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Consequências Sociais da Revolução Industrial

Autor:
Instituição: FTM
Tema: Sociologia

CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


RESUMO

A revolução industrial provocou conseqüências drásticas na sociedade mudando o rumo da história, desde mudanças culturais ao desenvolvimento da ciência.

As conseqüência mais marcantes puderam ser notadas conforme os processos a seguir:

O ritimo do crescimento populacional da Inglaterra fora moroso até meados do século XVII. Em 1.700, haveria na Inglaterra e País de Gales, 5 milhões de habitantes, somente na segunda metade do século XVIII, a população aumentou 2,5 milhões de habitantes, num crescimento próximo de 50%. Transforma-se completamente a densidade demográfica. As aglomerações industriais eram um tanto difusas, em torno das quais haviam aproveitado para adquirir subsistência necessárias e, a introdução da máquina a vapor altera este quadro. Nada mais desumano e impetuoso da expansão urbana não fora acompanhado por adequados serviços urbanos. Campeia livremente entre os anos de 1.820 e 1.830 em torno das industrias dos grandes centros produtores, multiplicou-se os números de artesãos. A industria a domicílio converteu-se numa espécie de seção externa da fábrica. O fenômeno dominante, porém, era a concentração fabril.

A vida na fabricas era odiosa. A disciplina intolerável. O trabalhador artesanal trabalhava apenas para garantir sua sobrevivência, com poucos dias de trabalho semanal, ou três ou quatro dias para descanso.

Na medida em que a mecanização nivela por baixo a habilidade necessária dos trabalhadores, tornava se possível incorporar, trabalho feminino e infantil, isto significava baixar a remuneração. A tecelagem exigia pouca força muscular e os dedos finos das crianças adaptava-se perfeitamente, sua debilidade física era garantia de docilidade, recebendo 1/3 e 1/6, muitas vezes recebiam apenas alojamento e alimentação. Os patrões se comprometiam em dar-lhes formação profissional, educação religiosa e moral. Trabalhavam até 18 horas por dia, os acidentes eram freqüentes, má alimentação, falta de higiene, de ar de sol imoralidade e depravação, nos alojamento.

O trabalho feminino era igualmente importante, portanto, mais de 50% da MOD era de mulheres.

As dificuldades da classe trabalhadora eram enormes, como por exemplo ser obrigada a fazer compras nas lojas do patrão, recebendo seus pagamentos em mercadorias miúdas, obrigadas a morar em casas fornecidas pela fabrica, com pagamento pesados de aluguéis.

Os acidentes de trabalho mais comuns ocorriam com menores, as crianças adormeciam e tinham seu dedos estraçalhados pelas engrenagens dos teares.

O antigo artesão que combinava a atividade artesanal com a agricultura, produzia o sustento à sobrevivência. A mecanização desqualificou o trabalho, o progresso tecnológico e seu impacto sobre o mercado de trabalho tenderia a ser cada vez mais intenso.

Diante da catástrofe social que não conseguiam compreender, empobrecidos, explorados, mergulhavam na total desmoralização. O alcoolismo em massa, companheiro quase inevitável, o infanticídio, a prostituição, o suicídio e a demência, tem sido relacionado com este cataclismo econômico e social.

Inovações ressoa durante todo período manufatureiro. Inventos e inventores configuram materialmente o próprio capital, a máquina economiza MOD às expensas do trabalhador. A lei Speenhamland, de 1.797, lei dos pobres, determinava que se um homem não fosse capaz de por seus próprios meios, manter a subsistência, a sociedade era responsável pelo complemento. No aparente altruísmo da camada dominante para evitar escassez e existência de mercados privilegiados bem como a conseqüente alta dos salários, que daí adviria.

Em 1.811, explodiu com violência o movimento ludita, (vem de Ned Ludlam), levando ao terror os industriais do centro da Inglaterra. O primeiro tipo não contém uma hostilidade direta contra as máquinas. O segundo tipo é a manifestação direta contra a máquina. Ela foi surpreendentemente fraca na prática.


CONCLUSÃO
:

A grande transformação pela qual o mundo passou nos séculos XVII e revolução industrial, provocou transformações profundas tanto cientifico como tecnológicos industriais.

Com isso ocorreu a expansão da produção mudanças culturais, uma verdadeira convulsão social, resultado de uma urbanização descontrolada, afinal a industrialização descartou a produção artesanal marginalizada ou seja explorada a população cuja a riqueza vinha do artesanato e da produção agrícola.

Para garantir uma produção a custos baixos, a industria empregava mulheres e crianças pagando salários miseráveis com carga horária prolongada, ambientes insalubres, nascendo assim a verdadeira miséria social.

Os capitalistas em função do poder econômico, acabava por receber o apoio da igreja, fazendo vistas grossas as exploração capitalista, inclusive punindo sacerdotes que se destacavam em defesa da população, deixando o trabalhador cada vez mais vulnerável à exploração.

Tal situação faz surgir nova classe política que assume a direção do Estado, a economia clássica e a formação do proletariado de massas.

Diante do quadro apresentado a (sociologia), cresceu como ciência, estudiosos filósofos e políticos passaram a estudar todo o contexto social, cujo objetivo era de encontrar um caminho socialmente justo.

A revolução industrial e capitalismo do século XVIII iniciada na Europa fincaram raízes e expalhou-se pelo mundo, a sociedade se adequou ao mundo industrializado, porém a exploração capitalista ainda continua, de forma mais amena, porém é uma realidade principalmente, nos países do terceiro e em desenvolvimento.

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