Os Governos Militares até os Dias Atuais

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Instituição: Colegio Solução
Tema: Os Governos Militares até os Dias Atuais

Introdução

Este trabalho , tem o intuito de vos mostrar , um pouco das grandes passagens historias dos governantes de nosso país .

Começando com o Castelo Branco ate chegar no Atual Fernando Henrique .

Mostrando sua forma de governo os conflitos enfrentados é mostrando também os prejuízos que deixaram .

 

Castelo Branco

Político brasileiro, militar, Presidente da República eleito, na Revolução de março de 1964. Nasceu no Ceará, no dia 20 de Setembro de 1900; morreu em 18 de Julho de 1967, quando o avião do Exército em que viajava, chocou-se no ar com um Jato da FAB. Era parente de José de Alencar o consagrado escritor brasileiro. Iniciou seus estudos militares em Porto Alegre, mais tarde transferiu-se para a Escola Militar de Realengo; escolhendo a arma de infantaria.

Era filho do General Cândido Borges Castelo Branco e de D. Antonieta Alencar Castelo Branco. Consagrou-se como um dos mais distintos membros da Sociedade Acadêmica da Escola Militar.

Iniciou sua carreira no 12º Regimento de Infantaria em Belo Horizonte, após ser declarado Aspirante a Oficial em 1921.

Em 1923 alcançou o posto de primeiro Tenente, onde seu alto conceito o levou à Escola Militar como Instrutor de Infantaria em 1927.

Promovido a Capitão em 1938, por merecimento; Tenente Coronel em 1943 por merecimento, e finalmente Marechal da Reserva quando tomou posse da Presidência da República em 1964.

Ocupou cargos diversos; cursou a Escola Superior de Guerra na França, e Escola Fort Leavenworth, nos Estados Unidos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi Chefe de Seção de Operações da Força Expedicionária Brasileira, seguindo com ela para a Itália. De volta ao Brasil foi designado Diretor do Ensino da Escola do Estado Maior. Escreveu inúmeras obras, entre as quais: "Alto Comando da Tríplice", "Aliança na Guerra do Paraguai", "Tendências do Emprego das Forças Terrestres na Guerra Futura", "Doutrina Militar Brasileira" "A Guerra", "A Estratégia Militar" e o "Poder Nacional". Seu nome completo é Humberto de Alencar Castelo Branco.

 

Humberto de Alencar Castelo Branco, Marechal

Décimo Oitavo Período de Governo Republicano
15.04.1964 a 15.03.1967

Nascimento: Messejana(Fortaleza)-CE, em 20.09.1900
Falecimento: Mondumbim(Fortaleza)-CE, em 18.07.1967
Profissão: Militar (Marechal)
Período de Governo: 15.04.1964 a 15.03.1967 (02a11m)
Idade ao assumir: 64 anos
Tipo de eleição: indireta
Votos recebidos: 361 (trezentos e sessenta e um)
Posse: em 15.04.1964, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Auro Soares Moura Andrade, a fim de completar o qüinqüênio a terminar em 31.01.1966
Afastamento: em 26.03.1965, por motivo de viagem, período em que assumiu o Vice-Presidente
Observação: A Emenda Constitucional nº 09 de 22.07.1964, prorrogou os mandatos do Presidente e do Vice-Presidente até 15.03.1967

 

Vice-Presidente:

José Maria de Alkmim

Nascimento:

Bocaiúva - MG,em 11.06.1901

Falecimento:

Belo Horizonte - MG, em 22.04.1974

Profissão:

Advogado/Jornalista

Período de Governo:

15.04.1964 a 15.03.1967 (02a11m)

Idade ao assumir:

63 anos

Tipo de eleição:

Indireta

Votos recebidos:

361 (trezentos e sessenta e um )

Posse:

em 15.04.1964, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Auro Soares Moura Andrade, a fim de completar o qüinqüênio a terminar em 31.01.1966

Observação:

Exerceu a Presidência, por três horas, em 26.03.1965, por ocasião da inauguração da Ponte da Amizade, entre o Brasil e Paraguai, na ausência do titular


Ministros de Estado

Ministério da Justiça e Negócios Interiores

MILTON SOARES CAMPOS

Nascimento: Ponte Nova-MG, 1900

Falecimento: Belo Horizonte-MG, 1972

Período: 15.04.1964 a 11.10.1965

LUIZ VIANA FILHO (interinamente)

Nascimento: Paris-França, 1908

Período: 11.10.1965 a 19.10.1965

JURACY MONTENEGRO MAGALHÃES

Nascimento: Fortaleza-CE, 1905

Período: 19.10.1965 a 14.01.1966

MEM DE SÁ

Nascimento: Porto Alegre-RS, 1905

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1989

Período: 14.01.1966 a 28.06.1966

LUIZ VIANA FILHO

Nascimento: Paris-França, 1908

Período: 28.06.1966 a 19.07.1966

CARLOS MEDEIROS SILVA

Nascimento: Juiz de Fora-MG, 1907

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1983

Período: 19.07.1966 a 15.03.1967

Ministério da Marinha

ERNESTO DE MELLO BAPTISTA, Vice-Almirante

Nascimento: Natal-RN, 1907

Falecimento: Rio de Janeiro (GB)-RJ, 1973

Período: 20.04.1964 a 18.01.1965

PAULO BOSÍSIO, Almirante

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1900

Falecimento: São Paulo-SP, 1985

Período: 18.01.1965 a 20.12.1965

Interino

ARNOLDO TOSCANO, Vice-Almirante

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1905

Falecimento: Rio de Janeiro -RJ, 1976

ZILMAR CAMPOS DE ARARIPE MACÊDO, Almirante-de-Esquadra

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1908

Período: 20.12.1965 a 15.03.1967

Interino

ARNOLDO TOSCANO, Vice-Almirante

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1905

Falecimento: Rio de Janeiro -RJ, 1976

Ministério da Guerra

ARTHUR DA COSTA E SILVA, General-de-Exército

Nascimento: Taquari-RS, 1902

Falecimento: Rio de Janeiro (GB)-RJ, 1969

Período: 15.04.1964 a 30.06.1966

Interino

DÉCIO PALMEIRO DE ESCOBAR, General-de Exército

Nascimento: Rio Grande do Sul-RS, 1902

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1983

ADEMAR DE QUEIROZ, Marechal

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1899

Falecimento: Rio de Janeiro -RJ, 1984

Período: 01.07.1966 a 15.03.1967

Ministério das Relações Exteriores

VASCO TRISTÃO LEITÃO DA CUNHA

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1903

Falecimento: Rio de Janeiro -RJ, 1984

Período: 15.04.1964 a 17.01.1966

Interino

ANTÔNIO BORGES LEAL CASTELLO BRANCO FILHO

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1916

JURACY MONTENEGRO MAGALHÃES

Nascimento: Fortaleza-CE, 1905

Período: 17.01.1966 a 15.03.1967

Interino

MANOEL PIO CORRÊA JÚNIOR

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1918

Ministério da Fazenda

OCTÁVIO GOUVÊA DE BULHÕES

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1906

Falecimento: Rio de Janeiro -RJ, 1990

Período: 17.04.1964 a 15.03.1967

Interinos

ROBERTO DE OLIVEIRA CAMPOS

Nascimento: Cuiabá-MT, 1917

EDUARDO LOPES RODRIGUES

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1907

Falecimento: Rio de Janeiro -RJ, 1980

Ministério da Viação e Obras Públicas

JUAREZ DO NASCIMENTO FERNANDES TÁVORA, Marechal

Nascimento: Jaguaribe-CE, 1899

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1975

Período: 15.04.1964 a 15.03.1967

Interinos

JOSÉ CHRYSANTHO SEABRA FAGUNDES

Nascimento: Natal-RN, 1902

NEWTON TORNAGHI

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1913

JAYME BRASÍLIO DE ARAÚJO

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1906

Ministério da Agricultura

OSCAR THOMPSON FLORES

Nascimento: São Paulo-SP, 1910

Período: 15.04.1964 a 16.06.1964

HUGO DE ALMEIDA LEME

Nascimento: Piracicaba-SP, 1917

Período: 16.06.1964 a 22.11.1965

Interino

JOSÉ CARLOS PIFFER NEY AMINTHAS DE BARROS BRAGA

Nascimento: Lapa-PR, 1917

Período: 22.11.1965 a 12.08.1966

Interino

MAURÍCIO RANGEL REIS

Nascimento: Nova Friburgo-RJ, 1922

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1986

SEVERO FAGUNDES GOMES

Nascimento: São Paulo-SP, 1924

Falecimento: Angra dos Reis-RJ, 1992

Período: 12.08.1966 a 15.03.1967

Interino

AFONSO NOGUEIRA SIMÕES CORRÊA

Nascimento: Mato Grosso-MT, 1922

Ministério da Educação e Cultura

FLÁVIO SUPLICY DE LACERDA

Nascimento: Lapa-PR, 1903

Falecimento: Curitiba-PR, 1983

Período: 15.04.1964 a 10.01.1966

Interino

RAYMUNDO AUGUSTO DE CASTRO MONIZ DE ARAGÃO

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1912

PEDRO ALEIXO

Nascimento: Mariana-MG, 1901

Falecimento: Belo Horizonte-MG, 1975

Período: 10.01.1966 a 30.06.1966

RAYMUNDO AUGUSTO DE CASTRO MONIZ DE ARAGÃO

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1912

Período: 30.06.1966 a 15.03.1967

Interino

GUILHERME AUGUSTO CANÊDO DE MAGALHÃES

Nascimento: Muriaé-MG, 1916

Ministério do Trabalho e Previdência Social

ARNALDO LOPES SUSSEKIND

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1917

Período: 20.04.1964 a 07.12.1965

Interino

MOACYR VELLOSO CARDOSO DE OLIVEIRA

Nascimento: Vitória-ES, 1913

WÁLTER PERACCHI BARCELLOS

Nascimento: Porto Alegre-RS, 1907

Falecimento: Porto Alegre-RS, 1986

Período: 07.12.1965 a 18.07.1966

Interino

ARMANDO DE OLIVEIRA ASSIS

Nascimento: Piracicaba-SP, 1911

PAULO EGYDIO MARTINS (interinamente)

Nascimento: São Paulo-SP, 1928

Período: 18.07.1966 a 01.08.1966

LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO E SILVA

Nascimento: Itajubá-MG, 1915

Período: 01.08.1966 a 15.03.1967

Interino

EDUARDO AUGUSTO BRÊTAS DE NORONHA

Nascimento: Belo Horizonte-MG, 1930

Falecimento: Belo Horizonte-MG,1995

Ministério da Aeronáutica

NÉLSON FREIRE LAVANÉRE-WANDERLEY, Major-Brigadeiro

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1909

Falecimento: São Paulo-SP, 1985

Período: 20.04.1964 a 15.12.1964

MÁRCIO DE SOUZA E MELLO, Major-Brigadeiro

Nascimento: Florianópolis-SC, 1906

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1992

Período: 15.12.1964 a 11.01.1965

EDUARDO GOMES, Marechal-do-Ar

Nascimento: Petrópolis-RJ, 1896

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1981

Período: 11.01.1965 a 15.03.1967

Interino

CLÓVIS MONTEIRO TRAVASSOS, Tenente-Brigadeiro

Nascimento: Porto Alegre-RS, 1907

Ministério da Saúde

RAIMUNDO DE MOURA BRITO

Nascimento: Natal-RN, 1909

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1988

Período: 15.04.1964 a 15.03.1967

Interinos

LUIZ VICENTE BELFORT DE OURO PRETO

Nascimento: Petrópolis-RJ, 1910

MATHIAS JOAQUIM DA GAMA E SILVA

Nascimento: Mogi-Mirim-SP, 1912

Ministério da Indústria e do Comércio

DANIEL AGOSTINHO FARACO

Nascimento: Florianópolis-SC, 1910

Período: 15.04.1964 a 13.01.1966

Interino

OCTÁVIO GOUVÊA DE BULHÕES

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1906

Falecimento: Rio de Janeiro -RJ, 1990

PAULO EGYDIO MARTINS

Nascimento: São Paulo-SP, 1928

Período: 13.01.1966 a 15.03.1967

Interino

LUIZ MARCELLO MOREIRA DE AZEVEDO

Ministério das Minas e Energia

MAURO THIBAU

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1909

Período: 17.04.1964 a 15.03.1967

Interinos

BENEDICTO DUTRA

OCTÁVIO MARCONDES FERRAZ

Nascimento: São Paulo-SP, 1896

Ministro de Estado Extraordinário

Planejamento e Coordenação Econômica

ROBERTO DE OLIVEIRA CAMPOS

Nascimento: Cuiabá-MT, 1917

Período: 20.04.1964 a 15.03.1967

Interinos

SEBASTIÃO DE SANT'ANNA E SILVA

1915

JOSÉ NAZARETH TEIXEIRA DIAS

Nascimento: Belém-PA, 1912

EDMAR DE SOUZA

Nascimento: Bahia-BA, 1926

Coordenação dos Organismos Regionais

OSWALDO CORDEIRO DE FARIAS, General-de-Exército

Nascimento: Jaguarão-RS, 1901

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1981

Período: 25.06.1964 a 16.06.1966

JOÃO GONÇALVES DE SOUZA

Nascimento: Lavras da Mangabeira-CE, 1913

Período: 16.06.1966 a 16.02.1967

Interinos

GERALDO DE ALMEIDA PINTO

CÍCERO DE OLIVEIRA SALLES

São Paulo-SP, 1926

Titulares de Órgãos de Assessoramento

Gabinete Militar

ERNESTO GEISEL, General-de-Brigada

Nascimento: Bento Gonçalves-RS, 1908

Falecimento: Rio de Janeiro-RJ, 1996

Período: 15.04.1964 a 15.03.1967

Gabinete Civil

LUIZ VIANA FILHO

Nascimento: Paris-França, 1908

Período: 15.04.1964 a 06.05.1966

Obs.: Foi nomeado Ministro Extraordinário.

LUIZ AUGUSTO FRAGA NAVARRO DE BRITO (interinamente)

Nascimento: São Félix-BA, 1935

Falecimento: Paris-França, 1986

Período: 06.05.1966 a 19.07.1966

LUIZ AUGUSTO FRAGA NAVARRO DE BRITO

Nascimento: São Félix-BA, 1935

Falecimento: Paris-França, 1986

Período: 19.07.1966 a 15.03.1967

Serviço Nacional de Informações

GOLBERY DO COUTO E SILVA, General-de-Divisão

Nascimento: Rio Grande-RS, 1911

Falecimento: São Paulo-SP, 1987

Período: 25.06.1964 a 15.03.1967

Estado-Maior das Forças Armadas

PERY CONSTANT BEVILÁQUA, General-de-Exército

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1899

Período: 15.04.1964 a 15.02.1965

LUIZ TEIXEIRA MARTINI, Almirante-de-Esquadra

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1903

Período: 15.03.1965 a 01.04.1966

NÉLSON FREIRE LAVANÉRE-WANDERLEY, Tenente-Brigadeiro

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1909

Falecimento: São Paulo-SP, 1985

Período: 01.04.1966 a 15.03.1967

Consultoria Geral da República

ADROALDO MESQUITA DA COSTA

Nascimento: Taquari-RS, 1894

Falecimento: Taquari-RS, 1985

Período: 27.04.1964 a 15.03.1967

Departamento Administrativo do Serviço Público

FRANCISCO DE CARVALHO MELLO

Nascimento: São Paulo-SP, 1912

Período: 15.04.1964 a 05.05.1964

WÁGNER ESTELITA CAMPOS

Nascimento: Catalão-GO, 1910

Falecimento: Catalão-GO, 1978

Período: 06.05.1964 a 26.10.1964

JOSÉ MARIA DE ALBUQUERQUE ARANTES

Nascimento: Rio de Janeiro (DF)-RJ, 1915

Período: 27.10.1964 a 06.10.1965

LUIZ VICENTE BELFORT DE OURO PRETO

Nascimento: Petrópolis-RJ, 1910

Período: 07.10.1965 a 15.03.1967

Arthur da Costa e Silva ( 1967-1968 )

No Rio De Janeiro, em 1968, mais de cem mil pessoas saíram na rua em passeata, protestando contra o assassinato do estudante Édson Luís, de 18 anos, pela polícia.

Arrependido por ter apoiado a ditadura no início, Carlos Lacerda tentou unir as diversas correntes políticas existentes numa frente ampla para lutar por uma nova Constituição, pela anistia, por eleições diretas.

Procurou, então, seus antigos adversários, como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goular.

Diante das pressões da sociedade em favor da democracia, o governo militar reagiu furiosamente.

Foi decretado o Ato Institucional nº 5, o AI-5, o mais terrível instrumento de força lançado pelo regime militar.

Utilizando o AI-5, o governo prendeu milhares de pessoas em todo o país, entre elas Carlos Lacerda, o marechal Lott e Juscelino. Fechou o Congresso Nacional por prazo indeterminado.

Cassou os mandatos de 110 deputados federais, 160 deputados estaduais, 163 vereadores, 22 prefeitos. Afastou quatro ministros do Supremo Tribunal Federal.

O AI-5 dava ao presidente da República poderes totais para perseguir e reprimir as oposições. Podia decretar o estado de sítio, intervir nos estados e municípios, cassar mandatos e suspender direitos políticos, demitir funcionários, confiscar bens.

Tamanho era o poder do presidente que seus atos não podiam sequer ser submetidos à apreciação do Judiciário.

Mesmo sendo um militar linha dura, Costa e Silva não queria passar para a história como criador do Ato Institucional nº 5. Por isso, confiou ao seu vice-presidente Pedro Aleixo (que era contra o AI-5) a missão de elaborar nova Constituição que substituísse toda aquela legislação arbitrária.

A nova Constituição estava praticamente concluída, quando Costa e Silva ficou gravemente doente e afastou-se da presidência.

Uma Junta Militar – composta pelos ministros de Exército, da Marinha e da Aeronáutica – impediu o vice-presidente Pedro Aleixo de assumir o poder. Não confiavam no político civil.

A Junta Militar governou durante dois meses (31 de agosto de 22 de outubro de 1969).

Nesse curto período, alterou profundamente a Constituição de 1967, dando origem ao novo texto constitucional de 1969.

Reconhecendo a impossibilidade de Costa e Silva recuperar a saúde, a Junta Militar declarou a extinção de seu mandato. E indicou o seu sucessor: o general Emílio Garrastazu Medicí.

Em 22 de outubro de 1969, o Congresso foi reaberto, depois de dez meses. Nele não mais estavam presentes os deputados federais cassados pelo AI-5.
A ARENA referendou a indicação do general Medicí para a presidência.

O Marechal Arthur da Costa e Silva assumiu em 15 de março de 1967 e governou até 31 de agosto de 1969, quando foi afastado por motivos de saúde.

Destaca-se no governo Costa e Silva a criação do Fundo Nacional do Índio (Funai) e do Movimento de Brasileiro de Alfabetização (Mobral).

Convém, também, observar que, no início de seu governo, passou a vigorar o Cruzeiro Novo, que consistia no corte de 3 zeros do antigo.

Repressão - Logo nos primeiros meses de governo, enfrentou uma onda de protestos que se espalharam por todo o país. O autoritarismo e a repressão recrudesceram-se na mesma proporção em que a oposição se radicalizou. Cresceram as manifestações de rua nas principais cidades do país, em geral, organizadas por estudantes.

Em 17 de abril de 1968, 68 municípios, inclusive todas as capitais, são transformadas em áreas de segurança nacional e seus prefeitos passaram a ser nomeados pelo presidente da República.

1968 - Talvez o ano mais conturbado do século em todo o mundo, 1968 também foi um ano agitadíssimo no Brasil. A radicalização política era dia a dia maior; greves em Osasco e Contagem (MG) abalaram a economia nacional; a formação da Frente Ampla (aliança entre Jango, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda contra o regime), o caso Édson Luís, a Passeata dos Cem Mil e o AI-5 são alguns dos exemplos da agitação no âmbito nacional.

Caso Édson Luís - Ainda em 1968, o estudante secundarista Édson Luís morreu no Rio de Janeiro em decorrência de um desentendimento em um restaurante.

Sua morte, contudo, foi imputada ao regime de repressão, originando confrontos entre policiais e estudantes. Em resposta a seu assassínio, o movimento estudantil, setores da Igreja e da sociedade civil promoveram, no Rio, a Passeata dos Cem Mil, a maior mobilização pública em repúdio ao regime militar.

AI-5 - Em discurso na Câmara Federal, o deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, exortou o povo a não comparecer às festividades do dia da Independência.

Os militares, sentindo-se ofendidos, exigiram sua punição. A Câmara, contudo, não aceitou a exigência.

Foi a gota d'água. Em represália, a 13 de dezembro de 1968, o ministro da Justiça, Gama e Silva, apresentou ao Conselho de Segurança Nacional o Ato Institucional No. 5, que entregou o país às forças mais retrógradas e violentas de nossa História recente.

O Ato abrangia inúmeras medidas, algumas das quais merecem destaque: pena de morte para crimes políticos, prisão perpétua, fim das imunidades parlamentares, transferência de inúmeros poderes do Legislativo para o Executivo, etc. Mais abrangente e autoritário de todos os outros atos institucionais, o AI-5 na prática revogou os dispositivos constitucionais de 67.

Reforçou os poderes discricionários do regime e concedeu ao Exército o direito de determinar medidas repressivas específicas, como decretar o recesso do Congresso, das assembléias legislativas estaduais e das Câmaras municipais. O Governo poderia censurar os meios de comunicação, eliminar as garantias de estabilidade do Poder Judiciário e suspender a aplicação do habeas-corpus em casos de crimes políticos.

O Ato ainda cassou mandatos, suspendeu direitos políticos e anulou direitos individuais.

Derrame - Em 1969, surpreendentemente Costa e Silva sofreu um derrame cerebral. Seu Vice, Pedro Aleixo foi impedido de assumir, pois os militares da linha dura alegavam que ele era contra os "princípios revolucionários".

Na verdade, Aleixo havia-se posicionado contrariamente ao AI-5. Uma Junta Militar assumiu o poder, fechou o Congresso e impôs a Emenda No.

1 de 1969, cujo conteúdo acarretou a revogação da Constituição de 1967, passando a Emenda a ser a nova Constituição do país.

 

O Governo Médici (1969-1974)

A Junta declarou vagas a Presidência e a Vice-Presidência da República, definindo o processo de escolha do novo Presidente, pelo qual os oficiais-generais das três Armas indicariam os candidatos de suas preferências.

Foi apontado o General Emílio Garrastazu Médici, ex-Chefe do SNI, eleito pelo Congresso Nacional (reaberto três dias antes) para o período de 1969-1974.

O Governo Médici transcorreu sob o clima do milagre econômico, com a realização de obras e projetos-impactos ambiciosos.

Durante o seu governo nasceu o terrorismo no Brasil, tanto do governo em relação à sociedade civil, quanto da direita em relação à esquerda e da esquerda em relação ao regime.

Formaram-se pequenas organizações de esquerda, sendo a guerrilha, chefiada pelo ex-Deputado Carlos Marighella e o Capitão do Exército Carlos Lamarca, dizimada em dois anos.

Governou sob o clima do Milagre Econômico, que entusiasmou a classe média.

A divulgação de seus projetos pela televisão criaram um clima de ufanismo nacional. A vitória na Copa de 70, por exemplo, foi utilizada como símbolo do futuro de sucesso do Brasil.

Investiu em grandes obras de necessidade duvidosa, como a rodovia Transamazônica.

Ao mesmo tempo, os militares tiveram que enfrentar a reação de grupos que encontraram na luta armada o caminho de oposição à ditadura.

O general Emílio Garrastazu Medici, escolhido pela Junta Militar para ser o novo presidente, comanda o mais duro governo da ditadura, no período conhecido como os anos de chumbo.

A luta armada intensifica-se e a repressão policial-militar cresce ainda mais. Ela é acompanhada de severa censura a imprensa, espetáculos, livros, músicas etc., atingindo políticos, artistas, editores, professores, estudantes, advogados, sindicalistas, intelectuais e religiosos.

Espalham-se pelo país os centros de tortura do regime, ligados ao Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi).

A guerrilha urbana cede terreno rapidamente nas capitais, tenta afirmar-se no interior do país, como no Araguaia, mas acaba enfraquecida e derrotada.

Documentos comprovam ligação do governo Médici com Richard Nixon durante a repressão

Documentos secretos da Presidência de Richard Nixon (1969-1974), liberados em dia 5 de abril de 2001 pelo pelo governo dos EUA, revelam detalhes inéditos do apoio da Casa Branca ao governo brasileiro durante o período mais brutal da ditadura militar. São cerca de 250 páginas sobre o Brasil, que incluem a correspondência pessoal entre Nixon e o ditador Emílio Garrastazu Médici (cuja gestão foi de 1969 a 1974), memorandos e transcrições de conversas telefônicas entre autoridades dos dois países.

Os registros liberados vão de dezembro de 1969 a julho de 1973 e fazem parte dos arquivos do Conselho de Segurança Nacional de Nixon, que estão nos National Archives, em Washington. O material é composto de fitas e papéis que estão sendo divulgados em etapas pela Casa Branca.

Os documentos revelam, entre outras coisas, que em dezembro de 1968 os EUA viram o fechamento do Congresso e a suspensão dos direitos políticos no Brasil como uma reação lógica a "provocações" esquerdistas e um mal necessário para impedir que o Brasil se transformasse numa "outra China".

Mostram ainda que a relação entre Nixon e Médici começou de forma desconfiada e conflituosa e avançou para uma colaboração estreita e frequente, baseada no sentimento anticomunista de ambos.

Os documentos revelam ainda que, para ganharem a confiança e a intimidade de Médici, os EUA desenvolveram uma estratégia para "massagear" o ego brasileiro, dando ao país tratamento de potência emergente e a Médici, de líder influente no mundo.

Numa carta enviada a Médici, o presidente norte-americano disse ter-se lembrado de palavras do presidente brasileiro no exato momento em que conversava com o líder chinês Mao Tse-tung, durante a histórica visita de Nixon à China, em 1972.

"Durante minhas conversas com os líderes da República Popular da China, frequentemente lembrei as conversas sobre esse e outros temas que tivemos durante sua visita a Washington no ano passado."

Os documentos mostram também que, pela "solidez ideológica" de Médici, Nixon convidou o Brasil a enviar tropas para supervisionar um cessar-fogo no Vietnã, em 1973 -convite rejeitado pelo Brasil.

Como contrapartida, Médici frequentemente alertava Nixon para movimentos subversivos na América Latina. Em 27 de abril de 1972, escreveu a Nixon para avisar-lhe que o governo socialista chileno de Salvador Allende estava treinando guerrilheiros com o objetivo de implantar na Bolívia um regime marxista.

"O caos político ou a instalação de um regime marxista-leninista na Bolívia acarretariam -não hesito em dizê-lo- consequências para toda a América do Sul, imensamente mais graves, perigosas e explosivas do que o problema cubano, dada a posição geoestratégica do país." Allende seria derrubado, no ano seguinte, por um golpe militar apoiado pelos EUA Documentos"sensíveis"
Por razões de "segurança nacional", os EUA decidiram manter em segredo dez documentos sobre Médici, considerados "sensíveis".

Além disso, o conteúdo completo de um arquivo sobre o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1977), aberto pelo Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca em 1974, simplesmente desapareceu, por razões não explicadas.

Dos documentos liberados, o mais antigo é também o mais franco já escrito por uma autoridade norte-americana sobre o AI-5 -o ato institucional de 13 de dezembro de 1968 que fechou o Congresso, cassou mandatos e suspendeu direitos políticos.
Trata-se de um memorando sobre a situação brasileira escrito a pedido de Henry Kissinger, então conselheiro de Nixon para assuntos de segurança nacional.
O autor do documento é o general Vernon Walters, o mesmo agente da CIA que fora adido militar dos EUA no Brasil durante o golpe militar de 1964. Os documentos mostram que Walters foi visto como a maior referência sobre o Brasil na burocracia norte-americana até, pelo menos, 1974.

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