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PROPOSTA DE POSS?EIS MELHORIAS NO PROCESSO DE COMPRAS DE UMA EMPRESA DE COM?CIO VAREJISTA DE ACABAMENTOS PARA CONSTRU!O

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SUMÁRIO

1INTRODUÇÃO
1.1Considerações Iniciais
1.2Situação Problemática
1.3Justificativa
1.4Objetivos
1.4.1Objetivo Geral
1.4.2Objetivos Específicos
2Caracterização da Empresa
3REFERENCIAL TEÓRICO
3.1Introdução a Materiais
3.2Administração de Materiais
3.3Administração de Compras
3.4Fornecedores
3.5Parcerias
3.6Classificação ABC
3.7Conduta ética
4METODOLOGIA
4.1Delineamento da pesquisa
4.2Definição da área
4.3Plano de coleta de dados
4.4Análise dos dados
4.5Cronograma
Quinzena
5análise
5.1Descrição dos dados
1.1.1Tabela dos Produtos
Gráfico dos Produtos
1.2Análise
1.2.1Tabela dos Fornecedores
Gráfico dos Fornecedores
1.3Ética no setor de compras
1.1.1Recomendações
2Conclusão
2.1Considerações Finais
2.2Cadastro de fornecedores
2.3Sugestões
2.4Contribuições
APÊNDICE 1 - ROTEIRO DE ENTREVISTA
REFERÊNCIAS

INTRODUÇÃO

Considerações Iniciais
Muitas empresas priorizam o gerenciamento e analisam o sucesso do varejo a partir da venda. A venda é importante, mas a compra é muito mais, porque a venda pressupõe uma compra anterior. Ou seja, a compra é um pré-requisito da própria venda. Se a empresa comprar mal, dificilmente venderá bem. Portanto, o segredo do negócio é uma boa compra.
Se a empresa é pequena, o poder de compra não é tão grande, mas, mesmo assim, é possível comprar melhor. O volume de compras dá um maior poder de barganha, mas o principal é a possibilidade de otimizar pela qualidade da compra.
Segundo MARTINS (2002, p.63), A gestão da aquisição  a conhecida função de compras  assume papel verdadeiramente estratégico nos negócios de hoje em face do volume de recursos, principalmente financeiros envolvidos, deixando cada vez mais para trás a visão preconceituosa de que era uma atividade burocrática e repetitiva, um centro de despesas e não um centro de lucros.
Nos dias atuais, o mercado é quem estipula o preço de venda das mercadorias, então torna-se necessário comprar de forma eficiente a fim de aumentar as margens de lucro no ato da venda.
Tendo conhecimento destes fatos, o presente projeto analisa o processo de compras de uma empresa de comércio varejista de acabamentos para construção e propõem possíveis melhorias.
A análise desse processo identifica as ferramentas e os procedimentos adotados pela empresa para efetuar suas compras junto aos seus principais fornecedores.
O presente estudo foi elaborado de acordo com as orientações do Manual do Mestrando e Doutorando da FEA USP e seguindo a estrutura de ROESCH (1999).
O desenvolvimento lógico do estudo segue na seguinte estrutura: Na introdução é apresentado o contexto, o histórico do estudo. Inicia-se a discussão do estudo através da situação problemática, a justificativa, seus objetivos (geral e específicos) e a caracterização da organização. No referencial teórico é apresentada uma revisão bibliográfica onde se discute o contexto da Administração de Materiais, aprofundado na administração de compras. A metodologia descreve os procedimentos técnicos adotados para se atingir o objetivo. A análise trata da apresentação dos resultados. Ao final do estudo é proposto, na conclusão, propostas e sugestões de melhorias.
Situação Problemática
Qualquer compra mal feita que a empresa efetuar terá que arcar com o custo. É importante, então, a empresa analisar o processo de compras a fim de descobrir possíveis falhas nessa área e resolvê-la o mais breve possível, porque, se o problema novo é complicado de resolver, o velho torna-se muito mais, principalmente para o varejo, pois um produto mal comprado pode envelhecer na prateleira, elevando consideravelmente seu custo dificultando a compra de outros produtos.
O estudo então, responde a seguinte questão: Como propor possíveis melhorias no processo de compras de uma empresa de comércio varejista de acabamentos para construção?.

Justificativa

Muito se fala na importância das vendas para a empresa e que a arte de vender está na comunicação, no desembaraço e no preparo dos vendedores. Logicamente que a empresa tem fundamental importância no preparo de sua equipe de vendas e deve mesmo se preocupar com isso, afinal é, como num time de futebol, os "jogadores" de frente, são os que vão de encontro com o gol. Por isso é fundamental a escolha de bons profissionais e treinamento adequado. Eles são o cartão de visita da sua empresa.
Portanto, é necessário que o vendedor tenha além do preparo, produtos de qualidade e que atendam as necessidades do mercado. Para isso é importante que a empresa compre bem para municiar seus profissionais de venda, mostrando a importância do setor de compras para empresa e a necessidade de estudar o processo de aquisição de mercadorias.
A administração de compras é vital para o setor varejista, já que as compras absorvem enormes volumes de recursos e consistem no maior investimento no ativo das empresas. Por isso precisa receber uma atenção especial. Tendo em vista seu papel exercido no fluxo de caixa da empresa.
O setor de compras ocupa uma posição importante na empresa estudada, pois representa de 40% a 60% do valor das vendas dos produtos. Isso significa que uma boa compra pode ter um impacto maior nos lucros. É de grande importância, portanto, para a empresa a análise de seu processo de compras, até porque comprar bem é um diferencial para o mercado competitivo.
Entretanto os objetivos de compras devem estar alinhados aos objetivos estratégicos como um todo, tornando a função de compras um processo dinâmico, portanto, merecendo uma atenção especial dos gestores.
Este trabalho tem grande importância, pois foram aplicados na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, agregando valor à empresa. É importante para a sociedade, tendo em vista que a empresa paga em dia seus impostos e gera empregos.
A oportunidade e o momento são adequados, pois a empresa conta com um futuro administrador que analisou o setor de compras da empresa e propôs possíveis melhorias, tendo em vista que a empresa disponibilizou e deu livre acesso a todo tipo de material e informação para o tal, viabilizando, assim, todo o processo.

Objetivos

Objetivo Geral
Propor possíveis melhorias no processo de compras de uma empresa de comércio varejista de acabamentos para construção.
Objetivos Específicos
Analisar o processo de compras da empresa.
Identificar os procedimentos tomados para a escolha dos fornecedores.
Elaborar a classificação ABC.
Selecionar os produtos A da análise ABC, estudando o processo de compra destes.
Selecionar os fornecedores A da análise ABC.
Identificar os fornecedores parceiros da empresa.
Esclarecer a importância da ética no setor de compras.
Estudar referencial teórico para desenvolver o trabalho.
Caracterização da Empresa
A empresa, localiza-se em xxxxxxxxx.
Foi constituída em xxxxxxxxxx e atua em atividade de comércio varejista de materiais para construção civil. Caracteriza-se por uma empresa de pequeno porte (EPP) que revende principalmente materiais hidráulicos e acabamentos para construção, como pisos, louças e metais.
A empresa é dirigida e gerenciada pelos dois sócios, sendo um responsável pela área comercial, principalmente o setor de compras da empresa e o outro atua na área administrativa.
Atualmente a empresa possui em seu quadro 16 (dezesseis) funcionários, sendo 06 (seis) vendedores, 05 (cinco) internos e 01 (um) externo. Conta com 03 (três) secretárias na área administrativa, 02 (dois) motoristas, 01 (um) ofice-boy, 03 (três) serviços gerais no depósito e 01 (uma) faxineira.
A empresa investe em treinamento dos vendedores e possui um sistema informatizado de controle de estoque, sistema esse que será modificado e melhorado até o final do ano vigente.
Os principais clientes são construtoras, arquitetos (as) e decoradores (as) da própria cidade.
Neste mercado altamente concorrido, a empresa têm diversos concorrentes diretos na cidade e na região, porém os principais concorrentes estão na própria cidade.
A empresa ainda não utiliza em grande escala a tecnologia a seu favor, ou seja, utiliza muito pouco a Internet para efetuar pedidos, pesquisar preços e realizar serviços bancários.
A empresa atua há quase 16 (dezesseis) anos no mercado e busca constantemente a excelência no atendimento e na qualidade dos produtos revendidos, por isso trabalha com os melhores fornecedores do Brasil, como por exemplo, TIGRE, DECA, DOCOL, FABRIMAR, PORTINARI, CECRISA, INCEPA, PORTOBELLO, MOLDENOX, entre outras.

ORGANOGRAMA DA EMPRESA

REFERENCIAL TEÓRICO

Introdução a Materiais

É difícil situar quando nasceu a idéia de administrar materiais, uma vez que no passado tudo era feito sob encomenda e o artesão adquiria o estritamente necessário para confeccionar determinado produto. No comércio, com um simples olhar, o comerciante sabia o que tinha na prateleira e quanto lhe havia custado. Entretanto, à medida que as encomendas de determinado produto iam se repetindo, mantinham-se pequenos estoques para melhor atender os compromissos.
De acordo com WEICHERT FILHO (1997 p.10), Com a revolução industrial a arte de comprar e controlar materiais ganhou relevância, começando a se firmar como um dos componentes da administração geral. Passou-se a controlar os estoques e a comprar de fornecedores que tivessem melhores preços e condições de pagamento.
Administração de Materiais
Segundo CHIAVENATO (1991 p.35), A administração de materiais se refere à totalidade das funções relacionadas aos mesmos, seja com sua programação, aquisição, estocagem, distribuição, etc., desde sua chegada à empresa até sua saída com direção aos clientes.
De acordo com MESSIAS (1989 p.21), A administração de materiais tem por finalidade assegurar o contínuo abastecimento de artigos necessários e capazes de atender aos serviços executados por uma empresa.
Portanto, os materiais precisam ser adequadamente administrados. As quantidades de materiais devem ser planejadas e controladas para que não haja falta de produtos, nem excessos que elevem os custos.
Conforme DIAS (1995 p.11), O importante na administração de materiais é otimizar o investimento em estoque, aumentando o uso eficiente dos meios de planejamento e controle, minimizando as necessidades de capital para estoque.
Não se deve pressupor que a administração de materiais seja a salvação das empresas nas épocas negras e grande vedete nas épocas de vacas gordas.
De acordo com WEICHERT FILHO (1997 p.11) A administração de materiais é um dos componentes para uma boa performance geral da empresa e, como tal, deve ser executada com racionalidade e bom senso, tornando-a dinâmica e capaz de, agilmente, se adaptar com a situação de momento.
Administração de Compras
As empresas não são auto-suficientes. Elas dependem de terceiros. Precisam de máquinas, equipamentos, serviços e uma grande variedade de mercadorias que provém do ambiente externo. O departamento de compras, que constitui o elemento de ligação entre a empresa e o ambiente externo, é o responsável pelo suprimento de materiais necessários ao funcionamento da empresa.
Segundo MARTINS (2002 p.64), O posicionamento atual da função de compras é bem diferente do modo tradicional, como era tratada antigamente. Antes da primeira guerra mundial, tinha papel essencialmente burocrático. Depois, já na década de 70, devido à crise do petróleo, as ofertas de diversas matérias-primas começaram a diminuir, enquanto os preços aumentavam. Nesse cenário, saber o que, quanto, quando e como comprar começa a assumir condições de sobrevivência, e, assim, o departamento de compras ganha mais visibilidade dentro da organização.
Segundo DIAS (1995 p.238), O departamento de compras tem por finalidade suprir as necessidades de materiais, planejá-las no momento certo, com as quantidades corretas, verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar o armazenamento.
A necessidade de se comprar cada vez melhor é enfatizada pelos empresários, juntamente com a necessidade de estocar em níveis adequados, ou seja, comprar bem é um dos meios que a empresa usa para reduzir custos.
Segundo MARTINS (2002, p.63), A gestão da aquisição  a conhecida função de compras  assume papel verdadeiramente estratégico nos negócios de hoje em face do volume de recursos, principalmente financeiros envolvidos, deixando cada vez mais para trás a visão preconceituosa de que era uma atividade burocrática e repetitiva, um centro de despesas e não um centro de lucros.
Nos dias atuais, o mercado é quem estipula o preço de venda das mercadorias, então torna-se necessário comprar de forma eficiente a fim de aumentar as margens de lucro no ato da venda.
De acordo com WEICHERT FILHO (1997 p.11) Os principais fatores que influenciam na compra são: preço, prazo, local de entrega, condições de venda, quantidade, qualidade do produto e freqüência, ou seja, uma boa compra é aquela feita pelo menor preço sem alterar a qualidade do produto. Onde o prazo de entrega é compatível com a programação da empresa e a demanda do mercado, evitando estoque excessivo. Portanto, se torna necessário buscar aquisições em fornecedores que possam fazer entregas programadas, para que não seja necessária uma compra volumosa, apertando o caixa da empresa. Deve também, analisar as condições de pagamento e as garantias propostas pelo fornecedor.
A colocação de WEICHERT FILHO sobre os fatores que influenciam as compras é bem interessante, porém, se esquece da importância de um bom relacionamento com o mercado fornecedor, neste caso bem colocado por DIAS (1995 p.238) Existem certos mandamentos que definem como comprar bem e que incluem a verificação dos prazos, preços, qualidade e volume. Mas manter-se bem relacionado com o mercado fornecedor, é o mais importante.

Fornecedores

Segundo CHIAVENATO (1991 p.106) Fornecedor é a empresa que fabrica os produtos necessários e que dispõe a vendê-los.
Geralmente as empresas se mantêm informadas da situação econômico-financeira de seus consumidores através de um cadastro de clientes, que lhe permite delimitar o crédito a ser concedido a cada um deles. Algumas empresas possuem, além deste, um cadastro de fornecedores, que indica as melhores condições na compra de materiais.
Segundo MESSIAS (1989 p.42), Seria de bom alvitre que todas as empresas que adquirissem uma variedade superior a dois mil itens anuais de materiais fossem dotadas do cadastro de fornecedores, a fim de selecionar aqueles que preenchem os requisitos essenciais da compra. Com um cadastro atualizado e completo de fornecedores e com cotação de preços feitas periodicamente, torna o processo de compras mais profissional e eficiente.
Para DIAS (1995 p.238), A seleção de fornecedores é considerada ponto chave no processo de compras. A potencialidade do fornecedor deve ser verificada, assim como suas instalações e seus produtos, e isso é importante. O seu balanço deve ser analisado.
Outro fator importante, citado anteriormente, é o conhecimento do mercado fornecedor. Segundo DIAS (1995 p.238), O conhecimento do mercado fornecedor é fundamental para que em momentos de eventuais conturbações, o comprador tenha os necessários meios para equacionar os problemas.

Parcerias

As empresas consideravam o fornecedor como quase um adversário. Todo cuidado deveria ser tomado, pois era generalizada a idéia de que o fornecedor estaria sempre mal intencionado, procurando auferir o máximo lucro à custa de eventuais descuidos dos clientes. Nos dias atuais podemos dizer que essa situação está tornando-se cada vez mais rara.
De acordo com MARTINS (2002, p.106), Entre empresas e fornecedores procura-se desenvolver um clima de confiança mútua, onde ambos saem ganhando. É o que se convencionou chamar de parcerias.
Segundo WEICHERT FILHO (1997 p.31), São cada vez mais numerosas as empresas a acordar para o fato de que as alianças têm importância primordial para os negócios. As parcerias estão a evoluir tão depressa, que ninguém pode mais fazer tudo sozinho.

Classificação ABC

De acordo com MESSIAS (1989 p.103), a classificação ABC é um método quem consiste em separar os itens em três grupos: A, B e C, classificando-os de acordo com os seus valores e dando maior importância de controle aos materiais de maior valor monetário.
A classificação ABC é uma das formas mais usuais de se examinar estoques. Segundo MARTINS (2002, p.162), A classificação ABC consiste na verificação, em certo espaço de tempo, do consumo em valor monetário ou quantidade dos itens em estoque, para que possam ser classificados em ordem de importância.
As classes da classificação ABC são definidas da seguinte maneira por DIAS (1995 p.86): A classe A é o grupo de itens mais importantes que devem ser tratados com uma atenção bem especial pela administração. A classe B é o grupo de itens que se mantém numa posição intermediária. A classe C é o grupo de itens menos importantes que justificam pouca atenção da administração.
Segundo MARTINS (2002, p.162), Não existe forma totalmente aceita de dizer qual o percentual do total dos produtos que pertencem às classes A, B ou C. Os produtos A são os mais significativos podendo representar algo entre 35% e 70% do valor movimentado dos estoques e representa algo em torno de 10% dos itens, os produtos B variam de 10% a 45% do valor movimentado e os produtos C, representam o restante.
Através da classificação ABC é possível, portanto, administrar os estoques para definir as políticas de vendas e compras e para estabelecer prioridades.

Conduta ética

Antigamente, moral e ética eram transmitidas às novas gerações pelos pais, pelos intelectuais, escritores e artistas. Era uma época em que os nobres eram nobres, exemplos a serem seguidos por todos. Hoje isso mudou. Nossas lideranças políticas e empresariais não mais se preocupam em transmitir valores morais às futuras gerações. Hoje, quem quiser adquirir valores morais e éticos neste mundo "moderno" terá de aprender as regras sozinho.
O mercado e a sociedade apresentam oportunidades e necessidades de ação que, a princípio, não parecem dar motivos para dúvidas morais pessoais, porém quando examinadas a fundo, representam problemas morais para o indivíduo, ou seja, a ética está em toda parte.
Segundo NASH (2001 p.06), Ética nos negócios é o estudo da forma pela qual normas morais pessoais se aplicam às atividades e aos objetivos da empresa comercial. Não se trata de um padrão moral separado, mas do estudo de como o contexto dos negócios cria seus problemas próprios e exclusivos às pessoas que atua como gerente deste sistema.
O problema da conduta ética é comum em todas as profissões, entretanto, em algumas delas, como a dos médicos, engenheiros e compradores, assumem uma dimensão mais relevante.
De acordo com MARTINS (2002, p.82), No setor de compras, o problema (da conduta ética) aflora com mais intensidade devido aos altos valores monetários envolvidos, relacionados com critérios muitas vezes subjetivos de decisão.
Para MARTINS (2002, p.83), a melhor forma de abordar o assunto é definir, o mais claro possível, um código de conduta, do conhecimento de todos, pois não há dúvida de que aquele que dá presente tem a expectativa de, de uma forma ou de outra, ser lembrado. Quando o presente tem um maior valor, maior será a obrigação de retribuição.

METODOLOGIA

Método é o caminho para se chegar a determinado fim, ou seja, é o conjunto de procedimentos técnicos adotados para se atingir um objetivo.
Segundo GIL (1999, p.26), para que um conhecimento possa ser considerado científico, torna-se necessário identificar as operações mentais e técnicas que possibilitam a sua verificação. Portanto, se torna necessário determinar o método a ser utilizado que, por sua vez, possibilitará que o conhecimento se torne científico, validando assim o projeto.
Segundo ROESCH (1999, p.87), A metodologia compreende o plano ou delineamento da pesquisa, de acordo com o projeto ou objetivo geral estabelecido; definição da área ou população alvo do estudo; plano de amostragem (quando for aplicável); planos e instrumentos de coleta e plano de análise dos dados.
Delineamento da pesquisa
O propósito do estudo visa propor possíveis melhorias no processo de compras de uma empresa de comércio varejista de acabamentos para construção, portanto, foi necessário a realização de pesquisa para se obter respostas para este problema em questão.
Para VERGARA (2000, p.46), a pesquisa é um procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos dados ou fatos, relações ou leis, em qualquer campo de conhecimento. A pesquisa é um procedimento formal, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para conhecer a realidade.
A abordagem do problema foi feita através da pesquisa qualitativa e quantitativa. A pesquisa qualitativa não se preocupa com representatividade numérica, mas sim com o aprofundamento da compreensão. De acordo com GIL (1999, p.99), a abordagem qualitativa não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave. Diferente da quantitativa que segundo GIL (1999 p.99) visa traduzir em números opiniões e informações para classificá-los e analisá-los. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc...).
VERGARA (2000, p.56), afirma que a pesquisa qualitativa é indutiva, isto é, o pesquisador desenvolve entendimentos a partir de padrões encontrados nos dados. Segundo GIL (1999, p.101), a pesquisa quantitativa usa medidas numéricas para testar hipóteses ou busca padrões numéricos relacionados a conceitos cotidianos. Em contrapartida, a qualitativa examina aspectos mais profundos e subjetivos do tema em estudo.
Portanto foram utilizadas as duas abordagens, qualitativa e quantitativa, a qualitativa porque é apropriada para o estudo em questão quando se trata de melhorar um processo de alguma área da empresa, e de uma forma geral, os métodos qualitativos são menos estruturados, proporcionam um relacionamento mais longo e flexível entre pesquisador e entrevistado, e lidam com informações amplas e com maior riqueza de detalhes. E a abordagem quantitativa, quando foram tratados os números da empresa.
O tipo de pesquisa realizado foi a pesquisa descritiva tendo como base a descrição das características do processo de compras da empresa. A pesquisa descritiva procura observar, registrar, analisar, classificar e interpretar os fatos, sem que o pesquisador interfira neles ou os manipule. De acordo com ROESCH (1999, p.171) este tipo de pesquisa tem como objetivo fundamental a descrição das características de determinado fenômeno.

Definição da área

A pesquisa foi realizada nas dependências da empresa com sede em Pará de Minas  MG, na primeira quinzena de março de 2006.
A pesquisa foi concentrada no participante principal do processo de compras, ou seja, o sócio comprador da empresa.
O presente estudo não utilizou amostras, pois foram analisados todos os fornecedores e produtos de classe A, da classificação ABC.

Plano de coleta de dados

A obtenção de dados e informações foi levantada através de pesquisa documental, entrevistas e pesquisa bibliográfica.
A pesquisa documental foi realizada com documentos conservados no interior da empresa estudada. Para ROESCH (1999, p.166), Documentos têm um valor por si mesmo, representam sistemas e estruturas da organização. Sua análise permite o entendimento de situações, permite conceituar a organização com base em uma visão de dentro.
A entrevista foi utilizada para assegurar uma taxa maior de resposta e ainda respostas mais convincentes onde o entrevistado e o entrevistador estiveram face a face. De acordo com GIL (1999, p.117), Entrevista é uma técnica onde o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas, com o objetivo de obtenção de dados que interessem à investigação. A entrevista é uma forma de diálogo, em que uma das partes busca coletar dados e a outra se apresenta como fonte de informação.
A pesquisa bibliográfica explica o processo a partir de referências teóricas publicadas, principalmente em livros, jornais e artigos científicos. Segundo GIL (1999, p.65) A principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente.

Análise dos dados

O tipo de instrumento escolhido para coletar os dados da pesquisa definiu o tratamento de dados que foi aplicado, portanto, a pesquisa qualitativa e quantitativa foi analisada pelo Conteúdo.
Segundo ROESCH (1999, p.149) A análise de Conteúdo permite observar motivos de satisfação, insatisfação ou opiniões subentendidas e natureza de problemas, estudando as várias formas de comunicação. A análise de Conteúdo, portanto, torna possível analisar as entrelinhas não se restringindo unicamente às palavras expressas diretamente, mas também àquelas que estão subentendidas na fala ou resposta do entrevistado.

análise

Descrição dos dados

A empresa possui hoje 119 fornecedores, sendo que no período de 01 de setembro de 2005 a 06 de fevereiro de 2006, período este que foi utilizado para obtenção de dados para a classificação ABC, a empresa efetuou compras de 95 fornecedores, ou seja, neste período 24 fornecedores não foram requisitados.
Segundo MARTINS (2002, p.162), Não existe forma totalmente aceita de dizer qual o percentual do total dos produtos que pertencem às classes A, B ou C. Os produtos A são os mais significativos podendo representar algo entre 35% e 70% do valor movimentado dos estoques e representa algo em torno de 10% dos itens, os produtos B variam de 10% a 45% do valor movimentado e os produtos C, representam o restante.
A empresa possui em seu estoque 2240 itens, sendo que no período da analise, a empresa efetuou compras de 1508 destes itens. De acordo com a classificação ABC, 242 itens pertencem à classe A, representando 10,8% dos itens em estoque e 16,04 % dos itens comprados no período. Representando ainda 70,05% do valor monetário das compras no período.
Em relação aos fornecedores, 10 deles pertencem à classe A, representando 10,52% dos fornecedores do qual a empresa adquiriu produtos, representando ainda 48,20% do valor monetário de entradas no período de 01 de setembro de 2005 a 06 de fevereiro de 2006.
Os valores foram omitidos por questões de sigilo comercial.

1.1.1Tabela dos Produtos









Tabela 1 - Elaboração do autor 2006.

Gráfico dos Produtos

Figura 1  Elaboração do autor 2006.

1.2Análise

A entrevista aplicada com o comprador visa analisar o processo de compras da empresa. Através das repostas obtidas foi possível perceber que os fornecedores desempenham um importante papel no setor de compras da empresa tendo em vista que é através deles que ocorre o abastecimento da empresa.
De acordo com DIAS (1995 p.285), Selecionar fornecedores é reunir um grupo, que preencha todos os requisitos básicos e suficientes, dentro das normas e padrões preestabelecidos como adequados, ou seja, o objetivo é buscar fornecedores que possuam condições de fornecer os produtos necessários, dentro das quantidades, dos padrões de qualidade, no tempo determinado e com menores preços.
Para a seleção dos fornecedores, o comprador, busca a qualidade dos produtos fornecidos, prefere comprar de fornecedores que possuam produtos diferenciados e que tenham o material disponível para pronta entrega. Além dos fornecedores selecionados pela empresa, existem também os que são escolhidos pelo mercado e para sobrevivência da empresa é necessário tê-los como fornecedores.
A empresa não possui um cadastro completo de fornecedores e segundo MESSIAS (1989 p.42), Seria de bom alvitre que todas as empresas que adquirissem uma variedade superior a dois mil itens anuais de materiais fossem dotadas do cadastro de fornecedores, a fim de selecionar aqueles que preenchem os requisitos essenciais da compra. Com um cadastro atualizado e completo de fornecedores e com cotação de preços feitas periodicamente, torna o processo de compras mais profissional e eficiente.
Um dos pontos mais importantes citados, para um bom relacionamento do comprador com os fornecedores é a confiança mútua. Quanto mais aberta e clara as negociações maiores são as chances de uma boa compra. Outro ponto colocado como fator preponderante para um bom relacionamento e até mesmo para continuar fornecendo produtos, é a questão das soluções de problemas. Os fornecedores que se preocupam em solucionar problemas e que dão assistência técnica, são vistos com bons olhos pelo comprador da empresa.
Para que uma compra seja bem sucedida, devem-se buscar as tendências do momento, manter os produtos que já são usuais e os clientes gostam, comprar uma quantidade satisfatória para que não falte mercadoria ou que não fique com estoque ocioso, ocupando espaço e aumentado as despesas. É importante também acompanhar o pedido, desde o faturamento até a chegada da empresa.
Segundo WEICHERT FILHO (1997 p.31), São cada vez mais numerosas as empresas a acordar para o fato de que as alianças têm importância primordial para os negócios. As parcerias estão a evoluir tão depressa, que ninguém pode mais fazer tudo sozinho.
Foram tratados como parceiros da empresa, os fornecedores, TIGRE, PERFLEX, QUARTZOLIT, VILLAGRES, CERBA E INCOPISOS.
Foi tratado como fator preponderante à confiança que devem existir entre fornecedores e empresa, trazendo ganhos para ambas as partes.
De acordo com MARTINS (2002, p.106), O parceiro é aquele fornecedor que ajuda no desenvolvimento da empresa, na análise e melhorias no processo de vendas do cliente, garantindo a qualidade de seus produtos. É aquele que abre sua planilha de formação de preços e em contra partida recebe um contrato de fornecimento por um período determinado. Portanto, pode-se excluir a empresa TIGRE, que não possui a característica de parceiro.
A parceria é definida como um relacionamento comercial baseado na confiança mútua, onde ambos são beneficiados: o fornecedor com a garantia da manutenção do cliente e este, com a satisfação pelo atendimento propiciado pelo fornecedor.
Apesar de não serem considerados parceiros, os fornecedores DECORALITA (tanques e pias de mármore sintético), TIGRE (tubos e conexões em PVC), SASAZAKI (portas e janelas de aço e alumínio), ELUMA (tubos e conexões em cobre e bronze), CRIS METAL (armário e espelhos de banheiro), PANTHO (equipamento solar) e LINEAPLAS (banheiras de hidromassagem), têm uma atenção especial por terem exclusividade, ou seja, os produtos que estes fornecem para a empresa estudada, não têm concorrência dentro da loja. Devido a este fato, estes fornecedores propõem na maioria das vezes condições especiais de venda.
Com a relação as condições de pagamentos, não houve nenhuma observação, tendo em vista que a empresa paga todos os fornecedores a vista, aproveitando, portanto, os descontos oferecidos.
A empresa estudada possui em seu estoque 2240 itens, sendo que no período da analise, a empresa efetuou compras de 1508 destes itens.
De acordo com MESSIAS (1989 p.103), a classificação ABC é um método quem consiste em separar os produtos em três grupos: A, B e C, classificando-os de acordo com os seus valores e dando maior importância de controle aos materiais de maior valor monetário.
Os 242 produtos relacionados no grupo A da classificação ABC da SAME  Materiais de Construção Ltda. precisam receber uma atenção especial pelo fato de estarem no topo da classificação ABC, e foi analisada a seguinte situação:
Entre os 242 produtos, 102 deles, ou seja, 42,15% são comprados apenas quando é um pedido sob encomenda ou quando estão em promoção;
08 deles, ou seja, 3,3% dos produtos não são mantidos grandes quantidades em estoque, devido ao fato de terem prazo de validade relativamente curto;
Os outros 132, ou seja, 54,55% dos produtos são mantidos em estoque, e são renovados os pedidos assim que o estoque destes comecem a ficar ameaçado;
O pagamento destes produtos são todos à vista;
Entre os 242 produtos, 54 deles, ou seja, 21,4% são fornecidos por parceiros;
42 deles, ou seja, 17,35 %, são de fornecedores que têm exclusividade.
Com relação aos fornecedores, podemos destacar 10 deles, que estão no topo da classificação ABC. São os seguintes: TIGRE, CERBA, LEF, SASAZAKI, CECRISA, LANZI, VILLAGRES, BIANCOGRES, QUARTZOLIT E PERFLEX.
Entre os 10 fornecedores selecionados, 04 são parceiros da empresa;
Os 10 representantes dos fornecedores visitam a SAME  Materiais de Construção regularmente;
02 deles, apesar de não serem parceiros, recebem atenção especial, pelo fato da exclusividade de seus produtos;
Só é efetuado a compra de um deles no caso de promoção.
Os fornecedores citados como principais se destacam pelo grau de profissionalismo de seus representantes. O comprador da empresa, mantêm relacionamento estreito com todos.

1.2.1Tabela dos Fornecedores

Tabela 2 - Elaboração do autor 2006.

Gráfico dos Fornecedores

Figura 2  Elaboração do autor 2006.

1.3Ética no setor de compras

A ética é indispensável ao profissional, porque na ação humana o fazer e o agir estão interligados. O fazer diz respeito a competência, a eficiência que todo profissional deve possuir para exercer bem a sua profissão. O agir se refere a conduta do profissional que tem como meta sentir-se integro e pleno da alegria de viver.
De acordo com NASH (2001), a ética está relacionada à opção, ao desejo de realizar a vida. Via de regra está fundamentada nas idéias do bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz. Cita ainda que Hoje, mais do que nunca, a atitude dos profissionais em relação as questões éticas pode ser seu diferencial no mercado.
O problema da conduta ética é comum em todas as profissões, entretanto, em algumas delas, como a dos médicos, engenheiros e compradores, assumem uma dimensão mais relevante. De acordo com MARTINS (2002, p.82), No setor de compras, o problema (da conduta ética) aflora com mais intensidade devido aos altos valores monetários envolvidos, relacionados com critérios muitas vezes subjetivos de decisão.
Agir eticamente dentro ou fora da empresa sempre foi e será uma decisão pessoal. Uma vez que se tenha despertado para o assunto, mais e mais ele tende a ser considerado nas decisões, num processo permanente e sem fim.

1.1.1Recomendações

Não basta ser ético e honesto, é essencial parecer como tal. Devem ser evitadas situações, ações e comunicações que possam ser percebidas como comportamento impróprio ou antiético visto que as conseqüências disso poderão causar dano à imagem do profissional de compras como se, realmente, tivessem ocorrido;
O principal dever do profissional de compras é obter a maior relação custo/benefício para cada centavo gasto na compra de produtos e serviços. Para atingir esse fim, além da lealdade irrestrita para com a empresa na qual trabalha, é essencial assegurar que interesses pessoais e amizades jamais interfiram na decisão de compra;
O principal dever do profissional de compras é obter a maior relação custo/benefício para cada centavo gasto na compra de produtos e serviços. Para atingir esse fim, além da lealdade irrestrita para com a empresa na qual trabalha, é essencial assegurar que interesses pessoais e amizades jamais interfiram na decisão de compra;
Os fornecedores devem ser tratados como aliados na busca da solução mais vantajosa para ambas as partes. É indispensável promover um clima de profissionalismo, imparcialidade e respeito mútuo no relacionamento com os fornecedores, evitando favoritismos danosos e assegurando igualdade de condições na competição pela melhor oferta de produtos e serviços. Embora seja aceitável o relacionamento duradouro com fornecedores, há que assegurar condições para manter a competitividade na compra;
No decorrer da relação comercial, é normal a troca de brindes e presentes de valor simbólico bem como demonstrações de apreço e hospitalidade como, por exemplo, almoço de negócios, convite para palestras, feiras, eventos de várias naturezas, etc. Contudo, o comprador deve evitar presentes, convites e favores que excedam o valor intrínseco de uma simples cortesia;
A criação de um código de conduta ética, estabelecendo os limites da forma mais clara possível, e que tais limites sejam também de conhecimento também dos fornecedores.

2Conclusão

2.1Considerações Finais

Um dos objetivos do trabalho foi despertar o interesse da empresa para este assunto tão importante tratado no estudo. Assunto este, que deveria ser visto com bons olhos por todos os setores da economia, devido sua relevância.
O intuito do trabalho foi propor possíveis melhorias no processo de compras de uma empresa de comércio varejista de acabamentos para construção, portanto, foi necessário estudar todo o processo de aquisição da empresa, bem como os procedimentos adotados para a escolha dos fornecedores e a identificação dos fornecedores parceiros da empresa. Foi necessário, ainda, selecionar os principais produtos e fornecedores.
Através de entrevistas, pesquisas documentais e pesquisas bibliográficas foi possível concluir o trabalho obtendo um resultado positivo. Através da entrevista foi possível identificar os procedimentos adotados para a escolha dos fornecedores, o papel do mercado nas definição das compras, o relacionamento com os fornecedores, os métodos escolhidos para que uma compra seja bem sucedida e foi tratado, também, a questão da parceria. Através da entrevista foi constatada a inexistência do cadastro de fornecedores.
Através da pesquisa documental, foi possível realizar a classificação ABC, determinando os principais produtos e fornecedores da empresa. Tudo isso tendo o respaldo de pesquisas bibliográficas.
O trabalho aborda um tema precioso: Compras. A compra é o inicio de tudo, é o pré-requisito da venda. Se a empresa comprar mal, dificilmente venderá bem. Portanto, o segredo do negócio é comprar bem.
Criou-se desde o primeiro instante, entre as pessoas envolvidas, uma grande vontade de ver o estudo concluído, principalmente no que se refere a seleção de produtos e fornecedores pela classificação ABC. Esta classificação passará a ser, uma importante ferramenta para o processo decisório de compras da empresa.

2.2Cadastro de fornecedores

Como a empresa não possui cadastro de fornecedores foi sugerido o seguinte:


2.3Sugestões

Os envolvidos no processo de compras, bem como os demais funcionários da empresa, façam uso do trabalho.
Utilizar o cadastro de fornecedores proposto, tendo em vista que a empresa não possui.
Sugere-se que a empresa compartilhe informações com seus principais fornecedores, para que estes obtenham melhorias em seus negócios e repassem essas melhorias para a empresa. Isso garante a competitividade de ambas as empresa a médio e longo prazo.
Realizar a classificação ABC dos produtos e fornecedores semestralmente.
Estar sempre atento aos produtos de classe A, da classificação ABC, pois eles agregam alto valor, devendo, portanto, não possuir estoques elevados.
Sugere-se seguir as recomendações sobre conduta ética no setor de compras. Item 4.3.1.

2.4Contribuições

O presente trabalho vem contribuir junto a comunidade acadêmica, como fonte de futuras pesquisas para o universo acadêmico, bem como para a SAME  Materiais de Construção Ltda. e para demais pessoas e empresas envolvidas no processo de compras.

APÊNDICE 1 - ROTEIRO DE ENTREVISTA

PROPOSTA DE POSSÍVEIS MELHORIAS NO PROCESSO DE COMPRAS DE UMA EMPRESA DE COMÉRCIO VAREJISTA DE ACABAMENTOS PARA CONSTRUÇÃO.

ENTREVISTA  Comprador da empresa

1)Nos dias atuais, onde o mercado é quem define o preço dos produtos, é importante comprar bem para vender bem. Portanto, os fornecedores desempenham um papel importante. Seguindo esta linha de raciocínio, quais os procedimentos tomados para a escolha dos fornecedores?
2)O mercado define a escolha de alguns fornecedores?
3)De forma geral, qual a relação da empresa com os fornecedores?
4)A empresa utiliza um cadastro completo de fornecedores? (histórico dos fornecedores, últimas compras, compras mal sucedidas, erro de faturamento, etc.)
5)Quais os procedimentos adotados para que uma compra seja bem sucedida?
6)Quais os mecanismos utilizados para que não ocorra uma compra mal sucedida?
7)Entre empresas e fornecedores procura-se desenvolver um clima de confiança mútua, onde ambos saem ganhando. A empresa procura manter este clima de confiança mútua ou na prática não é bem assim? Digo, cada um quer ganhar mais que o outro?
8)Quais os fornecedores considerados parceiros da empresa?
9)De acordo com a classificação ABC, os fornecedores A, requerem uma atenção especial. Qual a relação da empresa com esses fornecedores?
10)De acordo com a classificação ABC, os produtos A, requerem também uma atenção especial. Como é o processo de compras destes produtos?

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação à Administração de Materiais. São Paulo: Makron Books do Brasil, 1991.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: edição compacta. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
MARTINS, Petrônio Garcia. Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais. São Paulo: Saraiva, 2000.
MESSIAS, Sérgio Bolsonoro. Manual de Administração de Materiais. 9. ed. São Paulo: Atlas, 1989.
NASH, Laura. Ética nas Empresas: edição atualizada. São Paulo: Makron Books do Brasil, 2001.
ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projeto de Estágio e de Pesquisa em Administração. 2. ed. São Paulo. SP: Atlas, 1999.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
WEICHERT FILHO, Guilherme. Manual de Recursos Materiais e Patrimoniais. Belo Horizonte: Siracusa, 1997.

 

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