mesmo tempo, desenvolvendo múltiplas habilidades. E como diz o professor Valdez Ludwig: "Neste mundo patriarcal e machista, a mulher pode brincar com a casinha toda, desenvolvendo sua criatividade, homens só brincam de carrinho". A mulher tem a emoção à flor da pele e, nestes tempos de inteligência emocional, isso é fundamental para se dirigir os negócios. A intuição é mais importante do que a qualidade e é, por isso, que cada vez mais estão ocupando cargos de liderança em empresas do porte de Coca-Cola, Rede Globo, entre outras. E quando "a coisa" aperta, ainda, podem chorar.
Hoje em dia, as pessoas têm de administrar suas próprias carreiras, como se fosse um produto, um bem de consumo. Costuma-se dizer que pessoas no mercado de trabalho não estão faltando, o que falta no mercado é pessoas humanas.

HABILIDADES CONCEITUAIS

Envolvem a visão da organização ou da unidade organizacional como um todo, a facilidade em trabalhar com idéias e conceitos, teorias e abstrações. O profissional que possui habilidades conceituais está apto a compreender as várias funções da organização, complementá-las entre si, entender como a organização se relaciona com seu ambiente e como as mudanças em uma parte da organização afetam o restante dela. As habilidades conceituais estão relacionadas com o pensar, com o raciocinar, com o diagnóstico das situações e com a formulação de alternativas de solução de problemas.
Representam as capacidades cognitivas mais sofisticadas do profissional e que lhe permitem planejar o futuro, interpretar a missão, desenvolver a visão e perceber oportunidades onde ninguém enxerga nada. À medida que um profissional faz carreira e sobe na organização, ele precisa, cada vez mais, desenvolver as suas habilidades para não limitar a sua empregabilidade, que é a capacidade que uma pessoa tem para conquistar e manter um emprego. Conquistar um emprego pode até ser fácil; o mais difícil é mantê-lo em longo prazo.
Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar.
O empreendedor é aquele que apresenta determinadas habilidades e competência para criar, abrir e gerir um negócio, gerando resultados positivos.
As características do empreendedor são: Criatividade; Capacidade de organização e planejamento; Responsabilidade; Capacidade de liderança; Habilidade para trabalhar em equipe; Gosto pela área em que atua; Visão de futuro e coragem para assumir riscos; Interesse em buscar novas informações, soluções e inovações para o seu negócio; Persistência (não desistir nas primeiras dificuldades encontradas); Saber ouvir as pessoas; Facilidade de comunicação e expressão.

CAPÍTULO III  SEIS PILARES DA EMPREGABILIDADE

Junto com a criação do termo, o empresário brasileiro José Augusto Minarelli também criou seis pilares da empregabilidade, aspectos essenciais para que qualquer profissional se mantenha empregado diante de mudanças: Adequação da profissão à vocação; Competências; Idoneidade; Saúde física e mental; Equilíbrio financeiro; Networking.

Adequação da Profissão à Vocação

O primeiro pilar é a adequação da profissão à vocação. Com ela, há motivação para trabalhar e felicidade com o trabalho. A pessoa é mais criativa, mais feliz, rende mais. A proximidade entre o trabalho desempenhado e a vocação é fundamental para que a pessoa tome a iniciativa, para que todos os dias tenha ânimo de ir para o trabalho, energia e disposição. Este pilar fortalece a empregabilidade na medida em que a ocupação corresponde a aptidões, facilidades, gostos e interesses do profissional.
Muitos profissionais por um motivo ou outro estão às voltas com atividades que não correspondem à sua vocação, e o melhor neste caso, é adotar uma atitude positiva de busca de convergência entre o trabalho e a vocação, mesmo que seja necessário trocar de emprego ou atividade. Não existe nada pior que um trabalho feito por obrigação, aquele para o qual não se tem jeito, do qual não gosta.
Corra atrás da sua aptidão, do seu sonho, de sua felicidade, de sua qualidade de vida no trabalho, afinal você é o administrador de sua carreira. Uma proposta, uma oportunidade é boa e deve ser aceita se contribui para o progresso de sua carreira e se ajusta à sua opção vocacional.

Competências Profissionais

Este pilar compreende os conhecimentos adquiridos, as habilidades físicas e mentais, o jeito de atuar e a experiência; enfim a sua capacitação profissional desenvolvida pela sua formação escolar, pelos treinamentos, pelo autodidatismo e pela vivência cotidiana. Com ela você compete num mercado que exige atualização constante e rápida, onde as leis são duras e cruéis: empresa de primeira só contrata profissional de primeira.
Quem descuida de sua qualificação e atualização perde a "atratividade", não desperta atenção. Grande parte dos demitidos são pessoas que se acomodaram em seus empregos. São pessoas honestas, trabalhadoras, mas que pararam e se desprepararam para enfrentar as novas exigências.
O profissional atual, empregado ou não, tem que ir atrás da informação. Comprar livros, revistas especializadas, participar de seminários, palestras, exposições. Tem que ter a humildade de aprender com quem está à sua volta, fazer perguntas e saber ouvir.
Um aspecto importante neste pilar é a divulgação, ou seja, é necessário posicionar-se como um solucionador de problemas e à disposição do mercado. Saber vender o seu trabalho, fazer o seu marketing, absorver o papel de prestador de serviço que resolve e que fornece resultados para o tomador desse serviço - o cliente. Atender ao cliente significa entender e atender as suas necessidades, trocar problemas por soluções que podemos dar com nossa competência. Precisamos saber vender, pois sem venda não há trocas, sem trocas não há soluções para os problemas. Na venda você oferece a sua competência, sua capacidade e sua experiência e conseguirá promover a troca de sua capacitação por trabalho, contrato ou emprego. E, conseqüentemente, por receita, salário ou honorários.

Idoneidade

Este terceiro pilar que sustenta a empregabilidade diz respeito a idoneidade, a honestidade e a correção com a qual se conduz a vida e o trabalho dentro de princípios legais e éticos do profissional. Alguém só é contratado se for recomendado, se for honesto; só será apresentado, elogiado ou convidado se for correto, confiável. E, esta é uma questão que não tem meio termo, aquele profissional que é competente, que tem ocupação adequada à sua vocação, sempre encontra trabalho, sempre encontra quem o apresente, dê boas referências e faça recomendações. Boas referências decorrem de um trabalho bem-feito e de uma conduta correta, exemplar.

Saúde Física e Mental

Aquele que administra sua empregabilidade, sua carreira, quer o melhor para sua vida, deve lutar para obter continuamente o equilíbrio entre o trabalho e o lazer, entre a obrigação e a diversão, entre o papel profissional e os demais papéis que desempenhamos na vida. Quem apenas trabalha não tem tempo, ânimo nem condições para exercer outros papéis.
Nós consumimos energia para viver, para trabalhar. O cuidado com a saúde evita um desgaste exagerado que obriga a uma reposição ainda maior de energia. O exercício mental garante que o cérebro continue ativo, produtivo. O exercício físico contribui para que os músculos adquiram tonicidade, rigidez e conservem a capacidade de responder às solicitações. O cuidado com o corpo não é um simples modismo, um corpo leve e saudável está mais bem preparado para enfrentar os desafios do dia-a-dia com mais prontidão e preparado para os períodos de maior desgaste.

Equilíbrio Financeiro

O profissional precisa fazer uma reserva que o sustente por algum contratempo. As reservas são uma conveniência, uma defesa, mais um pilar que sustenta a empregabilidade.
Essa poupança pode ser feita tirando uma parte das despesas do dia-a-dia, um dinheiro tirado em comum acordo com os familiares. É preciso saber planejar, agir, ir em busca de fontes alternativas de receita, que pode ser também um segundo emprego, a realização de trabalhos esporádicos, um investimento produtivo ou seja o que for.
Enfim, se você tiver iniciativa, estiver de "óculos" para enxergar possibilidades, identificar problemas que o levem a propor soluções a quem precisa decidir, se você tiver coragem para consultar o outro, saber se seu interesse em receber uma ajuda profissional em troca de pagamento, você se encontrará diante de ocupações remuneradas, periódicas ou não. Esta reserva é mais um dos pilares que garantirão sua empregabilidade.

Networking

O último pilar e de extraordinária importância é o dos relacionamentos. Todos os problemas humanos se resolvem com seres humanos, desde que você cultive bons relacionamentos e saiba onde estão as pessoas. Quem conhece pessoas adquire informações e quem tem informações tem acesso, logo, outro grande patrimônio de um profissional é o seu relacionamento. Uma pessoa cuidadosa registra seus relacionamentos, cultiva-os, mostra-se solidária, atenciosa e prestativa. Sempre que tomamos a iniciativa de cumprimentar as pessoas, de nos lembrarmos dela, de enviar-lhe algum presente ou até de visitá-la, estaremos tratando bem do capital social, combatendo a inflação do esquecimento, da indiferença, do descuido, da frieza.
O interessante é que este capital social é gratuito, nós o recebemos como um presente da vida vai sendo depositado diariamente e aumenta à medida que nos encontramos abertos a relacionamentos, à medida que expusermos, conversamos, freqüentarmos, à medida que nos interessarmos pelo outro.
Todos esses pilares são itens interligados e precisam ter um razoável equilíbrio. Às vezes você desenvolve mais um pilar, mas não pode se descuidar do outro. Quanto maior o descuido de um aspecto em relação aos demais, mais difícil torna-se sustentar a empregabilidade. O ônus de montar, desenvolver e manter estes pilares é do profissional.
Reciclar-se constantemente, ser flexível a mudanças e multifuncional são fatores que as empresas valorizam. Trate sua carreira como um verdadeiro negócio e não pense como mero funcionário, mas como alguém que possa fazer a diferença.

CONCLUSÃO

Empregabilidade é um tema extremamente dinâmico e a lista de pré-requisitos necessários para ser desejado pelo mercado que cresce continuamente. As chamadas competências essenciais  vão se tornando mais amplas e mais complexas à medida que o tempo passa.
Há algum tempo o capital intelectual era uma vantagem competitiva por excelência. Hoje, sem a presença do capital emocional e do capital ético, apenas para citar duas concepções vigentes, apenas o capital intelectual não garante a contratação e permanência no mercado de trabalho.
Quanto mais aumenta o nível da competitividade, mais as questões relativas à capacidade de enfrentar e conviver com altos níveis de pressão tornam-se evidentes. Conviver cotidianamente com este nível de pressão não requer apenas intelecto relevante, mas, condições físicas e mentais pra lá de saudáveis. As maiores causas de afastamentos a partir do nível gerencial se devem a transtornos psicológicos, muitos deles potencializados pelo estresse negativo oriundo dos níveis crescentes de pressão e da falta de uma disciplina que permita crescimento na carreira associado à qualidade de vida.
O conceito de empregabilidade é extremamente simples, resume-se nas respostas às seguintes perguntas: Quanto a sua bagagem pessoal e profissional é interessante para o mercado? Que "diferenciais nobres" você possui quando comparado a outros profissionais com uma formação e trajetória parecidas com a sua? Quais as razões que justificam o desejo de uma empresa em ter você como parte do capital estratégico/competitivo da organização? O quanto a sua história de vida e de carreira falam mais alto que seu currículo?
Ou seja, quando você pensa nas pessoas que detêm o poder de contratá-lo você tem que pensar: Afinal por que elas se importariam?
Você não vale apenas o quanto sabe, mas vale o quanto "é". Uma pessoa de grande competência técnica cujas qualidades morais e éticas não sejam comprováveis já não interessa a uma organização lúcida.
Ser digno de confiança é um pré-requisito fundamental que sobrepõe o desejo por desafios e a capacidade de trabalhar sobre pressão.
Diferenciais nobres são àqueles que estão tão associados ao seu ser, e que se tornam difíceis de serem copiados por seus pares: sua personalidade, seu caráter e o seu comportamento estão entre elas. Diferenciais pobres são facilmente copiados. Diferenciais nobres são os verdadeiros diferenciais!
Quanto maiores forem as condições de manter a mente aberta para transitar com qualidade por ambientes multiculturais e colaborar na elaboração de parcerias em cada ambiente que freqüenta, maior a empregabilidade!
O mundo demanda por profissionais competentes, éticos, determinados e com visão de futuro. Nenhuma competência acima da média será desprezada se não o for primeiro por quem a possui.
Empregabilidade é uma questão de uma excelente bagagem e um ótimo marketing pessoal. A empregabilidade depende da capacidade de gestão da própria vida e carreira. E diferenciais, devem por definição, ser DIFERENTES!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

O Conhecimento, A Perspectiva, A Atitude, Habilidades Técnicas, Habilidades Humanas, Habilidades Conceituais ( CHIAVENATO, Idalberto, Administração nos Novos Tempos, 2ª edição, editora Elsevier, 2004, p.17, 18, 19, 20 e 21).

REFERÊNCIAS WEBGRÁFICAS

Definições de Empregabilidade
Quinta-feira, 22 de outubro de 2009 às 14h e 47min.
http://www.gepeto.ced.ufsc.br/arquivos/dacompetitividade1.pdf
Sexta-feira, 19 de novembro de 2009 às 21h15min.
http://www.meuartigo.brasilescola.com/atualidades/empregabilidade-uma-exigencia-profissional.htm
Os Seis Pilares da Empregabilidade
Sabado, 20 de novembro às 00h e 12min.
http://www.sinal.org.br/site_rio/noticias_2.asp?id=8127&reformas=
Criatividade e Inovação
Sabado, 20 de novembro 7h e 40min.
http://www.ludwig.com.br/album.php?n=2
Habilidades
Sabado, 20 de novembro as 8h.
http://www.anatel.gov.br/Portal/verificaDocumentos/documento.asp?numeroPublicacao=35553&assuntoPublicacao=Waldez%20Ludwig%20lota%20o%20Espaýo%20Cultural%20Anatel&caminhoRel=null&filtro=1&documentoPath=biblioteca/releases/2002/release_26_02_2002(2).pdf
O valor da Emoção
Sabado, 20 de novembro às 8h e 17min
http://www.partes.com.br/emrhede/eleanderson/valordaemocao.asp

ÍNDICE REMISSIVO

Atitude: Comportamento.
Conhecimento: Acervo de informações que o profissional possui a respeito de sua especialidade.
Criatividade: Capacidade de criar coisas novas; espírito inventivo.
Empregabilidade: Qualidade que possui a pessoa que está adequada às exigências do mercado de trabalho.
Espírito Empreendedor: Arrojado, realizador.
Inovação: Introdução de alguma novidade, nos costumes, na ciência, nas artes etc.
Habilidades Conceituais: Visão da organização ou da unidade organizacional como um todo.
Habilidades Humanas: Facilidade de relacionamento interpessoal e grupal.
Habilidades Técnicas: Conhecimento especializado relacionadas com o trabalho e com os procedimentos de realização.
Visão Sistêmica: Visão geral.

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