Modernismo

Autor:
Instituição: Pimentas
Tema: Modernismo

Modernismo até o pós-modernismo

Pimentas
2009

 

 

 

Índice

Pré-modernismo
Introdução
Pré-modernismo
Momento histórico
Características
Autores
Modernismo 2ª fase
Brasil
Características
Autores
Pós-modernidade
Como surgiu o Pós-Modernismo
O contexto cultural e artístico
Características
Brasil e Pós-Modernismo
Nacionalismo X Internacionalismo
Fim do século XX
Conclusão
Referências Bibliográficas

 

Pré-Modernismo até o Pós modernismo

 

Introdução

A realização deste trabalho tem como objetivo mostrar os fatos, ocorrências, conseqüências de um dos períodos da nossa Literatura, o Pré-Modernismo até o Pós modernismo.

Tentaremos mostrar claramente, com a melhor das intenções, os fatos e características de tal assunto, e também através da realização deste trabalho, procuraremos tirar o maior proveito para o nosso aprendizado, buscando colher mais informações úteis que sejam satisfatórias para que por meio da pesquisa, nós possamos engrandecer o nosso conhecimento.

Primeira fase (1922-1930) - Certas transformações foram responsáveis pela criação do ambiente propício à instalação das novas idéias, ressaltando-se: o Centenário da Independência e a Guerra Mundial (1914-1918), que favoreceu a expansão da indústria brasileira, promoveu novas relações políticas, além de abrir espaço para a renovação na educação e nas artes. Deu origem, também, ao questionamento do sistema político vigente, até então comandado pela oligarquia ligada à economia rural. Há, ainda, a grande influência da mão-de-obra imigrante, instalada no Sul, centro de poder da vida econômica e política do país. Outros fatos importantes foram: o triunfo da Revolução de Outubro de 1930, cujo levante se deu em 1922, e a fundação do Partido Comunista Brasileiro.

Igualmente relevante, foi a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, levando à queda do café brasileiro na balança de exportação, nessa mesma data. Tal fato, desestabiliza, no Brasil, o grupo dirigente e abre espaço para o novo, dando legitimidade à arte e à literatura modernas, entendidas, a princípio, como "capricho". O país vive os últimos anos da República Velha, caracterizada pelo domínio político das oligarquias, formadas pelos grandes proprietários rurais. Em 1922, com a revolta do Forte de Copacabana, o Brasil entra num período revolucionário de fato, culminando com a Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas.

Segunda fase (1930-1945) - No plano internacional, os fatos históricos que se destacam como os mais importantes são: a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, provocando profunda depressão econômica, conhecida como a Grande Depressão; a instalação da ditadura salazarista em Portugal, estendendo-se de 1932 a 1968; o início da Guerra Civil Espanhola, em 1936; a invasão da Polônia pela Alemanha, sob o comando de Adolf Hitler, resultando na Segunda Guerra Mundial; a invasão da ex-União Soviética pela Alemanha, em 1941; no mesmo ano em que os japoneses atacam aos Estados Unidos; a invasão da Itália, provocada pelos países aliados, em 1943; o fim da Segunda Guerra, em 1945, com a utilização da bomba atômica sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

No Brasil, a Revolução de 1930 conduziu Getúlio Vargas ao poder com o apoio da burguesia industrial. Tratava-se de um governo provisório que incentivou a industrialização e substituiu o capital inglês pelo norte-americano. Descontentes com essa política, em 1932, os produtores de café de São Paulo se rebelam contra esse governo provisório, dando origem à chamada Revolução Constitucionalista de 9 de julho, que resultou em fracasso.

Em 1934, é promulgada a nova Constituição Brasileira, acompanhada da eleição de Getúlio Vargas para presidente da República. Mais tarde, em 1936, vários membros do Partido Comunista são presos, incluindo os escritores Jorge Amado e Graciliano Ramos. Em 1937, uma nova constituição é promulgada com características fascistas.

Em meio a todas essas conturbações, um fato merece registro. Trata-se das mortes, em 1938, de Lampião, o chefe do cangaço e de sua companheira Maria Bonita. O cangaço pode ser definido como o banditismo praticado pelos nordestinos expostos à extrema pobreza e constante injustiça social. Surge na grande seca de 1879, a partir de grupos armados que assaltam fazendas e casas comerciais para depois distribuírem o alimento furtado aos flagelados.

Além desses acontecimentos, em 1941, o Brasil entra na guerra, em apoio aos Estados Unidos da América do Norte, e, em 1945, Getúlio Vargas é deposto pelas Forças Armadas, pondo fim ao Estado Novo com a eleição de Eurico Gaspar Dutra para presidente da República

Terceira fase (Pós-1945) - A duas bombas lançadas covardemente sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki em agosto de 1945 apenas evidenciaram um fato que há muito estava comprovado: a vitória dos aliados sobre os países do eixo e o fim da Segunda Guerra Mundial. Começava, a partir de então, um confronto de duas nações e dois sistemas sócio-políticos que dividiria o mundo em duas partes e aumentaria o medo de uma outra guerra mais sanguinária: Estados Unidos versus União Soviética, ou capitalismo versus socialismo. No Brasil, chegava também ao fim o regime de quinze anos de poder de Getúlio Vargas, deposto pelos mesmos militares que o ajudaram a chegar à presidência. Getúlio ainda voltaria em 1951, desta vez eleito pelo povo que o idolatrava. Seu governo, no entanto, não chegou ao fim: sob suspeita de irregularidades no comando do país, Getúlio Vargas suicida-se com um tiro no coração no ano de 1954, causando uma comoção geral.

Dentre os presidentes que sucederam Getúlio, merece destaque a figura de Juscelino Kubitschek, eleito em 1955. Praticando a política dos "cinqüenta anos em cinco", Kubitschek apostou na industrialização como fonte de crescimento para o país. O investimento, sobretudo na área automobilística, necessitou de empréstimos de capital estrangeiro, o que implicava numa dívida externa cada vez maior e uma conturbada inflação. Um dos grandes marcos de seu governo foi a construção da nova capital do país: Brasília, inaugurada em 1960. Enquanto isso, as cidades inchavam cada vez mais com a migração das famílias provenientes de regiões agrárias, sobretudo do norte. O país, no entanto, possuía uma alegria a mais para esquecer dos problemas: o futebol brasileiro, campeão mundial nos anos de 1958 e 1962, e que viria conquistar o terceiro título em 1970.

A década de 60 é marcada pelo Golpe Militar no ano de 1964, quando os militares depuseram o presidente João Goulart e instituíram uma repressão que perseguiria, torturaria e exilaria os principais ícones de nossa política e cultura. O ano de 1968 ficou conhecido pela instituição do Ato Constitucional Número 5, que pregava a censura e condenava pessoas que viessem a se posicionar política e culturalmente contra o regime militar. Nossa cultura, no entanto, passava por um período fértil, não só na literatura e teatro, como também na música, com o nascimento dos grandes festivais de música popular e do "Tropicalismo", movimento musical que contava com nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e outros.

O Brasil só se livraria por completo da repressão militar no ano de 1984. O principal responsável por essa busca da democracia foi o então eleito presidente Tancredo Neves, que faleceria antes de tomar posse. A presidência é assumida pelo vice, José Sarney. Segue-se um período de pacotes econômicos constantes e uma inflação que chega a níveis absurdos.

A eleição de 1990 tornou-se um marco na história do país. Finalmente um presidente seria eleito pelo povo depois de tantos anos de ditadura e sofrimento. Fernando Collor de Melo assume o poder com uma maciça campanha política e uma gama de reformas que visavam colocar a nação no eixo do desenvolvimento. Tanta disposição foi, no entanto, desmascarada, mostrando uma séria teia de corrupção e lavagem de dinheiro, levando o país a um movimento de nacionalismo nunca antes visto, que culminaria com o Impeachment do presidente.

Com Fernando Collor impedido de continuar exercendo o cargo de presidente, seu vice Itamar Franco assume o poder. O marco de seu governo é a criação de uma nova moeda, o Real, que estabilizou os índices inflacionários e equilibrou de certo modo a economia em 1994. O criador do plano, o então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, tornou-se o sucessor de Itamar Franco na presidência, sendo reeleito no ano de 1998.

 

Pré-Modernismo - Primeira fase (1922-1930)

O pré-modernismo deve ser situado nas duas décadas iniciais deste século, até 1922, quando foi realizada a Semana da Arte Moderna. Serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Realismo, Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo.

O pré-modernismo não foi uma ação organizada nem um movimento e por isso deve ser encarado como fase.

Não possui um grande número de representantes mas conta com nomes de imenso valor para a literatura brasileira que formaram a base dessa fase.

O pré-modernismo, também conhecido como período sincrético. Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo.

Essa foi uma fase de uma grande transição que nos deixou grandes jóias como Canaã de Graça Aranha; Os Sertões de Euclides da Cunha; e Urupês de Monteiro Lobato.

O que se convencionou em chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária, ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária que caracterizaria os primeiros vinte anos deste século. Aí vamos encontrar as mais variadas tendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, outros preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmente inovadoras.

Por apresentarem uma obra significativa para uma nova interpretação de realidade brasileira, bem como pelo valor estilístico, limitaremos o Pré-Modernismo ao estudo de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. Assim, abordaremos o período que se inicia em 1902 com a publicação de dois importantes livros - Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha - e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana da Arte Moderna.

 

Momento Histórico

Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana: com a posse do paulista Prudente de Morais, primeiro presidente civil, inicia-se a "República do café-com-leite", dos grandes proprietários rurais, em substituição a "República da Espada" (governos do marechal Deodoro e do marechal Floriano). É a áurea da economia cafeeira no Sudeste; é o movimento de entrada de grandes levas de imigrantes, notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia com o ciclo da borracha; é o surto de urbanização de São Paulo.

Mas toda esta prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandono do Nordeste partem os primeiros gritos da revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, o Ceará é o palco de conflitos, tendo como figura central o padre Cícero, o famoso "Padim Ciço"; em todo o sertão vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.

O Rio de Janeiro assiste, em 1904, a uma rápida mais intensa revolta popular, sob o pretexto aparente de lutar contra a vacinação obrigatória idealizada por Oswaldo Cruz; na realidade, tratava-se de uma revolta contra o alto custo de vida, o desemprego e os rumos da República. Em 1910, há outra importante rebelião, desta vez dos marinheiros liderados por João Cândido, o "almirante negro", contra o castigo corporal, conhecida como a "Revolta de Chibata". Ao mesmo tempo, em São Paulo, as classes trabalhadoras sob a orientação anarquista, iniciam os movimentos grevistas por melhores condições de trabalho.

Essas agitações são sintomas de crise na "República do café-com-leite", que se tornaria mais evidente na década de 1920, servindo de cenário ideal para os questionamentos da Semana da Arte Moderna.

 

Características

Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicas - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto -, podemos perceber alguns pontos em comum entre as principais obras pré-modernistas:

Apesar de alguns conservadorismos, são obras inovadoras, apresentando uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteadas de palavras "não poéticas" como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta à poesia parnasiana ainda em vigor; a denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado de Romantismo e Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo;

o regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e Nordeste com Euclides da Cunha; o Vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito do Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto;

os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos; uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.

 

Autores

 

Lima Barreto

Lima Barreto participa da época do Simbolismo (Fim do Século XIX ao começo do Século XX), sendo uns dos Autores do Pré-Modernismo, seja em Portugal ou no Brasil (prosa).

Escritor brasileiro, nascido em 1881 e falecido em 1922 no Rio de Janeiro. De origem humilde, mestiço, não conseguiu, pela pobreza e condições modestas, completar o curso de engenharia iniciado, passando a funcionário da Secretaria da Guerra. Construiu, a partir de então, uma obra de romancista que figura entre as mais significativas das letras brasileiras. Seu livro de estréia. Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), romance à clef, teve grande êxito, o que deveu à circunstância de retratar a vida de um grande jornal da época, satirizando certos personagens, de identidade evidente, e que ocupavam os primeiros postos da imprensa ou das letras. Esse livro foi uma amostra do que constituiria a característica da obra do romancista, utilizada como válvula de escape a um temperamento de inconformado.

A crítica social foi, assim, o núcleo dessa obra, de acordo com os cânones da estética naturalista, praticando, como mostrou Eugênio Gomes, a literatura em função do jornalismo e do panfleto, extravasando as suas amarguras, revoltas e decepções. Daí decorre um prejuízo para a obra romanesca, não completamente realizada, quaisquer que sejam as qualidades inegáveis que se têm de reconhecer nela. Além do primeiro, escreveu os romances Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915), Numa e a Ninfa (1915) , Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919), Clara dos Anjos (1948),além dos contos reunidos no volume Histórias e Sonhos (1920), e da colaboração para a imprensa em artigos excelentes, enfeixados no livro Bagatelas (1923).

O mesmo talento e o mesmo ingrediente humano e pessoal entraram na confecção dessas obras: uma herança neurótica, os ressentimentos, os desregramentos, a diplomacia, o recalque contra a sociedade que o desdenhou, o instinto revolucionário e de reforma social. A mistura de invectiva, ironia, sátira, pessimismo, vai reencontrar-se em:

Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá

Livro feito de conversas entre o personagem e um interlocutor, através de perambulações pelas ruas, satirizando os ridículos dos doutores burocratas.

Triste Fim de Policarpo Quaresma

É a história de um burocrata humilde, através da qual ele traça o quadro da "alta sociedade suburbana", que põe em contraste com a dos bairros aristocráticos.

Numa e a Ninfa

É uma sátira à vida política da época, com tipos e costumes retratados segundo a luneta deformadora do romancista.

Clara dos Anjos

Iniciado desde 1904 e submetido a várias transformações, é uma tentativa de fixar a vida suburbana carioca.

Em todos os seus romances, e em muitos dos seus contos (alguns dos quais, como "O Homem que sabia Javanês", colocam-se entre as obras-primas do conto brasileiro), Lima Barreto especializou-se na pintura dos humildes, a gente do povo, a classe dos burocratas espezinhados, mestiços, suburbanos, com uma ternura e um senso de fraternidade que o colocam entre os maiores ficcionistas de veia popular e social do Brasil. A valorização crítica de sua obra romanesca deveu-se sobretudo aos escritores inspirados na estética modernista, em reação contra os cânones da chamada arte pela arte. Mesmo sem aceitar essa formulação polêmica, há que reconhecer o valor de sua contribuição.

 

Modernismo - Segunda fase (1930-1945)

 

Brasil

Para o Brasil, 1930 marca o ponto máximo do processo revolucionário, ou seja, é o fim da Republica Velha, do domínio das velhas oligarquias ligadas ao café e o inicio do longo período no qual Vargas detém o poder.

A Revolução de 30 contava com o apoio da burguesia industrial, dos setores médios e dos tenentes responsáveis pelas revoltas na década de 20 (exceção feita a Luis Carlos Prestes, que, no exílio, havia feito clara opção pelo comunismo). Desenvolve-se, assim, uma política de incentivo à industrialização e de facilitação de entrada do capital norte-americano, em substituição são capital inglês.

Em 32 uma tentativa contra revolucionaria parte de São Paulo. A Revolução Constitucionalista explodiu em julho mas n logrou êxito. Se Guilherme de Almeida foi o poeta da Revolução paulista, escrevendo vários textos ufanistas, Oswald de Andrade foi o seu romancista critico, escrevendo Marco Zero – A Revolução melancólica.

Ainda em 32 a ideologia fascista encontra ressonância no nacionalismo exacerbado do Grupo Verde-Amarelo, liderado por Plínio Salgado, fundador da Ação Integralista Brasileira. Ao mesmo tempo crescia no Brasil a força de esquerda. Em 34 elas formam a frente única: a ANL – Aliança Nacional Libertadora que é fechada pouco tempo depois por "atividade subversiva de ordem política e social", entretanto em novembro de 1935 tenta uma revolução "contra o imperialismo e o fascismo".

Getulio Vargas, auxiliado pelos integralistas, inicia sua ditadura em 10 de novembro de 1937. o chamado Estado Novo será um longo período antidemocrático, anticomunista, baseado em um nacionalismo conservador e na idolatria de um chefe único, Getulio Vargas. Essa situação se prolongaria ate 29 de outubro de 1945, quando, pressionado, Getulio renuncia.

 

Características

A poesia desta segunda fase do Modernismo representa um amadurecimento e aprofundamento das conquistas da geração de 1922, percebendo-se, inclusive, a influencia exercida por Mario e Oswald de Andrade sobre os jovens que iniciaram suas produções poéticas após a realização da Semana. Lembramos, a propósito, que Carlos Drummond de Andrade dedica seu livro de estréia, Alguma poesia (1930), a Mario de Andrade; Murilo Mendes, com seu livro Historia do Brasil, segue a trilha aberta por Oswald, repensando a nossa historia com muito humor e ironia.

Formalmente, os novos poetas continuam a pesquisa estética iniciada na década anterior, cultivando o verso livre, a poesia sintética.

Entretanto, é na temática que se percebe uma nova postura do artista, que passa a questionar com maior vigor a realidade e, fato extremamente importante, passa a se questionar tanto como um individuo em sua tentativa de exploração e de interpretação do ´”estar-no-mundo`”, como em seu papel de artista. O resultado é uma literatura mais construtiva e mais politizada, que na quer e na pode se afastar das profundas transformações ocorridas nesse período; daí também o surgimento de uma corrente mais voltada para o espiritualismo e o intimismo, como fruto dessa inquietação: é o caso de Cecília Meireles, de uma fase de Murilo Mendes, Jorge de Lima e Vinicius de Moraes.

De qualquer forma é um tempo de definições, de compromissos, de aprofundamento das relações do eu.

 

Autores

Murilo Mendes: Murilo Monteiro Mendes nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerias, a 13 de maio de 1901. ainda menino, transfere-se para Niterói, onde conclui seus estudos secundários. Em 1953 muda-se para a Europa, percorrendo vários paises; falece em Portugal , a 13 de agosto de 1975.

Murilo Mendes é um poeta de curiosa trajetória no Modernismo brasileiro: das sátiras e poemas-piadas ao estilo oswaldiano, caminha para uma poesia religiosa, sem perder contato com a realidade social; o próprio poeta afirma que o social não se opõe ao religioso. Tal fato lhe permite acompanhar todas as transformações vividas pelo século XX, que no campo econômico e político – a guerra foi tema de vários de seus poemas -, quer no campo artístico, sendo o poeta modernista brasileiro mais identificado com o Surrealismo europeu.

Já em seu livro de estréia – Poemas (1930) – apresenta novas formas de expressão, versos vivíssimos e livre associação de imagens e conceitos, características presentes em toda a sua trajetória poética.

A partir de Tempo e eternidade (1935), escrito em parceria com Jorge de Lima, Murilo Mendes parte para a poesia religiosa, mística, de "restauração da poesia em Cristo". Sua obra ganha em densidade, uma vez que, ao lado de um dilema entre Poesia e a Igreja, o finito e o infinito, o material e o espiritual, o poeta não abandona a temática social. Surge daí a consciência do caos, de um mundo esfacelado, de uma civilização decadente: uma constante na obra de Murilo Mendes. O trabalho do poeta é tentar ordenar esse caos utilizando-se para isso do trabalho poético, sua lógica, sua criatividade, sua libertação. São significativos os títulos de seus livros: A poesia em pânico, O visionário, As metamorfoses, Mundo enigma, Poesia liberdade

JORGE DE LIMA: Jorge Mateus de Lima nasceu a 23 de abril de 1895 em União dos Palmares, Alagoas. Estréia na literatura em 1914, ainda fortemente influenciado pelo Parnasianismo, com XIV alexandrinos, o que lhe valeu mais tarde o titulo de "príncipe dos poetas alagoanos". Em 1926, já formado em Medicina, ingressa na vida política, elegendo-se deputado estadual pelo Partido Republicano; obrigado a abandonar Alagoas, indo viver no Rio de Janeiro. Em 1946, com a redemocratização ocorrida no pais, é eleito vereador do Rio de Janeiro pela UDN. Falece a 15 de novembro de 1953.

A exemplo de Murilo Mendes, Jorge de Lima também trilhou caminhos curiosos na literatura brasileira: de poeta parnasiano em XIV alexandrinos, chega a uma poesia social paralela a uma poesia religiosa.

A poesia social apresenta belas composições quando Jorge de Lima assume a coloração regional, usando a memória de um menino branco marcado por uma infância repleta de imagens dos engenhos e de negros trabalhando em regime de escravidão, por exemplo.

Em certos momentos aborda uma temática mais ampla, ao denunciar as desigualdades sociais, atingindo maravilhosa expressão poética através de um hábil jogo com as palavras.

A partir de Tempo e eternidade há a preocupação da "restauração da Poesia em Cristo" em trabalho conjunto com Murilo Mendes, onde se observa a luta entre material e o espiritual, temática que aparece também em A túnica inconsútil e Mira coeli.

Em Invenção de Orfeu, à moda de Camões e Dante, escreve um poema épico em dez cantos, enfocando a luta de um homem indeciso entre o material e o espiritual.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: Carlos Drummond de Andrade nasceu a 31 de outubro de 1902, em Itabira, Minas Gerais, região rica em ferro.

Fez seus primeiros estudos em Minas Gerais. Em 1918, estuda como interno no Colégio Anchieta, da Companhia de Jesus, em Friburgo, sendo expulso no ano seguinte, após um incidente com seu professor de Português. Forma-se em Farmácia, mas vive de lecionar Português e Geografia em Itabira. Em 1934, transfere-se para o Rio de Janeiro, assumindo um cargo público no Ministério da Educação. Em 1945, a convite de Luis Carlos Prestes, trabalha como co-diretor do jornal comunista Tribuna Popular.

A partir da década de 1950, Drummond de Andrade é,s em duvidas, o maior nome de poesia contemporânea brasileira. Sua obra poética acompanha a evolução dos acontecimentos, registrando todas as "coisas" (síntese de um universo fechado, despersonificado) que o rodeiam e que existem na realidade do dia-dia. São poesias que refletem os problemas do mundo, do ser humano brasileiro e universal diante dos regimes totalitários, da 2ª Guerra, da guerra fria.

Assim, o poeta é possuído de alguns momentos de esperança para, logo adianta, tornar-se descrente, desesperançado com o rumo dos acontecimentos.

Mas é acima de tudo um poeta que nega todas as formas de fuga da realidade; seus olhos atentos estão voltados para o momento presente e vêem, como regra primeira para uma possível transformação da realidade, a união, o trabalho coletivo.

É interessante notar que, em varias passagens, Drummond insiste em mostrar a impossibilidade de o homem, sozinho, realizar alguma coisa.

A partir de Lição de coisas (1962) notamos uma preocupação maior com os objetos, com as "coisas", resultando numa composição que valoriza os aspectos visuais e sonoros. Podemos observar essa tendência concreto-formalista em poemas como "A bomba" e "Isso é aquilo".

Em 1962, Carlos Drummond seleciona para a edição de sua Antologia poética; no prefacio, o próprio poeta explica o critério de seleção e divide os poemas escolhidos em nove grupos.

CECÍLIA MEIRELES: Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu a 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Órfã de pai e mãe desde os três anos de idade, foi criada pela avó materna. E, 1917, forma-se na Escola Normal do Rio, dedicando-se ao magistério primário. Estréia em livro com Espectros (1919). A partir da década de 30, leciona literatura brasileira em varias universidades. Morreu a 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro.

Cecília Meireles inicia-se na literatura participando da chamada "corrente espiritualista", sob a influencia dos poetas que formariam o grupo da revista Festa, de inspiração neo-simbolista. Posteriormente afasta-se desses artistas, sem, contudo, perder as características intimistas, introspectivas, numa permanente viagem interior. Em vista desses fatores, sua obra reflete uma atmosfera de sonho, de fantasia e, ao mesmo tempo, de solidão e padecimento.

Um dos aspectos fundamentais da poética de Cecília Meireles é sua consciência da transitoriedade das coisas; por isso mesmo, o tempo é personagem central de sua obra: o tempo passa, é fugaz, fugido.

Ao lado de uma linguagem que valoriza os símbolos, de imagens sugestivas como constantes apelos sensoriais, uma das marcas do lirismo de Cecília Meireles é a musicalidade de seus versos e as brilhantes aliterações.

Em Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles retoma uma forma poética de tradição ibérica, denominada de romance (composição de caráter popular, escrita em redondilhas), para reconstruir o episodio da Inconfidência Mineiras e extrair, de um fato passado, datado, limitado geograficamente e cronologicamente, valores que são eternos e significativos para a formação da consciência de um povo. a própria autora afirma tratar-se de "uma historia feita de coisas eternas e irredutíveis: de ouro, amor, liberdade, traições..."

E exatamente para o mais eterno desses valores – a Liberdade – a poeta dedica uma das mais belas estrofes de nossa literatura.

VINICIUS DE MORAIS: Marcus Vinicius da Cruz de Mello Morais nasceu a 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro. Ei-lo segundo suas próprias palavras: "capitão do mato, poeta, diplomata, o branco mais preto do Brasil. Sarava." Morreu a 9 de julho de 1980, no Rio de Janeiro.

A exemplo de Cecília Meireles, o inicio de sua carreira esta intimamente ligado ao Neo-simbolismo da "corrente espiritualista" e à renovação católica da década de 30. percebe-se em vários de seus poemas dessa fase um tom bíblico, sejas nas epigrafes, seja diluído nos versos. No entanto, o eixo de sua obra logo se desloca para um sensualismo erótico, o que vem acentuar uma contradição entre o prazer da carne e a formação religiosa; destaque também para a valorização do momento, para um acentuado imediatismo – as coisas acontecem "de repente, não mais que de repente" – ao mesmo em que se busca algo mais perene. Desse quadro talvez resulte outra constante em sua poética: a felicidade e a infelicidade. Em varias oportunidades valoriza a alegria.

A temática social também aparece em poemas de Vinicius, os quais lograram obter o mesmo grau de popularidade que suas composições voltadas para o amor, como pe o caso de "Operário em construção". Também é necessário salientar a importante participação de Vinicius na evolução da musica popular brasileira desde a bossa-nova, em fins dos anos 50, ate nossos dias.

 

O pós-modernismo - Terceira fase (Pós-1945)

 

Como surgiu o Pós-Modernismo:

- A primeira revolução industrial, no século XVIII, criou um projeto onde a sociedade construiria o progresso junto com a ciência, a liberdade e a energia burguesa.
- Sociedades capitalistas dos séculos XIX e XX tiveram um grande desenvolvimento e fortalecimento dos burgueses e dos operários revolucionários, graças à esse projeto.
- Mas o projeto da modernidade também fez com que os campos se esvaziassem, superpovoando as grandes cidades, aumentando as classes médias e criando uma multidão de excluídos.
- Antigos valores religiosos, estéticos e morais desapareceram ou foram modificados. Nem todas as pessoas estavam felizes
- A partir dos anos 50, o consumo e a informação substituíram o projeto da modernidade, que parecia ter se esgotado. Aos poucos, a tecnologia eletrônica de massa e individual (rádio, TV, computadores, etc.) foi saturando as pessoas com tantas informações.
- As informações chegam cada vez mais rápidas e influenciam, direta ou indiretamente, no consumo. A tela da TV ou o chip de computador podem ser vistos como símbolos da pós-modernidade.

 

O contexto cultural e artístico:

- Ambiente pós-moderno saturado de informações produzidas principalmente por imagens eletrônicas; uma espécie de hiper-realidade, mais sedutora, fascinante e espetacular do que apenas o uso das palavras.
- Tudo pode ser transformado num show para a mídia. A hiper-realidade e o espetáculo são muito usados nas notícias, na ficção, nos musicais, nos esportes, nos documentários e nos comerciais, estimulando o consumo.
- Esse processo é internacional. O dado nacional só tem importância por ser um fragmento da grande rede internacional de consumo e informação. É o casamento perfeito entre a mídia e o mercado.
- O ser pós-moderno é alguém submetido a um constante bombardeio de informações, principalmente dirigidas ao consumo. De tanta propaganda, os objetos anunciados vão se tornando uma necessidade para o indivíduo.
- O indivíduo pós-moderno tem uma sensibilidade frágil, identidade indefinida, gostos, sonhos e motivações padronizadas. Suas certezas e ideais não são de longo prazo, mas sim de momento presente.
- Todo esse contexto pós-moderno se reflete nas manifestações artísticas, que reagem aos estímulos de acordo com suas linguagens específicas.
- Hotéis e shopping centers são os melhores exemplos da arquitetura pós-moderna. As construções misturam vários estilos passados, como arcadas românticas, ornamentos barrocos e colunas gregas. Cores vibrantes e muita luz dão um efeito de movimento, desequilíbrio e alegria.
- Nas artes plásticas, volta-se à representação realista de figuras, mas acentuando o hiper-realismo. Objetos e imagens retiradas do consumo popular passam a ser retratadas.
- Na música, o rock chega às inúmeras variações "eletrônicas" atuais. Alguns artistas trabalham com o silêncio ou com um único som repetido até a exaustão, com instrumentos ou com a voz humana.

 

Características

- As principais características do Pós-Modernismo negam ou incorporam, de alguma forma, traços modernos. São elas:

* Eliminação das fronteiras entre arte erudita e popular - A arte pós-moderna criou um produto de grande aceitação por todas as camadas sociais, sendo ele comunicável, fácil e menos crítico. Só assim a arte seria um mercadoria vendável.
* Ecletismo - Efeito de movimento, desequilíbrio e fantasia. O ecletismo não obedece regras, questionando limites entre o bom e o mau-gosto.
* Intertextualidade - É o aproveitamento intencional de textos do passado, em sua maioria com objetivo irônico e até paródico, sendo mais humorístico que crítico.
* Individualismo narcisista - Individualismo exacerbado, dedicando-se às lutas minoritárias, como a ecologia, as mulheres, os negros, homossexuais, entre outros.
* Niilismo - O indivíduo pós-moderno em nada crê, nada espera, por nada luta e não acredita que haja um sentido para a existência, entregando-se ao prazer do consumo e tirando o máximo que pode do presente.
* Humor - Tentativa de desdramatizar o social, evitando que o indivíduo se preocupe, fique tenso ou deprimido, fazendo que com ele ria sem tensão, para descontrair e relaxar.

 

tabela

 

Brasil e Pós-Modernismo

 

Anos 60 e 70:

- Aceleração do processo industrial brasileiro durante o governo JK.
- Ligado à industrialização e à tecnologia da comunicação, o Pós-Modernismo surge junto às primeiras fábricas de automóveis, crescendo com a consolidação da indústria cultural e os meios de comunicação de massa, nos anos 70.
- Tanto desenvolvimento e democracia fizeram com que houvesse um grande despeito a respeito da inflação, que crescia consideravelmente.
- O sucessor de Juscelino, Jânio Quadros, promete ajustar a administração, estabilizar a economia e uma ordem social mais justa. Seu governo, porém, desagrada a todos os setores em um curto tempo e, sete meses depois de empossado, o presidente renuncia.
- Período de grande instabilidade durante o governo do novo presidente João Goulart, marcado por uma crise econômico-social intensa e grande mobilização política. As forças populares queriam reformas sociais, enquanto os setores conservadores temiam a "ameaça comunista".
- Mobilização reflete também o panorama internacional, com a revolução socialista em Cuba, em 1959.
- Em resposta a esses fatos, o Brasil passa a viver uma ditadura após o golpe militar de 31 de março de 1964.
- Durante a ditadura militar, os movimentos operário e camponês foram desarticulados, a universidade foi isolada, os partidos políticos extinguidos e o Congresso Nacional fechado. O povo brasileiro passa a ser regido pelos Atos Institucionais
- O Ato Institucional N.º 5 estabeleceu a censura prévia para jornais, revistas, teatro, cinema, música e televisão.
- Muito artistas e intelectuais foram cassados, exilados ou induzidos ao exílio. Todo aquele que se levantou contra a ditadura foi torturado, ou até mesmo morto.

 

Nacionalismo X Internacionalismo:

- Professores, intelectuais e artistas aliaram-se ao movimento estudantil, à mobilização camponesa e às reivindicações operárias, defendendo uma arte revolucionária. Era o instrumento a serviço da revolução social.
- O Cinema Novo surge buscando a realidade nacional e deixando de lado o modelo de americano.
- O teatro cria uma linguagem inovadora e mobilizadora, indo em busca do povo.
- A Bossa Nova se firma e os festivais de música pela televisão revelam cantores e compositores engajados na cultura nacional, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
- A Jovem Guarda alcança grande sucesso ao traduzir um estilo internacional popular bem diferente dos valores nacionalistas da MPB.
- A televisão atraía o público por transmitir novelas e musicais com entrevistas, calouros, música e humor.

 

Fim do século XX

- Com o fim do Ato Institucional N.º 5 e com a anistia, em 1979, acaba a censura, os exilados podem retornar ao Brasil e os presos políticos ganham liberdade.
- Consolidação da indústria cultural, da sociedade da imagem e do consumo.
- Desde os anos 80 é a produção cultural criada de acordo com modelos empresariais que domina o panorama.
- Profissionalização definitiva do artista e do escritor, que são influenciados pela mídia e vivem e produzem de acordo com as regras e o ritmo do mercado. As obras trazem as marcas desse processo.
- Grande crescimento de obras que narram os anos da repressão, a tortura, o movimento estudantil e o exílio, misturando ficção, relatos de viagens, autobiografia, etc. Exemplo: O que é isso, companheiro? De Fernando Gabeira, e Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva.
- Surgimento de narrativas centradas no cotidiano das drogas e da homossexualidade, romances policiais e romances históricos. O conto continua em alta.
- Poesias um pouco mais longas, com necessidade de voltar aos clássicos, através da intertextualidade. A oralidade e a utilização de outras linguagens ainda são importantes, mas parece que há menos pressa e maior sistematização.
- Na realidade cultural brasileira convivem elementos pré-modernos, modernos e pós-modernos, correspondentes aos estágios de desenvolvimento da nossa desigual sociedade. Mas o Pós-Modernismo cresce, aos poucos, enquanto estilo de época no Brasil.
- Só a passagem do tempo dará a palavra final sobre o fim do século XX, na cultura, na arte e na literatura brasileiras.

 

Conclusão

No decorrer da realização deste trabalho, as intenções de alcançar sua perfeição foram as melhores possíveis.

Através dele pudemos entender e compreender diversas fases e acontecimentos de nossa literatura.

Ao concluir a realização deste trabalho, foi imensa, a minha satisfação pelo conhecimento adquirido, tendo certeza, que tais acontecimentos, é de suma importância para a continuidade de nossa história.

Intimamente ligada a 1ª fase do Modernismo (antecessora), a poesia da segunda fase é principalmente caracterizada pela preocupação dos artistas em relação ao atual, em relação aos acontecimentos daquela determinada época (entre 1930 e 1945), como por exemplo na Europa o avanço do fascismo, do militarismo e do armamentismo, a Segunda Grande Guerra Mundial e também a questão da bomba atômica. Aqui no Brasil os principais motivos de preocupação dos autores eram a ascensão de Getulio Vargas e a imposição da ditadura fazendo com que os textos tenham características especificas e se tornem uma literatura mais construtiva e mais politizada. Sempre estabelecendo uma relação entre o homem (eu) e o mundo (onde ele vive).

Os iluministas acreditavam que a razão, na prática, traria a liberdade para o homem. Vã ilusão. O sistema liberal ufanizado por esses filósofos serviu como uma amarra para o pensamento e a ação, sem contar que serviu de sustentação para o perverso capitalismo, que sequer nós sabemos até quando perdurará.

Não sabemos quando, de fato, a modernidade acabou, contudo ela deixou uma herança muito infeliz para a sua sucessora, a pós-modernidade. Estamos em plena guerra. A qualquer momento podemos morrer por causa de uma bomba ou bactéria antes mesmo de terminar de ler esse texto!

Como o poeta falou, "surgiremos como monstros de nossa própria criação. Conseguimos construir armas que destróem a nós próprios. Formulamos uma situação que leva o planeta ao esgotamento".

O niilismo não bate mais à porta, como Nietzsche dizia, ele já entrou e encheu de desesperança nossos egocêntricos corações. Max Weber alertou para a burocratização e Karl Marx para a revolta do trabalhador. O que pensamos é: até quando os nossos trabalhadores agüentarão tanta humilhação? Isso ninguém sabe.

Quando falamos de Moderno e Pós- Moderno, não podemos distinguir ao certo seu significado sabemos representá- lo, mas não defini- lo.

Devemos deixar bem claro três coisas:

Moderno - algo que as pessoas sabem reconhecer, mas não sabem definir.

Modernismo - seria o significado de uma época (um fato).

Modernidade - seria uma reflexão sobre o modernismo.

Enfim, coisas diferentes, com significados diferentes e que não devem ser confundidas.

 

Referências Bibliográficas

Literatura Brasileira (das origens aos nossos dias) José de Nicola - Editora Scipione.

Apostila FUNLEC - 1° Ano, volume 03.

NICOLA, José de. Literatura Brasileira das origens aos nossos dias. Editora Scipione. Reedição ampliada e atualizada, 11ª edição. São Paulo-SP

LYON, David. Pós-Modernidade. São Paulo: Paulus, 1998.

MARTON, Scarlett. Nietzsche: A Transvaloração dos Valores. São Paulo: Moderna, 1993.

PELLEGRINI, Tânia e FERREIRA, Marina. Português: Palavra e Arte. São Paulo: Atual, 1996. p. 274.

CEREJA, Wiliam Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Literatura Brasileira. São Paulo: Atual, 1995.

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