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Cooperativa - Como Formar e Projeto

Autor:
Instituição: UFRPE
Tema: Extensão Rural
  COMO FORMAR UMA COOPERATIVA

Recife – PE

Junho de 2005


COMO FORMAR UMA COOPERATIVA

Para criar uma cooperativa. O grupo de trabalhadores ou profissionais deve compor uma Assembléia (geral dos Sócios, seguindo os seguintes passos):

1. Reunir, no mínimo. 20 trabalhadores ou profissionais para constituir a cooperativa, conforme dispõe a lei n° 5,764/71.

2. Convocar os trabalhadores ou profissionais interessados na formação da cooperativa.

3. Discutir com os fundadores da associação item por item do estatuto Social da cooperativa, conforme o modelo de estatuto constante no apêndice, adaptando-os à missão, aos objetivos e às políticas de produção, comercialização ou prestação de serviços da associação pretendida considerando:

4. Aprovar, na primeira Assembléia Geral dos Sócios, o Estatuto Social da cooperativa, registrar sua constituição em livro especial e elaborar a Ata de constituição da cooperativa, considerando os assuntos discutidos, e. mediante voto de todos os participantes, aprova-la, tomando a assinatura de cada um no referido documento.

5. Encaminhar o estatuto Social e a Ata. Com os documentos exigidos pela lei n° 5.764/7l para registro no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, no Ministério da fazenda e na Junta Comercial, a fim de dar prova da existência da associação.

Assembléia Geral dos Sócios

Atribuições básicas da Assembléia Geral dos Sócios no ato de formação da cooperativa

Tipos de Assembléia Geral dos Sócios

Assembléia geral ordinária - Reunião anual de associados, logo nos ires primeiros meses de constituição da cooperativa l' apôs o termino do exercício social de cada ano. Para tratar dos seguintes assuntos:

Direitos de cada associado na Assembléia Geral dos Sócios

É direito de cada associado:

Deveres de cada associado na assembléia Geral dos Sócios

È dever de cada associado:

Conselho Fiscal

Para formar o Conselho Piscai da cooperativa, devem seguir os seguintes passos:

Formar uma chapa de seis sócios, visando às eleições dos cargos do Conselho Fiscal.

Eleger três membros efetivos e ires suplentes para os cargos do Conselho Fiscal e nomear um coordenador, selecionando dentre os próprios membros eleitos em assembléia Geral dos Sócios.

Constituir o Conselho Fiscal e posicioná-lo no organograma da cooperativa logo abaixo da assembléia Geral dos Sócios, ligado por uma linha pontilhada, significando que não manda em ninguém, porem e dotado de poderes para fiscalizar todas as operações ou atividades da cooperativa.

Atribuições básicas do Conselho Fiscal

Conselho de Administração

Para formar o Conselho de Administração da cooperativa, é preciso:

Critérios para a admissão de sócios na cooperativa

Os critério para ingressar numa cooperativa são os seguintes:

Pesquisas efetuadas nas cooperativas agropecuárias e agroindustriais brasileiras tem constatado inúmeros problemas na formação dos órgãos básicos da cooperativa: assembléia Geral dos Sócios. Conselho Piscai e Conselho de Administração. esses problemas devem-se ao não-comprometimento de todos os associados com o processo de constituição e com a continuidade da organização.ação e ao lato de esses órgãos normalmente ficarem sob o mando de determinado grupo de sócios, que se revezam ora nos cargos do Conselho de Administração. ora nos do Conselho lascai da cooperativa.

Estruturação dos órgãos básicos de uma cooperativa

Os órgãos básicos assembléia Geral dos Sócios e Conselho Fiscal e Conselho de Administração — este último constituído pêlos cargos do presidente, do diretor e do secretário — tem a seguinte hierarquia no organograma da cooperativa:

Figura - Estrutura básica de uma cooperativa


Bibliografia

CRÚZIO, Helnon de Oliveira, 1956 – Como organizar e administrar uma cooperativa: uma alternativa para o desemprego. 3ª Edição – Rio de janeiro: Editora FGV, 2002. - 156 p. – (Coleção FGV prática)

GUIMARÃES, Gonçalo, 1999 – Integrar cooperativas – Editora Unitrabalho – 51 p.


ANEXO

1. Identificação

1.1 Título

COOPERATIVA DOS PRODUTORES DE PAPEL ECOLÓGICO E ARTESANAL DE BELO JARDIM - PE

1.2 Local

Belo Jardim – PE

2. Introdução

Para o exato entendimento da atividade de reciclagem de papel, devem ser assimilados alguns conceitos básicos sobre a produção e utilização dos inúmeros tipos de produtos que se abrigam sob a designação geral de "papel, papelão e cartão".

O objetivo de se apresentar esta seção de conceitos básicos, é ressaltar o fato de que nem sempre a utilização de um determinado tipo de matéria-prima reciclável permite a produção de um papel com as mesmas características do material que está sendo reciclado.

A Associação Brasileira de Celulose e Papel - BRACELPA classifica os papéis produzidos no Brasil diretamente em função de sua utilização, sob as seguintes categorias: papéis para imprensa, papéis para imprimir, papéis para escrever, papéis para embalagem, papéis para fins sanitários, cartões e cartolinas e papéis para fins especiais.

Os papéis de embalagem podem ainda ser subdivididos em três segmentos: papéis kraft; papéis para ondulado; e papéis de embalagem em geral.

Além de apresentarem características bastante diversificadas em suas aplicações, os papeis também se diferenciam sobremaneira no que tange às matérias-primas fibrosas utilizadas no processo de produção.

Sem um maior aprofundamento dos aspectos técnicos, pode-se classificar as matérias-primas fibrosas virgens utilizadas para a fabricação dos diferentes tipos de papéis em três categorias: celulose de fibras curtas, celulose de fibras longas e pastas de madeira.

A celulose de fibras curtas, da qual o Brasil é grande produtor no cenário mundial (5,0 milhões de toneladas em 1998), é obtida no país quase que exclusivamente a partir das florestas de eucalipto, plantadas pelas empresas industriais do setor. E uma fibra utilizada quando se procura opacidade (necessária nos papéis para impressão e escrever) ou maciez e suavidade (características apreciadas em diferentes tipos de papéis para fins sanitários). Por não proporcionar resistência ao rasgo e ao estouro, tem utilização bastante limitada em papeis em que são essenciais tais características. Outros tipos de fibras curtas utilizadas são as originadas de plantas de cultura anual, como a cana-de-açúcar (aproveitamento do bagaço).

 Em 1998, o Brasil produziu cerca de 1,2 milhões de toneladas de fibras longas, utilizando essencialmente diversas espécies de pinheiros exóticos, há diversos anos aclimatados ao País pelos industriais do setor. Ao contrário da celulose de fibras curtas, a principal característica da celulose de fibras longas é proporcionar aos papéis uma alta resistência ao rasgo e ao estouro, conduzindo assim sua utilização para a fabricação de papéis para embalagem.

Alguns tipos de papéis são produzidos exclusivamente com um único tipo de matéria-prima fibrosa. É o caso dos papéis para imprimir e escrever, que utilizam unicamente celulose de fibras curtas. Também o papel kraft, classificado na categoria de papéis para embalagem, é produzido exclusivamente com um único tipo de matéria-prima fibrosa, no caso a celulose de fibras longas. O papel kraft é utilizado em aplicações que exigem grande resistência ao rasgo e ao estouro, tais como sacos multifoliados.

Diversos tipos de papéis consomem mais de um tipo de material fibroso para a sua produção.Os papéis para imprensa (jornais) consomem habitualmente celulose (fibras longas e fibras curtas) e pastas de madeira, na proporção média de 30% e 70%.Também interessante a composição dos chamado papel-cartão duplex (cartolinas), em que se tem uma camada de forro produzida exclusivamente com celulose de fibras curtas (30%) e uma camada de suporte (70%), produzida basicamente com pastas de madeira e outras fibras de enchimento, inclusive aparas e papéis usados.

Apresenta-se neste trabalho, o projeto e a metodologia utilizada na formação e capacitação profissional de artesãos, que atuam na reciclagem de papel em Belo Jardim - PE, visando a formação da "Cooperativa dos Produtores de Papel Ecológico e Artesanal de Belo Jardim - PE.

O projeto engloba duas unidades de trabalho distintas. A primeira, constituída de uma área industrial a ser implementada com base nos princípios cooperativistas, será construída pelos artesãos da cidade em terreno cedido pela Prefeitura Municipal de Belo Jardim. A segunda unidade, a ser instalada na Universidade Federal Rural de Pernambuco, objetiva não somente fornecer assistência tecnológica à unidade industrial, como também desenvolver programas de educação ambiental para a comunidade.

3. Metodologia

Inicialmente os trabalhos serão realizados a partir de um estudo referente às técnicas e sistemas de produção utilizados atualmente pelos artesãos. Serão realizadas reuniões conjuntas entre os autores do projeto e os interessados, reuniões estas realizadas nas próprias residências dos artesãos, onde os mesmos realizarão os seus trabalhos.

A partir de reuniões serão definidas umas formas de atuação conjuntas entre a universidade e os artesãos. A universidade iria fornecer o apoio tecnológico para construção da cooperativa, e ao mesmo tempo procurar consolidar um centro de educação ambiental no "campus".

No desenvolvimento da unidade industrial a ser implantada para a cooperativa procurou-se inicialmente caracterizar o processo produtivo utilizado pelos artesãos e a seguir apresentar uma metodologia de projeto que viabilizasse o aumento da escala de produção e qualidade dos produtos.

Na consolidação da unidade para educação ambiental, discuti-se a necessidade de uma base de dados referente aos benefícios da atividade de reciclagem, bem como as principais técnicas usuais de reciclagem.

3.1. - Diagnóstico do sistema atual de produção artesanal de papel reciclado.

A produção de papel artesanal a partir de aparas de papel, combinando as aparas na obtenção de cores diferentes, utiliza basicamente como matérias primas jornais, aparas de sulfite, papel pardo e sobras de papel em geral. O processo artesanal de fabricação segue as operações descritas a seguir.

Inicialmente as aparas de papel são agrupadas, "picadas" e higienizadas. O processo de higienização consiste em deixar as aparas de papel imersas em uma solução de água e ácido acético (vinagre), na proporção de 50ml de vinagre em 8 litros de água para cada 750g de aparas de papel. Após a higienização (4 horas) faz-se a lavagem, enxaguando-se três vezes em água corrente.

A próxima etapa consiste em triturar as aparas em um liquidificador até homogeneização. Caso haja a necessidade de tingimento, essa etapa é realizada após o trituramento. Coloca-se a mistura em um recipiente e adiciona-se o corante. Em seguida côa-se a mistura e está pronta a polpa do papel.

Utilizando-se um recipiente retangular compatível com o tamanho da tela, adiciona-se água na proporção de ¾ do volume do recipiente e em seguida a polpa. Em seguida imergi-se a tela na mistura e peneira-se o excesso de água. Com o auxílio de um tecido (ou carpete) no formato do papel, retira-se o papel da tela pressionando-o contra o tecido. Após esta operação coloca-se o papel/tecido para secar por uma hora. A próxima etapa é a prensagem, onde são colocados na prensa um outro tecido e sobre ele o papel, mais o tecido. Efetua-se a prensagem até retirar-se todo o excesso de água. Após a prensagem o papel é colocado para secar em um "varal", na "sombra" por um período de 24 horas. Depois da secagem retira-se o tecido do papel e este já pode ser utilizado para o seu devido fim.

3.2. - Projeto de processo que viabiliza o aumento da escala de produção. Projeto de processo da unidade industrial da futura cooperativa.

O objetivo básico do projeto de processo da unidade é a produção de uma polpa com propriedades físicas e óticas apropriadas para cada aplicabilidade específica. O processo é constituído basicamente das seguintes operações unitárias:

3.3. - Base de dados referente aos benefícios da atividade de reciclagem objetivando a constituição da unidade para educação ambiental.

3.3. 1 - Reciclagem de papel no Brasil.

A atividade de reciclagem no Brasil tem a sua origem com a própria fabricação de papel no país.As primeiras fábricas brasileiras de papel utilizavam como matéria-prima papéis descartados para a produção de novos papéis (BRACELPA). Neste período a quase totalidade das necessidades brasileiras de papel, em seus diferentes tipos, foram supridas por fornecedores externos ao país.

O próximo passo da indústria brasileira foi à produção de papéis utilizando matérias-primas importadas, em especial a celulose de fibras longas.

Somente na década de setenta, a indústria brasileira de celulose começa a ter expressão, passando os fabricantes de papel a utilizarem as matérias-primas de origem nacional, simultaneamente com as de origem estrangeira.

Na medida em que se ampliava a fabricação de papel no País a partir de matérias-primas virgens, estimulando um maior consumo, paralelamente se ampliava a atividade de reciclagem, conseqüência da maior disponibilidade de papéis recicláveis.

3.3.2 - Vantagens econômicas

Normalmente, no país, as fábricas de polpa são também as produtoras de papel. Devido às economias mostradas na Tabela 1, elas têm grande interesse na reciclagem, motivo pelo qual, a indústria de reciclagem de papel ser uma das mais antigas, para a fabricação de papel ondulado.

"Em termos mundiais, a produção e o consumo de papel vem apresentando considerável crescimento nos últimos 15 anos. A taxa média da década de 80 foi de 3,6% a.a., e de 3.3% a.a., para o período 1990/1995. A previsão do BNDES para o horizonte 1995/2005 é de crescimento em torno de 3.3% a.a." (CALDERONI, 1997. pág. 208)

Tabela 1 - Ganhos obtidos pela reciclagem de papel no Brasil: 1995

Quantidade de papel reciclado

1.840 mil t

Índice de reciclagem

31,7%

Economia de matéria prima obtida pela reciclagem

R$27,3 milhões

Economia de energia elétrica na produção através reciclagem

R$234,0 milhões

Redução na Poluição da Água

35%

Redução na Poluição do Ar

74%

Fonte:CALDERONI, 1997; página 213

R$ constantes de setembro de 1996

*Valor dos ganhos no 2º trimestre de 1995

3.3.3 - Fontes geradoras dos papéis recicláveis

A distribuição do consumo de papéis no Brasil (BRACELPA) conduz à identificação das seguintes fontes de geração de papéis recicláveis: convertedores, supermercados, lojas de departamento e fábricas, escritórios e residências.

Os tipos de papéis recicláveis em cada unidade geradora são habitualmente os seguintes:

Convertedores (aparas brancas, aparas kraft, aparas de cartolina aparas de tipografia e aparas de papelão ondulado); supermercados, lojas de departamento e fábricas (caixas de papelão ondulado, caixas de cartolina papéis de embrulho Escritórios formulários contínuos jornais e revistas papéis com anotações papéis utilizados em impressoras de micros notas fiscais, faturas; residências (jornais e revistas papéis utilizados em impressoras de micros caixas de papelão ondulado caixas de cartolina papéis de embrulho)

3.3.4 - Níveis de reciclagem no Brasil e em países selecionados

A intensidade do processo de reciclagem em um país ou região é habitualmente medida pela taxa de recuperação, que relaciona a quantidade de papéis recuperados com o consumo aparente de papéis de todos os tipos no país ou região considerados.

No período 1988 a 1998, a taxa de recuperação de papéis recicláveis no Brasil, se situou entre 36,0% e 3 8,0%.

Pode-se afirmar que a quantidade de papel recuperado em um país ou região depende essencialmente da quantidade e do tipo de papel consumido nesse país ou região.

Fatores fundamentais são também a estrutura sócio-cultural, o grau de desenvolvimento econômico e a extensão territorial do país ou região.

No Brasil, cerca de 43,3% dos papéis consumidos em 1998 estão classificados na categoria de "embalagem". Conseqüentemente, não causa admiração que 64,3% dos papéis recuperados no mesmo ano tenham sido de "papelão ondulado", como se constata na Tabela 3.

Países que apresentem grande consumo de papéis para fins sanitários e de papéis para fins industriais, não recuperáveis por sua própria essência, tendem a registrar taxas de recuperação menores, quando essa recuperação está relacionada com o consumo aparente global de todos os tipos de papel. Recorde-se, todavia, que aqueles tipos de papéis não recicláveis representaram no Brasil apenas 12,2% do consumo de papel de todos os tipos em 1998.

O consumo de papéis no Brasil se concentra nos estados das regiões sul e sudeste, com a identificação de apenas "ilhas" de consumo em outras regiões.

Dessa forma, a taxa de recuperação de papéis naquelas regiões é bem maior do que a apontada nas estatísticas para o Brasil como um todo.

Por outro lado, a falta de parque industrial de fabricação de papel nas proximidades das acima chamadas "ilhas" de consumo, torna economicamente questionável a recuperação dos papéis nelas descartados.

3.3.5 - Taxa de recuperação dos papéis recicláveis por tipo de geração

A interpretação da diversidade da taxa de recuperação dos papéis recicláveis é melhor visualizada em função do tipo de geração:

a) livros didáticos, técnicos ou de lazer tendem a permanecer com os usuários por tempo indefinido, até que sejam descartados e, então passíveis de aproveitamento para a reciclagem. Exigências fiscais, não reconhecendo os serviços de microfilmagem, fazem com que notas fiscais, faturas, duplicatas e outros documentos contábeis permaneçam com as pessoas jurídicas (e mesmo as físicas) por período não inferior a cinco anos. Tal comportamento de retenção é certamente um dos fatores que influenciam negativamente a taxa de recuperação dos papéis recicláveis gerados pelos papéis para imprimir e escrever. Outro fator a ser apontado é a dificuldade da coleta em pequenos escritórios e empresas nas regiões centrais das cidades, contribuindo para que os papéis descartados acabem indo se juntar ao lixo comum, impossibilitando a atividade de recuperação para reciclagem.

 b) sendo os papéis kraft utilizados usualmente para a fabricação de sacos multifoliados, conclui-se que a baixa taxa de recuperação está intimamente vinculada à contaminação provocada pelos produtos envasados, tais como cimento, adubos, rações e produtos químicos em geral.

 c) a reutilização de jornais velhos para embalagem de inúmeros produtos, principalmente nas médias e pequenas cidades, impede que a taxa de recuperação seja mais elevada que os 28,6% apontados no quadro anteriormente apresentado. Saliente-se ainda a utilização, pela população mais pobre, dos jornais impressos para fins sanitários.

 d) caixas usadas de sapatos e de camisas, fabricadas com cartões e cartolinas, raramente são descartadas por um grande contingente da população, que as utiliza como se fossem gavetas de armários.

e) a facilidade de coleta para a reciclagem parece ser a principal razão da alta taxa de recuperação dos papéis para ondulado.

f) finalmente, os papéis de embalagem em geral são facilmente contamináveis, dificultando sua separação do lixo comum e, assim, impossibilitando qualquer recuperação para fins de reciclagem.

4. Conclusões

A estratégia de formação da "Cooperativa dos Produtores de Papel Ecológico e Artesanal", a partir de uma parceria entre artesãos do município, pesquisadores da universidade e a prefeitura municipal, possibilita não somente uma garantia de apoio tecnológico, como também viabiliza o acesso a órgãos financiadores, para o assentamento do projeto proposto.

A metodologia participativa adotada para o desenvolvimento do projeto, ou seja reuniões conjuntas entre os participantes, demonstrou ser um forte agente agregador dos aspectos tecnológicos envolvidos na definição da metodologia de projeto da fábrica.

O entendimento pelos artesãos dos limites intrínsecos do processo artesanal, ou seja, a necessidade do aumento de escala de produção, constituiu um importante fator de motivação do processo de formação da cooperativa.

5. Bibliografias

CALDERONI, Sabetai. Os bilhões perdidos no lixo. São Paulo, Humanitas.Publicações FFLCH/USP, 1997. 343 p.

CEMPRE. http://www.cempre.org.br

COSENZA, Maria Alice F. As idiossincrasias do consumidor dos reciclados do lixo. Tese para Obtenção de Grau de Mestre em Ciências em Engenharia de Produção. Rio de Janeiro. COPPE/UFRJ, 1994. 88p.

EINGENHEER, Emilio M, org. Coleta seletiva de lixo — experiências brasileiras n0 2. Rio de Janeiro, In-Fólio. 1998. 2O8p.

BRACELPA. http://www.barcelpa.org.br

IBGE. Anuário Estatístico do Brasil, 1987, 1990. 1993. 1996

IPT- Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Lixo municipal: manual de gerenciamento integrado. São Paulo, 1995

VALVERDE, Magda C. F. Avaliação dos métodos de disposição final de resíduos sólidos domiciliares - o caso das usinas de reciclagem com compostagem do município do Rio de Janeiro. Tese para Obtenção de Grau de Mestre em Ciências em Planejamento Energético. Rio de Janeiro, COPPE/UFRJ. 1995. 2l7p.

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