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Teorias Adminitrativas

Autor:
Instituição: UEPB
Tema: Introdução à Administração

TEORIAS ADMINISTRATIVAS


Introdução

Surgem no início do século XX, dois engenheiros que desenvolveram os primeiros trabalhos sobre Administração: o americano Frederick Taylor, quem iniciou a Escola da Administração Científica, preocupada em aumentar a eficiência da indústria através da racionalização do trabalho; e o francês Henry Fayol, quem desenvolveu a Teoria Clássica, preocupada em aumentar a eficiência da empresa através de sua organização e aplicação de princípios gerais da Administração. Embora tivessem pontos de vistas diferentes, suas idéias constituem as bases da chamada Abordagem Neoclássica da Administração que dominaram o panorama administrativo das organizações nas 4 primeiras décadas do século XX.

Na Abordagem Humanística, a ênfase passa a ser nas pessoas, ela ocorre com o aparecimento da Teoria das Relações Humanas, nos Estados Unidos, a partir da década de 1930, como conseqüência das conclusões da Experiência de Hawtorne, desenvolvida por Elton Mayo.

No início da década de 1950, a teoria administrativa passou por um período de intensa remodelação, originando assim a Teoria Neoclássica, que nada mais é do que a Teoria Clássica colocada em um novo figurino e dentro de um ecletismo que aproveita a contribuição de todas as demais teorias administrativas. Após alguns anos, a Teoria Neoclássica deslocou o enfoque baseado no "processo" e a preocupação com as atividades (meios) para um enfoque nos resultados e objetivos a alcançar (fins), constituindo assim a administração por Objetivos (APO) ou administração por resultados, representada por Peter F. Drucker, o pai da APO.

Por volta da década de 1940, Max Weber publicou uma obra chamada burocracia, passando a considerar o século XX como o século das burocracias, pois achava que estas eram as organizações características de uma nova época, plena de novos valores e de novas exigências. Com o aparecimento, o crescimento e a ploriferação das burocracias, a teoria administrativa – até então introspectiva e focada nos fenômenos internos da organização – ganhou uma nova dimensão através da Teoria Estruturalista: além do enfoque intra-organizacional, surgiu o enfoque interorganizacional, constituindo assim, a Abordagem Estruturalista que se impõe definitivamente sobre a Abordagem Clássica e a Abordagem das Relações Humanas.

A Abordagem Comportamental, também chamada Behaviorista (em função do behaviorismo na psicologia), marca a mais forte influência das ciências do comportamento na teoria administrativa e a busca de novas soluções democráticas, humanas e flexíveis para os problemas organizacionais. Com a abordagem comportamental, a preocupação com a estrutura organizacional se desloca para a preocupação com os processos organizacionais e também do comportamento das pessoas na organização para o comportamento organizacional como um todo, denominando assim, a Teoria Comportamental da Administração e a Teoria do Desenvolvimento Organizacional (DO).

No final da década de 1950, o biólogo alemão Ludwig Von Bertalanfly elaborou uma teoria interdisciplinar para transcender os problemas exclusivos de cada ciência e proporcionar princípios gerais (sejam físicos, biológicos, sociológicos, químicos, etc) e modelos gerais para todas as ciÊncias envolvidas, de modo que as descobertas efetuadas em cada uma pudessem ser utilizadas pelas demais. Essa teoria interdisciplinar – denominada Teoria Geral dos Sistemas (TGS) – demonstra o isomorfismo das ciências, permitindo a eliminação de suas fronteiras e o preenchimento dos espaços vazios (espaços brancos) entre elas. A TGS se divide em Tecnologia e Administração; Teoria Matemática da Administração e Teoria dos Sistemas.

E por último, a Abordagem Contingencial, que marca uma nova etapa na TGA. Coma Teoria da Contingência há o deslocamento da visualização de dentro para fora da organização: a ênfase é colocada no ambiente e nas demandas ambientais sobre a dinâmica organizacional. Para a abordagem contingencial são as características ambientais que condicionam as características organizacionais.


1 – Abordagem Clássica da Administração:

As conseqüências geradas pela Revolução Industrial como o crescimento acelerado e desorganizado das empresas, exigiram um planejamento da produção que substituísse o empirismo e a improvisação então dominantes; o aumento de tamanho das organizações leva também à necessidade de aumentar a eficiência e a competência destas, para obter o melhor rendimento possível dos recursos e fazer face à concorrência entre as empresas. Era preciso então, evitar desperdícios e economizar mão-de-obra. São nessas condições que surgem, no início do século XX, a Escola da Administração Científica e a Teoria Clássica da Administração desenvolvidas, respectivamente, por Taylor nos Estados Unidos e por Fayol na França.

1.1 – Escola da Administração Científica:

Desenvolvida nos Estados Unidos por Frederick Winslow Taylor, era formada por Henry Lawrence Gantt, Frank Bunker Gilbreth, Harrington Emerson, ale de Henry Ford. Tinha como preocupação aumentar a produtividade da empresa por meio de acréscimo da eficiência no nível operacional, analisando os movimentos necessários e o tempo padrão determinado para a execução de uma tarefa. Daí a ênfase na análise e na divisão do trabalho do operário, e a ênfase nas tarefas, sua principal característica. Assim, a abordagem da Administração Científica é de baixo para cima (do operário para o supervisor e gerente) e das partes (operário e seus cargos) para o todo (organização empresarial).

1.2 – Teoria Clássica da Administração ou Teoria Anatomista e Fisiologista:

Iniciada na França com Henry Fayol, tem como expoentes James Mooney, Lyndall F. Urwick, Luther Gulick e outros. A preocupação era aumentar a eficiência da empresa por meio da disposição dos departamentos e de suas inter-relações estruturais. O nome Teoria Anatomista e Fisiologista resulta da ênfase na anatomia (estrutura) e na fisiologia (funcionamento) da organização. Assim, a abordagem desta escola é inversa à da Administração Científica: de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo (organização) para as partes componentes (departamentos). Sua principal característica é a ênfase na estrutura organizacional, como também, nos elementos e princípios gerais da Administração e departamentalização.


2 – Abordagem Humanística da Administração:

A Abordagem Humanística trouxe uma revolução conceitual na teoria administrativa: a ênfase na tarefa (pela Administração Científica) e na estrutura organizacional (pela Teoria Clássica) cede espaço para a ênfase nas pessoas que participam das organizações. Esta abordagem faz com que a preocupação com a máquina e com o método de trabalho e a preocupação com a organização formal e os princípios de Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. Há uma migração dos aspectos técnicos e formais para os aspectos psicológicos e sociológicos.

2.1 – Teoria das Relações Humanas:

A Teoria das Relações Humanas (ou Escola Humanística da Administração) surgiu nos Estados Unidos como conseqüência das conclusões da Experiência de Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo e colaboradores. Foi um movimento de reação e oposição à Teoria Clássica da Administração.

Comparando a Teoria Clássica com a Teoria das Relações Humanas, temos:

Teoria Clássica

Teoria das Relações Humanas

Trata a organização como máquina Trata a organização como grupo de pessoas
Enfatiza as tarefas ou a tecnologia Enfatiza as pessoas
Inspirada em sistemas de engenharia Inspirada em sistemas de psicologia
Autoridade centralizada Delegação de autoridade
Linhas claras de autoridade Autonomia do empregado
Especialização e competência técnica Confiança e abertura
Acentuada divisão do trabalho Ênfase nas relações entre as pessoas
Confiança nas regras e regulamentos Confiança nas pessoas
Clara separação entre linha e staff Dinâmica grupal e interpessoal

3 - Abordagem Neoclássica da Administração:

Com a 2ª Guerra Mundial, o mundo passou a experimentar um notável impulso no desenvolvimento industrial e econômico, em outras palavras, o mundo das organizações ingressou em uma etapa de mudanças e transformações, a qual refletiu sobre a teoria administrativa. Embora todas as críticas aos postulados clássicos e aos enfoques tradicionais da organização, os princípios de administração, a departamentalização, a racionalização do trabalho, a estrutura linear ou funcional, enfim, a abordagem clássica nunca foi totalmente substituída por outra. Todas as teorias administrativas posteriores se apoiaram na Teoria Clássica, seja como ponto de vista, seja como crítica para tentar uma posição diferente. A Abordagem Neoclássica nada mais é do que o resgate da Teoria Clássica devidamente atualizada e redimensionada aos problemas administrativos atuais e ao tamanho das organizações de hoje.

3.1 – Teoria Neoclássica da Administração:

A Teoria Neoclássica consiste em identificar as funções do administrador e destilar delas os princípios fundamentais da prática da administração. Suas principais características são: ênfase na prática da administração; reafirmação dos postulados clássicos; ênfase nos princípios gerais de administração, nos objetivos e nos resultados; e ecletismo nos conceitos.

3.2 – Administração por Objetivos (APO):

Surgiu em 1954, quando Peter F. Drucker publicou um livro sobre a Administração por Objetivos. O foco no "como" administrar passou para o foco no "por que" ou "para que" administrar. A ênfase em fazer corretamente o trabalho (the best way de Taylor) para alcançar eficiência passou à ênfase em fazer o trabalho mais relevante aos objetivos da organização para alcançar a eficácia. O trabalho passou de um fim em si mesmo para constituir um meio de obter resultados. Essa reformulação significa uma revolução na administração: a mudança no panorama gravitacional do universo administrativo. Isso porque as pessoas e a organização estavam mais preocupadas em trabalhar do que propriamente em produzir resultados. As principais características da APO são: estabelecimento conjunto de objetivos entre o executivo e o seu superior; estabelecimento de objetivos para cada departamento ou cargo; interligação entre vários objetivos departamentais; ênfase na mensuração e no controle dos resultados; contínua avaliação, revisão e reciclagem dos planos; participação atuante das gerências e apoio intensivo do staff.


4 – Abordagem Estruturalista da Administração:

4.1 – Modelo Burocrático de Organização:

A partir da década de 1940, as críticas feitas à Teoria Clássica – pelo seu mecanicismo – e à Teoria das Relações Humanas – por seu romantismo ingênuo – revelaram a falta de uma teoria de organização sólida e abrangente que servisse de orientação para o administrador. Alguns estudiosos foram buscar a inspiração nas obras de um economista e sociólogo já falecido, Max Weber, a inspiração para essa nova teoria da organização. Surgiu assim, a Teoria da Burocracia na Administração.

A burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos. As origens da burocracia remontam à época da Antigüidade. A organização burocrática é monocrática e está sustentada no direito de propriedade privada. Os dirigentes das organizações burocráticas – sejam os proprietários ou não – possuem um poder muito grande e elevado status social e econômico, passando a constituir uma poderosa classe social.

4.2 – Teoria Estruturalista da Administração:

Ao final da década de 1950, a Teoria das Relações Humanas – experiência tipicamente democrática e americana – entrou em declínio. Foi a primeira tentativa de introdução das ciências do comportamento na teoria administrativa através de uma filosofia humanística e participativa. De um lado ela combateu a Teoria Clássica, mas por outro, não proporcionou bases adequadas de uma nova teoria que a pudesse substituir. A oposição entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas criou um impasse que a Teoria da Burocracia não teve condições de ultrapassar. É aí que surge a Teoria Estruturalista que pretende ser uma síntese das 2 primeiras, inspirando-se da abordagem de Max Weber e que representa uma visão crítica da organização formal. Sua principal característica é a capacidade de visualizar a organização como uma unidade social complexa na qual interagem grupos sociais que compartilham alguns dos objetivos da organização (como a viabilidade econômica da organização), mas podem se opor a outros (como a maneira de distribuir os lucros). O estruturalismo está voltado para o todo e com o relacionamento das partes na constituição do todo, onde há a totalidade, a interdependência das partes e o fato de o todo ser maior que a simples soma das partes.


5 – Abordagem Comportamental da Administração (Behaviorismo):

Enquanto o estruturalismo foi influenciado pela sociologia – e mais especificamente pela sociologia organizacional -, a abordagem comportamental recebe forte influencia das ciências comportamentais, e mais especificamente da psicologia organizacional.

Comportamento é a maneira pela qual um indivíduo ou uma organização age ou reage em suas interações com o seu meio ambiente e em resposta aos estímulos que dele recebe.

5.1 – Teoria Comportamental da Administração:

A Teoria Comportamental ou Teoria Behaviorista surge no final da década de 1940 com uma redefinição dos conceitos administrativos ao criticar as teorias anteriores. Trouxe uma nova concepção e um novo enfoque dentro da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento (behavioral sciences approach), o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias anteriores (Teorias Clássica, das Relações Humanas e da Burocracia) e a adoção de posições explicativas e descritivas. Seus principais autores são Hebert Alexander Simon, Chester Barnard, Douglas McGregor, Rensis Likert, Chris Argyris, Abrahan Maslow, Frederick Hezberg e David McClelland, e a ênfase é nas pessoas dentro do contexto organizacional mais amplo.

5.2 – Teoria do Desenvolvimento Organizacional (DO):

O movimento de DO surgiu a partir de 1962 como um conjunto de idéias sobre o homem, a organização e o ambiente para incrementar o desenvolvimento das organizações. Não se trata de uma teoria administrativa propriamente dita, mas de um movimento congregando vários outros autores para aplicar as ciências do comportamento – principalmente a teoria comportamental – ao mundo da Administração.

O DO constitui em um processo – que pode continuar indefinidamente – para mudar uma organização. Este processo segue oito etapas:

1 – Decisão da direção da empresa de utilizar o DO e escolha do consumidor;

2 – Diagnóstico inicial dos problemas da organização pela direção e pelo consumidor;

3 – Coleta e obtenção dos dados necessários;

4 – Retroação de dados e reuniões de confrontação entre grupos de trabalho;

5 – Planejamento de ações pelos grupos de trabalho;

6 – Desenvolvimento de equipes para análise dos problemas;

7 – Desenvolvimento intergrupal e reuniões de confrontação entre equipes;

8 – Avaliação e acompanhamento dos resultados pelo consultor.


6 – Abordagem Sistêmica da Administração:

Também chamada de Teoria Geral dos Sistemas, surgiu na década de 1950, com o biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy. A TGS se baseia na compreensão da dependência recíproca de todas as disciplinas e da necessidade de sua integração, trata-se de uma teoria interdisciplinar.

6.1 – Tecnologia e Administração:

A tecnologia sempre influenciou o funcionamento das organizações a partir da Revolução Industrial. Esta foi o resultado da aplicação da tecnologia da força motriz do vapor na produção e que logo substituiu o esforço humano, permitindo o aparecimento das fábricas e indústrias. No final do século XVIII a invenção do telefone no final do século XIX, permitiu a expansão e a descentralização das organizações rumo a novos e diferentes mercados. O navio, o automóvel, a avião proporcionaram uma expansão sem precedentes nos negócios mundiais. O desenvolvimento tecnológico constituiu a plataforma básica que impulsionou o desenvolvimento das organizações e permitiu a consolidação da globalização. Mas foi a invenção do computador, na segunda metade do século XX, que permitiu as atuais características de automatização e automação das organizações. Sem o computador não haveria a possibilidade de se administrar grandes organizações com uma variedade incrível de produtos, processos, materiais, clientes, fornecedores e pessoas envolvidas. O computador possibilitou lidar com grandes números e negócios simultaneamente a um custo mais baixo e com maior rapidez e absoluta confiabilidade.

6.2 – Teoria Matemática da Administração:

A Teoria Matemática aplicada à solução dos problemas administrativos é conhecida como Pesquisa Operacional (PO). A denominação PO consagrada universalmente é genérica e vaga. Esta teoria não é propriamente ema escola, é uma corrente que se localiza em vários autores que enfatizam o processo decisório e o tratam de modo lógico e racional através da abordagem quantitativa, determinística e lógica.

A maior aplicação da Teoria Matemática reside na chamada Administração das Operações – denominação dada a vários assuntos da Teoria Matemática – em organizações de manufatura e serviços envolvendo produtos ou serviços, processo e tecnologia, localização industrial, gerenciamento de qualidade, planejamento e controle de operações.

6.3 – Teoria dos Sistemas:

A Teoria dos Sistemas (TS) é um ramo específico da Teoria Geral dos Sistemas (TGS). Ela não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas produzir teorias e formulações conceituais para aplicações na realidade empírica. A Teoria dos Sistemas re-conceitua os fenômenos dentro de uma abordagem global, permitindo a inter-relação e a integração de assuntos de naturezas completamente diferentes.


7 – Abordagem Contingencial da Administração:

A palavra contingência significa algo incerto ou eventual que pode suceder ou não, dependendo das circunstâncias. Refere-se a uma proposição cuja verdade ou falsidade somente pode ser conhecida pela experiência e pela evidência, e não pela razão. A abordagem contingencial salienta que não se alcança a eficácia organizacional seguindo um único e exclusivo modelo organizacional, ou seja, não existe uma forma única e melhor para organizar no sentido de se alcançarem os objetivos variados das organizações dentro de um ambiente também variado. Diferentes ambientes requerem diferentes desenhos organizacionais para se obter eficácia. Torna-se necessário um modelo apropriado para cada situação. A Abordagem Contingencial é representada por Dill; Burns e Stalker; Chandler; Fouraker e Stopford; Woodward; Lawrence e Lorsh; entre outros, os quais demonstravam o impacto ambiental sobre a estrutura e o funcionamento das organizações.

7.1 – Teoria da Contingência:

A Teoria da Contingência representa um passo além da Teoria dos Sistemas em Administração. Como a visão da organização é um sistema composto de subsistemas e definido por limites que o identificam em relação ao supra-sistema ambiental. A visão contingencial procura analisar as relações dentro e entre os subsistemas, bem como entre a organização e seu ambiente, e definir padrões de relações ou configuração de variáveis e em circunstâncias específicas. A visão contingencial esta dirigida acima de tudo para desenhos organizacionais e sistemas gerenciais adequados a cada situação específica.

Para a Teoria da Contingência não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. Há uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. As variáveis ambientais são independentes, enquanto as técnicas administrativas são dependentes dentro de uma relação funcional. Na realidade, não há causalidade direta nas variáveis independentes e dependentes, pois o ambiente não causa a ocorrência de técnicas administrativas. Em vez de uma relação linear de causa e efeito entre variáveis independentes do ambiente e as variáveis administrativas dependentes, há uma relação funcional entre elas. Essa relação funcional do tipo "se... então" pode levar ao alcance eficaz dos objetivos da organização.


8. Considerações Finais

Analisando a evolução das teorias administrativas, pode-se concluir que sempre houve uma ênfase diferenciada e evoluída em cada uma delas. Na Administração Científica, são enfatizadas as tarefas; já nas Teorias Clássica, Burocrática, Estruturalista e Neoclássica é enfatizada a estrutura, mas com a evolução dos estudos, conclui-se que a organização não são compostas apenas de máquinas, mas também de gente, e é na Teoria das Relações Humanas e na Teoria Comportamental que as pessoas são enfatizadas; e por último, nota-se que as organizações estão inseridas em um ambiente, o qual influencia as pessoas e as organizações e também é modificado pelas mesmas; o ambiente é a ênfase nas Teorias de Sistemas e da Contingência.


9. Referências

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações – edição compacta. 3 ed. revista e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

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