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Guarana em pó

Autor:
Instituição: Unic
Tema: Lanacamento de um novo produto

Lanaçamento de um novo produto: Guarana em pó

Unic
2008

 

 

 

I – INTRODUÇÃO

No ambiente hiper-competitivo de hoje, satisfazer os clientes é um quesito fundamental para uma empresa permanecer competitiva.

Empresários bem sucedidos afirmaram que, ter um bom conhecimento do mercado onde atua é o maior fator condicionante do sucesso empresarial. De acordo com os resultados da pesquisa, constatou-se que, para ter sucesso nas vendas, o empresário deve ter bom conhecimento do mercado, conhecer a clientela potencial e saber quais produtos eles procuram.

O ponto de partida para conhecer e satisfazer as necessidades dos clientes alvo é tentar compreender o comportamento do consumidor, estudar como pessoas, grupos e organizações selecionam, compram, usam e descartam produtos, serviços, idéias ou experiências, na busca de suas satisfações.

Apesar do número relativamente pequeno de entrevistas (em profundidade) vários aspectos interessantes sobre o comportamento desses consumidores foram observados, discutidos, interpretados na medida do possível anotados.

A escolha do tema surgiu através da preocupação do grupo, com futuros administradores, em conseguir obter estratégias de sucesso com o consumidor. Nas últimas décadas, a disputa entre as corporações passou do plano da manufatura para o mercado. Não há mais como manter diferenciais competitivos, e técnicos de produto por muito tempo.

Os clientes podem dizer uma coisa e fazer outra. É fundamental monitorar constantemente as mudanças, fazer análise de mercado, descobrir as reais necessidades e desejos dos consumidores, observar como eles se comportam antes e depois do consumo, segmentar o mercado e medir o grau de satisfação dos produtos e serviços oferecidos. Estes são fatores críticos de sucesso para qualquer negócio.

O objetivo da pesquisa é verificar e averiguar a demanda sobre o novo produto, guaraná em pó em sachet de 10g, que esperamos lançar no mercado. Especificamente a pesquisa visa responder as perguntas e quantificar a demanda sobre o produto.

Identificamos alguns itens que foram levados em conta durante a pesquisa.

1) a relação de praticidade do produto em sachet;
2) o tamanho e apresentação do produto;
3) a diversidade de novas embalagens;
4) a aceitação desse novo produto pelos consumidores assíduos e os novos consumidores que verão vantagens na praticidade da nova embalagem.

Para tanto entrevistamos a população para determinar os locais de consumo, horário de consumo, as marcas mais consumidas, a naturalidade dos consumidores, a forma física do produto e as classes sócias que mais consomem o produto.

Conhecer o perfil do cliente: caracterização dos clientes nos aspectos quantitativos (potencial do mercado, participação da empresa no mercado, etc) e qualitativos (estilo de vida, características comportamentais, hábitos de consumo, escolaridade, renda, etc)

 

II – DESENVOLVIMENTO

Guaraná é uma planta originária da Amazônia cujas propriedades energéticas e tônicas já eram conhecidas pelos nativos Maués, que o utilizavam antes de irem às lutas e em longas caminhadas para aumentar a resistência à sede, calor e fadiga.

As propriedades energéticas e tônicas do Guaraná devem-se principalmente às metil-xantinas presentes em suas sementes, predominantemente a cafeína (trimetil-xantina). Estes compostos possuem um efeito pronunciado sobre o metabolismo celular, estimulando os processos bioquímicos associados à musculatura e ao sistema nervoso central.

O guaraná em pó é tradicionalmente utilizado como fonte de energia, muito útil para acabar com a sensação de fadiga causada pelo esforço intelectual e físico.

Pela história do guaraná e pelo fato dos produtos in-natura estarem ganhando espaço no dia a dia das pessoas vislumbramos a possibilidade de colocarmos no mercado um guaraná em pó diferenciado dos demais.

Segundo o autor (KOTLER et al, 1993) “As pessoas interessadas no desenvolvimento de novos produtos podem encontrar oportunidades em muitos tipos de organizações. Em geral, não necessitar de experiência em marketing, pesquisa de mercado e previsão de vendas; elas também precisam ter capacidade organizacional para motivar e coordenar grupos, e podem necessitar de uma formação técnica”.

 

III – METODOLOGIA

 

3.1 - Pesquisa Descritiva

Para verificarmos a demanda do guaraná em pó em sachet e sua viabilidade, realizamos a pesquisa com 415 (quatrocentas e quinze) pessoas na cidade de Cuiabá em três etapas:

1º - 22/10/2007 foi realizada a pesquisa da UNIC;
2º - dia 27/10/2007 a pesquisa foi aplicada na Praça Alencastro;
3º - e dia 07/11/2007 foi realizada na FENIC-UNIC.

A pesquisa descritiva usa padrões textuais como, por exemplo, questionários para identificação do conhecimento. A pesquisa descritiva tem por finalidade observar, registrar e analisar os fenônemos sem, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo. Na pesquisa descritiva não há interferência do investigador, que apenas procura perceber, com o necessário cuidado, a freqüência com que o fenômeno acontece. Fundamentamos nossa pesquisa em forma de levantamento de campo, onde, buscamos dados ordenados, para tanto é preciso saber antes, quais dados serão relevantes à execução de nossa pesquisa.

Para se projetar uma pesquisa vários fatores foram levados em conta, como principais temos o tempo dispendido para a pesquisa, qual será o seu custo e se a empresa está disposta a arcar com estes custos. Uma boa pesquisa, mesmo que tenham elevados custos, pode ser rentável para a empresa.

A utilização de profissionais especializados em marketing pode ser fundamental para o projeto, sendo capazes de fazer a coleta e uma supervisão eficiente.

 

3.2 – Fonte de Dados

Utilizamos como principal fonte de dados a pesquisa de campo, levando em consideração: o costume, cultura, e interesses dos pesquisados, onde que por meio de respostas às perguntas e declarações, tivemos noção da real demanda do nosso produto.

 

3.3 – Tipos de Dados

A pesquisa foi fundamentada em dados primários levando em consideração as características demográficas, geográficas, comportamental, socioeconômicas, e ainda do comportamento passado e presente sobre o consumo do guaraná em pó.

Nosso questionário tem 16 (dezesseis) perguntas e foi baseado em: sexo, idade, naturalidade, hábito de consumo, marcas mais consumidas, propriedades medicinais, nível de renda etc.

Desta forma traçamos o perfil, principais características e preferências dos consumidores de guaraná em pó.

 

3.4 – Forma de coletas de Dados

Aplicamos o questionário de forma estruturada não disfarçada, dando opções de respostas já estabelecidas aos entrevistados, tais perguntas são tabuladas de forma clara e objetiva, o questionário teve a forma de entrevista.

 

3.5 – Tipos de Perguntas

Nosso questionário foi fundamentado de forma a se interar da idade, sexo, naturalidade, assiduidade de consumo, marca mais conhecida etc. Foram formuladas perguntas dos tipos: fechadas, semi-abertas, dicotômicas e encadeadas.

Para tanto pedimos a cooperação e agradecemos antecipadamente a colaboração com nossa pesquisa, apresentando a finalidade da pesquisa.

 

3.6 – Tipo de Amostra

Pelo método de amostragem foi aplicado o formato probabilístico estratificada onde leva em consideração em segmento de população, faixa etária, renda familiar, e é aplicada quando há necessidade de subdividir a população em extratos homogêneos.

 

3.7 – Cálculo da amostra

Para o cálculo da amostra, nos fundamentamos em obter consistência e precisão dos dados, para tanto aplicaremos um intervalo de confiança de 95,5%, uma margem de erro dos resultados de 4,90% para mais ou para menos, e ainda uma estimativa de variável de 50%. Onde numa população infinita utilizando a fórmula proporcional obtivemos um número de 415 (quatrocentas e quinze) pessoas a serem entrevistadas.

 

figura

 

3.8 – Instrumento de Coleta de dados

 

tabela

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IV – RESULTADOS

 

4.1 – Resultados e descobertas da pesquisa

O produto guaraná em pó é muito conhecido e apreciado na cidade de Cuiabá tanto pelas pessoas naturais da região quanto pelos que aqui chegaram e aprenderam a consumir. Algumas marcas são mais conceituadas dentre elas estão: Tibiriçá e indígena.

O produto é muito facilmente encontrado em supermercados, farmácias, feiras além das casas especializadas, onde pode ser adquirido nas formas, de bastão, xarope, ou pó de guaraná. Hoje em dia algumas modalidades diferentes tem aparecido, as sementes diretamente moídas, em algumas vezes aparecendo associados com outros produtos in-natura também considerados energéticos.

Donos ou funcionários de casas especializadas relatam que a procura pelo produto está aumentando, e que grande parte da procura está diretamente ligada a fatores de benefício para a saúde.

 

4.2 – Análise e interpretação dos resultados

 

4.2.1 – Entrevistados por sexo

Com base nos dados obtidos pela pesquisa, e apresentados na Tabela 1, foram entrevistados 415 pessoas onde 51% (cinqüenta e um por cento) são do sexo masculino e quase 49% (quarenta e nove por cento) do sexo feminino.

 

tabela

 

Devido o produto não ser direcionado a um sexo definido é utilizado por todos, e ainda foi convencionado pelo requerente da pesquisa que fosse entrevistados na mesma quantidade homens e mulheres, mantendo assim a paridade entre o sexo dos pesquisados.

 

4.2.2 - Naturalidade dos entrevistados

Foram entrevistadas exatas 415 pessoas, onde mais de 83% (oitenta e três por cento) dos entrevistados são da região centro oeste, seguido pela região Suldeste com 7,95% (sete, noventa e cinco por cento), em terceiro lugar a região Norte com 3,86 (três, oitenta e seis por cento), a região Sul somou 3,61% (três, sessenta e um por cento) e por último a região Nordeste com 1,20% (um, vinte por cento).


tabela

 

Tivemos grande freqüência de naturais da região Centro-Oeste devido ao universo da pesquisa ter se dado em uma faculdade de conceito regional e outro ponto de pesquisa foi uma praça freqüentada por naturais da nossa capital.

Possivelmente boa parte dos entrevistado já tiveram contato com o guaraná, que no caso é conceituado como produto de cultura regional.

 

4.2.3 - Faixa etária do entrevistado

A pesquisa mostrou maior incidência de entrevistados na faixa etária de 25 a 40 anos somando quase 48% (quarenta e oito por cento), seguido por pessoas da faixa etária de 15 a 25 anos que somou mais 39% (trinta e nove por cento), em terceiro lugar ficou as pessoas entre 40 e 60 anos que atingiram 10,60% (dez, sessenta por cento) e por último as pessoas com mais de 60 anos com apenas 2,41% (dois, quarenta e um por cento) da amostra.

 

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Esse número tão expressivo de jovens se deu devido a primeira fase da nossa entrevista ter se dado na Faculdade de Cuiabá – UNIC, que é ambiente de maioria jovens estudantes, portanto o número reduzido de pessoas com mais idade foram encontradas na segunda parte da entrevista, que foi na praça Alencastro.

 

4.2.4 - Opinião sobre o sabor do guaraná

Com base nos dados obtidos pela pesquisa, e apresentados na Tabela 4, mais de 41% (quarenta e um por cento) das pessoas entrevistadas acham o sabor do guaraná agradável, em segundo lugar 22,65% (vinte e dois, sessenta e cinco por cento) da amostra acham o sabor do guaraná muito forte, na terceira posição estão as pessoas que não gostam do sabor do guaraná somando 20,72% (vinte, setenta e dois por cento) e por último as pessoas que acham o sabor do guaraná diferente que soma quase 15% (quinze por cento) das pessoas entrevistadas.

 

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Apesar de a amostra da pesquisa ter sido de maioria de pessoas naturais do Centro-Oeste, o número de pessoas que acham o sabor do guaraná muito forte e dos que não gostam do sabor foi muito elevado, tendo que por conta do regionalismo do produto, boa parte deles já teve contato de alguma forma com o produto.

Considerando que os dados obtidos na amostra demonstraram que quase 50% (cinqüenta por cento) da amostra acham o sabor do guaraná agradável, possivelmente teremos sucesso com o lançamento do nosso produto.

 

4.2.5 - Hábito de consumo de guaraná, da família do pesquisado

Segundo os dados colhidos e de acordo com a tabela 5, quase 61% (sessenta e um por cento) dos familiares dos entrevistados têm o hábito de consumo do guaraná, e mais de 39% (trinta e nove por cento) dos familiares não possuem o hábito de consumo do guaraná.

 

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Os dados colhidos nas pesquisas demonstram que a grande maioria dos familiares dos pesquisados têm o hábito de consumir o guaraná, e que possivelmente são pessoas da região. Temos então um ponto forte sobre a demanda, que além dos entrevistados seus familiares também consumirão o produto.

 

4.2.6 - Hábito de consumo de guaraná pelo pesquisado

Os dados coletados demonstram que mais de 46% (quarenta e seis por cento) dos entrevistados têm o hábito de consumir o guaraná, e que quase 54% (cinqüenta e quatro por cento) dos entrevistados não têm o hábito de consumo do produto, desses 50% (cinqüenta por cento) não usam o produto por que não gostam, em segundo lugar quase 40% (quarenta por cento) não consomem por não ter costume, também há pessoas que não conhecem o produto somando 6,7% (seis, sete por cento) da amostra, uma pequena porção 2,68 (dois, sessenta e oito) da amostra não usam o produto pelo motivo não lembrar e por último 0,89% da amostra não usa o guaraná por ter problemas de saúde.

 

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Observamos então que o hábito familiar de consumo está em desacordo com o hábito individual que demonstra disparidade nos dados. Dentre os que não têm o hábito de consumo ainda podemos focar a propaganda nas pessoas que não tem costume de consumo e nos que não conhecem, aumentando assim a probabilidade de demanda do novo produto.

 

4.2.7 - Freqüência de consumo de guaraná pelo pesquisado

A tabela 7, mostra que 25,48% (vinte e cinco, quarenta e oito por cento) dos entrevistados usam diariamente o guaraná em pó, quase 67% (sessenta e sete por cento) das pessoas consomem de vez em quando, e 7,72% (sete, setenta e dois por cento) dos pesquisados usam o produto no mínimo 3 vezes na semana.

 

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Os dados amostrais nos mostram que apesar de não haver assiduidade de consumo dos pesquisados o produto tem bom aceitação e consumo razoável pelos consumidores, tomando isso como base deveremos investir na distribuição do produto nos mais variados pontos de comércio da capital e região.

 

4.2.8 - Horário de consumo do guaraná

Segundo a pesquisa, e demonstrado tabela 8, praticamente 62% (sessenta e dois por cento) da amostra usam o produto pela manhã, em segundo lugar mais de 26% (vinte e seis por cento) usam guaraná pela tarde, os que usam o produto pela noite somam 6,18 (seis, dezoito por cento), por último 5,79% (cinco, setenta e nove por cento) dos pesquisados usam o produto várias vezes ao dia.

 

tabela

 

Devido a cultura local a grande maioria dos entrevistados usam o guaraná pela manhã, mantendo assim a tradição das gerações, outra parte considerável de usuários faz uso no período da tarde, tais usuários são estudantes que necessitam de mais energia para desenvolvimento de suas atividades.

 

4.2.9 – Forma física de consumo do produto

Os dados acerca da forma física e apresentação do produto, mostra que a maior incidência de consumo do produto é na forma de pó de guaraná somando 83,40% (oitenta e três, quarenta por cento) da amostra, em segundo lugar aparece o xarope de guaraná com 7,34% (sete, trinta e quatro por cento) da pesquisa, o bastão aparece em terceiro lugar na preferência com quase 7% (sete por cento) e por último 2,32% (dois, trinta e dois por cento) da amostra utilizam o produto de outra forma.

 

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A maior preferência dos consumidores é pelo produto em pó, sendo mais fácil seu preparo e também pelo costume regional, temos então que o novo produto terá boa aceitação, tomando por base a preferência dos consumidores, e que o sachet é de fácil preparo.

 

4.2.10 - Marcas mais consumidas pelos entrevistados

Dentre as marcas mais consumidas se destacam-se Tibiriçá que detêm mais de 43% (quarenta e três por cento) do mercado local, em segundo lugar a Indígena, somando mais de 22% (vinte e dois por cento), seguido pela marca juca do guaraná com 22,39% (vinte e dois, trinta e nove por cento) da preferência, guaraflora, tupyniquim, multinatural, e outras somam quase 17% (dezessete por cento) do mercado local.

 

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Temos grandes concorrentes locais, marcas fortes de muito tempo no mercado, e de melhor distribuição mercadológica, que é o caso da tibiriçá e indígena, que juntas detêm mais de 65% (sessenta e cinco por cento) do mercado. Temos portanto que fixar nossa marca e produto na mente dos consumidores, pois com a consolidação da marca teremos maior demanda.

 

4.2.11- Hábito de consumo matinal do entrevistado

Considerando o consumo matinal dos entrevistados temos em primeiro lugar o café com 47,71% (quarenta e sete, setenta e um por cento), em segundo lugar o leite com 39,76% (trinta e nove, setenta e seis por cento), seguido de longe pelo açaí com a quantia de 6,51% (seis, cinqüenta e um por cento), empatados com 2,41% (dois, quarenta e um por cento) aparecem o chocolate e outros, e por último o tereré com apenas 1,20% (um, vinte por cento) da preferência.

 

tabela

 

Seguindo a tradição de consumo do guaraná no café da manhã, temos como principal concorrente o café com leite que também é costume do povo brasileiro, e ainda pode vir acompanhado com pão e manteiga. Os outros produtos podem não ser tão consumidos por não haver costume e conhecimento dos produtos.

 

4.2.12 – Conhecimento dos benefícios do guaraná

A respeito do conhecimento sobre as propriedades do guaraná, temos que 63,61% (sessenta e três, sessenta e um por cento), da amostra total da pesquisa conhecem os benefícios do produto, e 36,39% (trinta e seis, trinta e nove por cento) da amostra não conhecem as propriedades medicinais. Dos que estão interados com o produto mais de 68% (sessenta e oito por cento) da amostra tem conhecimento das propriedades estimulantes do guaraná.

 

tabela

 

Por ser um produto de costume regional é expressivo o número de entrevistados que conhecem os benefícios do guaraná, sendo o estimulante uma das propriedades mais conhecidas pelos consumidores. E também muito utilizado pelos acadêmicos e praticantes de esporte que necessitam de energia extra em seus afazeres diários.

 

4.2.13 - Local de compra do produto

Segundo a amostra um dos maiores pontos de distribuição do guaraná é o supermercado, somando mais de 62% (sessenta e dois por centro) das respostas, em segundo lugar com 17,37% (dezessete, trinta e sete por cento) aparece as casas especializadas, em terceiro lugar aparece a farmácia com quase 12% (doze por cento) da amostra, outros locais de venda do guaraná somam 8,10% (oito, dez por cento) da amostra.

 

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Segundo a amostra o ponto de compra mais utilizado pelos entrevistados são os supermercados e farmácias por deterem maior circulação de pessoas, e mesmo não sendo pela compra intencional o guaraná acaba sendo levado. Temos então que esses pontos terão de receber maior atenção da nossa logística, por representar grandes pontos de revenda.

 

4.2.14 – Opinião sobre o novo produto

Nossa amostra nos trás que 66,75% (sessenta e seis, setenta e cinco por cento) dos entrevistados acha que o produto será prático, em segundo lugar aparece os que acham o produto fácil de carregar somando mais de 16% (dezesseis por cento) das entrevistas, em terceiro lugar com 9,16% (nove, dezesseis por cento) preferem outros tipos de embalagem, e em último lugar os entrevistados que preferem a embalagem tradicional com 7,71% (sete, setenta e um por cento) das amostras.

 

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O produto terá boa aceitação no mercado tendo em vista que mais de 83% (oitenta e três por cento) dos entrevistados acham que a nova embalagem seria melhor e mais prática, facilitando assim a vida dos assíduos e não assíduos consumidores de guaraná.

 

4.2.15 – Demanda do produto

Segundo a pesquisa de campo, em 67% (sessenta e sete por cento) dos entrevistados consumiriam o produto, e 32,77% (trinta e dois, setenta e sete por cento) dos entrevistados não consumiriam o produto.

 

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Segundo os entrevistados o produto terá boa aceitação, tendo demanda em mais de 67% (sessenta e sete por cento) dos entrevistados e que possivelmente são pessoas que já tem o hábito de consumo do guaraná e novos consumidores. Temos então que investir na propaganda e distribuição do produto nos pontos de venda.

 

4.2.16 - Classificação de renda do entrevistado

A tabela 16 demonstra que 37,35% (trinta e sete, trinta e cinco por cento) dos entrevistados estão na faixa de renda C, seguida pela faixa B2 que somam 30,84% (trinta, oitenta e quatro por cento), em terceiro lugar aparecem as pessoas da faixa B1 com 17,83% (dezessete, oitenta e três por cento) da amostra, seguido pela faixa A2 com 7,47% (sete, quarenta e sete por cento) dos entrevistados, por último aparecem as pessoas da faixa de renda D somando 6,51% (seis, cinqüenta e um por cento) da amostra.

 

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A classificação de renda foi bem concentrada nas faixas de renda C e B2, somando juntas 68% (sessenta e oito por cento) dos entrevistados. Esses números possivelmente se deram por conta de nossa pesquisa ter sido desenvolvida no campus da Universidade de Cuiabá – UNIC, que concentra estudantes de faixa de renda maior que a média.

 

4.2.17 – Cruzamento entre idade do pesquisado e demanda do novo produto

Tomando como base a tabela 17, constata-se da pesquisa que a maior concentração dos consumidores de guaraná em Cuiabá está na faixa etária de 40 a 60 anos. Em seguida a faixa etária que mais consome o produto conforme levantamentos de pesquisa de campo estão na faixa etária de 15 a 25 anos. Em terceiro lugar aparecem os consumidores na faixa etária de 25 a 40 anos, seguido pelos consumidores acima de 60 anos detendo o número de 60% (sessenta por cento) de consumo de guaraná.

 

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Esses dados confirmam nada mais que a grande maioria da população residente em Cuiabá, sendo ou não naturais da região, tem o hábito de consumo do produto guaraná.

Essa teoria afirma que para alguém tomar a decisão de comprar alguma coisa é preciso que na sua mente se desenvolvam, sucessivamente, os seguintes estados: a existência de uma necessidade, a consciência dessa necessidade, o conhecimento do objeto que pode satisfazê-la, o desejo de satisfazê-la e a decisão por determinado produto ou marca que, a seu ver, melhor satisfará o desejo. Esse estudo afirma também que a publicidade excita as necessidades, os desejos, as paixões e diminui os esforços do indivíduo para satisfazê-las. Ele ainda completa que necessidades são de origem fisiológica, ao passo que os desejos são mais de ordem psicológica e estão orientados até uma determinada necessidade. Temos então que é precária ou quase nenhuma a propaganda acerca do produto guaraná.

Nossa pesquisa pode sofrer distorção, pois, o ambiente pesquisado ser de maior parte jovens universitários, e pessoas que visitavam uma praça da capital, as idades apresentadas referente aos consumidores de guaraná não levou em conta a população mais antiga e regional da capital cuiabana, portanto, mesmo nossa amostra sendo positiva quanto a demanda, ela poderia ter sido maior se nosso universo de pesquisa fosse mais abrangente.

 

4.2.18 – Cruzamento entre sexo e naturalidade do pesquisado

As observações mais importantes deduzidas ao analisar os dados coletados pela pesquisa são: em primeiro lugar, o maior número de entrevistados são naturais da região Centro-Oeste somando 83% (oitenta e três por cento) da amostra, destes, mais de 51% (cinqüenta e um por cento) são mulheres, e quase 49% (quarenta e nove por cento) homens, em segundo lugar, os dados mostram que a maior concentração de entrevistados é da região Suldeste, onde temos mais de 78% (setenta e oito por cento) homens e quase 22% (vinte e dois por cento) mulheres, seguindo pela região Sul com dados amostrais de 40% (quarenta por cento) homens e 60% (sessenta por cento) mulheres, a região norte apresenta em seus números 68,75% (sessenta e oito, setenta e cinco por cento) homens e 31,25% (trinta e um, vinte e cinco por cento) mulheres e por último a região Nordeste com 83,33% ( oitenta e três, trinta e três por cento) de mulheres e 16,67% (dezesseis, sessenta e sete por cento) de homens fechando assim o total de 415 entrevistados.

 

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Temos então pela pesquisa que grande parte da amostra tem propensão a consumir o produto, pois a maior parte deles tem conhecimento do guaraná em suas diversas formas de apresentação, e que possivelmente seus familiares já consumiram o guaraná, devido a ser um produto regional.

 

4.2.19 – Cruzamento classe de renda e demanda do produto

Tomando como base os dados da tabela 19, constatamos pela pesquisa que a maior concentração dos consumidores de guaraná em Cuiabá está na classe de renda A2 onde mais de 80% (oitenta por cento) dos entrevistados consomem guaraná. Em segundo lugar no consumo aparecem os consumidores da faixa de renda B2, correspondendo a mais de 76% (setenta e seis por cento) dos entrevistados. Em terceiro lugar aparecem os consumidores na classe de renda C com uma porcentagem de 69,68% (sessenta e nove, sessenta e oito por cento), dos entrevistados, seguido pelos consumidores da classe D que somam quase 52% (cinqüenta e dois por cento) da amostra.

 

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Diante da pesquisa elaborada, verificamos que o guaraná em pó é um produto de grande aceitação e se for lançado na versão de sachet de guaraná terá boa demanda pela população cuiabana, onde, o público enxerga de imediato vantagens no sachet de guaraná que poderá será distribuído em três versões: original, com açúcar e diet. A embalagem será prática e moderna, passando para o consumidor a sensação de higiene e economia. Até mesmo pessoas que não tem o hábito de tomar guaraná podem ver ali uma opção mais fácil de servir seus visitantes, pois a embalagem só será aberta no momento do uso evitando assim a perca do produto.

A classe de renda onde a demanda é maior é da classe A2, classe essa que representa menor número de pessoas no Brasil.

 

V – CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

5.1 – Resumo dos Resultados

Perceber um processo em que o insumo sensorial é unificado e codificado de acordo com um número crescente de tendências operativas de grupamento e da experiência passada. As mensagens publicitárias são percebidas seletivamente e que, apesar das várias tentativas de bombardear a mente do consumidor através da mídia, nem todas as informações passam através do filtro perceptivo,

A pesquisa teve resultado positivos vez que conseguimos identificar e quantificar os possíveis consumidores do novo produto, e que após seu lançamento obterá sucesso entre a gama de formas de apresentação do Guaraná

 

5.2 – Perfil dos consumidores de Guaraná.

A pesquisa de campo demonstrou que, durante período da coleta dos dados e após com a tabulação dos resultados, podemos classificamos o perfil do consumidor de guaraná de em Cuiabá como:

Quanto ao sexo: Os consumidores de guaraná estão quase que equiparados quanto ao sexo, porém o sexo masculino é maior consumidor do que o sexo feminino.

Quanto a idade: O nível de idade dos maiores consumidores do produto está entre 40 a 60 anos.

Quanto a naturalidade: A grande maioria dos entrevistados e consumidores de guaraná são da região Centro-Oeste.

Quanto a renda: Os maiores consumidores do produto guaraná estão na classificação de renda A2.

 

5.3 – Recomendações e Sugestões

Estes estudos afirmam que os consumidores procuram sinais num produto, embalagem ou anúncio, que os levem a esperar a satisfação de uma necessidade. Segundo eles, associamos certos sinais ou características de produtos com os resultados que se esperam obter do uso posterior. Isso decorre do fato das pessoas terem aprendido a "ler" os sinais existentes no modelo do produto.

Através de ações e aprendizados, as pessoas adquirem suas crenças e atitudes que acabam por influenciar o comportamento do consumidor Se alguma dessas crenças estiver errada e inibir a compra, o fabricante do produto precisará fazer uma campanha para corrigi-la, idealmente, a comunicação deve trazer uma mensagem relevante para o consumidor alvo, deve ter um posicionamento exclusivo, uma unidade de imagem ao longo do tempo, uma forma original que, por ser surpresa, e onde aumenta o impacto da comunicação e deve situar-se dentro de um contexto emocional que faça o consumidor viver o benefício funcional ou dramático da marca e do produto.

Temos então que o produto terá aceitação no mercado regional, e que pelo hábito de consumo será rentável a sua venda, porém deverá haver investimentos em propaganda e divulgação desse novo produto, vez que o setor é deficitário nesta área, a elaboração de uma mensagem e escolha do meio pelo qual ela será passada, deve levar em conta dois fatores nos quais está baseada a percepção: fatores de estímulo: características do objeto físico como tamanho, cor e textura (muitas dessas característica determinam o quanto de atenção será produzido), e fatores do indivíduo com características próprias do indivíduo, seus processos sensoriais básicos, suas experiências passadas, suas expectativas, motivações e estados afetivos.

 

VI – CONCLUSÃO

O aprendizado pode ocorrer através de informações, sugestões, pensamentos, necessidades e envolve também a formação de associações entre objetos e estímulos. Quando as associações se desenvolvem a partir de repetições, podem levar à formação de hábitos.

A importância prática da teoria do aprendizado, é que ela pode estimular demanda de um produto através da associação. A associação produzida por uma marca pode determinar a escolha de uma delas, estas podem ser formadas pela simples repetição do slogan de um produto com o nome da marca. Segundo estudos mostram que os esforços promocionais são, em geral, eficientes para formar associações.

Autores também salientam que as associações significativas são mais facilmente formadas e retidas do que as baseadas em repetição, a compreensão também contribui para o processo de aprendizado.

O fenômeno da associação é caracterizado como de grande valia para as vendas ao consumidor. Um dos objetivos é formar a associação entre alguma desordem, problema ou necessidade e o produto ou serviço que trará solução. Há associações muito sutis que fazem com que o consumidor veja algo mais no produto.

A pesquisa teve grande aproveitamento, visto que houve participação de todos os integrantes em todas as etapas da pesquisa e que apresentou demanda positiva ao lançamento do produto.

 

VII – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SAMARA, Beatriz Santos e BARROS, José Carlos de. Pesquisa de Marketing, conceitos e metodologia. 3º edição. São Paulo: Prentice Hall, 2002.

AAKER, David A., tradução Reynaldo Cavalheiro. Pesquisa de Marketing. 2º edição. São Paulo: Atlas, 2004.

World Wibe Web (http://www.marketing.com.br/fred_fev05.html) acessado em 20 de novembro de 2007, as 10:15.

World Wibe Web (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pesquisa) acessado em 20 de novembro de 2007, as 11:00.

MATTAR, Fauze Najib. Pesquisa de Marketing: metodologia, planejamento. São Paulo: Atlas, 1996.

BOYD, W. Harper e WESTFALL, Rolf. Pesquisa Mercadológica. Rio de Janeiro: V. Said, 1964.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 5ª Edição. Editora Atlas S.A. São Paulo, 1998.

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