Amigo Nerd.net

Biomas Brasileiros

Autor:
Instituição: Desconhecida
Tema: Geografia Brasileira

Biomas Brasileiros


1- TEMA

Biomas Brasileiros

1.1- Delimitação do Tema

O Ensino dos Biomas Brasileiros na 8º Série do Ensino Fundamental.


2- JUSTIFICATIVA

O trabalho com o tema Biomas Brasileiros deve ser desenvolvido visando proporcionar aos alunos uma grande diversidade de experiências e ensinar-lhes formas de participação, para que possam ampliar a consciência sobre as questões relativas ao meio ambiente e assumir de forma independente e autônoma atitudes e valores voltados à sua proteção e melhoria.

O trabalho que se propõe aqui deverá trazer uma visão ampla que envolva não só os elementos naturais dos Biomas Brasileiros, mas também os elementos construídos e todos os aspectos sociais envolvidos na questão ambiental. Dentro dessa visão, o homem é um elemento a mais que, porém, tem extraordinária capacidade de atuar sobre o meio e modifica-lo.

O desenvolvimento dessa proposta exige clareza sobre as prioridades a serem eleitas. Para tanto, é necessário levar em conta o contexto social, econômico, cultural e ambiental no qual se insere a escola, mas precisamente em qual dos Biomas a escola está inserida, para assim poder explicar na prática qual a realidade daquela determinada sociedade.

É nesse sentido, que este trabalho visa proporcionar aos alunos da 8º série do Ensino Fundamental um melhor entendimento sobre o tema estudado, garantindo assim, uma visão geral e concreta de cada bioma brasileiro regionalizado.


3- OBJETIVOS

3.1- Geral

Desenvolver por meio da prática em sala de aula, o potencial criativo, questionador e participativo no Ensino Fundamental, para que haja melhor interação com as disciplinas e com o contexto em que esteja vivenciando.

3.2- Específicos


4- PROCEDIMENTOS / DESENVOLVIMENTO

4.1- Filme (Uma Aventura na Geografia do Brasil – Volume III – as Regiões Brasileiras);

4.2- Maquete (de cada uma dos sete biomas brasileiros).

4.1- Filme (Uma Aventura na Geografia do Brasil – Volume III – as Regiões Brasileiras)

Material

Faixa Etária

14 a 16 anos.

Procedimento

O professor deverá passar o filme como abertura de conteúdo. Logo que os alunos assistirem ao filme, explorá-lo através de perguntas e conceitos sobre:

- O que é bioma?

É o conjunto de seres vivos de uma determinada área.

- O que é ecossistema?

Um conjunto biológico no qual há uma cadeia alimentar, com vegetais e animais que dependem uns dos outros, e uma interação entre os seres vivos com seu meio ambiente (o solo, o ar, o clima, as águas, etc.);

- O que é biosfera?

É a camada ou esfera da vida onde se encontram os seres vivos (animais e vegetais, do ser humano aos seres microscópios) e os elementos inorgânicos, que não tem vida mas permitem a vida na Terra (solo, ar, água, radiação solar, etc.)

- O que é biodiversidade?

Significa diversidade biológica, ou seja, se refere à variedade de seres vivos que cada ecossistema e que também a biosfera possuem, por que como já sabemos, na realidade a biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas.

- Quais são os biomas brasileiros?

O Brasil possui sete diferentes biomas: Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado, campos Sulinos, Pantanal, Mata Atlântica e Zonas Costeiras.

- Onde estão localizados e quais as características de cada um desses Biomas no Brasil?

Floresta Amazônica – localiza-se ao norte do Brasil. Apresenta uma grande variedade de animais e vegetais;

Caatinga – localiza-se no nordeste brasileiro. Apresenta árvores baixas, de troncos retorcidos e com poucas folhas, também apresenta muitos cactos. É a vegetação de lugares onde chove muito pouco, como o sertão do nordeste;

Cerrado – ocupa grande parte da região central do Brasil. É formado por capim, arbustos e árvores pequenas com troncos retorcidos, casca grossa e raízes profundas;

Campos Sulinos – encontra-se em várias partes do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul. Os campos são aproveitados para a criação de gado;

Pantanal – localiza-se na planície do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Na época das cheias, é inundada pelas águas do rio Paraguai e seus afluentes;

Mata Atlântica – fechada e úmida, é muito rica em espécies vegetais. Localiza-se na região sudeste do Brasil;

Zonas Costeiras – é a vegetação do litoral. É composta de árvores de porte médio e arbustos, formando os mangues ou manguezais. Nos lugares de restinga, predominam gramas, arbustos e árvores.

Em seguida pedir um relato do que eles puderam observar no filme.

Objetivos

Sugestões

Duração

+/- 50 minutos

Os Biomas Brasileiros

Através do filme "Uma Aventura na Geografia do Brasil – Volume III – as Regiões Brasileiras", elabore uma redação com tudo o que foi visto e entendido no filme.

4.2- Maquete (de cada uma dos sete biomas brasileiros)

Material

Faixa Etária

14 a 16 anos.

Procedimento

O professor deverá separar a sala em 7 grupos com a mesma quantidade de pessoas. Logo em seguida, distribuir os materiais necessários para a confecção da maquete e junto uma apostila com o referente bioma. Cada grupo deverá confeccionar a sua maquete com o que entendeu dos biomas. Ao término pedir para o grupo fazer uma explicação de sua maquete, que poderá ser exposta em sala de aula.

Objetivos

Sugestões

Duração


Apostilas de Cada Bioma

Floresta Amazônica

CARACTERÍSTICAS GERAIS

A floresta Amazônica está localizada a norte do continente sul-americano. Aproximadamente 67% de sua área pertence ao Brasil, sendo o restante distribuído entre a Venezuela, Suriname, Guianas, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. A formação vegetal está dividida em três principais tipos de mata: igapó, várzea e mata de terra-firme. A mata de igapó é inundada permanentemente, a várzea é inundada somente nos períodos de cheia e a mata de terra-firme, normalmente não é inundada. Há também uma diversidade dos rios. Podemos considerar como principais representantes o Rio Negro (de águas negras), o Rio Solimões, Madeira e Amazonas( águas barrentas ou amarelas) e o Rio Tapajós ( de águas claras ou transparentes). Apesar dos solos amazônicos serem estruturalmente pobres, nas várzeas - por receberem matéria orgânica e minerais trazidos na época das cheias - encontramos maior fertilidade do que no restante da floresta. Estes solos nos períodos secos, são utilizados pela população ribeirinha para o cultivo, que geralmente é de subsistência. Uma característica marcante da Amazônia é o equilíbrio entre a floresta e a sua mata fechada e bem variada; a rica hidrografia, com a mais densa bacia fluvial do mundo; o clima quente e úmido e os solos em geral pobres, mas que recebem grande quantidade de matéria orgânica proveniente da própria floresta que aliada aos fatores acima, forma um intrínseco ciclo de nutrientes, contribuindo assim para sua subsistência e exuberância.

DEGRADAÇÃO

A Amazônia vem sendo degradada desde a colonização do Brasil de várias maneiras, de acordo com a disponibilidade dos seus recursos naturais e da necessidade econômica em cada etapa deste processo. Houve contudo, uma intensificação a partir da década de 70 com maior ocupação e extração mineral e vegetal. Atualmente, os principais processos de degradação são: desmatamento: para agropecuária, extração de madeira e ocupação; mineração: para a exploração de principalmente de ferro, cassiterita, bauxita e ouro; as queimadas: para formação de pastagens, abertura de estradas, etc. Desta forma, há uma sensível alteração do ciclo de nutrientes da floresta, abalando os fatores que a mantém.

CURIOSIDADES

... em menos de 30 anos, uma área maior que a França foi destruída na Amazônia.

...a floresta Amazônica é responsável pela existência de uma massa de ar continental úmida.

... a Amazônia não é o pulmão do mundo, pois todo o oxigênio lá produzido, é praticamente consumido pela própria floresta.

... os cipós, juntamente com as raízes superficiais e o tronco das árvores (que podem possuir base maior que o topo), servem de sustentação para as mesmas.

... a idéia de homogeneidade da floresta é falsa. Há uma diversidade de espécies enorme desde o tipo de mata, até o tipo de relevo.

Caatinga

CARACTERÍSTICAS GERAIS

A Caatinga estende-se por todo interior do nordeste oriental, chegando ao sul do Piauí e a norte de Minas Gerais. É marcada pelo clima semi-árido, com chuvas irregulares, com estações do ano não muito bem definidas: uma quente e seca, e outra quente e úmida (isto ocorre devido a irregularidade das chuvas somando a circulação de massas de ar na região). O cenário árido é uma descrição da Caatinga - que na língua indígena quer dizer Mata Branca - durante o período prolongado de seca correspondente ao inverno. Muito provavelmente os indígenas batizaram-na com este nome por apresentar-se sem folhas e com aspecto seco a maior parte do ano. O relevo da região, embora apresente altitudes modestas, possui uma disposição para o sentido norte-sul canalizando os ventos alísios. São estes corredores de vento que dificultam a ocorrência de chuva na região. O solo da zona da Caatinga é rico em sais minerais e paupérrimo em matéria orgânica devido a intensa luminosidade calor, que carbonizam a matéria orgânica, dificultando sua decomposição. Em seguida, esta matéria orgânica carbonizada é espalhada pelo vento. O solo, por ser composto principalmente por argila, possui grande capacidade de retenção das águas das chuvas, não permitindo que estas circulem. As plantas possuem raízes superficiais para o máximo de absorção destas águas. O relevo atual surge a partir de influências de processos morfogenéticos subatuais, responsáveis pelos grandes traços do modelado, planaltos arrasados e alguns morros isolados ("inselbergs"). Sua vegetação é constituída por arbustos tortuosos que perdem as folhas na estação seca, cactáceas e bromeliáceas, e por vegetação rasteira que surge na estação chuvosa. Temos como exemplo da vegetação arbustiva a Aroeira, o Juazeiro, com porte arbóreo em condições favoráveis de solo. Como cactáceas temos o xiquexique, o xiquexique do sertão e o mandacaru. E como bromeliácea temos o caroá. Esta região possui três bacias hidrográficas: a do São Francisco, que banha o Sertão, a do Parnaíba, que banha o Meio-Norte e a Bacia Secundária do Nordeste, constituída principalmente por rios intermitentes ou temporários.

DEGRADAÇÃO

O processo de degradação da Caatinga se iniciou juntamente com a expansão da pecuária para o interior do país no século XVII, intensificando-se a partir da década de 50. Abaixo, encontram-se alguns dos mais importantes processos de degradação das caatingas:

Grandes latifúndios: desmatamento da vegetação nativa; controle dos recursos naturais por grandes grupos econômicos, com destaque para recursos hídricos;

Êxodo rural para as capitais nordestinas e outras regiões; desertificação de grandes áreas.

Prospecção e exploração de lençóis d’água subterrâneos e de combustíveis fósseis: Petróleo e gás natural - Contaminação de recursos d’água superficiais; desmatamento.

Siderúrgicas, olarias e outras indústrias: Corte da vegetação nativa para produção de lenha e carvão vegetal; desertificação.

Formação de pastagens: devastação da cobertura vegetal; perda progressiva da matéria orgânica do solo; erosão.

Irrigação e drenagem: Salinização do solo. Através dos processos de irrigação que têm sido freqüentes na região das caatingas, o homem tem causado a salinização dos seus  ambientes . O mau uso da irrigação faz a água evaporar mais em alguns locais deixando apenas o sal no solo, que, por sua vez reage com os minerais existentes neste, promovendo reações químicas que dificultam a adaptação de algumas espécies ao mesmo. Quanto mais espécies são retiradas, mais o solo fica desprotegido, livre à ação da chuva forte, dos ventos e do sol, promovendo assim a desertificação , contaminação do solo por agrotóxicos e assoreamento dos açudes.

CURIOSIDADES

Você sabia...

... que não existe apenas um tipo de caatinga? Nós temos ao todo cinco tipos diferentes: caatinga seca e agrupada, caatinga seca e esparsa, caatinga arbustiva, caatinga das serras e caatinga da Serra do Moxotó.

... que no solo da caatinga encontramos uma grande concentração de sal.

... que uma espécie de formiga foge da caatinga quando a estação de chuvas se aproxima.

... que o Lírio branco ou moringa é usada para purificar a água salobra encontrada nos açudes da caatinga.

... alguns fazendeiro enchem a moringa de água e a enterram para manter o solo úmido por um bom tempo.

... que na realidade o solo da caatinga não é rachado, o que fica rachando no período da seca é o leito dos rios que têm maior concentração de argila.

... que o Mandacaru serve de alimento para o gado na estação da seca.

... que o Caroá possui fibras que são aproveitadas para confecção de barbantes e redes de pesca.

Cerrado

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Cerrado é um bioma que ocupa cerca de 22% do território nacional, abrangendo os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, partes menores em São Paulo, Paraná, Maranhão, Piauí e pequenas manchas no Amazonas, Roraima, Paraná e Rôndonia.

A fisionomia característica desta região é constituída por arvores e arbustos tortuosos, geralmente espaçados e que tem entre 3 e 10m de altura.

As árvores e arbustos apresentam também troncos de cortiça espessa e folhas coriáceas. Quanto ao clima pode-se dizer que é tropical , com precipitações anuais acima de 1000mm. Há no cerrado duas estações climáticas distintas: inverno seco , apresentando elevada deficiência de água (maio - setembro) e verão chuvoso onde ocorre aproximadamente 90% da precipitação anual (outubro - março).

O solo do cerrado em geral é antigo, intemperizado, ácido, profundo e possui alta concentração de alumínio que causa toxidez às plantas, inibindo o seu crescimento e levando-o a apresentar semelhanças com a caatinga. Sendo assim devemos associar a fisionomia semi-árida da vegetação do cerrado não à deficiência de água - uma vez que suas raízes chegam à 18m de comprimento para alcançar o lençol freático e suprir a necessidade hídrica durante as estação seca - mas sim ao solo, que não possui os nutrientes necessários à síntese de proteínas.

DEGRADAÇÃO

O Cerrado foi ocupado durante décadas para pecuária extensiva. Somente a partir da década de 70 iniciou-se no Brasil a ocupação efetiva do Cerrado, que visava a plantação de monoculturas como a soja para exportação. Incentivada pelo governo federal, tal ocupação foi realizada sem a ordem necessária , o que causou e causa ainda hoje problemas na biodiversidade do Cerrado.

Com a ampliação dos trabalhos agrícolas - como a implantação de grandes fazendas destinadas à moderna produção agrícola e a inserção de novas tecnologias de forma descontrolada - esse bioma tem sofrido enormes danos: desmatamento das árvores originais, erosão, contaminação do lençol freático pelo uso de agrotóxicos, queimadas, assoreamento de rios pela destruição da mata ciliar que deixa de reter sujeiras, etc. A degradação em geral, causa alterações irreversíveis no bioma, que vai perdendo suas características originais. E para tornar a situação mais crítica, os órgãos governamentais não tomam medidas enérgicas para frear a ocupação desordenada que até hoje vem correndo. Portanto é necessário que o homem perceba que está pondo em risco a sobrevivência das futuras gerações, por isso é importante começar a pensar o seu atual conceito de exploração, para que os recursos naturais tenham a sua utilização aliada à preservação ambiental.

CURIOSIDADES

O Cerrado é o segundo maior bioma (conjunto de seres vivos) existente no Brasil só ficando atrás da floresta Amazônica;

Apenas 2% da área original do Cerrado está preservada em parques e reservas;

A riqueza biológica mínima estimada no Cerrado é da ordem de 320.000 espécies distribuídas por 35 filos e 89 classes;

São conhecidos até o momento, no Cerrado, 1575 espécies de animais, formando o segundo maior conjunto animal do planeta;

A flor do ipê (muito comum no Cerrado) foi declarada flor nacional brasileira por um decreto da presidência da República;

As raízes das plantas do Cerrado podem variar entre 15 e 18m de comprimento;

No Cerrado existem árvores que dão frutos azuis devido à alta concentração de alumínio no solo;

Os sauveiros (fomigueiros de saúvas) do Cerrado formam extensos murundus com até 10 metros de diâmetro e um metro de altura e com até dois milhões de formigas, vivendo por cerca de 15 anos.

Campos Sulinos

CARACTERÍSTICAS GERAIS:

Os campos localizam-se principalmente no sul do Brasil. A Campanha Gaúcha é constituída por uma superfície plana e igual que, por causa da sua enorme extensão e seu aspecto uniforme, apresenta uma vegetação * monótona, constituída basicamente por gramíneas (10 a 50cm de altura), formando um tapete que recobre o relevo* suave (coxilhas).

As arvores são quase ausentes desse sistema e as espécies herbáceas (arbustos ou gramíneas) que existem na região, podem aparecer em tufos dispersos, deixando exposto e desprotegido o solo, que recebe da vegetação umidade, e uma importante quantidade de matéria orgânica, pois é muito pobre de nutrientes. Assim as raízes das espécies não são muito profundas.

Vegetação: A pobreza do solo, explica a pobreza da vegetação. As adaptações às condições climáticas são  a diminuição da transpiração e da evaporação através da mudança da forma de suas folhas, que passam a ter formatos mais alongadas e pontiagudos.

Solo: Os solos possuem acidez excessiva e são compostos por:

- uma espécie de barro fino tão fortemente ligado que só com muita dificuldade absorve água

- um barro arenoso com pedregulhos que fornece a vegetação um solo muitas vezes duro e pouco permeável que depois das chuvas seca rapidamente.

Relevo: A topografia suave com pouca declividade deixa o chão sem abrigo contra a insolação e os ventos, permitindo ao mesmo tempo um rápido secamento pelo escoar da água.

Clima: O clima da região é ameno devido a sua posição subtropical, e o regime de chuvas é constante e há ocorrências de geadas nos meses mais frios. O clima da região é denominado subtropical úmido.

DEGRADAÇÃO:

O principal problema ambiental da campanha gaúcha, vem sendo o processo de desertificação. Esse processo consiste na redução da vegetação e da capacidade produtiva do solo. Isto ocorre geralmente em áreas de clima árido, mas nas pradarias está associado a ação antrópica. O uso de maquinário pesado para plantações de soja e arroz, que revolvem a parte superior do solo mas compacta os extratos inferiores, dificultam  a penetração de água, do ar e das raízes das plantas. Além da mecanização, a pecuária de bovinos e ovinos também está associada a desertificação da Campanha Gaúcha. Ao pastar, o gado pisoteia a vegetação e provoca a compactação dos horizontes mais profundos do solo. Sendo assim, o brotamento das plantas é dificultado e a ação dos ventos contribui para a propagação da areia.

Malefícios:

Voçorocas: Erosão provocada pela ação das chuvas que abrem grandes buracos no solo.

A única forma de salvar uma área desertificada é a plantação em larga escala de espécies ideais para combater a expansão do deserto e promover a volta da produtividade da terra.

CURIOSIDADES:

Apesar de ter uma pequena variedade de vegetação, os campos possuem uma grande riqueza em espécies animais como roedores de pequeno porte, carnívoros (lobos, coiotes e raposas), aves de rapina e siriema, répteis e insetos.

Em mais de 15 municípios do sudoeste gaúcho está acontecendo o processo de desertificação, que ataca 15% da superfície do planeta. Esse processo vem deixando fora de produção quase 60.000 km2 de terras férteis por ano.

Ocupação e criação de gado na campanha gaúcha .

A ocupação teve início em 1627 com o estabelecimento de missões jesuítas junto a margem oriental do rio Uruguai. Estes criavam gado e se dedicavam à catequese dos indígenas locais. Dez anos mais tarde foram atacados por bandeirantes que aprisionaram os índios como escravos.

Os índios sobreviventes se refugiaram na outra margem do rio Uruguai, abandonando seu gado que, graças a abundância de pastagens, passou a se reproduzir em liberdade e em larga escala.

Depois de 1682 os jesuítas voltaram à margem oriental e fundaram os Sete Povos das Missões: São Nicolau, São Luís, São Lourenço, São Miguel, São João, Santo Ângelo e São Francisco Borja, onde começaram a domesticar o gado que vivia a solta,  formando assim as primeiras estâncias criatórias.

Para proteger o gado dos ataques dos espanhóis, os jesuítas foram para os campos altos do nordeste do estado, a região da mata de araucária, formando assim a vacaria dos pinhais.

Depois disso as missões passaram a fornecer carne para a zona da mineração o que criou um pequeno comércio muito rentável e atraiu a atenção de muitos paulistas que se mudaram para o sul.

Atualmente a região da Campanha Gaúcha tem uma das melhores produções de gado de corte do país.

Mata Atlântica

CARACTERÍSTICAS GERAIS

A Mata Atlântica estendia-se do Rio Grande do Norte ao rio Grande do Sul, alargando na porção central do Brasil. Semelhante ao que ocorre com a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica reúne formações vegetais diversificadas e heterogêneas. Nas costas da Serra do Mar e em várias ilhas perto da costa de São Paulo (Parque da Serra do Mar e Parque Estadual da Ilha do Cardoso, por exemplo) a Mata Atlântica se caracteriza por ser sempre verde e densa. As árvores possuem alturas que variam de 15 a 40m. Nessas regiões se desenvolve uma grande variedade de epífitas (bromélias), samambaias e palmeiras. A Oeste, na direção da Bacia do Paraná, as árvores possuem uma altura média entre 25 a 30m. Algumas árvores perdem as folhas no inverno e há presença de samambaias e bromélias, além de cipós. Ao Sul do Brasil, a Mata Atlântica caracteriza-se principalmente pela presença da Araucária angustifolia, em grandes porções do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além disso, a Mata Atlântica é completada pelas restingas (se iniciam perto das praias e avançam para o interior) e mangues (situam-se no encontro dos rios com o mar).

O clima na Mata Atlântica é essencialmente tropical, com variações de acordo com a latitude. A Mata Atlântica também pode ser chamada de costeira, pois acompanha o conjunto de serras (Mar, Mantiqueira) localizadas ao longo do litoral. É muito úmida graças aos ventos carregados de vapor de água que sopram do mar (devido às correntes marítimas quentes). O ar ao subir, esfria e se condensa, provocando as elevadas precipitações, sob a forma de chuva ou nevoeiro. Em conseqüência do predomínio da decomposição química do material rochoso, os solos são profundos e argilosos. Ao se decompor pela ação de microorganismos, a mistura de restos de animais e vegetais transforma-se em húmus, que incorpora-se ao solo e forma uma cobertura capaz de alimentar bilhões de plantas. Estes crescem e, ao envelhecerem, suas folhas e troncos caem e transformam-se mais uma vez, devolvendo os nutrientes ao solo e fechando um ciclo que explica a existência de florestas exuberantes mesmo em terrenos paupérrimos. Essa camada de solo fértil é um importante elemento da Mata Atlântica, responsável - junto à umidade trazida pelos ventos marinhos, aos altos índices de precipitações e ao clima favorável - pelo desenvolvimento de matas verdejantes, capazes de alimentar animais das mais diferentes espécies.

DEGRADACÃO

Na época do "descobrimento" do Brasil em 1500, a Mata Atlântica cobria uma faixa de 3500 quilômetros, que se estendia por dezessete Estados. Ela tinha mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente a 12% da área do país. Hoje a situação é muito diferente. Depois de séculos de exploração madereira, avanço agrícola e crescimento urbano, mais de 90% da mata original foi destruída. A maior parte do que restou permanece em serras com difícil acesso. Vale lembrar que a maioria das capitais brasileiras está localizada em áreas ocupadas anteriormente pela Mata Atlântica. O extermínio da Mata Atlântica começou quando "os Portugueses tropeçaram em um meio continente, movidos por cobiça e vaidade, sem se deixar levar por compaixão ou mesmo por curiosidade." (Warren Dean, A Ferro e Fogo). O Brasil que eles avistaram era um litoral coberto por centenas de quilômetros de mata exuberante. A colonização foi iniciada com a coleta de pau-brasil. Depois vieram cinco séculos de queimadas. A cana, o café, o pasto, tudo foi plantado nas cinzas daquela grande mata. Dela saíram lenhas para o engenho de açúcar, locomotivas, termelétricas e siderúrgicas. Até o século passado, punha-se fogo em madeira de lei nativa e se exportava mogno para as Antilhas. Devido a esses vários séculos de exploração, grande parte do solo da Mata Atlântica empobreceu. No século XVI a Mata Atlântica era uma mancha verde quase ininterrupta no mapa brasileiro. Hoje o que vemos, são só alguns pontos verdes. A floresta praticamente sumiu do Nordeste. Minas Gerais era constituída de 51,7% de Mata Atlântica. Hoje apenas 1,5% do estado é composto por essa mata. E assim aconteceu em todo o Brasil. Os 39,75 do Rio Grande do Sul viraram 2,33%. Dos 97% de mata original do Rio de Janeiro, restaram menos de 20%. Existem estados que deixaram o desmatamento para o século XX, mas foram muito rápidos. O Paraná já perdeu 84,5% de florestas, dessas a metade acabou nos primeiros 450 anos de colonização e o que sobrou, nos últimos quarenta anos foi dividido por cinco. Até o fim dos anos 60, funcionava em Guaíra, uma usina termelétrica que só queimava árvores nativas de madeira nobre, pois seu rendimento energético é maior. Em 1947, ainda era possível avistar uma grande área de floresta no litoral do Nordeste. Vista de um avião, era um cenário "amazônico". Hoje o que se vê é um paliteiro de tocos carbonizados. Em 1910, 43% do Ceará eram florestas. No século passado o sertão cearense foi descrito por um botânico como uma selva "semelhante a do Rio de Janeiro". Existem hoje, vários ambientalistas lutando contra a extinção da Mata atlântica, pois sobrou apenas 8% da grande mata avistada por Cabral e para 2010 prevê-se a extinção total do que sobrou.

CURIOSIDADES

Alguns dos principais problemas enfrentados pela Mata atlântica:

A ocupação desordenada é o problema atual mais grave enfrentado pelas áreas remanescentes da Mata Atlântica próximas às grandes cidades brasileiras. Esta ocupação, associada à especulação imobiliária e ao problema de moradia , acaba por afetar diretamente os remanescentes desta mata, localizadas nos arredores de  cidades como São Paulo e Rio de Janeiro (Serra da Cantareira e Floresta da Tijuca, respectivamente)

Outro problema envolve as ações do INCRA, que tem assentado famílias nas áreas remanescentes desta floresta, já que para o Órgão, floresta é terra improdutiva ( sem nenhuma preocupação ambiental).

Além disso, alguns grupos de trabalhadores sem-terra caçam, pescam e derrubam árvores nos remanescentes da Mata, e o IBAMA não se manifesta por achar politicamente incorreto criticá-los.

As áreas remanescentes da Mata Atlântica sofrem ainda outras formas de agressão, como a poluição por agrotóxicos, mineração, resíduos de indústrias, além dos vazamentos de petróleo, limpeza dos navios e metais radioativos e contaminação do solo por fertilizantes.

As áreas  das nascentes dos rios não estão sendo preservadas: invasões, loteamentos e aterros clandestinos levam sujeira e doenças, além de ameaçar provocar no futuro próximo, uma crise de abastecimento de água potável. Apesar de protegidas por leis  estão ameaçadas por ocupações. São muitas as pessoas que não tem lugar para morar, por isso ocupam áreas da mata, mesmo que estas não apresentem condições apropriadas para habitação. Como não há rede de esgoto, ao se cavar uma fossa, mina água, pois os lençóis d’água estão muito altos, contaminando assim, os córregos e até mesmo os poços de onde as pessoas se abastecem de água. Portanto, a ocupação dos remanescentes da Mata nos arredores das grandes cidades brasileiras, acaba por ser um reflexo das condições sociais do país, e ao mesmo tempo, pode ser um alerta para o fato de a questão ambiental ser também e principalmente, uma questão social

Zonas Costeiras

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Os mangues ocupam no litoral uma área de 25000 Km2, distribuídos ao longo do litoral (desde o Amapá, até Santa Catarina). O manguezal é um ambiente sujeito a processos marinho, estuarino e lagunar, podendo ser alterado representativamente pela modificação de processos hidrológicos e hidrodinâmicos, interagentes de sedimentação e de "sistemas vizinhos". Os bosques de manguezal variam segundo a latitude, o meio físico, a hidrografia e a atmosfera, garantindo a variedade botânica e zoológica. São cerca de 60 tipos de árvores diferentes e outras 20 associações oferecendo suporte a mais de 200 espécies animais em todo o mundo. O estabelecimento do ecossistema, onde instalam-se árvores e arbustos característicos dos mangues, está vinculado à existência de redutores de sedimentação fina que formam um solo fluido e pouco compactado, dificultando a sustentação, um solo pouco oxigenado na superfície e desprovido de oxigênio abaixo dela. O substrato é retido pelas raízes e troncos das árvores, absorvendo a matéria orgânica produzida por cada unidade.

DEGRADACÃO

Os mais graves efeitos provocados pela superutilização humana dos manguezais são os que acarretam um desmatamento em larga escala. Há destruição total das árvores para uso de lenha e carvão. Se o processo de desmatamento se associar ao uso de máquinas e ao aterramento, remove-se e a terra (com sementes e plântulas) e a recolonização da área se torna praticamente impossível. A retificação de drenagem para evitar inundações locais alteram a rede de drenagem, a jusante do mangue ou em seu interior, causando ressecamento. Em áreas de desenvolvimento industrial e agrícola, metais pesados, petróleo e seus derivados, pesticidas e herbicidas, quando atingem áreas estuarinas e costeiras a elevadas concentrações, causam disfunções enzimáticas em animais e plantas, causando a possível morte dos manguezais.

CURIOSIDADES

Existem animais marinhos que vivem toda a fase adulta nos mangues, como moluscos e crustáceos (caranguejos que vivem em árvores como o marinheiro ou o Aratu-aratuas pisoni), que raramente descem aos sedimentos e alimentam-se de polpa, folhas, algas, troncos e raízes. O mangue é tido como refúgio e área de reprodução de diversas aves marinhas e terrestres (garças, socós) e certos mamíferos que freqüentam o mangue em busca de alimento, principalmente à noite. Vários animais utilizam-se do mangue durante a fase juvenil, como camarões e siris na época da reprodução, fazendo um criadouro no local. Por isso, o mangue é chamado "Berçário-do-Mar".


5- AVALIAÇÃO

O educador deve ter a atividade de avaliar caracterizada como meio subsidiário na construção do resultado satisfatório.

É instrumento do avanço, identificando e propondo novos rumos;

A verificação da aprendizagem, não se dará a partir dos máximos possíveis, mas sim dos mínimos necessários;

Não deverá assumir o caráter de mecanismo disciplinador de condutas sociais ;

No decorrer do desenvolvimento do projeto, deve ser oportunizado ao aluno ser avaliado de forma diversificada, utilizando-se de vários instrumentos, não sendo permitida uma única forma como critério de aprovação ou reprovação. Vários mecanismos devem ser utilizados de forma dirigida ou espontânea, dentre os quais:


6 - RESULTADOS ALCANÇADOS

Adquirir conhecimentos básicos de Geografia é algo importante para a vida em sociedade, em particular para o desempenho das funções de cidadania: cada cidadão, ao conhecer as características sociais, culturais e naturais do lugar onde vive, bem como as de outros lugares, pode comparar, explicar, compreender e espacializar as múltiplas relações que diferentes sociedades em épocas variadas estabeleceram e estabelecem com a natureza na construção de seu espaço geográfico.

A aquisição desses conhecimentos permite uma maior consciência dos limites e responsabilidades da ação individual e coletiva com relação ao seu lugar e a contextos mais amplos, de escala nacional e mundial.

É nesta perspectiva, que nós futuros educadores esperamos ter transmitido o conhecimento adquirido através de nossa bagagem intelectual aos nossos futuros alunos, formando cidadãos críticos capazes de construir um mundo melhor.


7- CONCLUSÃO

Esperamos que com o estudo dos Biomas Brasileiros, sendo introduzido o espaço natural e a ação humana, contribua para formar mentes críticas que não vejam a natureza como um manancial infinito de recursos exploráveis, mas sim como geradora das condições indispensáveis para a vida e, por isso mesmo, como patrimônio que deve ser preservado e utilizado de forma racional pela humanidade.

Uma das nossas preocupações é incutir no educando o respeito mútuo pelo outro. Quando utilizamos a palavra "outro", estamos nos referindo a todos os seres vivos e ás condições que garantem a existência de vida na Terra. É fundamental que o aluno tenha consciência de que os seres humanos se relacionam e precisam uns dos outros, e de que todos os elementos da natureza estão profundamente relacionados. A nós, professores e alunos, cabe o desafio de efetivarmos essa proposta na sociedade brasileira.


8- BIBLIOGRAFIA

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda & MATINS, Maria Helena Pires. Filosofando - Uma Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1986.

FREIRE, Paulo; FREI BETO. Essa escola chamada vida. 7 ed. São Paulo, Ática, 1999.

GARAVELLO,Tito Marcio. GARCIA, Helio Carlos. Geografia geral. São Paulo,scipione,2000.

MARX, K., Manuscritos econômico-filosóficos de 1844. Lisboa, Edições 70, s/d.

_______. "Terceiro manuscrito". In: Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos selecionados. Trad. José Carlos Bruni. São Paulo, Abril 1985 (Col. Os Pensadores).

PCN’S. Ensino fundamental e médio. Volume 1, 4, 5, e 10.

SANTOS, Milton. Por uma geografia nova. Da crítica da geografia a uma geografia crítica. 4 ed. São Paulo: Hucitec. 1996.

VESENTINI, J.Willian & VLACH, Vânia. Geografia crítica: Geografia do terceiro mundo – volume 04. São Paulo, Ed Ática, 1997.

___________. Geografia crítica: Geografia do mundo industrializado – volume 03. São Paulo, Ed Ática, 1998.

Comentários


Páginas relacionadas