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Resenha O homem que fazia chover

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Resenha.
O Homem que fazia chover.

Direção: Ford Coppola.
Produção: Steve Reuther.
Roteiro: Francis Ford Coppola, baseado em livro de John Grisham.

O filme "O homem que fazia chover", retrata a história de um jovem recém formado em Direito e idealista, chamado Rudy Baylor, que depois de muitas dificuldades para se formar, sai à procura de seu primeiro emprego, e a única oportunidade a priori é trabalhar em uma firma de má reputação em Memphis. Seu chefe, um sujeito corrompido, conhecido como "Valentão", lhe dá a oportunidade mediante parceria com um advogado, Deck Shifflet, que não consegue passar no exame da Ordem para adquirir sua habilitação para advogar.
O jovem Rudy Baylor começa advogar em dois casos: um testamento de uma velhinha, Miss Birdie, que aluga um quarto para Rudy, e seu principal caso que vai defender um rapaz, chamado Donny Black, com leucemia que processa a seguradora  Great Benefit- que se recusou a pagar a cirurgia de transplante de medula óssea, que poderia salvá-lo. Nesse conflito Rudy se envolve com uma jovem casada, Kelly Riker, cujo marido a espanca.
O filme mostra a luta do jovem advogado no início de carreira tentando ascender profissionalmente, mas se depara com um lado sujo da profissão. Rudy Baylor e seu parceiro começam a suspeitar das ilegalidades do escritório de advocacia em que trabalham, e decidem abrir uma sociedade dando prosseguimento ao caso do seu cliente contra Companhia de Seguros, o qual trava uma árdua batalha para reunir provas, e provar as possíveis fraudes e a falta de idoneidade da poderosa seguradora. Nesse ínterim, infelizmente o rapaz vem a falecer, deixando o jovem advogado lastimoso e com mais sede de justiça.
Após a incessante batalha nos tribunais, Rudy consegue persuadi a bancada de júri, obtendo ganho da causa e tornando-o famoso pelo brilhante desempenho no caso, levando a seguradora a falência. Entretanto, Rudy se desilude com a profissão, e resolve dar um tempo para por em ordem suas idéias e pensar se realmente quer dar prosseguimento a arte de advogar.
O autor demonstra com clareza as duas faces da profissão, sem discriminar categoricamente o bom do mal profissional, e que para começar uma carreira é preciso ser persistente e perspicaz, para não seguir um caminho retrogrado, cabendo a cada profissional desempenhar sua função conforme sua índole.
O filme enfoca o quanto esta profissão é importante quando exercida honestamente e quanto ela pode prejudicar quando é exercida desonestamente, sem, é claro, colocar ninguém como "o perfeito" e mostrando sempre o que rola de verdade na Justiça e como é na pratica a lei do Direito. Ao desenrolar da trama vão se abrindo criticas certeiras à hipocrisia e mesquinhez do sistema jurídico, marginalizando a sociedade que muitas vezes desconhece seus diretos. O jovem advogado, Rudy Baylor, apesar de inexperiente na profissão conseguiu nos transmitir a essência do filme, embasado nos princípios que regem o Direito, como principio da legalidade, impessoabilidade e utilizando da ética para advogar, o que não era o caso dos advogados de defesa da seguradora. O filme mostra claramente o dia-a-dia que um advogado, enfrentando os obstáculos para exercer sua profissão, sem deixar corromper, mostrando que existe "advogados" e "advogados", que além do conhecimento teórico, é preciso ter habilidade e vocação, e mais do que isso, ter caráter.
O filme nos transportou a realidade do universo jurídico, fazendo-nos refletir e questionar acerca do exercício da advocacia.

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