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Fatores Pragmáticos da Textualidade - Redação e Textualidade

Autor:
Instituição: UNEMAT
Tema: Resenha Crítica

Redação e Textualidade

Pontes e Lacerda-MT, 03 de abril de 2006


Val, Maria da G. C. Redação e Textualidade. 2.ed. São Paulo : Martins Fontes, 1999, p. 03 – 16.

Maria da Graça Ferreira da Costa Val, doutora em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1996; Mestrado em Estudos Lingüísticos pela UFMG, em 1987, quatro projetos de pesquisa, dez produções bibliográficas e oito livros publicados.

Este e um texto técnico que exige conhecimento prévio para ser compreendido, cuja qual não pode ser abordado com facilidade por alguém imperito da área. Inicializa com uma base que introduz uma concepção da autora quanto ao que é texto, onde é definido texto como ocorrência lingüística falada ou escrita; o que à um leigo do assunto seria incompreensível, considerando-se que não conheceria o termo ocorrência lingüística com exatidão. Indicado para estudante da área.

Já no terceiro parágrafo pode-se perceber a intenção da escritora em facilitar a compreensão de seu(s) leitor(es): ...quanto às regras sociais da interação comunicativa (uma certa "etiqueta" sociocomunicativa, que determina a variação de registros, de tom de voz, de postura, etc.). O interior dos parênteses funciona como auxilio no entendimento do mencionado anteriormente, pode chegar a estimular o leitor no estudo do apresentado, se o mesmo compreender isto como estimulo à total compreensão e continuidade da leitura.

Val, realiza um pequeno aprofundamento no segundo tópico, trabalhando o que seria textualidade, faz a primeira situação de um dos materiais base da autora: Beaugrande e Dressler (1983), realizando provavelmente de forma involuntária um apontamento dos próximos tópicos abordados.

Devido à relação de coerência com coesão, Val, inicia na pagina cinco uma abordagem sobre coerência, que e estudada junto com coesão ate a pagina dez, ao decorrer do texto fica claro que estas duas características integram a textualidade. Usando de citações, Val, afirma que conectividade textual e a inter-relação semântica entre os elementos do discurso que são uma característica comum de coerência e coesão.

Parte da página seis demonstra claramente o nível de aprofundamento, e a terminologia utilizada na formação deste texto; termos indispensáveis na abordagem precisa do conteúdo demonstrado em: Entre os primeiros estão os pronomes anafóricos, os artigos, a elipse, a concordância, a correlação entre os tempos verbais, as conjunções, por exemplo. Infelizmente esta precisão cria barreira para entendimento do texto sem o auxilio de material complementar, portanto o texto de Val, e um texto de estudo avançado, não indicado a principiantes.

Sempre utilizando exemplos, e estudo de casos, formou um texto completo dentro das possibilidades; onde concepções de terceiros como Isenberg foram consideradas e mencionadas para entendimento das possíveis variações que poderiam vir a ocorrer. Foram também relatadas normas que devem ser conhecidas para interpretação e escrita textual.

Na página dez inicia o ultimo tópico desta parte do texto onde são descriminados e analisados os cinco fatores pragmáticos estudados por Beaugrande e Dressler (1983), a autora refere-se a intencionalidade e aceitabilidade como protagonistas (personagem principal de uma peca dramática, Fernandes Francisco, 1996) do ato da comunicação. Na pagina doze Val relata uma importante concepção: a comunicação se efetiva quando se estabelece um contrato de cooperação entre os interlocutores...

Este texto não e audacioso e sim explicativo, concepções baseadas em diversos estudos provenientes de varias mentes são organizados de forma pratica por Maria da Graça C. Val. Na pagina doze comenta-se inicialmente sobre o terceiro fator, a situcionalidade que praticamente e o contexto que também forma o texto. A autora explicitamente usa o texto em uma explicação que pode ser polimerizada por um leitor que tem uma concepção de valor de contexto pouco desenvolvida. A intenção e melhorar o grau de conhecimento sobre estes fatores da textualidade o que pode ter valor diferente em cada grupo de leitores.

Junto ao estudo destes cinco fatores e mencionado a noção de coerência pragmática, assim desenvolvendo a relação entre elas, ou seja, a necessidade de o texto ser reconhecido pelo recebedor com um emprego normal da linguagem num determinado contexto.

Na pagina 14 (quatorze) a autora faz uma interessante afirmação; "O interesse do recebedor pelo texto vai depender do grau de informalidade de que o ultimo e portador." Conclui-se posteriormente que o certo e o texto ser de nível médio em relação à informalidade, A autora não deixa de exprimir concepções pessoais em meio a esta aula escrita. A informalidade e ocasionalmente o quarto fator pragmático da textualidade.

O ultimo mais não menos importante fator, a intertextualidade, e o fato de determinado texto só poder ser compreendido completamente mediante conhecimento de outro(s) texto(s); que seria um texto se dispondo como base no entendimento do texto atualmente abordado.

A autora concluiu que "os conceitos de texto e textualidade, poder-se-ia dizer, em principio, que a unidade textual se constrói, no aspecto sociocomunicativo, através dos fatores pragmáticos; no aspecto semântico, através da coerência; e, no aspecto formal, através da coesão".

O texto em sua maioria foi construído de forma dedutivo, a partir de concepções de terceiros e com comparação entre estas concepções excepcionais. Formulando assim um estudo, de levantamento bibliográfico concebido apresentado como relatório da ciência e concepções não empíricas.

Ficou claro a grande influencia que Beaugrande e Dressler (1983) deram a autora, alem de outros.

Apesar dos pesares o texto e simples, podendo ser utilizado como base para concepções; com conclusões originais adquiridas e fundadas nas normas apresentadas. Uma excelente obra de estudo que enriquece nossa língua e seus leitores.

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