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História da Arte - Rococó e Arte Renascentista

Autor:
Instituição: Fanorpi
Tema: História da Arte - Rococó e Arte Renascentista


HISTORIA DA ARTE - ROCOCÓ E ARTE RENASCENTISTA

FACULDADE DO NORTE PIONEIRO - FANORPI
2007

O Rococó

De modo geral, a arte que se desenvolveu dentro do estilo rococó pode ser caracterizada como requintada, aristocrática e convencional. Foi uma arte que se preocupou em expressar apenas sentimentos agradáveis e que procurou dominar a técnica de uma execução perfeita.

O rococó teve inicio na franca , no século XVIII, difundindo-se a seguir por toda a Europa. Em nosso país, foi introduzido pelo colonizador português e sua manifestação se deu principalmente no mobiliário conhecido por “ estilo Dom João V”.

O termo rococó originou-se da palavra francesa “rocaille” que, em português por aproximação significa concha. Esse detalhe é significativo na medida em que muitas vezes podemos perceber as linhas de uma concha associadas aos elementos decorativos deste estilo.

Para alguns historiadores da arte, o termo rococó indica a fase do Barroco compreendida entre 14710 e1780, quando os valores decorativistas e ornamentais são exaltados tanto pelos artistas quanto pelos apreciadores de arte.

De fato, pode-se ver o rococó um desenvolvimento natural do Barroco. Porem, há entre esses dois estilos algumas características bem distintas. As cores fortes da pintura barroca, por exemplo, na pintura rococó foram substituídas por cores suaves e de tom pastel, como o verde-claro e o cor-de-rosa. Alem disso , o rococó deixa de lado os excessos de linhas retorcidas que expressam as emoções humanas e busca formas mais leves e delicadas.

A arte rococó refletia, portanto, os valores de uma sociedade fútil que buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer e a levasse a esquecer seus problemas reais. Os assuntos explorados pelos artistas deveriam ser as cenas graciosas, realizadas de tal forma que refletissem uma sensualidade sutil, como podemos observar na tela “ O balanço” do pintor Fragonard (1732-1806).

Arquitetura Rococó

Na arquitetura. O estilo rococó manifestou-se principalmente na decoração dos espaços interiores, que se revestiram de abundante e delicada ornamentação. As salas e os salões tem., de preferência, a forma oval e as paredes são cobertas com pinturas de cores cloras e suave s, espelhos e ornamentos com motivos florais com estuque.

Em oposição a esse interior rico em elementos decorativos, a fachada dos edifícios reflete um barroco sem exageros ou o estilo clássico dos renascentistas italianos.

São exemplos dessa arquitetura o Hotel de Soubise, construído por Germain Boffrand e decorado por Nicolas Pineau, em Paris,entre os anos de 1736 e 1739, e o Petit Trianon, construído por Jacques-Ange Gabriel, em Versalhes, entre 1762 e 1768.

A Pintura

Na pintura, são nítidas as diferenças entre o Barroco e o Rococó. Enquanto o Barroco desenvolvia temas religiosos em que as atitudes dos personagens eram repletas de conotações dramáticas e heróicas, o Rococó desenvolvia temas mundanos, ambientados em parques e jardins ou em interiores luxuosos.

A escultura

Nessa arte, o estilo rococó substitui os volumes que indicam o vigor e a energia barrocos por linhas suaves e graciosas. A escultura, que se torna intimista, geralmente procura retratar as pessoas mais importantes da época. São famosas, por exemplo, as esculturas que Jean Antoine Houdon fez retratando Voltaire, Diderot, Rousseau e outros tantos personagens da historia francesa e universal.

Mas não foi apenas nos retratos que se destacou a escultura rococó. Foi ela a responsável pela criação das estatuetas decorativas, a partir da invenção da porcelana por dois cientistas alemães, Tischirnhaus e Boettger, em 1708.

Arquitetura : Alemanha e França

O resultado final do estilo inventado por Borromini teve lugar ao norte dos Alpes, na Áustria e sul da Alemanha. Nesses países, devastados pela Guerra dos Trinta Anos, houve uma reduzida atividade arquitetônica até o final do século XVII; o Barroco era um estilo importado, praticado principalmente pelos artistas italianos que visitavam esses países. Somente na década de 1690 é que os arquitetos nativos passaram ao primeiro plano.

Seguiu-se um período de cinqüenta anos de intensa atividade, que deu origem a algumas das criações mais imaginativas de toda a história da arquitetura. Teremos que nos contentar, aqui, com uma pequena amostra desses monumentos, construídos para a glorificação de príncipes e prelados que, em termos gerais, só merecem ser lembrados como pródigos patronos das artes. Johann Fischer von Erlach, o primeiro grande arquiteto do Barroco Tardio na Europa Central, está diretamente ligado a tradição italiana. Seu projeto para a Igreja de São Carlos Barromeu, em Viena , combina reminiscências dó exterior da Basílica de São Pedro e o pórtico do Panteão com um par de imensas colunas que aqui substituem as torres da fachada. Com esses elementos inflexíveis da arte romanos imperiais engastados nas curvaturas elásticas de sua igreja, Fischer Von Erlach expressa, mais arrojadamente que qualquer arquiteto italiano barroco o poder que tem a fé cristã de absorver e transfigurar os esplendores da Antiguidade.

Os Arquitetos da geração seguinte, dentre os quais Balthasar neumann foi o mais importante, favoreceram uma tendência voltada para a leveza e elegância. O maior projeto de Neumann, o Palácio Episcopal de Wurzburg, inclui a fantástica Kaisersaal, um grande salão oval decorado em branco, dourado e sombras em tons pastel – o esquema cromático favorito dos meados do século XVIII. Os elementos estruturais como colunas, pilastras e arquitraves são reduzidos ao minimo ; as janelas e segmentos de abóbadas são emoldurados por modelados contínuos e em forma de fitas, e sobre as superfícies brancas entrelaçam –se desenhos ornamentais de formas irregulares. Esse repertório de motivos rendilhados e ondulados, inventado na França por volta de 1700, é o símbolo do Estilo Rococó, que nesse exemplo mostra uma feliz combinação com a arquitetura alemã do Barroco Tardio.

O Rococó foi um refinamento em miniatura do Barroco curvilíneo e “elástico” de Borromini e Guarini, e pode assim fundir-se de modo muito feliz coma arquitetura do Barroco Tardio austríaco e alemão. Na Franca a pintura e a escultura Rococó Ligavam-se menos estreitamente aos seus contextos arquitetônicos do que na Itália, Áustria e Alemana, embora reflitam o mesmo gosto que produzio o Hotel de Soubise.

Pintura : França

No entanto, houve outros pintores cujo estilo só com reservas pode ser chamado rococó, como Jean Batiste Siméon Chardin. Os “ rubenistas” também haviam aberto caminho para um novo interesse pelos mestres holandeses, e Chardin foi o melhor pintor de cenas de gênero e de naturezas-mortas a representar essa tendência. Suas cenas de gênero, como o quadro De Volta ao Mercado, mostram a vida em uma casa parisiense de classe média com um sentimento tão grande pela beleza que se oculta no lugar-comum, e um senso tão claro de disposição espacial, quer só podemos compara-lo a Vermeer.

É a partir dos retratos que podemos chegar à mais clara compreensão do Rococó Francês, pois a transformação da imagem do homem esta no coração do período. No retraois da aristocracia, os homens eram apresentados segundo ilusão de que o caráter era um atributo natural de sua posição na vida, que tinha duas origens em seu nascimento nobre. Mas as melhores realizações da pintura de retratos em estilo rococó estavam reservadas ás mulheres, um fato pouco surpreendente numa sociedade que idolatrava o culto do amor e da beleza feminina. Um dos melhores artistas que produziram suas ob rãs segundo essa concepção foi, ela ´própria, uma bela mulher. Marie Louise Eliizabeth Cigée-Lebrun.

Pintura : Inglaterra

A Inglaterra nunca aceitou o estilo Rococó na arquitetura. A Pintura rococó francesa, por outro lado, teve uma influencia decisiva - embora não reconhecida – do outro lado do Canal da Mancha, a ajudou a criar a primeira escola de pintura inglesa que , desde a Idade Média, não ficou restrita a uma importância local.

De modo geral, a arte que se desenvolveu dentro do estilo rococó pode ser caracterizada como requintada, aristocrática e convencional. Foi uma arte que se preocupou em expressar apenas sentimentos agradáveis e que procurou dominar a técnica de uma execução perfeita.
O rococó teve inicio na franca

A arte Renascentista:

O Renascimento na Itália

O Termo Renascimento é comumente aplicado a civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Ele sugere que,
A partir do século XIV teria havido da Europa um súbito reviver dos ideais da cultura greco-romana. Mas essa é uma visão simplificadora da Historia já que mesmo durante o período medieval , o interesse pelos autores clássicos nunca deixou de existir. Dante, um poeta italiano que viveu entre os anos de 1265 e 1321, por exemplo, manifestou inegável entusiasmo pelos clássicos. Também nas escolas das catedrais e dos mosteiros, autores como Cícero, Viergilio, Sêneca e também os filósofos gregos eram muito estudados. Na verdade o renascimento foi um momento da Historia muito mais amplo e complexo que o simples reviver da antiga cultura greco-romana Ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.

A Arquitetura Renascentista

Para compreender melhor as idéias que orientaram as construções renascentistas, retomemos rapidamente a linha evolutiva da arquitetura religiosa.
No inicio, a basílica crista imitava um templo grego e constituía-se apenas de um salão retangular. Mais tarde, no período bizantino as plantas das igrejas complicaram-se num intricado desenho octogonal. A época românica, por sua vez produziu templos com espaços mais organizados. Já a arquitetura gótica buscou uma verticalidade exagerada, criando espaços imensos, cujos limites não são claramente visíveis.

No Renascimento, a preocupação dos construtores foi diferente. Era preciso criar espaços compreensíveis de todos os ângulos visuais, que fossem resultantes de uma justa proporção entre todas as partes dos edifícios.

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.

A Pintura Renascentista

A pintura do Renascimento confirma as três conquistas que os artistas do ultimo período gótico já haviam alcançado: a perspectiva, o uso do claro-escuro e o realismo.

No final da Idade média e no Renascimento, porem predomina a tendência de uma interpretação cientifica do mundo. O resultado disso nas artes plásticas, e sobretudo na pintura são os estudos da perspectiva segundo os princípios da Matemática e da Geometria.

Outra característica da arte do Renascimento, em especial da pintura, foi o surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais.

A Escultura Renascentista Italiana

Na escultura italiana o Renascimento, dois artistas se destacavam por terem produzido obras que testemunham a crença na dignidade do homem: Michelangelo e Verrocchio
O Davi de Michelangelo é heróico. Possui um tipo de consciência que surge com o Renascimento em sua plenitude: a capacidade de enfrentar os desafios da existência. Não é apenas contra Golias que este Davi se rebela e batalha. É contra todas as adversidades que podem ameaçar o ser humano.

BIBLIOGRAFIA

Janson, H. W. “Iniciação a historia da arte” 1996- 2º edição Editora Martins Fontes. São Paulo
Proença, Graça “Historia da Arte”, 2000, editora àtica São Paulo.

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