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Conhecimento Científico

Autor:
Instituição: Universidade Católica do Salvador
Tema: Artigo

Conhecimento Científico


O conhecimento científico Surgiu da necessidade do ser humano querer saber como as coisas funcionam ao invés de apenas aceitá-las passivamente. Com este tipo de conhecimento o homem começou a entender o porquê de vários fenômenos naturais e com isso vir a intervir cada vez mais nos acontecimento ao nosso redor. Este conhecimento se bem usado é muito útil para humanidade, porém se usado incorretamente pode vir a gerar enormes catástrofes para o ser humano e tudo mais ao seu redor. A revolução científica não surgiu, porém do acaso registra-se nos séculos XVI e XVII. O método experimental foi aperfeiçoado aos poucos e aplicado em novos setores, foi desenvolvido o estudo da química e biologia, no século XVII surgiu um conhecimento mais objetivo das funções e estrutura dos organismos vivos. No século seguinte foi verificada uma geral modificação nas atividades industriais e intelectuais, surgiram novos dados relativos à luz, à evolução, ao átomo, ao magnetismo, à eletricidade. Já no século XX, com seus métodos exatos e objetivos, a ciência, passou a desenvolver pesquisas em todas as frentes do mundo físico e humano, atingindo um alto grau de precisão não só na área de transplantes e das navegações espaciais, como nos diversos setores da realidade.

O conhecimento científico era caracterizado como certo, porque sabe explicar os motivos de sua certeza, geral, no sentido de conhecer no real o que há de mais universal e válido para todos os casos da mesma espécie, é metódico e sistemático, onde o cientista não ignora que os seres e fatos estão ligados entre si por certas relações,ele tem o objetivo de encontrar e reproduzir essa união, alcançando-o por meio do conhecimento ordenado de princípios e leis.O conhecimento só se dá de maneira absoluta quando sabemos qual a causa que produziu o fenômeno e o motivo, porque não pode ser de outro modo (Aristóteles, 1958).

A investigação científica se inicia quando se descobre que os conhecimentos existentes, originários quer do senso comum, quer do corpo de conhecimentos existentes na ciência, são insuficientes para explicar os problemas surgidos. O conhecimento prévio que nos lança a um problema pode ser tanto do conhecimento ordinário quanto do científico. Através desses métodos se obtém enunciados, teorias, leis, que explicam as condições que determinam a ocorrência dos fatos e dos fenômenos associados a um problema, sendo possível fazer predições sobre esses fenômenos e construir um corpo de novos enunciados, quiçá novas leis e teorias, fundamentados na verificação dessas predições, e na correspondência desses enunciados com a realidade fenomenal. O método científico permite a construção conceitual de imagens da realidade que sejam verdadeiras e impessoais, passíveis de serem submetidas a testes de falseabilidade.

A ciência era o resultado da demonstração e da experimentação, só aceitando o que fosse provado. Atualmente a concepção de ciência é outra. Ela não é considerada como algo pronto, definitivo ou acabado, mas, entendida como uma busca constante de soluções, de revisão, de explicações e de reavaliação de seus resultados.A ciência pretende com uma busca mais rigorosa aproximar-se cada vez mais a verdade através de métodos que proporcionem revisão, controle e uma maior segurança diante de outras formas de saber não-científicas. Ela está sempre em processo de construção, pois, busca renovar-se e reavaliar-se continuamente.

Podemos concluir que o conhecimento científico é o produto de uma comunidade e não de um indivíduo e que descobertas feitas por um indivíduo devem ser testadas por uma instituição antes de serem aceitas como conhecimento. Portanto, a ciência como forma de conhecimento pode suprir o conhecimento dito confiável, desde que testada e analisada.


Fonte:

CARVALHO, Maria Cecília M. de - "Construindo o Saber - Metodologia Científica - Fundamentos e Técnicas" - 6ª ed. - Campinas, SP: Papirus; 1997.

RUIZ, João Alvaro - "Metodologia Científica - Guia para eficiência nos estudos" - 2ª ed. - São Paulo: Atlas; 1989.

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