Vantagens de uma Cooperativa

Autor:
Instituição: Unitau
Tema: Cooperativa

Sociedade Cooperativa


Definição de Cooperativas:

O conceito de sociedades cooperativas, urbanas ou rural, segundo Instrução Normativa nº. 3, de 14 de Julho de 2005, da Secretaria da Receita Previdenciária, na forma da Lei nº. 5.764, de 1971, modificada parcialmente pela Lei nº. 6.981, de 30/03/82 assim conceitua:

  • Cooperativa de Trabalho, também chamada de Cooperativa de Mão-de-obra é a sociedade formada por operários, artífices ou pessoas da mesma profissão, ofício ou de vários ofícios de uma mesma classe que, na qualidade de associados, prestam serviços a terceiros, por seu intermédio. Ela intermediariza a prestação de serviços de seus cooperados, expressos em forma de tarefa, obra ou serviço, com os contratantes, pessoas físicas ou jurídicas, não produzindo bens ou serviços próprios.
  • Cooperativa de Produção, sociedade que, por qualquer forma, detém os meios de produção e seus associados contribuem com serviços laborativos ou profissionais para a produção em comum de bens e serviços.
  • Cooperativa de Produtores é a sociedade organizada por pessoas físicas e jurídicas com o objetivo de comercializar, industrializar, ou comercializar e industrializar a produção de seus cooperados. Estes cooperados estão enquadrados no Regulamento Geral da Previdência Social, como segurados obrigatórios na categoria de contribuintes individuais.

Definição de cooperado:

Todo trabalhador associado à cooperativa, que adere aos propósitos sociais e preenche as condições estabelecidas no estatuto da cooperativa é denominado cooperado.

Características da Sociedade Cooperativa:

1ª - número ilimitado de associados;

2ª - variabilidade do capital social, representado por quotas-partes;

3ª - limitação do número de quotas-partes do capital social para cada associado (facultado o critério da proporcionalidade);

4ª - impossibilidade de cessão de quotas-partes do capital social a terceiros, estranhos à sociedade;

5ª - singularidade de voto;

6ª - quorum para realização da assembléia geral;

7ª - retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmente às operações realizadas pelo associado;

8ª - existência de fundos de reserva para assistência técnica educacional e social;

9ª - neutralidade política e indiscriminação religiosa, racial, social e de gênero;

10ª -prestação de assistência aos associados e, se previsto no estatuto, extensível aos empregados;

11ª -área de admissão de associados limitada às possibilidades de reunião, controle, operações e prestação de serviços.

Diferença entre Sociedade Cooperativa e outras empresas:

Sociedade Cooperativa

Sociedade Empresária

Sociedade de pessoas Sociedade de capital
Gerar condições de produção e trabalho aos cooperados Gerar lucro aos acionistas ou cotista
Deliberações: 1 voto por cooperado Voto proporcional ao n. de ações ou cotas
Participação democrática O sócio majoritário é quem decide
Quorum nas assembléias: com base no n. de cooperados Quorum com base no capital social
Retorno proporcional das operações realizadas pelo cooperado Dividendos proporcionais à participação no capital
Número ilimitado de sócios Regra: número limitado de cotistas
As quotas-partes são intransferíveis a não-cooperados As cotas podem ser transferidas aos sócios ou terceiros
O objetivo social é exercido pelos cooperados Em regra, o trabalho é executado pelos empregados
Relação trabalhista entre cooperativas e seus empregados Relação trabalhista entre empresa e empregados
Relação civil entre cooperativa e cooperados Relação civil entre empresa e sócio ou acionistas
Não sujeita-se a falência Sujeita-se a falência
A sociedade possui fins lucrativos Possui fins lucrativos

 

Princípios do Cooperativismo:

Princípios do cooperativismo são linhas orientadoras através das quais as cooperativas põem seus objetivos em prática, cujas regras devem nortear o relacionamento entre cooperados e cooperativa, uma vez que sinalizam o verdadeiro espírito do cooperativismo, distinguindo-a de outros tipos de empreendimentos econômicos. Pela Aliança Cooperativa Internacional - ACI, os princípios cooperativos passaram a ter o seguinte entendimento:

1º - Adesão voluntária e livre: as cooperativas são organizações voluntárias, abertas

a todas as pessoas aptas a utilizarem seus serviços e assumirem as responsabilidades como membros, sem quaisquer discriminações de nenhuma natureza;

2º - Gestão democrática pelos membros: as cooperativas são organizações democráticas,

controladas pelos seus membros, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os cooperados, eleitos como representantes dos demais membros, são responsáveis perante estes;

3º - Participação econômica dos membros: Os cooperados contribuem eqüitativamente

para o capital da sociedade, controlando-o democraticamente. Este patrimônio passa a fazer parte da sociedade e é destinado aos seus objetivos sociais;

4º - Autonomia e independência da cooperativa: A cooperativa é uma organização

autônoma de ajuda mútua, controlada pelos seus membros. Em suas relações com terceiros deve atuar com total independência, sem qualquer interferência em sua autonomia e administração;

5º - Educação, formação e informação: As cooperativas promovem a educação

e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir cada vez mais eficazmente para o desenvolvimento da cooperativa;

6º - Intercooperação: As cooperativas servem de forma mais eficaz os seus membros

e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais;

7º - Interesse pela comunidade: As cooperativas trabalham para o desenvolvimento

sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos membros.

Classificação das Cooperativas

Quanto à classificação, as cooperativas se dividem:

Singulares: constituídas pelo número mínimo de 20 (vinte) pessoas físicas e, excepcionalmente, por pessoas jurídicas. Caracterizam-se pela associação de pessoas que se organizam para satisfazer suas necessidades econômicas, sociais e culturais, mediante a cooperação mútua destes na execução dos negócios.

Cooperativas Centrais ou Federações de Cooperativas: constituídas por, no mínimo, 3 (três) Cooperativas Singulares. Visam a organização em comum e em maior escala das atividades econômicas e assistenciais das filiadas (cooperativas singulares).

Confederações de Cooperativas: constituídas por, no mínimo, 3 (três) Federações de Cooperativas ou Cooperativas Centrais, e têm por objetivo a coordenação atividades das respectivas filiadas, ainda que de diferentes ramos.

Ramos do Cooperativismo

Os 13 ramos do cooperativismo foram definidos, em 04 de maio de 1993, com base em modelos da Aliança Cooperativa Internacional - ACI e da Organização das Cooperativas da América - OCA.

Agropecuário:

A agricultura brasileira tem se desenvolvido e conquistado posição de destaque internacional. As cooperativas agropecuárias que reúnem milhares de agricultores em todo o país acompanham a evolução desse setor que alavanca a economia.

Com um contingente superior a um milhão de agropecuaristas, as cooperativas agrícolas são responsáveis por boa parte da produção de trigo, leite, carne, mel, hortifrutigranjeiros, aguardente, milho, soja e seus derivados.

Também investem em pesquisas e experimentação para garantia do desenvolvimento e aumento da produção.

Consumo::

As cooperativas de consumo estão relacionadas à compra em comum de artigos de consumo para seus associados.

Ao longo da década de 90, o número de cooperativas desse segmento ficou estável. Isto demonstra o esforço realizado para manter os espaços já ocupados e competir com as grandes redes de super e hipermercados.

Tendo em vista a integração com outros ramos, o cooperativismo de consumo vem realizando estudos e promovendo encontros visando a ocupação de seu espaço no contexto cooperativista nacional.

Crédito:

As cooperativas de crédito estão fortalecidas dentro do sistema financeiro.

Os bancos cooperativos passaram por um processo de consolidação, desde a criação e regulamentação do Bansicredi, em 1996, e a autorização para funcionamento do Bancoob pelo Banco Central em 1997, ficando assim estabelecido, efetivamente, um sistema de crédito exclusivo do cooperativismo, promovendo um grande salto para o seu desenvolvimento.

O cooperativismo de crédito surgiu em 1902. Seu desenvolvimento foi caracterizado por vários obstáculos e chegou à década de 90 com uma forte credibilidade, se mantendo estável e conquistando seu espaço dentro do mercado financeiro.

A procura dos serviços prestados pelas cooperativas de crédito vem aumentando significativamente, principalmente pelo fato de oferecerem taxas de juros e custos de serviços sensivelmente mais baixos, chegando atualmente à prestação de serviços bancários completos.

Nesse ramo, destacamos as cooperativas de créditos rurais (constituídas por produtores rurais); de economia e crédito mútuo (constituídas por trabalhadores de empresas públicas e privadas) e recentemente através da Resolução 3.106, de 25/06/2003 e 3.140, de 27/11/2003 do Banco Central abriu-se a possibilidade da constituição de cooperativas constituídas por micro e pequenas empresas, de empresários associados a entidades representativas de classe patronal (sindicato ou associações) e as de Livre Admissão de Associados (sistema Luzzatti).

Educacional:

Este ramo do cooperativismo espelha bem a realidade do ensino brasileiro, tendo em vista que as instituições tradicionais não atendem às necessidades básicas da população, ou seja, qualidade educacional com um preço justo. As cooperativas educacionais, por serem entidades sem fins lucrativos, passaram a constituir uma alternativa para a solução do problema do ensino no país.

Além de cobrar mensalidades mais baixas, as cooperativas permitem que os pais participem de forma mais efetiva da vida escolar de seus filhos.

Os pais, além do contato direto com os professores, têm a oportunidade de participar de um conselho pedagógico ligado à diretoria da cooperativa e ao corpo docente.

Além das cooperativas constituídas por pais e professores, encontramos também outras constituídas somente por professores, as quais prestam serviços a escolas, aulas particulares, cursos extra-curriculares etc.

Especial:

A Lei nº. 9.867, de 10 de novembro de 1999, criou a possibilidade de se constituírem cooperativas "sociais" para a organização e gestão de serviços sóciossanitários e educativos, mediante atividades agrícolas, industriais, comerciais e de serviços, contemplando as seguintes pessoas: deficientes físicos, sensoriais, psíquicos e mentais, dependentes de acompanhamento psiquiátrico permanente, dependentes químicos, pessoas egressas de prisões, os condenados a penas alternativas à detenção e aos adolescentes em idade adequada ao trabalho e situação familiar difícil do ponto de vista econômico, social ou afetivo.

A condição de pessoa em desvantagem deve ser atestada por documentação proveniente de órgão da administração pública, ressalvando-se o direito à privacidade.

O estatuto da cooperativa social poderá prever uma ou mais categorias de sócios voluntários que lhe prestem serviços gratuitamente, e não estejam incluídos na definição de pessoas em desvantagem. Nesse ramo, também estão as cooperativas constituídas por pessoas de menor idade ou por pessoas incapazes de assumir plenamente suas responsabilidades como cidadão.

Habitacional:

Com o objetivo de solucionar o problema da casa própria, ainda muito difícil para a maioria da população, uma das soluções tem sido a constituição das cooperativas habitacionais, as quais vêm procurando utilizar o autofinanciamento visando a aquisição do imóvel pretendido.

São os integrantes das classes de média e baixa renda, os maiores beneficiários desse ramo, uma vez que as linhas de crédito faltando, face aos altos juros praticados pelas instituições financeiras.

Infra-Estrutura:

São as cooperativas que prestam serviços de eletrificação, saneamento e telecomunicações.

Buscam atender da melhor forma possível uma grande parcela da população que vive isolada e excluída dos serviços de infra-estrutura.

Com as privatizações, fusões, aquisições e as novas empresas que estão surgindo no mercado, vários profissionais qualificados poderão aderir ao cooperativismo, propiciando com que o setor se desenvolva mais. É promissor o desenvolvimento desse ramo.

Mineral:

As cooperativas minerais, através de regras claras e orientação adequada, têm contribuído para conscientizar os micromineradores sobre a necessidade de preservar o meio ambiente, que trabalhado de maneira correta rende resultados satisfatórios para os cooperados e para a comunidade, sem danos à natureza.

Incluem-se nesse ramo as cooperativas constituídas por garimpeiros, quebradores de pedras, trabalhadores na extração de areia, pedra e pedregulho, entre outros.

Garantem a disseminação de técnicas mais atualizadas e racionais de exploração, fortalecendo o setor e gerando vantagens para todos.

Produção:

São cooperativas dedicadas à produção de um ou mais tipos de bens e mercadorias, sendo os meios de produção, propriedade coletiva, através da pessoa jurídica.

Para os empregados, cuja empresa entra em falência, a cooperativa de produção geralmente é uma alternativa viável para manter postos de trabalho.

Atualmente, cada vez mais os empregados estão descobrindo as vantagens de constituir o próprio negócio, deixando de ser assalariados para tornarem-se donos de sua empresa - a cooperativa.

Saúde:

As cooperativas de saúde estão subdivididas em quatro áreas básicas: atendimento médico/hospitalar, odontológico, psicológico e na organização dos usuários desses serviços.

Com atendimento rápido e confiável, as cooperativas de saúde são para os usuários, sinônimo de qualidade e credibilidade. Para os profissionais da área a vantagem também é grande, possibilitando condições favoráveis para o exercício da profissão e visando uma remuneração mais justa.

Aos seus cooperados oferecem condições propícias de trabalho, investindo na capacitação profissional e cooperativista por meio de treinamentos e especializações complementares à formação acadêmica.

Trabalho:

Os trabalhadores numa cooperativa de trabalho são, ao mesmo tempo, usuários (utilizam-se da cooperativa para, através dela, buscar e/ou manter postos de trabalho) e donos do próprio negócio (ingressam com capital para constituir a empresa cooperativa).

Eles são a própria mão-de-obra, não há empregados na atividade fim, é uma autêntica cooperativa autogestionária: todos participam, ao mesmo tempo, na gestão e prestação de serviços. Possuem uma relevância social e consistem na promoção socioeconômica de seus associados.

São destaques nesse ramo as cooperativas constituídas por: carregadores, vigilantes, trabalhadores da construção civil, garçons, garis, cabeleireiros, artistas de teatro, costureiras, coletores de materiais recicláveis, auditores, consultores etc.

Transporte:

Com a criação em abril de 2002 esse ramo passou a congregar as cooperativas que atuam no transporte de passageiros, cargas (líquidas e secas), escolares, motos-boy, transportes de veículos etc.

Até a data acima essas cooperativas pertenciam ao ramo trabalho, mas que pelas suas atividades e necessidades na resolução de problemas cruciais, inerentes à área, a Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, através de Assembléia Geral, aprovou a criação desse ramo.

Turismo e Lazer:

Criado a partir de abril de 2000, é composto por cooperativas que atuam no setor de turismo e lazer. Este ramo está surgindo com boas perspectivas de crescimento, pois todos os estados brasileiros têm grande potencial para o turismo cooperativo, que visa organizar as comunidades para disponibilizarem o seu potencial turístico, hospedando os turistas e prestando-lhes toda ordem de serviços, e simultaneamente, organizar os turistas para usufruírem desse novo processo, mais econômico, mais educativo e mais prazeroso.

O ramo do turismo e lazer pode contribuir significativamente para a geração de oportunidades de trabalho, distribuição da renda e preservação do meio ambiente.

Outros:

Ramos não-contemplados nos acima mencionados.

Incentivos Estaduais (Rondônia):

No estado de Rondônia foi criado o incentivo tributário a estabelecimentos industriais através na Lei nº. 1558, de 26 de Dezembro de 2005 publicada no DOE nº. 0421, de 26.12.05, na qual o Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia – (Art.1º) Conder autorizado a conceder incentivo tributário na forma de crédito fiscal outorgado em montante de até 85% ( oitenta e cinco por cento ) do valor do ICMS devido por estabelecimentos industriais no estado, cuja a atividade principal seja:

  • Abate e preparação de produtos de carne e de pescado (grupo 151 da CNAE FISCAL 1.1);
  • Laticínios (grupo 154 da CNAE FISCAL 1.1), excluída a fabricação de sorvetes; ou.
  • Confecção de artigos do vestuário (grupo 181 da CNAE FISCAL 1.1).

Art. 2º A fruição do incentivo tributário de que trata esta lei condiciona-se a que o contribuinte:

Não possua nenhum débito vencido e não pago relativo a tributos administrados pela Coordenadoria da Receita Estadual;

Seja indicado em ato concessório do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia – CONDER;

Recolha mensalmente:

a) – 1,5% do valor das operações incentivadas para o fundo para infra-estrutura de transporte e habitação – FITHA, quando se tratar de estabelecimento cuja atividade principal seja a indicada no inciso I do artigo 1º;

b) 2,0% do valor das operações incentivadas para o programa Pró-Leite da Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER-RO, quando se tratar de estabelecimento cuja atividade principal seja a indicada no inciso II do artigo 1º;

c) 7,5% do valor do incentivo concedido para o fundo de Investimento e de Desenvolvimento Industrial do Estado de Rondônia – FIDER, quando se tratar de estabelecimento cuja atividade principal seja a indicada no inciso III do artigo 1º;

Parágrafo único. A opção pelo incentivo indicado no caput implica a vedação de aproveitamento de outros créditos relativos à entrada de mercadorias, bens ou serviços, inclusive os concedidos por Lei de Incentivo Fiscal.

Isenções Tributárias: (específico para cooperativas)

São concedidos benefícios de isenções tributárias as cooperativas de caráter Estadual, Federal, e Previdenciária:

Tributos

%

IPI São contribuintes não isentas da obrigação principal e acessória decorrentes da saída de produto que industrializar em seu estabelecimento.

São contribuintes isentos da obrigação principal pelos barcos de pesca que venham produzir ou adquirir para distribuição ou repasse aos seus associados.
ICMS

De acordo com a Lei do ICMS vigente para pessoa jurídica normal.Se a cooperativa operar dentro de um único município, não existe a incidência do ICMS, e para a isenção do ICMS no estado de Rondônia deve-se primeiramente executar um projeto e este ser aprovado pelo estado para receber o beneficio do incentivo tributário na forma de crédito fiscal outorgado em até 85% do valor do ICMS ; o incentivo tem relação a implantação de estabelecimentos industriais no Estado de Rondônia e não ao fato de ser uma cooperativa. LEI n. 1558, de 26 de Dezembro de 2005 Publicada no DOE n.0421, de 26.12.05

PIS

De acordo com a legislação em vigor, a contribuição incide o percentual de 1% sobre a folha de pagamento de funcionários da cooperativa, e em casos de operar com não-associados, incide percentuais de 0,65% de acordo com a Medida Provisória 1.546-22, de 7 de agosto de 1997.

COFINS

De acordo com o artigo 6o da Lei Complementar 70/91, as cooperativas estão isentas do recolhimento da contribuição para Financiamento da Seguridade Social, mas tão somente quanto aos atos cooperativos de suas finalidades.

CONT. SOCIAL

Conforme acórdão, o Conselho de Contribuinte através da câmara Superior de recursos fiscais decidiu "Acórdão SEREF/01 - 1.751 publicado no DOU de 13.09.96, Pág. 18.145" que o resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com os seus associados, os atos cooperativos, não integra a base de cálculo da Contribuição Social.

I.R Há incidência de imposto, seguindo as regras aplicáveis às pessoas jurídicas, quando há resultados positivos das operações das cooperativas com não associados. · Não há incidência de imposto, quando os resultados positivos são derivados de operações entre a cooperativa e seus associados.
INSS Com o aditamento da Lei Complementar 84/96, passou a incidir o percentual de 15% sobre a retirada de cada cooperado e se os mesmos forem autônomos (inscritos na Previdência Social); a Contribuição será de 20% sobre o salário-base de cada associado.

É importante ressaltar que a Obrigação do Recolhimento é de exclusiva responsabilidade da cooperativa.
ISS A maioria dos municípios brasileiros preceitua que a incidência do Imposto em questão é sobre o total do faturamento. Entretanto, vários especialistas entendem que a única receita operacional da cooperativa de trabalho é a Taxa de Administração, que se tornaria o fato gerador do ISS.
FGTS 8% sobre a folha de pagamento dos empregados da cooperativa.Somente tem como fato gerador para os empregados da cooperativa, sendo certo que não existe o fato gerador para os cooperativados.

Existe algum incentivo por parte das prefeituras, e o que elas podem fazer ?

R. Sim, A prefeitura pode exercer um papel estratégico indicando os espaços econômicos possíveis de serem ocupados pelas cooperativas, ou mesmo articulando ativamente a criação destes espaços em conjunto com empresas e sociedade civil através de Fóruns Locais de Desenvolvimento. Esta atuação também pode ultrapassar o nível local, pela cooperação com outros municípios numa ação regionalizada.

É possível obter produtos de outras cooperativas com isenção de impostos ?

R. Sim, desde que estas cooperativas sejam cooperadas entre si.

É possível realizar compras de produtos em outros estados com isenção de impostos ?

R. Sim, desde que antes de realizar compra de um determinado produto fora do Estado, justifique a ausência do mesmo dentro do Estado, através de um processo específico.

Qual a principal vantagem das Cooperativas ?

Vantagens para o contratante

Uma vez que não existe vínculo empregatício entre o cooperado e a Cooperativa, nem entre o cooperado e o cliente da Cooperativa, conforme rege a Legislação Trabalhista (CLT), em seu Artigo 442, Parág. Único, a empresa-cliente pode obter considerável  redução em seus custos de produção, pois tal contratação de serviços através da Cooperativa, não implica em Encargos Sociais, tampouco em Verbas Trabalhistas ou Rescisórias do regime celetista..

Vantagens para os cooperados

Uma vez associado, o cooperado obtém imediatamente uma série de vantagens, que o destaca de outros profissionais no mercado:

a) o profissional torna-se "patrão", pois é sócio-cotista da Cooperativa;

b) participa de uma Sociedade cujo principal objetivo é busca de trabalho e renda aos seus associados;

c) ganha a representatividade de profissional autônomo associado a uma Entidade forte e participativa, distinguindo-se dos demais trabalhadores autônomos;

d) tem acesso a um vasto Banco de Oportunidades de trabalho;

e) produz e recebe o equivalente a essa produção,aumentando consideravelmente seus ganhos;

f) administra sua vida e carreira profissional, ganhando experiência e destacando-se no mercado;

g) possui uma série de convênios e benefícios que a Cooperativa disponibiliza a um custo muito menor que o do mercado: ex- Seguro Saúde, Assistência Odontológica, Consultoria Jurídica, Assistência Social, Seguro Profissional Autônomo, Previdência Privada, Banco Cooperativo, entre outros tantos;

h) fica em sintonia com as novas relações de trabalho, já adotadas em outros países do primeiro mundo.

 Vantagens para os clientes

Sem sombra de dúvidas, a que mais se destaca é a vantagem competitiva que o cliente da Cooperativa obtém, quando da opção. Os cooperados por serem autônomos, possuem a capacidade de produção mais aguçada pela liberdade de trabalho e, ainda, possuem um elevado grau de qualidade em seus serviços, pois tais diferenciais estão diretamente relacionados aos ganhos que irão obter nesse relacionamento.

Uma vez que não existe vínculo empregatício entre o cooperado e a Cooperativa, nem entre o cooperado e o cliente da Cooperativa, conforme rege a Legislação Trabalhista (CLT), em seu Artigo 442, Parág. Único, a empresa-cliente pode auferir um ganho considerável na redução em seus custos de produção, pois tal contratação de serviços através da Cooperativa, não implica em Encargos Sociais, tampouco em Verbas Trabalhistas ou Rescisórias, todos exclusivos da contratação em regime CLT.

O cliente tem a possibilidade de estabelecer de forma ajustada, os horários em que se dará a prestação dos serviços, sem prejuízo às partes.

Ainda ganha a empresa-cliente, a possibilidade de flexibilizar a força produtiva contratada, adaptando seus projetos em acordo com a Cooperativa, gerindo a demanda ou sazonalidade dos contratos.

Quem administra a qualidade e produtividade dos cooperados, são os Gestores da Cooperativa, profissionais especializados em avaliação e medições, os quais estão sempre buscando a melhor relação custo-benefício para seus clientes, bem como as melhores condições de prestação de serviços aos cooperados.

Sai mais barato montar uma cooperativa que uma empresa?

R. A vantagem de se fundar uma cooperativa é que não há encargos trabalhistas, já que todos são sócios. Em relação aos impostos, os custos são equivalentes aos de uma empresa.

Como são pagos os custos? Quem administra a cooperativa?

R. O estatuto da cooperativa deve especificar quem fica responsável por administrar os custos e pagamentos. Algumas cooperativas optam por terceirizar esse serviço.

A minha cooperativa pode oferecer plano de saúde, tíquete, vale transporte?

R. Se for a vontade de todos os associados, sim. As taxas desses serviços são embutidas nas de administração da cooperativa.

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