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Protocolo de Biossegurança na Lavanderia

Autor:
Instituição: UNIPAC
Tema: Biossegurança Hospitalar

PROTOCOLO DE BIOSSEGURANÇA NA LAVANDERIA

Conselheiro Lafaiete

2006


1- INTRODUÇÃO

Segundo a lei nº 8.213, art. 19 de 24/07/91, "Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda, redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho".

Os acidentes podem ser provocados por agentes biológicos, ergonômicos, químicos e mecânicos. A categoria profissional mais afetada no acidente de trabalho é a Enfermagem com o envolvimento de material biológico. Todos os acidentes podem e devem ser prevenidos, basta que se tome as devidas medidas, dentre elas a principal é o uso constante e correto dos EPI's.

Tanto o hospital como cada funcionário tem sua parcela na responsabilidade de prevenção de acidentes, cada um em sua área de trabalho.

Neste trabalho, apresentaremos as medidas de biossegurança e prevenção de acidentes a serem seguidas pelos trabalhadores da área da lavanderia hospitalar.

1.1 Lavanderia Hospitalar e roupa hospitalar

O esforço empregado para a reutilização de roupas hospitalares normalmente apresenta um balanço de custo benefício favorável e, quando bem implantada, possibilita uma prestação de serviços com segurança e qualidade.

O bom resultado do trabalho da lavanderia depende do cumprimento de um objetivo: transformar a roupa suja e contaminada em limpa e, na qualidade necessária em um tempo adequado e com segurança. As roupas não precisam necessariamente estar estéreis no final do processo, mas necessitam estar higienicamente limpas, livres da quantidade de microrganismos patogênicos necessária para causar doença.

É importante observar que além de limpar, uma lavanderia hospitalar precisa realizar a lavagem das roupas deve garantir as características físicas da roupa de forma a garantir a eliminação de substâncias irritantes ou alergênicas, incluindo sabões, amaciantes e removedores de manchas utilizados durante o processo.

Em conjunto com a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), a lavanderia deve atualizar as rotinas periodicamente e, desenvolver e aplicar normas de prevenção de acidentes e de transmissão de doenças. A atuação conjunta dos setores possibilita a diminuição dos riscos de roupas e ajuste dos processos para a obtenção da qualidade adequada.


2 - BIOSSEGURANÇA NA LAVANDERIA

Na área da saúde, esse tema sugere reflexões por parte dos profissionais, uma vez que estão mais suscetíveis a contrair doenças advindas de acidentes de trabalho, através de procedimentos que envolvem riscos biológicos, químicos, físicos e ergonômicos. Os profissionais que prestam assistência direta à saúde ou manipulam material biológico no seu cotidiano devem ter conhecimento suficiente acerca de biossegurança para uma prática eficaz e segura. Os serviços de saúde têm muitas áreas insalubres, de graduação variável, dependente da complexidade, do tipo de atendimento prestado e da função do profissional. Atualmente, as normas consoantes à biossegurança são motivo de preocupação, tanto por parte da CCIH quanto pelos Serviços de Medicina Ocupacional. A CCIH tem por objetivo manter os índices de infecções nos valores considerados aceitos pelo Ministério da Saúde, seguindo normas e portarias específicas, além de promover ações que previnam as infecções causadas pela quebra de rotinas e falta de compromisso dos profissionais. A utilização de precauções básicas auxilia os profissionais nas condutas técnicas

Adequadas à prestação dos serviços, através do uso correto de Equipamento de Proteção Individual (EPI), de acordo com a Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6) da Portaria nº 3.214, de 08.06.78. Essas medidas devem gerar melhorias na qualidade da assistência e diminuição de custos e infecções. Ao setor de processamento de roupas compete o processamento e distribuição de roupas em perfeitas condições de higiene e limpeza, a fim de controlar infecções hospitalares e proporcionar conforto e segurança ao paciente e funcionários.

A apresentação de dados e de ocorrências pela lavanderia hospitalar é fundamental para subsidiar um bom gerenciamento de uma instituição hospitalar. Os dados devem ser confiáveis para garantir o equilíbrio das finanças, definindo metas e objetivos da organização.

Vários fatores devem ser avaliados: reposição e durabilidade das roupas, revisões e manutenções periódicas dos equipamentos, informações sobre análises microbiológicas da roupa para a CCIH, levantamento de acidentes envolvendo perfuro cortante e outros materiais e uma metodologia simples e confiável descrevendo as seqüências de procedimentos adotados.


3 - PROTOCOLO DE BIOSSEGURANÇA NA LAVANDERIA

A lavanderia hospitalar é dividida em duas áreas: SUJA e LIMPA. A área suja é considerada contaminada, onde as roupas são recebidas, pesadas, separadas pelo grau de sujidade, pelo tipo de tecido e estocadas até o início do processo de lavagem. Na área limpa, as roupas são centrifugadas, secas, passadas e armazenadas até o momento de sua distribuição.

A agitação da roupa suja e molhada na área de separação pode contaminar o ar através da suspensão de partículas e da formação de aerossóis.A roupa contaminada é depositada pelo lado da área suja e, ao final do ciclo de lavagem e descontaminação, é retirada pela porta que abre para a área limpa. O sistema de travamento automático impede que as duas portas se abram ao mesmo tempo, isolando completamente os dois ambientes.

A circulação de funcionários entre as duas áreas deve ser controlada.

Em todas as lavanderias, o calor excessivo gerado pelas máquinas favorece a desidratação dos profissionais. Por isso, recomenda-se a instalação de bebedouros nas proximidades, mas é importante observar que todos os funcionários devem ser orientados para não servirem líquidos e alimentos dentro das áreas da lavanderia. Antes de saírem do setor, os profissionais devem sempre lavar as mãos.

O transporte de roupa suja para a lavanderia deve ser programado de acordo com o funcionamento do hospital, e estas devem permanecer o menor tempo possível nos setores. A utilização dos carrinhos não dispensa o ensacamento correto das roupas.

Abaixo o processo de lavagem da roupa:

3.1 Processamento geral da roupa suja:

3.2 Acondicionamento da roupa suja:

Obs: Fardos e trouxas são contra indicados

3.3 Coleta de roupa suja:

3.4 Transportes:

3.5 Processamento da roupa suja:

Recomendações para o funcionário:

3.6 Barreira de contaminação na área limpa:

O acabamento compreende o processo de lavagem, calandragem, secagem e separação para dobragem;

Recomendações ao funcionário:

Acabamento/cuidado especial:

3.7 Acondicionamento ou guarda Rouparia:

3.8 Distribuição a roupa:

Recomendações ao funcionário:

3.9 Utilização da roupa nas unidades de internação:

3.10 Qualidade da roupa:

3.11 Roupa críticas:

3.12 Etapas da lavagem de roupa hospitalar:

Etapas Duração mm Temperatura
Enxágüe inicial

2-3

Ambiente
Umectação

10

Ambiente
Pré-lavagem

10-15

40°C
Lavagem

10-20

80-90°C
Alvejamento

10-15

Ambiente
Neutralização

3

Ambiente
Amaciamento

3

Ambiente
Extração

15-20

Ambiente

As medidas necessárias para a prevenção de acidentes na lavanderia e também devem incluir:

LAVAR SEMPRE AS MÃOS, que é um meio de proteção não só para si como para os outros funcionários e paciente do hospital.


4- CONCLUSÃO

Em uma lavanderia hospitalar, que é considerada uma área crítica devido à presença de sangue, secreções e exsudatos em roupas usadas pelos pacientes e dos leitos, é obrigatório o uso de medidas preventivas e um protocolo descrito neste trabalho que vise a saúde e integridade do profissional antes, durante e depois da lida com as roupas e as máquinas hospitalares presentes no local.

Para conseguir a adesão das normas estabelecidas, é indispensável um programa permanente de educação continuada, alertando aos profissionais dos riscos de transmissão de doenças infecciosas e parasitárias, as diversas formas de contaminação e as medidas necessárias para a proteção individual e da equipe.


5- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Couto, R. C. et al. Infecção hospitalar Epidemiologia e controle , Gestão para a qualidade 2º ed. Medsi Editora Médica e Científica. São Paulo: 1999.

Costa MAF. Qualidade em Biossegurança. Editora Qualitymark Rio de Janeiro: 2000.

www.google.com.br acesso em 03/05/2006.

www.anvisa.gov.br acesso em 05/05/2006.

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