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Logística Integrada na Farmácia

Autor:
Instituição: IBES
Tema: Logística

LOGÍSTICA INTEGRADA - FARMÁCIA

BLUMENAU

NOVEMBRO, 2005


1 Introdução

A logística é responsável pelo planejamento, operação, e controle de todo o fluxo de mercadorias, informações, desde a fonte fornecedora até o consumidor, pensando assim nosso trabalho foi executado de maneira a viabilizar a empresa do ramo farmacêutico a agilizar os seus fluxos tanto de informações quanto de mercadorias.

Tentamos desenvolver tudo isso de maneira atual seguindo os padrões estabelecidos pelos livros no qual pesquisamos, buscando adequar cada ferramenta ao seu trabalho específico.

Buscamos técnicas simples para o tamanho do comércio pesquisado afim de tornar realidade o uso deste trabalho ao dia-a-dia da farmácia.


2 Apresentação da empresa

2.1 Drogaria Saúde Ltda ME.

Localizada no bairro Velha em Blumenau, fundada em novembro de 2001, começando o atendimento ao público em 04/12/2005, a empresa surgiu da necessidade de criar um comércio farmacêutico que atendesse as expectativas da população do bairro, trazendo a credibilidade de profissionais no assunto, e a variedade em todas as linhas.

Atualmente a empresa atende de segunda-feira a sábado das 7:00 as 22:00 h e domingos e feriados das 8:00 as 12:00 h e das 16:00 as 22:00 h. Horário este criado em virtude a necessidade da população do bairro.


3 Logística

A logística se tornou super importante nas empresas hoje, pois para serem competitivas devem entregar suas mercadorias no menor tempo e menor custo possível para seus clientes. Isto está se tornando cada vez mais importante quando um contrato ou negócio é fechado pois o prazo de entrega, muitas vezes é o item principal para o fechamento do negócio.

Dentro da própria empresa vivemos num constante processo logístico já que todos os setores comunicam-se entre eles, e almoxarifado, produção e expedição dependem de seu bom funcionamento se a logística estiver funcionando de forma adequado com o tipo de empresa.

Existem muitas maneiras de definir logística, mas o conceito principal conforme Christopher (1997, p 2) é:

"A logística é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados (e os fluxos de informações correlatas) através da organização e seus canais de marketing, de modo a poder maximizar as lucratividades presente e futura através do atendimento dos pedidos a baixo custo."


4 Logística integrada

Bowersox,, Donald J. (2001) explica que Logística integrada, envolve integração de informações, transporte, estoque, armazenamento, manuseio de materiais e embalagem. Todas estas áreas que envolvem o trabalho logístico oferecem ampla variedade de tarefas estimulantes.

Bowersox,, Donald J. (2001) afirma que a responsabilidade operacional da logística está diretamente relacionada com a disponibilidade de matérias-preimas, produtos semi-acabados e estoques de produtos acabados, no localonde são requisitados, ao menos custo e tempo possível.


5 Sistema logístico

A Logística requer integração entre todos os setores de uma empresa, sendo assim possível formar um sistema logístico integrado.

A logística é vista como a competência que vincula a empresa a seus clientes e fornecedores. As informações recebidas de clientes e sobre eles fluem pela empresa na forma de atividades de vendas, previsões e pedidos. As informações são filtradas em planos específicos de compras e de produção. No momento do suprimento de produtos de produtos e materiais, é iniciado um fluxo de bens de valor agregado que resulta, por fim, na transparência de propriedade de produtos acabados aos clientes. (Bowersox, e Donald J, 2001. p 43).

[...] o valor expresso em logística é expresso em termos de tempo e lugar. Produtos e serviços não têm valor a menos que estejam sob a posse do cliente quando (tempo) e onde (lugar) eles desejam consumi-los".( Ronald H. Ballou, 2001. p 25).

Figura1 - Fonte Bowersox,, Donald J. (2001) Atlas 2001, p 44; A integração da Logística, processo básico.

Bowersox,, Donald J. (2001) afirma que Fluxo de Materiais é o gerenciamento operacional da logística que abrange a movimentação e a armazenagem de materiais e produtos acabados. As operações logísticas têm início com a expedição inicial de materiais ou componentes por um fornecedor, e terminam quando um produto fabricado ou processado é entregue ao cliente.

Bowersox,, Donald J. (2001) afirma que distribuição física, trata da movimentação de produtos acabados para entrega aos clientes. Na distribuição física, o cliente é o destino final dos canais de marketing. A disponibilidade do produto é parte importantíssima do trabalho de marketing de cada participante do canal.

Bowersox,, Donald J. (2001) afirma que Apoio à manufatura concentra-se no gerenciamento do estoque em processo à medida que este flui entre as fases de fabricação. A principal responsabilidade logística na manufatura é participar da formulação de uma programação-mestre de produção e providenciar a disponibilidade em tempo hábil de materiais, componentes e estoque em processo.

Bowersox,, Donald J. (2001) afirma que suprimento abrange a compra e a organização da movimentação de entrada de materiais ou componentes, de peças e de produtos acabados dos fornecedores, para as fábricas ou montadoras, depósitos ou lojas de varejo.

Bowersox,, Donald J. (2001) afirma fluxo de informações identifica os locais específicos dentro de um sistema logístico em que é preciso atender a algum tipo de necessidade. As informações abrangem as três áreas operacionais. O principal objetivo na especificação de necessidades é planejar e executar operações logísticas integradas.

Conforme Ronald H. Ballou (2001) alguns componentes de um sistema logístico:

Estes componentes são uma de mostrar como funciona o sistema logístico, onde mostra todas as etapas para a fabricação de um determinado componente ou produto. Se alguma destas etapas atrasar ou falhar, todo o sistema logístico fica comprometido, já que atrasa a entrega do produto para o cliente.


6 Cadeia de Suprimentos

Cadeia de suprimentos é a forma em que a empresa está organizada, interliga os setores da empresa de forma organizada formando um conjunto de atividades, por onde um determinado produto é fabricado.

Um conjunto de atividades funcionais que é repetido muitas vezes ao longo do canal de suprimentos através do quais as matérias-primas são convertidas em produtos acabados e o valor é adicionado aos olhos dos consumidores. Como a fonte de matéria-prima, a fábrica e os pontos de venda não estão localizados no mesmo ponto geográfico e o canal representa a seqüência de fases da manufatura, as atividades logísticas muitas vezes ocorrem antes que um produto chegue ao mercado. Mesmo ai é repetido uma vez mais quando os produtos usados são reciclados e voltam ao canal logístico. (Ronald H. Ballou, 2001. p 25)

Para Ronald H. Ballou (2001) o gerenciamento da cadeia de suprimentos varia de empresa para empresa, pois depende da estrutura organizacional, das diferenças de opiniões sobre o quê constitui a logística.

Figura2 - Fonte Bowersox,, Donald J. (2001), Atlas 2001, p 99; A integração da cadeia de suprimento.

Ronald H. Ballou (2001) explica que "A figura acima ilustra uma cadeia de suprimento com o gerenciamento integrado de todas as operações logísticas, desde as compras recebidas do fornecedor inicial até a aceitação pelo consumidor final."

6.1 Competitividade da Cadeia de Suprimentos

A formação da cadeia de suprimentos conforme Bowersox, Donald, tem por objetivo aumento da competitividade do canal e cita dois princípios.

Primeiro, despertar o comportamento cooperativo que irá reduzir e aprimorar consideravelmente a eficiência de todo o processo logístico, para alcançar um alto grau de cooperação é necessários que todos os participantes troquem informações.

Segundo, é a eliminação de trabalho duplicado, que na raiz deste princípio está à convicção de que os volumes substanciais ou estoque constitui uma situação desfavorável para a empresa. Por isso, com a troca de informações entre os integrantes e um planejamento conjunto pode ser eliminado grande parte deste risco de especulação de estoque


7 Estoques

Apesar de praticamente todas as empresas procuram trabalhar com estoques zero, podemos verificar que em alguns casos é bom ter estoques, uma vez que isto acabe se tornando uma competitividade para a empresa e reduz custos de operacionais.

Mas também pode haver problemas quando se tem estocagem de produtos, pois muitos afirmam que a empresa não tem lucro com estoques. Sendo que a empresa trabalha com um estoque mínimo possível, salvo medicamentos de grande rotatividade, sendo que os pedidos que a farmácia faz ao distribuidor são entregues em no máximo 24hs permitindo assim uma menor economia em estoques.

7.1 Razões a favor dos estoques

Ronald H. Ballou (2001) explica que embora manter estoques tenha um custo, o estoque pode indiretamente reduzir custos operacionais em outras atividades, e pode compensar o custo de sua manutenção.

Primeiramente, manter estoques pode incentivar as economias de produção por permitir rodadas de produção mais amplas, mais longas e de maior nível.

Segundo lugar manter estoques promove economias na compra e no transporte.

Terceiro lugar a compra antecipada envolve a compra de quantidades adicionais dos produtos a um preço atual mais baixo do que os futuros.

Quarto lugar, com estoque há um ganho de tempo, pois a variabilidade no tempo de produzir e de transportar produtos através do canal operacional é menor e o cliente recebe a mercadoria mais rápido.

Quinto lugar, oscilação na demanda e atrasos nos suprimentos são tipos de contingências contra os quais o estoque pode ser um recurso de proteção.

7.2 Razões contra os estoques

Ronald H. Ballou (2001) afirma que os críticos desafiam a manutenção de estoques ao longo de diversas linhas.

Primeiramente, Os estoques são considerados desperdícios, e absorvem o capital que poderia ser destinados a usos melhores.

Em segundo, podem mascarar problemas de qualidade. Quando os problemas de qualidade aparecem, a tendência é desovar estoques existentes, para proteger o investimento do capital.

Finalmente, Usar estoques promove uma atitude insular sobre a gestão do canal logístico como um todo. Com estoques muitas vezes é possível isolar um estágio do canal de outro. Sem estoques é difícil evitar o planejamento e a coordenação pelos diversos elos do canal ao mesmo tempo.

A empresa trabalha com sistema de Justin-Time na grande maioria dos seus produtos, visando que todas as mercadorias são compradas por distribuidores, estes pedidos são feitos através de tele marketing em linha gratuita 0800, sistema on-line, visitas semanais e mensais de representantes.

Cadeia de suprimentos farmácia

Sugestão da cadeia de suprimentos da farmácia


8 Sugestões de melhorias

Atualmente a empresa trabalha com sistema de cupom fiscal, cadastrando um por um os medicamentos recebidos na hora de efetuar a venda por cupom.

Sugestão: Implantar um software de controle de farmácias e medicamentos.

Atuando nas áreas:

8.1 Recebimento e Armazenagem

O recebimento, a armazenagem e a distribuição das mercadorias são registrados com a digitação dos dados da nota fiscal ou por scanners que fazem a leitura do código de barras do produto. Esse procedimento permite um controle efetivo da entrada e saída dos produtos, com informações em tempo real sobre a posição do estoque.

8.2 Balcão de Vendas

Ao atender o cliente, o vendedor consulta preço e estoque por meio de um terminal. No momento da venda, ele registra os produtos por meio de um leitor de código de barras ou digitando o nome do produto. Feito isso, é impresso um cupom com o valor a ser pago no caixa.

8.3 Caixa

Após receber o cupom do cliente, o operador de caixa registra a venda em seu PDV, micro ou máquina registradora e efetua a cobrança (em dinheiro, cheque ou cartão). As informações sobre a venda podem ser transmitidas para a retaguarda imediatamente ou no final do dia, dependendo do tipo de solução usada. Os caixas podem trabalhar com periféricos como impressoras de cheques e TEF (Transferência Eletrônica de Fundos).

8.4 Comunicação

A transmissão e a recepção de dados, relatórios e notas fiscais são feitas por meios eletrônicos como EDI (Eletronic Data Interchange) e internet. É uma garantia de rapidez, eficiência e segurança.

8.5 Tele-Entrega

Atualmente a empresa dispõe de moto para entrega de medicamentos, e faz as entregas conforme a demanda, não tendo um cronograma de entregas. Sugerimos que a empresa trabalhe com um sistema que acumule as entregas de medicamentos solicitadas nos prazos e horários estabelecidos pela farmácia.

Os medicamentos solicitados serão divididos em lotes de duas horas, neste horário tudo que o cliente solicitar será entrega na próxima meia-hora seguinte.

Exemplo: Pedidos das 08:00hs as 10:00hs, serão entregues até as 10:30 hs, pedidos feitos das 10:01 as 12:00, serão entregues até 12:30 hs, e assim por diante.

Esta forma de trabalho, permite que o entregador fique menos tempo nas ruas, podendo ser utilizado em outras funções dentro da empresa, ressaltando que podem ser feitas entregas especiais em caso de urgência.


9 Cadeia de suprimentos farmácia

9.1 Sugestão da cadeia de suprimentos da farmácia


10 Conclusão

Este trabalho nos trouxe a realidade das empresas atuais que ainda não conhecem especificamente o que e como serve a logística dentro de uma empresa, sendo que hoje o mercado está tão competitivo que a agilidade nos processos é fundamental para um bom atendimento ao cliente, buscando a satisfação em primeiro lugar.

Concluímos que a logística esta presente toda hora em nossas vidas, pois vamos ao supermercado, farmácia, faculdade buscando ganhar tempo e reduzir custos, já que o custo da logística é relativamente alto. Sempre que buscamos ir a um lugar verificamos onde mais podemos ir assim formando um roteiro onde acabamos ganhando tempo e conseqüentemente reduzindo custos e evitando desperdícios.

Assim funciona nas empresas, tornando-as cada vez mais competitivas e reduzindo seus custos, verificamos que a logística quando bem aplicada é uma ferramenta indispensável e acaba sendo o diferencial.

Observamos também que existem vários tipos de logística, logística de suprimento, logística de distribuição, logística reversa, cada empresa aplica de forma cabível para cada tipo de .

No momento em que vivemos a logística é uma ferramenta tão essencial para a empresa que se torna indispensável em qualquer ramo.


11 Referências

Ballou, Ronald H. gerenciamento na cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial 4. ed. – Porto Alegre: Bookman, 2001.

Bowersox, Donald J. O processo de integração da cadeia de suprimento São Paulo: Atlas, 2001.

CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. São Paulo: Pioneira, 1997.

Ralph M. Stair, George W. Reynolds Sistemas de informção São Paulo: Atlas, 1999.

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