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Budismo

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Tema: Religião

O BUDISMO


INTRODUÇÃO

Atualmente observa-se um curioso fato no cenário religioso brasileiro: o aumento dos praticantes do budismo. O país já conta com alguns mosteiros budistas. Os praticantes do budismo no Brasil já são 245.800 (Censo 2000, IBGE).

De fato, é grande a propaganda em torno do budismo. Isso, não apenas no Brasil, mas na verdade, em todo o mundo ocidental. Nas décadas de 1960 e 1970 por exemplo, no auge do movimento hippie, fez muito sucesso o livro Sidarta, do alemão Hermann Hesse, cuja narrativa se passa na Ïndia do sexto século antes de Cristo. O Livro conta a busca espiritual de um jovem chamado Sidarta, que viveu na mesma época daquele que mais tarde seria conhecido com Buda, o "Iluminado". Ainda na década de 1970 o seriado de televisão Kung Fu, e na década de 1980 os filmes da série Karate Kid fizeram uma apologia, isto é, uma defesa do budismo. Nos últimos anos o Dalai Lama, o famoso líder espiritual tibetano, tem se tornado um autêntico pop star. Quando o Dalai Lama esteve no Brasil, auditórios ficaram lotados, cheios de pessoas ávidas para ouvir seus ensinamentos.

Em nível mais popular, é costumeiro encontarar em casas, escritórios, restaurantes e estabelecimentos comerciais, uma estátua de Buda, apresentado como um homem com feições orientais, muito gordo, em posição de meditação. Acredita-se que isso dá sorte...

O budismo é um desafio ao Cristianismo, quanto à missão da igreja.


I - DEFINIÇÃO

Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si.


II - BREVE HISTÓRICO DO BUDISMO

O budismo teve início na Índia, cerca de quinhentos anos antes do nascimento de Cristo. O povo da época ficara desiludido ante certas crenças do hinduísmo, incluindo o sistema de castas, que se tornara extremamente complexo. O número de párias (aqueles que não pertenciam a qualquer casta em particular) crescia cada vez mais. Além disso, a crença hindu em um interminável ciclo de nascimento, mortes e renascimentos era visto com temor. Daí o povo volta-se para certa variedade de crenças, incluindo a adoração aos animais, a fim de tentar satisfação para esse vácuo espiritual. Surgiram muitas seitas diferentes do hinduísmo, e a mais bem sucedida foi o budismo, que nega a autoridade dos Vedas (livro sagrado mais antigo da humanidade, com leis fundamentais, que regia não apenas o destino dos homens, mas também a sociedade e para os hindus até o universo, a partir do segundo milênio a .C. , quando as tribos arianas do Irã, chegaram até a Índia).

1. A história de Buda

a) O Seu Nascimento

Buda, nasceu cerca de 560 a.C. num povoado chamado de Lumbini, em um clã de nobres e viveu nas montanhas do Himalaia, na parte noroeste da Índia (entre Índia e Nepal).

A Mãe de Siddharta, Maha Maya havia feito um voto de castidade. Em uma certa noite sonhou que um elefante entrava em seu útero. Dez mezes mais tarde, nos bosques de Lumbini, no dia da lua cheia de maio, dava à luz uma criança. Durante o nascimento, a terra tremeu, e estiveram presentes seres sobrenaturais; e Maya morreu sete dias mais tarde, porque aquela que deu à luz um Buda não pode vir posteriormente a servir para outra finalidade, pelo que foi criado pela irmã de sua mãe, Maha Pajapati Gotami, que também era a segunda esposa do rajá.

b) O Seu Nome

O Rei Shuddhodana e Maha Maya, pais de Buda escolheram para ele o nome de Siddharta, que significa "aquele que alcançou a sua finalidade". Mais tarde, tal como era costume entre as famílias indianas nobres, ele escolheu um segundo nome, Gautama, de um famoso professor hindu de quem era descendente. Buda, o nome pelo qual viria a ser conhecido, é na verdade um título honorífico que significa "o acordado", o "iluminado". Esse título ficou ligado ao seu nome, tal como o título de Cristo ficou para sempre ligado ao nome de Jesus.

c) Sua Criação

O jovem príncipe foi criado pela sua tia, em meio ao maior luxo e esplendor. Supostamente houve uma profecia, por ocasião do seu nascimento, feita por sábio, na corte de seu pai. Essa profecia dissera que a criança seria um grande rei se permanecesse em casa, mas se ele resolvesse sair de casa, tornar-se-ia um salvador da humanidade. Isso preocupava seu pai, pois este queria que seu filho o sucedesse. Assim, para mantê-lo em casa, seu pai cercava-o de riquezas e prazeres, impedindo-o que visse qualquer coisa dolorosa ou feia.

d) Seu Casamento

Siddhartha se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou-o de Rahula, mas continuava confinado ao palácio e seus prazeres.

e) O Grande Despertar

Um dia, porém, informou a seu pai que desejava ver o mundo. Essa excursão haveria de mudar para sempre a sua vida, pois foi durante a jornada que ele viu "as quatro cenas passageiras".

Embora seu pai tivesse ordenado que as ruas fossem limpas e decoradas, e que todas as pessoas idosas ou enfermas permanecessem, no interior de suas casa, houve aqueles que não receberam o recado. A primeira cena perturbadora que Siddhartha viu foi a de um idoso. E quando Siddhartha indagou o que havia acontecido a ele, foi-lhe dito que o homem tinha envelhecido, como todos teriam de envelhecer algum dia.

Mais adiante, encontrou-se com um enfermo, e foi informado de que todas as pessoas estão sujeitas a adoecer e sofrer dores, como aquele indivíduo.

Em seguida, viu um cortejo fúnebre, com cadáver a caminho da cremação, enquanto seguiam-no pessoas a chorar amargamente. Ao perguntar o que aquilo queria dizer, o príncipe foi informado de que aquela era a vereda da vida, pois, mais cedo ou mais tarde, príncipe ou paupérrimo, todos deveriam morrer.

A última cena que viu foi a de um monge que esmolava, pedindo comida. As feições tranqüilas do pedinte convenceram Siddhartha de que esse era o tipo de vida que serviria a ele. Imediatamente deixou o palácio e os seus familiares, em busca de iluminação. A noite em que ele partiu de casa, em busca de entendimento, ficou conhecida como a Grande Renúncia.

O ex-príncipe, agora mero esmoler, passava o seu tempo vagueando de um lugar para outro, em busca da sabedoria. Insatisfeito diante das doutrinas ensinadas nos escritos hindus. Experimentou o ascetismo, mas isso não lhe deu paz. O dia radioso de sua vida chegou quando estava a meditar debaixo de uma figueira.

Decidindo que a resposta devia ser encontrada na sua própria percepção, ele sentou-se para meditar debaixo de um pipal, ou fiqueira-dos-pagodes indiana. Resistindo a ataques e tentações do diabo Mara, ele continuou firme em sua meditação por quatro semanas (alguns dizem sete semanas) até que supostamente transcendeu todo conhecimento e entendimento e atingiu a iluminação.

Imerso em meditação, Siddhartha teria atingido o mais alto nível da consciência, conhecido como Nirvana. Corre que ele ficou por sete dias debaixo da figueira, após o que a figueira foi chamada de bodhi, ou seja, árvore da sabedoria. As verdades assim aprendidas, agora ele queria transmitir ao mundo, não mais como Siddhartha Gautama, e, sim, como Buda, "o iluminado".

Depois de sete dias sentado debaixo de uma figueira, diz ele ter conseguido a iluminação, a revelação das Quatro Verdades. Ao relatar sua experiência, seus cinco amigos o denominaram de Buda (iluminado, em sânscrito) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia. Todos aqueles que estavam desiludidos e decepcionados pela crença hindu, principalmente os da casta baixa, deram ouvido a esta nova doutrina. Como todos os outros fundadores religiosos, Buda foi deificado por alguns de seus discípulos, após sua morte com 80 anos.

f) A Morte de Buda

Por estar atrelado a remotos perídoso da antiguidade, é pela tradição que se observa a história da morte do Buda por volta dos oitenta anos de idade. É Parte do enredo deste "iluminado" que, em sua última peregrinação, deteve-se num bosque nos termos de Kusíngara, o atual Nepal. Ananda, seu principal discípulo, lhe preparou um modesto aposento entre as árvores para que repousasse, momento em que Sidharta teria pronunciado suas últimas palavras, que foram: "Eu vos exorto: todas as coisas perecem. Lutar sem tréguas".

Morto, o Buda, segundo a tradição, teria sido cremado e suas cinzas distribuídas pelo território, para serem guardadas como relíquias sagradas. Tem início, a partir daí, a veneração budista.

2. Expansão do Budismo

Um dos grandes generais hindus, Asoka, depois do ano 273 a.C., ficou tão impressionado com os ensinos de Buda, que enviou missionários pelo oriente, espalhando essa religião também na China, Afeganistão, Tibete, Nepal, Coréia, Japão e até a Síria. Essa facção do Budismo tornou-se popular e conhecida como Mahayana. A tradicional, ensinado na Índia, é chamado de Theravada.

O Budismo começou a ter menos predominância na Índia desde a invasão muçulmana no século XIII. Hoje, existem mais de 300 milhões de adeptos em todo o mundo, principalmente no Sri Lanka, Mianmá, Laos, Tailândia, Camboja, Tibete, Nepal, Japão e China. Ramifica-se em várias escolas, sendo as mais antigas o Budismo Tibetano e o Zen-Budismo. O maior templo budista se encontra na cidade de Rangoon, em Burma, o qual possui 3.500 imagens de Buda.

O budismo só penetraria no Ocidente a partir do século XIX, com o estudo das culturas da Índia e a publicação de O Mundo como vontade e idéia, do alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Também chegou à Europa e à América junto com imigrantes chineses e depois japoneses. Mas foi somente nos anos 30 do século XX, que algumas idéias budistas começariam a ter difusão ocidental. Nos anos 40 e 50, os livros sobre Zen escritos pelo inglês Alan W. Watts (1915-1973) influenciariam Jack Kerouac e Allen Ginsberg, gurus dos movimentos que iriam gerar nos anos 60, a contracultura e os hippies.

O Brasil tem hoje um número grande de budistas, reunidos em 160 diferentes grupos. A chegada do budismo se da sobre três fases a imigração de chineses, japoneses e coreanos. A conversão de intelectuais nos anos 60 e a expansão do budismo Tibetano ou Vajrayana.


III - AS PRINCIPAIS CORRENTES BUDISTAS

Há três ramificações principais do budismo e centenas de variações em muitos lugares do mundo, mas principalmente em países asiáticos. Estas três formas principais do Budismo são:

1. BUDISMO THEREVADA

Durante o chamado "Império Indiano", sob o domínio dos imperadores Asokas, o Budismo logrou espalhar-se rapidamente pela Índia e pela Ásia. Ao morrer o último dos Asokas, o Budismo dividiu-se em duas escolas, uma liberal e outra conservadora. Esta última recebeu o nome de "THEREVADA" (O caminho do Âncião), mas as vezes pode ser chamada também de "HYNAIANA" (O Veículo Menor). Esta escola estabeleceu-se nas interpretações de SARIPUTTA que também estava entre os primeiros discípulos do BUDA.

O BUDISMO THEREVADA enfatiza a vida monástica como um dos meios mais certos de se alcançar o Nirvana. Ele conquistou os povos da Birmânia, do Sri Lanka, do Camboja e da Tailândia. O Cânon do Tripitaka tornou-se na principal fonte doutrinária desse tipo de Budismo.

2. BUDISMO MAHAYANA

Durante o primeiro século da Era Cristã, quando a Índia estava sob a dinastia Gupta, o Hinduísmo que se tornara numa fé por demais abstrata passou por um reavivamento e nesse contexto foi que o BUDISMO MAHAYANA (O veículo Maior) logrou crescer. Suas posições mais liberais conquistaram os povos da China, da Coréia, do Japão, do Tibet, da Indonésia, do Nepal e do Vietnã.

O BUDISMO MAHAYANA é mais um culto onde se enfatiza o uso do incenso, da mágica re dos rituais ocultos. As figuras do BUDA são então objetos deificados para o culto. Quando a imagem do BUDA está de pé, ela significa compaixão e quando está sentada, significa a serenidade. O praticante desta forma de budismo não deseja tão somente ser um santo, porque mais do que outra qualquer coisa o que ele deseja é ser um "BODHISATTVA", isto é, alguém que pretende alcançar a suprema perfeição do estado de um BUDA mas que se recusa a entrar no Nirvana porque deseja retornar e ajudar os mortais em sua peregrinação por esta existência.

3. BUDISMO VAJRAYANA OU TANTRA

Essa ramificação do Budismo vem de uma forma de Hinduísmo que enfatiza práticas ocultistas para o desenvolvimento de poderes espirituais. O BUDISMO VAJRAYANA é a religião principal do Tibete. As primitivas religiões populares do Tibete tammbém foram incorporadas a esta forma de Budismo. Suas práticas incluem: o canto monónotono e repetitivo de frases, rodas de orações, e o apaziaguamento de multidões de demônios, espíritos, e de outras forças malignas através da adoração e de sacrifícios.

4. BUDISMO TIBETANO OU LAMAÍSMO

Esta forma de budismo é às vezes chamada de Mantraina (Veículo Mantra) por causa do largo uso de mantras, uma série de sílabas com ou sem significado, em longos recitais. Em vez de enfatizar a sabedoria ou compaixão, esta forma de budismo enfatiza o uso de rituais, orações, magia, e espiritismo na adoração. As orações são repetidas milhares de vezes por dia com a ajuda de contas de orações e tambores de oração. É possível aprender os complicados rituais apenas sob instrução oral dos lamas, ou líderes monásticos, dentre os quais so mais conhecidos são Dalai Lama e o Panchen Lama. Depois da morte de um lama, faz-se a busca de uma criança na qual alegadamente o lama teria sido reencarnado para ser o próximo lídere espiritual. Esse termo, contudo, é também aplicado genericamente a todos os monges, que, segundo certa estimativa, certa vez somavam cerca de um quinto de toda a população do Tibete. Os lamas eram também mestres, médicos, proprietários de terra ou figuras políticas.

5. O ZEN-BUDISMO

O ZEN BUDISMO (escola Ch’an, na China) derivou seu nome da prática da meditação. As palavras ch’an (chinês) e zen (japonês) são variações da palavra sânscrita diana, que significa meditação. Esta disciplina ensina que o estudo, as boas obras e os rituais têm pouco mérito. Pode-se conseguir a iluminação simplesmente por meditar em enigmas imponderáveis, tais como: "Qual é o ruído de se bater palams com uma só mão?" e: "O que encontramos onde nada existe?"

O ZEN BUDISMO deixa marcas visíveis nas sociedades que o praticam, em especial porque atrai com frequência indivíduos proeminentes que até podem transportar a sua filosofia para o campo da política. As expressões físicas do espírito ZEN são visíveis em exercícios como a cerimônia do chá, o judô, a arte Ikebana do arranjo de flores, a pintura de paisagens, a escrita, o arco e flecha e a esgrima. Essas práticas são muito mais do que meras técnicas, pois possuem um grande significado religioso. Hoje, existem centros de meditação ZEN em muitos países ocidentais.


IV - A LITERATURA BUDISTA

1. O Cânon Therevada (Tripitaka – "Os três Cestos")

Durante muitas e muitas gerações após a morte de Buda, os seus ensinos foram passados através da tradição oral. Em 245 d.C., um concílio de monges reuniu-se com a finalidade de passar seus ensinos para a forma escrita. Eles redigiram um escrito na língua PALI que passou a ser conbhecido como o TRIPITAKA ( os três cestos da Lei), pois é dividido em 3 partes:

a) Vinaya-Pitaka (Cesto da Disciplina)

Além de material sobre a vida de Buda e a origem da comunidade monástica, contém as regras de disciplina para os monges.

b) Sutta-Pitaka (Cesto de Discursos)

Sutta é a forma páli do sânscrito sutra, que quer dizer "linhas-guia" ou "livro de instruções". Trata dos ensinamentos de Buda e dos monges e contém também quinhentas e quarenta e sete lendas e histórias sobre as existências anteriores de Buda.

c) Abhidhamma-Pitaka (Cesto da Derradeira Doutrina)

Os seus sete livros, talvez originários do século III ao I a.C., estão escritos num estilo seco e acadêmico, dirigido a especialistas, e não às pessoas comuns. Consiste em comentários sobre doutrinas budistas.


V – A PRÁTICA DA FÉ BUDISTA

O ensino do caminho intermediário foi assim chamado por causa da rejeição de Buda aos extremismos do ascetismo, por um lado, e a busca de um estilo de vida sensual, por outro. Esse caminho intermediário consiste em "quatro verdades nobres" e nos "oito caminhos para a iluminação".

O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o Nirvana ( estado total de paz e plenitude ) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida.

1. Toda Vida é Sofrimento

O nascimento é dor, a velhice é dor, a doença é dor, a morte é dor, o contato com o desagradável é dor, a separação é dor, não realizar o seu desejo é dor. Em suma, os componentes da individualidade (a saber o corpo, as sensações, as percepções, as formações psíquicas e conhecimento resultam em dor.

2. A Origem do Sofrimento são o Desejo Egoísta e os Apegos de Qualquer Tipo

Todo sofrimento é causado pelo desejo do ser humano. O desejo implica sobretudo desejar com os sentidos, a sede dos prazeres físicos. Como essa ânsia nunca pode ser plenamente saciada, ela sempre irá acarretar um sentimento de desprazer. Até mesmo o desejo de sobrevivência do ser humano contribui para manter o sofrimento. Enquanto o indivíduo se apegar à vida e continuar acreditando que tem uma alma, irá perceber o mundo como sofrimento.

Para não ser acusado de uma religião que anula as pessoas, o Budismo também procura rejeitar o extremo oposto, ensinando que o desejo de anulação ou desejo de morrer igualmente amarra o ser humano à existência, pois inicialmente um tal desejo pressupõe que o ser humano tem uma alma que pode ser eliminada; em segundo, não leva em consideração o Karma, que impõe o renascimento. Tirar a própria vida não resolve nada no budismo. Isso não irá libertar a pessoa do eterno ciclo.

Muito embora Buda afirmasse que a presença de qualquer desejo é a fonte de sofrimento, o cristianismo afirma que há desejos que são bons e corretos. Estes desejos bons e corretos levam a uma realização e alegria, e não ao sofrimento. Alguns destes desejos são:

Todos estes desejos são bons e corretos.

A Bíblia também revela que há desejos ruins. Taigo 1.13-15 mostra como os desejos da nossa natureza pecaminosa leva as pessoas a pecarem. E o pecado traz posteriormente a morte espritual, como também a morte física (Rm 6.23)

3. A Extinção do Sofrimento é Obtida pela Cessação dos Desejos Egoístas e dos Apegos

O Sofrimento pode e deve ser totalmente eliminado. O objetivo central do Budismo é dar ao homem a eterna libertação do sofrimento através da libertação de todo o desejo, o que equivale a ser liberto do ciclo interminável de reecarnações e entrar no bem aventurado estado do nirvana.

4. O Caminho que Conduz à libertação do Sofrimento é o Nobre Caminho Óctuplo

É o caminho ensinado pelo Buddha que conduz ao despertar. Ele recebe este nome por ser dividido em oito práticas, geralmente agrupadas em três treinamentos.

Os Três Treinamentos Superiores

O Nobre Caminho Óctuplo

I. Sabedoria

1. Visão Correta
2. Pensamento Correto

II. Ética (ou Moralidade)

3. Palavra Correta
4. Ação Correta
5. Meio de Vida Correto

III. Meditação

6. Esforço Correto
7. Atenção Correta
8. Meditação Correta

Com o treinamento da ética, nossa mente chega a um estado tranqüilo, propício à meditação. E com o treinamento da meditação, é possível chegar à sabedoria que conduz ao despertar. O nobre caminho óctuplo também é conhecido como o "caminho do meio" porque é baseado na moderação e na harmonia, sem cair em extremos.

1ª. A Visão Correta - É a compreensão das 4 "nobres verdades" que conduz o ser humano a libertação da superstição e da ilusão.

2ª. O Pensamento Correto - Indica uma atitude mental de boa vontade, de manutenção da paz, afastando de si todos os desejos sensuais, ódio e malícia. Implica em se ter sempre os mais puros motivos para fazer alguma coisa.

3ª. A Palavra Correta - A Mentira, a conversa fútil, a maledicência são proibidas. As palavras proferidas devem ser sensatas, verdadeiras e dirigidas para a reconciliação. A perfeita fala é dizer sempre a verdade e também fazer silêncio quando preciso.

4ª. A Ação Correta - Significa viver de forma pacífica, ordeira e honesta e uisso significa seguir os 5 mandamentos que se aplicam a todos os budistas, a saber:

a) Não fazer mal ou matar nenhum ser vivo, que é um mandamento que pode ser adaptado no caso de auto-defesa. Por esse mandamento é condenado toda e qualquer forma de aborto, já que o budismo acredita que a vida começa na concepção. Também o suicídio quebra esse mandamento, desde que tal suicídio não seja em favor de uma causa que pressupõe salvaguardar o direito das pessoas;

b) Não tomar aquilo que não lhe foi dado (roubar) e nem trapacear;

c) Não ser sexualmente promíscuo se comportando inadequadamente em termos sexuais. Neste mandamento se encontra a condenação ao estrupo, incesto e adultério. No budismo clássico o homossexualismo é sempre uma quebra desse mandamento;

d) Não Mentir;

e) Não Tomar estimulantes ou se entorpecer com álcool e com drogas.

Vale ressaltar que, estas proibições aparecem no Decálogo, isto é, nos Dez Mandamentos da tradição judaico cristã.

5ª. O Meio de Vida Correto - Implica em se ter uma ocupação ou uma profissão que não sirva para explorar ninguém e nem contrarie os 5 mandamentos. Na verdade um verdadeiro budista não poderia ser açougueiro, comerciante de vinhos, fabricante de armas e nem um soldado profissional, o que não é a realidade dos países e governos budistas, embora o budismo clássico está escrito que o soldado que morrer em batalha há de renascer no inferno ( com os sentimentos do inferno ).

6ª. O Esforço Correto - É conseguir o auto-controle, de forma que pensamentos ou estados de espíritos destrutivos interfiram na vida pessoal. No caso desses pensamentos ou estados já estarem na pessoa, elas devem se livrar deles o mais rápido possível antes que os mesmo produzam o palpável, o concreto.

7ª. Atenção Correta - É a conservação de uma mente racional e pura que vai dar ao budista as condições para cumprir a 8ª. via

8ª. Meditação Correta - É atingida por uma intensa concentração, que liberta o homem da sensualidade, as más qualidades, alegrias e dores, amor e ódio. A pessoa deve entrar nos 4 graus da meditação, que são produzidos pela concentração. (1) A Sotapatti Maga; (2) A Sakadagami Magga; (3) A Anagami Magga e, (4) A Aratha Magga. Segundo alguns budistas, aqueles que conseguem alcançar já o primeiro estágio, isto é o da Sotapatti Maga, já não conseguirá matar, seduzir, trapacear, usar drogas, praticar maus atos ou mesmo ter maus pensamentos.


VI – TEOLOGIA BUDISTA

1. DEUS

O conceito buddhista de "deus" é diferente do conceito ocidental de um "ser supremo" todo-poderoso, criador de todas as coisas. Para os budistas deus ou deuses não são onipotentes, onipresentes ou oniscientes. São apenas seres que acumularam grande virtude e renasceram em reinos onde desfrutam de muitos prazeres e longa vida. Mesmo assim, eles continuam sujeitos à morte e à queda nos outros reinos. Portanto, no buddhismo não existe a figura de um deus criador, ao qual se deve adorar e servir.

2. JESUS CRISTO

No budismo a figura histórica de Jesus é de importância apenas secundária. Já no Budismo Mahayana existem tentativas de tratar Jesus como Bodhisattva. Afirmam inclusive que Jesus passou alguns anos de sua vida (13-29 anos) em monastérios budistas no Tibet e na Índia.

3. MARA

É o demônio das ilusões, pai de três filhas: Volúpia, Cobiça e Inquietude. A Teologia Budista explica que Mara Luta constantemente com o homem, opondo-se a este para que não alcance o Nirvana

4. A CRIAÇÃO

O que ensina o budismo sobre a origem de todas as coisas? No budismo não existem mitos sobre a "criação". Não houve uma "causa primeira", não aconteceu um evento inicial isolado que possa ser rotulado como a criação, nem haverá um evento final que possa ser chamado de o fim do mundo. O tempo não tem início nem fim; da mesma forma, os reinos da existência cíclica não têm início nem fim. Todas as coisas surgiram de suas próprias causas e condições e estão sujeitas ao surgimento e cessação de acordo com essas mesmas causas e condições.

5. DHARMA

São os ensinamentos de Buda, a sua análise da existência expressa nas Quatro Nobres Verdades e a sua cura tal como é indicada no Nobre Caminho Óctuplo. Dharma é, por vezes, representada por uma roda de oito raios

6. KARMA

Karma signficia ação. Este termo refere-se à lei natural da causa e efeito, as ações e seus frutos. As ações podem ser feitas através da mente (os pensamentos), da fala (as palavras) e do corpo (as ações propriamente ditas). A analogia mais usada para explicar o karma é a do plantio de uma semente, que amadurece e faz surgir frutos. As ações hábeis (positivas) criam virtude e conduzem à felicidade, enquanto as ações inábeis (negativas) criam não-virtude e conduzem ao sofrimento. Apenas os seres iluminados não pruzem mais karma, embora ainda estejam sujeitos aos frutos das ações anteriores.

7. LIBERTAÇÃO DO KARMA

Em termos budistas, o conceito básico da salvação é a libertação das leis do Karma e Samsara, bem como chegar ao nirvana. O budismo entende que a salvação está na libertação do desejo. Tal salvação seria obtida totalmente sem ajuda externa. Não há no budismo um conceito de perdão de pecados, tal como encontramos no pensamento bíblico. Também não há um conceito de um salvador no budismo, pois, conforme seu entendimento, cada um tem que resolver seu próprio problema,

8. SAMSÂRA

Um dos mistérios existenciais que foi revelado a Buda por ocasião de sua iluminação rezava que todos os seres se movem de existência para existência de acordo com a peculiaridade de suas ações.

9. RENASCIMENTO

De acordo com a doutrina budista, o que é renascimento? É o processo pelo qual os seres nascem novamente após a morte em um dos reinos da existência — entre os deuses, semideuses, humanos, animais, espíritos famintos ou seres dos infernos. O que determina o renascimento é o karma criado anteriormente. Todos os seres que nascem nestes reinos estão sujeitos à velhice, doença, morte e renascimento. Somente ao atingirem a iluminação eles se tornam livres deste ciclo.

10. NIRVANA

O Budismo considera o nirvana como algo da mais alta felicidade, um estado completamente além do sofrimento. Todos aqueles que atingiram algum grau de iluminação desfrutam da paz do nirvana. Aqueles que atingem o nirvana não estão mais sujeitos ao renascimento no samsara — a existência cíclica — porque estão além do ciclo da morte e renascimento. O samsara é condicionado, isto é, surge de causas e condições; já o nirvana é incondicionado, não depende de causas e condições. Por isso, o nirvana não é um lugar, pois transcende o espaço; e o nirvana é eterno, pois transcende o tempo.

O Budismo original não deixa claro se o nirvana é uma existência feliz ou um aniquilamento total.

Quem alcança o nirvana é chamado de NIBBUTA ou ARHAT ("O Digno"). Como qualquer outra pessoa o NIBBUTA vive e atua neste mundo até a sua morte. O próprio Buda é o melhor exemplo para isto. Ao alcançar a iluminação embaixo da árvore bôdhi, chegou ao nirvana, embora permanecesse neste mundo, a fim de proclamar a verdade sobre a salvação do mundo. A morte de uma pessoa NIBBUTA se chama PARINIBBÂNA ("O completo") e é o estado do apagamento completo da existência no samsara, o último fim dos renascimentos

11. A PRÁTICA DA MEDITAÇÃO

A meditação é um treinamento para purificar a mente de seus aspectos negativos — cobiça, raiva, ignorância — e em seu lugar cultivar os aspectos positivos — generosidade, compaixão, sabedoria. Existem diferentes estilos de meditação budista que foram preservadas por diversas tradições.

12. O BODHISATTVA

No budismo mahayana, é um santo ou um ser semidivino que renuncia voluntariamente ao nirvana para ajudar à salvação de outros. Na religião popular, esses seres são adorados como símbolos de compaixão.

13. A ÉTICA BUDISTA

No budismo não a idéia de pecado, de uma ofensa causa pela quebra de um mandamento. Entretanto, existem alguns preceitos básicos que constituem a ética budista: não matar; não roubar; não ter má conduta sexual; não mentir; e não usar intoxicantes. Desta forma, são evitadas as ações que resultam em frutos negativos. Em seu lugar, os budistas cultivam as ações que conduzem a frutos positivos: praticam a bondade amorosa; a generosidade; o contentamento; a honestidade; e a atenção plena.


VII – O BUDISMO E SUA ATRATIVIDADE NO MUNDO OCIDENTAL

No mundo cristão, entre aqueles que se sentem espiritualmente atraídos pelo Oriente, são poucos os que, na verdade, acabam por se tornar membros de uma religião budista. Esta oferece, contudo, uma oportunidade para uma visão própria do mundo ou para uma religião privada. É freqüente que as pessoas se voltem para livros sobre o tema depois de uma viagem ao Oriente ou uma visita a um museu.

"A sedução dos ensinamentos destes monges orientais é ampliada pela adesão crescente de artistas e famosos mundo afora. A lista é comprida. O Ator Richard Gere, o músico Jean Michael Jarre e a cantora Tina Turner têm pares brasileiros, convertidos ou simpatizantes, como Cláudia Raia, Edson Celulari, Betty Faria, Elba Ramalho, Rita Lee, Gilberto Gil, Christiane Torloni, Sílvia Pfeifer, Maurício Mattar, Odete Lara, Milene Domingues, Patrícia Travassos, Paulo Ricardo e o ex-governador do Espírito Santo Vítor Buaiz, só para citar alguns."

Portanto, o que existe no budismo que atrai os ocidentais?

1. A Tolerância

As pessoas quando estudam o budismo ficam com a impressão de que o mesmo é tolerante, ou, pelo menos mais tolerante que o cristianismo. Pode possuir um corpo de ensino, mas este não domina nem faz sermões às pessoas. Não é a visão ideal do mundo para um cético moderno? Oferece a possibilidade de ser ateísta sem ter de por de parte a religião.

"O teólogo Frei Betto diz que o budismo parece mais "cômodo" por não exigir hierarquias nem defender a idéia de céu e inferno. Mas lembra ele, engana-se quem pensa ser fácil chegar às instâncias mentais pregas pelos mestres. Pelo contrário, exige disciplina ascética rigorosíssima e desprendimento de si e do mundo."

2. O Sistema de Justiça

As pessoas também admiram a justiça do sistema budista, de acordo com o qual um homem colhe o que semeia. O bom recebe a recompensa e o mau o que merece. Não é mais natural do que os ensinamentos cristãos sobre a graça?

3. O Alto Padrão Ético

A alta qualidade da ética budista é muito louvada. Observe o caráter do Nobre Caminho Óctuplo. A história do cristianismo está manchada de sangue, o que, com certeza, não se pode dizer do budismo. Então qual deve ser a religião preferida?

4. O Fascínio pelo Nirvana

Entre muitos outros pontos de vistas budistas merecedores de admiração, a idéia do nirvana é a mais proeminente. A idéia de que a meta final do homem é ser eliminado não é moderna, muito mais natural do que as esperanças cristãs numa ressurreição?

5. Filosofia Pragmática

O budismo possui no seu corpo de doutrinas ensinos a respeito de amor, compaixão, paz e equilíbrio tão diferentes das leis da competição da nossa época tornam o sucesso do budismo no mundo capitalista ainda mais enigmático. O que está provocando engajamento tão grande é o compromisso com as necessidades do ser humano no dia-a-dia. "O sociólogo francês Fredéric Lenoir, estudioso das religiões, costuma dizer que o budismo é moderno porque une pragmatismo e espiritualidade e trata temas de nossa época de forma tolerante. Eleonora Frutado, fundadora do Instituto Nyingma, com sede no Rio de Janeiro, acentua o caráter de auto-ajuda da filosofia: No budismo, você aprende a se ajudar, diz ela."


VIII- COMO RESPONDER A ESTAS QUESTÕES SOB A ÓTICA CRISTÃ

1. A Tolerância Budista

A tolerância do budismo não pode ser negada. No entanto, é duvidoso que isso dê credibilidade a uma fé. Essa tem de ser uma questão de verdade, e não de preferências pessoais.

2.O Sistema de Justiça

O sistema budista pode ser justo, mas é sem misericórdia ou graça. O budismo é uma religião de auto-redenção. Todavia, de acordo com os ensinamentos cristãos, o homem não está em posição de salvar a si próprio. Só voltando-nos para Deus poderemos nos salvar. Assim, os cristãos falam não apenas da justiça de Deus, mas também da sua misericórdia e graça.

3. O Alto Padrão de Justiça

É claro que um cristão desejará mostrar respeito pela moralidade budista. Porém, pelo fato de as obras de amor cristãs serem imperfeitas e incompletas, as culpas não devem ser lançadas sobre a religião cristã, mas sim sobre os pecados do homem, que o mantêm em dívida para com Deus e para com o seu próximo. É verdade que a moralidade cristã baseia-se no perdão, mas é precisamente aí que se encontra o seu valor. Os cristãos também se envergonham de seus pecados, mas, pelo menos, a cristandade é realística a respeito do pecado e do mal. Podemos viver uma vida boa apenas depois de recebermos uma nova vida através de Jesus Cristo; de outro modo somos impotentes para fazer o que temos de fazer e totalmente incapazes de escapar do ciclo de pecado e morte.

4. A Doutrina do Nirvana

Para o cristão que aceita o mundo como criação de Deus, a vida não é idêntica a sofrimento. O sofrimento é um dos resultados do nosso afastamento de Deus. Contudo, Deus não rejeita sua criatura: quer conceder-lhe a vida na sua totalidade, e esse é o significado da salvação. Deus não quer que um ser humano – a quem criou à sua própria imagem – se afunde no esquecimento eterno. A idéia do Nirvana parece pessimista quando comparada com as boas novas de perdão de uma nova vida em Jesus Cristo.

5. A Filosofia Pragmática

O cristianismo também tem uma mensagem prática. O próprio Senhor Jesus quando pregava, ia ao encontro das necessidades físicas, emocionais, espirituais e financeiras das pessoas. Inclusive tratava a todos com digidadade e respeito.(Mt 15.30; Lc 6.17, 18; Jo 6.2)

É interessante observar que Jesus atingia uma necessidade humana a fim de construir uma ponte para evangelizar a pessoa. Ele muitas vezes perguntava as pessoas: "O que quer que eu faça a você?" Deus usa todos os tipos de necessidades humanas para chamar atenção das pessoas.

A pregação do evangelho hoje, a exemplo do Senhor Jesus é relacionada com o cotidiano e produz mudanças no estilo de vida. Muda pessoas porque a Palavra é aplicada onde as pessoas realmente vivem. Portanto, o cristianismo também possui uma mensagem prática que visa promover a realização existencial do homem, e sobretudo solucinonar o âmago do problema da humanidade: O Pecado e a consequente morte Espiritual(Jo 10.10; Rm 5.17; Ef 2.1, 5)


IX – DIRETRIZES PRÁTICAS PARA SE COMPARTILHAR COM BUDISTA

Muito embora o Cristianismo e o Budismo sejam diferentes em seus principais pontos de crenças, ambos reconhecem de fato os seguintes princípios:

Os itens seguintes são algumas seugestões para se responder a perguntas que um budista talves tenha sobre o Cristianismo.

1. Faça perguntas para descobrir de que ramificação do Budismo a pessoa faz parte e se as suas crenças estão ou não repletas com o animismo. Sinta-se livre para compartilhar as suas crenças com base na Palavra de Deus, uma vez que a maioria dos budistas não compreendem realmente a verdadeira mensagem do Cristianismo.

2. Os budistas tem respeito por "livros sagrados", e geralmente respeitam a Bíblia por esse motivo. Em vez de se demorar na filosofia budista, apresente a mensagem positiva da Bíblia. Deixe-os saber que a Bíblia não é mera filosofia humana, mas a Palavra de Peso do Criador da humanidade, o Senhor Deus. Pergunte de modo cortês se lhes pode mostrar um ponto interessante neste livro sagrado, a Bíblia.

3. Muitos budistas estão profundamente interessados na paz e na vida familiar e desejam levar uma vida de boa moral. A ministação sobre quaisquer desses assuntos é normalmente bem recebida.

4. Para o budista, a salvação é uma questão de esforço próprio. A Bíblia, no entanto, certifica que "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". (Rm 10.13; At 16.30, 31).

O Budismo Mayana expandiu-se no sentido de permitir a "ajuda" de bodhisattvas (Budas encarnados), os quais, supostamente, são capazes de darem parte de seus "méritos cármicos" a outros budistas.

Bem no íntimo de cada ser humano encontra-se a percepção de que o esforço próprio não é suficiente para salvá-lo e libertá-lo do pecado. Relembre esse fato ao budista e o que é suficiente: a fé no Único que pode salvá-lo, Jesus Cristo.

5. Tanto o Budismo como o Cristianismo reconhecem uma regra de padrões morais pelos quais devemos viver. Contudo, o homem, por ser pecaminoso por natureza, não consegue viver perfeitamente de acordo com estes padrões morais. E, portanto, ele não consegue obter a salvação através do esforço próprio.

Contudo, os cristãos podem testificar sobre um Deus pessoal que tanto deseja, como também é capaz de perdoar os pecados através de Jesus Cristo (1Jo 1.9), e que faz novas todas as coisas (2Co 5.17)

6. O que torna o Cristianismo singular é a presença pessoal de Deus. Essa verdade deve motivá-lo, como cristão, a fazer duas coisas:

7. Os Budistas acreditam que tudo é temporário, exceto o "vazio" em que os indivíduos podem encontrar uma estabilidade.

Para nós, os cristãos, nossa estabilidade está em Cristo e em nosso relacionamento eterno com Ele. Jesus Cristo não muda (Hb 13.8). As Escrituras nos ensinam que Deus não muda (Sl 33.11; Ml 3.6; Tg 1.17), nem tampouco as Suas promessas (Rm 4.20, 21; 2Co 1.20). A Sua justiça é perfeita (Gn 18.25; Dt 10.17, 18) e é perfeitamente equilibrada com Seu amor e Sua misericórdia (Sl 103.17; 136; Lm 3.22-24; Rm 8.31-39).

Você então, poderá mostrar que a Bíblia explica a origem da vida, o significado da vida, a condição dos mortos e a esperança da ressurreição, o motivo pelo qual existe o mal. Uma apresentação com delicadeza das verdades claras da Palavra de Deus resultará numa reação apreciativa no coração de pessoas sinceras que estão em busca da verdade.

Na qualidade de cristão, você tem tanto que pode compartilhar com um budista que esteja faminto pela verdade e por algo que seja real. Como em todas as situações de compartilhamento, esteja numa atitude de muita oração. Trate os outros e suas crenças com respeito e sensibilidade. Lembre-se de que é a benignidade de Deus que o leva ao arrependimento (Rm 2.4). Portanto, vamos compartilhar nossa fé com ousadia, e ao mesmo tempo também, demonstrando o amor de Cristo em tudo o que fizermos, dissermos e formos. Que todas as coisas sejam feitas com amor (1Co 16.14)!


X – OUTRAS CURIOSIDADES SOBRE O BUDISMO

1. Como uma pessoa se torna budista?

No budismo não existe uma cerimônia de batismo, tal como no cristianismo. A entrada formal no caminho budista é através o voto de refúgio. Nesta cerimônia, o praticante busca abrigo espiritual nas Três Jóias ou Três Tesouros: no Buddha como seu mestre; no Dharma (o ensinamento de Buddha) como caminho espiritual; e na Sangha (a comunidade buddhista) como companhia no caminho. Após esta cerimônia, o praticante recebe um nome buddhista.

2. O que deve fazer uma pessoa para se tornar budista?

A pessoa procura um centro buddhista próximo de sua residência e pede informações sobre palestras, cursos e meditação. Como existem diversas tradições, o candidato ao budismo deve procurar conhecê-las e então descobrir com qual delas se adapta.

3. Todo budista precisa necessariamente raspar a cabeça?

Não. Os budistas leigos podem continuar a seguir sua vida normal e observar os preceitos destinados a eles. Apenas aqueles que quiserem se tornar monges ou monjas devem observar votos adicionais. Por exemplo, os monges e monjas budistas raspam a cabeça (tonsura) e se vestem com mantos, simbolizando sua renúncia às vaidades e o cultivo da simplicidade. Em alguns países da Ásia, existe a tradição de se viver como monge durante algum tempo e depois voltar à vida leiga. Nas tradições tibetanas, existem mestres (Lamas) que não são monges, podendo se casar e viver em família. Muitas tradições japonesas permitem que os monges se casem.

4. As Imagens dos Templos Budistas são adoradas como representando deuses?

Não. As imagens budistas representam o estado iluminado do Buda; as escrituras representam os seus ensinamentos; e os templos e praticantes representam a comunidade budista. Estas represetações simbólicas servem de foco para a gratidão dos praticantes às Três Jóias. Os gestos, reverências, oferendas e recitações não são direcionadas aos objetos em si, mas sim para o que eles representam.

5. Quais os procedimentos que uma pessoa toma ao entrar num templo budista?

Ao entrar em um templo, um budista geralmente a pessoa faz três reverências em direção ao altar. Em muitos centros budistas, é comum que os praticantes se sentem em almofadas no chão. Caso isto não seja confortável ou apropriado, pode-se solicitar uma cadeira para sentar. Cada tradição possui a sua própria etiqueta em relação aos monges e mestres que conduzem os ensinamentos e as sessões de meditação. Eventualmente, alguma contribuição pode ser solicitada para ajudar nos custos de manuteção do centro.

6. O Budismo possui algum tipo de chefe?

O budismo não possui uma hierarquia centralizada; cada tradição possui a sua própria estrutura organizacional. Muitos acreditam que Dalai Lama, Tenzin Gyatso, é o chefe do budismo. Na verdade, ele é o líder espiritual do povo do Tibet, ocupando uma importante posição dentro tradição tibetana Gelug. Muitos praticantes budistas de outras tradições budistas e não-budistas têm grande respeito por ele.

7.O Buddha era gordo?

Não. Segundo a tradição budista Buda era um monge que se alimentava apenas uma vez por dia e passava boa parte do seu tempo caminhando, indo a diversos lugares para ensinar e meditar. Já a figura corpulenta, popularmente conhecida como o "Buda da Felicidade" ou "Buda Sorridente", na verdade refere-se a um monge budista chinês que viveu muitos séculos depois de Sidarta Gautama.

8. O Buddha era um deus todo-poderoso?


XI - O BUDISMO COMPARADO COM O CRISTIANISMO

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