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Da Construção da Decadência aos Limites da Modernidade

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Tema: Questões Referentes a Obra

CAMINHOS DE GOIÁS: DA CONSTRUÇÃO DA DECADÊNCIA AOS LIMITES DA MODERNIDADE (QUESTÕES REFERENTES A OBRA)

Crixás- GO

2004


QUESTÕES

1- Fazer a relação entre a idéia de civilização e o olhar dos "viajantes" acerca de Goiás.

"Aos olhos dos viajantes, Goiás era uma terra sem futuro". Seus habitantes eram vistos como preguiçosos, plantava-se apenas o que necessitava

2- Segundo Nasr Fayad Chaul, qual a análise em relação ao "conceito de decadência e a decadência do conceito".

Chaul faz uma análise seguindo os historiadores contemporâneos, com a concepção de que fatores internos e externos foram causadores da decadência como por exemplo: falta de braços escravos, mínima urbanização, preguiça, baixa produção e outros. A decadência passou a ser o conceito da situação de Goiás no período pós-mineratório, tornou-se sinônimo da Republica Velha por seu atraso, uma sociedade que parecia não possuir nem o básico para existir devido a sua falta de produção, sua carência de tudo.

As distâncias e as péssimas estradas continuaram como fortes argumentos capazes de justificar as razões do isolamento da região, a solidão dos habitantes e a aparente decadência de Goiás.

(CHAUL, 2001:45)

Segundo Palacim o mal mais profundo da decadência, e que está na raiz de todos os outros, é o desprezo pelo trabalho, o gosto da ociosidade. Praticavam a "economia de abastânçia" dizia Paulo Bertran, só trabalhavam para sua sobrevivência.

A decadência do conceito se da, a partir da passagem da economia Goiânia no período pós-mineratório para a agropecuária e com o desenvolvimento da implantação dos trilhos da estrada de ferro.

Segundo Visconde de Taunay esse conceito se deu, no período XIV (1876). Onde afirma que:

Goiás não tem população, não tem hábitos de trabalho constante, não sente em si a evolução do progresso,...

Após a crise da mineração, Goiás passa por um lento desenvolvimento da agropecuária, procurando os caminhos que levariam o Estado a uma introdução cada vez maior no mercado nacional. Isso se consolidou após a modernidade de 30, com idéias expostas e o uso político – ideológico dessas idéias na construção da imagem de um novo tempo, de um Estado Novo, que solucionaria os problemas do passado, de nova capital de acordo com os interesses dos grupos políticos seguintes.

Urgia assim, conduzir Goiás ao seu destino maior, de desenvolvimento e progresso, dentro de um Brasil onde os liberais procuravam construir o "progresso dentro da ordem".

(CHAUL, 2001:84)

3- Nasr Fayad Chayad analisa a dinamização da agropecuária Goiânia, tentando mostrar como Goiás não estacionou economicamente, movimentando dos projetos nacionais. Economicamente, além de uma recuperação através da pecuária, a agricultura se desenvolveu, em termos nunca alcançados com a penetração dos trilhos da estrada de ferro. Após a implantação dos trilhos em 1913, houve um crescimento econômico de Goiás que desmente as tentativas de se imprimir à região a representação do atraso. Argumente a abordagem do autor.

Com a decadência do ouro, os mineiros não tiveram outra alternativa a não ser ocupar as terras próximas aos das antigas minas.

Passada a vertigem do ouro, aqueles homens que não se desencantaram com a terra, que lhes assegurara tanta riqueza, e nela se deixaram ficar, voltaram-se para as ocupações agrárias e criatórias.

(REIS, p. 16-17)

O desenvolvimento agrícola torna-se um atrativo por atividades, e era atraído pelos trilhos da estrada de ferro e também pela ocupação de novas áreas, pelo crescimento populacional e serviu de suporte econômico para a construção da capital do Estado. A implantação da Estrada de Ferro em Goiás e a construção de rodovias, foi de grande importância para o movimento de pessoas vindas de outras regiões e para ocupação econômica do Estado. Esses meios de transportes vieram libertar Goiás daquele isolamento físico e econômico visto na época da decadência, valorizou terras, desenvolveu o cultivo de cereais como o arroz e deu nova perspectiva a economia goiana.

BORGES, argumentou que desde os anos dez, com os primeiros quilômetros de ferrovia de alguns produtos agrícolas – arroz e café - passaram a ser amplamente cultivados. Mudando a economia goiana até então exclusiva pecuária. Para o desenvolvimento agrícola, era vital a ampliação da via férrea e a construção rodovias. A pecuária, atividade dominante, prescindia da ferrovia e da rodovia – o gado se autolocomove, ele próprio atinge o mercado .

De acordo com Nasr, somente com a chegada da Estrada de ferro em 1913, as regiões sul e sudeste, por exigência do mercado, passa a ter importância econômica. Mesmo assim o controle da política continuou com os fazendeiros e pecuaristas.

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