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O Ciclo do Ouro

O CICLO DO OURO


INTRODUÇÃO:

Este trabalho tem por objetivo, saber um pouco mais sobre a fase do ouro, como surgiu, e onde surgiu, quais suas conseqüências no passado e na sociedade atual e qual o período em que aconteceu.


O SÉCULO DO OURO

No século XVIII, o Brasil era o maior produtor de ouro e diamante. Para evitar o contrabando, Portugal estabeleceu um rígido controle sobre Minas Gerais e cobrava pesados impostos dos Garimpeiros.

A mineração trouxe milhares de portugueses para o Sudeste do Brasil e estimulou o crescimento do mercado interno. Entretanto, grande parte do ouro acabou nas mãos de Portugal e da Inglaterra.

O Brasil era também grande exportador de açúcar, tabaco e algodão. No fim do século, a mineração estava em franca decadência. A agroexportação voltava a liderar a economia do país.


ONDE ESTAVA O OURO

Os bandeirantes paulistas começaram a descobrir ouro no final do século XVIII. A principal região mineradora ficava onde hoje está o estado de Minas Gerais, mas também havia ouro em Mato Grosso e Goiás, e, em pequena quantidade na Bahia.

O ouro era encontrado no cascalho dos rios. Os garimpeiros (catadores de ouro) pegavam a areia do leito do rio, misturada com água e pedrinhas, e a colocavam num tipo de prato grande de madeira que era girado com a mão. O giro veloz separava as pepitas (pedrinhas de ouro).

Também havia muito ouro em minas no interior da Terra, era preciso escavar a terra e fazer túneis nas pedras.

COM QUEM FICOU O OURO DO BRASIL?

Se o ouro era uma riqueza fabulosa e ninguém no mundo o produzia tanto quanto o Brasil, então onde está esse ouro? Onde ele foi parar?

Uma parte desse ouro saiu do Brasil por via direta: por meio dos impostos pagos ao rei de Portugal.

Outra maneira de o ouro sair foi através dos gastos com produtos importados de Portugal. Por causa do pacto colonial, o Brasil só tinha autorização de comerciar com o império português. Mesmo que isso significasse pagar mais caro pelos produtos.

Existia também uma maneira ilegal de o ouro sair do Brasil: pelo contrabando, navios ingleses, escondidos pela escuridão da noite, desembarcavam clandestinamente nas praias baianas, pernambucanas e fluminenses, deixavam caixotes recheados de mercadorias européias. Apesar da proibição portuguesa, essas mercadorias eram vendidas dentro do Brasil. E pagas com o ouro, é obvio. Desse modo, uma grande parte do ouro Brasileiro seguiu para a Inglaterra.

Na verdade, até mesmo Portugal mandava ouro para a Inglaterra. Tudo começou quando Portugal quis se livrar da União Ibérica. Aconteceu no período de 1580 a 1640 em que o rei da Espanha era também rei de Portugal. Para reconquistar a independência e ter seu próprio rei os portugueses precisavam do apoio da Inglaterra e este é claro ajudariam por bondade, queriam algo em troca e o tiveram, conseguiram a subordinação de Portugal ao governo Britânico. Portugal foi obrigado a assinar tratados que cediam amplas vantagens econômicas aos ingleses, entre eles o mais famoso foi o Tratado de Methuen, assinado em 1703 entre o rei da Inglaterra e o rei de Portugal.


A SOCIEDADE MINERADORA

A sociedade que nasceu nas regiões mineradoras não era muito diferente do resto da colônia, no topo da escala social estavam os ricos privilegiados, estes eram donos de muitos escravos, proprietários de grandes áreas de mineração e dezenas de quilos de ouro. Neste período surgiu a classe média Colonial, não eram extremamente ricos, mas também não faziam parte da classe dos trabalhadores pobres. Participavam desta classe pequenos proprietários que fabricavam sapatos, barris, velas, sacos de feijão, pão, queijo-de-Minas, móveis, etc.

Estavam também nesta classe médicos e advogados, apesar de serem filhos de pais ricos, estes eram considerados de classe média porque somente o filho mais velho herdava os bens do pai, os outros estudavam fora e se formavam, mas ficavam sem os bens do pai. Abaixo da classe média estavam uma multidão de trabalhados livres pobres, encontravam-se então o carpinteiro, o pedreiro, garimpeiro, etc. Neste grupo estava quase a metade da população Mineira, e bem abaixo estavam os escravos. Qualquer garimpeiro que encontra-se uma certa quantidade de ouro poderia comprar um escravo para lhe ajudar. A vida na mineração era muito difícil o escravo que trabalhava nela tinha em média 10 anos de vida. Os donos eram muito cruéis com seus escravos. O ouro cobriu muitos altares de igrejas, e fez parte da decoração de várias casas de fazendeiros ricos.


A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL

O governo português criou vários impostos para arrecadar o ouro do Brasil.

Os garimpeiros eram obrigados a entregar ao governo colonial um quinto (20%) de todo o ouro que descobrissem. Ou seja, as pessoas aqui no Brasil davam um duro danado e Portugal ficava de graça, com 20% de todo ouro.

Haviam muitos outros impostos, alguns eram super absurdos, por exemplo, impostos para pagar a festa de casamento de uma princesa portuguesa ou para restaurar monumentos públicos em Lisboa.

Sem saída, os colonos acabavam escondendo ouro das autoridades para não ter de pagar os impostos. Chegavam até mesmo a obrigar o escravo a engolir grandes quantidades de ouro. Dentro da barriga, o ouro nunca seria descoberto pelo coletor de impostos. Depois que o coletor já estava longe, o escravo vomitava ou defecava o ouro. Se o mineral não saísse de sua barriga, o dono não tinha conversa: rasgava á faca o ventre do infeliz. O ouro do senhor valia mais do que a vida humana...

Outro modo de ocultar o ouro era colocando-o em santos de pau oco, tratava-se de estátuas de madeira que representavam os santos da Igreja, o ouro ficava oculto dentro dessas imagens e, como os padres estavam liberados dessa revista, podiam carregar o ouro com tranqüilidade.

O governo português reagiu criando as casa de fundição, quem encontrasse ouro deveria levá-lo imediatamente para as casas de fundição, o mineral seria posto no fogo derretido e transformado em barras, lá mesmo era cobrado o imposto do quinto.

Os garimpeiros, ricos ou pobres, não gostavam da medida, não agüentavam tanta taxa, tanto controle, tantos impostos, a certa altura estourou uma rebelião em Vila Rica contra as causas de fundição.


O ROTEIRO DO OURO

Os bandeirantes de São Paulo possuíram uma longa tradição de desbravamento do interior. E foi a partir da experiência acumulada em sucessivas gerações que os bandeirantes puderam chegar afinal, ás regiões auríferas.

Em 1694, Bartolomeu Bueno da Siqueira e Manuel Ortiz de Camargo E Arzão encontraram as primeiras minas na região de Itaberaba. No mesmo ano, Miguel Garcia chegaram ao ribeiro aurífero de Galaxo do Sul. Nos anos seguintes multiplicaram-se as descobertas: Iripuí, Itacolmi e Ribeirão do Carmo (1695/96), devidas respectivas a Manuel Garcia, o velho; Belchior da Cunha Barregão e Bento Leite da Silva; e Salvador Mendonça Furtado. Em 1698, Antônio Dias de Oliveira encontrou as enormes jazidas de Vila Rica. Os achados prosseguiram até a metade do século XVIII, com a constante ampliação da zona mineradora. Para oeste, o ouro foi encontrado em Cuiabá (1719), Goiás (1725) e Paracatu (1744) localidade do atual estado de Minas Gerais. Mais ao norte surgiram as minas e Bahia. E, em 1727, a descoberta de jazidas de diamante veio tornar ainda mais movimentada a região das Minas Gerais, centralizada em Vila Rica, hoje Ouro Preto.

A corrida do ouro atraía gente de todas as capitanias, e também reis que desembarcavam no Brasil em busca de riquezas fácil. Segundo estimativa da época, em 1771 havia cerca de 300.000 pessoas envolvidas na exploração do ouro.


A FISCALIZAÇÃO PORTUGUESA

Em 1702 a Coroa portuguesa modificou o conjunto de leis sobre a extração de metais preciosos. De acordo com o novo Regimento das Minas, a exploração das jazidas era livre e a Coroa tinha direito a um quinto do metal extraído. As descobertas deveriam ser imediatamente comunicadas às autoridades, que providenciaram a demarcação das datas ou lotes a serem distribuídos. O distribuidor tinha o direito de escolher em primeiro lugar, e a Fazenda Real também ficava com um lote, que vendia em leilão. Os lotes restantes eram repartidos entre os candidatos; tinha prioridade quem possuísse maior número de escravos. Todas essas tarefas ficavam a cargo de um órgão especialmente criado para esse fim: a Intendência das Minas, que também cuidava de Zelar pela obediência ao Regimento, pela cobrança do quinto, pela superintendência dos trabalhos de Mineração e pela resolução de questões surgidas entre os mineradores.


CONCLUSÃO:

Ao concluir o presente trabalho percebemos que a fase da mineração, que aconteceu no século XVIII, onde surgiu uma nova camada da sociedade, a classe média, foi uma época muito difícil, principalmente para os escravos,

Hoje existem poucas minas porque o ouro foi muito explorado no passado, e deixou suas marcas até hoje em altares de igrejas e outras peças muito famosas, foi um período muito rico, onde os ricos mineradores aumentaram ainda mais a sua fortuna, apesar de todos os impostos cobrados.

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