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Relatorio Final de Estagio em Banco

Autor:
Instituição:
Tema: Estágio Supervisionado

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

BELÉM – PARÁ

2006


I – INTRODUÇÃO

O presente Relatório de Estágio Supervisionado tem por objetivo desenvolver experiências práticas no campo da Ciência Contábil, mais especificamente na Área Financeira, a fim de um melhor preparo para o exercício da profissão, aprimorando a capacidade criativa e de análise crítica.

O estágio supervisionado foi realizado no Banco do Estado do Pará – BANPARÁ, na agencia de Icoaraci, e teve ênfase na área financeira. Este estágio proporcionou um aprimoramento aos meus conhecimentos, principalmente sobre a disciplina Instituição Financeira, do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis.

As atividades desenvolvidas nesse estágio foram fundamentais para o meu crescimento pessoal e profissional. As atividades do estágio foram exercidas na área financeira como: aplicação e controle do caixa, entrada e saída do movimento diário e mensal; empréstimos, captação e resgate de aplicações.

O estágio foi desenvolvido no período de dois anos (11 de fevereiro de 2004 à 11 de fevereiro de 2006), de segunda a sexta feira, de 8h às 14h, com uma carga horária de 30 horas semanais, totalizando 2.880 horas.

É relevante ressaltar que para efeito e legitimidade deste estágio foi considerado apenas os meses de Janeiro e Fevereiro de 2006, contabilizando 6 semanas com 180 horas no total.

Portanto, o desenvolvimento desse Estágio proporcionou-me adquirir e aprofundar conhecimentos referentes ao curso de Ciências Contábeis, bem como em refletir e qualificar a minha atuação profissional.


II – REVISÃO TEÓRICA

2.1 – Sistema Financeiro Nacional - SFN

Conhecer o Sistema Financeiro Nacional é preciso e necessário, pois este exerce grande importância na economia e segmento empresarial de um país. Para o crescimento de um país é imprescindível que haja investimento que precisa ser financiado. O financiamento é a vocação natural do SFN, que tem um papel fundamental nessa retomada, que é o de financiar os investimentos que um país necessita. Quanto mais eficiente e forte for o SFN, por certo, cumprirá melhor a sua vocação e teremos mais investimentos e mais crescimento no País. Fortuna (2002) define Sistema Financeiro:

"Como um conjunto de instituições que se dedicam, de alguma forma, ao trabalho de propiciar condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores" (pg. 15).

Assim, o Sistema Financeiro Nacional foi estruturado e regulado pela Lei de Reforma Bancária (1964), Lei do Mercado de Capitais (1965) e, mais recentemente, pela Lei de Criação dos Bancos Múltiplos (1988). É constituído por todas as instituições financeiras públicas ou privadas, onde o seu órgão normativo por excelência é o Conselho Monetário Nacional – CMN.

2.1.1 – As Autoridades Monetárias:

O Conselho Monetário Nacional – CMN: O CMN é considerado o conselho de política econômica do país. É um órgão eminentemente normativo, não lhe cabendo funções executivas. Controla todo o sistema financeiro, sendo responsável pela fixação das diretrizes da política monetária, creditícia e cambial. Atualmente, o Conselho Monetário Nacional é composto por apenas três representantes: Ministro da Fazenda (presidente), Ministro do Planejamento e o Presidente do Banco Central do Brasil.

O Banco Central do Brasil – BACEN: o BACEN é o órgão responsável pela execução das normas que regulam o Sistema Financeiro Nacional. É considerado um banco fiscalizador e disciplinador do mercado financeiro, pois define regras, limites e condutas das instituições. São suas atribuições agir como: banco dos bancos, gestor do Sistema Financeiro Nacional, executor da política monetária, banco emissor e banqueiro do governo. Portanto, o Banco Central possibilita ao Estado intervir diretamente no sistema Financeiro e, indiretamente, na economia.

2.1.2 - Autoridades de Apoio:

Comissão de Valores Mobiliários – CVM: A CVM é órgão regulador e controlador máximo do mercado de valores mobiliários. Ela tem amplos poderes para disciplinar, normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. É, portanto, um órgão normativo do Sistema Financeiro.

A CVM é órgão oficial, governamental, ou seja, uma autarquia administrativa vinculada ao Ministério da Fazenda, nos termos do art. 5º da Lei nº 6.385/76. Sua função primordial concentra-se na fiscalização das atividades do mercado de valores mobiliários. Valores mobiliários são título de investimento que a sociedade anônima emite para a obtenção de recursos. É investimento social oferecido ao público, pela companhia.

Nenhuma emissão pública de valores mobiliários poderá ser distribuída, no mercado, sem prévio registro na CVM, entendendo-se por atos de distribuição a venda, promessa de venda, oferta à venda ou subscrição, aceitação de pedido de venda ou subscrição de valores.

A Comissão de Valores Mobiliários, com sede na cidade do Rio de Janeiro, é administrada por um Presidente e quatro Diretores nomeados pelo Presidente da República. O Presidente e a Diretoria constituem o Colegiado, que define políticas e estabelece práticas a serem implantadas e desenvolvidas pelo corpo de Superintendentes, a instância executiva da CVM. O Presidente da República. O Presidente e a Diretoria constituem o Colegiado, que práticas a serem implantadas e desenvolvidas pelo corpo de Superintendentes, a instância executiva da CVM.

Banco do Brasil – BB: Até janeiro de 1986 o BB assemelhava-se a uma autoridade monetária mediante ajustamentos da conta movimento do BACEN e do Tesouro Nacional. Atualmente, por decisão do Conselho Monetário Nacional este privilégio foi suprimido, conservando a função de principal agente financeiro do Governo Federal.

No desenvolvimento de suas atividades, o Banco do Brasil assume três funções fundamentais: Agente Financeiro do Governo Federal (execução da política creditícia e financeira, atuando sob a supervisão do CMN), Banco Comercial (mantém contas correntes de pessoas físicas e jurídicas, opera com caderneta de poupança, concede créditos de curto prazo, executa operações de descontos, etc.) e Banco de Investimento e Desenvolvimento (financia atividades rurais, comerciais, industriais e de serviços, além de fomentar a economia de diferentes regiões, ao atender as suas necessidades creditícias).

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES: É uma empresa pública que atualmente está vinculada ao Ministério do Planejamento. É a instituição responsável pela política de investimentos de longo prazo do Governo Federal. É a principal instituição financeira de fomento do Brasil por impulsionar o desenvolvimento econômico, atenuar desequilíbrios regionais, promover o crescimento das exportações, dentre outras funções. Após o Plano Collor, é responsável também pela gestão do processo de privatização.

Caixa Econômica Federal – CEF: É uma instituição financeira pública que atua de forma autônoma e apresenta um objetivo claramente social. É classificada como órgão auxiliar do Governo Federal na execução de sua política creditícia. A CEF caracteriza-se por estar voltada ao financiamento habitacional e ao saneamento básico. Exerce a administração de loterias, fundos e programas, destacando-se: FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), PIS (Programa de Integração Social), FAS (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social) e o FDS (Fundo de Desenvolvimento Social).

2.2 – Instituições Financeiras

O Manual de Normas e Instruções – MNI, preparado e editado pelo Banco Central, institui as normas operacionais de todas as instituições financeiras. Fortuna (2002) classifica as instituições financeiras em: Monetárias e não-Monetárias.

2.2.1 – Instituições Financeiras Monetárias

Englobam os Bancos Comerciais, Bancos Múltiplos, Bancos Cooperativos, Cooperativas de Crédito e Caixas Econômicas (já referida acima).

Os Bancos Comerciais – BC: São instituições financeiras composta obrigatoriamente sob a forma de sociedades anônimas. Os Bancos Comerciais são intermediários financeiros que transferem recursos dos agentes superavitários para os deficitários, mecanismo esse que acaba por criar moeda através do efeito multiplicador. Os BC's podem descontar títulos, realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta corrente, realizar operações especiais de crédito rural, de câmbio e comércio internacional, captar depósitos à vista e a prazo fixo, obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes, etc.

Bancos Múltiplos – BM: Como o próprio nome diz, tais bancos possuem pelo menos duas das seguintes carteiras: comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de aceite, de desenvolvimento e de leasing. A vantagem é o ganho de escala que tais bancos alcançam.

Bancos Cooperativos – BCo: São verdadeiros bancos comerciais surgidos a partir de cooperativas de crédito. Sua principal restrição é limitar suas operações em apenas uma UF, o que garante a permanência dos recursos onde são gerados, impulsionando o desenvolvimento local.

As Cooperativas de Crédito – CC: Equiparando-se às instituições financeiras, as cooperativas normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre os funcionários das empresas. No setor primário, permitem uma melhor comercialização dos produtos rurais e criam facilidades para o escoamento das safras agrícolas para os consumidores. No interior das empresas em geral, as cooperativas oferecem possibilidades de crédito aos funcionários, os quais contribuem mensalmente para a sobrevivência e crescimento da mesma. Todas as operações facultadas às cooperativas são exclusivas aos cooperados.

2.2.2 - Instituições Financeiras não-Monetárias

São instituições que não apresentam a capacidade de emitir moeda ou meios de pagamento, como os bancos comerciais. Sua finalidade é captar recursos através da emissão de títulos, para emprestar e, assim, intermediar a moeda.

Os Bancos de Desenvolvimento – BD: constituem-se em instituições públicas de âmbito Estadual, que visam promover o desenvolvimento econômico e social da região onde atuam. Os Bancos de desenvolvimento apóiam formalmente o setor privado da economia. O já citado BNDES é o principal agente de financiamento do governo federal. Destacam-se outros bancos regionais de desenvolvimento como, por exemplo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco da Amazônia, dentre outros.

Os Bancos de Investimentos – BI: Os BI captam recursos através de emissão de CDB e RDB, de capitação e repasse de recursos e de venda de cotas de fundos de investimentos. Esses recursos são direcionados a empréstimos e financiamentos específicos à aquisição de bens de capital pelas empresas ou subscrição de ações e debêntures. Os BI não podem destinar recursos a empreendimentos mobiliários e têm limites para investimentos no setor estatal.

Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimentos: São as denominadas "financeiras", que captam recursos através de letras de câmbio e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores finais (crediário). Tratando-se de uma atividade de alto risco, seu passivo é limitado a 12 vezes seu capital mais reservas.

Companhias Hipotecárias – CH: Dependendo de autorização do BACEN para funcionarem, tem objetivos de financiamento imobiliário, administração de crédito hipotecário e de fundos de investimento imobiliário, dentre outros.

Sociedades de Crédito Imobiliário – SCI: Ao contrário das Caixas Econômicas, essas sociedades são voltadas ao público de maior renda. A captação ocorre através de Letras Imobiliárias depósitos de poupança e repasses de CEF. Esses recursos são destinados, principalmente, ao financiamento imobiliário direto ou indireto.

Associações de Poupança e Empréstimo – APE: São sociedades civis onde os associados têm direito à participação nos resultados. A captação de recursos ocorre através de caderneta de poupança e seu objetivo é principalmente financiamento imobiliário.

Sociedades de Crédito ao Microempreendedor – SCM: Tem por objetivo promover um modelo de financiamento sem assistencialismo, que atenda com pouca burocracia a grande parcela da população que não tem acesso ao sistema bancário tradicional. Podem conceder financiamento e prestar garantias a pessoas físicas, com o objetivo de viabilizar empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial, de pequeno porte, e as pessoas jurídicas classificadas como microempresas.

2.3 - O MERCADO FINANCEIRO

  O mercado financeiro faz a ligação entre as pessoas ou empresas que têm dinheiro e as pessoas ou empresas que precisam de dinheiro. Para que isto ocorra é preciso um intermediário - os bancos. O mercado financeiro leva o dinheiro de quem tem para quem não tem, cobrando uma taxa que chamamos de juros. 

  No mercado financeiro as pessoas também vão buscar serviços como seguro de vida, planos de previdência, cobrança bancária, etc. Todos esses processos são fiscalizados e controlados por entidades como o Banco Central, a Bovespa (Bolsa de valores de São Paulo), CMV (Comissão de Valores Mobiliários) entre outras, sendo que todas estas estão subordinadas ao Conselho Monetário Nacional – CMN.

  O mercado financeiro dividide-se em:

Mercado de crédito: Cuida dos empréstimos bancários. Quando você paga juros para um banco significa que o banco lhe emprestou dinheiro, ou seja, investiu em você. Isto pode ocorrer quando você usa o cheque especial, desconta duplicatas, desconta cheques, faz um financiamento, etc.

Mercado de câmbio: Cuida da relação justa entre as moedas dos países.  Muitos países adotaram o dólar para comparar com a sua moeda. Assim, quando um negócio é feito entre dois países, primeiro eles comparam os valores de suas moedas com o dólar para facilitar a transação. No Brasil quem pode ter conta em dólares é só o Banco Central e alguns bancos autorizados e mesmo assim, os dólares não podem ficar de um dia para outro na conta.  Além dos bancos, quem negocia com dólares são: os importadores - que precisam comprar dólares para pagar suas compras; os exportadores - que recebem dólares, vendem aos bancos e ficam com reais e os investidores estrangeiros: que trazem dólares para investir, trocam por reais e quando vão embora compram dólares novamente. Então diariamente os bancos ficam vendendo e comprando dólares dos importadores, exportadores, investidores estrangeiros e de outros bancos. No fim do dia, faz-se um balanço: se houve mais compradores que vendedores a cotação sobe, pois a procura por dólares foi maior. A cotação cai quando a oferta é maior que a procura.

Mercado aberto: Se refere às empresas que têm Capital Aberto, que são as Sociedades Anônimas. Empresa de Capital Aberto significa que qualquer pessoa pode ser sócia daquela empresa, desde que compre partes da empresa - que chamamos ações. As negociações das ações são feitas na bolsa de valores - onde o preço é público, assim todos podem comprar pelo mesmo preço que é definido pela oferta e procura. 


III – DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO EM UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA - BANCO

3.1 – O Contexto do Estágio

O Estágio foi desenvolvido em uma Instituição Financeira Monetária denominada Banco do Estado do Pará – BANPARÁ, na agência de Icoarací, localizada na Avenida Cristóvão Colombo, nº 78, mais especificamente no Posto Avançado BANPARÁ – PAB Governadoria, situado na Rod. Augusto Montenegro, Km 9.

O Banco do Estado do Pará – BANPARÁ é uma Sociedade de Economia Mista, organizado sob a forma de Banco Múltiplo, com a missão de atuar como agente do desenvolvimento sócio-econômico do Estado do Pará. Tem como função social a prestação de serviços, arrecadação de tributos e o pagamento de benefícios.

Desde 1961, o BANPARÁ passou a atender a comunidade paraense e a contribuir para o desenvolvimento do Estado. E continua sua missão, criando mecanismos de transformação que lhe permita estar adequado aos tempos atuais.

Ao longo de sua existência, alicerçado em sua perene missão de agente do desenvolvimento sócio-econômico do Estado do Pará, o BANPARÁ não tem medido esforços para oferecer produtos e serviços de qualidade à seus clientes e usuários, que se revelam a cada dia mais exigentes. Exatamente por isso, investe na capacitação de seus recursos humanos, fiéis colaboradores e base do seu sucesso, bem como em tecnologia de ponta, elemento essencial para a consolidação de qualquer empresa do setor financeiro.

3.2 – Histórico do Banco

O BANPARÁ foi criado pela lei 1819, de 30.11.59, no Governo Moura Carvalho. Embora criado em 1959, somente em 1961 o BANPARÁ teve a sua carta-patente aprovada pela Superintendência da Moeda e do Crédito - SUMOC, que, na época, era o órgão fiscalizador do setor bancário.

A 26 de outubro de 1961, o BANPARÁ começou suas atividades num prédio alugado, na rua 28 de setembro n.º 276, contando com a colaboração de 17 funcionários. Em julho de 1964, O BANPARÁ foi transferido para sua primeira sede própria, no edifício Dias Paes, na Avenida Presidente Vargas n.º 275.

A 18 de fevereiro de 1966, foi inaugurada a primeira agência do BANPARÁ no interior do nosso Estado, na cidade de Santarém. Fora das nossas fronteiras, a agência do Rio de Janeiro foi a primeira a ser inaugurada, no ano de 1967.

Em 09 de setembro de 1971, houve o desdobramento da Matriz e da agência Belém Centro, que, até então, funcionavam em um mesmo local. Passou a Matriz para travessa Padre Prudêncio n.º 154, e a agência Belém Centro para o térreo do prédio da sede da Associação Comercial do Pará. Atualmente a Belém Centro ocupa o térreo do outrora Edifício Dias Paes, hoje denominado Edifício BANPARÁ.

Em 12 de dezembro de 1979, foi aprovada a mudança da sigla do banco, de BEP para BANPARÁ, uma vez que confundida com a de outras instituições financeiras. A troca permitiu uma identificação mais imediata do Banco com o nosso Estado.

Hoje o BANPARÁ conta com 79 pontos de atendimento, distribuídos entre agências, Postos de Atendimento Bancário - PABs e quiosque, localizados em Belém e outros 29 municípios do Estado.

3.3 – Atividades Desenvolvidas

O Banco do Estado do Pará – BANPARÁ oferece produtos como Fundos de Investimento Financeiro.  Todos temos o mesmo objetivo quando investimos: ganhar dinheiro. À medida que cresce o nível de poupança, maior é a disponibilidade para investir, pois todo dinheiro não consumido pode ser convertido em investimentos. Investimos nosso dinheiro em busca da realização de objetivos da nossa vida. Por meio dos investimentos podemos programar a realização de sonhos como uma viagem, compra de uma casa ou automóvel, garantir nossos estudos ou dos nossos filhos, e até mesmo para fazer aquele "pé-de-meia" para gozarmos de um futuro tranqüilo. Qualquer pessoa que tenha uma poupança pode efetuar um investimento procurando obter: 

Dentro do mercado financeiro existe um grande número de investimentos. As atividades desenvolvidas no estágio englobam as principais como: Aplicações, Poupança, Fundos de Investimentos, CDB, RDB e Empréstimos.

FUNDOS DE INVESTIMENTO RENDA FIXA:

  São investimentos que pagam, em períodos definidos, uma certa remuneração, que pode ser determinada no momento da aplicação (pré-fixado) ou no momento do resgate (no final da aplicação - pós-fixado). Para entender o que é um título de renda fixa imagine cada título como um empréstimo. Cada vez que você compra um título de renda fixa você está  emprestando dinheiro ao emissor do título (que pode ser o seu banco, uma empresa ou o Governo). Os juros cobrados são o pagamento que você recebe por emprestar seu dinheiro. No Banco do Estado do Pará – BANPARÁ os Fundos de Investimento são:

BANPARÁ FIF/CP (curto prazo):

É um fundo de renda fixa que proporciona rendimentos, através de investimetos em titulos de renda fixa, pré ou pós-fixada. A parcela aplicada em titulos pré-fixados possui risco de oscilação de taxa de juros. Como reflexo das flutuações nos preços dos titulos, os Fundos de Renda Fixa poderão apresentar oscilação significativa na sua rentabilidade, por influência de fatores econômicos e políticos, nacionais e internacionais.

Este fundo possui carteira de titulos com prazo medio inferior a 30 dias, podendo estar sujeito a uma oscilação diária maior no valor de suas cotas quando houver instabilidade no mercado financeiro.

Este fundo destina-se preferencialmente aos órgãos do Governo, que necessita realizar aplicações em curto prazo, beneficiando-se da insenção de impostos.

A aplicação inicial mínima é de R$ 100,00 e a aplicação adicional é de R$50,00. O resgate pode ser feito a qualquer momento. Sobre o valor do resgate incidirá IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) com incidência de alíquota de 1% ao dia, limitando a um percentual do rendimento da operação, decrescente até o 29 dia de aplicação e IR (Imposto de Renda) sobre o ganho nominal (diferença entre o valor resgatado e o aplicado). O valor mínimo de resgate é de R$50,00, sendo que o valor mínimo de permanência no fundo é também de R$50,00. A taxa de administração equivale a 5% ao ano.

BANPARÁ FIF/30 e FIF/60 (longo prazo):

São fundos de renda fixa que proporcionam rendimentos, através de investimentos em títulos de renda fixa, pré ou pós-fixada. A parcela aplicada em titulos pré-fixados possui risco de oscilação de juros. Como reflexo das flutuações nos preços dos titulos, os Fundos de Renda Fixa poderão apresentar oscilação na sua rentabilidade em função de ágios e deságios dos preços de negociação dos titulos, ou seja, os ativos que compõem a Carteira do Fundo estão sujeitos a oscilação de preços, por influência de vários fatores econômicos e políticos, podendo ocasionar flutuações significativas nos resultados do fundo.

Este fundo possui carteira de títulos com prazo médio superior a 365 dias, beneficiado-se da tabela regressiva do Imposto de Renda. Estes fundos destinam-se à pessoas físicas e juridicas, onde a aplicação minima é de R$100,00 e a aplicaçao adicional e de R$50,00. O Fundo FIF/30 possui carência inicial de 30 dias para resgate, e o Fundo FIF/60 de 60 dias para resgate. Após esse prazo de carência, para cada aplicação, os recursos passam a ter disponibilidade diária, com rendimentos.

O valor minimo tanto de resgate quanto de permanência no fundo é de R$50,00. Sobre o valor do resgate incidirá IOF à alíquota de 0,5% ao dia e IR sobre o ganho nominal.

Uma outra diferença é que estes fundos diferenciam-se apenas na taxa de administração, onde o FIF/30 é de 2% ao ano e o FIF/60 é de 1% ao ano.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – CDB:

É um título de renda fixa com prazo predeterminado, cuja rentabilidade é definida no ato da negociação podendo ser pré-fixada ou pós-fixada. Ou seja, é como se você tivesse emprestando dinheiro para o banco e este banco emprestará este dinheiro para outras pessoas por uma taxa maior. Esta é uma das principais fontes de receita dos bancos. É um titulo transferivel e negociável que se destina às aplicações de pessoas físicas e jurídicas com conta corrente no banco.

No CDB Pré-fixado você sabe antecipadamente qual taxa de juros que vai receber no vencimento deste papel. Por exemplo: apliquei R$1.000,00 por 360 dias com juros de 15% ao ano. No dia do vencimento receberei R$150,00 menos o imposto de renda.

 No CDB Pós-fixado só é possível determinar o valor do ganho no final do período. Neste caso as taxas de juros têm como referência os juros praticados entre os bancos - CDI (Certificados de Depósitos Interbancários), ou seja, os juros que os bancos cobram para emprestar dinheiro entre eles e essas taxas variam diariamente.

Assim, a remuneração do CDB pós é correspondente a 90% do CDI. Se por exemplo o CDI hoje estiver fixado a 20% ao ano, você receberá 18% ao ano, que é o correspondente a taxa. Se amanhã a taxa subir para 30% você receberá proporcional aquele dia 27%. O mesmo acontece se a taxa cair. Quanto maior a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), maior o seu rendimento mensal. Desta forma, só é possível saber o ganho no final do período. Um investimento pós-fixado é o mais adequado para quem espera um aumento da inflação.

  A tributação do CDB pré-fixado e pós-fixado é de 20% do rendimento para o imposto de renda (retido na fonte, ou seja, descontado diretamente da sua conta), 0,30% de CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) na hora da aplicação. Ao contrário do que acontece com os fundos de investimento, onde a CPMF só é cobrada uma vez - quando você aplica seu dinheiro, nos CDBs é cobrada a cada renovação da aplicação, diminuindo parte da rentabilidade. 

RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – RDB

É um titulo de renda fixa com prazo predeterminado, cuja rentabilidade é definida no ato da negociação podendo ser pré-fixada ou pós-fixada. É um título intransferivel que se destina às aplicações de pessoas físicas e jurídicas com conta corrente no banco. Os RDBs têm as mesmas características de um CDB, com a diferença de que não há negociação antes da data do seu vencimento, ou seja, você não pode resgatar seu dinheiro antes do prazo de vencimento que normalmente pode variar de 30 a 180 dias. 

BANPARÁCARD

É uma linha de crédito rotativo associado com o cartão de correntista do cliente BANPARÁ, através da qual o cliente poderá obter empréstimos em dinheiro e o pagamento de compras, à vista ou a prazo, na rede de estabelecimentos comerciais credenciados pelo BANPARÁ.

A quem se destina?

Clientes pessoas físicas que recebam suas remunerações através do BANPARÁ.

Como ter acesso ao produto?

Para ter o BANPARÁCARD basta se dirigir a sua agência de relacionamento, obter os esclarecimentos desejados e assinar o Termo de Adesão ao produto.

Quais as vantagens?

Por ser uma linha de crédito associada ao cartão de correntista do Banco, o BANPARÁCARD funcionará como um verdadeiro cartão de crédito, permitindo tanto a realização de empréstimos em dinheiro, quanto o pagamento de compras nos estabelecimentos conveniados. Assim, o BANPARÁCARD permitirá o uso de inúmeras facilidades dos cartões de crédito, inclusive a possibilidade de nas compras à vista pagar no vencimento da fatura sem quaisquer juros.

Contudo, o BANPARÁCARD é ainda melhor que um cartão de crédito, pois:

1. Não será necessário dispor de um novo cartão. O próprio cartão de correntista será o seu BANPARÁCARD;

2. Não cobra anuidade;

3. Oferece limite para empréstimo em dinheiro bem maior do que o oferecido por qualquer outro cartão de crédito;

4. Tudo o que for usado do limite de crédito será pago em um número de parcelas fixas, sem reajustes posteriores;

5. A taxa de juros que incidirá sobre cada usa do limite de crédito será a vigente no momento do uso e será mantida fixa até o pagamento da última parcela correspondente.

6. Permite que o saldo existente em conta corrente do cliente seja usado para complementar o seu saldo disponível do Limite de Crédito, quando este for insuficiente para a realização de compras nos estabelecimentos comerciais conveniados ao BANPARÁCARD.

7. Além disso, o cliente contará com a moderna estrutura de atendimento do Banco, como o acesso a saques, saldo, extratos e demais informações através das máquinas de Auto-atendimento (Cash), Internet Banking (www.banparanet.com.br) e Central de Atendimento BANPARÁ. (0800 285 8080) e, quanto às compras, os estabelecimentos credenciados como Lojas, Supermercados, Farmácias, etc.

Qual será o valor limite de crédito?

O montante do limite de crédito do BANPARÁCARD será definido de forma individualizada para cada cliente.

Como posso usar o limite de crédito?

O BANPARÁCARD é um produto de crédito bastante flexível, para ser usado a qualquer momento e segundo a necessidade de cada cliente, desde que obedecidos os limites definidos.

Assim, o Limite de Crédito rotativo poderá ser usado para:

EMPRÉSTIMOS:

Empréstimo Parcelado - Empréstimo em dinheiro para atender às necessidades de crédito do cliente, para pagamento num número determinado de prestações mensais de igual valor, segundo a taxa de juros vigente no momento da realização do empréstimo.

Empréstimo Emergencial - empréstimo em dinheiro para satisfazer as eventuais necessidades de crédito emergencial, que deve ser pago em uma única vez, num prazo máximo de 30 dias, segundo a taxa de juros vigente no momento da realização do empréstimo.

COMPRAS:

Compras à vista - Com a utilização do limite de crédito o cliente poderá efetuar compras à vista para pagamento em até 30 dias, sem qualquer acréscimo.

Compras a Prazo - também com a utilização do limite de crédito, o cliente poderá efetuar compras a prazo para pagamento num determinado número de prestações mensais de igual valor, segundo a taxa de juros vigente no momento da realização das compra.

Quais os encargos financeiros?

O BANPARÁCARD contará com encargos financeiros competitivos, significativamente melhores do que os cartões de crédito do mercado, e serão definidos pelo Banco a cada momento de uso, amplamente divulgados aos clientes nos diversos canais de atendimento disponíveis.

MULTICRED BANPARÁ

É um limite de crédito rotativo, destinado a Funcionários Públicos Estaduais que recebem seus vencimentos através de conta corrente no BANPARÁ.

Forma de pagamento:

Tarifa de contratação: 2,0% sobre o limite de crédito.

Juros: 5,49% ao mês.

Comissão de Reserva de Crédito è 0,15% debitados mensalmente sobre o valor do limite.

IOF: 0,0041% ao dia sobre o valor e a quantidade de dias utilizados, debitados no 1º dia útil do mês subseqüente.

Critérios para concessão:

Ser funcionário efetivo do Governo Estadual.

Renda líquida igual ou superior a R$100,00.

Liberação:

Após verificação de débitos existentes e liquidação dos mesmos, se houver.

Vantagens e Facilidades:

Taxa de juros reduzida: 5,49% ao mês;

Saques nos caixas eletrônicos do BANPARÁ com rapidez e praticidade, sem burocracia.

CAPTAÇÃO DE POUPANÇA

A Poupança é uma das mais tradicionais e populares opções de investimento. Com características marcantes como a segurança, a exigência de baixo valor inicial e a facilidade de investir. A poupança é uma das aplicações financeiras mais conhecidas no Brasil por ser a mais garantida pelo governo federal, sendo uma boa alternativa para clientes conservadores.

É um investimento de pouco risco e por isso o retorno também é muito pequeno Os valores depositados em Poupança são atualizados com base na Taxa Referencial (TR) do dia do depósito, acrescido de juros de 0,5% ao mês. Sobre a rentabilidade da poupança não é preciso pagar o imposto de renda e a CPMF é devolvida caso a aplicação fique depositada por mais de três meses. A liquidez é de 30 dias – isto quer dizer que se você sacar seu dinheiro antes dos 30 dias você perderá a remuneração.

CONTROLE DO CAIXA

É o controle de entra e saida diaria de títulos, depósitos, convênios, pagamentos de duplicatas, entre outros, ou seja, é toda a movimentação do caixa, através do crédito e débito diários.


IV – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

O Estágio Supervisionado me proporcionou a aquisição de experiência profissional e aplicação dos conceitos e teorias adquiridos no Curso de Bacharelado em Ciência Contábeis, aumentando os meus conhecimentos teóricos e práticos.

O aprendizado e obtenção de informações novas com o que a contabilidade busca interagir foram essenciais para o sucesso e o êxito desta experiência.

Enfim, todo esse período foi de grande valia e relevância no que se refere aos conhecimentos contabeis adquiridos, proporcionando assim uma visão diferenciada da contabilidades aplicada à realidade e como base para o crescimento profissional.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 6ª ed. – São Paulo: Atlas, 2005.

BANCO DO ESTADO DO PARÁ. Disponível em www.banparanet.com.br. Acesso em: 20 de abril de 2006.

FORTUNA, Educardo. Mercado financeiro: produtos e serviços. 15ª ed. – Rio de Janeiro: Qualitymark Ed. , 2002.

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