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Moedas

Autor:
Instituição: Colégio Castelinho
Tema: Dinheiro

MOEDAS


INTRODUÇÃO

Nós vamos falar que a moeda tem peso, valor, diversas formas, e também falar que elas durante algum tempo foram discriminadas e atualmente no Brasil, elas estão sendo muito úteis.


AS PRIMEIRAS MOEDAS

Moedas são peças metálicas gravadas com motivos que evidenciam tratar-se de dinheiro. As mais antigas que se conhecem foram feitas no séc. VII a C., no reino da Lídia (na área atual da Turquia). Os lídios já empregavam a cunhagem para preparar seu dinheiro: peças de electro (liga de ouro e prata) com desenhos que atestavam seu peso.

A forma das moedas não era importante, mas sim a estampa nelas gravadas: um sinete pessoal ou emblema que identificava a pessoa que garantia o peso da peça.

Esse novo método de organizar o dinheiro logo se disseminou pela Europa. Embora os lídios tivessem sido pioneiros, a idéia de padronizar os meios de pagamentos brotou em vários lugares: peças de cobre na Itália e no Sul da área onde hoje fica a URSS, utensílios de bronze e conchas na China e barras de ouro e de prata no Japão.

A CUNHAGEM DE MOEDAS

Fabricam-se moedas gravando estampas em pedaços de metal num processo chamado cunhagem. Para a gravação, comprime-se o metal entre duas superfícies metálicas duras, os cunhos.

O sistema foi inventado há dois mil e seiscentos anos: os cunhos eram um punção e uma bigorna e as estampas eram gravadas manualmente na bigorna. Hoje, instalam-se os cunhos em máquinas acionadas eletricamente.

Usam-se também equipamentos elétricos para cortar as peças que originarão as moedas e para imprimir os desenhos nos cunhos. Técnicas atuais de cunhagem são mostradas aqui, na produção de uma moeda comemorativa inglesa de 1973.

FALSIFICAÇÕES

A falsificação de dinheiro sempre foi considerada um sério crime. No passado, as punições incluíam deportação, decepamento das mãos, morte na fervura e até execução sumária

Mas, animados pela possibilidade de bons lucros com transformação de pedaços de papel ou metal sem valor em "dinheiro", os falsários mantêm-se ativos ainda hoje, desprezando prejuízos à pessoas e ao sistema monetário.

Apesar dos cuidados monetários na produção de moedas e de cédulas, são muitos os criminosos dispostos a enfrentar todos esses obstáculos.

DE OLHO NO DINHEIRO

Para proteger-se do risco de perdas pelo recebimento de moedas ou notas falsas, os comerciantes sempre cuidaram de examinar minuciosamente o dinheiro. Quando vinha na forma de moedas de ouro ou prata, procuravam verificar se a qualidade do metal correspondia às expectativas e se o peso das peças era exato. Havia várias formas de fazer isso.

O PODER DO DINHEIRO

Já se disse que o apego ao dinheiro é a raiz de todo o mal e, de fato, isto parece ser verdade para muita gente: avarentos amam sua fortuna, ladrões adoram a dos outros.

Por dinheiro, cometem-se muitos crimes, mas, curiosamente, ele também tem a fama de trazer sorte. Sobre seus poderes mágicos não falta lendas: desde tempos imemoriais, moedas são usadas para afastar demônios, garantir uma boa viagem após a morte, curar doenças, proteger nas batalhas, prometer amores eternos.

MITO E MAGIA DO DINHEIRO

É fácil entender por que o dinheiro é visto como fonte de sorte.

Os riscos parecem abençoados por ela: podem adquirir todos os bens materiais de que necessitam. Ao longo dos séculos, porém, cultivou-se um aspecto mais mágico ligado ao dinheiro, como mostram imagens e palavras gravadas em moedas.



O DINHEIRO NO BRASIL

A história do dinheiro no Brasil começou de forma insólita, logo após o descobrimento, no dia 22 de abril de 1.500, com um fato importante para o meio circulante brasileiro: o primeiro escambo - sistema primitivo de troca adotado pelos silvículas que desconheciam o uso da moeda.

Ao desembarcar em terra, os portugueses num gesto amistoso, lançaram à praia um barrete vermelho, uma carapuça e um sombreiro. Os índios imediatamente responderam, arremessando um cocar de penas e um colar de contos. De lá para cá há duas fases distintas na história do dinheiro: o período colonial - produção de moedas e de cédulas em que circulavam modas portuguesas e espanhola até a criação da Casa da Moeda da Bahia, em 1.694, marco da produção das primeiras moedas brasileiras - e a fase do Brasil independente - de 1.822 até nos dias de hoje.

A unidade monetária do País - o Cruzeiro - foi criada em 1.942 e, depois de várias alterações no sistema monetário Brasileiro, voltou a vigorar a partir de março de 1.990.

ANOS DOURADOS

Uma das primeiras providências que o governo do Brasil independente tomou foi cunhar, por ordem de Dom Pedro I, moedas de ouro de 6.400 réis. Valiosíssimas, as moedas foram distribuídas na solenidade de coroação à autoridades do mundo inteiro e tiveram sua cunhagem suspensa pelo próprio imperador. Muitos alegam que o busto nu e laureado da efígie teria desagrado à Dom Pedro, uma vez que as moedas posteriores passaram a apresenta-lo da forma como se trajava, ou seja, uniformizado.

ONDE NASCE O DINHEIRO

As freqüentes variações de aumento e rebaixamento do valor das moedas que circulavam no Brasil colonial, as numerosas remarcações, as refundições, os recolhimentos em prazos curtos e os muitos tipos de moedas - inclusive estrangeiras - acarretavam verdadeiro caos ao meio circulante brasileiro. Para solucionar o problema, criou-se, em 1.694, a Casa da Moeda.

Depois de funcionar em várias províncias, a Casa da Moeda do Brasil foi instalada definitivamente no Rio de Janeiro. Hoje, com sede no município de Santa Cruz, é o maior complexo industrial do mundo para a produção de cédulas, moedas, medalhas, selos, papéis fiduciários e refino e titulação de ouro, com capacidade de imprimir 2 bilhões de cédulas e 2 bilhões de moedas por ano.


A MOEDA NOS ESTADOS UNIDOS

A moeda dos Estados Unidos é o dólar, subdividido em cents. As primeiras moedas e cédulas a circular foram introduzidas por colonizadores europeus. Mas a Inglaterra não emitia dinheiro para os colonos, o que os levava a usar em suas trocas, além de cédulas que eles mesmo imprimiam (bills), itens como fumo e moedas espanholas importadas ("peças de oito", conhecidas como "dólares"). Antes de Declaração de Independência, assinada em 1.776, o dólar já era a unidade monetária local. No ano anterior começarem a circular as primeiras notas; em 1.794 introduziram-se os dólares de prata. As cédulas voltaram em 1.862.

MOEDA CONTINENTAL

Quando os colonos romperam com a Inglaterra, financiaram sua Guerra de Independência com dólares de papel emitidos pelo Congresso Continental. Planejou-se um dólar de prata em 1.776: existem modelos mas ele nunca foi introduzido.

PRIMEIRAS MOEDAS DOS ESTADOS UNIDOS

Os EUA começaram em 1.793 a cunhagem regular de modas no padrão dólar. O cent de cobre de 1.793 foi seguido do dólar de prata em 1.794 e da "águia" de ouro de 10 dólares, de 1.795. O tamanho do cent baseava-se no meio penny inglês; o do dólar, na "peça de oito" espanhola.

FOLHA - MOEDA

Amarradas em fardos, folhas de fumo eram usadas como dinheiro oficial em Virgínia e em Maryland nos séculos XVII e XVIII.

DINHEIRO COLONIAL

Os colonos não tinham moedas inglesas. Usavam contas e fumo, bem como cédulas e moedas que eles mesmos faziam, com o padrão monetário britânico. Como estes xelins de Massachusetts (1.652) e esta nota de 4 pence da Pensilvânia (1.755).

CORRIDA DO OURO

Após a descoberta de ouro na Califórnia, em 1.848, pepitas e pó do metal era usados como dinheiro nas áreas de garimpo. Quando o ouro chegou à San Francisco, centro da região mineira, foram feitas moedas como esta de 50 dólares, de 1.852.

MOEDAS PRESIDENCIAIS

Moedas recentes vem gravadas com figuras presidenciais: Eisenhower, na de 1 dólar, Kennedy (50 cents), Washington (25 cents), Roosevelt (10 cents), Jefferson (5 cents), Lincoln (1 cent).

25 CENTS ESPECIAL

Em 1.976, como parte das festividades do Bicentenário da Independência, emitiram-se moedas comemorativas.

DÓLAR FURADO

Em 1.979, emitiu-se moeda de 1 dólar retratando a líder feminista Susan B. Anthony. Mas ela não "pegou" e foi tirada de circulação. Hoje há 441 milhões dessas moedas guardadas a 7 chaves, esperando seu destino.


O DINHEIRO NA FRANÇA

A unidade monetária francesa é o franco, subdividido em cêntimos. Sua origem remota a moedas de prata gregas, cunhadas há quase 2.500 anos em Massília (hoje, Marselha).

A partir do século II a.C., os gauleses emitiram as suas, que copiavam padrões gregos. Ao conquistar os gauleses, os romanos trouxeram para a área suas próprias moedas, com figuras que permaneceriam até que os reis francos começassem a emitir deniers de prata, as primeiras moedas efetivamente francesas.

O franco, que apareceu em ouro em 1.360 e em prata em 1.577, só se tornaria a principal unidade monetária da França em 1.795. No entanto, seu valor mudou muitas vezes, como resultado de guerras e revoluções. A última grande alteração foi em 1.960, quando se emitiu um novo franco, valendo 100 dos até então em uso.

OURO CELTA

A cabeça do deus Apolo nesta moeda de ouro (100 a.C.) foi copiada pelos celtas de uma antiga moeda grega.

MOEDA ROMANA

Esta moeda, cuja inscrição, CIV, indica "Colonia Julia Viennenses" (colonia de Júlio César em Vienne), foi feita em Vienne, no Sul da França, em torno de 36 a.C.

GUERREIRO CELTA

Estas imagens de um chefe gaulês e sua carruagem de guerra aparecem na frente e no verso de uma moeda de prata da República romana, feita em torno de 48 a.C., pouco após a conquista da Gália por Júlio César.

FELIPE O BELO

Felipe IV, que reinou de 1.285 a 1.314, era chamado de le bel, o belo, e esta moeda de ouro merece o mesmo título. Antes da época de Felipe, moedas de ouro eram raras.

MOEDAS GREGAS DE PRATA

No século V a.C., a colônia grega de Massília emitiu moedas de prata com várias imagens, uma das quais era a cabeça de carneiro. As moedas de prata dessa próspera colônia seriam muito usadas pelos celtas na Gália e no Norte da Itália a partir de cerca de 350 a.C..


O DINHEIRO NA ALEMANHA

O marco, subdividido em pfennig, é a moeda da Alemanha unificada em 1.990 com a denominação de República Democrática da Alemanha. Foi introduzido em 1.871, quando Guilherme I Rei da Prússia, criou o Império Alemão. Antes de se tornar a principal unidade monetária, o marco era usado como unidade de peso - as moedas mais empregadas eram o táler, o gulden e o ducado. O pfennig tem história denominava moedas de prata germânicas já no século XI. Antes do estabelecimento de império, os reinos Estados e cidades alemães tinham cada qual seu próprio sistema monetário.

OURO ROMANO

Esta grande moeda de ouro foi feita em Trier para premias soldados do imperador romano Constâncio I. Britânia ajoelha-se à sua frente, enquanto a deusa romana Vitória a coroa.

GULDEN DE OURO

No século XIV começou a emissão de grande quantidade de moedas de ouro, do tamanho dos florins italianos.

FREDERICO DA PRÚSSIA

Frederico, o "rei-filósofo" (1740-1786), reorganizou o sistema monetário, baseando-o no táler e no pfennig. Esta moeda de ouro (Berlim, 1750) valia 10 táleres.

TÁLERES DE PRATA

No século XV, a descoberta de ricas minas de prata em Joachimsthat, na Boêmia (hoje, Áustria), levou à emissão de novas e grandes moedas desse metal , chamadas Joachimsthalers (abreviadamente, thalers); a versão inglesa para thaler (táler) é a palavra dollar (dólar).

PFNNIGE DE PRATA

Os primeiros pfennige, como o do alto tinham imagens francesas e inglesas. No século XII, apareceram desenhos germânicos originais em moedas maiores e mais delgadas.


O DINHEIRO NA ITÁLIA

A lira tornou-se moeda nacional da Itália em meados do século XIX, quando Vitório Emanuel II assumiu o trono. A palavra vem do latim libra, usada para medir o peso do cobre em pedaços, primitivo dinheiro dos romanos. Estes adotariam moedas no século III a.C., inspirados no que ocorria nas cidades gregas no Sul da Itália e da Sicília. As primeiras moedas romanas eram cópias das gregas ou pedaços de cobre com desenhos gregos aplicados.

PRATA GREGA

Muitas colônias gregas no Sul da Itália emitiram moeda a partir do século VI a.C..

MOEDAS DOS OSTROGODOS

Há uma moeda de bronze dos ostrogodos, que conquistaram Roma no século VI, é possível ver os fendários Remo e Rômulo, com a loba que os teria amamentado.

MOEDAS DO IMPÉRIO ROMANO

Os imperadores romanos, em sua maioria, emitiram moedas de ouro, prata e bronze, em geral com os respectivos retratos, para se fazerem mais conhecidos pelos súditos. As moedas constituíam um meio eficaz de mostrar às pessoas como eles eram, o que faziam e o que seus títulos significavam.

ÁRABES E NORMANDOS

Os dominadores da Sicília emitiram uma moeda de ouro, decorada com inscrições árabes. A de prata foi feita pelos normandos em Nápolis, que combateram e venceram os árabes, conseguindo o controle do Sul da Itália no final do século XI.

DINHEIRO PRIMITIVO

O primeiro dinheiro romano eram pedaços de cobre fundido, pesados para fazer pagamentos. No século III, surgiram peças de cobre em formato de moedas. Na mesma época emitiu-se um denário de prata gravado com a cabeça da deusa Roma.

DUCADO E FLORIM

No século XIII, Veneza e Florença começaram a fazer moedas de ouro chamadas ducados ou cequins (em Veneza) e florins (em Florença). As primeiras moedas alemãs basearam-se no florim.


O DINHEIRO NA ESPANHA E PORTUGAL

Em 1.492, Cristóvão Colombo zarpou da Espanha em busca de um caminho marítimo para o Oriente e descobriu a América. Seis anos depois, o português Vasco da Gama encontrou a rota para as Índias contornando a África. Esses dois fatos mudaram a história do dinheiro, levando à emissão de moedas de estilo europeu na América, África e Ásia e permitindo que chegassem ao Velho Continente muito ouro e prata. A Espanha levou para a Europa e Ásia moedas de prata do México, Peru e Bolívia, e Portugal supriu o continente europeu com ouro das Índias, África, China e Brasil. A peseta espanhola foi introduzida em 1.869. O escudo português moderno é mais recente: sua emissão começou em 1.915.

MOEDAS ANTIGAS

Os colonizadores gregos, que introduziram a cunhagem em Portugal e Espanha no século IV a.C., tinham sua principal fundição em Emporium (hoje Ampurias), no Nordeste espanhol.

IMPÉRIO ESPANHOL

Os conquistadores espanhóis não tardaram em explorar as ricas reservas de prata e ouro do México, Bolívia e Peru. Moedas rudimentares eram embarcadas regularmente para a Europa.

IMPÉRIO PORUGUÊS

O império português no Índico baseavam-se no comércio. A moeda de Estanho foi feita em 1.511 para uso local em Málaca, na Malásia. Em 1.693, descobriu-se ouro no Brasil, usado em moedas portuguesas, e em 1.725, essas moedas passaram a ser confeccionadas no Rio de Janeiro.


DINHEIRO NA GRÉCIA E TURQUIA

Todas as moedas de hoje têm como ancestrais as versões gregas das primeiras moedas feitas na Turquia antiga. Ao longo dos séculos, os governantes de várias nacionalidades que reinaram na Grécia e na Turquia (gregos, persas, romanos, bizantinos, turcos, franceses, italianos, ingleses, russos e alemães), emitiram suas próprias moedas. O atual dinheiro dos dois países, o dracma, dracma grego e a lira turca têm origem recente. O dracma, nome herdado de uma moeda grega antiga, começou a circular em 1.831. A lira, nova designação para libra turca, foi lançada em 1.930.

IMPERIAIS

Os romanos fizeram muitas moedas nas áreas de seu império, hoje conhecidas como Grécia e Turquia. Moedas de ouro em uma versão grega para Marco Antonio e moedas de bronze mostrando o imperador romano Caracala. Solimão, o mais poderoso dos sultões otomanos, emitiu uma moeda de ouro caracterizando seu reinado.

O DINHEIRO DO SULTÃO

Os sultões turcos otomanos que governaram a Grécia e a Turquia emitiram moedas sem retrato por todo o seu império, que ia da Argélia ao Iraque e da Hungria ao Iêmen. O emblema em nó em moedas de prata e em notas era a assinatura oficial dos sultões.

GRÉCIA INDEPENDENTE

Em 1.828, a Grécia conseguiu livrar-se do domínio turco e então, já como República começou a emitir seu próprio dinheiro. Nesse mesmo ano, o país tornou-se um reino governado por Oto I da Baviera. Durante a Segunda Guerra Mundial emitiram-se na Grécia muitas cédulas locais de 5.000 dracmas.


O DINHEIRO NO REINO UNIDO

As primeiras moedas a circular no território britânico foram feitas por celtas e romanos. Hoje, todas as regiões do Reino Unido da Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, Gales, Ilha de Man e Ilhas do Canal) adotam um sistema baseado na libra esterlina, dividida em 100 pennies (até 1.971, a libra era dividida em 20 xelins e o xelim em 12 pennies). Diferentes formas de papel-moeda circulam em cada região, exceto Gales e Inglaterra, que empregam as mesmas notas do Banco da Inglaterra. Há moedas específicas para a Ilha de Man e para as Ilhas do Canal, as outras regiões usam moedas inglesas feitas em Gales.

PENNIES DE PRATA

O rei Eduardo I introduziu um novo penny de prata, a esterlina, em 1.279. Suas moedas eram tão usadas no comércio que foram copiadas em vários países. A moeda de seis pence de Elizabete I foi a primeira a ser cunhada em prensa, em 1.566.


O DINHEIRO DO CANADÁ

Os colonos ingleses e franceses introduziram moedas e cédulas no Canadá, mas os povos nativos continuaram a usar seus tradicionais meios de troca, como contas e mantas. O atual sistema monetário baseado no dólar (dividido em cents), começou a funcionar na década de 1.850. Antes disso, haviam sido empregadas adaptações dos sistemas inglês e francês, mas, tal como nos EUA, o dólar espanhol era a principal moeda em circulação. O domínio do Canadá, estabelecido em 1.867, adotou o dólar, no ano seguinte, como padrão oficial.

As primeiras moedas do Canadá foram cunhadas para os colonos franceses, sob ordem de Luís XIV. A companhia da Baia de Hudson emitia papel-moeda, de um xelim, que valia uma pele de castor.

A esterlina britânica foi o dinheiro oficial do Canadá até a década de 1.850, mas a maior parte das províncias definira padrões monetários próprios, baseados nos dólares espanhol e americano. Faziam-se localmente moedas de pequeno valor: nas províncias de língua inglesa havia pennies e meios-pennies, no Quebec (Canadá inferior, de língua francesa) havia sous.


O DINHEIRO NA CHINA E JAPÃO

O dinheiro atual da China e do Japão tem como origem os dólares de prata levados por comerciantes europeus e americanos: trocados por seda, chá, porcelana e ouro, os dólares chamados "moedas redondas" (iuan em chinês, iene em japonês), tomaram o lugar das moedas tradicionais. A China começou a cunhar moedas no século VI a.C., mas adotava a prata e ouro a peso como dinheiro. Já os japoneses as produziram com esses metais preciosos. Ambos os países têm grande importância na história do papel-moeda.

As moedas chinesas primitivas, de bronze, pareciam ferramentas como a enxada e faca, e em 621 d.C. a dinastia chinesa criou moedas de bronze com furos quadrados no centro, que eram presas em cordões. Em 708 o mesmo tipo de moeda foi introduzido ao Japão.

Em Xangai, no século XVI, usavam-se varas de bambu em lugar das pesadas moedas padrão, esta vara valia 100 moedas.

A VEZ DO PAPEL

Os chineses foram os primeiros a perceber as vantagens de lidar com dinheiro na forma de documentos de papel. No século X, como o governo emitira pesadas moedas de ferro de baixo valor, que chegavam a pesar 3,5 quilos. As pessoas começaram a deixá-las com os comerciantes e usar, em vez delas, os recibos escritos que eles lhes davam. No início do século XI, o Governo assumiu o papel dos comerciantes: imprimiu recibos que eram usados como dinheiro, atribuindo-lhes valores fixos, emitidos pelo Banco Imperial da Província de Jiangsu em 1.906.

A idéia do papel-moeda chegou ao Japão no século XVII. Clãs feudais e templos emitiam a maior parte das notas. Os templos japoneses atuavam como bancos, emitindo seu próprio papel-moeda.

No século XIX, a China começou a fazer versões locais de dólares de prata. A partir de 1.890, emitiram-se dólares do dragão imperial.



DINHEIRO SOB GUARDA

Os habitantes dos países civilizados têm hoje à sua disposição inúmeros meios de guardar e investir dinheiro: simples depósitos bancários, aplicações financeiras e assim por diante. Antes que existissem esses mecanismos, era possível deixar dinheiro rendendo com comerciantes, mas as pessoas mais desconfiadas preferiam apenas escondê-lo, muitas vezes debaixo da terra.

PORTA-MOEDAS

Guardar moedas no bolso pode ser incômodo, foram inventados porta-níqueis, bolsas de couro, caixa forte portátil com fechadura e chave, cinturão com bolsos. Nos Estados Unidos, no século XIX, surgiram novidades em matéria de cofres domésticos para a guarda de moedas.

Ninguém sabe porque o cofre em forma de porquinho é tão popular em todo o mundo. Os primeiros exemplos europeus são alemães, do século XVIII, mas sabe-se que eles já eram usados no século XIV, na Indonésia. Para tirar as moedas dos de cerâmica, a solução era quebrá-los.


CHEQUES E CARTÕES

Quando se fala em dinheiro, pensa-se imediatamente em cédulas e moedas. No entanto, a maior parte do que circula hoje não pode ser colocada em carteiras ou no bolso. O dinheiro que as pessoas precisam para as despesas do dia-a-dia tende a ser cada vez menos necessário, e em seu lugar, usam-se cheques e cartões de crédito.


CONCLUSÃO

Concluímos que as moedas são muito importantes para o homem, porque ao juntar são fontes de riquezas e também têm várias formas, modelos e valores diferentes.


REDESCOBERTA DE CONCEITO

Nós descobrimos que as moedas têm várias formas e modelos: formas quadradas, triangulares, retangulares e ainda formas de pontas de flechas, facas, foices, espadas, enxadas tipo golfinhos, furadas no meio, corações, pulseiras, octógonos, chaves, anéis e outros.


BIBLIOGRAFIA

ENCICLOPÉDIA BARSA

Pág. 134

COLEÇÃO CONHECER

Volume 6

Pág. 1.380

AVENTURA E VISUAL DINHEIRO

Págs. 15 à 50.

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