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Resenha do Livro: Desenvolvimento sem Trabalho ( Sociologia)

Autor:
Instituição: Universidade Braz Cubas
Tema: Sociologia

Resenha do Livro: Desenvolvimento sem Trabalho

De Masi , Domenico Desenvolvimento sem Trabalho 6ª ed. São Paulo. Esfera 1999.103 Páginas R$ 12.50

Esta obra foi escrita por Domenico de Masi em 1994 na capital de Roma e é focada para pessoas que tem no trabalho, seu sustento familiar.

Dando ênfase na maioria das vezes a linguagem técnica com alguns momento de linguagem clara, o autor escreve sobre suas idéias sobre o trabalho atual e futuro, pegando como exemplos o trabalho do século passado e atual.

Já no 1º capítulo tendo como subtítulo Dez Teses, o autor descreve a luta entre inovação tecnológica e mão de obra , que desde séculos passados a tecnologia vem ganhando espaço , e por conseqüência tirado o emprego de milhares de trabalhadores . Esse processo se renova a cada dia sendo que o número de desempregados no mundo inteiro é enorme , tendo em vista que não importa o tamanho da empresa , o objetivo das mesmas é sempre produzir mais com o mínimo de mão de obra substituindo o trabalho braçal por tecnologias avançadas.

O autor tem uma percepção do desemprego como uma libertação do trabalho tido para ele como escravidão e também definindo que a saída da humanidade é monopolizar a imaginação e criatividade qualidades que os robôs não tem.

No próximo capítulo, Livres e Escravos na Grécia Antiga, observar-se que desde o século V a idéia de industrializar o trabalho para automaticamente desfazer-se da mão de obra já era clara na cabeça dos chamados Varões que eram os homens ricos e poderosos , que tinham a oportunidade de apenas estudar e delegar todo o trabalho para os escravos.

Francis Bacon cita com grande oposição a idéia de que tudo já era conscientizado pelo homem , muitas outras coisas poderiam ser descobertas e que todo processo teórico dá-se ao lado de um mesmo processo prático. Já no século V os grandes artistas e compositores contentavam-se apenas com pequeno prazeres e não davam importância para valores materiais e por outro lado existiam dois tipos de escravos, os de trabalho agrícola que trabalhavam na exploração de minas e os denominados gado humano que se concentravam na cidade que faziam o trabalho doméstico e serviços públicos , nessa época era sinal de pobreza não ter escravos.

Livres e Escravos em Roma e na Itália e o próximo capitulo que fala sobre escravos que tinham a perspectiva de vida na média de trinta anos e a mortalidade infantil tinha números alarmantes e morriam mais homens do que mulheres , e essa situação piorou quando houve falta de escravos os modos de conseguir mão de obra eram as lutas com outras cidades, a compra no mercado internacional e a auto-reprodução , neste estagio as famílias pobres vendiam seus filhos e os davam como pagamento de dívidas.

Passando para o capítulo Do baixo império à idade média: cai um pouco a escravidão nascem os servos de gleba , o autor começa a descrever o parcial fim da escravidão e o surgimento dos servos e a mudança que sugere a libertação do trabalho hoje conhecida como desemprego.

Porem não era o fim da escravidão os trabalhos escravos continuaram para um certo número de escravos , mas os donos de fazendas teriam que se preocupar com a motivação dos escravos.

O papel da motivação e tratado no quarto capitulo, a função da Igreja para a libertação era uma boa ação além das vantagens econômicas que traziam aos patrões , mas o fato curioso é que a igreja condenava a escravidão mas ela mesmo possuía escravos.

Os escravos estavam se rebelando com mais facilidade e a medida encontrada foi a motivação dos escravos, os mesmos motivados e sentindo-se confiantes trabalhavam com mais qualidade.

A solução depois de uma desgastante luta, foi a libertação total dos escravos , e a contratação dos servos de gleba que possuíam maior qualidade nos serviços.

O progresso tecnológico na Idade Média e a Síndrome de Vespasiano trata do obstáculo da libertação do homem do trabalho não era alcançada pelos atrasos de cultura , já a síndrome de Vespasiano atrasava o progresso tecnológico,sendo que só depois vieram a ser usados os moinhos de água o que melhorou a vida de muitos homens.

O autor descreve no capítulo seguinte a Paraescreve de Bacon as idéias de Francis Bacon que acreditava que a sabedoria deveria ser aplicada na prática e a necessidade de organização dos homens para alcançar esses objetivos.

Os homens deveriam aplicar a sabedoria na prática para se esforçar menos e ter uma vida melhor segundo Bacon.

Na proto-industrialização, Domenico aborda as transformações agrícolas e as tecnologias na área rural .

Havia um progresso em passos curtos tecnologicamente falando, e apesar das várias invenções o modo de vida dos burgueses de séculos diferentes não eram significativas.

autor descreve no capítulo seguinte Taylor e a eliminação do trabalho o autor descreve as idéias de Taylor que eram em resumo as mesmas dos antigos ancestrais , ou seja, uma melhor qualidade de vida com o menor esforço possível , o termino do trabalho humano do processo de produção. Taylor contrariava a idéia de que o trabalho era a essência do homem e pregava que só libertado da fadiga do trabalho é que ele se sentiria feliz e inventaria mais.

Pós industrial e obstinação empresarial e o capitulo seguinte, o assunto abordado era porque as empresas preferem reduzir o número de funcionários dando muito trabalho para poucos e o desemprego para muitos , a obstinação das empresas de sempre inovar tecnologicamente tendo sempre em vista diminuir os postos de trabalho e por outro lado os sindicalistas tentando diminuir o horário de trabalho para assim gerar mais empregos , bate com a idéia de que os funcionários são valorizados de acordo com o número de horas extras que fazem.

Já no próximo capítulo Keynes : Trabalhar três horas por dia Domenico fala sobre as idéias de Keynes que era de turnos de três h/d e semana de quinze horas seriam suficientes para suprir a falta de empregos.

Assim como Taylor, Keynes pregava a libertação do homem do trabalho e desprezava a avareza e o amor pelo dinheiro.

Andret no capitulo seguinte diz que trabalhar duas horas por dia o autor descreve a realidade de que também há muitas tarefas nas empresas que poderiam ser realizadas em menor tempo , mas isso seria dar mais força ao desemprego ou seja se ficar claro que certos funcionários não fazem nada ,são só números é obvio que os mesmos devem ser despedidos .

As empresas de grande porte, no capitulo Desempregado será uma boa em 1979, já tinham tecnologias inovadoras e reduziam os postos de trabalho drasticamente e tais dados se opunham a aqueles dizem que o desemprego será absorvido pelo crescimento econômico .

Uma observação importante e colocada pelo autor neste capítulo indagando , se esses avanços tecnológicos libertará o homem do trabalho, ou aumentar o desemprego , e se será possível trabalhar menos ganhando mais.

Prossuing: neste capitulo e tratada a padronização, são citadas situações opostas , a iniciativa de fazer serviços domésticos antes dados à terceiros e o maior cuidado com o corpo a saúde , beleza sensualidade etc , dedicando esses serviços a outros profissionais.

Já no capítulo A síndrome japonesa revela que até as grandes potências como Japão e Alemanha também sofrem com o desemprego e que uma economia forte depende conjuntamente da agricultura , da indústria e do setor terciário.

Workers of the World be Warned, é o capitulo seguinte, a revista newsweek (1993) alertava os trabalhadores para se prevenir quanto ao fantasma do desemprego no futuro e que no Japão o número de desempregados alcançaria 3% e os E.U.A 8,9% números alarmantes para países de 1º mundo . A revista dizia que os postos de trabalho perdidos não voltariam mais porque era trabalho inútil .

Visando esta situação a saída seria os homens servirem serviços intelectuais e criativos para se preparar melhor para o mercado de trabalho.

Seguindo a leitura temos o capitulo, Jobless prosperity que caracteriza a preocupação futura com nossos filhos , de onde virá os postos de trabalho , que as empresas que fecharam não abrirão mais até as mais lucrativas despendem funcionários.

A maneira encontrada seria distribuir melhor a renda e o trabalho para assim dar cidadania a todos.

No capitulo O masoquismo dos indefesos surge a discussão de que todos querem trabalhar menos , mas quando conseguem entram em depressão pela simples vontade de ser útil e não tornar-se ocioso

Uma realidade exposta e que todos adoram trabalhar independente de muito ou pouco o importante é estar ativo na sociedade.

Na seqüência vemos o capítulo O sadismo dos Machistas o autor descreve as idéias de Carla Ravióli que dizia existir dois tipos de trabalho , o corpo forte da produção é designado ao homem que necessita de personalidade , agressividade e salários mais altos do que o corpo fraco de produção as mulheres que incluía tarefas leves sem esforço intelectual pouca escolaridade e baixa remuneração.

No capítulo O americano, o japonês e o leão , o autor caminha ao final da discussão abordando que a falta de trabalho é dada a melhor qualidade de vida , ao aumento dos seres humanos e a entrada das mulheres no mercado de trabalho .

Assim que a humanidade deixar de correr atrás do dinheiro como único objetivo de vida e identidade de cidadania o problema do desemprego será contornado.

O autor concluí a obra com o sub-título Perspectivas econômicas para os nossos netos descrevendo o pessimismo econômico que tomou conta do mundo , e que enfrentamos problemas com o crescente avanço tecnológico acaba com parte da mão de obra e que não nos dá tempo para arrumar outro emprego .

Concluí o autor que a guerra com o problema econômico será resolvido em um século e esse problema não será o fim da raça humana e a esperança de que no futuro saibamos dispor de nosso tempo ocioso de melhor maneira.

Domenico de Masi finalizando descreve que para sairmos da atual situação teremos que repartir as obrigações e deveres para que todos possam produzir , e quando a ganância e a riqueza deixar de reinar teremos um futuro melhor.


Conclusão

Concluo que na obra de Domenico de Masi, a linguagem utilizada e de médio entendimento, em sua obra, e visto que o assunto principal e o desemprego, essa obra leva o leitor a entender melhor que precisa se atualizar constantemente, para que fique longe deste mal que assombra a humanidade, o desemprego.

Não identifiquei uma obra exata para a comparação com a obra de Domenico de Masi, mas podemos perceber que em nossos principais jornais e noticiários da televisão brasileira, esse assunto e abordado com freqüência.

Falando da parte negativa da obra, podemos destacar a leitura com tendências técnicas, e alguns termos na língua inglesa, sem tradução na obra. No enteando a obra e destinada as pessoas que precisão se guiar de alguma forma, nos métodos de trabalho.

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