Técnicas de Pesquisa Qualitativa

Autor:
Instituição: Univali
Tema: Técnicas de Pesquisa

TÉCNICAS DE PESQUISA QUALITATIVAS


Técnicas de pesquisa com características qualitativas:

OBSERVAÇÃO DIRETA INTENSIVA;

  • Observação: utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também examinar fatos ou fenômenos que se deseja estudar. Pode ser: Sistemática, assistemática, participante, não-participante, individual, em equipe, na vida real, em laboratório.
  • Entrevista: é uma conversação efetuada face a face, de maneira metódica, proporciona ao entrevistador, verbalmente, a informação necessária tipo: padronizada ou estruturada, despadronizada ou não-estruturada, painel.

OBSERVAÇÃO DIRETA EXTENSIVA

  • História de vida: tenta obter dados relativos à "experiência intima" de alguém que tenha significados importante para o conhecimento do objeto de estudo.
  • Pesquisa de mercado: é a obtenção de informações sobre o mercado, de maneira organizada e sistemática, tendo em vista ajudar o processo decisivo nas empresas, minimizando as margens de erros.

Observação direta intensiva

Observação: é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e utilizar os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se desejam estudar. A observação ajuda o pesquisador a identificar e a obter provas a respeito de objetivos sobre os quais os indivíduos não tem consciência, mas que orientam seu comportamento.

Vantagens:

  • Possibilita meios diretos e satisfatórios para estudar uma ampla variedade de fenômenos.
  • Exige menos do observador do que as outras técnicas.
  • permite a coleta de dados sobre um conjunto de atitudes comportamentais típicas.
  • Depende menos da introspecção ou da reflexão.

Limitações:

  • O observado tende a criar impressões favoráveis ou desfavoráveis no observador.
  • A ocorrência espontânea não pode ser prevista, o que impede muitas vezes o observador de presenciar o fato.
  • A duração dos acontecimentos pode ser rápida ou demorada, dificultando a coleta de dados.
  • Vários aspectos da vida cotidiana, particular, podem não ser acessíveis ao pesquisador.
  • As que possuem maior características qualitativas são:


Observação:
Não-Participante

O pesquisador toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem integrar-se a ela: permanece de fora.

Presencia o fato, mas não participa dele; não se deixa envolver pelas situações; faz mais o papel de expectador. Isso, porem, não quer dizer que a observação não seja consciente, dirigida ordenada para um fim determinado. O procedimento tem caráter sistemático.

Entrevista: É um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional .

Vantagens:

  • pode ser utilizada com todos os segmentos da população: analfabetos ou não.
  • oferece maior oportunidades para avaliar atitudes, condutas podendo o entrevistado ser observado naquilo que diz e como diz.
  • da a oportunidade para a obtenção de dados que não se encontram em fontes documentais.

Limitações:

  • dificuldade de expressão e comunicação de ambas as partes.
  • incompreensão por parte do informante do significado das perguntas, pode levar a uma falsa interpretação.
  • possibilidade de o entrevistado ser influenciado, pelo questionador.
  • retenção de alguns dados importantes.
  • pequeno grau de controle sobre uma situação de coleta de dados.
  • ocupa muito tempo e é difícil de ser realizada.


Tipo de entrevista com maior característica qualitativa:

Entrevista: Despadronizada ou Não-Estruturada

O entrevistador tem liberdade para desenvolver cada situação em qualquer direção que considere adequada. Ë uma forma de poder explorar mais amplamente uma questão. Em geral, as perguntas são abertas e podem ser respondidas dentro de uma conversação informal. Elas apresentam três modalidades:

-Entrevista focalizada: Há um roteiro de tópicos relativos ao problema que se vai estudar e o entrevistador tem a liberdade de fazer as perguntas que quiser: sonda razoes e motivos, dá esclarecimento, não obedecendo, a rigor, a uma estrutura formal. Para isso, são necessários habilidades e perspicácia por parte do entrevistador. Em geral é utilizada em estudos de situações de mudança de conduta.

-Entrevista clínica: trata-se de estudar os motivos, os sentimentos, a conduta das pessoas. Para esse tipo de entrevista pode ser organizada uma serie de perguntas especificas.

-Não dirigida: Há liberdade total por parte do entrevistado, que poderá expressar suas opiniões e sentimentos. A função do entrevistador é de incentivo, levando o informante a falar sobre determinado assunto, sem forçá-lo a responder.


Observação direta extensiva

História de vida

Ë uma técnica de pesquisa social utilizada pelos antropólogos, sociólogos, psicólogos e outros estudiosos, como fonte de informação para seus trabalhos. Alguns autores designam essas informações de "documentos íntimos", "documentos pessoais" ou "documentos humanos".

A historia de vida tenta obter dados relativos à "experiência intima" de alguém que tenha significados importantes para o conhecimento do objeto em estudo.

Por meio dessa técnica, procura-se captar as reações espontâneas do entrevistado, em face de certos acontecimentos fundamentais de sua vida.

A pessoa de quem se obtém os dados, que tanto pode ser participante como um observador do fenômeno social, relata sua própria historia. O investigador, através de uma serie de entrevistas, procura fazer a reconstituição global da vida desse individuo, tentando evidenciar aqueles aspectos em que esta mais interessado.

Para conseguir esses dados, o entrevistador deve "criar uma atmosfera inteiramente permissível, na qual o individuo seja livre para se expressar sem receio de desaprovação, admoestação ou disputa e sem advertência do entrevistador" (Selltiz et alii, 1965:312).

A historia de vida constitui importantes fonte de dados, uma vez que, através dela, o pesquisador "descobre a concepção que o individuo tem de seu papel e de seu status nos vários grupos de que é membro" (Nogueira, 1968:139).

Para alguns estudiosos essa técnica é indispensável, principalmente na fase inicial da pesquisa, como meio de exploração e flexibilidade, a fim de descobrir os dados mais relevantes e pertinentes ao trabalho cientifico.

As informações obtidas devem ser complementadas com dados oriundos de outras fontes. Certos autores consideram os documentos pessoais – autobiografias, diários, cartas pessoais e memorandos – como documentos íntimos que "tendem a revelar mais sobre a personalidade e o comportamento daqueles que os escreveram" (Pardinas, 1977:190).

Pesquisa de mercado

É a obtenção de informações sobre o mercado de maneira organizada e sistemática, de acordo com técnicas especificas, tendo em vista ajudar o processo decisivo nas empresas, minimizando a margem de erros. Desse conceito depreende-se que o levantamento dos dados exige:

  • Organização e sistematização e não mera observação casual;
  • Técnicas adequadas de pesquisa;
  • Formulação de objetivos que possibilitem alternativa de escolha, em momentos decisivos;
  • Visão mais exata da realidade, diminuindo a margem de erros.

São variados os tipos de pesquisa de mercado que se modificam e se desenvolvem em função da natureza do problema a ser investigado e dos recursos e pessoal disponível. Entre os mais comuns podem ser citados os seguintes:

  • teste de produto: pesquisa realizada quase sempre com amostras representativas de consumidores, tendo em vista determinar as características desejáveis em um produto a ser lançado no mercado, ou a introdução de modificações em um produto já existente.
  • pesquisa de audiência: determinar a porcentagem dos que ouvem ou assistem cada estação de radio ou canal de televisão.
  • Store-Audit: dados obtidos através da observação e registro, realizada junto aos estabelecimentos comercias.
  • discussão em grupo: pesquisa realizada com pequeno grupo de consumidores, reunidos em torno de uma mesa, e levados a discutir o assunto em estudo.
  • desk research: pesquisa de gabinete, realizada com a utilização de dados secundários, com informações já existentes, mas geralmente dispersas e de natureza heterogênea.


BIBLIOGRAFIA

MARCONI, Marina de A. & LAKATOS, Eva M. Fundamentos de metodologia cientifica. São Paulo, Atlas, 1991.

MARCONI, Marina de A. & LAKATOS, Eva M. Técnicas de Pesquisa.São Paulo, Atlas, 1996.

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