Camadas da Terra

Autor:
Instituição: SENAI
Tema: Camadas da Terra

Camadas da Terra

SENAI
2007

 

 

 

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A Terra é constituída, basicamente, por três camadas:

- Crosta Terrestre: Camada superficial sólida que circunda a Terra.
- Manto: camada logo abaixo da crosta. É formada por vários tipos de rochas que, devido às altas temperaturas, encontram-se no estado pastoso e recebem o nome de magma.
- Núcleo: Compreende a parte central do planeta e acredita-se que seja formado por metais como ferro e níquel em altíssimas temperaturas.

 

As camadas da Terra

A crosta é a parte sólida do Globo Terrestre também chamada de litosfera (esfera de pedra). A sua espessura é calculada em cerca de 60 a 100 quilômetros. Até agora, porém o homem conseguiu penetrar cerca de três quilômetros. As sondagens em busca de petróleo já ultrapassaram de seis quilômetros. Não se deve confundir a definição dada acima se restringindo apenas às terras emersas, mas também às submersas, pois as águas enchem depressões de tamanhos e grandezas variáveis, repousando, porém sobre a crosta. A rigor a crosta terrestre compreende as zonas de sial e parte do sima. A primeira constitui as terras emersas, e a segunda o fundo da maioria das bacias oceânicas. O manto é a camada intermediária entre a crosta e o núcleo central. Manto é o mesmo que capa geológica ou camada, com a diferença, todavia, de ser, geralmente de pouca espessura. Para os geofísicos, o manto é uma das camadas do Globo Terrestre, sob a litosfera.

A espessura do manto possui aproximadamente 2.900 quilômetros (km). É constituída por minerais tanto no estado sólido como em fusão podendo ser dividido em duas partes: o manto superior e o manto inferior.

O núcleo é a parte do Globo Terrestre abaixo da esfera de pedra – litosfera. Durante muito tempo pensaram alguns cientistas, que esse núcleo fosse constituído por um fogo central, recebendo a denominação de pirosfera, e outros, de metais pesados – barisfera ou metalisfera.

Atualmente, considera-se o núcleo central como composto pela pirosfera (sima) e barisfera (nife). O núcleo é dividido em inferior e exterior possui cerca de 3.400 quilômetros de espessura, sendo o núcleo inferior formado pela liga de níquel e ferro.

 

Rochas

Rocha – É um conjunto de minerais, ou apenas um mineral consolidado, constituindo a parte essencial da crosta terrestre.

As rochas que afloram na superfície do Globo Terrestre não apresentam sempre o mesmo aspecto. As suas diferenciações estão ligadas a uma série de fatores tais como: origem, composição química, estrutura, textura, tipo de clima, declive, cobertura vegetal, tempo geológico etc. Todos esses fatores intervém em grau maior ou menor nas diferenciações que as rochas superficiais possam apresentar.

Quanto à origem podem ser classificadas em três grupos: magmática, metamórfica e sedimentar.

Rochas magmáticas ou ígneas são rochas produzidas pelo resfriamento do material ígneo existente no interior do Globo Terrestre ao caminhar em direção à superfície. As rochas eruptivas conforme a posição em que se deu o resfriamento pode ser classificada de modo geral em dois grupos: a) Rochas intrusivas ou plutônicas; b) Rochas efusivas ou vulcânicas.

As rochas intrusivas são as que se cristalizam a grande profundidade sendo exemplo o granito. As rochas efusivas formam a categoria de rochas, cujo resfriamento foi feito com o resfriamento do magma na superfície sendo exemplo o basalto.

Rochas metamórficas resultam da transformação de outras rochas preexistentes quando submetidas às condições de pressões e de temperaturas elevadas.

Entre as principais rochas metamórficas podemos citar: gnaisse, quartlitos, micaxisto, mármore etc.

Rocha sedimentar resulta da precipitação química, da deposição de detritos de outras rochas ou de acúmulo de detritos orgânicos. A deposição de fragmentos de outras rochas, ou de minerais quando acumulados os sedimentos constitui o que denominados de depósito sedimentar.

Em geral a sedimentação se realiza em estratos ou camadas horizontais, daí a denominação de rocha estratificada.

A sedimentação é o processo pelo qual se verifica a deposição dos sedimentos ou de substâncias que poderão vir a ser mineralizados. Os depósitos sedimentares são resultantes da desagregação ou mesmo da decomposição das rochas primitivas. Esses depósitos podem ser de origem fluvial, marinha, glaciária, eólica, lacustre, vulcânica etc.

Quanto à origem, as rochas sedimentares se dividem em:

a) Clásticas ou detríticas.
b) Orgânicas.
c) Químicas.
a) Rochas sedimentares de origem detrítica ou clássica: São constituídas por fragmentos desagregados das diversas rochas existentes (eruptivas, metamórficas ou mesmo sedimentares) que, transportada para outras regiões, são depositados em estratos. Ex.: areia, arenito, argila, xisto argiloso etc.
b) Rochas sedimentares de origem orgânica: São formadas pela ação dos seres vivos vegetais, animais. Ex.: Hulha, calcário.
c) Rochas sedimentares de origem química: São formadas pela precipitação, dissolução, pela ação coloidal ou ainda por uma reação. Ex.: salgema, estalactite, estalagmite etc.

 

A Terra em movimento e as placas tectônicas

Um dos assuntos mais interessantes estudados por geólogos é aquele referente à estrutura da Terra e as transformações que ocorrem no planeta. A maior parte dos processos de mudança, principalmente aqueles de abrangência global, é operada tão lentamente que os mesmos não são perceptíveis numa escala de tempo humano. Mas eles ocorrem de forma inexorável transformando a paisagem da Terra.

Forças internas do planeta agindo durante bilhões de anos elevam grandes massas rochosas (Cordilheira Andina e Alpina), dobram duras camadas de rocha e conseguem mesmo separar e mover continentes e abrir oceanos, rearranjando o mapa do mundo.

Periodicamente, o homem se dá conta das forças extraordinárias do planeta, cuja magnitude pode ser avaliada nos grandes eventos dos terremotos, durante os quais grandes fendas se abrem no chão, prédios inteiros são destruídos, pontes e viadutos são levantados, suas estruturas de aço distorcidas, e alterações imponentes ocorrem na superfície dos terrenos num curtíssimo espaço de tempo. Do mesmo modo, erupções vulcânicas modificam rapidamente a paisagem, criando ou destruindo montanhas. Essas forças endógenas do planeta são responsáveis pela dinâmica presente na crosta terrestre. A Figura 1 mostra um perfil esquemático ilustrando os processos derivados do movimento das placas tectônicas na superfície do globo terrestre.

A Teoria das Placas Tectônicas, na qual a superfície da Terra (Litosfera) está dividida em placas relativamente finas (contendo continentes ou não) que se movem e se chocam, provocando terremotos, erupções vulcânicas e formando cadeias montanhosas, é fruto da capacidade imaginativa e científica de figuras importantes do mundo geológico.

A idéia de uma movimentação relativa entre os continentes pode ser inicialmente encontrada nos escritos de Francis Bacon, datados de 1620. Bacon impressionou-se com o fato de que o contorno da costa leste americana casava quase que perfeitamente com o contorno da costa oeste da África e Europa

A hipótese de uma possível deriva continental (continental drift) foi apresentada ao conhecimento público no começo do século XX pelo meteorologista alemão Alfred Wegener. Ele baseou-se principalmente em estudos e evidências de natureza climatológica para justificar a Teoria da Deriva Continental. Analisando registros paleoclimáticos nos diversos continentes, notou que nos Períodos Geológicos do Carbonífero (345 milhões de anos atrás) e Permianos (280 milhões de anos atrás), a África, a Austrália, a Antártica, a América do Sul e a península da Índia encontravam-se em período glacial. No mesmo Tempo Geológico, os grandes depósitos de carvão mineral estavam sendo formados na América do Norte, Europa e Ásia, e condições desérticas prevaleciam em toda a região norte. Os depósitos de carvão e os desertos são indicativos de clima quente, que ocorrem hoje em regiões tropicais e equatoriais.

Aquelas condições climáticas não poderiam ser explicadas pela atual disposição espacial dos continentes, a não ser que os mesmos estariam sofrendo um movimento de deriva relativa. Wegener tentou demonstrar que ao se agrupar todos os continentes (Figura 2) numa única massa continental (Pangea), no Período Permocarbonífero, com a América do Sul bem próxima ao Pólo Norte, poder-se-ia explicar a condição climática glacial reinante nos continentes anteriormente indicados.

Da mesma forma, pelo arranjo proposto, a América do Norte, Europa e Ásia estariam localizados em zonas paleoclimáticas tropicais próximas à linha do Equador. Wegener publicou seus estudos em 1915 "A origem dos continentes e oceanos", mas não conseguindo explicar que forças seriam capazes de mover imensos blocos continentais, e com a sua morte em 1930, a Teoria da Deriva Continental foi posta em esquecimento.

Com os avanços científicos que se seguiram decorrentes do desenvolvimento de novos instrumentos e tecnologias de investigação, a partir da metade do século, pode-se constatar novas evidências geológicas indicativas do movimento das placas terrestres. A descoberta e os estudos realizados ao longo das Cadeias Meso-oceânicas (oceanic spreading ridge) que constitui um sistema contínuo de elevações do piso oceânico, com forte atividade sísmica e vulcânica, por exemplo, a Cadeia Meso-Atlântica, que se extende continuamente quase exatamente no centro do Oceano Atlântico, deu margem ao desenvolvimento da Tese de Expansão do Fundo Oceânico. Pode-se dizer que a Teoria de Placas Tectônica é fruto dos estudos de Deriva Continental e dos estudos da Expansão do Fundo Oceânico.

 

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