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Biografia de Oswald de Andrade, Carlos Drummond, Cassiano Ricardo e Mario de Andrade

Autor:
Instituição: Supletivo
Tema: Modernismo

Modernismo no Brasil


Na literatura brasileira, dois momentos foram decisivos e mudaram os rumos da sua evolução artística:

Romantismo e o Modernismo

Esse segundo momento já havia sido preparado pelo Pré-Modernismo. A sucessão intempestiva das vanguardas européias difundiu pelo mundo seus manifestos e suas pretensões.

A Semana de Arte Moderna foi o evento que assinalou o início do Modernismo Brasileiro. Na literatura destacaram-se, entre tantos, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade; na pintura, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti; na música, Villa Lobos; na escultura, Victor Brecheret; na arquitetura, Antônio Moya.


A Semana de Arte Moderna

No dia 29 de janeiro de 1922, O Estado de S. Paulo noticiava o seguinte:

"Por iniciativa do festejado escritor Sr. Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras, haverá em São Paulo, uma "Semana de Arte Moderna", em que tomarão parte os artistas que, em nosso meio, representaram as mais modernas correntes artísticas."

Nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, realizou-se a histórica semana, com recitais, conferências, apresentações musicais e exposições.


Modernismo no Brasil 2ª Fase

Carlos Drummond de Andrade, (1902-1987)

Poeta, jornalista, contista. Nasceu em Itabira, Minas Gerais, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Formou-se em Farmácia, em Belo Horizonte, e foi professor de geografia. Em 1925, fundou com outros escritores mineiros A Revista, órgão de curta duração, mas de fundamental importância no modernismo mineiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1933 onde trabalhou como jornalista e funcionário público. Nunca esqueceu a terra natal e, referindo-se à infância, escreveu, certa vez, :"...hoje, Itabira é apenas um retrato na parede/ mas, como dói". Teve uma única filha, Maria Julieta, também escritora, que morreu alguns meses antes do pai.

Carlos Drummond de Andrade foi o primeiro grande poeta posterior aos movimentos que inauguraram o modernismo brasileiro. Observador e irônico, percebia como ninguém o pequeno hiato existente entre o "ser" e o "parecer" das pessoas, material que recheava suas poesias de humor, uma de suas marcantes características.

Em sua obra destacam-se Sentimento do mundo (1940) e a Rosa do povo (1945), esta última uma exortação à resistência contra a fúria nazifascista (ver Fascismo; Nacional-socialismo) e todas as formas de dominação e exploração. Segue-se Claro enigma (1948-1951), em que, ao lado da recusa a este "sistema de erros", expressa suas inquietações e interrogações diante do tempo, da morte e do "vazio que destrói o sonho da existência", levando o indivíduo a fechar-se em si mesmo, sem ousar o salto ou a ruptura.

Desta poesia de base filosófica dos anos 50, Carlos Drummond de Andrade passou a buscar a Lição das coisas (1959-1962), fazendo das coisas e das palavras que as nomeiam, uma forma de atingir o essencial e mais significativo.

Em Contos de aprendiz (1951) e crônicas de Fala, amendoeira (1957) — ao lado da contida, mas intensa expressão de afeto e rejeição ao absurdo do mundo — perspassa um humor irônico em relação à diferença entre o que os homens mostram ou parecem ser e o que são — uma das tônicas da visão deste poeta que se definiu como "um gauche na vida".

De 1956 a 1969 colaborou no Correio da Manhã e, depois, no Jornal do Brasil, além de continuar a publicar poesia: entre outras, As impurezas do branco (1973).

Carlos Drummond de Andrade — que recusou uma indicação para se candidatar à Academia Brasileira de Letras e, "por razões de consciência", negou-se a receber o Prêmio Brasília de Literatura, concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal —, recebeu, em 1962, o Prêmio de Literatura da União Brasileira de Escritores e, em 1975, o prêmio Walmap de Literatura.

Traduções e edições sucessivas de suas obras, em diferentes línguas e países, deram-lhe renome internacional. Mesmo depois de sua morte, sua nome se projeta como um dos maiores poetas da literatura brasileira e sul-americana.

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