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Método Hipotético Dedutivo

Autor:
Instituição: UNIC
Tema: Direito

O MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO

CUIABÁ - 2002

O tema desenvolvido é uma idéia da comprovação de hipóteses adquiridas em conseqüências de duvidas e inexperiências do homem.


AGRADECIMENTO

A Deus, pelas incontáveis bênçãos derramadas em nossa vida.

A nossa orientadora e amiga Neuza Jevinski, pela dedicação, colaboração e paciência de guiar-nos pela vida acadêmica.

 

DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho aos colegas que caminham conosco na luta acadêmica, porque adquirir conhecimentos é necessário garra e força de vontade.


INTRODUÇÃO

Através de objetivos e de novas descobertas aplicamos a utilização de um método. É através deste que qualificamos uma idéia, ou seja compreendemos e processamos as respostas das dúvidas adquiridas.

O método hipotético dedutivo cria o seu conhecimento através de hipóteses formuladas, deduzindo as conseqüências, descobrindo suas causas e provando as implicações.

A descoberta, a observação do fato ou do fenômeno como o ponto de partida para o desencadeamento da investigação e para o surgimento das hipóteses que seriam posteriormente testadas e generalizadas, identificava fatos a serem investigados e não problemas. A ciência atual reconhece que não há regras para o contexto de descoberta, assim como não há para a arte. A atividade do cientista se assemelha às do artista. Para a ciência positivista o sujeito assume uma postura neutra e imóvel, ante o processo de descoberta, para a ciência contemporânea, o sujeito é fundamental na construção de uma teoria.

O método Hipotético-dedutivo inventa a teoria, este último não valoriza tanto, e nem coloca em primeiro plano a OBSERVAÇÃO, a EXPERIMENTAÇÃO e a QUANTIFICAÇÃO: não despreza esses procedimentos, mas antecipa uma hipótese, para depois se utilizar desses procedimentos objetivos, de modo que a subjetividade do cientista deve preceder a objetividade do problema a ser investigado, formula hipóteses de antemão - que serão submetidas a testes de falsabilidade, de acordo com a proposta de Popper - para posteriormente encontrar uma resposta, para o problema que precisa de solução.


O QUE É MÉTODO ?

O método é o caminho estratégico na busca de soluções para os problemas da pesquisa. Ou seja, um treinamento para a carreira científica.

É a capacitação técnica para exercício inovador de atividades junto à iniciativa privada.

Pode ser designado, também, a preparação de mão-de-obra qualificada para atividades acadêmicas junto a universidades.

O método contribui para a inovação e o fortalecimento de linhas emergentes.

Popper, um cientista, perante a Indução e o Método Científico concluiu: "O avanço da ciência não se deve ao fato de se acumularem ao longo do tempo mais e mais experiências". "Ele avança, antes, rumo a um objetivo remoto e, no entanto, atingível, o de sempre descobrir problemas novos, mais profundos e mais gerais e de sujeitar suas respostas, sempre a testes provisórios, a testes sempre renovados e sempre mais rigorosos" (1975a:307-308).(Lakatos, Eva M. e Marconi, Marina A., "Metodologia Científica", Editora Atlas S.A., São Paulo SP. 1991, p.65)

Para sua utilização ser eficaz, deve-se manter algumas atitudes básicas para a pesquisa científica. São elas:


E O QUE É PESQUISA CIENTÍFICA ?

É a atividade humana cujo propósito é descobrir respostas a questões propostas. Sua finalidade é tentar conhecer e explicar os fenômenos que ocorrem no universo percebido pelo homem. E Não é a acumulação de fatos (dados), mas sua compreensão, o que se obtém através da formulação precisa de hipóteses.

Também, busca compreender a forma como se processam os fenômenos observáveis, descrevendo sua estrutura e funcionamento.

Suas características são:

1. Investigação formal

2. Observância de critérios


AS FASES DA PESQUISA SÃO:

1. Preparação

2. Aquisição de dados

3. Processamento e análise dos dados

4. Interpretação e explicação reconstrutiva dos fenômenos pesquisados

5. Preparação de relatório - comunicação dos resultados



QUAIS OS MÉTODOS ESPECÍFICOS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS ?

MÉTODO INDUTIVO

Processo mental pelo qual, partindo-se de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas

MÉTODO DEDUTIVO

As conclusões são obtidas a partir de argumentos iniciais gerais e verdadeiros. Parte-se do geral para o particular.

MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO

O presente trabalho pretende apresentar o conceito e as características do método hipotético-dedutivo.


O MÉTODO HIPOTÉTICO DEDUTIVO E SUAS CARACTERISTICAS

Ele se inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos, a cerca da qual formula hipóteses.

No método hipotético-dedutivo, o cientista, através de uma combinação de observação cuidadosa, hábeis antecipações e intuição científica, alcança um conjunto de postulados que governam os fenômenos pelos quais está interessado; daí deduzindo as conseqüências observáveis; e verificando essas conseqüências por meio de experimentação, refutando ou substituindo os postulados, quando necessário, por outros e assim prosseguindo. Este método goza de notável aceitação, sobretudo nas ciências naturais. Nos círculos neopositivistas chega mesmo a ser considerado como o único método rigorosamente lógico. Mas sua aplicação às ciências sociais apresenta sérias limitações, devido a sua ligação à experimentação. Ainda assim, muitos autores o consideram suficiente para a construção de modelo lógicos de investigação em ciências sociais.

Segundo Einstein, o grande mistério para o homem de ciência, era que o universo fosse compreensível. Assim sendo, verifica-se que tudo pode ser explicado, devendo-se a procura dessa explicação ao cientista que, ao fazê-lo, vai lançar-se na aventura do conhecimento fazendo recuar cada vez mais as fronteiras do desconhecido.

Albert Einstein

Como já se disse anteriormente, a convicção de que o universo é compreensível, estimula o cientista para o tornar compreensível. Este fato implica que consigamos explicar fenômenos, ou seja, descobrir a sua causa.

Supõe-se que a natureza é um sistema ou totalidade aberta, inteligível que, mediante leis e teorias cientificas, vai sendo reconstituído pela ciência.

No entanto, embora tal feito seja possível, é totalmente necessário salientar o conjunto de processos (método) a que o cientista obedece, de modo a descobrir a explicação de problemas, constituindo assim o conhecimento cientifico.

Como se sabe, existe uma grande diversidade de ciências pelo que, dada a diferente natureza dos objetos de estudo, existem necessariamente vários métodos.

Um dos métodos com mais prestígio, é o método hipotético-dedutivo do qual iremos falar seguidamente.

O método hipotético-dedutivo pode ser comparado analogamente com o procedimento dos detetives policiais, embora com algumas diferenças dada a diferente natureza dos problemas científicos.

Assim sendo, a partir da seguinte situação:

Um indivíduo foi brutalmente assassinado na sua casa. As únicas pistas para a resolução deste crime, foram alguns objetos e evidencias que se encontravam no local do crime: dois copos de champanhe, um jarro de vidro estilhaçado, marcas do sangue da vítima, na casa de banho e uma chave de automóvel, ao pé da porta de saída para as escadas do prédio.

Após uma rigorosa e cuidadosa investigação, verificou-se que a única prova válida era a chave que não pertencia nem à vitima nem a nenhuma pessoa com quem tivesse um relacionamento mais freqüente.

Para se orientar e introduzir um pouco de racionalidade numa situação tão complexa, o detetive formula a seguinte hipótese:

" A chave encontrada é a do carro do assassino"

Deduzidas, isto é, podemos delas inferir outras hipóteses:

Testar a hipótese, submetê-la a prova, significará examinar se as implicações ou conseqüências que dela deduzimos são verdadeiras.

Suponhamos que o detetive encontra um Ford Focus (último-modelo) estacionado no parque perto da casa da vítima e que a chave que encontrou é a do carro. Tal descoberta pode tornar de certo modo credível a hipótese mas não constitui uma prova da sua verdade.

Suponhamos, por outro lado, que o assassino se entrega à policia e que o único carro que possui ou conduz é um Fiat Uno. Tal fato invalidaria a hipótese porque negaria uma das implicações deduzidas da hipótese de que a chave encontrada na casa é a do carro do assassino. Que implicação era essa? A de que o assassino conduziria um Ford Focus (último-modelo).

Para que se provasse que a hipótese era verdadeira, o carro ao qual a chave encontrada na casa se adapta teria de ser o do assassino e o seu proprietário teria de confessar o crime.

Esta breve história revela de modo simples os quatro momentos fundamentais do método hipotético-dedutivo. São eles:

1- Ocorrência de um problema.

2- Formulação de uma hipótese.

3- Dedução de conseqüências ou implicações a partir da hipótese formulada.

4- Comprovação ou teste das implicações (que pode confirmar ou infirmar a hipótese).

Momentos do método hipotético-dedutivo

A- A ocorrência de fatos problemáticos

Sendo a partir da observação que se toma consciência do problema a resolver, é usual dizer-se que a observação é o primeiro momento do método científico. Contudo para acentuar o caráter ativo do momento inicial do método científico, torna-se adequado substituir o termo vago "observação" por "ocorrência de fatos problemáticos" já que, a procura do saber começa com a emergência ou surgimento de um problema e não com a captação de fatos puros e simples.

O que interessa ao cientista é sobretudo a descoberta de "fatos polêmicos", ou seja, de fatos que coloquem em causa as teorias, científicas ou não, estabelecidas e as expectativas baseadas nessas teorias. Assim sendo, um fato torna-se "polêmico" quando revela as fragilidades de uma teoria, ou seja, quando a contradiz pondo em causa a sua capacidade explicativa.

Dado que estes fatos não se coadunam com as teorias admitidas, podem desencadear a descoberta de novas e melhores teorias contribuindo assim para o avanço da ciência.

É então de salientar que a observação científica não é feita ao acaso. Os fatos não são objeto de uma certa medida, o cientista procura fatos polêmicos, fatos em contradição com as teorias existentes, dada que estas não devem ser nunca declaradas verdades absolutas e imutáveis. Há uma intenção que dirige o seu olhar (através de instrumentos ou simplesmente apenas a partir dos sentidos), ele tende para alguma coisa.

B- A formulação da hipótese.

O termo "hipótese" vem de hypó (debaixo de, sob) e thésis (proposição). Hipótese, é então, o que está sob a tese, o que está suposto. Seguindo a terminologia, uma hipótese será um enunciado que se propõem como base para explicar porque ou como se produz um fenômeno ou um conjunto de fenômenos interligados.

Aquilo que permite resolver e explicar os fatos problemáticos, não constituí algo que se oferece instantaneamente ao observador como se fosse um dado empírico evidente. Assim, esta causa que permite explicar tais fatos, está oculta, sendo necessário imaginá-la, ou seja, supô-la.

Pode dizer-se então que, estando consciente da interrogação que os fatos suscitam, o cientista apresenta uma explicação provisória e temporária, a hipótese. Esta, enquanto resposta e solução antecipada que vai ser submetida a teste, é como que o eixo em torno do qual gira a investigação científica.

Como se pode formular uma hipótese:

Ao contrário do que os filósofos empiristas pensavam, hoje pensa-se que o papel da experiência na formação das hipóteses não tem tanta relevância; considerando-se que não há um procedimento que goze de privilégios especiais no que toca à formação das hipóteses.

Contudo, isso não impede que a indução esteja na base da formação de muitas hipóteses, pois a partir de uma amostra poderá conclui-se algo acerca de um caso não incluído na amostra, ou seja, poderá ocorrer uma transição de informação de um caso recolhido para um conjunto mais geral/mais amplo; assim, a partir da observação dos dados empíricos disponíveis pode-se inventar uma hipótese que explique não só os casos observados mas todos os da mesma espécie.

Assim, Galileu, por exemplo, supôs que todos os corpos caem ao mesmo tempo independentemente do peso, generalizando a partir de casos diferentes e particulares.

Quando os dados empíricos de que os cientistas dispõem não estão claramente organizados de modo a chegar a uma hipótese, revela-se o gênio imaginativo do cientista de forma ainda mais intensa. Assim, Niels Bohr, por exemplo, imaginou a hipótese da estrutura do átomo mediante uma analogia com o sistema planetário.

Em conclusão, pode dizer-se que há diversos contextos e situações que estão na base do surgimento de hipóteses. Em qualquer dos casos ela é elaborada pela inteligência e criatividade do cientista.

C- Dedução e conseqüências a partir da hipótese

Começando por ser uma explicação que se inventa, a hipótese passa a ser a explicação que se testa. Em termos gerais, o momento experimental é antecipado por um momento dedutivo.

Isto quer dizer que, uma vez estabelecida provisoriamente a hipótese, o passo imediatamente seguinte consiste em deduzir dela determinadas conseqüências.

Por exemplo, uma das conseqüências da hipótese da teoria da relatividade de Einstein era o desvio da luz num campo gravitacional. Essa conseqüência foi confirmada em 1905, por ocasião de um eclipse.

Este momento do método tem a sua razão de ser no fato de, na maioria dos casos, a hipótese, dada a sua generalidade, não poder ser confrontada diretamente com a experiência.

Deduzem-se então determinadas conseqüências da hipótese, ou seja, esta torna-se mais específica. Ao que se deduz da hipótese dá-se o nome de enunciados observacionais ou empíricos, vão ser testados pela experiência. A aprovação da hipótese depende da passagem das implicações dela deduzidas no teste da experiência.

Exemplo: A hipótese da pressão atmosférica formulada por Torricelli e testada por Pascal e F. Perier

Hipótese: A causa de a água não subir para além dos 10,33 metros nas bombas vazias e de o mercúrio no tubo não ascender além de 76 cm deve ser a força da pressão atmosférica.

Enunciado observacional empírico: Supondo que é a pressão atmosférica a explicar esses fatos então a altura da coluna de mercúrio num barômetro diminuí à medida que for aumentando a altitude.

D- Confrontação das conseqüências deduzidas com a realidade: A experimentação

Deduzidas da hipótese determinadas conseqüências faz-se a sua contratação experimental.

Quando no teste experimental não se cumprem as conseqüências da hipótese, esta é rejeitada.

Eventualmente o cientista formulará uma obra. Caso essas conseqüências se vejam confirmadas, a hipótese será aprovada, significando isto que o cientista irá basear o seu trabalho nela.

A finalidade primordial será a formulação de leis (de enunciados que descrevem relações necessárias entre os fenômenos) e de teorias que as integram.

Exemplo: Deduzida a conseqüência anteriormente indicada (que tinha como suposição implícita que a pressão atmosférica diminui com a altitude) Perier utilizou dois barômetros. Deixou um no mosteiro que ficava no sopé do Puy de Dôme, uma das mais altas montanhas de França. Um monge ficaria a observar o comportamento do mercúrio no barômetro. Levando consigo outro barômetro, Perier verificou que, à medida que ia subindo a caminho do alto, o nível do mercúrio no tubo ia descendo. No outro barômetro a altura da coluna da mercúrio não tinhas registado qualquer oscilação.

Foi assim confirmado o que se deduziu da hipótese e o princípio de que a natureza tinha horror ao vazio refutado, sendo o vazio explicado como o resultado de uma diminuição da pressão da atmosfera.


CONCLUSÃO

Enfim que, muitos doutores da ciência, se arrogam o direito de arregimentar elementos da metodologia positivista, a fim de revestir suas teorias e "descobertas" absurdas com o manto do cientificismo, pretendiam e pretendem dar a palavra final sobre os destinos humanos.

Na sociedade moderna atual, aquele que se insurge contra o dogmatismo acadêmico, não raro, é acusado de fanatismo, anticientificismo, leigo, possuidor de "senso comum" e de outras coisas mais.

Nunca deve ser demasiado consultar a história da ciência para notar que as verdades revolucionárias sempre encontraram dificuldades para se estabelecer como tais, devido a preconceitos sociais, religiosos e científicos. Hoje sabemos que muito daquilo que julgamos científico, nasceu, não raro, no berço da fantasia, da ficção científica e das crenças metafísicas e religiosas dos cientistas. Que tais fatos nos sirvam de exemplo para vencer o dogmatismo e os preconceitos científicos ora vigentes nos domínios da cátedra positivista.


BIBLIOGRAFIA

Internet

http://WWW.ITDI.INPE.BR/DSR/EPIPHANIO/CURSO/METCIEN.HTML

http://WWW.POLMI.SP.GOV.BR/UNIDADES/ESAEP/DOCUMENTOS.RESUMOAQUINO.HTML

http:/WWW.OFERBUS.COM/CANCIAN/CIENCIA_METODO_CIENTIFICO.HTML

http://7MARES.TERRAVISTA.PT/CAPUNHADA/FILOSOFIA

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