Fundamentação Teórica de Estágio Supervisionado

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Tema: Administração

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DE ESTAGIO SUPERVISIONADO


1.0 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1 Administração

Para contar a historia da administração primeiro devemos saber o que é administração:

A palavra administração tem sua origem no latim 9ad, direção para tendência; minister, comparativo de inferioridade; e sufixo ter, que serve como termo de comparação, significando subordinação ou obediência, isto é, aquele que realiza uma função abaixo do comando de outrem, aquele que presta um serviço a outro) e seu significado original implica subordinação e serviço. (DRUCKER, p51).

  • Significado prático - consiste em interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-las em ação organizacional através do planejamento, organização, direção, controle e coordenação.
  • Filósofos que influenciaram na Administração: Francis Bacon (preocupa-se com a prática separando o que é essencial do que é acidental), René Descartes (criador das coordenadas cartesianas).
  • Princípios: dúvida sistemática ou evidência, análise ou decomposição, síntese ou composição, enumeração ou verificação.
  • Thomas Hobbes - teoria da origem contratualista do estado homem primitivo.
  • Adam Smith - especialização profissional, divisão do trabalho.

Verificando isso vamos visualizar que em sua origem a palavra administração se refere à função que se desenvolve sob o comando de outro, de um serviço que se presta a outro.

Daí recai sobre a historia, ou seja, o desenvolvimento da administração pelas eras da historia. Poderíamos ir a eras distantes, mas nos ateremos a falar de civilizações mais conhecidas e que demonstraram um grande aperfeiçoamento em seus métodos administrativos pelas eras.

Daí verifica que na construção das pirâmides os egípcios praticaram e planejaram as atividades arquitetônicas. Iniciando por desenvolver princípios de organização por grupos de trabalho, de chefia e técnicas de descrição detalhada das tarefas de cada um no grupo. Chegando a comandar 10.000 (deis mil) homens em projetos que chegaram a durar duas décadas. Sendo sempre eficientes de forma a sempre atingir seus objetivos finais, mas os mesmos ignoravam o tempo, dinheiro e a satisfação do trabalhador.

Na Babilônia aproximadamente 2.000 a.C. o código de hamurabi (governador Babilônico), consisti num texto de leis que orientou o povo no princípio do trabalho. E desta forma pode ser considerado o primeiro escrito de administração no mundo. Demonstrando assim a capacidade crescente dos povos quanto a sua administração.

Os Hebreus no êxodo demonstrou uma operação gerencial por parte de Moises ao guiar o povo. E por findo na apresentação dos deis mandamentos uma forma de coerção, pois formou uma solidariedade entre o grupo.
Sócrates em sua discussão com Nicomaquides expõe o seu ponto de vista sobre a administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência:

Sobre qualquer coisa que um homem possa presidir, ele será, se souber do que precisa e se for capaz de provê-lo, um bom presidente, quer tenha a direção de um coro, uma família, uma cidade ou um exército. Não é também uma tarefa punir os maus e honrar os bons? Portanto, Nicomaquides, não desprezeis homens hábeis em administrar seus haveres; pois os afazeres privados diferem dos públicos somente em magnitude; em outros aspectos são similares; mas o que mais se deve observar é que nenhum deles podem ser geridos sem homens, nem os afazeres privados são geridos por uma espécie de homem e os públicos por outra: pois aqueles que conduzem os negócios públicos não utilizam homens de natureza diferente daqueles empregados pelos que geram negócios privados; e os que sabem empregá-los, conduzem tanto os negócios públicos, quanto privados, judiciosamente, enquanto que aqueles que não sabem, errarão na administração de ambos. (Platão, cap. 4).

Aristóteles filosofo grego, discípulo de Platão, do qual bastante divergiu, abrindo as perspectivas do conhecimento humano na sua época. Foi o criador da lógica e em sua obra metafísica, desenvolveu a tese de que a realidade é aprendida através da percepção e da razão.

Os romanos mais tarde desenvolveram um sistema semi-industrial para fabricação de suas armas, cerâmicas e têxteis onde acabaram comercializando e exportando. A china na dinastia Chom inicia a primeiro setor de pessoal com grau de escalão, função e descrição de tarefas.

As organizações militares e a igreja católica implantaram a hierarquia com grau de autoridade e responsabilidade que deve ser exercida.

A partir daqui os efeitos da historia são mais marcantes a administração por isso tem que ser citados com maior ênfase.

1.1.1 REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

  • Com o invento da máquina a vapor por James Watt em 1776 e sua aplicação à produção, uma nova concepção de trabalho modifica a estrutura social e comercial da época, promovendo mudanças profundas na ordem econômica, política e social.
  • Tem início na Inglaterra e se espalha por todo o mundo.
  • 1ª fase: revolução do carvão e ferro - 2ª fase: revolução do aço e da eletricidade
  • 1ª fase - os inventos vieram substituir a força motriz do homem reavaliado todo o processo produtivo: mecanização da indústria e da agricultura, surgimento da máquina de fiar, surgimento do tear hidráulico, surgimento do tear mecânico.
  • 2ª fase: desenvolvimento de novos processos de fabricação do aço, aperfeiçoamento do dínamo.


1.1.2 CARACTERÍSTICAS DO LIBERALISMO

  • Direito natural - a ordem natural é a mais perfeita
  • A vida econômica deve afastar-se da influência estatal.
  • A livre concorrência é o postulado principal do liberalismo econômico.

O liberalismo corresponde ao período máximo de desenvolvimento da economia capitalista.


1.1.3 CONSEQÜÊNCIAS DA LIVRE CONCORRÊNCIA

  • Conflitos sociais intensos
  • Acumulação de capitais gerando profundos desequilíbrios sociais
  • Concentração de renda
  • Frederick Taylor - desenvolveu a chamada escola da administração científica - aumentar a eficiência através da racionalização do trabalho operário. USA
  • Henri Fayol - desenvolveu a teoria clássica - aumento da eficiência através da organização. França.


1.1.4 ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

  • Tentativa de aplicação dos métodos da ciência aos problemas da administração, acabando com o empirismo e a improvisação, cedendo lugar ao planejamento e a ciência.
  • Frederick Taylor - pai da administração científica (falarei mais a seguir)
  • Principal característica - ênfase nas tarefas
  • Empirismo - aquilo que tem base científica


1.1.5 TEORIA ORGANIZACIONAL

  • Principal característica: ênfase na estrutura
  • Henri Fayol
  • Princípios gerais da organização - autoridade, responsabilidade, disciplina, unidade de comando, remuneração adequada, justiça.


1.1.6 PLANEJAMENTO

  • Consiste na função administrativa que determina antecipadamente o que se deve fazer e quais os objetivos que devem ser alcançados.
  • Principal característica - serve de base para as demais funções fornecendo um modelo teórico para ações futuras visando dar condições racionais para que se organize e dirija o sistema baseando-se na realidade atual e futura.


1.1.7 ORGANIZAÇÃO

  • Dois significados - empreendimento, e como função administrativa (é a reunião de atividades necessárias para alcançar os objetivos propostos pela empresa) tem a finalidade de estruturar os recursos principalmente o humano. (hierarquia)
  • Componentes: tarefas, pessoas, órgãos, relações.
  • Funções de linha - ligadas diretamente aos objetivos da empresa.
  • Função de staff - não se encontram diretamente ligadas aos objetivos da empresa, assessoramento.


1.1.8 DIREÇÃO

  • Orientação das operações que devem ser executadas.
  • Características: conhecimento claro dos objetivos indica e orienta o comportamento do indivíduo, determina relações entre indivíduos, guia os funcionários, adequando-os aos cargos e planos estabelecidos pela empresa.


1.1.9 CONTROLE

  • Pode ser uma função restrita mantendo os padrões da empresa, ou pode ser um sistema automático, auta no sentido de ajustar todas as operações.
  • Organização formal - sistema de atividades legalmente constituído e conscientemente coordenado.
  • Organização informal - é um agregado de contatos influenciando a organização obrigando a mesma a redefinir sua estratégia previamente planejada.
  • Principais princípios: cada indivíduo tem ou pode desenvolver habilidades especiais (obter mais e melhores resultados com a mesma quantidade de esforço), princípio da autoridade (é o poder de dar ordens e obter obediência), disciplina (o acordo entre empresa e funcionários onde requer obediência, cooperação e respeito).


1.2 PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

1.2.1 DE TAYLOR

Para Taylor, a gerência adquiriu novas atribuições e responsabilidades descritas pelos quatro princípios a seguir:

1.2.1.1 CONCLUSÃO SOBRE TAYLOR

No início sua preocupação era tentar eliminar o desperdício e das perdas sofridas pelas indústrias americanas e elevar os níveis de produtividade através de métodos e técnicas de engenharia. Ele utilizava técnicas que eram centradas do operário para a direção, através do estudo de tempos e movimentos, da fragmentação das tarefas e na especialização do trabalhador reestruturava a fabricação e com os conceitos de gratificações por produção incentivava o operário a produzir mais.

Só que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se o supervisor, o chefe, o gerente, o diretor continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior.

Contudo a Administração Científica tinha diversos defeitos dentre eles: o mecanicismo de sua abordagem (teoria da máquina), a super escalização que robótica o operário, a visão microscópica do homem tomando isoladamente e como parte da maquinaria industrial, a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios, a abordagem incompleta envolvendo apenas a organização formal, a limitação do campo de aplicação à fábrica, omitindo o restante da vida de uma empresa, a abordagem eminentemente prescritiva e normativa e tipicamente de sistema fechado.

Mesmo assim, essas limitações e restrições não apagam o fato de que Administração Científica foi o primeiro passo concreto da Administração rumo a uma teoria administrativa Foi Taylor que implantou diversos conceitos que até hoje o utilizamos na Administração isso fica explícito no parágrafo de Administração Como Ciência.


1.2.2 HENRI FAYOL (Teoria Clássica Administrativa - 1916)

1.2.2.1 AS 6 FUNÇÕES BÁSICAS DA EMPRESA

Fayol parte da proposição de que toda empresa pode ser dividida em seis grupos:

  • Funções Técnicas, relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa;
  • Funções Comerciais, relacionadas com a compra, venda e permutação.
  • Funções Financeiras, relacionadas com a procura e gerência de capitais.
  • Funções de Segurança, relacionadas com a proteção e preservação de bens.
  • Funções Contábeis, relacionadas com os inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.
  • Funções Administrativas, relacionadas com a integração da cúpula das outras cinco funções. As funções administrativas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima delas.


1.2.2.2 CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO

A Administração não é senão uma das seis funções, cujo ritmo é assegurado pela direção. Mas ocupa tamanho lugar nas funções dos altos chefes que, às vezes, pode parecer que as funções administrativas estejam concentradas exclusivamente no topo da organização, o que não é verdade.


1.2.2.3 FUNÇÕES UNIVERSAIS DA ADMINISTRAÇÃO

Previsão: envolve avaliação do futuro e aprovisionamento em função dele. Unidade, continuidade, flexibilidade e previsão são os aspectos principais de um bom plano de ação.
Organização: proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa.
Comando: leva a organização a funcionar. Seu objetivo e alcançar o máximo retorno de todas os empregados no interesse dos aspectos globais.
Coordenação: harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando seu negócio e seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins.
Controle: Consiste na verificação para certificar se todas as coisas acorrem em conformidade com o plano adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as fraquezas e erros no sentido de retificá-los e prevenir a ocorrência.


1.2.2.4 PRINCÍPIOS GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO PARA FAYOL

Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência.
Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência, responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade. Ambos devem estar equilibrados entre si.
Disciplina: depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos.
Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única.
Unidade de direção: uma cabeça é um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo.
Subordinação de interesses individuais aos interesses gerais: os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares.
Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição.
Centralização: refere-se a concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização.
Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É o princípio de comando.
Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana.
Eqüidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal.
Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo tanto melhor.
Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar seu sucesso.
Espírito de equipe: harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização.

A teoria Clássica concebe a organização em termos de estrutura, forma e disposição das partes que a constituem, além do inter-relacionamento entre as partes. Restringe-se apenas aos aspectos da organização formal. Para a Teoria Clássica, os aspectos organizacionais são analisadas de cima para baixo (da direção para execução) e do todo para as partes (da síntese para análise), exatamente ao contrário da abordagem da Administração Científica.


1.2.2.5 ELEMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO PARA URWICK

  • investigação
  • previsão
  • planejamento
  • organização
  • coordenação
  • comando
  • controle


1.2.2.6 ELEMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO PARA GULICK

  • planejamento (planning)
  • organização (organizing)
  • assessoria (staffing)
  • direção (directing)
  • coordenação (coordinating)
  • informação (reporting)
  • orçamento (budgeting)

Nos elementos da Administração (POSDCORD), Gulick aumentara o planejamento, organização, comando e coordenação mencionados por Fayol. Porém, os elementos staffing, reporting e budgeting são aparentemente novos. Na realidade, a organização para Fayol implica a constituição de duplo organismo material e social da empresa, o que contém o staffing de Gulick.

O reporting participa da previsão e do controle de Fayol, simultaneamente, porquanto a fase preliminar da previsão se assenta na pesquisa e documentação, e a fase do controle envolve a apresentação dos dados e relatórios para a autoridade superior. O budgeting, na concepção moderna, é um instrumento, tanto de planejamento e previsão, quanto de controle.


1.2.2.7 CONCLUSÃO SOBRE FAYOL

As funções da empresa são repartidas em seis nas quais a Administrativas engloba as funções universais da Administração que são: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. Essas funções também se estendem nas outras cinco esferas como uma técnica para estruturar a empresa.

Para Fayol a empresa é analisada em uma estrutura de cima para baixo. Sua visão é mais gerencial com resultados finais na produção enquanto que a visão de Taylor é na produção e no operário para resultados na quantidade produtiva.

Fayol complementa a Administração Científica com a Teoria Clássica.

Nessa mesma linha de complementação estão Urwick e Gulick


1.3 ESCOLA NEOCLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO

Suas origens remontam à Antigüidade. Autores clássicos fazem referência ao exército do faraó egípcio Tutmés que, por volta de 1500 a.C., já possuía uma assessoria similar a um serviço de inteligência, com rudimentos de um sistema administrativo. Posteriormente as organizações militares evoluíram em tamanho e complexidade, provocando um sistema completo de assessoria aos órgãos de linha.

Com a depressão econômica, entre 1929 e 1932, propagou-se intensamente a utilização de agências de assessoria como um meio de resolver problemas empresariais a baixo custo. A ênfase colocada no planejamento e no controle, o crescimento acelerado das empresas, o avanço tecnológico, a crescente necessidade de especialização, o volume e complexidade das leis e regulamentações, condicionando e restringindo as atividades das empresas, vieram incrementar a utilização cada vez maior do tipo de organização.

Descobriu-se que os empregados são muito mais complexos em sua constituição e motivação do que geralmente se pensava. Descobriu-se que os aspectos humanos e as relações da industria tinha importância critica no funcionamento diário das organizações. (LONGENECKER, P.26) .

O que contribuiu para a evolução dessa teoria foi à ênfase dada ao sistema de produção, em detrimento das demais áreas da empresa. Dando mais importância ao planejamento, organização, direção e controle.


1.3.1 Planejamento

A primeira função administrativa e servir de base para as demais. Sendo assim a função que determina antecipadamente o que se pode fazer e quais os objetivos que devem ser atingidos. Os quais geralmente são separados em imediatos, acessíveis e imaginários. Onde os acessíveis se tornam imediatos, os imagináveis se tornam acessíveis.

O planejamento é um processo que começa com os objetivos e define os planos para alcança-los. Esta definição faz do estabelecimento dos objetivos a serem alcançados o ponto de partida do planejamento. A fixação dos objetivos é a primeira coisa a ser feita saber onde se pretende chegar para se saber exatamente como chegar ate lá. (CHIAVENATO, P.252).

Muito são os objetivos dos administradores, mas o administrador deve ser capaz de visualiza-las e traçar resultados e ser capaz de alcança-los.

Mas o administrador deve torna-los o mais específicos possíveis, de modo a demonstrar claramente os resultados obtidos.
Com isso a empresa forma sua política, diretrizes, metas, programas, procedimentos e normas, mas para isso primeiro deve se entender o que isso significa:

  • Política: marco ou limitações da empresa, que serve para guiar e orientar as direções de uma ação.
  • Diretrizes: servem para dor rumo aos objetivos através de princípios estabelecidos.
  • Metas: e o alvo que dever ser atingido em curto prazo, as quais são de produção, a lucro, ou seja, qualquer meta tomada.
  • Programas: são as atividades desenvolvidas que visam a conclusão das metas.
  • Procedimentos: e como serão realizadas as tarefas para se atingir as metas. Onde e demonstrada a seqüência que deveram compor as tarefas.
  • Métodos: cria os procedimentos para realização de uma tarefa de forma a apresentar a melhor maneira de resolver a atividade.
  • Normas: são as regras que serão estabelecidas e definidas a serem seguidas, que asseguram o desenvolvimento correto da atividade.

Assim sendo planejamento deve ser continuo na administração, pois o mercado apresenta cada vez mais oportunidades e ao mesmo tempo enfrentam situações muito competitivas.

Onde devemos determinar como faze-lo e quem deve faze-lo, garantindo assim que a produção ocorra eficazmente e produza produtos e serviços como deve. A função de controle esta associada à função de planejar. Pois controlar é detectar os desvios em relação ao planejado e assegurar que ações sejam tomadas para corrigi-los.

O planejamento começa com o estabelecimento de objetivos para a empresa. Estratégias, políticas e padrões de longo prazo devem ser definidos para alcançar os objetivos. Esta atividade é chamada de planejamento estratégico e devera ficar a cargo da direção da empresa.


1.3.2 Planejamento Estratégico

E o processo de desenvolvimento e manutenção de objetivos de uma organização em momentos de grandes mudanças do mercado. Apresenta uma missão e objetivos que a apóiem num numero bom de negócios bem estruturados de estratégias coordenadas.

Isto posiciona a empresa num pronto ataque competitivo para o mercado gerando assim maiores oportunidades de crescimento. Como cita EVERS, p7 missão e a razão de ser, traduz a finalidade básica, determina a natureza, ajuda a explicar o negocio, os produtos e serviços, orientando todos os esforços numa direção.

Mas não se deve se complicar a missão, pois ela deve ser pratica e de rápida compreensão e versar-se sobre a realidade, e tudo isso deve gerar objetivos a serem alcançados. Mas os mesmos quando forem alcançados devem gerar uma nova missão com novos objetivos num emaranhado crescente da empresa.

Para melhor compreender tudo devemos ter uma missão que reflita a preocupação com as necessidades do mercado com o ambiente onde se vive e adaptar-se as suas exigências. Onde a missão atua como um orientador de todo o processo de planejamento e decisão empresarial. Mostrando uma visão explicita da natureza do negocio da empresa e de seu âmbito de atração.

Para isso administra-se um portfólio de negócios que representa a síntese do processo estratégico e da sua postura exigida pelas transformações do mercado. Onde o portfólio são os produtos chaves existentes na empresa, os quais deveram receber mais atenção e, por conseguinte uma maior numero de investimentos para gerar uma massa maior de lucro e possibilidades de crescimento.
Assim sendo deve-se verificar sempre as tendências, pois o que hoje e um produto forte amanha pode ser fraco ou vise versa gerando assim uma queda ou uma nova oportunidade de crescimento.

Daí pode se disser que o planejamento estratégico de ser desenvolvido sob supervisão direta da direção da empresa com o desenvolvimento de todos os departamentos, onde se deve reconhecer a implantação de estratégias de produtos e mercados.

Comparando os resultados gerados pelas atividades com os que haviam sido projetados, para adequar a necessidade do conhecimento por parte da organização de seus objetivos estabelecidos e encontrar ai os já alcançados.


1.3.3 Planejamento Orçamentário

Em qualquer situação, ter tempo de pensar e amadurecer uma decisão é algo importante. (Mendes, p.2) isto significa que devemos programar com antecedência as ações a serem executadas e fazer estimativas de recursos a empregar. Mas para isso sempre e necessário uma coleta de dados com informações sobre condições de ambiente externo, onde nos permitira a elaboração de um plano mais próximo da realidade.

Informações externas para empresa:

Onde deve se analisar as diferenças que existem para compor um investimento, fazer uma projeção de vendas e determinar qual o tipo de decisão a ser tomada. (gráfico anterior)

Os panos orçamentários podem ser a curto e a longo prazo, considerando as etapas necessárias ate a sua conclusão. Onde os mesmos fornecem as direções a serem seguido com suas instruções e plano comprometendo assim a todos na organização para um melhor aproveitamento e crescimento.



BIBLIOGRAFIA:

CHIAVENTO, Idalberto Introdução À Teoria Geral Da Administração - Makron Books - São Paulo - 4a. Ed - 1993.
MENDES, Dilermando Pinto. Administração Financeira e Orçamento II, Apostila, Curitiba, 1996.
EVERS, Emilio Neto. Pressupostos e fundamentos para o Programa de qualidade total. Apostila, Mafra, 1997.
NOTARI, José Nelson. Administração Mercadológica. Apostila, Mafra, 1998.
FAYOL, Henry. Administração Industrial e Geral. São Paulo, Atlas, 1950.
DUCKER, Peter Ferdinand. Pratica da Administração de Empresas. São Paulo, Pioneira, 1981.(Tradução Carlos A. Malferrari).

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