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Escassez de Recursos

Autor:
Instituição: UNIB
Tema: Escassez

ESCASSEZ


Em todas as sociedades os recursos humanos e patrimoniais são sempre escassos para atender as crescentes exigências de consumo e bem-estar. Em contrapartida, enquanto a escassez dos recursos produtivos constitui uma limitação, a produção de bens de serviço, parece não haver limites para as necessidades e desejos humanos. A sociedade tem que optar pela melhor canalização dos recursos para os diversos setores produtivos e ainda decidir com deverá ser organizada a atividade econômica.


Escassez de Recursos.

Segundo Meyers, ele acentua que se fosse possível dar a cada individuo uma lâmpada de Aladim, todos os problemas que se ocupam os economistas seriam resolvidos imediatamente, todos teriam os bens que desejassem não haveria mais necessidade de coordenação, divisão ou procura de maior eficiência para o trabalho humano.

Os problemas decorrentes da produção em massa, as lutas de classes, os conflitos entre os grupos sociais não fariam mais sentido, deixariam de existir.Como a economia é a ciência que estuda a melhor forma de administrar os escassos recursos disponíveis para a satisfação das necessidades humanas, ela deixaria de existir segundo Meyers.

Porem a realidade é bem outra, apenas o ar é um bem livre, até a água nas sociedades modernas, transformou-se em bem econômico.

O Velho Testamento já dizia sobre a escassez, ele fala o seguinte: "comeras o pão com o suor do seu rosto", assim podemos dizer que a escassez é a mais severa das leis milenares.

À medida que os recursos produtivos se expandem e se aperfeiçoam, os desejos e as necessidades humanas crescem mais que proporcionalmente.


As necessidades ilimitadas:

Um observador não suficientemente atento poderia inclinar-se a considerar que nas modernas economias, com a definitiva incorporação da ciência e da tecnologia ao aparelhamento produtivo a lei milenar do Velho Testamento da escassez já estaria superada, porem não podemos perder de vista dois fatores: O primeiro, são as necessidades primarias, de natureza biofisiológica, renovam-se a cada dia e exigem um continuo suprimento dos bens primários. O segundo trata-se de nas modernas economias de tecnologia avançada, embora as necessidades primarias, se encontrem perfeitamente atendidas, o problema de escassez torna-se talvez mais grave que nas economias primitivas.

À medida que todos esses bens vão alcançando elevado nível de produção e massa, de tel forma que o volume de sua oferta possa atender satisfatoriamente a sua procura, a saturação do mercado será compensada pela criação de outros bens, perpetuando-se assim o problema das necessidades insatisfeitas. Charles Gide já dizia, civilizar um povo, nada mais é do que despertá-lo para as necessidades novas, por isso que em nenhuma época da Historia conseguiu-se satisfazer plenamente as necessidades sociais.Conduzidas pelo despertar de novos desejos, as necessidades materiais parecem ilimitadas, ontem coisas superfulas são hoje imprescindíveis.


Recursos X Necessidades.

Enquanto os desejos materiais do homem parecem insaciáveis, os recursos para atende-los permanecem escassos, com isso seu emprego deve ser racional e as sociedades enfrentam, inicialmente, o problema de administra-lo bem.

Durante o processamento da produção, as sociedades enfrentaram além dos problemas de eliminação do desemprego e do subemprego. Somam-se assim, ao problema da plena utilização dos recursos os de sua correta combinação e os decorrentes das diversas opções que envolvem o seu emprego. Não é sem razão que os economistas de hoje preferem definir a economia como "a ciência da escassez, ou seja, a ciência que deve cuidar da eficiência da administração dos escassos recursos disponíveis tendo em vista a satisfação dos ilimitados desejos da sociedade".


As Alternativas de Produção e o Pleno Emprego dos Recursos.

A eficiência máxima e o pleno emprego são alcançados quando se mobilizam todas as possibilidades de produção da economia; e a escolha das melhores alternativas depende das opções sociais ou políticas feitas pela própria sociedade ou pelos seus governantes, isso implica que como regra geral, o aumento de produção dedada classe de bens, fará com que haja uma redução em outra classe.

Assim com a reunião e combinação dos recursos essenciais (terra, trabalho, capital, tecnologia e capacidade empresarial) de forma correta, a sociedade poderá ser atendida mais adequadamente aos desejos e as necessidades de coletividade.


As Curvas das Possibilidades de Produção.

Os problemas da plena utilização dos recursos produtivos e os das opções, poderão ser ainda mais bem entendidos usando a curva das possibilidades de produção. A curva das possibilidades, nada mais é do que o ponto de equilíbrio de mercado, onde podem aparecer quatro pontos de variáveis, que podem ser relacionadas com a produção em massa.

Aparecem então os seguintes pontos: 0 significa o pleno desemprego, situação impraticável, pois pelo menos um mínimo de produção é necessário para a subsistência.Q capacidade ociosa.P pleno emprego dos recursos disponíveis.R nível impossível, a não ser que os recursos se expandam.

O deslocamento da curva de mercado pode atender duas expectativas, a primeira seria: Deslocamento Positivo – decorre da expansão ou melhoria dos recursos disponíveis, é o que ocorre em situações normais. Mas temos também o Deslocamento Negativo – decorrente da diminuição ou desqualificação dos recursos disponíveis, geralmente resulta de situações anormais. Encerrando as considerações sobre a curva de mercado, podemos dizer que uma das diferenças fundamentais entre as economias centrais e as periféricas-dependentes se encontra exatamente nas taxas com que se expandem suas fronteiras de produção.


Causa dos Deslocamentos Das Curvas de Possibilidades de Produção

Abordando as causas dos deslocamentos das curvas de Possibilidade de Produção, podemos trabalhar com 2 hipóteses. A primeira hipótese trata-se de uma economia que destina pequena parcela de seus recursos existentes ao processo de acumulação, sendo que seu ponto de vista é obter maior produção de bens de consumo no presente, não se preocupando em acumular recursos para o futuro. Já a segunda hipótese tende por sacrificar o consumo corrente, já que é destinado à acumulação uma parcela maior do que suas possibilidades.


Os Rendimentos Decrescentes e Os Custos Sociais Crescentes

Para a introdução dos estudos sobre Economia, existem duas leis de extrema importância :


Problemas Básicos da Atualidade : Algumas Aplicações

Analisando profundamente o conflito entre a escassez de recursos e a limitação das necessidades, é necessário estudarmos problemas econômicos da atualidade, problemas esses que envolvem dilemas de escolha, sendo eles :

Abordando mais a fundo cada um dos dilemas, o primeiro dilema que trata-se do bem estar e da segurança está diretamente ligado ao desenvolvimento econômico. Entre o período de 1964 a 1984, no Brasil, os governos militares focavam à doutrina da Escola Superior de Guerra, sendo que o desenvolvimento e a segurança é um processo de desenvolvimento , seja econômico, seja social. Já de outro lado, o desenvolvimento econômico e social pressupondo segurança e estabilidade das instituições.

Porém é durante a guerra que esse dilema obtém uma força ainda maior, e esse fato deve-se à escassez de recursos, que piorava com a destruição da capacidade instalada e com as exigências crescentes do esforço de mobilização.

Caso ocorra de um país entrar em guerra, se ele dispõe de capacidade ociosa mobilizável pela indústria militar, não ocasionará em prejuízo para a produção civil. Isso deve-se ao fato de que a expansão da produção armamentista possibilitar-se operar através do aproveitamento dos fatores que não estão sendo empregados em regime de eficiência. Analisando por outro lado, se a economia estiver operando sobre suas fronteiras de produção, a expansão da indústria militar só não passará por dificuldades das indústrias civis, caso as fronteiras de produção deslocarem-se positivamente. Caso contrário, se isso não ocorrer, o crescimento da produção armamentista corresponderá a uma inevitável redução da produção civil.

Foi notado que o fato descrito acima ocorreu nos Estados Unidos durante as duas grandes Guerras.

Dando início a análise, tomamos 1914 como data-base e igualando a 100 os índices das produções civil e militar naquele ano.

Em 1916, preparando-se a nação para dar início ao conflito, a produção civil cresceu menos que no ano anterior. Já no ano de 1917, o índice da produção militar expandiu-se de 133 para 1370, e a produção civil foi sacrificada, reduzindo-se de 114 para 110. Já no auge do esforço militar, em 1918, os Estados Unidos sacrificaram novamente a produção civil, que se reduziu de 110 para 89, possibilitando assim um notável aumento na produção militar, que cresceu de 1370 para 3230.

Na Segunda Grande Guerra Mundial, o fenômeno se repetiu. Em 1941, quando os Estados Unidos declararam guerra à Alemanha, Itália e Japão, foi notado uma considerável expansão da produção militar . Em 1942, e em 1943, os índices de produção militar alcançaram 3270 e 5600, já o da produção civil foi reduzido para 99 e 93.

As reduções observadas na produção civil, tanto na Segunda, como na Primeira Grande Guerra, deve-se ao fato da grande expansão da produção bélica.

Agora abordando o segundo dilema, que como dito anteriormente ocorre entre o consumo e o investimento, dilema esse que é gravemente acentuado nos países subdesenvolvidos.

A vida moderna tende cada vez mais os esforço promocional das multinacionais, das economias maduras para as economias com níveis mais reduzidos de desenvolvimento, o que resulta em dificuldades da troca do bem – estar futuro pelas possibilidades cada vez menores do presente, ou seja , o dilema do investimento e do consumo.

Esse dilema acaba gerando um problema de política econômica de difícil solução.

Principalmente em situações de extrema dificuldade, onde encontramos um alto grau de pobreza , não encontramos desenvolvimento já que não temos investimento, e isso é um algo que parece não ter fim, visto que não há investimento porque é baixo o nível de poupança, sendo que essa é baixa porque os níveis de PNB per capita nem conseguem satisfazer as necessidades vitais de consumo. Esse círculo vicioso resulta em uma quadro lamentável conhecido como miséria.


Conclusão:

Podemos então afirmar de acordo com o entendimento dos textos até aqui abordados, que a economia é a ciência que cuida da melhor administração dos escassos, pois aliada aos fatores de produção (terra, trabalho, capital, tecnologia e capacidade empresarial) tenta equilibrar os meios de produção para que os bens de consumo passem a atender melhor a sociedade.

Em termos econômicos, a escassez surge do pressuposto de que as necessidades humanas são infinitas, ao passo que os bens ou meios de satisfaze-las são sempre finitos.De acordo com as teorias econômicas neoclássicas o homem pode produzir o suficiente de qualquer bem econômico para satisfazer completamente determinada necessidade, mas jamais poderá produzir o suficiente de todos os bens para atender simultaneamente a todas as necessidades.

De acordo com essa definição, as ciências econômicas serviriam exatamente, para gerir a escassez. Por outro lado, os bens econômicos são escassos porque normalmente se dispõe apenas de quantidades limitadas de recursos produtivos necessários para criar os bens em questão, recursos estes que compreendem basicamente o trabalho, terra, capital, tecnologia e capacidade empresarial. Mas o total dos bens econômicos que se podem produzir com tais recursos é bastante influenciado, pela técnica e pelo grau de especialização, isso sem falar das complexas determinantes políticas que freqüentemente afetam a produção e a distribuição dos bens.

Assim, os economistas estudam também os processos produtivos pelos quais a escassez pode ser reduzida, empregando de forma mais eficiente os recursos disponíveis, agilizando as formas de produção e distribuição dos bens em questão.

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