Poema Pronominais - Oswald de Andarde

Autor:
Instituição: Uniderp
Tema: Texto Argumentativo

PRONOMINAIS


Discuta a idéia central do poema Pronominais de Oswald de Andrade.


PRONOMINAIS

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.

O poema Pronominais de Oswald de Andrade,nos mostra um pouco da diversidade do uso da língua em função da situação comunicativa. O texto fala sobre a linguagem culta (dicionário) "gramática" e a linguagem coloquial (cotidiano). Ele faz uma referência, que existem dentro da língua portuguesa, maneiras distintas para expressar uma mesma idéia e não existe uma maneira certa ou errada para se expressar."

Este texto coloca em discussão o padrão culto da língua portuguesa normatizado pela gramática (‘Dê-me um cigarro... ’) e o modo como a língua é usada no dia-a-dia pelos falantes do português brasileiro (‘Me dá um cigarro’) A partir dessa concepção , podemos afirmar que a língua aceita variações usada pelos falantes ou escritores conforme a situação de comunicação. Devemos lembrar que as línguas não são estáticas e nem inalteráveis. A todo o momento, as pessoas criam palavras, frases e formas de expressões diferentes daquelas que são consideradas padrão. O poema "Pronominais", no entanto, resgata a fala popular ao dizer que "o bom negro e o bom branco", ou seja, todos, "Da Nação Brasileira/ Dizem todos os dias/ Deixa disso camarada/ Me dá um cigarro". Dessa forma, ele subverte a linguagem culta até então retratada na literatura por uma linguagem mais real do povo brasileiro, sem distinção. Ou seja, ele defende a linguagem popular, ao invés da culta. Embora, Oswald de Andrade, não tenha carregado o estandarte da "língua brasileira", fez sua intervenção na seara da colocação pronominal, defendendo o nosso jeito de falar.

A idéia que está sendo defendida neste texto é a de que, mesmo que a gramática esteja dizendo algo que contradiz a forma com que as pessoas falam, isto não quer dizer que este modo de falar esteja errado. O português não é uma língua só, ou melhor, como toda língua, aceita variações que vão ser usadas pelos falantes de acordo com a situação de comunicação. Devemos lembrar também que as línguas não são estáticas, prontas, acabadas e inalteráveis. A todo o momento, os falantes criam palavras, frases e formas de expressão diferentes daquelas tidas como padrão. No seu dia-a-dia, o usuário da língua entra em contacto com diferentes interlocutores e em diferentes situações sociais. Para garantir maior eficácia nessa interação, precisa estar atento ao grau de formalismo de sua linguagem.

Através deste texto podemos ver a que comunicação eficaz não depende da linguagem utilizada, seja formal ou popular. O meio e as pessoas envolvidas é que determinam qual a linguagem adequada para se expressar bem. Vemos também a valorização da linguagem popular ou coloquial, aquela que é próxima do nosso dia a dia e que se opõe a gramática, às regras a serem estruturada dentro da linguagem culta. Com isso, nós demos conta que a língua apresenta variações lingüísticas que devem ser respeitadas. E que as regras gramaticais estruturadas de modo correto são empregadas por poucas pessoas, enquanto que o falar coloquial representa como fala ou como escreve a maioria da população brasileira.

Portanto, o coloquialismo é de grande importância para a língua portuguesa, uma vez que possibilita a comunicação entre as pessoas, independente do seu nível de instrução. Um universitário, por exemplo, consegue se comunicar com um professor, com um colega e com uma criança analfabeta, assim como, a criança consegue se comunicar com todos eles e toda essa interação acontece graças à linguagem coloquial. O texto defende a idéia de que não é necessário o uso das normas gramaticais para que sejamos compreendidos em nosso dia a dia ."

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