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Os desafios da produção na atualidade

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Tema: Administração da Produção

OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO NA ATUALIDADE

07/02/07


RESUMO


Este texto visa destacar alguns dos desafios mais comuns encontrados pelas empresas na atualidade. Como esses desafios vêm sendo administrados e quais suas vantagens e desvantagens no âmbito profissional, pessoal e tecnológico. Os principais desafios também são a incrementação na capacidade disponível em grandes investimentos adicionais, diminuir tempos de fabricação, a melhora na produtividade e na qualidade dos produtos fabricados.


Palavras-chave: Produção; Administração; Mercado.


1 INTRODUÇÃO


Nota-se que com o advento da globalização, cujos reflexos influenciam, entre outras coisas, o grau de concorrência nos mercados, na rapidez da obsolescência tecnológica e no desenvolvimento sustentável, as empresas precisam ter outras posturas, onde privilegiam a proteção de seus negócios e o fortalecimento da competitividade. Esse é um dos principais aspectos que fazem algumas empresas se fortalecerem e se voltarem à cooperação empresarial.


2 NA PRODUTIVIDADE


A gestão da produtividade nas empresas vem se tornando cada vez mais crucial em um ambiente de crescente abertura externa e globalização dos negócios. Atualmente, sem produtividade ou sem a eficiência do processo produtivo, dificilmente uma empresa vai ser bem-sucedida ou até mesmo sobreviver no mercado. Tudo por causa de uma concorrência acirrada, a gestão da produtividade está se tornando um dos quesitos essenciais na formulação das estratégias de competitividade das empresas.

Segundo Macedo (2004, p. 97), “O conceito de produtividade vai além dos aspectos restritos ao processo de produção, pois a geração de valor também depende fundamentalmente das demais etapas do processo produtivo”, ou seja, a compra de bens e serviços intermediários e a venda dos bens e serviços que a empresa produz. Se a estratégia de compras da empresa (quantidade, qualidade, relação com fornecedores, etc.) é inadequada e/ou a sua estratégia e resultados de mercado são problemáticos, a eficiência de seu processo produtivo pode ficar comprometida, apesar da excelência que possa ter no seu processo de produção.

A eficiência na produção é condição necessária, mas não suficiente, do processo produtivo da empresa. Nessa perspectiva metodológica, o conceito de produtividade passa a ter por base o valor adicionado pelo processo produtivo da empresa. Esse valor é calculado pela diferença entre o valor das vendas da empresa e o valor das compras de bens e serviços intermediários que faz junto aos seus fornecedores.


3 FLEXIBILIDADE


Os consumidores querem variedade e personalização, coisas difíceis de serem transferidas para o processo produtivo. Para os administradores que vivem do sucesso do passado, Toffler (1999, p. 41) faz uma observação: “Os próprios produtos, procedimentos e formas organizacionais que levaram as empresas ao sucesso no passado muitas vezes se tornam a sua ruína. Na verdade, a primeira regra da sobrevivência é bem clara: nada mais perigoso do que o sucesso de ontem”.

A empresa flexível, portanto, exige uma nova espécie de liderança. Precisa de executivos de adaptação, dotados de todo um conjunto de talentos novos e não lineares. Acima de tudo, o executivo flexível deve ser capaz de ação radical, estar disposto a pensar além do concebível, a reconceituar produtos, procedimentos, programas e propósitos, antes que as crises tornem inevitáveis as mudanças drásticas.


Acima de tudo, o executivo flexível deve ser capaz de ação radical - estar disposto a pensar além do concebível, a reconceituar produtos, procedimentos, programas e propósitos, antes que as crises tornem inevitáveis as mudanças drásticas.

Todas as pessoas, dentro de uma organização, têm sabedoria humana e podem contribuir para as soluções dos problemas da empresa. Nenhuma empresa que queira adquirir vantagem competitiva pode se dar ao luxo de desprezar a sabedoria que possuem, por exemplo, os operadores, e que deve ser usada na busca de mais eficácia e flexibilidade do processo produtivo.


4 TECNOLOGIA


A absorção tecnológica impõe sérios desafios. Em primeiro lugar temos a incerteza sobre qual tecnologia irá prevalecer entre tantas disponíveis em todas as áreas. Depois, temos o alto custo do financiamento, que limita o acesso.

O cenário competitivo das empresas tem assistido a profundas mudanças nas últimas décadas. Esse fato vem exigindo rápidas e contínuas adaptações na postura estratégica dessas empresas para sobreviver e crescer nesses novos tempos de globalização da economia.

Fortes tendências e fatores tecnológicos estão direcionando essa mudança na estratégia das empresas. Os mais marcantes são: a taxa crescente da mudança e inovação tecnológica, a chamada “era da informação” e a crescente intensidade do conhecimento. Essa mudança tecnológica, segundo Schendel (1995, p. 55), “tem forte impacto psicológico e sociológico, e obriga as empresas a pensar novas maneiras de gerenciamento, com novos padrões de eficiência e produtividade”.

Discute-se o nascimento de nova era, em construção, de nova economia, nova política, nova organização e novos indivíduos, com ajuda da tecnologia da informação, transformando a economia em processos digitais.


5 INCERTEZAS DO MERCADO


As alterações mercadológicas não permitem a definição clara do cenário competitivo. As empresas sofrem de incerteza crônica o que dificulta a elaboração de estratégias que coloquem a empresa num plano mais vantajoso.

Os empreendedores e empresas brasileiras precisam tomar suas decisões com base em informações cada vez mais fundamentadas, a fim de minimizar as incertezas, conhecer os riscos e criar condições empresariais sustentáveis. No Brasil, os empresários carecem de uma atitude mais ativa frente ao mercado e as tendências internacionais. Os planos, geralmente, são concebidos de forma reativa, ou seja, para reagir frente a determinados fatos e conjunturas. É necessária uma mudança de atitude dos gestores brasileiros.

Já são amplamente reconhecidos os benefícios que a organização e o desenvolvimento de um arranjo produtivo proporcionam para uma determinada região. O que de fato carece, é o desenvolvimento de uma cultura de integração, aos planos de desenvolvimento local e de políticas públicas, de estudos e ações que invistam na sustentabilidade em longo prazo, com fundamentação, técnicas e replicação de experiências já consagradas. Apesar de todos os recursos informacionais que surgiram nos últimos anos, ainda não existe de forma efetiva e difundida a elaboração de processos de inteligência e prospecção nas organizações. Pesquisas apontam que esta realidade está mudando, sendo cada vez maior o número de empresas nacionais que estão se desenvolvendo nessas áreas. Por enquanto, esta ainda é uma realidade, na maioria dos casos, de empresas multinacionais.

É necessário que organizações e regiões industriais desenvolvam um ambiente propício à sustentabilidade. A Inteligência Competitiva e a Prospecção Tecnológica e Estratégica são instrumentos que podem ajudar nesse processo de construção de ambientes sustentáveis. A participação coletiva na reflexão pode contribuir para o planejamento de ações apropriadas no sentido de proporcionar ao mesmo tempo um desenvolvimento economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto.


6 CONCLUSÃO


As empresas brasileiras sentem a necessidade de acompanhar as mudanças que ocorrem no atual processo de globalização. Precisam conquistar novos mercados ou melhorarem sua posição na cadeia global em que estão inseridas. Necessitam não só fabricar, mas inovar. Não só dominar novas tecnologias de produtos e processos, mas de gerenciar de acordo com os novos tempos.


7 REFERÊNCIAS


MACEDO, Mariano de. A produção sob pressão. São Paulo: Makron Books, 2004.

SCHENDEL, Douglas. As transformações da nova tecnologia. São Paulo : Atlas, 1995.

TOFFLER, Alvin. A Empresa flexível. Rio de Janeiro: Record, 1999.


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