Amigo Nerd.net

SISTEMA ECONÔMICO

Autor:
Instituição: UFPA
Tema: SISTEMA ECONÔMICO

ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS

Belém, 22 de janeiro de 2002.

 

1-Sobre o autor do resumo:  

Nome:Helder de Menezes Santos

Formação profissional; (background): Estudante Universitário de Administração da UFPA.

Instituições onde trabalha: Amazônia Celular S/A.

Cargo: Coordenador de Relacionamento com o Cliente.

2- Identificação da obra resumida:

HOLANDA, Nilson. In_____________ Planejamento e projetos. Fortaleza:UFC,1999, cap. I, p. 23-54.

3- Objetivo do trabalho:

Compreender de forma sucinta, os sistemas econômicos, sua definição, sua complexidade e funcionamento, para poder compreender o planejamento e suas conseqüências e benefícios para o pais, no desenvolvimento e crescimento de sua economia.

4-Resumo do trabalho:

O SISTEMA ECONÔMICO

Um Sistema Econômico, sendo de economia natural ou de mercado, sistema capitalista ou socialista contém os elementos como estoque de fatores de produção, sendo um conjunto de recursos que devem ser utilizados para a satisfação de necessidades humanas como a triade terra, trabalho e capital; grupo de agentes produtivos, sendo ele privado ou estatal, possuindo a seu cargo a complexa tarefa de mesclar esses recursos, objetivando a obtenção de bens e serviços em quantidades necessárias e complexos de unidades produtivas, empresas que representam as subdivisões administrativas em que esses tarefas são executadas.

Esses sistemas possuem uma determinada base humana ou populacional, ocupando ao mesmo tempo a posição de proprietários dos fatores de produção e de consumidores.

No estoque de fatores, os agentes produtivos recruta, os serviços desses fatores no mercado de fatores, ordenando-os eficientemente em unidades produtivas ou empresas, objetivando a produção de bens e serviços.

As unidades produtivas componentes do sistema dividem-se em três grandes grupos, o primário, compreendendo todas as atividades diretamente ligadas a exploração de recursos da natureza; o secundário, inclui todas as atividades de transformação e beneficiamento de diversas matérias-primas, são todas as atividades industriais e o terciário, englobando o comércio e todas as atividades de prestação de serviços.

Fluxo de produtos e rendimentos

As unidades produtivas, quando compram os serviços dos fatores e os utilizam na produção dos bens e serviços exigidos pela comunidade geram dois fluxos distintos que são:

Enfocando a oferta, os bens podem ser de dois tipos: bens de serviços finais e bens de capital, conforme se destinem direta ou indiretamente a satisfação de necessidades humanas.

No enfoque da procura , a renda pode ser destinada a gastos de consumo, que correspondem à procura de bens de consumo final ou poupança, correspondendo a procura de bens de capital como equipamentos e maquinarias.

Disponibilidade e uso dos fatores

Quanto maior for a amplitude de estoque de fatores, maior será o potencial produtivo da economia e sua capacidade para atender, de forma satisfatória, às crescentes e variadas solicitações da comunidade. Devemos aproveitá-los de forma racional e eficiente, mediante a utilização de tecnologia moderna , correspondendo à aplicação do conhecimento humano no uso dos recursos.

Podemos afirmar que o nível e o ritmo de desenvolvimento de qualquer país depende de três fatores principais: da quantidade e qualidade dos recursos disponíveis, atentando que nos países subdesenvolvidos a disponibilidade de terra é praticamente fixa e o fator trabalho na maioria das vezes abundante, sendo o fator capital o principal limitador do nível, ritmo e potencial de qualquer pais, sendo por isso que o processo de desenvolvimento é quase sempre associado a um processo de acumulação de capital; da eficiência na utilização desses recursos, implicando não apenas a incorporação da tecnologia moderna aos processos produtivos, como também a própria existência de condições políticas e institucionais que favoreçam essa incorporação e do dinamismo e proficiência dos agentes produtivos, governo e empresários privados exercendo o difícil papel de combinar recursos com fins produtivos.

O Desenvolvimento econômico

O desenvolvimento econômico é um processo de transformação estrutural de longo prazo, decorrente do aumento dos fatores disponíveis e/ou de sua melhor utilização, tendo como resultado final a elevação da renda real per capita da comunidade, consequentemente , a melhoria dos níveis de consumo e bem estar de sua população.

De uma maneira geral, podemos afirmar que o processo de desenvolvimento se caracteriza pela elevação da renda per capita da população; pela integração mais ampla das atividades de todo o sistema econômico, eliminando-se a concentração ou dependência excessiva de alguns poucos setores ou atividades; pela redução das desigualdades na distribuição da renda, entre setores, regiões e pessoas ; pelas alterações na estrutura da formação da renda e na composição do produto industrial, a par da melhoria das condições sociais e culturais de toda a população, com a redução dos índices de analfabetismo, a elevação dos padrões de escolarização, a ampliação das oportunidades de avanço social, a eliminação de tabus e preconceitos e a melhoria das condições de saúde, nutrição, higiene e habitação da comunidade.

Sistemas Econômicos Alternativos

Os sistemas econômicos podem assumir duas formas extremas que são o capitalismo e o socialismo, diferenciando-se entre si devido:

Não encontramos na prática nenhum pais capitalista puro, quase todos os países adotam um sistema misto entre a empresa privada e a economia coletiva, que são as economias não controladas e controladas.

O escritor Abba P. LERNER, em sua obra " The Economicis of Control" define a economia controlada como sendo uma sociedade democrática organizada racionalmente, cuja a política econômica teria por objetivos o pleno emprego, a abolição dos monopólios e desperdícios e a redução das desigualdades de renda.

A adoção do modelo misto de economia visa resguardar as vantagens dos dois sistemas, buscando conciliar o dinamismo da livre empresa capitalista com a racionalidade do planejamento socialista, e ao mesmo tempo, procurando evitar o desperdício e a anarquia da produção capitalista ou a burocratização da administração socialista.

No período pós guerra , nos países capitalistas, tem-se observado uma tendência à crescente

Intervenção do Estado na atividade econômica, nos países socialistas, recentemente observamos fato oposto.

Observa o escritor Albert WATERSON, em sua obra "Development Planning" observa que enquanto o planejamento nas economias socializadas tende a se tornar menos detalhado e menos centralizado, o planejamento do desenvolvimento nas economias mistas, tende a se tornar mais detalhado, mais abrangente e mais centralizado.

No Brasil, particularmente, o documento de Metas e bases para Ação do Governo, definiu como uma das conquistas essenciais a serem alcançadas pela ação do governo a " consolidação de um sistema de equilíbrio entre o Governo e o setor privado, com a presença da empresa pública, da empresa privada nacional e da empresa estrangeira, em proporção que assegure a viabilidade política e econômica do sistema". Por outro lado uma das normas básicas da atuação do Governo é " a ausência de compromissos, salvo com o interesse nacional e a colocação deste na base de todas as definições de política interna e externa".

 

O PLANEJAMENTO ECONÔMICO

Devido a escassez de recursos e a ampla variedade de necessidades é que devemos utilizar os mesmo com racionalidade e eficiência.

A Ciência Econômica

O escritor Lionel ROBBINS define economia como " a ciência que estuda o comportamento humano como toda relação entre fins e meios escassos que têm usos alternativos", enquanto Tibor SCITOVSKY considera a economia " a ciência social que se ocupa da administração de recursos escassos"

Nos países subdesenvolvidos, o estudo da economia não constitui somente estudo acadêmico, mas também objetiva desenvolver instrumentos de análise que facilitem a identificação dos problemas básicos da comunidade e possibilitem o uso mais racional dos escassos recursos disponíveis, visando acelerar o processo de desenvolvimento econômico.

As técnicas de planejamento nos países subdesenvolvidos são instrumentos de administração pública e privada, objetivando aumentar a eficiência, racionalidade e segurança nas tomadas de decisões, tanto na esfera pública como privada, maximizando o rendimento pessoal no uso dos recursos.

Conceitos e Objetivos do Planejamento

O planejamento é a aplicação sistemática do conhecimento para prever e avaliar cursos de ação alternativos com vistas a tomada de decisões adequadas e racionais, servindo de base para ação futura.

O escritor Willian NEWMAN "Planejar é decidir o que deve ser feito, ou seja, um plano é uma linha de ação preestabelecida".

Muñoz AMATO traduz planejamento como " A formulação sistemática de um conjunto de decisões , devidamente integrado, que expressa os propósitos de uma empresa e condiciona os meios de alcançá-los. Um plano consiste na definição dos objetivos, na ordenação dos recursos materiais e humanos, na determinação dos métodos e formas de organização, no estabelecimento das medidas de tempo, quantidade e qualidade, na localização espacial das atividades e outras especificações necessárias para canalizar racionalmente a conduta de uma pessoa ou grupo".

O planejamento econômico em sentido restrito é o processo de elaboração, execução e controle de um plano de desenvolvimento, envolvendo a fixação de objetivos gerais e metas específicas, tendentes a elevar os níveis de renda e bem estar da comunidade, ordenando sistematicamente o conjunto de decisões e medidas necessárias para a consecução desses objetivos, com menores custos e maior rapidez.

Qualquer planejamento apresenta em comum características básicas como: procurar estabelecer uma relação entre o passado, presente e futuro; definir cursos alternativos de ação para os anos futuros; analisar critérios para escolha entre as alternativas disponíveis; antecipar soluções para problemas previsíveis e especificar as medidas de política econômica necessárias para remover os obstáculos que limitam o crescimento da renda e a mudança estrutural da economia.

Albert WATERSON afirma que " O crescimento econômico acelerado e a mudança estrutural são os dois principais objetivos, expressos ou implícitos, do planejamento do desenvolvimento".

Podemos afirmar assim que um pais tem um sistema de planejamento do desenvolvimento se houver a busca deliberada de acelerar a taxa de crescimento econômico e progresso social e alterar as condições institucionais que sejam obstáculos desse objetivo"

Necessidades do Planejamento

A necessidade de intervenção governamental, em economias subdesenvolvidas tem aumentado recentemente em função de fatores como:

O sistema de preços possui imperfeições de mercado sob a forma de monopólios e oligopólios, eliminando as vantagens do sistema competitivo, em uma economia de mercado; divergências entre custos sociais e privados face a existência de economias externas e custos de oportunidades de fatores diferentes dos seus custos de mercado; problemas específicos da economia moderna decorrentes do crescimento da complexidade dos processos tecnológicos , do mais largo prazo de gestação dos projetos, da maior interdependência das decisões de investimento e em conseqüência de maiores riscos para os empresários privados; problemas estruturais que geram desigualdades na distribuição de renda, entre pessoas e regiões, sendo responsáveis pela insuficiente taxa de formação de poupanças.

Elementos Básicos de um processo de planejamento

A elaboração efetiva de um processo de planejamento em um pais, requer a existência de alguns fatores favoráveis, na esfera institucional, administrativa e técnicos.

O planejamento requer o apoio político, compreensão e participação popular, fundamentação legal adequada, estabilidade e força governamental.

Torna-se necessária não somente a criação de uma organização específica , com a responsabilidade de formular e coordenar a execução dos planos de desenvolvimento, como também a permeabilização, de toda a máquina administrativa do Estado, com uma filosofia de planejamento, superando os obstáculos da burocracia comum ao Estado e assegurar uma integração de esforços para alcançar os objetivos de desenvolvimento.

O planejamento exige informação estatística e pessoal técnico capaz.

Diagnóstico e Prognóstico

O inicio para elaboração de um plano é o diagnóstico, sendo uma análise do passado, que serve de base factual, estatística e histórica do processo de planejamento.

O plano em sua essência, é um prognóstico sobre o comportamento futuro da economia, fundamentando-se primeiramente em uma previsão ou projeção de tendências que viabilizem as potencialidades ou possibilidades de crescimento e identifica os fatores que limitam ou restringem essas possibilidades.

O prognóstico é o resultado de uma revisão das projeções, a luz das diretrizes de política econômica que expressam os desejos e aspirações da comunidade . A formulação dessas diretrizes está estreitamente ligada à definição dos objetivos e instrumentos de política econômica do país.

Os objetivos classificados como finais correspondem a uma síntese da filosofia de planejamento de um país, indicando os fins últimos a que deve estar subordinada toda a política do Governo no campo econômico, sendo expressos na maioria das vezes qualitativamente.

Numa amostragem realizada pelo escritor TINBERGEN, com 18 países de diferentes fases de desenvolvimento, podemos observas os seguintes objetivos básicos: aumentar a renda nacional ; melhorar a situação de emprego; obter uma melhor distribuição de renda entre os indivíduos e um desenvolvimento regional mais equilibrado; alcançar e manter estabilidade de preços e alcançar e manter o equilíbrio do balanço de pagamentos.

A fixação dos objetivos derivados correspondem à explicitação, em termos quantitativos, pormenorizados e objetivo, das metas específicas que será necessário alcançar para que sejam atendidos os propósitos gerais de política econômica, definidos nos objetivos gerais.

Geralmente, os objetivos de um plano são expressos em forma derivada, iniciando com a definição das taxas de crescimento e metas globais, relacionadas com as principais variáveis macroeconômicas como produção, consumo, poupança e etc.

Logo em seguida, devem ser escolhidos os instrumentos ou meios de ação, quantitativos e qualitativos, com que se pretenda alcançar os objetivos fixados. Torna-se político e técnico o processo de definição dos objetivos finais e derivados.

A medida em que vamos definindo os objetivos gerias e passamos para o particular, dos objetivos finais para as metas específicas, reduzimos a conotação política e aumentamos a técnica empregada.

Uma vez dados esses objetivos finais, as etapas seguintes do processo exigem a solução de problemas de natureza essencialmente técnica que são a compatibilidade e eficiência.

Na definição dos objetivos derivados e formulação das alternativas de ação, temos que resguardar a consistência, coerência e a compatibilidade das diferentes partes do plano. Compatibilidade entre metas globais e setoriais, diretrizes nacionais e políticas regionais, objetivos de produção e emprego, formação de capital e distribuição de renda, metas e instrumentos e recursos e necessidades.

Uma vez definidas algumas alternativas de ação, consistentes internamente, faz-se necessário optar pela melhor alternativa. Da mesma forma, a seleção dos instrumentos de política devem ser também, condicionada em grande parte por suas características de eficiência.

Instrumentos de planejamento

Visando alcançar os objetivos de planejamento, os Governos se utilizam de diversos instrumentos de política econômica que se diferenciam pelo grau de generalidade ou especificidade, maior ou menor influência sobre a natureza e estrutura de sistema econômico e sobre o funcionamento dos mecanismos de mercado.

Instrumentos gerais e particulares

Primeiramente, podemos considerar os instrumentos que correspondem a incentivos de caráter mais geral, aqueles que não visam a projetos específicos, possuindo como objetivo criar as pre-condições, indispensáveis para o surgimento desses projetos, a exemplo podemos citar: energia, educação, transporte e etc.

A implantação de projetos desse tipo, geralmente estão a cargo do governo pelos seguintes fatos:

Poderíamos classificar outro grupo de incentivos que também podem ser identificados como investimentos infra-estruturais, embora tenham em vista, não a economia como um todo, mas um determinado setor específico como a agricultura, industria e mineração, seriam pré-investimentos, também conhecidos como investimentos de fundo perdido em pesquisas de recursos minerais, experimentação agrícola e etc.

Finalmente, teríamos aqueles investimentos de caráter mais específico, que visam a um determinado projeto ou empreendedor individual, na forma de assistência técnica para o pequeno industrial, crédito agrícola, isenção de impostos em casos particulares de pioneirismo.

Tendo em vista o seu maior grau de generalidade , os instrumentos de política econômica podem ser classificados como gerais : política de tarifas de serviços públicos, nesses mesmos setores; política monetária e creditícia; política fiscal; política cambial e de comércio exterior e políticas de investimentos estrangeiros.

Se analisarmos o menor grau de generalidade podemos classificar os instrumentos como particulares: incentivos de fomento agropecuário, que compreende crédito agrícola, experimentação e assistência técnica, políticas de preço mínimo, armazenagem, açudagem e irrigação; incentivos ao desenvolvimento industrial, compreendendo proteção aduaneira, isenções fiscais, assistência técnica a industria, criação de distritos industriais, pesquisa tecnológica, dirigidos especialmente para determinados projetos específicos.

Instrumentos qualitativos e quantitativos- diretos e indiretos

Podemos classificar os instrumentos de política econômica em qualitativa e quantitativa.

Modificações estruturais de natureza profunda, com repercussões políticas e sociais de grande envergadura, sendo mais fácil a análise de sua eficiência por critérios estritamente econômicos, caracterizando o uso dos instrumentos qualitativos.

Os instrumentos de natureza quantitativa, podem ser diretos e indiretos. Os diretos são aqueles que objetivam o controle de quantidades, seja mediante a produção direta ou quando o Governo produz diretamente alguns bens, sendo através de fixação de quotas para racionamento do uso de determinados insumos. Os instrumentos indiretos, objetivando afetar o comportamento das empresas e consumidores de forma indireta, através de concessão de subsídios ou imposição de impostos, taxas aduaneiras e etc.

A política cambial pode restringir o uso de divisas escassas, através da elevação da taxa de cambio ou mediante o estabelecimento de quotas para importação; o Governo pode estimular o aumento da oferta de determinado bem oferecendo subsídios à empresa privada ou produzindo diretamente esse bem; o uso mais econômico do capital pode ser estimulado através da elevação da taxa de juros ou mediante o estabelecimento de restrições quantitativas do crédito.

Tipos de Planejamento

O planejamento econômico pode assumir diferentes formas, em relação aos seguintes aspectos:

Planejamento normativo e indicativo

Levando em consideração as diferenças principais entre o sistema de planejamento dos países socialistas e aquele dos países capitalistas ou de sistema misto de livre empresa. A diferença decorre de que, nos países socialistas, o planejamento é normativo, podendo até mesmo substituir-se aos mecanismos de mercado, através de complexos instrumentos de regulamentação direta; enquanto nos países capitalistas, adota-se o planejamento indicativo, chamado também de por incentivo, ou de regulamentação indireta, através dos mecanismos de mercado.

Planejamento de longo, médio e curto prazos

Os planos são considerados de curto prazo, quando possuem 01(um) ano, médio prazo quando possui de 04(quatro) a 07(sete) anos e de longo prazo de 15(quinze) a 20(vinte) anos.

Os planos de longo prazo ou planos de perspectivas, por sua vez, visam a dar uma visão mais ampla das perspectivas de desenvolvimento da economia. Esses planos fornecem um padrão de referencia para os planos de médio prazo, além de serem indispensáveis para determinados períodos de gestação dos projetos excede muitas vezes o período de vigência de um plano de prazo médio.

Podemos verificar que o grau de detalhe ou concreção de um plano varia na direção inversa de período de planejamento, quanto mais longo o prazo, menor será o grau de detalhe e precisão do plano e vice-versa.

Planejamento global e setorial

O planejamento pode ser utilizado em diferentes níveis de generalidade ou agregação de variáveis econômicas, em conformidade com todo o sistema, temos o planejamento macroeconômico ou programação global. Também podemos Ter em uma de suas unidades produtoras, caso em que teremos o planejamento de nível microeconômico ou setorial.

Desta forma, os planejamentos global e setorial se diferenciam no âmbito de ação ou nível de agregação de variáveis econômicas e devido ao grau de detalhe na previsão dos elementos que influenciam essas variáveis.

Fatores estes que variam inversamente um ao outro, quanto mais amplo o âmbito da ação, menor será o detalhamento e vice-versa.

A programação global visa alcançar uma visão ampla do desenvolvimento futuro de um pais ou região, por meio de fixação simultânea de um conjunto de metas de produção, coerentes ou compatíveis entre si.

Temos os seguintes elementos básicos da programação global: projeções globais de procura, produção, importação e exportação de grupos de bens; Avaliação das possibilidades globais de financiamento externo e interno, privado e governamental e estimativas das possibilidades globais de insumos de matérias-primas e mão-de-obra.

Para determinar a taxa de crescimento da economia, utilizamos as estimativas e taxas de projeção, a base de coeficientes e relações globais de produto/capital, propensão a consumir e poupar, sendo o objetivo principal desta fase macroeconômica.

A programação global é desmembrada em planos ou programas setoriais ou subsetoriais, que pela sua característica parcial, permitem projeções mais detalhadas e precisas, fundadas em coeficientes de informações mais específicas sobre o setor considerado, sendo a fase intermediária de planejamento.

O programa setorial poderia incluir também alguns complexos técnicos, no sentido de um conjunto de projetos individuais de estudo e planejamento integrado, em função de suas estreitas interligações de dependência e complementaridade.

Planejamento nacional e regional

Considerando o planejamento sob ponto de vista geográfico ou espacial, podemos classificá-los como nacional e central, planejamento regional, estadual ou provincial, planejamento local e de projetos.

Temos também os complexos geográficos que são um conjunto de projetos estreitamente vinculados entre si, por relações de dependência e complementaridade do ponto de vista espacial.

Programação e projetos

A estruturação de programas podem ser iniciadas a partir de cima para baixo, definindo primeiro, os objetivos gerais, que em fases sucessivas, são desdobrados em programas e projetos, sendo a programação crescente. Podemos iniciar também a partir de baixo para cima, recolhendo sugestões sobre projetos e programas que, através de um processo de seleção e agregação, são posteriormente integrados, sendo a programação ascendente neste caso.

Em termos ideais, a programação deveria ser descendente, em uma fase preliminar, e a partir daí, ao mesmo tempo descendente e ascendente, como um circuito de feedbacks e trocas de informações.

 

5-Conclusões e preposições do trabalho:

O resumo realizado, permite Ter uma visão do sistema econômico como um todo, seus componentes e suas interações, assim como entender a dinâmica de cada sistema de governo. Possibilitando também, observar e confrontar o planejamento e suas fases de implantação, seus objetivos e características de cada fase de elaboração dos projetos.

Comentários


Páginas relacionadas