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Estruturas Divisionais

Autor:
Instituição: Instituto Imaculada Conceição
Tema: Teoria das Organizações

ESTRUTURAS DIVISIONAIS


Desenhando a estrutura organizacional: especialização e coordenação

Dando continuidade ao tema das Organizações e a Teoria Organizacional, será discutida a segunda questão mais importante do Desenho da Estrutura Organizacional, que é também vital para o papel dos administradores: a do agrupamento e coordenação de tarefas de forma que a divisão do trabalho permita a organização alcançar seus objetivos. A primeira questão, relativa a hierarquia de autoridade (a dimensão vertical da estrutura organizacional).

A estrutura organizacional é um instrumento básico para o desenvolvimento e implementação do plano organizacional nas empresas, onde deve ser delineada de acordo com os objetivos e estratégias estabelecidas, ou seja, situações almejadas pela empresa. Para a função de O&M, a estrutura compreende a disposição das diversas unidades que compõem a empresa envolvendo o físico, como unidades que compõem a empresa com relação ao espaço e equipamentos que lhe são pertinentes à localização do estabelecimento. E o "organismo" da empresa como deveres, responsabilidades e comunicação. Neste trabalho,em especifico, trará estudos de vários cientistas da área de administração, comentando quais os tipos mais utilizados, suas características, vantagens e desvantagens da estrutura organizacional. Na compreensão da estrutura organizacional é necessário conceituar a função organizacional, pois a estrutura organizacional é o instrumento básico para concretização do processo organizacional

Assim ressaltamos que esses textos são baseados no livro Organizational theory: text and cases, do autor Jones Gareth e foram produzidos como forma de estudo e aprendizagem da disciplina Teoria das Organizações, do Mestrado em Administração da PUC, ênfase em Gestão Estratégica da Informação e do Conhecimento.


Da estrutura funcional a divisional

Se uma organização se limita a produzir poucos produtos, em apenas um local, para vendê-los a um tipo de cliente, a estrutura funcional é capaz de gerenciar a maioria de seus problemas de controle. Mas se a organização aumenta e diferencia sua produção, crescendo também a quantidade de localidades e de seus clientes, é necessária uma estrutura que aumente o controle de suas diferentes subunidades para melhor satisfazer as necessidades dos clientes. A mudança para uma estrutura mais complexa pode se basear em três opções de desenho:

1) Aumentar a diferenciação vertical para recuperar o controle nesta direção. Envolve aumentar o número de níveis na hierarquia, decidir que autoridade será concentrada no topo da organização e quanto de regras e normas utilizar para padronizar comportamentos e exercer controle sobre os empregados.

2) Aumentar a diferenciação horizontal para recuperar o controle nesta direção. Envolve sobrepor um grupo funcional com outro tipo de agrupamento de subunidade.

3) Aumentar integração para recuperar o controle vertical e horizontal. Quanto maior for o nível de diferenciação, os mecanismos de controle necessários serão mais complexos.

A estrutura mais adotada para resolver problemas de controle é a estrutura divisional, que agrupa as funções de acordo com as demandas de produtos, mercados e clientes. O objetivo da mudança para essa estrutura é criar subunidades menores e mais fáceis de gerenciar. O tipo selecionado depende do problema que se quer resolver: se for de número ou complexidade de produtos, será usada a estrutura de produto e irá agrupar suas atividades por produto; se for o número de localidades, será usada a estrutura geográfica e irá dividir suas atividades por região; e se for de quantidade de grupos de clientes, será usada a estrutura de mercado e irá se dividir por grupos de clientes.


Estrutura divisional I: três tipos de estrutura de produto

Uma estrutura de produto é uma estrutura divisional na qual os produtos são agrupados em divisões separadas de acordo com suas similaridades e diferenças. A organização que agrupa suas atividades por produto deve decidir como coordenar as divisões com as funções de suporte. Existem duas opções: centralizar as funções de suporte no topo da empresa; ou criar vários conjuntos de funções de suporte, um para cada divisão de produto. Quando os produtos são similares, a empresa escolhe centralizar, usando a estrutura de divisão de produto. Quando os produtos são muito diferentes, é escolhida a estrutura multidivisional. Quando os produtos são muito complexos, a estrutura de time de produto é a mais adequada.

A Estrutura de Divisão de Produto é a estrutura na qual um conjunto centralizado de funções de suporte serve a várias linhas de produto. Por exemplo, funções de suporte como vendas e marketing, pesquisa e desenvolvimento, são centralizadas no topo da organização e cada divisão de produto usa seus serviços ao invés de ter suas próprias funções de suporte, o que seria mais caro.

Quando uma organização começa a produzir um vasto conjunto de produtos complexos ou muito diferentes entre si, a estrutura de divisão de produto se torna incapaz de fornecer o controle necessário. Gerenciar atividades complexas e diversificadas requer uma Estrutura Multidivisional, na qual as funções de suporte são substituídas por divisões próprias (auto-contidas). Essa estrutura traz duas inovações: independência de cada divisão, pois cada uma tem suas próprias funções de suporte e controla suas atividades de criação de valor; novo nível de gerenciamento, o headquarters corporativo, composto por gerentes responsáveis por supervisionar as atividades dos gerentes que lideram as diversas divisões. Estes gerentes corporativos constituem um outro nível na hierarquia, aumentando a diferenciação vertical e facilitando o controle de atividades mais complexas.

A estrutura multidivisional é muito utilizada, possuindo vantagens e desvantagens. Como vantagens, podemos citar: o aumento da efetividade organizacional em virtude da divisão do trabalho; o aumento de controle, pois os gerentes corporativos monitoram o desempenho dos gerentes de divisão; crescimento lucrativo, pois cada divisão tem seu próprio centro de lucros permitindo a avaliação de qual investimento deve dar o melhor retorno; mercado interno de trabalho, pois o gerente de divisão mais capaz pode ser promovido para gerente corporativo tendo incentivo para um bom desempenho.

Como desvantagens podemos citar: o gerenciamento do relacionamento entre corporação e divisão, ou seja, decidir o quanto de autoridade centralizar na corporação ou descentralizar nas divisões; problemas de coordenação entre divisões, pois como os desempenhos podem ser comparados, as divisões competem por recursos ao invés de cooperarem umas com as outras; problemas de transferência de preço, o preço pelo qual uma divisão vende um produto ou informação para outra divisão; custos burocráticos, uma vez que cada divisão tem um conjunto completo de funções de suporte, tornando a operação da organização muito cara; problemas de comunicação, pois as organizações de estrutura multidimensional tendem a ter hierarquias altas, com problemas principalmente de distorções de informações. Quanto mais centralizada maior será o problema de comunicação na empresa.

A Estrutura de Time de Produto é uma mistura entre a estrutura de divisão de produto e a multidimensional. Nela, especialistas das funções de suporte são combinados em times de desenvolvimento de produtos que se especializam em um tipo particular de produto. Cada time é uma divisão própria coordenada por um gerente de time de produto, que supervisiona todas as atividades associadas ao desenvolvimento e fabricação do produto. Essa é uma estrutura mais descentralizada que a funcional ou que a de divisão de produto. O agrupamento em divisões auto-contidas aumenta a integração, pois cada time de produto é responsável por todos os seus aspectos operacionais.

Estrutura divisional II: estrutura geográfica

É usada quando a empresa se expande ou inicia atividades em diversas localidades. As divisões são organizadas de acordo com os requisitos das diferentes localidades de operação da empresa. Algumas funções podem ser centralizadas num local principal e outras podem ser descentralizadas por regiões.

Estrutura divisional III: estrutura de mercado

É quando a organização agrupa suas habilidades funcionais e atividades de acordo com necessidades de grupos distintos de clientes. O mercado é a base para o estabelecimento das divisões, e cada grupo faz uso de funções de suporte centralizadas e deve desenvolver produtos para atender clientes específicos.

Modelos de estrutura divisional

Modelo – 01 – Organograma da empresa Engeservise

O organograma da figura abaixo, é representação gráfica da empresa Engeservice. Conforme se apreende da interpretação do organograma, é uma estrutura divisionalizada em sua primeira instancia, seguida de uma departamentalizacao por produtos de suas atividades-fins (divisões), para, finalmente, no âmbito das divisões adotar a forma matricial.

Modelo – 02 – Câmara Municipal de Viana do Castelo

Para atender a necessidade do município e para melhor atender a população, ouve necessidade de aplicarmos uma estrutura divisionalizada no nosso organograma.


BIBLIOGRAFIA

Cury, Antônio, Organização e Métodos: 4.ed. São Paulo, Atlas, 1988

Oliveira, Djalma de P. R. de, Sistemas, Organização e Métodos: 10.ed. São Paulo, Atlas, 1991

Raskin, Sara Fichaman, Estruturas Organizacionais: 3.ed. São Paulo, Atlas, 1995

Tachizawa, Takeshy, Saico, Oswaldo, Organização Flexível, Qualidade na Gestão por Processo, 1.ed. São Paulo, Atlas, 1997

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