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Cuidados de Enfermagem ao Paciente Traqueostomizado

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Tema: Traqueostomia

TRAQUEOSTOMIA


Introdução

O termo traqueostomia refere-se à operação que realiza uma abertura e exteriorização da luz traqueal. A primeira descrição cirúrgica com sucesso data de 1546, por um médico italiano, Antonio Musa Brasavola, que operou um paciente com abscesso na garganta. Entretanto, a aceitação universal só veio com os trabalhos de Chevalier e Jackson, no início do século XX, que descreveram pormenores da técnica, suas indicações e complicações.

Historicamente, a traqueostomia foi desenvolvida para promover a desobstrução das vias aéreas. Com os avanços técnicos atuais, tais como laringoscopia e broncoscopia de fibra ótica, as indicações tradicionais da traqueostomia sofreram uma grande mudança.

Hoje em dia a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico. Há, ainda, a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza das vias aéreas, mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica.


TRAQUEOSTOMIA

O QUE É?

Uma traqueostomia é um procedimento cirúrgico em que é feita uma abertura para dentro da traquéia. O tubo de demora inserido dentro da traquéia é chamado tubo de traqueostomia. Uma traqueostomia pode ser temporária ou permanente.

Uma traqueostomia é empregada para desviar de uma obstrução da via aérea superior, permitir a remoção das secreções traqueobrônquicas, permitir o uso da ventilação mecânica por longo prazo, evitar a aspiração de secreções orais ou gástricas no paciente inconsciente ou paralisado (através do fechamento da traquéia a partir do esôfago) e substituir um tubo endotraqueal. Existem muitos processos patológicos e condições de emergência que tornam necessária uma traqueostomia.

PROCEDIMENTO

O procedimento cirúrgico normalmente é realizado na sala de cirurgia ou em uma unidade de terapia intensiva, onde a ventilação do paciente pode ser bem controlada e a técnica asséptica ótima pode ser mantida. É feita uma abertura cirúrgica no segundo e terceiro anéis traqueais. Depois que a traquéia é exposta, insere-se um tubo de traqueostomia com balão de tamanho apropriado. O balão é uma inserção insuflável no tubo de traqueostomia de se destina a ocluir o espaço entre as paredes da traquéia e o tubo, visando permitir a ventilação mecânica efetiva e minimizar o risco de aspiração.

O tubo de traqueostomia é mantido na posição através de fitas apertadas ao redor do pescoço do paciente. Em geral, uma compressa de gaze estéril é colocada entre o tubo e a pele para absorver a drenagem e evitar a infecção.

PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM

1. Reúna o equipamento necessário, inclusive luvas esterilizadas, peróxido de hidrogênio, soro fisiológico ou água destilada, cotonetes, curativos e fitas entrelaçadas (e o tipo de tubo prescrito, quando o tubo deve ser trocado).

Um tubo com balão (ar injetado no balão) é necessário durante a ventilação mecânica. Um balão de baixa pressão é utilizado de maneira mais comum,

Os pacientes que precisam do uso de um tubo de traqueostomia por longo prazo e que podem respirar espontaneamente usam, em geral, um tubo metálico, sem balão.

2. Forneça instrução ao paciente e a família sobre os pontos principais para o cuidado da traqueostomia, começando sobre como inspecionar o curativo da traqueostomia para umidade e drenagem.

3. Realize a higiene das mãos.

4. Explique o procedimento ao paciente e a família quando apropriado.

5. Calce luvas limpas, remova e jogue fora o curativo sujo em um recipiente de biossegurança.

6. Prepare os suprimentos esterilizados, inclusive o peróxido de hidrogênio, soro fisiológico ou água destilada, cotonetes, curativos e esparadrapo.

7. Calce luvas esterilizadas. (Alguns médicos aprovam a técnica limpa para pacientes de traqueostomia por longo prazo em casa.).

8. Limpe a ferida e a placa do tubo de traqueostomia com cotonetes umedecidos com peróxido de hidrogênio. Lave com soro fisiológico esterilizado.

9. Embeba a cânula interna no peróxido e lave com soro fisiológico ou substitua por uma nova cânula interna descartável.

10. Remova a fita entrelaçada suja com esparadrapo limpo, depois que a nova fita estiver na posição. Coloque a fita entrelaçada limpa na posição para fixar o tubo de traqueostomia ao introduzir uma extremidade da fita através da abertura lateral da cânula externa. Pegue a fita ao redor da parte posterior do pescoço do paciente e enfie através da abertura oposta da cânula externa. Junte ambas as pontas de modo que elas se encontrem de um lado do pescoço. Amarre a fita até que apenas dois dedos possam ser confortavelmente introduzidos sob ela. Fixe com um nó. Para uma nova traqueostomia, duas pessoas devem assistir nas trocas da fita.

11. Remova as fitas antigas e descarte-as em um recipiente de biossegurança.

12. Embora algumas traqueostomias de longo prazo com estomas cicatrizados possam não precisar de um curativo, outras traqueostomias sim. Nesses casos, utilize um curativo de traqueostomia esterilizada, adaptando-o firmemente sob as fitas entrelaçadas e a aba do tubo de traqueostomia, de modo que a incisão seja coberta.

ASPIRANDO O TUBO TRAQUEAL

Quando um tubo de traqueostomia ou endotraqueal está na posição, geralmente é necessário aspirar as secreções do paciente por causa da eficácia diminuída do mecanismo da tosse. A aspiração traqueal é realizada quando os sons respiratórios ou adventícios são detectados ou sempre que as secreções estão nitidamente presentes. A aspiração desnecessária pode causar bronco espasmos e causar um trauma mecânico à mucosa traqueal.

Todo equipamento que entra em contato direto com a via aérea inferior do paciente deve ser estéril para evitar as infecções pulmonar e sistêmica avassaladoras. Nos pacientes sob ventilação mecânica, um caráter de aspiração em linha pode ser utilizado para permitir a aspiração rápida, quando necessária, e para minimizar a contaminação cruzada de patógenos transmitidos pelo ar. Um aparelho de aspiração em linha permite que o paciente seja aspirado sem precisar ser desconectado do circuito do ventilador.

REALIZANDO A ASPIRAÇÃO TRAQUEAL

Equipamento

Procedimento

Orientação aos pacientes traqueostomizados

Informar aos pacientes os sinais de obstrução, como:

Observação importante: o paciente traqueostomizado não se torna dependente dos outros. A pessoa traqueostomizada pode se cuidar sozinha, pois a traqueostomia e a cânula não interferem no dia-a-dia. Para aprender a mexer na cânula e na traqueostomia, basta um treinamento simples com a equipe de enfermagem no hospital.

O paciente no momento da alta recebe orientações quanto ao manuseio, limpeza da cânula, como realizar o curativo, como limpar a traqueostomia e o que fazer em situações de dificuldade.

Cuidados com a traqueostomia

1- Instruir o paciente a trocar o conjunto completo de cânula todos os dias ou quantas vezes forem necessárias, de preferência com horários (Ex: as 7:00h e as 21:00h);

2 - Instruir o paciente a ter todo o material para troca sempre a mão, como:

- Conjunto completo de cânula esterilizada (já com cadarço);

- Lubrificante para a cânula;

- Gaze para acolchoar e outra para limpar ao redor do traqueostoma.

3- Sempre que o conjunto de cânula for trocado deve ser esterilizado da seguinte maneira:

- Retire o cadarço antigo. Lave-o ou jogue-o fora se estiver muito esfiapado;

- Coloque o conjunto de cânula de molho em água e sabão por alguns minutos;

- esfregar bem a cânula e a subcânula por dentro e por fora usando uma esponja ou uma tira de tecido com sabão;

- Enxaguar com água corrente;

- Esterilize o conjunto completo em água fervente por no mínimo 10 minutos;

- Após a esterilização guardar em recipiente com tampa.

Observação: Os recipientes e materiais usados para a limpeza devem ser reservados só para esse uso.

Outras observações:

Complicações da traqueostomia

As complicações da traqueostomia podem ser divididas em três grupos: Intra-operatórios, complicações precoces e complicações tardias.

Intra-operatórias:

Complicações precoces:

Complicações tardias:


Conclusão

Contribuir para a melhora do cliente é uma intervenção de enfermagem que mostra um cuidado dos profissionais em desenvolver uma assistência qualificada, preocupando-se e dedicando-se a uma assistência de enfermagem holística, humanizada e de melhor qualidade ao paciente traqueostomizado e a atenção às necessidades fisiológicas e psicológicas destes pacientes, como possível na prática, sendo no que se refere à promoção da saúde do cliente imprescindível .


Bibliografia:

BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico Cirúrgico. 10ª Edição, Vol.1. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2005.

Sites:

Disponível em: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=116. Visitado em: 08/10/06 as: 21h55minh.

Disponível em: http://www.medstudents.com.br/residencia_medica/vo101n01/souza.htm Visitado em: 08/10/06 as: 21h46minh.

Disponível em: http://www.amcc.org/traqueostomizado.htm . Visitado em: 08/10/06 as: 22h27min.

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