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O Difícil Caminho da Mulher Rumo ao Mercado de Trabalho

Autor:
Instituição: UFPB
Tema: Preconceito

O DIFÍCIL CAMINHO DA MULHER RUMO AO MERCADO DE TRABALHO


Resumo

Este artigo teve por objetivo analisar as dificuldades em que as mulheres enfrentam na busca de seu espaço no mercado de trabalho. Tratou-se de uma pesquisa bibliográfica sendo utilizadas bibliografias de autores da área de Administração, livros e Internet. Concluiu-se, que a mulher sofre discriminação no mercado de mercado.

Palavras-chave: Evolução; mercado de trabalho e preconceito.

Abstract

This article had for objective to analyze the difficulties where the women face in the search of its space in the work market. One was about a bibliographical research being used bibliographies of authors of the area of Administration, books and InterNet. One concluded, that the woman suffers discrimination in the market from market.

Keywords: Evolution; market of work and preconception.


1 INTRODUÇÃO

Antigamente, lugar de mulher era dentro de casa, cuidando dos filhos e vivendo em sua função e do marido. Mas esses tempos, finalmente, acabaram. As mulheres têm conquistado cada vez mais lugar na sociedade e, por conseqüência, no mercado de trabalho.

Elas administram os conflitos na tentativa de manter a harmonia entre os integrantes do grupo do qual ela é integrante, ocupando o cargo de chefe ou não, e buscam mais intensamente o desenvolvimento da equipe, procurando compartilhar mais seus conhecimentos do que os homens. Achando as soluções de um modo diferente dos companheiros do sexo masculino, as mulheres pretendem ouvir outras pessoas e se armar antes de tomar decisões, considerando mais as conseqüências dos seus atos em longo prazo.

É importante, no entanto, ressaltar que a inserção da mulher no mundo do trabalho vem sendo acompanhada, ao longo desses anos, por elevado grau de discriminação, não só no que tange à qualidade das ocupações que têm sido criadas tanto no setor formal como no informal do mercado de trabalho, mas principalmente no que se refere à desigualdade salarial entre os homens e mulheres. (MAIA, 1986, p. 13).

O objetivo deste trabalho é analisar os problemas que as mulheres estão enfrentando no engajamento do mercado de trabalho em que existem muitas desigualdade de salários, no difícil acesso ao lugar no mercado.

Este artigo encontra-se fundamentado no conceito de mercado de trabalho, em que mostra as oportunidades de empregos. O terceiro item é evolução da mulher no mercado de trabalho, mostrando as dificuldades enfrentadas para conseguirem o seu espaço no mercado de trabalho. O quarto item as diferencia da mulher em relação ao homem no mercado de trabalho, onde mostra a desigualdades de salários, preconceitos dentro da empresa e sua habilidades dentro das organizações.


2 CONCEITO DE MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho se refere às oportunidades de emprego e vagas existentes nas empresas. O mercado significa o espaço de transações, o contexto de trocas e intercâmbios entre aqueles que oferecem um produto ou serviço e aqueles que procuram um produto. O mecanismo de oferta e procura é a característica principal de todo mercado. O mercado de trabalho é composto pelas ofertas de oportunidades de trabalho oferecidas pelas diversas organizações. Toda organização, na medida em que oferece oportunidades de trabalho, constitui parte integrante de um mercado de trabalho.

Segundo Tomazini, Santos e Simões (1987, p. 16):

No que diz respeito ao trabalho feminino, Barron e Norris tentaram demonstrar que ele poder ser caracterizado em termos do conceito de marcado de trabalho secundário, basicamente sob o argumento que os salários femininos são mais baixos que os masculino e que existem evidencia de segmentação ocupacional entre trabalhadores e trabalhadoras.


3 A EVOLUÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

As desigualdades vividas no cotidiano da sociedade, no que se refere às relações de gênero, não se definiram a partir do econômico, mas, especialmente a partir do cultural e do social, formando daí as representações sociais sobre as funções da mulher e do homem dentro dos variados espaços de convivência, ou seja: na família, na escola, na igreja, na prática desportiva, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade. Nos últimos cinqüenta anos, um dos fatos mais marcantes ocorridos na sociedade brasileira foi à inserção crescente das mulheres na força de trabalho.

Atualmente, a mulher tem percebido e se conscientizado do valor do seu papel na sociedade e tem buscado um equilíbrio no desempenho destes papéis. Este novo pensamento e ação da mulher tem causado impacto no formato da família, das estruturas de apoio domésticas e principalmente da sociedade. Diante das transformações, a mulher enfrenta um momento histórico que merece destaque e atenção. Toda mulher, de qualquer classe social está vivendo um dos períodos de maior pressão de sua vida, só equivalente às dificuldades que teve que enfrentar quando ainda era considerada um ser de segunda classe, quando comparada aos homens. Infelizmente, isto ainda ocorre em países que teimam em não perceber o quanto estão equivocados.

No contexto, as mulheres conseguiram na sua história, muitas conquistas, que perduraram décadas e décadas para conseguirem um lugar no mercado de trabalho. A sua conquista vem, portanto, deste do início do século XIX até os dias atuais.

Segundo Falcão (2006), o dia das mulheres foi celebrado pela primeira vez em 8 de março de 1908, em Nova York. Originou-se dos movimentos trabalhistas do final do século 19 e início do século 20, quando operárias das indústrias têxteis passaram a protestar contra as condições precárias de trabalho e os baixos salários.

De acordo com Elisiane (2006), com a I e II Guerras Mundiais, (1914 – 1918 e 1939 – 1945, respectivamente), quando os homens iam para as frentes de batalha e as mulheres passavam a assumir os negócios da família e a posição dos homens no mercado de trabalho. Mas a guerra acabou e com ela a vida de muitos homens que lutaram pelo país. Alguns dos que sobreviveram ao conflito foram mutilados e impossibilitados de voltar ao trabalho. Foi nesse momento que as mulheres sentiram-se na obrigação de deixar a casa e os filhos para levar adiante os projetos e o trabalho que eram realizados pelos seus maridos.

No século XIX, com a consolidação do sistema capitalista, inúmeras mudanças ocorreram na produção e na organização do trabalho feminino. Com o desenvolvimento tecnológico e o intenso crescimento da maquinaria, boa parte da mão-de-obra feminina foi transferida para as fábricas.


4 AS DIFERENÇAS DA MULHER EM RELAÇÃO AO HOMEM NO MERCADO DE TRABALHO

4.1 Disparidade dos salários

Segundo William (2003, p.230), o trabalho feminino aumenta a cada ano, mas ainda está longe de igualar-se ao masculino, especialmente nos rendimentos. Em geral, as mulheres recebem remunerações de 60% a 70% mais baixas que as dos homens, em cargos do mesmo nível.

De acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quando o assunto é escolaridade e rendimento do trabalho, as diferenças entre homens e mulheres são expressivas. Mesmo que ambos tenham a mesma média de anos de estudo, os homens ganham mais que as mulheres. Essa desigualdade de rendimentos se mantém em todos os Estados e regiões, e em todas as classes de anos de estudo: tanto as mulheres com grau de escolarização igual ou inferior a 3 anos de estudo ganham menos (61,5%) que os homens com o mesmo grau de escolaridade; quanto as mulheres com maior grau de escolarização (11 anos ou mais de estudo) ganham menos (57,1% do que ganham os homens desta faixa).

4.2 Preconceitos dentro da empresa

Ainda é raro o caso, quase inexistente, de empresas que contratam uma profissional grávida, por mais competente que ela seja. Os homens não gostam de receber ordens de mulheres. As empresas perdem muito com essa discriminação, mas a preferência é ainda pelos homens. Se forem candidatos a um cargo um homem e uma mulher, com igual experiência e capacidade, com certeza a vaga em 90% dos casos, será do homem.

O número de mulheres ainda não é equilibrado com o de homens em cargos de comando. Isso provavelmente decorre de uma mera questão de tempo: há apenas algumas décadas é que as mulheres começaram a entrar para a força de trabalho. Ora, havendo menos mulheres na força de trabalho é natural que haja menos mulheres no comando. Além disso, considere-se que ninguém chega ao comando da noite para o dia; assim, é natural que a proporção de mulheres no trabalho no passado afete a quantidade de mulheres no comando hoje. Mas, tudo isso deve mudar rapidamente e mais e mais as mulheres estarão lá. A questão é: qual o seu grau de preparação para isso?

Quem tem preconceito (homens e mulheres) contra mulheres no comando, é bom mudar a atitude, pois preconceito se observa facilmente e trava a carreira, principalmente quando esse é contra quem está acima;

Quem é mulher, tem de preparar-se para o eventual chamado para o comando. Aquelas que ainda guardam resquícios de atitudes negativas quanto à sua própria capacidade de comandar, é bom mudar de idéia, pois quando o chamado vem os que não o ouvem costumam perder grandes oportunidades e limitar seus passos futuros;

Quem é homem e tem dificuldade de adaptar ao pretenso jeito feminino de comandar, é bom assumir a mudança comportamental como um desafio de auto-superação. Mais cedo ou mais tarde qualquer um terá uma chefe e aí é bom ser uma parte produtiva nessa equipe;

Por fim, quem ainda tem teorias negativas e crenças contrárias à participação feminina, é bom saber que isso provavelmente é preconceito disfarçado, que será atropelado pela marcha inexorável do desenvolvimento, (HIRATA,1986 p. 75).

4.3 A mulher na empresa

Segundo Marins (2006), a mulher trabalha sempre mais concretamente que o homem. O homem vive num mundo abstrato. O homem cuida da humanidade, mas pouco faz por pessoal alguma. Preocupa-se com a "infância" mas pouco faz por alguma criança concreta. Ama a "juventude" e quase nada faz por jovem algum. Cuida do "mercado" e pouco é capaz de fazer para um "cliente" específico.

A mulher, pela própria sociedade, não pode se dar ao luxo do abstrato. Se ela não acordar o filho, ele perde a aula. Se ela não fizer ou providenciar o almoço, não tem almoço naquele dia. Se ela não fizer a compra do supermercado, não terá a família o que comer. A mulher não "recomenda" que se faça. Ela faz! O mundo dela é o mundo do "concreto". Por isso quando o marido morre a mulher se liberta! Ela continuará fazendo a sua vida concreta como sempre fez. Quando a mulher morre, o marido ou se casa novamente ou morre em seguida, porque não é capaz de viver concretamente sozinho.

Assim, na empresa, a mulher executiva é mais atenciosa do que muitos homens. Ela sabe que se não cuidar dos detalhes o todo sairá imperfeito. Ela sabe que as coisas têm que ter começo, meio e fim para que possam dar certo. Muitas vezes, os homens ficam irritados com o pensar feminino porque ele é justamente menos abstrato e mais concreto. Elas querem saber simplesmente como as coisas acontecerão, sem muita fantasia, própria do homem que às vezes custa perceber que as coisas são diretas e simples ou não acontecerão.


5 CONCLUSÃO

Antigamente, lugar de mulher era dentro de casa, cuidando dos filhos e vivendo em sua função e do marido. Mas esses tempos - finalmente - acabaram. As mulheres têm conquistado cada vez mais lugar na sociedade e, por conseqüência, no mercado de trabalho. De acordo com uma pesquisa feita pelo Grupo Catho, o crescimento das mulheres executivas no mercado de trabalho brasileiro foi de 20% nos cargos de liderança. Aos poucos, a mulher começa a mostrar que tem tanta capacidade quanto o homem, através de sua competência, criatividade e maneira de encarar as dificuldades e desafios.

Elas administram os conflitos na tentativa de manter a harmonia entre os integrantes do grupo do qual ela é integrante, ocupando o cargo de chefe ou não, e buscam mais intensamente o desenvolvimento da equipe, procurando compartilhar mais seus conhecimentos do que os homens. Achando as soluções de um modo diferente dos companheiros do sexo masculino, as mulheres pretendem ouvir outras pessoas e se armar antes de tomar decisões e consideram mais as conseqüências dos seus atos em longo prazo.


REFERÊNCIAS

CATHO. Disponível em: < http://www.catho.com.br> Acesso em: 30 jan. 2006.

FALCÃO, Juliana. Disponível em: <http://carreiras.empregos.com.br/carreira/ administracao/comportamento/090301-historico_mulher.shtm> Acesso em: 07 fev. 2006.

HIRATA, Helena, Trabalho Feminino, Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra, 1986.

IBGE, Síntese de indicadores sociais confirma as desigualdades da sociedade brasileira. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br> Acesso em: 03 fev.2006.

MAIA, Andreê Kartchevsky, Trabalho Feminino, Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra, 1986.

MARINS, Luiz. Disponível em: < http://www.manager.com.br> Acesso em: 02 fev. 2006.

_________. Disponível em: <http://www.guiarh.com.br/p94.html> Acesso em: 02 fev. 2006.

PENA, Maria Valéria Junho, Mulheres e Trabalhadoras, Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra, 1981.

PROBST, Elisiana Renata. Disponível em: <http://www.icpg.com.br/artigos/rev02-05.pdf> Acesso em: 02 fev. 2006.

ROSA, José Antonio. Disponível em: <http://www.manager.com.br> Acesso em: 30 jan. 2006.

VESENTINI, J. William, Sociedade & espaço, São Paulo. 43ª Edição. Editora Afiliada, 2003.

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